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Luciano Pires -
Download do Programa

Crianças mimadas, multiculturalismo, politicamente correto, politização das artes, jovens reclamões, histeria generalizada… Em programas recentes abordei esses temas e também o Escola Sem Partido. Vamos ver de que forma isso tudo converge, hein?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas. Um guia para você complementar aquelas reflexões que o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/589.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Aubert Alves, de Maceió que comentou o programa Podres de mimados.

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano e degustadores do Café Brasil. Aqui quem fala é Aubert Alves, de Maceió e acabei de escutar agora o episódio 587, Podres de mimados e tive que deixar meu depoimento dessa vez, cara! Foi um episódio que me impactou bastante, como sempre bem produzido, Lalá está de parabéns pela trilha, Lalá! Foi, como dizem por aqui pelo interior de Alagoas, Lalá botô pocando. Até Hanson me emocionou aqui.

Pois bem: estou eu aqui sempre perseguindo a minha busca de ser menos pocotó, sempre escuto o Café Brasil às sextas feiras, aproveitando que é um dia que eu sempre pego estrada e aproveito esse tempo pra ser mais produtivo, praticar meu fitness intelectual.

Como sempre, estava esperando aquelas quedas de disjuntor, aqueles insights bacanas que o Luciano sempre passa pra gente. mas, dessa vez, o programa meio que lavou minha alma. eu andava meio incomodado com o sentimento que eu tinha de, aos trinta três anos de idade eu me sentia um velho, sabe? Daqueles que reclamam da geração atual, dizendo que a minha geração, a anterior é melhor… justamente porque, vendo essa geração que agora tem um nome pra ela, geração flocos de neve e vendo quanto ela se tornou improdutiva, sabe? Por um tempo eu cheguei até admirar, são jovens com características autodidatas, conseguem aprender de tudo, de programação até… tudo que quiserem, são capazes de aprender. Difícil mesmo é colocar em prática, sabe? A dificuldade está sempre em deixar pra depois, zerar o Netflix antes ou fazer uma playlist pra acompanhar e nada de colocar em prática todo o conhecimento que eles são capazes de atingir e de adquirir.

Pois bem: como pai também, pai de dois filhos pequenos, o programa trouxe vários insights pra gente parar, pensar, pra ver se dá um freio aí então, nesse sentimentalismo vazio, pra que essa geração flocos de neve não seja perene, né?  Que tenhamos aí no futuro uma geração capaz de sentir, de se emocionar sim, mas capaz de executar, colocar a mão na massa, de mudar o mundo mesmo. Mudar o que pode mudar, que na verdade é tudo que nós podemos e devemos fazer.

Pois bem, Luciano. Muito obrigado, um abraço, Lalá, mais uma vez parabéns. A trilha dessa vez foi excepcional, comecei já o programa me arrepiando lá com o Metallica e o nível se manteve durante todo o programa. Obrigado e vida longa ao Cafezinho. Que seja sempre assim um café forte, desamargo, difícil de engolir mas que, no final das contas dá aquela energia pra gente enfrentar nossas lutas. Valeu Luciano!”

Grande Aubert! Olha: eu comento sua fala usando uma frase do escritor George Orwell:  “Cada geração imagina-se mais inteligente que a geração que veio antes, e mais sábia que a geração que vem depois.” Essa molecada aí vai ter de encontrar seu caminho, viu?

Mas mais gente comentou o Podres de mimados. Como a Ana Claudia:

“Bom dia, Luciano. Aqui quem fala é a Ana Claudia, de São Paulo. eu acabei de ouvir o podcast 587, Podres de mimados e cara! O que foi aquilo? Metallica abrindo o programa, sensacional. Aliás: que trilha sonora vocês escolheram pra esse podcast! Lalá, você, Ciça: sensacional! E mesmo não sendo dessa geração, flocos de neve, né? Eu acabei me identificando muito com essa trilha sonora, né? Que fez parte aí da minha infância e quase adolescência. 

Eu queria dividir aqui uma sensação minha, que na verdade, eu acho que essa questão da geração flocos de neve, ela não é exclusiva apenas da geração dos anos 90 não, né? Eu acho que esse modo de criação ele tem sido perpetuado assim pelos tempos e muitas vezes eu me pego pensando, refletindo muito sobre a educação dos meus filhos, né? E caiu muito a ficha com relação a tudo que você colocou, da necessidade da gente ter atenção com a forma superprotetora que a gente trata os nossos filhos e com isso, na verdade, causa um prejuízo grande pra eles, né? Porque eles não aprendem a enfrentar os desafios, a ter força pra superá-los e a gente acha que com isso está fazendo bem pra eles, né? 

Eu tenho dois filhos, uma menina de quatorze e um menino de dez e eu confesso pra você que esse assunto ele fica me incomodando diariamente, né? Com certeza aí, o podcast ajudou muito a refletir sobre alguns pontos que são possíveis de serem mudados, de serem alterados pra gente criar homens e mulheres fortes pro futuro. 

Eu sou fã do Café Brasil, ainda não consegui colocar em dia todos eles, mas é uma pretensão minha. Você faz parte dos meus dias, porque eu vou pro trabalho pro trabalho aproveitando o tempo, que seria inútil, de uma forma muito produtiva e útil, ouvindo aí os seus insights, né? E eu queria te agradecer por fazer parte do meu dia, por me ajudar a refletir sobre aspectos tão importantes da nossa vida, individualmente falando e socialmente falando. E desejar  vida longa aí pro teu trabalho, pro Café Brasil Premium, que é ainda um sonho de consumo pra mim porque eu tenho medo de não dar conta de tanto conteúdo que você produz, né? E realmente, a nossa jornada do dia é bastante complicada, mas ainda é um sonho de consumo me tornar assinante no futuro.

Então, como todo mundo diz e eu vou repetir, vida longa pro Café Brasil, vida longa ao Cafezinho, Café Brasil Premium enfim, vida longa a você, Luciano, que você continue iluminando os dias, não só meus, mas de todos os seus seguidores aí e fãs. Um grande abraço aí pra vocês todos.”

Muito bem Ana. Que legal o programa ter feito você pensar sobre a educação de seus filhos, viu? Era exatamente essa a intenção. Essa superproteção não foi sempre assim não, isso é coisa do pós anos sessenta. Neste programa vamos abordar um pouquinho sobre isso.

Muito bem. O Aubert e a Ana Claudia receberão, cada um, um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Hoje tem visita aqui, ó. Quer ver uma coisa só?

Luciano – Na hora do amor, só eu uso Prudence.

Fernando e Lalá – Ah mmimimimimimi…..

E o Café Brasil Premium, hein? Olha tá uma doideira, cara. Fechamos o oitavo mês com nove sumários de livros na área de negócios, oito deles não lançados no Brasil; nove videocasts, cinco e-books e dez audiocasts. Os temas foram negociação, persuasão, simplificação, mindset, execução, gestão, medo, propósito, moral e ética e produtividade. Você quer mais, cara, hein? Meu, é praticamente um MBA… Tá esperando o quê, hein? Assine nossa NetFlix do conhecimento:

cafebrasilpremium.com.br

Conteúdo extra-forte.

Bem, eu sabia que o episódio 588 – Escola Sem Partido geraria polêmica. Eu acho que ele derrubou o disjuntor de muita gente que ouviu o programa de forma mecânica a partir da primeira porrada, logo nos primeiros minutos. Recebi diversos comentários de todos os tipos. No twitter foi interessante. Coisas assim, ó: “Não tem como negar a qualidade dos conteúdos divulgados no Café Brasil. Acompanho há anos, mesmo não compartilhando dos ideais políticos de Luciano Pires. Entretanto, vê-lo dedicar um programa inteiro para defender o escola sem partido me fez cancelar o feed do podcast.”

Ou: “Eu também ouvia o Café Brasil e o conteúdo é de responsa. Algumas bolas fora me fizeram cancelar o feed há um tempo, mas sempre cogito uma segunda chance de voltar a ouvir.”

Olha! Eu me lembrei de minha relação com Bill Maher, comediante norte americano e ícone da esquerda, que tem um programa na TV. Aí criei uma resposta-padrão para quem comenta dizendo que parou de ouvir o Café Brasil porque eu disse algo que ela não queria ouvir. É assim, ó:

“Pensei em fazer o mesmo com o Bill Maher. O conteúdo é ótimo, o programa é muito bem feito, mas como ele defende coisas que eu não gosto, resolvi parar de assistir. Até perceber que só quem perderia seria eu! Então eu continuo assistindo.”

Olha, em muitos aspectos o Brasil é uma cópia dos estados Unidos de 30 a 50 anos atrás. Muitas vezes, para entender o que se passa aqui, examinar o que aconteceu por lá é fundamental. É isso que farei hoje, apoiado num livro chamado Cultura da reclamação, que foi lançado em 1993, um quarto de século atrás. Nele o autor Robert Hughes trata do insuportável mimimi que vinha de todos lados e estava tomando conta dos Estados Unidos. O autor defende que o desgaste da America era resultado de uma polarização e da politização excessiva. A polarização é viciante, é uma trinca na política, que o sistema vai alargando, alargando, até que um dia toda a estrutura começa a colapsar. Após o final da segunda guerra mundial, os inimigos nazistas e fascistas foram substituídos pelos comunistas, na chamada guerra fria. A ameaça era aquela esquerda, os comunistas, que eram sistematicamente perseguidos. Durante os anos 1960, a esquerda norte americana tentou rotular os conservadores como fascistas. Depois, durante os anos Ronald Reagan, os conservadores conseguiram confundir toda intervenção governamental na economia como marxismo. E mesmo agendas que num mundo politicamente são,  seriam consideradas neutras, foram rotuladas como de esquerda. Encurralada nas universidades, a esquerda cria o movimento do politicamente correto, que transformou as questões práticas de nosso tempo numa guerra de palavras.

Atenção: eu estou falando de um livro escrito 25 anos atrás!

Os anos 60 e 70, com a rebeldia estudantil, o rock, a guerra do Vietnã, representaram a luta contra “tudo que está aí”, contra os velhos, contra os reacionários que não admitiam mudanças. Contra a elite que tudo comandava das trevas.  Let’s the sunshine in. Lançar a culpa em uma elite, ou declarar que os inimigos constituem uma elite, é uma das mais velhas ferramentas do arsenal demagógico. As elites são esnobes, sem contato com o povo, arrogantes, cheias de segredos e simplesmente não patriotas. Melhor ainda, seus membros não precisam ser identificados. E então dá-lhe o nós contra eles. E quantos mais “nós”, mais pressão sobre “eles”. Mesmo que não se saiba quem são esses eles. E a sociedade começa então a ouvir o grito cada vez mais alto de minorias de todos os tipos, negros, mulheres, homossexuais, cada uma com uma bandeira, gritando por seus direitos e exigindo tratamento diferente enquanto grita por igualdade.

Robert Hughes discute os caminhos para onde a educação estava levando a sociedade norte americana. Ele diz assim: “Para os jovens, cada vez mais, a diversão cria os padrões educacionais e “verdades” sobre o passado. (…) Numa época de minisséries, quando a diferença entre a TV e os fatos reais é cada vez mais imperceptível (…), esses exercícios encaixam-se num contexto sentimentaloide, ansioso, de suspensão da descrença, que a velha Hollywood nunca teve.

Robert Hughes diz que o problema de fato intratável na educação americana não era seu conteúdo ideológico, mas o nível de preparo de seus alunos. E ele cita o educador Daniel Singal, que escreveu que “A ideologia predominante afirma que é muito melhor abrir mão da perspectiva de excelência do que correr o risco de ferir a autoestima de um estudante. Em vez de tentar estimular as crianças a estabelecer altos padrões para si mesmas, os professores investem suas energias em assegurar que as de aprendizado vagaroso não se sintam fracassadas (…) muitas vezes se sente quase um preconceito contra alunos inteligentes.”

Isso é familiar a você, hein? Alguma coisa a ver com o que você sabe de Paulo Freire, do sistema educacional brasileiro? Que coincidência, né?

Além disso, Singal adverte que os estudantes mais ricos, a maioria educados em escolas caras, desde meados da década de 70 vinham entrando na faculdade tão mal preparados que têm um desempenho muito abaixo do potencial, muitas vezes a ponto de incapacidade funcional.

Nos Estados Unidos existe o SAT – Suit of Assessments, que é um teste padronizado para admissão nas universidades, introduzido em 1926. Em 1970, novos estudantes entraram nas principais faculdades norte americanas com uma média em expressão e comunicação de 670 a 695 ponto do total de 800 possíveis. Em meados da década de 80, essas médias haviam caído em cerca de 8%.  E Robert Hughes diz que, ao entrar na Universidade, a educação que os jovens recebem é rebaixada à sua reduzida capacidade de ler textos, peneirar informação e analisar ideias. Os conteúdos são ajustados à limitada experiência de vida e ideias dos estudantes, como se isso fosse uma espécie de absoluto educacional, sentimentaloide. Opa! Lembrou do “sentimentalismo tóxico” do Theodore Dalrymple no episódio 587 – Podres e mimados, hein? Tá vendo como tudo está interligado?

A experiência educacional é então recheada com cursos superficiais de estudos sociais que ensinam apenas slogans e destinam-se a evitar difíceis questões do contexto histórico. Com pouca análise crítica, mas muita atitude e sentimento…

Ao mesmo tempo, o universo das artes sofre as consequências. As artes mostram ao cidadão sensível a diferença entre os bons artistas, os medíocres e as fraudes absolutas. E como sempre existe um número maior de medíocres e fraudes do que de bons artistas, também as artes têm de ser politizadas. Assim a ideia de “qualidade” na experiência estética torna-se uma ficção paternalista destinada a dificultar a vida de artistas negros, mulheres e homossexuais, que devem de agora em diante ser julgados por sua etnicidade, seu gênero e estado de saúde, e não pelos méritos de sua obra.

À medida que se difunde para a arte a reação mimizenta contra a excelência, a ideia de discriminação estética é metida no mesmo saco da discriminação racial ou do gênero.

E aí meu, não importa mais o belo. Importa a atitude.

Muito bem. Os resultados apareceram na década de 90, sendo um deles a onda do politicamente correto, que não trata de igualdade ou de moralidade, mas de sentimentos. E que parecia na época ser mais comum entre os professores do que entre os alunos.

Quando entrou na educação americana, a animosidade dos anos 60 contra as elites trouxe em sua esteira uma enorme e cínica tolerância para com a ignorância dos estudantes, que foi racionalizada com sendo “respeito à expressão pessoal” ou a “auto estima”. Forçar os jovens a lerem mais ou pensar com muita concentração, podia fazer com que suas frágeis personalidades implodissem em contato com as exigências do nível universitário. E assim as escolas reduziram as tarefas de leitura, diminuindo automaticamente o domínio da linguagem da garotada. Sem formação em análise lógica, mal equipados para desenvolver e construir argumentações formais, desabituados a minerar textos em busca de jazidas de fatos, os alunos recaíram na uma única posição que podiam chamar de sua: o que sentiam das coisas.

Vale como eu me sinto. E esse sentimentalismo logo se tornou tóxico.

Quando sentimentos e atitudes são os principais referenciais da discussão, atacar qualquer posição é automaticamente insultar o seu defensor ou até mesmo agredir o que ele julga seus direitos. Todo argumento torna-se ad hominem, quando as críticas negativas são dirigidas ao autor e não ao conteúdo apresentado.  E a vítima se diz perseguida: “eu me sinto muito ameaçado por sua rejeição à minhas opiniões sobre… sobre… vamos lá, vai:

– educação, desarmamento, aborto, racismo, política, orientação sexual, gerações, arte… escolha o que você quiser.

Mantenha esse subjetivismo do discurso por duas ou três gerações de alunos, que depois se tornarão professores e… pronto! Temos o pano de fundo de nossa cultura da reclamação.

E aí, hein? Entendeu o prejuízo que essa divisão do discurso entre “nós” e “eles”, causa? Sacou o problema da birra, do mimimi? Tudo isso faz com que a discussão sobre o multiculturalismo genuíno, aquele que envolve o cuidado com as diferenças culturais, com os sonhos e com a história dos diversos grupos que compõe nossa sociedade se transforme numa interminável e chatérrima discussão entre direita e esquerda, entre oprimidos e opressores, entre capitalismo e socialismo, mesmo que ninguém saiba direito o que são essas coisas.

Não chores mais (No woman, no cry)
Bob Marley
Gilberto Gil

No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry

Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o sol
Ob-observando hipócritas
Disfarçados, rondando ao redor

Amigos presos
Amigos sumindo assim
Pra nunca mais
Tais recordações
Retratos do mal em si
Melhor é deixar pra trás

Não, não chore mais
Não, não chore mais
Oh! Oh!
Não, não chore mais
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não, não chore mais
Hê! Hê!

Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o céu
Ob-observando estrelas
Junto à fogueirinha de papel

Quentar o frio
Requentar o pão
E comer com você
Os pés, de manhã, pisar o chão
Eu sei a barra de viver

Mas, se Deus quiser!
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé

No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
Uh! Uh! Uh!

Não, não chore mais
Menina não chore assim!
Não, não chore mais
Oh! Oh! Oh!
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
Não, não chore mais
Não chore assim
Não, não chore mais
Hê! Hê!

No woman no cry
Bob Marley

No, woman, no cry
No, woman, no cry
No, woman, no cry
No, woman, no cry

I remember when we used to sit
In the government yard in trenchtown
Ob-observing the hypocrites
As they would mingle with the good people we meet
Good friends we have, oh, good friends we have lost
Along the way
In this great future, you can’t forget your past
So dry your tears, I said
No, woman, no cry
No, woman, no cry
Oh, little darling, don’t shed no tears
No, woman, no cry

Said I remember when we used to sit
In the government yard in trenchtown
And then georgie would make the fire lights
As it was logwood burning through the nights
Then we would cook cornmeal porridge
Of which I’ll share with you
My feet is my only carriage
So I’ve got to push on through

But while I’m gone, I mean
Everything gonna be alright!
Everything gonna be alright!
Everything gonna be alright!
Everything gonna be alright!
I said, everything gonna be alright!
Everything gonna be alright!
Everything gonna be alright, now!
Everything gonna be alright!

So, woman, no cry
No, no, woman, woman, no cry
Oh my little sister, don’t shed no tears
No, woman, no cry

I remember when we used to sit
In the government yard in trenchtown
And then georgie would make the fire lights
As it was logwood burning through the nights
Then we would cook cornmeal porridge
Of which I’ll share with you
My feet is my only carriage
So I’ve got to push on through
But while I’m gone

No, woman, no cry
No, woman, no cry
Oh my little darling, don’t shed no tears
No, woman, no cry

Eh (little darling, don’t shed no tears!
No, woman, no cry
Little sister, don’t shed no tears!
No, woman, no cry)

E é assim então, ao som de Gilberto Gil na imortal NÃO CHORE MAIS,  versão de NO WOMAN NO CRY, de Bob Marley, que vamos saindo assim… assimm… sei lá, viu?

E aí, como é que você tá aí, hein cara? Tá fazendo beicinho, é? Não vai me ouvir mais, é? Vai contar pro seu professor, é? Ô coitado…

Olha! Eu vou insistir: este programa foi baseado no livro “A Cultura da reclamação”, de Robert Hughes, escrito em 1993. Fala do que aconteceu nos Estados Unidos um quarto de século atrás. Qualquer semelhança com o Brasil, é coisa da sua cabeça.

Com o compenetrado Lalá Moreira na técnica, a desorientada Ciça Camargo na produção e eu que fico entusiasmado quando encontro uns livros aí meu, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco os ouvintes Aubert e Ana Claudia, o Fernando que está visitando a gente aqui, Robert Hughes, Gilberto Gil, o grupo russo Serebro e uma versão instrumental de Bastidores, de Chico Buarque. Ah, sim,  duas vinhetas do mimimi são do Canal Hipócritas no Youtube. Cara! Se você não segue esses caras aí, cê tá perdendo viu meu?

 

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Quem estiver fora do país, é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Mergulhe fundo no mundo do Café Brasil acessando:

Para o resumo deste programa, portalcafebrasil.com.br/589.

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E para o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo junto!

Pra terminar, uma frase de Theodore Dalrymple:

O propósito dos militantes pela diversidade cultural é impor a uniformidade ideológica.