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Luciano Pires -
Download do Programa

Às vezes você tem a sensação de que algo vai acontecer ou então, adivinha algo antes de acontecer, hein? Toma decisões que você não sabe de onde vem? O nome disso é intuição. E é essa a praia do programa de hoje.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Preparei um resumo deste programa, com links para as fontes que utilizei na pesquisa para preparar esse episódio, além de outras referências interessantes. Se você gostou do programa e quer se aprofundar um pouco mais no assunto, dê uma pausa, e baixe o resumo acessando portalcafebrasil.com.br/561.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é a Cândida:

“Bom dia, boa tarde, boa noite Luciano, como vai? Meu nome é Cândida, eu tenho quase trinta, sou uma mineira que veio tentar a vida em Vitória, Espírito Santo e você faz parte da minha vida desde 2013. 

Bom. Eu nunca havia ouvido falar em podcast até que um amigo de trabalho me disse que precisava me mostrar um programa que era veiculado através do podcast e que era a minha cara. Eis que conheci o Café Brasil. E desde então você faz parte constante da minha vida. Aliás, não só da minha vida, eu dissemino esse nosso cafezinho de maneira eficaz aonde eu posso. Eu sei que, através dessas palavras, nós podemos fazer a diferença neste mundo. Um mundo de diálogo e respeito acima de tudo, é o que eu acredito. 

Mas, tem duas pessoas que eu apresentei o Café Brasil e que vale a pena te contar. Uma foi meu marido, que compartilha dos teus ideais, dos meus também, dos nossos ideais, nós somos ativos no LiderCast, no Café Brasil, nos seus livros, a gente está na Confraria, apesar de um pouco calados, a gente tava junto assistindo o vídeo ao vivo que você fez pra apresentar o Café Brasil Premium, você até leu o comentário dele ao vivo, ele ficou mega feliz. Mas enfim, você está sempre com a gente e partilhamos de lhe ter em nossa casa, de vez em quando tomando um vinho, comendo uma massa e a gente está falando do Café Brasil.

A outra pessoa que vale a pena destacar é um amigo petista ferrenho. Porém com ele eu consigo argumentar. Até falar mal do PT ou de qualquer outro partido político. E você também consegue argumentar. Ele entende que apesar das visões políticas diferentes, o seu ideal, o meu ideal e o ideal dele, é para um país cada vez melhor. E de vez em quando a gente comenta de você em algum happy hour. de po

Bom. Enfim. O que eu quero lhe dizer é que você contribui de maneira significativa na minha vida, na construção do meu eu, nas minhas convicções, me faz acreditar que é possível sermos diferentes sim, ou sermos melhores sim, que aquilo que eu sempre acreditei, sempre lutei, vem outra pessoa e fala pro mundo que sim, o que eu acredito é possível. Eu sinto como se você fosse a voz que expressa os meus sentimentos. Essa é a verdade.

Você fala de política, de crença, de descrença, mas também faz o podcast Hallelujah ou o da Carole King, nos enche de emoção e de esperança. Bom. É isso. Aliás, tem muito mais, mas vou me despedindo de fininho. 

Um grande abraço da sua amiga de sempre. Mande abraços apertados pro Lalá e mande beijos emocionado pra Ciça.”

Que legal, Cândida, você não imagina como é que eu fico feliz quando recebo esses comentários como esse seu. O podcast é uma mídia que nasceu para ser individual, eu aqui e você aí, mas me fascina imaginar que indivíduos se encontram para discutir os temas do podcast e assim, enriquecer seus repertórios. Muito bom! Mande um abraço para seu marido e um beijo pro petista lá…

Muito bem. A Cândida receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Hoje eu vou fazer diferente. Lalá, vem aqui. Olha isso aqui. Acabei de receber, é um kitezinho da DKT, vou te mostrar isso aqui. Olha aqui. Um lançamento pra você, especialmente: Prudence, nas cores e sabores de café.

Lalá – Olha que espetacular. Adoro Café.

Só que essa aí é grande, não vai caber.

lala prudence

Você agora tem um ambiente para mergulhar mais fundo em conteúdos para o crescimento pessoal e profissional: lançamos o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, repleta de sumários de livros, vídeos, podcasts, áudios… cara! É um monte de conteúdo. É uma festa para quem quer crescer. Acesse cafebrasilpremium.com.br, conheça nossa proposta e junte-se aos assinantes que já estão viajando por lá.

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Conteúdo extra-forte.

Em 1964, Paul McCartney compôs uma melodia enquanto dormia, num sonho… Quando acordou, correu tocá-la no piano, para não esquecer, mas ficou incomodado, ele tinha medo de ter plagiado inconscientemente o trabalho de alguém. Ele estava preocupado com uma coisa chamada criptomnésia,  a memória oculta, inconsciente. É a memória ancestral, subliminar, que vêm de recordações que estão abaixo do limiar da consciência, você nem sabe que elas estão lá. Paul tinha medo de gravar a música e descobrir que era plágio de algo que ele havia ouvido em algum lugar e cuja memória ficou lá, escondida em sua mente. Passou semanas mostrando a melodia para pessoas do mundo da música, perguntando se a reconheciam. Quando teve certeza que ninguém conhecia, Paul ficou mais tranquilo e escreveu uma letra. E muitos meses depois os Beatles a gravaram…

Yesterday
Paul McCartney

Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they’re here to stay
Oh, I believe in yesterday

Suddenly
I’m not half the man I used to be
There’s a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly

Why she had to go I don’t know
She wouldn’t say
I said something wrong now I long
For yesterday

Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Why she had to go I don’t know
She wouldn’t say
I said something wrong now I long
For yesterday

Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Ontem

Ontem
Todos os meus problemas pareciam tão distantes
Agora parece que eles vieram pra ficar
Ah, eu acredito no dia de ontem

De repente
Eu não sou metade do homem que costumava ser
Existe uma sombra pairando sobre mim
Oh, o ontem veio de repente

Por que ela teve que ir eu não sei
Ela não disse
Eu disse algo de errado, agora sinto tanta falta
Do dia de ontem

Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora preciso de um lugar para me esconder
Ah, eu acredito no dia de ontem

Por que ela teve que ir eu não sei
Ela não disse
Eu disse algo de errado, agora sinto tanta falta
Do dia de ontem

Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora preciso de um lugar para me esconder
Ah, eu acredito no dia de ontem

É lindo isso…

Pois então, Paul McCartney compôs Yesterday num sonho cara… é mole?  Mas o que será que foi essa coisa que nasceu aparentemente do nada na mente de Paul McCartney para se transformar numa daquelas músicas eternas, hein? De onde veio isso?

Provavelmente do mesmo lugar de onde vem a  intuição, termo originário do latim intueri, que significa considerar, ver interiormente ou contemplar. O matemático e filósofo Blaise Pascal dizia que a intuição é o produto da capacidade da mente de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, graças às infinitas conexões inconscientes que tornam possível à mente consciente fazer escolhas. O psiquiatra Carl Jung dizia sobre o conhecimento intuitivo: “Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”.

Bem, isso já deve ter acontecido com você, não é? Tomar uma decisão porque sabia que era a mais certa. Mas sabia de onde, cara? Você está numa rua que não conhece e tem aquela sensação estranha de que tem que virar à direita… precisa fazer uma escolha sobre algo no trabalho e de algum lugar surge a decisão e a certeza de que é aquela a melhor solução.

Intuições são julgamentos fortes e repentinos cuja origem não conseguimos explicar. Apesar deles parecerem vir de algum lugar interior, na verdade começam com a percepção de alguma coisa externa, uma paisagem estranhamente familiar, um gesto, uma expressão, uma palavra dita, algo que você nem percebe que percebe. Percebe?

Por muito tempo a intuição foi tratada como algo mágico, indigno de ser estudado pela ciência, mas hoje sabemos que a intuição é resultado de um processo inconsciente de associação, algo parecido com um jogo que o cérebro joga, tentando combinar dados e informações. Funciona assim, ó: você se vê diante de uma situação e seu cérebro começa velozmente a pesquisar em seus arquivos de memórias, até encontrar os que ajudem a compreender e lidar com a situação. E normalmente isso acontece por analogia, alguma coisa que você vivenciou um dia, que pode de alguma forma ajudar a lidar com aquela nova situação.

Uma vez eu estava no escritório, quando percebi uma movimentação estranha na rua. Um carro da polícia, em patrulhamento normal, parou e os policiais abordaram um sujeito que caminhava pela calçada. O cara não tinha feito nada, não estava se comportando de maneira suspeita nem tinha pinta de bandido, mas os policiais o pararam mesmo assim, e ao revistá-lo, encontraram um trezoitão na cintura do rapaz.

Eu estava ao lado do chefe da segurança da empresa e perguntei para ele como é que os policiais adivinharam. A resposta foi simples:

– Ah meu, a gente sabe, né?

A gente sabe… Na verdade, pressente. O jeito de andar, a expressão corporal, o gestual… tudo aquilo dispara no policial uma ordem: pare o sujeito!

É como um médico, que ao olhar o rosto da paciente pálida e que reclama de fadiga, dispara, na lata: é anemia. Nem teve que examinar.

A princípio ficamos tentados a dizer que essas coisas são resultado da experiência dos médicos ou dos policiais e no fundo cara, é por aí mesmo a questão da intuição. Se ela é um jogo que seu cérebro joga, pesquisando os arquivos de sua memória para buscar dar sentido à realidade, quanto mais arquivos diferentes você tiver, mais o cérebro vai ter possibilidade de encontrar uma analogia que sirva, não é?

Quem não ouviu a famosa frase: Para quem só tem um martelo, tudo é prego?

As experiências são codificadas em nosso cérebro como uma rede de fatos e sentimentos. Quando você se depara com uma nova experiência, o cérebro começa a procurar nessa rede padrões semelhantes, acionando não só o conhecimento acumulado, mas as emoções. Sabe aquele frio no estômago que você sente antes de tomar uma decisão, hein? De onde vem aquilo? Do cérebro, onde alguma lembrança vívida ativa as células nervosas em torno de nosso intestino.

E veja que interessante: quando você vive alguma experiência que dispara a adrenalina, que envolva emoções, a lembrança daquela experiência ficará gravada em sua memória permanentemente. Pense aí em alguma situação na qual você teve emoções fortes e veja como as memórias são vivas… São essas memórias que o cérebro usará, mesmo que você não perceba, para dar sentido à realidade que você está vivendo.

Emoções e intuição, portanto, são irmãs gêmeas.

Intuição
Oswaldo Montenegro

Canta uma canção bonita
Falando da vida, em ‘Ré maior’
Canta uma canção daquela
De filosofia
Do mundo bem melhor

Canta uma canção que aguente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão
Canta uma canção daquela
Pula da janela, bate o pé no chão

Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Coerente ou não
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão

Canto uma canção bonita
Falando da vida, em ‘Ré maior’.
Canto uma canção daquelas
De filosofia
E mundo bem melhor

Canta uma canção que aguente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão
Canto uma canção daquela
Pula da janela, bate o pé no chão

Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Coerente ou não
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão

Canta o que não silencia
É onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada
Da voz arrancada
Ao nosso coração

Como, sem licença, o sol
Rompe a barra da noite
Sem pedir perdão!
Hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão!

E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão!

Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Bate o pé no chão
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão

Canto uma canção bonita
Falando da vida, em ‘Ré maior’
Canto uma canção daquela
De filosofia
Do mundo bem melhor

Canta uma canção que aguente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão
E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
Bate o pé no chão

 

Olha só, esse é o Oswaldo Montenegro, para prazer incomensurável da Ciça,  com a sua INTUIÇÃO, lá em 1980. Preste atenção na letra… ela foi escrita durante o regime militar e aí muda tudo, né?

Sacou então, hein? A intuição vem lá de dentro, de seu repertório de experiências e emoções, das coisas que você aprendeu e das que sentiu. Sim, coisas que você sen-tiu! É a combinação rica de conhecimento com emoções, que nos ajuda a tomar as decisões. Quem não tem intuições, ou não acredita nelas e toma as decisões exclusivamente baseado na racionalização, na lógica, pode ficar paralisado.

Cara, isso cansa de acontecer comigo, e este podcast é a prova. De novo o exemplo do estúdio do Café Brasil… quando surgiu a oportunidade de construí-lo, o racional, o lógico seria dizer não. Eu não tinha o dinheiro, não era hora, havia outras prioridades, cara… Mas aí entrou a emoção e eu fui em frente. Algo me dizia que construir o estúdio seria mais do que bom. E pronto.

Algo me dizia… pura intuição.

Se eu tivesse sido racional, não teria o estúdio. Continuaria me deslocando por São Paulo para gravar, dependendo de agendas de outras pessoas, pagando mais caro… O que que isso quer dizer?

Bem, você quer um exemplo? Hoje é domingo e eu estou aqui  gravando, percebe? Essa liberdade eu dificilmente teria num estúdio que não fosse meu.

E quando eu convido as pessoas para o LíderCast, digo: no dia e hora que você quiser!

Liberdade. Se eu tivesse sido racional, não a teria.

Entendeu? Quanto mais experiências você tiver, quanto mais rico for seu repertório, quanto mais você se expuser a novas situações, quanto mais ler, quanto mais conversar, quanto mais vivenciar novas situações, quanto mais abrir espaço para as emoções, mais confiáveis serão suas intuições.

Entendeu? Se é lá, no fundo de seu repertório, que as intuições nascem, você precisa fazer de seu repertório um ninho. Quentinho, aconchegante, nutritivo. Então a intuição nascerá forte e saudável.

Bom, eu falei do oito. Vamos ver agora o oitenta?

Deixar para decidir tudo pela intuição representa um risco tremendo, pois a intuição, meus caros, erra. E erra muito. Um pequeno detalhe pode provocar uma associação errada naquela sua teia de conhecimento e emoções, o suficiente para gerar uma intuição furada. Você precisa testar seus palpites, seu pressentimentos. E aí então, um pouco de racionalidade cai bem.

Como sempre, o equilíbrio, não é?

Quem leu os livros da escritora Agatha Christie certamente conhece a personagem Miss Marple, uma velhinha que é detetive amadora. Miss Marple resolve os crimes mais complicados pois sua experiência de vida lhe deu exemplos quase infinitos do lado negativo da natureza humana. E ela dizia que tinha na mente uma espécie de arquivo de tipos de personalidades. Sempre que confrontada com evidências ou suspeitos, ela apelava para o aquivo. E a partir dali ela deduzia a autoria dos crimes.

Miss Marple se valia de seu rico repertório de conhecimento.

O que é que você está fazendo para enriquecer o seu repertório hein? E assim ajudar a ter intuições matadoras?

Bem, ouvir podcasts já é um excelente começo, né?

Vamos lá, então: se você é uma pessoa genuinamente interessada em entender outras pessoas, suas intuições sobre essas pessoas serão cada vez melhores. Você consegue antecipar o seu comportamento.

Quantas vezes você já ouviu alguém dizendo assim:

– Puxa, mas como é que você adivinhou que o Zé ia fazer aquilo, hein?

Adivinhou… Pressentiu… Deduziu… Intuiu. De novo: quanto disso foi lógica e quando foi intuição?

Mas então… dá pra melhorar nossas intuições?

Você está ouvindo Gustavo Guerra, interpretando MEMORIES. Gustavo é um baita guitarrista, que provavelmente você não conhece, mas o cara é fera. E tem um canal dele no Youtube que é uma delícia.

https://www.youtube.com/user/GGuerra

Num de seus vídeos Gustavo fala de uma coisa que me chamou a atenção:

“Esse lick é da música Summer song do Joe Satriani. Na verdade é uma frase muito bacana que eu venho aplicando nos meus solos, que eu gosto muito. 

Na versão original do CD, esta frase, ela não existe, ou seja, ela é uma frase modificada quando eu gravei do Youtube, então no meu CD já a frase é outra, mas a ideia veio da música Summer song e não do Eduardo Azarone. Eu acho que tanto eu como o Edu, bebemos das mesma fonte”

O Gustavo estava explicando ao Nando Moura que usa em seus solos frases desenvolvidas a partir das que aprendeu com outros grandes guitarristas… Todo grande músico faz isso: copia solos de seus artistas prediletos. E ao fazê-lo, vai estudando, praticando, refinando suas habilidades, descobrindo os caminhos que seu ídolo usou para chegar até aquele solo tão inspirado.

O Gustavo Guerra, ao copiar a linha de outro guitarrista monstruoso, Joe Satriani, está enriquecendo seu repertório, tornando-se um guitarrista melhor e, no meio daquele improviso, encontrando caminhos para um desempenho muito acima da média. Até o ponto em que ele não precisará mais pensar, deixará que seus instintos o guiem. Tocará intuitivamente.

Gustavo está estudando, refinando, ampliando seu repertório. E aí cara, é isso que a gente ouve…

Sabe quando seu chefe entra na sala para ver o trabalho que você está fazendo e o desgraçado vai direto na cagada, hein? Como é que ele sabe?

Repertório, meu caro. Treino. Repetição. E portas abertas para a intuição.

Seu chefe consegue intuir onde estará o erro.

E isso, meu caro  é estudo, trabalho, dedicação, preparação.

É tudo, menos mágica.

Muito bem. A sua mente funciona como o sistema Windows de seu computador: enquanto uma parte do processamento é consumida na realização da tarefa que você está fazendo no momento, dezenas de outros programas estão rodando em segundo plano, processando, esperando o momento de serem trazidos para o primeiro plano. É assim mesmo: grande parte das decisões que você tomará, não serão racionais, sairão lá de um lugar separado de sua consciência. Meu! Olha que responsabilidade, cara…

Pesquisas revelaram que leva um quarto de segundo pra gente avaliar as coisas como boas ou más. Por exemplo, os cientistas perceberam que o cérebro reconhece, em menos de meio segundo, se o interlocutor está sendo confiante ou não – e, a partir daí, escolhe automaticamente acreditar ou não no que a outra pessoa diz.

E isso, meu caro, é neurociência.

Há um atalho entre aquilo que você vê  e o centro de controle emocional do seu cérebro. Esse atalho não passa pelo córtex, que é quem interpreta racionalmente as informações. Antes mesmo de entender o que está acontecendo, já estamos reagindo, cara. É por isso que, na floresta, ao ouvir aquele barulho estranho na vegetação, você já sobre na árvore. Só depois que estiver lá em cima é que você vai decidir se o barulho era do vento ou do tigre…

É assim que funciona: antes mesmo de acionarmos o pensamento racional, já nos vemos na condição de amar ou odiar uma imagem, uma pessoa, uma atitude, uma opinião. Pura intuição.

Agora imagine isso sendo praticado nas mídias sociais… entendeu o que anda acontecendo?

Olha, a intuição é mais importante do que percebemos. Ela alimenta nossa criatividade, nossas percepções, nossos amores, nossa espiritualidade. Mas a intuição também é perigosa. A ciência demonstrou que ela funciona muito bem em algumas áreas, mas muito mal em outras. É o esforço que você fará para ampliar seu repertório e desenvolver sua capacidade de discernimento, julgamento e tomada de decisão que fará de você um intuitivo confiável.

Bem-vindo, bem-vinda a este nosso fitness intelectual.

 

Intuition
John Lennon

My intentions are good, I use my intuition
It takes me for a ride
But I never understood other people’s superstition
It seemed like suicide
And as I play the game of life
I try to make it better each and every day
And when I struggle in the night
The magic of the music seems to light the way
Intuition takes me there
Intuition takes me everywhere

Well my instincts are fine
I had to learn to use them in order to survive
And time after time confirmed an old suspicion
It’s good to be alive
And when I’m deep down and out and lose communication
With nothing left to say
It’s then I realize it’s only a condition
Of seeing things that way
Intuition takes me there
Intuition takes me everywhere

Intuição

Minhas intenções são boas, eu uso minha intuição
Ela me leva para um passeio
Mas eu nunca entendi as superstições das outras pessoas
Me parece como suicídio
Enquanto eu jogo o jogo da vida
Eu tento faze-lo melhor a todo e cada (santo) dia
E quando eu brigo para dormir a noite
A mágica da música parece iluminar o caminho

Ah, Intuição me leva lá
Intuição me leva a qualquer lugar

Bem meus instintos estão ótimos
Eu tive que aprender a usa-los para sobreviver
E vez após vez confirma-se uma velha suspeita
É ótimo estar vivo
E quando estou profundamente na fossa
E perco a comunicação
Sem nada mais a dizer
É quando então eu percebo que é apenas uma condição
De enxergar as coisas dessa maneira

Ah, Intuição me leva lá
Intuição me leva a qualquer lugar
(Me leva a qualquer lugar, está bem)

Ah, Intuição me leva lá
Intuição me leva lá
Intuição me leva lá

Muito bem, eu abri o programa com Paul McCartney, então é justo encerrar com outro Beatle… E é assim então, ao som de INTUITION, com John Lennon, que vamos saindo no embalo.

Agora você sabe o que são e de onde vêm as intuições que orientam nossas ansiedades, percepções e relacionamentos. Elas influenciam os julgamentos de nossos chefes, nossos parceiros. Preste, portanto, mais atenção às suas intuições, aprenda a confiar nelas, mas principalmente, ajude-as a serem cada vez mais confiáveis, enriquecendo seu repertório.

Com o intuitivo Lalá Moreira na técnica, a irracional Ciça Camargo na produção e eu que… hummmm… tenho a intuição de que estamos no caminho certo, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Cândida, Oswaldo Montenegro, Gustavo Guerra e… John Lennon e Paul McCartney. Sim…um dia vai ter um Café Brasil sobre os Beatles, viu?

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Quem estiver fora do país, é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Mergulhe fundo no mundo do Café Brasil acessando:

Para o resumo deste programa, portalcafebrasil.com.br/561

Para a Confraria, cafebrasil.top

E para o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo junto!

E para terminar, uma frase de Blaise Pascal:

O coração tem razões que a própria razão desconhece.