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562 – Orgulho de ser corrupto

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Luciano Pires -
Download do Programa

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS 

Vamos continuar na onda da corrupção, hein? Afinal, ela parece fazer parte do DNA do brasileiro, não é? Pois é… culpa de quem, hein? E o que é que a gente pode fazer a respeito?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas. É um guia para você complementar aquelas reflexões que só o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/562.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Adriano de Goiânia.

“Olá Ciça, olá Lalá, olá seu Luciano, tudo bem? Acabei de ouvir o Certos abraços…..ahn… bom… eu ali, lavando a louça do almoço, porque são os horários que eu consigo ouvir o Café Brasil, assim mais concentrado, digamos… o que eu gostaria é e pegar, ouvir o Café Brasil num volume vinte e um, aqui em casa mas, acho que até por questões ideológico políticas, fica difícil pra mim ouvir. 

A direção, eu devo estar acostumado com isso, que certas pessoas acham, quando a gente apresenta o Café Brasil e é apresentada a sua posição liberal, todo mundo, primeira coisa que vem na cabeça, que eu vejo, é essa questão política, que acham que o Café Brasil é só um programa político. E uma que eu ouvi que eu achei ótimo: você acha que o Café Brasil vai resolver meus problemas? E assim vai…

Eu fico imaginando como é que o seu Luciano, como é que vocês aí no estúdio, não sei se vocês participam da gravação, claro que participam da gravação, saem aí do estúdio depois dos programas que fazem, esses programas que emocionam muito a gente. Eu, lavando a louça, não chorei porque eu sou tchê… barbaridade, né? Chorar? Isso é coisa pra mulherzinha….foi difícil… foi difícil…seu Luciano vai falando, vai falando… a gente vai lembrando… pesado.

E a gente que trabalha com um monte de gente, vê aquelas pessoas assim que te auxiliam, que te fazem subir, aí de repente, a gente esquece dessas pessoas ou não dá o valor devido que deveria dar pra essas pessoas… é pesado. Não sei nem o que falar. Fiz que nem o camarada ali, o que falou antes no programa, não deixei a emoção cair e já vim gravar esse depoimento a respeito do programa.

É isso aí. Espero que continue mudando pra cada vez melhor. Um abraço a todos.”

Muito obrigado Adriano. Olha, o Café Brasil não vai resolver porra nenhuma, cara. Mas ele faz a gente ir pensando…pensando… olha: não é assim que começa?

Muito bem. O Adriano receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Hoje tem visita aqui: Elias e Hellen, direto de Ituiutaba cara, Minas Gerais. Eu quero que nem mineirinho, vamo lá, vamo lá.

Na hora do amor, use:

Elias e Hellen – Prudence, uai…

E você agora tem um ambiente para mergulhar mais fundo em conteúdos para o crescimento pessoal e profissional: lançamos o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, repleta de sumários de livros, vídeos, podcasts, áudios… cara! É um monte de conteúdo. É uma festa para quem quer crescer. Acesse cafebrasilpremium.com.br, conheça nossa proposta e junte-se aos assinantes que já estão viajando por lá.

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Conteúdo extra-forte.

Em 1993 eu estava em Los Angeles, quando soube que aconteceria a estréia de um novo filme de Steven Spielberg:  A Lista de Schindler. Corri para o cinema e assisti embasbacado a um dos filmes que mais impacto me causaram até hoje. A crueza das imagens em preto e branco, o sofrimento dos Judeus nos campos de concentração, a frieza dos alemães…está tudo lá. Terminei a sessão com os olhos cheios de lágrimas e um nó na garganta. O filme gira em torno da figura de Oskar Schindler, um homem de negócios que chegou a Cracóvia, na Polônia, em 1939, disposto a fazer fortuna com a guerra que se iniciava. Membro do Partido Nazista, Oskar arregimenta trabalhadores judeus, e quando percebe que os alemães começam o processo de extermínio, decide ajudar os judeus a escapar. E para conseguir, usa seu dinheiro para corromper os oficiais nazistas.

Oskar Schindler foi portanto, um corruptor que, usando dinheiro, conseguiu que oficiais do serviço público lhe garantissem benefícios que iam contra a lei vigente. E assim, salvou cerca de 1200 pessoas da morte.

Pois é… Schindler embarcou naquilo que se chama “corrupção nobre” e que a gente encontra por todo lado. Pessoas que, para cumprir uma missão nobre, não encontram outra forma que não corromper outras pessoas.

Mas cá entre nós, se você encontrasse Oskar Schindler, você o xingaria de corrupto?

Esse som trágico aí ao fundo é o tema da Lista de Schindler, composição de John Williams…

Conheci um estudante nigeriano que recebeu uma bolsa de estudos para a Inglaterra e que só conseguiu viajar para começar os estudos com seis meses de atraso, pois precisou levantar 2 mil dólares para pagar um “pedágio”, ou a bolsa não seria liberada. O corrupto sistema nigeriano obrigou o estudante a agir dessa forma, como tantos outros, ou não teria viagem.

Ouvi essa história e não consegui pensar que aquele estudante era corrupto.

Quem é extorquido por um corrupto, é igual ao corrupto?

Bem, você dirá que depende, não é? Afinal, a corrupção é culpa de quem, hein?

Mas antes de pensar na culpa, vamos ver como anda a coisa…

Lalá! Muda o clima aí, vai…

Porra!!! Ficou a mesma coisa, bicho…

Bom. Você está ouvindo aí Poly e seu Conjunto com Abismo de Rosas, de Canhoto.

Porra!!! Ficou a mesma coisa, bicho…

O Trust Barometer é uma pesquisa realizada anualmente pela empresa Edelman, que tem como objetivo avaliar o índice de confiança da população nas instituições. A edição mais recente foi realizada em 28 países, contou com 33 mil entrevistas e aconteceu no final de 2016.

No texto de apresentação da pesquisa, os organizadores dizem que 2016 foi um ano atípico, quando cinco dos dez mandatários ou partidos das nações mais importantes foram depostos ou derrotados (Brasil,  Itália, Coréia do Sul, Inglaterra e Estados Unidos). Falam dos escândalos de corrupção no Brasil e concluem que dois terços dos países pesquisados hoje são “distrusters” ou “desonfiados”, o que aponta para uma profunda crise de confiança em escala global.

Bom. Era de se esperar, não é?

E eles concluem dizendo que “conforme a confiança nas instituições decai, os conceitos básicos de justiça, valores compartilhados e igualdade de oportunidades que tradicionalmente são sustentados pelo ‘sistema”, não são mais garantidos. E continuam. Nós observamos uma profunda desilusão da esquerda e da direita, que compartilham uma oposição à globalização, inovação, desregulação e instituições multinacionais. Há um desespero crescente em relação ao futuro, uma falta de confiança na possibilidade de uma vida melhor para nossas famílias.”

Que triste né?

A pesquisa apontou que apenas 15% da população acredita que o presente sistema está funcionando, contra 53% que acreditam que não e 32% que não tem certeza.  E esse descrédito é um campo fértil para o surgimento de movimentos populistas que se alimentam do medo. Perto da metade do que eles consideram “público informado”, adultos entre 25 e 64 anos de idade com educação superior, entre os 25% de melhor renda e que consomem as mídias, afirmam terem perdido a fé no sistema.

Dos países pesquisados, a confiança na imprensa caiu 82%, estando no ponto historicamente mais baixo em 17 deles.

Dois terços da população perdeu a fé na capacidade de seus líderes de resolver os problemas que se apresentam. E olha só o que eles dizem: “ Uma pessoa comum tem hoje tanta credibilidade quanto um acadêmico ou um técnico especialista e mais credibilidade que um CEO ou representante do governo, o que implica numa mudança do eixo de comunicação, que agora é horizontal, de indivíduo para indivíduo, evidenciando a dispersão da autoridade em direção aos amigos e à família.”

Os números do Brasil são especialmente preocupantes na pesquisa.  Se você quiser ler, publico no portalcafebrasil.com.br/562

edelman.com/executive-summary/ .

Muito bem. Essa pesquisa da Edelman me voltou à memória quando vi em todos os canais de televisão a imagem de Emilio Odebrecht contando como sua empresa se envolveu no maior escândalo de corrupção da história da humanidade, ao comprar parlamentares, manter relações espúrias com o poder central e, em certa medida, definir nos porões dos palácios os rumos de nosso país nos últimos trinta anos.

E olha… nem tinha visto o papo o Joesley lá… não tinha visto isso ainda, cara!

Vimos um dos maiores empresários do país, à frente de uma das maiores construtoras do mundo, apoiado pelo filho e por agentes do governo, enquanto encoberto pela imprensa. Ele estava exibindo seus valores morais tortos, sua falta de compromisso com seu país, com seus conterrâneos, comigo, com você.

E cara, ele fez isso sorrindo.

Foi como se eu tomasse uma bofetada.

O resumo dos depoimentos de Odebrecht é: “tudo bem se me convém”, a frase que, em 2009, sugeri que substituísse o “Ordem e Progresso” de nossa bandeira.

E eu estava certo, viu?

Neste Brasil confuso, perdido, aviltado, onde a confiança morreu, eles ostentam o orgulho de serem corruptos.

E conseguem fazê-lo sorrindo.

Estranho sorriso
Gerson Conrad
Paulinho Mendonça

O que se esconde
Nesse estranho sorriso
O que ele sabe
O que ele já viu
Onde se alimenta
Esse estranho sorriso
Na sede da espera
Ou no gosto do sangue

O que determina
Esse estranho sorriso
O rigor das leis
Ou a morte dos reis
O saber do aflito
Disfarça o seu grito
Transforma sua dor
Num estranho sorriso
Num estranho sorriso

Uia…você ouve o ex-Secos e Molhados Gerson Conrad com Zezé Motta, em ESTRANHO SORRISO, de Gerson Conrad e Paulinho Mendonça… Pois é… eu também queria saber o que existe por trás daquele sorriso viu?

Olha só, aceitar suborno, favores, essas práticas comuns no mundo dos negócios e no governo, são práticas não éticas. Mas como é que elas atingem as pessoas, hein? Bem, existe aquela parte visível, a do prejuízo econômico, reduzindo o dinheiro que pode ser aplicado no bem estar social. Mas o maior prejuízo é esse que estamos vivendo hoje no Brasil: a perda da fé nas instituições, a percepção de que nem todos serão tratados de forma igual perante a lei, e a consolidação de uma sociedade na qual a forma mais fácil de obter o que você quer, é pagando alguém para dar um jeitinho. E aí, a corrupção é a regra. Lembra do programa sobre a iniquidade, hein?

As sociedades que conseguiram migrar de um ambiente corrupto para um ambiente ético, conseguiram fazê-lo ao criar instituições com regras éticas consistentes e com a punição clara e evidente para quem quebrá-las.

Por isso você deve ficar feliz ao ver tanto figurão sendo processado e preso. E não importa o partido… Essa estrutura corrupta tem de ser demolida!

E esse é um processo de limpeza. É um lava jato.

Ratinho tomando banho
Hélio Zizkind

Tchau preguiça
Tchau sujeira
Adeus cheirinho de suor
Oh…
Lava lava lava
Lava lava lava
Uma orelha uma orelha
Outra orelha outra orelha
Lava lava lava lava lava
Lava a testa, a bochecha,
Lava o queixo
Lava a coxa
E lava até…
Meu pé
Meu querido pé
Que me agüenta o dia inteiro
Oh Oh
E o meu nariz
Meu pescoço
Meu tórax
O meu bumbum
E também o fazedor de xixi
Oh…
La la
Laia laia la
Laia la la la
Laia la
La la la la la
Hum… Ainda não acabou não
Vem cá vem… vem
Uma enxugadinha aqui
Uma coçadinha ali
Faz a volta e põe a roupa de paxá
Ahh!
Banho é bom
Banho é bom
Banho é muito bom
Agora acabou!

Honestidade
Juca Chaves

A honestidade a muitos já sumiu
as consequências vêm sempre depois
por isso todo dia pra alegria do Brasil,
morre um ladrão e nascem dois,
morre um ladrão e nascem dois.

Sai um político, entra outro da quadrilha
o marionete de um teatro sem moral
e o povo que votou pra não perder bolsa família
já nem mais acredita no pré-sal
já nem mais acredita no pré-sal

Enquanto milionários funcionários da cobiça
investem lá no norte, no norte da suiça
democracia é isto, é viajar pra Cuba com a nossa presidente
pra Cuba, com a nossa presidente

Infeliz o país andou pra trás
secaram a nossa Petrobrás
Adeus ladrões, adeus pt saudações

É… não é só o PT não… tem PSDB, PPP, PSQP, PQP, putz

Rararaa… lembrou, né? Primeiro foi o ratinho lá do Castelo Rá-Tim-Bum, como era bom aquilo… depois veio Juca Chaves,  com ADEUS EM RITMO DE LAVA JATO. Juca está por aí há uns 60 anos, e deve estar boquiaberto com o que anda vendo…

O economista e cientista social norte-americano Mancur Olson, escreveu um livro chamado A Lógica da ação coletiva, no qual demonstra como pequenos grupos com interesses específicos conseguem se articular e ter mais eficiência na busca de suas metas, melhor, muito melhor do que grandes grupos, como os de consumidores, eleitores ou pagadores de impostos. E ele deixa claro como a corrupção necessita de uma coordenação eficiente para ser bem sucedida. E é dentro dessa dimensão da eficiência, que líderes criam modelos que não apenas encorajam, mas perpetuam sucessores corruptos. E o pior, desencorajam pessoas corretas e éticas a aspirar posições nas organizações onde atuam. Por exemplo, expulsando pessoas honestas da busca pelas carreiras políticas. Você nunca disse que jamais entraria para a política, pois lá só tem corrupto? Pois é…

Olson trata dos políticos e executivos que desviam recursos dos setores públicos e privados, deixando claro que a arena da política é a arena do poder das elites e não para nós aqui, pobres mortais.

Poder das elites… Líderes conservadores, liberais, socialistas, comunistas, monarquistas, teocratas, ditadores, republicanos, anarquistas cara, não importa,  sempre terão seguidores. Quando os líderes são corruptos, e encorajam a corrupção de seus seguidores, o que que você acha que acontece, hein?

E quando eles são incorruptíveis e encorajam a moralidade civil e a responsabilidade?

Todo líder, não importa como, onde ou quando, é um professor de ética. Seus seguidores estão ali de olho em seus atos, aprendendo… e isso explica grande parte do que aconteceu com o Brasil nos últimos 50 anos. Tivemos grandes professores de corrupção e os que apareciam defendendo a moral e a ética, foram classificados de reacionários, como moralistas… Pois é meu, deu nisso aí, ó.

Aí ao fundo você ouve o Grupo de choro Arabiando, lá de Recife, com Chorinho pra Marcelo. rererrere

Me lembro que em julho de 2010, assisti num evento a uma apresentação de uma pesquisa que foi realizada com 2544 brasileiros que apontaram em um conjunto de cinquenta e quatro valores positivos e negativos “os dez mais epresentativos de como o Brasil opera hoje”. E o resultado, em ordem de importância, foi o seguinte:

01. corrupção
02. pobreza
03. crime/violência
04. desemprego
05. analfabetismo
06. poluição ambiental
07. burocracia
08. agressividade
09. incerteza sobre o futuro
10. desperdício de recursos

Sete anos atrás, cara. Pô, não apareceu nenhum valor positivo! Só negativo! Você ficou surpreso? Eu não.

Em minhas palestras uso uma definição que eu aprendi com o Jaime Troiano: “marca é o conjunto organizado de percepções e de sentimentos que identificam a empresa, seus produtos e serviços e os diferenciam de seus eventuais concorrentes.“ Pois é, a pesquisa lá de valores apresentou o “conjunto organizado de percepções e sentimentos que identificam o Brasil, conforme os brasileiros”.

O debate que se seguiu à apresentação dos resultados da pesquisa foi praticamente todo focado na questão educacional. Lancei uma pergunta lá na hora: qual é o papel da mídia, rádio, tele e cine dramaturgia e entretenimento, imprensa, propaganda, hein? na construção dessa percepção de país fracassado? Um dos debatedores, Eduardo Giannetti da Fonseca, disse que a mídia não tem esse poder…

Não é? Há pelo menos 40 anos nossos tele e radio jornais, jornais impressos, revistas e especialmente o cinema, esfregam em nossas caras as lixeiras do Brasil. Num país onde a maioria da população, com educação deficiente, tem a televisão como única janela para o mundo, não é difícil entender como se constrói a percepção de (des)valores que a pesquisa apresentou. Especialmente quando a realidade mostra que as tragédias diárias existem mesmo e quem deveria lutar contra elas, pouco faz.

O Brasil é uma grande cozinha. Nela existe uma lixeira. Mas o Brasil não é só a lixeira. A relação de valores que a pesquisa apresentou como representativos do Brasil, não é obra do acaso. Tem sido pacientemente construída ao longo de pelo menos duas gerações.

Isso é o que eu chamo de burrice.

A corrupção não pode ser aceita, não pode ser normal, não pode fazer parte da nossa cultura. Mas é bobagem achar que ela pode ser erradicada. Nunca será. A corrupção é como o clima, que jamais podemos alterar, mas temos que compreender e monitoras, para ao menos ter controle sobre suas consequências e limitar os prejuízos. E esse monitoramento exige vigilância constantes, supervisão e… dinheiro, cara. Recursos. Precisa de regulação, de agentes da lei e da justiça zelosos e de punição. Punição e mais punição.

É assim que se educa uma nação.

Culpa
O Terno

Parece que eu fico o tempo todo culpado
Com culpa eu não sei do quê
Quem vai me desculpar se eu não fiz nada de errado?
Que mais que eu posso fazer?

Será que as coisas que eu faço
Penso que não têm problema
Na verdade são pecado
E é por isso que eu me sinto tão culpado?
Ou será que a sociedade diz que é para eu ser contente
Quando eu fico meio triste
Ou até meio chateado
Eu fico mais, pois acho que eu sou o culpado

Uh uh uh uh culpa
Ah ah ah culpa
Ah ah ah culpa

Desculpa qualquer coisa
Minha culpa, minha culpa, culpa minha de pedir perdão
Culpa de fazer sucesso, culpa de ser um fracasso
Culpa sua, culpa de cristão

Será que as coisas que eu faço
Penso que não têm problema
Na verdade são pecado
E é por isso que eu me sinto tão culpado?
Ou será que a sociedade diz que é para eu ser contente
Quando eu fico meio triste
Ou até meio chateado
Eu fico mais
Pois acho que eu sou o culpado

Pô, o programa acabou e eu não falei especificamente da culpa… Vou ter de fazer outro programa. Mas, por enquanto, dê uma parada aí pra pensar…qual é a sua culpa neste estado das coisas? O que é que você pode fazer a respeito? Escrever um post no Facebook, é? Xingar alguém no Whatsaspp?

É pouco, né? Pense no que você pode fazer para acabar com essa espécie de orgulho de ser corrupto que tomou conta de nossa sociedade.

Ser corrupto tem de ser motivo de vergonha.

E é assim então, ao som de CULPA, com o power-trio paulistano O Terno, que é sensacional, que vamos saindo no embalo.

Com o indignado Lalá Moreira na técnica, a atarantada Ciça Camargo na produção e eu, que ando com sangue nos olhos cara, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Adriano, os os ouvintes visitantes Elias e Hellen, direto de Ituiutaba, Poly e seu Conjunto, Juca Chaves, o grupo Arabiando, Gerson Conrad com Zezé Mota, John Williams Orchestra e o ratinho lá do Castelo Rá-Tim-Bum.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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E para terminar, uma frase de ninguém menos que Kurt Cobain

A missão da juventude é combater a corrupção.