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555 – Uma proposta para reforma da Previdência

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Luciano Pires -
Download do Programa

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS 

E o assunto Reforma da Previdência toma outra vez conta das discussões. É um tema que vem sendo empurrado com a barriga há anos, perigosamente levando o país para uma inevitável implosão. Tem solução, hein? Neste programa vamos refletir a respeito.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas. Um guia para você complementar aquelas reflexões que só o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/555

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Guilherme:

“Olá pessoal do Café Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite pra vocês. Meu nome é Guilherme de Sanches, eu tenho 22 anos e eu acabei de escutar o episódio Rocket man aliás, parabéns Luciano pelos 60 anos.

E quando você começou a falar da questão da idade, do amadurecimento e falou do texto lá da pior idade, eu comecei a lembrar de um episódio. Nessa semana eu estava conversando com uma tia minha, ela tem um filho de sete anos e ela trabalha, então ela deixa ele basante com os meus avós. E uma professora desse meu primo chegou nela e falou a seguinte frase: você não pode mais contar com os seus pais para certas coisas não. Eles já são velhos, eles no máximo é pra tipo pasostariasear com ele de vez em quando, pra andar com ele na rua pra algum lugar, mas você não pode contar com eles pra muita coisa. 

E eu parei e pensei: como assim? Minha avó tem sessenta e poucos anos, meu avô tem setenta e três e eles são as pessoas mais vivas que eu conheço. Meu avô é um homem de setenta e três anos e tem mais vitalidade do que eu que tenho vinte e dois. Eu vejo aquele homem fazer serviços e esforços que raramente eu vejo um jovem da minha idade conseguir fazer. Eu vejo minha avó, com a sabedoria que os anos lhe deu, tudo aquilo e eu penso: como a pessoa é capaz de dizer que não posso mais contar com essas pessoas porque elas são velhas. 

Eu gostaria de chegar pra essa professora e dizer assim: você está ensinando esse tipo de ideologia idiota pra essas crianças? Porque, desde quando uma pessoa deixa de ser útil porque ela envelheceu, ela deixa de ser uma pessoa funcional porque ela envelheceu? Tá bom, o envelhecimento nos traz limitações, isso eu tenho plena consciência mas, daí a falar que eles já não servem mais pra ajudar, que eles não servem mais pra nada? Porque foi isso que a frase dela faz entender, que eles não servem mais pra nada. 

Bom. Eu só queria registrar essa indignação porque eu me lembrei desse episódio quando eu ouvi você falando sobre envelhecimento e eu também penso muito no envelhecimento, apesar de ter apenas vinte e dois anos, porque eu penso: já foram mais de duas décadas, tá na hora de eu começar a agir um pouco mais, porque senão… Eu não quero chegar a sessenta e pensar assim: pôxa, fiz pouco na vida. Podia ter feito mais, deu muito tempo. 

Bom. O que eu tinha pra falar era isso. Um tchau pra vocês e obrigado pelo trabalho que vocês fazem aí, porque é ótimo, nos faz pensar, nos faz nos tornar pessoas melhores. Então, falou!”

Grande Guilherme. Essa sua reflexão é importante em duas frentes: primeiro para desmistificar essa história de que velhos devem ficar à margem da sociedade. Só sociedades burras pensam assim. Depois, para demonstrar que mesmo no frescor dos 22 anos de idade, é fundamental pensar na sua velhice. E o programa de hoje, meu caro, é mais que um alerta.

Muito bem. O Guilherme receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Lalá, hoje quero que nem aposentado.

Na hora do amor, use

Lalá – Prudence.

Olha, este provavelmente é um daqueles programas para se ouvir com cuidado, quem sabe mais de uma vez. Ou então para baixar o resumo lá do portalcafebrasil.com.br/555 . Como é um programa com muito texto, a trilha será mais simples, apenas instrumental e com um artista só:

João Donato, e seu álbum A BOSSA MODERNA DE DONATO E SEU TRIO, de 1963. Curta aí…

A reforma da previdência é um conjunto de medidas que seria indispensável para evitar a quebra do sistema previdenciário brasileiro. A proposta precisa antes passar pelo aval do Congresso Nacional – ou seja, muita coisa ainda vai mudar – e tramita na Câmara como PEC 287. A reforma da Previdência atinge quase todas as famílias brasileiras, direta ou indiretamente. Seus benefícios são invisíveis, mas as perdas que ela gera são bem palpáveis, sendo natural que provoque rejeição. Entretanto, existe muita contrainformação na rede e, infelizmente, até em grandes jornais.

Publiquei no Portal Café Brasil um artigo de autoria de Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil. O artigo chama-se UMA PROPOSTA PARA UMA REFORMA DEFINITIVA NA PREVIDÊNCIA. O artigo foi originalmente publicado no site do Instituto Mises Brasil e no roteiro e resumo deste programa publico o link para o artigo completo.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

É com base naquele artigo que montei este programa. Vamos a ele.

Eis um cenário prático e real:

João recebe R$ 1.000 por mês. Esse é o seu salário bruto.

Desse valor, João paga 8% para o INSS. Isso dá R$ 80.

Seu patrão, cuja empresa tem regime tributário de lucro presumido ou lucro real, deverá pagar ao INSS um adicional de 20%, taxa chamada de INSS patronal. Isso dá R$ 200.

Por mês, portanto, João e seu patrão pagam R$ 280 ao INSS. 80 reais descontados do salário do João e  200 pagos por seu empregador. Isso significa que, embora o João tenha custado 1.200 reais para o empregador, só leva pra casa 920 reais. E isso é uma continha simples cara, que só considera o INSS, viu?

Então vamos lá, R$ 280 é o valor que o governo confisca de ambos com o intuito de “cuidar” de João no futuro: o equivalente a 28% do salário bruto do João. Para o governo, João é tolo demais para administrar o próprio dinheiro. Tal tarefa será feita com muito mais carinho e dedicação por burocratas estatais.

Em troca de quê, hein?

De acordo com as novas regras da Previdência que o governo pretende implantar, João terá de trabalhar por 49 anos para conseguir se aposentar com seu salário integral. Ou seja, João e seu patrão terão de pagar, mensalmente, R$ 280 ao INSS durante 49 anos para que, no ano de 2066, João se aposente e receba uma aposentaria mensal de… R$ 1.000.

Para facilitar o exemplo, o autor do texto considerou inflação zero pelos próximos 49 anos. Isso significa que, em 2066, R$ 1.000 terão o mesmo poder de compra que têm hoje. Essa forma de raciocinar tem a vantagem de ajudar a pensar tudo em valores de hoje para qualquer época futura, o que mantém o raciocínio mais claro.

Portanto, ficamos assim: durante 49 anos, contribuindo com 280 reais por mês, João e seu empregador terão dado R$ 178.360 para o governo em termos de INSS. Em troca disso, a partir do ano 2066, João ganhará R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). Isso significa que, a partir de 2066, recebendo 1000 reais por mês, João terá de de viver pelo menos mais 179 meses ou quinze anos, para ao menos conseguir recuperar aqueles 178.360 reais que deu para o governo.

Mas como seria se João tivesse liberdade, hein?

Vejamos qual seria a situação de João daqui a 49 anos caso ele tivesse liberdade para fazer o que quisesse com aquele dinheiro.

Sem qualquer pirotecnia, imagine que em vez de dar ao governo, o empregador desse a João aqueles 200 reais. E João juntasse seus 80 reais descontados aplicasse R$ 280 mensais destinados ao INSS em títulos públicos por meio do tesouro direto. Absolutamente qualquer pessoa, de qualquer renda, sem ter de pagar nenhuma taxa, pode aplicar no tesouro direto.

Mais especificamente olha, imagine que João aplicasse mensalmente no título Tesouro IPCA+, que paga uma taxa média de 6% de juros reais anuais, mais a inflação total de cada ano. Quanto João teria daqui a 49 anos? Ele teria toda a inflação acumulada no período de 49 anos e mais um ganho extra de 6% ao ano durante 49 anos.

Vamos lá então: R$ 280 rendendo 6% ao ano (mais ou menos 0,49% ao mês) de juro real (ou seja, acima da inflação) durante 49 anos, que 588 meses, dá R$ 1,038 milhão em valores de hoje.

Ou seja, daqui a 49 anos, João teria à sua disposição uma quantia cujo poder de compra equivale a R$ 1,038 milhão em valores de hoje. Nada mau, hein?

Mas agora vem o principal: se o João, daqui a 49 anos, aplicar esse R$ 1,038 milhão a 6% de juros reais ao ano, vai ter um rendimento mensal de nada menos que R$ 5.086 em valores de hoje.

Que tal?

Agora compare e se espante:

No primeiro cenário, em que os 280 reais são confiscados pela mão peluda do estado, tudo o que restou a João daqui a 49 anos é receber R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). E só. Ele não tem mais nada. Aqueles R$ 178.360 que ele deu para o INSS se perderam. Ele não tem acesso a ele. Tudo o que lhe restou, eu vou repetir, é receber R$ 1.000 por mês.

Já no segundo cenário, com liberdade de aplicar os 280 reais onde quisesse, João não apenas terá um rendimento mensal de R$ 5.086 só com os juros incidentes sobre o R$ 1,038 milhão que ele aplicou. Ele vai ter mais: terá aquele R$ 1,038 milhão guardadinhos, seus, que ele poderá usar se precisar! Tem o dinheiro guardado e tem a renda mensal.

Sim tá bom, haverá imposto de renda de 15% sobre esse valor; mas ainda assim, a diferença de realidade é absurda.

E aqui uma pausa no texto. Li vários comentários de gente contestando, que a conta não é essa, que os valores são mais baixos, e também vi gente dizendo que é assim mesmo. Não importa. Qualquer conta que você fizer sempre dará na mesma conclusão: qualquer aplicação que João fizer do dinheiro renderá mais do que ele receberá pela Previdência. Muito mais.

Eis, portanto, as alternativas de João: nenhum patrimônio acumulado em 49 anos e apenas R$ 1 mil por mês para sobreviver, ou então, patrimônio acumulado de R$ 1,038 milhão, mais uma renda mensal de R$ 5.086 por mês.

Isso, e apenas isso, já deveria bastar para acabar com qualquer debate sobre a Previdência.

Qual é a moralidade desse arranjo, hein?

Muito bem. Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência não tem déficit, mas superávit, como alguns aí acreditam. O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

Ao contrário do que muita gente ainda pensa, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em um fundo no qual ele fica rendendo juros. Ele é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto tivermos muito mais trabalhadores do que aposentados. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse. E, no Brasil, ela já não está cooperando. A população brasileira está envelhecendo… A cada aumenta a expectativa de vida e a fatia da população mais velha cresce em relação à fatia mais nova. Ao mesmo tempo, as taxas de fecundidade caem.

A proporção de crianças e adolescentes com até 14 anos de idade na população brasileira vem caindo e ficou em 21,6% em 2014, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, divulgado pelo IBGE. Em 2004, eles eram 27,1% da população. Essa queda é reflexo da menor taxa de fecundidade das mulheres. No período avaliado, o número médio de filhos caiu 18,6%, de 2,14 filhos nascidos vivos por mulher para 1,74. Nascem menos filhos, de um lado, e as pessoas vivem mais por outro. Por isso a população envelhece.

Em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entre 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Entendeu? Hoje 5,5 trabalham para sustentar um aposentado. Em 2060, 1,43 trabalharão para sustentar um aposentado. Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível “de esquerda” ou “de direita” que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos, mas bem menos, do que lhe foi prometido.

Deixa eu repetir: ou esses dois trabalhadores terão de ter um desconto muito maior do INSS ou o aposentado terá de receber muito menos.

Portanto, para quem vai se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa, o que é uma impossibilidade biológica por causa das atuais taxas de fecundidade, ou excessivamente tributada, algo que não é duradouro.

E  eis então o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Bem, na sequência, a sugestão do Leandro Roque é nada menos que abolir a Previdência. Eu vou resumir sua proposta a seguir, se você entrar no portalcafebrasil.com.br/555 poderá baixar o texto mais detalhado:

Para abolir a Previdência, é preciso de alguma forma compensar quem já vem pagando há anos e de uma hora para outra não poderá mais se aposentar. Então o Leandro propõe o seguinte:

  1. Em 1º. de janeiro de 2018 seria colocado em prática o plano para acabar com a Previdência, definindo que a idade para aposentadoria passará a ser de 65 anos. Em 2015, a idade média de aposentadoria no Brasil foi de 58 anos. Trata-se de uma das menores do mundo. No México, as pessoas se aposentam com, em média, 72 anos. No Chile, com 69. Em todos os outros países da América Latina as pessoas se aposentam com mais de 60 anos.
  2. As pessoas com 58 anos ou mais, que esperavam se aposentar com 60 então, serão penalizadas, terão de esperar mais cinco anos.
  3. Para compensar, o governo fará o seguinte: vai incorporar o FGTS ao salário da pessoa, o que dará a ela um aumento de 8%. Tudo isso aproximado, tá? Além disso, isentará a pessoa do pagamento do Imposto de renda até a aposentadoria, o que significa que a pessoa deixará de descontar entre 7,5% e 27% de seu salário, dependendo do quanto ganha. Só essa providência significará um aumento de 15% a 35% no salário dessas pessoas. É uma compensação que deveria ser suficiente para que elas aceitem a mudança.
  4. Essa idade de aposentadoria de 65 anos deverá ser mantida por até quinze anos, até janeiro de 2033, assim todo trabalhador que tiver 50 anos ou mais na época de sua implantação em janeiro de 2018, vai se beneficiar dela. Entendeu? Todo mundo que em janeiro de 2018 tiver 50 anos ou mais terá como idade de aposentadoria 65 anos.
  5. Depois de janeiro de 2033, a cada ano, a idade de aposentadoria será aumentada em um trimestre, durante 20 anos. Assim, em janeiro de 2053, para se aposentar a pessoa terá de ter 70 anos de idade.
  6. E após janeiro de 2053, trinta e cinco anos desde a implantação da reforma, e com a idade mínima já em 70 anos — a Previdência fecha as portas. Com isso, todo o sistema previdenciário irá progressivamente diminuir e murchar, até desaparecer por completo à medida que seus pensionistas restantes forem morrendo.
  7. Quem é que não terá nenhuma compensação? Quem tiver 30 a 35 anos de idade em janeiro de 2018. Se esse for o seu caso aí, prepare-se. Mas essas pessoas ainda serão jovens na época da implantação da reforma e farão planos para uma previdência complementar conforme falado no início deste programa.

Mas de onde o governo vai arranjar dinheiro para bancar os aposentados que continuarem a receber depois que ninguém mais entrar na Previdência, hein?

Felizmente, e ironicamente, se tomarmos a realidade atual como base, lugar de onde o governo pode cortar gastos é o que não falta: ministérios, secretarias, salários dos políticos, salários de toda a burocracia estatal (especialmente do judiciário), cinema, teatro, sindicatos, grupos invasores de terra, concursos públicos, subsídios a grandes empresários e pecuaristas, anúncios publicitários na grande mídia impressa e televisiva e times de futebol.  E aí, Ciro? Dá bilhão?

Ou então o governo pode reduzir os superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais, reduzir o número de políticos, abolir várias agências reguladoras custosas e reduzir os gastos com a Justiça do Trabalho. Ele também pode deixar de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas.

Em suma, de onde retirar gastos para bancar os aposentados restantes é um problema que nunca faltou e não faltará no futuro.

Muito bem. Não interessa a sua ideologia: a demografia se encarregou de fazer com que as obrigações assumidas pela Previdência se tornassem essencialmente impagáveis, a menos que os impostos sejam elevados a níveis intoleráveis.

Quando despida de toda a retórica demagógica, constata-se que a Previdência foi criada e ainda existe porque burocratas acreditam que as pessoas não são capazes de cuidar de si próprias. Na prática, isso é o mesmo que dizer que, dado que um pequeno número de pessoas não tem meios de se alimentar, todos os indivíduos de uma população devem ser forçados a comer em restaurantes estatais.

Pior: não importa o que a lei diga sobre como empregados e empregadores compartilham o fardo da contribuição previdenciária; do ponto de vista econômico, o trabalhador paga todo o imposto. Ludwig Von Mises foi o primeiro a desenvolver esta constatação em seu livro Socialism, em que ele disse que contribuições para a seguridade social sempre se dão em detrimento dos salários.

A verdade é que o que está na origem do sistema previdenciário é a filosofia do coletivismo: o sistema forçosamente cria um esquema coercitivo no qual indivíduos são obrigados a sustentar os pais e os avôs de estranhos para, em troca disso, esses indivíduos futuramente também serem compulsoriamente sustentados pelos filhos e netos de outros estranhos.

O fim deste esquema compulsório e insustentável e um retorno à responsabilidade individual, com cada indivíduo sendo responsável por garantir sua própria provisão para o futuro, gerarão um grande aumento na poupança e na acumulação de capital, pois a poupança de cada indivíduo será investida livremente por ele onde ele quiser, e não dissipada em esquemas de pirâmide comandados pelo governo.

Essa orientação voltada para o longo prazo, com menos imediatismo e mais prudência, por sua vez, gerará um sistema econômico mais próspero e de enriquecimento mais acelerado, no qual o padrão de vida de todos irá aumentar.

A única reforma realmente adequada para a Previdência Social é a gradual abolição de todo o sistema.

Bem, taí uma proposta no texto do Leandro, vai ter gente gritando de montão, mas cara isso é só uma proposta. Essa discussão ainda vai longe, opinião é o que não falta. Vai ter neguinho berrando que antes disso tem de acabar com a Previdência dos funcionários públicos, que tem de acabar com privilégios dos políticos, que isso e aquilo. Mas o que mais vai aparecer é gente dizendo assim ó:

-Ah, Luciano, mas as pessoas são burras, não sabem investir seu dinheiro. Vão gastar tudo e vão se arrebentar no futuro.

Pois é… É exatamente isso que o Estado pensa, por isso ele inventou essa Previdência que aí está.

E ai voltamos ao começo deste programa.

Cresce aí, meu!

E é assim então, ao som de João Donato que vamos saindo pensativos…

Olha! O tema é muito complexo, mas uma hora alguém vai ter de agir. Melhor que seja já.

Não esqueça: você pode baixar o resumo deste programa no portalcafebrasil.com.br/555.

Com o super ativo Lalá Moreira na técnica, a aposentada Ciça Camargo na produção e eu, que quero morrer trabalhando, mas livre para investir onde quiser, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Guilherme, Leandro Roque e João Donato com seu trio.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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E para terminar, uma frase de Fernando Henrique Cardoso…

…é preciso fazer a reforma, para que aqueles que se locupletam da Previdência, não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos num país de pobres e miseráveis.