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Luciano Pires -
Download do Programa

Decidimos antecipar o LíderCast com o João Amoêdo depois que a Globo anunciou entrevistas com os candidatos e deixou o Novo de fora. O programa foi lançado em vídeo, o podcast está sendo editado e será publicado nas próximas horas.

Bem-vindo ao LíderCast, o podcast para quem quer saber mais sobre liderança. Apresentação Luciano Pires.

Luciano: No programa de hoje recebemos João Amoêdo, pré-candidato a presidente do país pelo Partido Novo. Muito bem, mais um LíderCast, este aqui é uma daquelas edições especiais, corrida porque o homem aqui tem uma agenda que é uma doideira. Você não sei se já ouviu, provavelmente não ouviu LíderCast ainda, então preciso te dar uma informação importante, só tem três perguntas aqui que são fundamentais e que você não pode errar: seu nome, sua idade e o que é que você faz.

João Amoêdo: Perfeito. Bom, João Amoêdo, 55 anos, carioca e atualmente eu sou pré-candidato à presidência da república pelo Partido Novo. Gastei os últimos sete anos dedicado a esse projeto do Novo, que foi a montagem do partido e agora a pré-candidatura. E anteriormente a isso trabalhei no mercado financeiro. Fui executivo, fiz engenharia civil e administração de empresas, mas fiz toda a minha vida, basicamente, no mercado financeiro.

Luciano: Nasceu aonde, João?

João Amoêdo: Eu nasci no Rio de Janeiro. Minha mãe é do Rio Grande do Norte, Natal, meu pai é de Belém do Pará, minha esposa é de Mato Grosso do Sul.

Luciano: Você é o brasileiro globalizado.

João Amoêdo: Globalizado, exatamente.

Luciano: O que o seu pai e sua mãe faziam?

João Amoêdo: Meu pai era médico e ele fez medicina em Belém e foi para o Rio de Janeiro fazer residência. E minha mãe casou muito cedo, depois fez administração de empresas. Meu avô, que era lá do Rio Grande do Norte, levou os filhos para estudarem lá, foi trabalhar lá e eles se conheceram muito cedo e acabaram casando e sempre moraram no Rio. Então foram, na verdade, pessoas que foram para o Rio vendo o Rio como terra de oportunidades, diferentemente do que a gente tem hoje, um lugar de muita violência.

Luciano: O que o Joãozinho queria ser quando crescesse?

João Amoêdo: Olha, eu sempre pensei em ser engenheiro, eu gostava de engenharia, por isso fiz engenharia e fiz, ao mesmo tempo, administração de empresas, porque eu tenho um tio que era engenheiro e dizia o seguinte, João, quando você sobe na carreira, depois você vai ser um administrador, você não vai ser um técnico e aí valia a pena você fazer administração. Bom, então já vou fazer logo as duas de uma vez, mas quando eu me formei, em 85, o mercado de engenharia estava muito ruim no Brasil. Acho que muito parecido com o que temos hoje, poucas oportunidades.

Luciano: 85 era Sarney? Um pouquinho depois do Sarney.

João Amoêdo: Não, o Sarney foi depois, só. Nem lembro em 85.

Luciano: Sei lá quem era.

João Amoêdo: O Sarney foi depois, mas o fato é que estava muito ruim e aí eu tinha alguns amigos que estavam trabalhando no mercado financeiro, falaram João, vai lá fazer um programa de trainee no Citibank. Eu falei, mas olha, trabalhar em banco nunca foi muito o que eu tinha imaginado, mas o fato é que acabei entrando e aí entrei como trainee, depois virei gerente adjunto lá no Citibank, aí vim trabalhar em São Paulo, num banco pequeno que estava começando. Eu tinha 25 anos na época, sempre gostei de desafios, bom é uma oportunidade de se esse banco crescer, eu crescer junto com o banco. E aí fiquei praticamente 15 anos nesse banco.

Luciano: Então deixa eu desmontar uma falácia aqui, você nunca foi banqueiro, você foi bancário.

João Amoêdo: Luciano, eu sempre entendo o seguinte, banqueiro, para mim é quem é dono de banco.

Luciano: E é isso aí.

João Amoêdo: Que não tem risco de ser mandado embora, não recebe fundo de garantia. E eu sempre tive o risco de ser mandado embora e recebia fundo de garantia, então eu sempre me considerei bancário. Inclusive quando me perguntavam a profissão, que tinha que escrever naquelas fichinhas, eu sempre escrevi bancário. E até é interessante, porque quando eu estava nos bancos, eu sempre fui considerado, depois que eu subi e virei diretor lá, sempre executivo do mercado financeiro, nunca banqueiro. Para mim, banqueiro de fato é quem tem o banco e nunca foi o meu caso, eu acho que eu virei banqueiro só, única e exclusivamente, depois que eu resolvi ser pré-candidato.

Luciano: Quando é que você encerrou tua carreira no banco?

João Amoêdo: Olha, como executivo, eu saí em 2004, ou seja, estamos falando de 14 anos. E aí de 2004 até 2008 eu fiquei no Conselho de Administração do Unibanco, depois o Unibanco fez a fusão com o Itaú, eu saí de lá também. E aí, em 2009, 2010, eu fui chamado de volta pelo BBA, que era o pequeno banco em que eu tinha trabalhado lá atrás, que em 88 foi comprado pelo Itaú. E aí os sócios antigos me chamaram para participar do Conselho como um membro mais ou menos independente. E eu fiquei nesse conselho do banco até 2015. Então a minha última tarefa como executivo do sistema financeiro foi 2004 e a última tarefa como membro de um conselho de administração foi em 2015. E, de fato, nos últimos tempos, nos últimos anos a dedicação foi muito grande ao Novo, porque é um projeto do início. Você montar um partido no Brasil não é fácil.

Luciano: A gente vai, eu vou te especular um pouquinho aqui. Eu quero pegar um pouco mais nessa coisa interessante, quer dizer, a tua profissão era conselheiro, você era conselheiro de banco, era isso o que você fazia, acostumado a tomar decisões o dia todo para o banco não perder dinheiro, como “performar” melhor, como ter um negócio de sucesso. Você estava muito bem, para estar num conselho de um banco, se você não tivesse café no bule, não estaria no conselho de um banco. E um belo dia você acorda de manhã, ou você vai deitar à noite, eu vou falar para você o que eu falei para a Janaína Paschoal nessa cadeirinha aqui. Um belo dia você está lá, entra uma luz pela janela e vem uma voz e fala assim: João vá mudar o Brasil. Como é que foi, o que foi isso, cara?

João Amoêdo: Foi mais simples, eu estava jantando com um amigo meu, que a gente estudou junto num colégio aqui em São Paulo, ele é carioca, estava por aqui por São Paulo e aí eu falei para ele, fulano, eu tinha vontade de ir para administração.

Luciano: Quem é o fulano?

João Amoêdo: Roberto.

Luciano: O Motta?

João Amoêdo: Roberto Motta.

Luciano: Esteve nesta cadeira aqui umas semanas atrás.

João Amoêdo: Então, eu falei para ele, Roberto, eu tinha vontade de fazer alguma coisa para melhorar a gestão pública, um inconformismo assim vindo da iniciativa privada, acostumado a tomar decisão, a buscar eficiência. O banco, eu comecei era bem pequeno e a gente foi crescendo. E assim, era uma irritação muito grande por a gente não conseguir ter algo que funcione apesar dos altos impostos. E aí ele me colocou em contato lá, na época, com uma pessoa próxima ao Gabeira, Fernando Gabeira, que estava saindo candidato a prefeito pelo Rio de Janeiro e eu queria ajudá-lo a ser eleito, me pareceu uma pessoa séria, ajudar talvez num plano de governo, a trazer práticas diferentes para a iniciativa pública, no intuito única e exclusivamente de melhorar a vida das pessoas. Você vivendo no Rio, não é possível que a gente pague esses impostos todos e aí vendo alguns amigos, alguns conhecidos montando ONGs ou participando de instituições de caridade. E uma coisa que eu sempre pensei foi o seguinte, essas instituições, essas ONGs têm algum valor, mas normalmente a atuação delas é limitada, o impacto que elas conseguem é uma camada muito pequena da população e um esforço muito grande. E eu ficava pensando, por que a gente não coloca essas pessoas no setor público, para fazerem a diferença, em vez de estarem atendendo 300 pessoas, estarem atendendo 300 mil pessoas, não é? Na educação, na saúde. Além do mais, o dinheiro já está no estado, a gente já paga os impostos e por isso essa decisão de ir para dentro do estado. Aí, quando eu me aproximei, isso em 2008, 2009, do Gabeira e depois tentando levar alguns empresários para ajudar o Gabeira, falaram não, a gente não quer ajudar quem ainda vai para o governo, a gente está ajudando aqui um plano de governo para o Sérgio Cabral, aí me aproximaram do Sérgio Cabral também. E no final desse um ano, um ano e pouco de um outro contato rápido, a minha conclusão foi que não dá para mudar a política, você precisa mudar as pessoas que estão na política, trazer gente com outro DNA para a política.

Luciano: Quer dizer, você se aproximou daquela máquina e pôde enxergar a máquina funcionando por dentro.

João Amoêdo: É, eu tive poucos contatos mas fiquei com a seguinte percepção, é muito difícil você montar boas equipes, trazer gente boa, gente preparada, gente ética, se o líder principal, um governador, um prefeito, ou mesmo os deputados, não são pessoas que compartilham daqueles mesmos valores e princípios. Isso para mim ficou claro. E aí falei bom, não tem jeito, se a gente quer trazer gente diferente, gente nova, fazer uma renovação para atuar no estado, isso tem que ser feito através da política. Para fazer isso através da política nesses cargos de lideranças, que é o que faz a diferença no processo, você tem que ter um partido. Aí olhamos em volta, na época tinha 27, 28 partidos, falamos, mas nenhum desses nos representa. E qual era o nosso grande desafio? Fazer as pessoas participarem da política. Desde aquele momento até hoje sempre teve uma aversão muito grande à política. E aí eu disse o seguinte, vai ser mais fácil a gente tentar começar do zero, fazer uma instituição limpa, com princípios e valores, com ideias, sem um salvador da pátria. E aí se a gente conseguir montar isso e mostrar às pessoas que só a participação delas vai mudar a realidade, pode ser que a gente consiga começar a fazer alguma coisa. E aí resolvemos colocar essa ideia de pé em 2010, no final de 2010. Eu tive um problema de saúde, no início do ano eu fiquei praticamente seis meses em tratamento e aí no final de 2010 a gente começou a chamar os amigos, falar, olha, política está no nosso dia a dia, interfere na nossa vida desde a entrada na faculdade até o tamanho da lixeira, tudo isso é a política. E se a gente está inconformado, está indignado com isso, a gente tem que entrar nesse processo, vamos tentar montar um partido para trazer gente diferente com esses princípios? E a grande maioria desses primeiros 200 amigos, colegas, conhecidos com quem a gente conversou resolveram se engajar e ser fundadores do Novo.

Luciano: Ninguém era do ramo?

João Amoêdo: Ninguém era do ramo. Ninguém.

Luciano: Você fazia ideia do tamanho da encrenca que seria montar um partido?

João Amoêdo: Não, não fazia. Para você ter uma ideia, num primeiro momento, isso era 2010, a gente falou o seguinte, vamos colocar de prática isso, primeiro eu não sabia que o partido tinha que ser nacional, eu achei que se eu montasse um negócio com as pessoas do Rio que eu conhecia, depois a gente fosse crescendo aos poucos e à medida que fosse crescendo fosse para outros estados. Aí quando me deparei com a legislação e vi que precisava já nascer como um partido nacional, eu já estranhei, porque qualquer negócio que você começa, começa pequeno. Você quer montar uma padaria, vamos falar, você só pode montar uma padaria se tiver padaria em todos os estados do Brasil. Mas como é que é? É impossível, não é? Mas é o sistema que é feito para inviabilizar. Então nós imaginávamos, quando a gente começou, em final de 2010 estar com o partido pronto em 2011, para participar das eleições de 2012, porque a gente queria estrear nas eleições municipais.

Luciano: Foi ao mesmo tempo que a Marina estava tentando?…

João Amoêdo: Foi mais ou menos. A gente começou um pouco antes, a Marina um pouco depois. Marina acho que foi mais ou menos um ano depois. E o fato é que foi uma tarefa que demorou três anos e meio para coletar as fichas, foram mais de um milhão de fichas de apoio. Depois, quando a gente entrou no TSE, que eu achei que fosse demorar três a quatro meses, demoramos 14 meses. Então mostrando o seguinte, o sistema é feito para perpetuar os mesmos, tanto é que a grande maioria dos partidos são dissidências de partidos já existentes, de políticos que já saíram, ou de sindicatos, ou ligados a alguma agremiação religiosa. O Novo, nesses últimos 30 anos é o único de fato diferente. Realmente, o sistema impede a renovação. E aí começamos, sempre com esse pressuposto, vamos fazer as coisas certas e se der certo, a gente vai avançando, se não der, pelo menos tentamos.

Luciano: Eu acompanhei vocês desde o comecinho, com curiosidade. Primeiro que eu falei, cara, esses doidos não vão conseguir, o volume de trabalho, uma hora eles vão desistir.

João Amoêdo: É enorme.

Luciano: E vi que vocês foram crescendo, achei bastante interessante a proposta inicial, gostei bastante do que vinha ali e fui assistindo, não só o partido nascer, como um monte de gente se agregar a vocês e eram cabeças boas. Falei, cara, esse negócio pode dar certo, vão dar trombada em parede que não acaba mais, porque o que vai ter de gente puxando o tapete é uma doideira, mas é legal.

João Amoêdo: Teve um desafio interessante, Luciano, que desde o primeiro momento muita gente dizia vocês estão fazendo errado, não é assim que faz na política. E muitas vezes queriam nos empurrar para as mesmas práticas, para os mesmos roteiros da política tradicional, entendendo que só funciona daquela forma. E a gente justamente quer mostrar o contrário, que a gente quer que funcione de uma forma diferente.

Luciano: Mas eu fiz uma série de postagens a respeito de vocês, o processo de vocês de seleção dessas pessoas que vão estar ali e vi que começaram a surgir vários conflitos no meio do caminho. Até eu fiz um post recente, em 2014, no Facebook, escrito assim: em quem vou votar para presidente. Eu analisava os candidatos e dava a minha… cara, teve 170 mil compartilhamentos, foi uma loucura aquele post. E eu fazia a análise do que está aí, a única opção que eu não tenho é votar nulo ou branco, isso eu não vou fazer, em alguém eu vou votar. Preparei um novo agora, quem eu vou votar para presidente e aí eu vou escrevendo o que está acontecendo, como é que estão as coisas, quando eu chego no Novo, no teu ponto, falo assim, bom, o que eu estou assistindo do Novo. Cara, o Novo é novo, os caras estão aprendendo a falar um com o outro ainda, vão dar cabeçada de montão, porque estão abrindo um caminho ainda. Agora, tem um preço de ser novo e é exatamente esse, você vai crescendo e você não trouxe raposa velha para dentro do galinheiro, você não trouxe os caras experientes, você está tentando abrir caminho.

João Amoêdo: Até porque a experiência deles não nos interessa, porque a gente não fará essas práticas.

Luciano: Sim. Sim, mas me fala uma coisa aqui, este aqui é um programa sobre liderança e empreendedorismo, você conduzir uma empresa, uma organização, como você estava no banco e tudo o mais é interessante, você bota as lideranças ali, o cara não “performou”, você manda o cara embora, bota um novo no lugar, tem um caminho ali que é diferente do que você está fazendo agora. Você não está montando uma organização onde você contratou pessoas para fazer o seu dia a dia e se for ruim você bota fora. Você está montando um negócio que é um time, que envolve muito mais do que gente competente, os caras têm que estar envolvidos com a mesma intenção, têm que estar no mesmo caminho, têm que saber como é que lida com política e tudo o mais. Eu vi um monte de gente boa entrar no Novo e vi um monte de gente boa sair do Novo. Não fui investigar o que era, mas falei deve teve ter algum tipo de conflito acontecendo ali, que faz parte do jogo. Várias pessoas saíram e foram continuar o seu caminho em partidos que já estão por aí. Pulo, vou para outro partido e você vê que as coisas não andaram muito bem, o Flávio acabou de desistir da candidatura agora, não é? Como é que você fez para gerenciar essas, como é que eu vou dizer, cada um tem um olhar, cada um tem uma ideia, cada um tem um jeito de fazer e você tem que botar isso tudo numa mesa e lidar com esses conflitos todos em torno de um bem comum. Deixe eu melhorar essa pergunta aqui, para ficar mais interessante vou até fazer uma provocação em você. Anteontem teve o lance lá da Janaína Paschoal, vice do Bolsonaro, aquela confusão, está engraçadíssima a história, porque deu-se um nó no Brasil. E a gente olha para aquilo tudo e fala, cara esse é um tipo de conflito que não era hora de ele acontecer agora, o ideal é o seguinte, o cara quer ser eleito, eu tenho que ser eleito, então vamos juntar todo mundo, elege e aí a gente arruma a casa. E começou o conflito antes disso, é capaz de prejudicar a eleição lá. No teu caso, como é que você fez para lidar com isso aí? Você senta na frente dos caras e, meu, o caminho é A, B, C, D, essas são as regras, não vamos abrir mão, não vamos aceitar negociação de valores, de convicções, como é que você fez isso?

João Amoêdo: Primeiro, só voltando num ponto, que eu acho que é importante um comentário que você fez, o Novo realmente foi uma prova de grande capacidade nossa de empreender na política, porque se você parar e pensar um pouquinho, a gente está vendo aí, por exemplo, o Bolsonaro, ele já esteve em vários partidos. O Ciro já esteve em vários partidos e todos eles dizem o seguinte, estivemos em vários e fomos mudando porque o partido não expressava exatamente o que a gente pensava. A minha pergunta, por que nenhum deles, se tinham tantas convicções, tinham tanta capacidade política, tinham tanta capacidade de gerencial de empreender, por que nenhum deles nunca montou um partido? Então esse é um questionamento, porque montar um partido eu diria que é uma grande prova de resiliência, capacidade de empreender, de organização, justamente por esses aspectos que você comentou, o voluntariado, da burocracia existente. Então acho que isso referenda muito o projeto do Novo, porque na prática a gente já fez isso. Agora, quando a gente entra na política e aí acho que é uma preocupação que a gente teve desde o início, é o seguinte, infelizmente, as pessoas têm as suas ambições, o que é natural, têm as suas agendas pessoais, o que é natural, têm os seus ciclos de vida, o que é natural, que normalmente é diferente do ciclo de vida de um instituição. E as pessoas tendem a procurar o atalho, a gente viu isso, vai acontecendo e, infelizmente, em vários casos o resultado é ruim. O Flávio Rocha, por exemplo, pulou lá para o PRB e aí vida curta. O pessoal que montou um movimento lá, o Livres, pulou para dentro do PSL e vida curta. Assim, não tem atalho, o atalho tem preço, a gente não acredita em atalho. Então é natural que algumas pessoas saiam no meio do caminho, porque elas querem uma velocidade que exigiria do partido, da instituição flexibilizar alguns posicionamentos, alguns princípios que, no longo prazo vão nos custar muito. Então o que a gente tem feito sempre e, felizmente, a gente está conseguindo criar essa cultura, porque a quantidade de pessoas que entra é muito maior do que os poucos que saíram, porque as pessoas estão entendendo que tem coerência e a quantidade de filiados continua a crescer e a unidade de pensamento, de princípios e valores, que eu tenho visto isso nas viagens pelo Brasil é muito importante que é o seguinte, nós temos um estatuto que diz o que deve ser feito, então o nosso patrão no Novo é o estatuto, não tem um dono, o dono é o estatuto que norteia como é que as pessoas devem agir e os nossos princípios e valores, quer dizer, esses são inegociáveis. E, infelizmente, se as pessoas, em algum momento, acham que seria melhor… eu até brinco, dizendo o seguinte, a gente não fará nunca o que é melhor, a gente fará o que é certo. Às vezes, o que é melhor não necessariamente é o certo. Usar o fundo partidário seria ótimo, vamos usar, vamos ter mais quatro, cinco milhões de reais para gastar, mas isso é o certo? Não é o certo, então não vamos fazer. Então eu acho que é muito do exemplo das lideranças originais serem muito rígidas e rigorosas na defesa dos princípios e valores, com isso a gente consegue criar uma cultura. À medida em que essa cultura se dissemine por grande parte dos filiados e, felizmente, isso está acontecendo eu diria que até, me parece, mais rápido do que a gente, eu, pelo menos, imaginava, você consegue blindar o partido. A gente receberá muita gente e algumas, ao longo do momento vão entender que tem um conflito entre o que ele gostaria, a agenda dele, o que é natural e aí a pessoa tem liberdade de sair, tentar um caminho solo por aquilo que ele julgue, mas a gente não pode é desvirtuar a instituição para atender interesses específicos de determinadas pessoas. Isso será, no meu entender já está sendo, o grande diferencial do Novo em relação aos demais partidos, que viram legendas. A gente não ia fazer, por exemplo, um “acordão” com o Valdemar da Costa Neto, o Kassab e o Roberto Jefferson para ganhar dois, três minutos de televisão. Então essas coisas não fazem sentido e se a gente quer de fato mudar o país, a gente tem que começar isso já nessa origem do processo eleitoral, porque senão você chega tão comprometido na gestão do Brasil que você acaba fazendo as mesmas práticas. Eu até brinco, acho que provavelmente o sujeito quando recebeu o caixa dois, quando ele começou achando que recebia um dinheiro de fora, que não era bem isso, você vai minimizando e depois, quando você vê está metido num grande esquema. Então eu acho que qualquer instituição, quando está montando suas bases, seus alicerces, tem que ser muito rígida, para que de fato ela possa criar uma cultura, que é o que a gente quer fazer no Novo.

Luciano: Eu já ouvi gente acusando o Novo de ser esquerda enrustida e de ser direita enrustida, já ouvi que vocês são filhotes do PSDB, de todo lado, se eu boto um comentário ali, os caras vem metendo a boca para um lado e para o outro. Eu estou nas mídias sociais há muito tempo, quer dizer, quando eu desagrado tanto um quanto o outro, eu falo, bom, então eu estou certo. Se desagradei os dois extremos é porque eu estou no meio, eu estou certinho. Como é que você se define? O Novo, o que o Novo é? Que linha que ele está seguindo?

João Amoêdo: Olha, o Novo é o seguinte, quando a gente montou o Novo e por isso eu achei importante voltar à origem, nós nunca adotamos uma bandeira, lá no nascimento, não, “ah, nós criamos um partido para ser um partido liberal, criamos um partido para defender o federalismo, criamos um partido para defender uma pauta específica, para sermos contra a ONU”, nunca houve isso. O que motivou a mim, principalmente, à montagem do partido? Foi o seguinte, olha, eu estou vendo essas pessoas na rua pedindo esmola, não é possível, porque eu pago uma carga de imposto danada, por que essas pessoas não estão na escola, não estão num hospital, se estão precisando? Porque tem um problema no estado. Então a máquina do estado está funcionando mal e os partidos que estão aí não nos representam e não mudarão essa máquina. A gente só mudará essa máquina com uma determinação muito grande do que precisa ser feito e com gente com disposição para fazer isso. Foi por isso que a gente montou o partido. Ao longo do tempo, obviamente, olhando os casos ao redor do mundo e vendo o que funcionou, ficou claro o seguinte, bom, mas onde é que funciona melhor, nos países que adotam política mais liberal ou nos países onde o estado é mais presente? Não, é obviamente nos países que têm uma política mais liberal.

Luciano: Então alguma coisa certa deve estar acontecendo lá.

João Amoêdo: Então vamos copiar o que essa turma faz. É melhor ser Alemanha ocidental do que Alemanha oriental, é melhor ser Coreia do Sul do que Coreia do Norte, é melhor Miami do que Cuba. Então isso nos parece uma coisa meio óbvia e eu acho que a gente deveria fugir do rótulo, eu acho que na mídia social a gente às vezes acaba caindo muito nesse rótulo que, claramente, no meu entender, foi um processo feito pelos políticos para dividir a sociedade. Porque quem é que tem condição de enfrentar os políticos para fazer a mudança? A sociedade. Quanto mais unida estiver a sociedade, mais forte será a pressão de mudança. Quando mais desunida estiver a sociedade, mais fragmentada, mais tranquilos eles estão. Então o que eles fazem, eles fragmentam a sociedade, então cada um tenta montar como se fosse o seu exército particular, pega-se pequenas picuinhas na coisa, falam não, você falou aquela palavrinha, então você é do outro lado, você falou aquela pequena palavrinha, então você é do meu lado. E assim a gente vai, sem olhar para as coisas que a gente precisa atacar. Então eu entendo o seguinte, muito, pelo menos do meu discurso, do discurso do Novo é a gente trazer serenidade, parar de falar das pessoas e falar dos assuntos e principalmente definir as prioridades e fazer o diagnóstico correto. O que a gente precisa fazer, a gente vai vencer como essa turma, a gente vai mudar como o desenho do estado brasileiro para que ele pare de crescer um por cento e passe a crescer quatro, cinco, que é o que a gente deveria estar crescendo e sem cair nessa mesma conversa. Até porque acho interessante, quer dizer, no Brasil chega época de eleição, uma das perguntas frequentes é quais são as suas propostas, educação, saúde, segurança. O problema não é a proposta.

Luciano: Faz um copy paste aí que dá para usar…

João Amoêdo: O problema não é a proposta, o problema é a execução, quando você tem um programa, fala como é que eu faço para fazer um podcast, você não vai fazer um roteiro, o problema está, o segredo sempre está na execução. E é isso que a gente tem que se perguntar, no Brasil a gente foi sempre levado a perguntar qual é a proposta, quando a gente devia parar e dizer, a proposta não me interessa, porque tem muita proposta boa por aí, quero saber o seguinte, como é que você vai executar.

Luciano: Eu tenho nas minhas palestras a discussão de o que fazer não precisa mais. Todo mundo já sabe se não souber está escrito em algum lugar. A questão é como fazer, como é que vai executar isso.

João Amoêdo: E aí a pergunta é como e quem fazer.

Luciano: Você tem um concorrente que tem uma resposta boa para isso, perguntaram para ele como é que ele cuida da dívida, ele fala, pagando. Mas como? Pagando, ora. O Novo sempre me pareceu um partido que não tinha pressa, quando eu vi vocês nascer, me pareceu que não tinha pressa, que não largou de cara com um monte de candidato, foi bem devagarinho, tanto que emplacou poucos candidatos e eu tive sempre a impressão que era um partido que não tinha pressa e teria menos pressa ainda de tentar chegar na presidência, lá no alto. E também nunca me pareceu que o João Amoêdo seria o nome para estar ali, eu sempre tive a impressão que teria um outro nome mais midiático e você estava lá, falou, eu vou segurar as pontas aqui. E aí, por uma série de mudanças, um belo dia surge o nome do João, falei, será que ele vai entrar? E aí você entrou, então eu vou dar o meu pitaco aqui e você fique à vontade. Para mim, o João entra para, com essa tua campanha, dar muito mais visibilidade ao Novo. O Novo tem, para mim, como intenção básica, nesse teu momento aqui agora, não é necessariamente ganhar a presidência da república, porque é um negócio muito complicado, mas é fazer com que o Novo crie as suas raízes e tenha uma base gigantesca. Então nós estamos batendo de montão que a gente quer eleger gente do Novo em todas as instâncias para ganhar estofo. Eu fiz a entrevista aqui com Paulo Rabello de Castro e falei para o Paulo o que eu vou falar para você, a impressão que dá agora é que você está entrando em campo na Copa do Mundo, você é o Uzbequistão e está do lado da Espanha, está do lado de um time que tem Cristiano Ronaldo aqui e você está lá, com a chuteirinha, não sei o que e vai entrar, vamos com o nosso um por cento ali para brigar com os caras que têm vinte, quinze, trinta, não é? É uma briga gigante, isso é um objetivo dificílimo de ser alcançado. O que é que faz com que você acorde de manhã para dizer, cara, vou partir para briga, lá vou eu para São Paulo. Eu imagino que você está tendo um desgaste desgraçado e nem começou a ser xingado ainda, nem começou. O que faz você acordar de manhã para enfrentar um leão desse tamanho, sabendo que vai ser duro brigar?

João Amoêdo: Vamos lá, primeira coisa, eu diria que a gente tem muita pressa, mas a gente tem tanta pressa que não pode ser dar o luxo de fazer as coisas erradas, por isso a gente é muito preocupado com cada passo que a gente dá, porque se a gente fizer errado, vai voltar cinco casas. Então a gente tem uma preocupação muito grande de prioridade e foco. Por isso que, por exemplo, em 2016 a gente entrou só em cinco cidades, elegemos em quatro, porque a estrutura é pequena. Segundo, infelizmente, eu acho que no outro lado a gente não tem Cristianos Ronaldos, não, a gente tem é gente que não joga bem há muito tempo e está usando o sistema.

Luciano: Você entendeu o que eu falei.

João Amoêdo: Não, eu entendi.

Luciano: Eu falei que é aquele cara que joga muito bem no cenário político, não quer dizer que o resultado é bom, mas o cara joga que é uma beleza, não é?

João Amoêdo: É, então agora essa é uma decisão, bom, porque eu entrei nisso. Entrei nisso como missão, comecei a montar o partido porque queria dar uma ajuda, sempre me imaginei mais na gestão do partido, no final não tivemos nenhum candidato que representasse as ideias do Novo, que tivesse disposição para sair, que a gente julgasse que faria sentido e eu acabei colocando o meu nome à disposição do diretório para sair. Saí ainda do partido lá em junho para cumprir o prazo necessário e no final houve um consenso de que eu deveria sair, mas realmente era uma tarefa que eu não me imaginava fazendo. De novo, é um sacrifício pelo projeto, a minha ambição nunca foi ser presidente da república, a minha ambição é melhorar o Brasil, se para isso precisa ser presidente da república, então vamos fazer isso. Então eu sempre fui muito disciplinado, muito resiliente, provavelmente da minha época de esporte, de entender que os sacrifícios para você ter sucesso, você tem que ter alguns sacrifícios e faz parte do processo. Agora, isso eu estou fazendo para melhorar o Brasil, porque eu quero morar aqui, eu tenho três filhas e não quero ir embora do Brasil e acho muito difícil você ir bem num país que vai mal. Então é isso que eu estou fazendo, qual é o meu estímulo para fazer, é o seguinte, eu estou fazendo o meu dever de casa, eu não posso ser acusado, em nenhum momento, poxa, você mudou o partido e deixou isso aí, o Brasil precisava alguém. Muita gente me encontra na rua, o motorista de táxi ontem mesmo falando, não, João, você é nossa esperança. É óbvio que num universo pequeno de gente, até porque estamos falando com gente que está aí na política há 30, 40, 50 anos, então é um universo pequeno, mas tem uma expectativa muito grande de várias pessoas de mudança, de esperança. Agora, a decisão será do brasileiro. Acho que é uma decisão que o brasileiro vai tomar é o seguinte, eu acho que claramente hoje tem duas apostas, tem uma aposta que a velha política faz, que é, o que vai definir o voto brasileiro é o tempo de televisão, são os filminhos que eu vou passar de dois a três minutos lá, é o que eu vou ter de propaganda, são as coligações que eu estou fazendo, o que eu vou prometer para ele, o que eu vou prometer para o negócio dele, o que eu vou dar em troca do voto dele. Essa é uma aposta da velha política. Eu estou fazendo uma outra aposta, eu acredito que o brasileiro entendeu que tem um problema, que precisa mudar e que a mudança passa por ele, pelo voto dele, pela participação dele, pela conscientização dele, por ele participar mais ativamente do processo, por ele interferir em outras pessoas. Agora, que Brasil nós temos hoje, qual desses dois vai prevalecer, a resposta vai vir dos brasileiros, nas urnas.

Luciano: Você fazia ideia do que significaria entrar na corrida para presidente da república? Você tinha ideia do que era, de novo, lembrando que não começou ainda, João, a puxada de tapete não começou ainda.

João Amoêdo: É um processo novo, obviamente, mas eu, como tudo na vida que eu sempre fiz, eu sempre tracei o objetivo e fui cumprindo as etapas, sem me preocupar muito com os desafios, claro que com o planejamento, mas é o seguinte, não tem outra opção, precisamos ter um candidato, precisamos estar nesse jogo e a gente vai enfrentar. Acho que você tem que ter um pouco de coragem, misturado com o gosto pelo desafio, que sempre foi uma característica minha e essas coisas que a gente está fazendo na política e muita obstinação, que às vezes as pessoas confundem o fato de você não ser estridente, não gritar, com coragem e obstinação, muitas vezes a pessoa grita muito, fala muito mas na hora de efetivar tem uma restrição. Eu prefiro o contrário, prefiro aqueles que são mais equilibrados, têm mais bom senso mas são obstinados na implementação.

Luciano: Essa é uma crítica recorrente que a eu escuto, o João, ele não tem faca no dente, ele não pega, ele não briga, ele não xinga, ele não grita e que, na verdade, é o espetáculo, quer dizer, a turma quer ver gritaria, quer ver barulho e parece que o brasileiro gosta disso, eu quero ver a “chinelagem”, quanto mais “chinelagem” tiver mais interessante vai ser.

João Amoêdo: Eu, por outro lado, prefiro ver as realizações. Então, por exemplo, quando a gente olha para um candidato como Bolsonaro, que ficou 30 anos no congresso, a pergunta é o que é que Bolsonaro fez nos últimos 30 anos? Eu posso contar o que eu fiz nos últimos 30 anos. Comecei como trainee do banco, virei gerente adjunto, diretor, vice-presidente, membro do conselho de administração. Depois disso, sem nunca ter participado da política, montei um partido com um grupo de pessoas, elegemos quatro vereadores, estamos aí lançando 450 candidatos a deputados, então essas foram as realizações que eu fiz nesses últimos 30 anos. Então a pergunta é, o que é que vale mais, é o grito ou é a realização? Mas isso as pessoas é que têm que julgar, elas têm que fazer a sua escolha, porque a gente sempre foi acostumado muito, no processo eleitoral a escolher quase que atores, quase que símbolos e não, na verdade, pessoas que vão resolver os nossos problemas. Não é à toa que passado o processo eleitoral, os resultados são pífios. E os partidos políticos mesmo se acostumaram a colocar os tais dos puxadores de voto, a gente quer puxadores de ideias, a gente quer executores, que façam política, obviamente, mas que tenham capacidade de entrega, porque senão o país não vai avançar. Então todo esse meu processo tem um processo educativo também do que eu acredito, eu estou mostrando para as pessoas no que eu acredito. Obviamente, cada um vai ter a liberdade para dizer, não, João, a gente prefere alguém que seja mais midiático para governar o Brasil, isso é a escolha que o Brasil terá que fazer.

Luciano: Vamos fazer uma suposição aqui, você ganhou a eleição e vai assumir como presidente do Brasil. E vai sentar numa cadeira que está em cima de uma máquina gigantesca, trilionária, repleta de gente e muita gente lá disposta a puxar o teu tapete, disposta a não deixar a coisa andar, contra as tuas ideias e tudo o mais. Então, se não houver uma limpeza dessa máquina toda, a coisa vai enrolar. Eu digo, qualquer que seja o presidente que ganhar agora e que não for da linha, da corrente anterior que estava lá vai levar dois anos limpando a máquina, no mínimo, limpando a máquina. Lembrando que você não está numa empresa privada, ou você não pode chegar lá e, é o seguinte, demitam os incompetentes. Como é que você lida com um imbróglio desse tamanho, cara?

João Amoêdo: Olha, obviamente que os processos são diferentes, mas o roteiro não é muito diferente de quando você entra num negócio que está ruim. Eu tive essa oportunidade, eu fui administrar uma empresa que fazia financiamento de automóvel e ela estava com prejuízo, com um clima muito ruim e qual foi o roteiro que eu fiz. Primeiro, ao chegar na empresa eu levei três, quatro, cinco pessoas que eu já conhecia para formarmos uma equipe. Então no governo tem que ser a mesma coisa, tem que levar um ministério com dez, doze pessoas para formar um time. Segunda coisa, conhecer as pessoas próximas, conhecer todas elas, por quê? Nesse processo tem gente boa, tem gente ruim, tem gente que está lá, que está desestimulada, então você consegue puxar as pessoas boas. Terceiro, ter uma proximidade, reduzir o máximo possível a quantidade de níveis hierárquicos, você tem que estar mais próximo das pessoas, por quê? Isso é uma forma de elas virem como você atua, você ser uma liderança pelo exemplo, você tirar qualquer dificuldade de diálogo e as pessoas virem que estão fazendo parte de um time, que eles não estão sozinhos, eles têm um chefe e o chefe não participa da guerra junto com eles. Então eu sempre fui dessa tese de tirar os níveis hierárquicos e estar muito próximo das pessoas. E, por último, definir prioridades e trazer um consenso em relação à definição dessas prioridades, para que a gente possa começar a pôr os planos em prática. Então é isso o que eu imagino. É óbvio que é numa escala muito maior, mas o roteiro tem que ser esse, gente de qualidade, proximidade, motivar as pessoas boas e trabalhar junto. Assim, eu só acredito nisso, senão não funciona. E esse trabalhar junto é com as pessoas e mesmo na tua transparência muito grande para a população. De novo, se a gente fizer algumas coisas erradas, vamos mudar, vamos ter que mudar rápido, mas ter clareza do que a gente está fazendo e quais são os objetivos. No Brasil hoje se vende muito a ideia, olha, eu quero melhorar, muito da intenção, mas às vezes a intenção fica muito diferente da entrega.

Luciano: Você é casado?

João Amoêdo: Sou casado.

Luciano: Tem filhos?

João Amoêdo: Eu sou casado há 30 anos, tenho três filhas mulheres.

Luciano: E como é o nome da sua esposa?

João Amoêdo: Rosa Helena.

Luciano: Você chega um dia para a Rosa, e fala Rosa, eu estou pensando em ser candidato a presidente da república. O que a Rosa falou para você?

João Amoêdo: Ela sempre me acompanhou, aliás ela e todas as minhas três filhas sempre acompanharam muito todo o processo de criação do partido. Aliás, esse sempre foi um hábito, acho que talvez dentro do que eu comentei inicialmente, mesmo dentro de casa eu sempre tive um hábito, quando a gente estava numa empresa, eu estava mudando de trabalho, eu estava negociando a venda, eu sempre, com a família toda, mesmo as crianças pequenas, sempre gostei de dividir isso.

Luciano: Colocar todo mundo a par.

João Amoêdo: Todo mundo a par do que estava acontecendo. As meninas com dez, doze anos de idade já sabiam o que estava acontecendo, que eu estava trocando de emprego. Então, no Novo não foi diferente, a criação do partido começou junto, elas acompanharam, então para elas também foi um processo quase semelhante ao meu, quer dizer, entenderam que era uma necessidade, uma coisa natural do processo. Obviamente, que elas ficam sempre preocupadas, uma coisa ou outra, uma exposição maior, especialmente a parte de segurança, que no Brasil e no Rio em especial é crítico.

Luciano: Você blindou a sua família de alguma forma, você criou uma armadura emocional para elas, a partir do momento em que elas vão começar a ver posts destruindo o pai delas, falando barbaridades do pai, do marido? Como é que vocês?…

João Amoêdo: Eu diria que eu blindei ao longo dos meus 55 anos, ou dos 25, 28 que elas me conhecem.

Luciano: Mas agora é diferente, ninguém entrou para bater em você, como vão começar a bater agora, como já estão batendo. Eu quero dizer o seguinte, vocês tiveram algum tipo de, o termo não é treinamento, mas eu imagino o seguinte, um cara que é do ramo e que já está aí há 30 anos já tem casca grossa, a família já sabe como é que é e sabe que vai sair na rua é capaz de ter alguém xingando ladrão, mulher de ladrão. Quem está entrando agora não está acostumado com essa coisa toda, vocês tiveram algum tipo de?…

João Amoêdo: Não, não tive essa preocupação, Luciano. Eu acho que elas conhecem já bastante todo o nosso histórico e vão saber lidar com isso. Elas foram muito bem, acho que tiveram uma boa educação, então acho que elas têm como lidar com isso, com esse lado emocional. Pode ser que em algum momento alguma coisa venha a exacerbar, irritar, porque é natural, isso acontece com a gente, mas eu não vislumbro nenhum grande problema nisso, não.

Luciano: Bom, ainda bem, se esse teu lado está resolvido, você já tem metade do trampo difícil feito.

João Amoêdo: Agora, você estava comentando, então o nosso objetivo, no fundo é expor as formas mais claras para a população, mostrar o seguinte, nós temos que fazer renovação, os espaços têm que ser preenchidos. A gente no Novo está fazendo a nossa parte trazendo candidatos, uma plataforma, gente séria, gente competente passou o processo seletivo não usando dinheiro público, sendo muito coerente entre o que a gente fala e o que a gente faz. Agora, cabe à população assumir um pouco dessa responsabilidade, é o que a gente quer, mas eu acho que isso está acontecendo. Pessoas foram à rua pelo impeachment, assistem julgamentos no STF, cobram dos deputados, acompanham a parte política. A política foi muito mais acompanhada esse ano do que o futebol.

Luciano: É um momento único da história do Brasil. Eu falei para o meu filho, minha filha, vocês estão vivendo um momento que eu não vivi na idade de vocês, eu com 30 anos de idade não podia ver o que estava acontecendo, eu sabia que alguém roubava, mas não sabia quem era, não sabia quanto, não sabia aonde. Hoje eu sei quem é, sei quanto e o cara está na cadeia.

João Amoêdo: Exato.

Luciano: Nunca houve isso na história do país e está acontecendo aqui agora.

João Amoêdo: Você acompanha isso tudo online.

Luciano: Então a gente abre mais um caminho aqui interessante para especular você. Lava Jato, talvez seja o acontecimento mais importante na política brasileira nos últimos anos, que foi surgir com a força com que surgiu e esses desdobramentos malucos que estão acontecendo. Como é que você acompanhou, como é que você vê esse momento, te preocupa de alguma forma? Estão dizendo que ela exacerbou, que está indo além, que estão politizando a justiça. Como é que vê isso tudo?

João Amoêdo: Não, eu entendo que ela foi dentro do que deveria fazer, do meu lado a gente tem que dar total apoio à Lava Jato. Essa conversa, no fundo, é daqueles que estão sendo atingidos, que querem de alguma forma criar algum tipo de censura para a Lava Jato, como a gente tem visto no Brasil a questão, isso aqui foi um golpe e aquela história da Dilma, que foi golpe, que o Lula não deveria estar preso. Hoje estava vendo uma declaração do Haddad, dizendo que ele quer uma regulação liberal para a mídia. Regulação liberal, não sei o que isso quer dizer, o que é, é prisão livre? Então essas coisas que no Brasil são distorcidas para vender uma realidade. E a gente precisa se posicionar muito claro em relação a isso, quer dizer, essa é uma falta que eu sinto, das nossas elites nunca terem se posicionado muito claro sobre vários aspectos da vida brasileira, especialmente da política, houve uma ausência, uma omissão muito grande, que contribuiu para a gente ter entrado nesse processo de desgaste e de deterioração. Mas a Lava Jato, para mim tem feito o dever de casa corretamente, não tenho o que reclamar.

Luciano: A corrida vai começar agora. Já foi a convenção? Ainda não, não é?

João Amoêdo: Não, a nossa é dia 4 de agosto. A gente está tendo, já tivemos várias estaduais, mais ou menos metade das estaduais a gente teve e continuará até durante esta semana e dia 4 a gente fecha.

Luciano: Você já tem o vice na cabeça?

João Amoêdo: O vice será o professor Christian, ele era pré-candidato ao senado por São Paulo, foi um dos fundadores do Novo, eu o conheci um pouco antes, em 2010. Cientista político, era executivo de uma multinacional, saiu da empresa, do trabalho, para se dedicar.

Luciano: Atenção você que está nos ouvindo aqui, olha que coisa rara, tem um candidato que já tem vice. Está uma loucura hoje, está difícil, está bem difícil, não é?

João Amoêdo: É impressionante, é difícil e aí fica aquela pergunta, bom, como é que será a negociação com o congresso com uma turma que não consegue nem determinar um vice, quer dizer, não consegue ter um acordo para ter um vice, os principais candidatos estão sem vice.

Luciano: Essa campanha aqui é uma campanha diferente como nunca houve na história do Brasil, por ser curta, por ter pouco tempo, inclusive a distribuição de tempo na televisão é um negócio horroroso, fizeram uma bagunça lá que vão ter que consertar isso logo mais. Eu sei que o Novo tem uma presença muito grande nas mídias sociais, você fizeram um trabalho gigantesco e muito bem feito lá nas mídias sociais, mas daqui a pouco vai ser dada a largada e vocês não têm nem o dinheiro e nem a máquina gigantesca que têm esses grandes partidos que estão aí. Inclusive eu nem sei se você vai conseguir participar dos debates porque seguir o que está na legislação é capaz que nem ao debate você conseguir chegar.

João Amoêdo: É, está meio em aberto, Eu vi, por exemplo, a gente ontem teve uma notícia que o nosso candidato lá do Rio Grande do Sul vai participar dos debates da Bandeirantes, ela chamou os que estavam mais o candidato do Novo. O que eu acho que até deveria ser uma coisa razoável, que no meu raciocínio é o seguinte, se você não tem nenhum representante, mas é a primeira vez que você está participando de uma eleição, seria natural que você chamasse. Na segunda não precisa mais, mas se é a primeira vez, não é?

Luciano: Sim, até para a gente ver quem é, a cara do sujeito, não é? Mas vocês montaram então, estão se preparando para a campanha que vai começar, não é? Eu imagino que o trabalho de vocês vai ser em mídias sociais, carreata, visitas. Como é que vocês estão vendo isso?

João Amoêdo: É isso, eventos de rua a gente está fazendo direto. Ano passado fizemos 890 eventos do Novo. Ano passado, que não era ano eleitoral, fizemos 890. Hoje o Novo cresceu e estamos em ano eleitoral, então estamos fazendo eventos direto pelo Brasil, todos eles com muita gente participando. A gente vai usar muito as mídias sociais, muita sola de sapato e apostar na indignação do brasileiro, porque qualquer brasileiro e aí eu falo, óbvio que eu sou suspeito para falar, mas qualquer brasileiro que pare hoje e olhe o cenário político e olhe os partidos, o que tem de novidade, a única coisa que tem de novidade no cenário político, que realmente é diferente, a pessoa pode fazer qualquer outro tipo de crítica, é difícil, vocês não vão ganhar, mas o que tem de diferente é o Novo, o resto é mais do mesmo. A própria definição dos vices mostra isso.

Luciano: Tanto é assim, João, que é uma coisa engraçada que eu comentava com a nossa turma lá na confraria, que nós temos aqui, é tão novo que é difícil bater, os caras não conseguem achar onde te bater, começaram a bater em você, que o cara é de banco, o cara veio de banco, vamos bater nele porque é de banco. Cara, que bobagem, não é?

João Amoêdo: Mesmo que fosse, outro dia eu até brinquei, falei, tem um país aqui do lado que acabou com os banqueiros e com os empresários, com o papel higiênico, com o remédio, com a comida, que é a Venezuela. Então, eu não fui banqueiro, mas mesmo que eu fosse, o que que isso muda?

Luciano: Mas é difícil, não tem um histórico político para eu bater, não tem coligações para bater, eu vou bater o quê? Vou bater na dancinha? Eu vou bater na dureza, que não negocia, tem uns valores que ela não negocia.

João Amoêdo: Muito rígido.

Luciano: Não tem onde bater, não é? Então a minha proposta, que eu coloquei para o pessoal, falei, escuta, se é Novo é novo, ou eu não experimento o novo e continuo com o velho ou eu faço uma tentativa para o novo, não é? Isso é muito bem-vindo aqui para um país que está precisando de ares novos. Você só me deu 40 minutos, isso aqui é um programa de uma hora e meia, então eu não consegui.

João Amoêdo: Eu estou na correria aqui.

Luciano: Eu sei como é que você está, mas eu queria o seguinte, João, sem usar palavras de ordem, sem usar aquele falatório, sem control-C control-V, o que você espera que aconteça, o que você quer que o Brasil faça nessas eleições para ele sair lá, independente de quem ganhar, não importa quem vai ganhar, os brasileiros têm uma nova consciência, vão ter que votar de um jeito, alguém vai ganhar lá na frente, o que você espera que saia dessa eleição lá na ponta, na cabeça do brasileiro que vai para as urnas eleger alguém para conduzir esse país?

João Amoêdo: Assim, o que me parece que o Brasil tem que ser, que deixou de ser, é uma terra de oportunidades, uma coisa que me incomoda muito, olhando o Brasil como eu gostaria daqui a um ano. A gente teve recentemente uma pesquisa, 62% dos jovens brasileiros disseram que, se pudessem, iriam embora do Brasil. E o Brasil, por tudo o que ele tem, riquezas naturais, pelo povo, pela natureza, sempre foi entendido e visto como uma terra de oportunidades e não um lugar que as pessoas quisessem deixar e ir embora. Então esse é o ponto que a gente tem que reverter, daqui a um ano fazer essa mesma pesquisa e 6% dos jovens quererem ir embora e não 60%. Agora, para isso tem muita coisa a ser feita, que é um pouco do resgate da seriedade de um país onde as coisas funcionam e amenizar essa briga em que o Brasil foi jogado pelos políticos, do homem contra a mulher, rico contra pobre, empregado contra empregador. E aí a gente vai precisar de serenidade para diminuir essa briga, de equilíbrio para negociar as mudanças e de obstinação para vencer vários grupos de minorias que hoje se apropriam do estado às custas de todos nós. Então a gente tem políticos com enorme quantidade de privilégios, a gente tem altos funcionários do setor público com enorme quantidade de privilégios e a gente tem grandes grupos empresariais com grande quantidade de privilégios. A pergunta é, eu espero que o próximo presidente tenha coragem de enfrentar isso aí. Por enquanto, não está vindo essa sinalização, mas se a gente não enfrentar isso, ou seja, se a gente não reverter, a gente tem que desconstruir algumas coisas, para a gente poder construir outras, porque no modelo que a gente tem, atual, o custo desses privilégios, dessas benesses acaba impedindo duas coisas, que você tenha recursos para as outras coisas e que você use a sua gestão para melhorar as outras coisas, porque fica tudo direcionado para montar esse grande esquema que ajuda alguns poucos. Então vai ter que ser enfrentado, agora o que me preocupa quando eu vejo o cenário é a gente imaginar que quem está se coligando, quem está buscando apoio de todos aqueles que têm benefícios, ao chegarem lá, terão a força e a disposição e a coragem para enfrentar isso. Então me preocupa um pouco esse cenário do Brasil nas eleições por causa disso, quer dizer, espero que a população, a gente possa ter esse movimento. Se isso não acontecer serão mais quatro anos da gente apanhando, de mais aprendizado, com mais custos de aprendizado, porque o aprendizado tem um custo e esse custo é crescente, pela situação do país. Então o que eu gostaria é que a gente coloque gente que de fato mude e a gente cobre essas mudanças, para de novo o Brasil ser uma terra das oportunidades. Eu até estava comentando, o Brasil passou a ser uma terra dos oportunistas e não das oportunidades. E se isso incomoda a nós, quer dizer, imagina a criança que está nascendo hoje mais pobre, que está tendo escola ruim, a gente está condenando essas pessoas à miséria, então isso para mim é preocupante.

Luciano: Meu caro, o que fazer a gente já sabe. Eu espero que você consiga esse como fazer, conte conosco, a gente quer realmente essa inovação, essa novidade, o Brasil precisa urgentemente disso, como eu só tenho 40 minutos, eu não vou me aprofundar mais, eu vou fazer o seguinte, eu vou colar nesse programa aqui uma das entrevistas que o João deu aí, que foram bem interessantes, onde ele fala bastante do programa dele de governo e tudo o mais, então lá tem mais dados e a gente aqui encerra. Muito obrigado por arrumar um buraquinho no meio da sua agenda. Imagino a loucura que é.

João Amoêdo: Que é isso, foi um prazer, desculpe a demora, mas realmente assim, a gente brinca que o nosso principal desafio é tornar o Novo conhecido. Enquanto os outros partidos têm muita coisa para esconder, o Novo tem tudo para mostrar. Então o tempo na rua é fundamental.

Luciano: Muito obrigado, João. Seja bem-vindo.

João Amoêdo: Obrigado pelo convite. Muito obrigado.

Você ouviu LíderCast, com Luciano Pires, mais uma isca intelectual do Café Brasil. Acompanhe os programas pelo portalcafebrasil.com.br.