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581 – Carta aos jornalistas

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Luciano Pires -
Download do Programa

Advogados erram. Treinadores erram. Mecânicos erram. Médicos erram. Cozinheiros também erram. Seres humanos erram. Então por que quando um jornalista erra gera tanta felicidade nas redes sociais, hein?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro para este programa com as principais ideias apresentadas. Um guia para você complementar aquelas reflexões que só o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/581.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é a Sheila…

“Boa tarde, Luciano. Meu nome é Sheila e eu falo de Belo Horizonte, Minas Gerais. Eu fui apresentada ao podcast por um ex namorado e foi amor à primeira vista. 

Sou professora e dentista e já ouvi vários áudios, mas esse em especial me fez chorar, devido às minhas profissões e o lado emocional, pois terminei recentemente. Sempre pensei: nunca vou mandar nada para o Luciano, primeiro devido à vergonha e também porque ele já recebe feedbacks demais. Talvez o meu não faça muita diferença. Mas, sei lá, não me contive e vim emocionada enviar o feedback a respeito do Círculo de ouro,  onde você Luciano, inicia citando o fato de que ninguém faz um negócio com você por aquilo que você faz e sim pelo porque você faz, na qual você cita os professores como exemplo e pergunta o que alguns específicos tinham de especial? E simplesmente você diz que não nos lembramos deles como educadores e etc. E sim pelo fato de se importarem conosco e por demonstrarem que se interessavam por nós. Que eles me enxergaram como indivíduo único no meio de dezenas de estudantes. 

Enfim: você diz que as pessoas lembraram de você, não por sua competência técnica, etc. Mas, vão se lembrar do que você as fez sentir. Então você diz que a pessoa que está dentro do seu coração está ali porque ele o fez sentir especial. 

Por ter recentemente terminado, fiquei muito tocada e após seu comentário você coloca a música Coisinha estúpida. Não conseguia parar de chorar. Me derramei em lágrimas. 

Muito obrigada, Luciano. Obrigada mesmo, por desnudar minha alma, me fazer pensar e valorizar as pequenas coisas. Que Deus abençoe sempre você e sua equipe. Obrigada por agregar à vida das pessoas. Fiquem com Deus, amém.”

Olha cara! Se eu tivesse de escolher um podcast que eu tinha certeza que jamais faria alguém chorar, eu teria escolhido o Círculo de ouro. E aí vem a Sheila chorando, cara … Por causa daquele programa. Olha! A gente nunca sabe como, quando ou onde o programa vai atingir o público, o que só aumenta nossa responsabilidade. Sheila, obrigado, bola pra frente, minha filha! A fila anda!

Muito bem. A Sheila receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Sheila! Dá pra fazer uma festa, cara! Olha! PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Tá na

Na hora do amor, use

Lalá – Prudence.

Luciano – Repita

Lalá – Prudence.

Meu, como assim? Você  não foi nem dar uma olhadinha no Café Brasil Premium, cara? A nossa “Netflix do Conhecimento”? Adora o Café Brasil mas não dá nem uma olhadinha lá? É um ambiente educacional, sem ser careta nem superficial, pô! Se mexe, meu! Acesse cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo extra-forte.

Olha! Essa é  Na cadência do samba, de Luiz Bandeira, que também ficou conhecida como Que bonito é e que ficou famosa por ser a música de abertura do Canal 100, um telejornal esportivo que tinha no cinema, lá em 1822… aqui na interpretação do grupo Barbatuques, essa turma só usa a voz e o corpo cara, 

que vou abrir o programa com uma discussão entre o técnico Vagner Mancini e o repórter Felipe Garraffa, da Rádio Bandeirantes em São Paulo. O fato aconteceu após o Vitória ter quebrado a invencibilidade do Corinthians em agosto de 2017.

O episódio deu a inspiração para este programa, e aconteceu na área do jornalismo esportivo, mas isso é só um detalhe, viu?. O que vai a seguir serve para a profissão de jornalista em geral.

E aí o jornalista gaúcho Carlos Guimarães, comentarista esportivo da Rádio Guaíba; mestrando em Comunicação e Informação; especializado em Jornalismo Esportivo escreveu um texto chamado “O episódio Mancini: porque o público vibra quando um jornalista erra”. Eu transformei seu texto numa espécie de carta aberta aos jornalistas. Atenção agora aqui ó: “eu transformei” quer dizer o seguinte, olha: eu editei várias partes, mudei palavras, deixei o texto mais amigável para leitura, aqui. Tirei as gorduras, mas a picanha ficou. É muito importante que você ouça este programa considerando que é opinião de alguém que está dentro do jornalismo e não apenas especulando de fora, não. Quem quiser conhecer o texto original, baixe o roteiro deste programa em portalcafebrasil.com.br/581.

https://goo.gl/gR3ao8. – O episódio Mancini: porque o público vibra quando um jornalista erra (texto completo)

O episódio envolvendo o técnico Vagner Mancini e o repórter Felipe Garraffa, da Rádio Bandeirantes de São Paulo levantou novamente a questão de como, em linhas gerais, a chamada opinião pública compra o jornalismo esportivo.  O motivo que levou o fato a explodir nas redes sociais num final de semana repleto de acontecimentos esportivos foi o equívoco do repórter ao expor os dados da partida. Garraffa apontou que o Vitória teve somente uma finalização e 20% de posse de bola, quando os dados corretos eram de 35% de posse de bola para o time baiano e 5 conclusões na partida. Os números mostram um erro do repórter que, prontamente, foi rebatido por Mancini. Logo após o vídeo ser disseminado pelas redes sociais, veio aquela enxurrada de postagens, publicações, áudios e likes apoiando o treinador, como se ali houvesse uma batalha entre inimigos em trincheiras distintas: Mancini contra Garraffa.

Advogados erram. Treinadores erram. Mecânicos erram. Médicos erram. Cozinheiros erram. Seres humanos erram. Então por que que o erro de um jornalista gerou tanta felicidade nas redes sociais?

Volta e meia, quando há um erro jornalístico, não há claramente um debate a respeito entre os colegas. Quando o erro chega, é em forma de corneta, ilação ou indireta. Não há uma vontade consistente de discutir a profissão em todas suas esferas, sobre seu modus operandi, as relações empresariais, as linhas editoriais, o questionamento dos métodos ou de suas funções, atribuições e papéis.

Em geral, a atividade do jornalista é idealizada. Filmes como Spotlight ou Todos os homens do presidente amplificam esta máxima. De acordo com o senso comum, o jornalismo é a atividade profissional que visa coletar, investigar, analisar e transmitir periodicamente ao público informações da atualidade, utilizando para isso veículos de comunicação para difundi-las. Claro que não é só isso. O papel social de ser um mediador da informação ou a ligação entre aquilo que é importante e o público já são conceitos defasados, cara. Entretanto, ainda é nisto que se apega o jornalista.

Sua função social é a sua principal proteção.

Entretanto, outros fundamentos se unem a este caráter moral um tanto deslumbrado. O jornalista se cerca de diversos elementos para se proteger. Entre eles, estão os conceitos de neutralidade, de isenção e de imparcialidade; o papel de vigilante social; o clichê do quarto poder; a soberania do senso de autoridade sobre todas as coisas, ou seja, que basta ser jornalista para analisar toda e qualquer coisa. E, principalmente, o status de se apegar à sua relevância máxima na sociedade da informação pós-moderna.

Essas proteções são necessárias para reforçar a sua importância, mas são colocadas em xeque quando confrontadas com a nova era da multi-informação.

Afinal de contas: um jornalista terá a última palavra sobre um fato, especialmente no jornalismo opinativo, só porque ele é jornalista?

Jornalismo é, acima de tudo, técnica. Um conjunto de processos que são aprendidos sob um manancial de teorias e práticas,  e depois, aplicados no cotidiano. O entendimento profissional é de que o jornalista presta um serviço de fornecer informações com os procedimentos determinados por aquelas técnicas. Mas, quando existe a emissão de uma opinião, ela já não é mais definitiva. Os novos rumos da sociedade subverteram esta lógica da última palavra. Uma opinião, hoje, muito mais interpretativa do que rígida. Daí o questionamento do termo “formador de opinião”.

Será que uma opinião se forma a partir de um parecer emitido por um jornalista só porque ele é jornalista?

Olha! Talvez esteja aí o motivo de os jornalistas não falarem sobre si. Eles estão em transição. Antigamente, o que um jornalista dizia era um ponto final. Hoje, são reticências, sujeitas a interpretações e divergências. Eles estão diante de uma ameaça das suas proteções. Informada e participativa, a audiência discute sua neutralidade; questiona seu status de quarto poder; combate sua relevância; e, especialmente, põe em turbulência seu senso de autoridade sobre todas as coisas.

Resumidamente, estão apontando o dedo para o suposto poder dos jornalistas.

Falar de si para si virou, portanto, um tabu. O debate fica restrito a rodas secretas e às salas de aula de pós-graduação. Mesmo na formação do jornalista, ainda há o discurso ufanista do mediador social. Jornalistas não falam de si, porque se sentem ameaçados, porque há uma perda de credibilidade, outro de seus alicerces, uma perda de relevância causada por eles mesmos. E em última instância, uma perda de significado na era da informação. Há a necessidade da reinvenção. Eles tornaram-se, mais do que incompreendidos pelo público, desinteressantes para si mesmos. É a hora de apontar o dedo para o próprio nariz. Mas antes, é preciso entender como o público enxerga os jornalistas.

Agora você ouve Que bonito é na interpretação do QUADRISAX . Tá no nome aí, não é? É um quarteto de saxofones, fantástico… O arranjo é de Wagner Ortiz.

E o jornalista Carlos Guimarães promoveu uma enquete informal no Twitter em cima da seguinte pergunta: você acha a imprensa arrogante? A esmagadora maioria apontou que sim. E ele elencou alguns motivos:

– Despreparo; generalização; ânsia por furos, cliques e manchetes bombásticas; soberba e prepotência, além de  vaidade e vingança…

Jornalistas são vistos como arrogantes. A principal queixa é a falta de autocrítica quando erram. Ao invés de procurar minimizar o erro, preferem adotar o corporativismo da falsa solidariedade.

Antes de mais nada, a idealização da profissão enquanto função social, é um artifício para fundamentar a profissão. Como em toda e qualquer profissão no mundo capitalista, o jornalista é um fornecedor de serviços à disposição de um sistema que busca o lucro. Ou seja, enxergar uma empresa como componente essencial da sociedade e alimentadora de um bem durável, como a informação, é um erro. As empresas jornalísticas precisam ser vistas como instituições que visam o lucro. Só assim se entende o papel do jornalista, que é um instrumento que viabiliza este lucro, é um operário padrão. O capitalismo não distingue as funções operacionais e intelectuais. Por mais que tenham esse cunho intelectual, na prática os jornalistas são operadores do produto que gera lucro para estas empresas. E esse produto se bifurca entre informação e opinião, a grosso modo.

O grande problema é os jornalistas acreditarem nos mitos criados por eles mesmos. Talvez esta seja a maior formação de opinião para o senso comum que eles já conseguiram repassar: a de que o jornalista é um estereótipo, idealizado e poderoso.

Afinal: informação é poder.

Com a disseminação das redes sociais, o público passou a ter informação, com um agravante: ele também é capaz de amplificar esta informação, de se tornar relevante através da participação, da interação e, em casos mais bem-sucedidos, de formar a opinião de outros.

Daí surge uma nova disputa de poder. Ameaçado com a perda da condição de dono da verdade absoluta, o jornalista se vê vulnerável. O público, que já foi passivo e impotente, começou a enxergar pelas frestas dessa vulnerabilidade. Observou, com atenção, os buracos deixados pelas proteções que os jornalistas achavam que nunca iriam perder. E os jornalistas, que descobriram que não são tão protegidos assim e fingem não acreditar. O público reagiu forte. Aquilo que caberia aos jornalistas, a autocrítica, a redefinição da autoimagem e a construção de novos elementos para seu caráter moral, não parte mais deles. A audiência está fazendo isso, discutindo suas opiniões, seu senso de autoridade absoluta, suas informações e, em último caso, até a mais soberana de suas proteções… a fonte.

E assim, os jornalistas se tornaram vilões. Enquanto o público lhes fornece todos os motivos para que sejam expostos, questionados e contraditos, lá estão eles evitando falar sobre a profissão por pura insegurança, apego ou incompreensão. Por isso, o público não gosta de jornalistas. Porque os jornalistas ainda acreditam ter mais legitimidade sobre um determinado assunto só porque adquiriram determinadas técnicas que lhes davam esta autoridade. Mas aquela autoridade se pulverizou, se espalhou e vem enfraquecendo cada vez mais aquele muro de proteções frágeis. O papel da imprensa precisa ser rediscutido. Mais que isso, sua relevância. Ou, até mesmo, sua imagem perante o público.

E esse movimento vem de fora para dentro. Não há uma autocrítica mais severa por parte de quem deveria tomar a frente. Nem os cursos, nem as faculdades, nem as empresas e muito menos os jornalistas parecem interessados em redefinir suas imagens. Pelo contrário, continuam acreditando em velhos sofismas que hoje são defasados, ultrapassados e desmanchados. Ainda acreditam em seu senso de autoridade. Ainda se travestem em baluartes de verdades absolutas. Ainda procuram vender o jornalismo como aquilo empurrado e indiscutível. São, em sua rotina, desmentidos pelas próprias barrigadas, desmascarados em suas opiniões, defenestrados em suas petulâncias, deflagrados em seus esconderijos. Seus erros são mais visíveis. Sua irresponsabilidade mais apontada. E, ao invés da autoanálise, admitem muito pouco suas falhas. Criam suas próprias agendas três vezes, a agenda natural da técnica, a agenda da empresa e a agenda pessoal, conforme seu conjunto de crenças e valores. E, ao final de tudo, ainda menosprezam o público: acham que ele não está vendo nada disso.

Olha! Mesmo assim, os jornalistas ainda são consumidos. Afinal de contas, naquele conflito entre a luta pelo frágil poder adquirido pelos jornalistas, contra o terreno a ser conquistado por uma nova sensação de poder da audiência, o que é que sobra dos jornalistas para o público, hein? O que que faz um espectador consumir o jornalista ou veículo A em vez do jornalista ou veículo B? Esta é uma outra questão, que geraria um outro texto. Assim como, ao invés de lutar pela conquista de um novo espaço, novos profissionais, jovens, ainda se revestem das mesmas arrogâncias demonstradas por jornalistas já consagrados. E esse, também é outro assunto.

O que os jornalistas não perceberam é que diariamente suas proteções vão caindo, uma por uma, como num castelo de cartas construído por eles mesmos. Estão escancarando suas fragilidades nas redes sociais. E ao invés de fazerem algo para que isso mude, se agarram num galho no meio de uma correnteza, presos numa realidade que lhes foi ensinada e na qual eles acreditam, por comodidade, deslumbramento, ilusão, falta de humildade ou ausência de senso crítico.

Com todas essas características, o público também cria uma nova imagem dos jornalistas. Justamente por conta do jornalista não admitir seus erros, abrem-se caminhos para as especulações. A obsessão pela isenção, por exemplo, que serve como bengala para falar o que bem entender, desperta no público um sentimento que é o mais cruel de todos: o de que o jornalista está sendo desonesto por interesse próprio. Na verdade, e aqui sem a ingenuidade de que não existe desonestidade na profissão de jornalista, o buraco é outro: os jornalistas ainda acreditam estar num pedestal inatacável, seguro e hermético.

Não. Não existe esse pedestal. Portar-se assim só fará com que este distanciamento entre aquilo que os jornalistas são e aquilo que o público acha que eles são seja cada vez maior.

É o descaso que condena.

A estupidez, o que destrói.

Ufa. Que paulada, né cara? Ficou pesado esse programa, bicho… mas é sempre assim: Esses textos elaborados, feitos para serem lidos, são sempre difíceis de serem falados. Mas, tudo bem, tinha que ser feito, viu? Eu estou, como diria “aquele lá”, “porraqui”com jornalistas cagando regra, cara. Este programa aqui, tem endereço certo….

E olha que o jornalista Carlos Guimarães nem tocou num outro problema que, para mim, é tão essencial quanto tudo que ele falou: eu falo do viés, da doutrinação, a militância ideológica que há décadas domina as redações. E nem vou dizer para que lado… Isso é assunto para outro programa.

E é assim então, ao som de Na cadência do Samba/Que bonito é, na interpretação do grupo Choro na Feira, que vamos saindo no embalo.

Com o pensativo Lalá Moreira na técnica, a desconfiadíssima Ciça Camargo na produção e eu que conheço um monte de jornalista e que precisa ouvir este programa aqui , Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Sheila, o jornalista Carlos Guimarães, os grupos Barbatuques, Quadrisax e Choro na Feira. E claro, o Mancini com o Garraffa…

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Se você estiver fora do país, é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Mergulhe fundo no mundo do Café Brasil acessando:

Para o resumo deste programa, portalcafebrasil.com.br/581

Para a Confraria, cafebrasil.top

E para o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo juntos!

E para terminar, uma frase de Oscar Wilde

O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao oferecer a opinião dos deseducados, ele nos mantém em dia com a ignorância da comunidade.