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Luciano Pires -
Gratuito!
23,9 MB

Partindo de uma frase de Paul Valéry, que disse que “Um homem competente é um homem que se engana segundo as regras”, o podcast da semana apresentará o conceito do TICO e do TECO empresarial, duas obsessões que levam a um só lugar: a incompetência. Não importa se você é presidente de uma multinacional, dentista ou dono de carrinho de cachorro quente, o TICO e o TECO vão cruzar seu caminho. Na trilha sonora a competência de sempre: Cacique e Pajé, Oswaldinho, Juraildes da Cruz, Leo Maia e…e… Sarah Vaughn….que luxo! Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Não importa… esteja onde estiver, seja quem for, você vai topar com o Tico e o Teco… Sabe quem são? Ouça este cafezinho que você vai aprender.

Para começar, uma frase de Paul Valéry:

Um homem competente é um homem que se engana segundo as regras

Constantemente eu sou convidado a falar para grupos de jovens em escolas, entidades e outros eventos. É sempre uma experiência fascinante pegar pela frente uma platéia jovem, faminta por informação e questionadora.

Numa das últimas vezes falei sobre minha experiência de 26 anos como executivo numa multinacional. Hoje como empresário, olho o universo corporativo sob um novo ponto de vista, que me leva a pequenas reflexões sobre o que vi e aprendi.

Achei que valeria a pena compartilhar algumas dessas reflexões com você.

Ao fundo, no podcast, você vai ouvir INSENSATEZ, DE Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com o 3 na Bossa de Edmur Hebter, Elaine do Valle e Toninho Pinheiro… olha que delícia…

Pois então: se você é cliente e acha ruim ser tratado com desrespeito, espere até ser fornecedor. Você provavelmente será visto como um Zé qualquer que sempre chega na hora inconveniente para roubar o tempo dos outros. E vai ter que esperar. Esperar que seu email seja retornado. Que seu telefonema seja atendido. Que seu interlocutor o receba…

Todo mundo parece ocupado demais para ser educado, hoje em dia. Emails e telefonemas não são retornados. Reuniões têm o horário desrespeitado, mesmo que você venha de muito longe. E ninguém pede desculpas. Ficou tão normal ser mal educado que quando alguém respeita as regras da educação, ficamos espantados! Comentamos até! Não é uma inversão total de valores?

Que feio… Será preciso um livro japonês, um guru estadunidense, um processo alemão ou a ISO xis mil para que a educação volte a fazer parte dos relacionamentos profissionais?

Outro ponto: todo mundo está com medo. Medo do concorrente, medo de tomar decisões erradas, medo que as ações caiam, medo de perder o emprego. Houve um tempo em que esse medo era o gatilho que gritava: “mexa-se!” e fazia com que as pessoas criassem soluções.

Mas hoje é diferente. Alimentado pela insegurança, pela falta de autonomia, pela ignorância sobre o negócio, pela gritaria da mídia sensacionalista, o medo hoje é criado por gente que jamais se preocupou em preparar seus sucessores. Por sistemas criados para pulverizar as responsabilidades e os processos de tomada de decisão. Assim, o que antes era resolvido em uma semana agora leva seis meses. O medo que desafiava, agora só paralisa. Mais um ponto: você pode ser um gênio, mas estar estúpido. Ser e estar. Se a genialidade é inata, a estupidez é uma condição. Ninguém deixa de ser inteligente ou genial. Mas todo mundo está propenso a praticar atitudes estúpidas. Somos todos bons em alguma coisa e ruins em outras. Reconhecer os momentos em que estamos estúpidos é o primeiro passo para atenuar os problemas. Mas quem é capaz de se reconhecer estúpido?

E por fim: neste Brasil do novo milênio parece que perdemos a capacidade de aprender com nossos erros. Os erros de hoje são os mesmos de 10, 20, 30 ou 100 anos atrás. Estão mais sofisticados, informatizados, teorizados e enfeitados. Mas são os mesmos erros de sempre. Será que ninguém aprende?
Boa educação, coragem, reconhecer nossas limitações e aprender com os erros.

No meu tempo o nome disso era “obviedades”. Hoje é “exceções”.

Poeta competente

Sou poeta e vivo no radio, moda boa não me sai da mente
O assunto que não se conhece, eu adoro agradar minha gente
Pra compor e cantar com malicia nesse mundo eu nasci competente
Esta viola sempre ajudou
E com ela estou enfrentando o batente.

Pra compor sempre fui respeitado por eu ser um autor competente
E não deixo de ser cantador pra manter o meu povo contente –
A onde entro com meu repertório, faço meus fãs me abraçar sorridente
Puxo o pinho perto da boca
Pra ver a cabocla de olhar atraente.

A viola eu sempre estimei, considero mais do que parente
Ela vive só me acompanhando no repique não há quem agüente
Amanheço com ela no peito, nos lugares de gente descente
Dá prazer ver o povo abismado
Ouvindo o ponteado que sai no repente.

Gente boa já tem me falado que de fato sou inteligente
Faço moda com simplicidade quem escuta, não tem quem não sente
O que tenho agradeço a Jesus de ganhar esta minha patente
Todo o artista que faz o que faço
Não encontra embaraço na linha de frente.

Olha só. O pano de fundo do programa de hoje é competência. Por isso eu trago aqui,no podcast, Cacique e Pajé em POETA COMPETENTE, de Zé Batuta. É, meu, música sertaneja competente é isso ai…

E por falar em competência: toda empresa começa incompetente. E isso é natural. Tudo é novo, normalmente não existem recursos suficientes ou corretamente alocados, as pessoas ainda não se familiarizaram com as tarefas, etc.

Nesse cenário é comum que aconteçam os erros e é a partir deles, com aquela coisa maravilhosa chamada “aprendizado” que as empresas vão evoluindo para a competência e o sucesso.

Mas tem empresa que não aprende. Não adianta crescer, não adianta contratar mais gente, fazer mais investimentos ou veicular aquelas propagandas maravilhosas.

Elas sofrem do Tico: Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva. Sabe aquela oficina mecânica do seu bairro? Está com o Tico. Aquela empresa de manutenção de piscinas? Ta com o Tico. Aquela outra de aquecimento solar? Ta co tico. Ou aquela de telefonia celular? Tacotico.

O Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva anula a capacidade de aprender com os erros, de enxergar em meio às incertezas, de pensar em longo prazo ou até mesmo de priorizar valores morais. Essas empresas podem até ganhar dinheiro num contexto de falta de concorrência, mas estarão sempre em risco.

Hummm….que tal esse som, que você está ouvindo no podcast hein? Oswaldinho, o do acordeon, com RISCO, composição sua que está num CD fantástico chamado FORRÓ IN CONCERT, de 1980. Aquelas coisas que você só ouve aqui, né?

 Muito bem…. No Café Brasil de hoje estou apresentando o conceito do Tico. Tico é o Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva. É relativamente fácil perceber quando o Tico está presente. Empresas e pessoas acometidas do Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva podem apresentar os seguintes sintomas:

– Desculpar-se dizendo que “são pequenas” e não podem investir. Não entendem que “estão pequenas” e que o processo de crescimento exige sacrifícios em várias frentes. E coragem de investir em coisas que só vão render frutos lá na frente.

– Não acreditam em investir em processos com resultados a longo prazo. Só conseguem enxergar “despesas” e só gastam naquilo que conseguem ver e entender.

– Além disso, não sabem como promover a comunicação interna entre a direção e os funcionários e vice-versa. Normalmente dão a uma ex-secretária ou a um estagiário a incumbência de “pregar uns cartazes no mural”, achando que isso é comunicação. – Administram o negócio com base na intuição ou na experiência prática das lideranças, sem jamais buscar aconselhamento externo.

– Também não tem cuidados com os processos de seleção e contratação dos funcionários. Escolhem pela amizade, pelo parentesco, pelo “quem indicou”. – E algumas tem dirigentes despóticos. Gente que trata os funcionários de forma grosseira. Gente que acha que sabe tudo e manda fazer “porque eu quero”.

Bem, mas as empresas que sofrem do TICO tem mais sintomas. Por exemplo:

– Jamais constroem ambientes propícios para a inovação. São adeptas do “sempre foi assim” e expulsam quem perturba a estabilidade. – São avessas a riscos e repetem processos velhos e ultrapassados pela simples comodidade de estarem familiarizadas a eles.

– Tem planos estratégicos apenas para dizer que tem. Nenhum processo de revisão ou alinhamento às mudanças de mercado.

– Tratam clientes como um problema com o qual são obrigadas a conviver.

– E a principal característica: quem tem Tico jamais aprende com os erros. Tem medo de apontar responsabilidades, de demitir quem precisa ser demitido. Sabe o que é isso? É o velho cagaço.

Se correr o bicho pega

Eu pensei correr de mim
Mas aonde eu ia eu tava
Quanto mais eu corria
Mais pra perto eu chegava

Quando o calcanhar chegava
O dedão do pé já tinha ido
Escondendo eu me achava
E me achava escondido
Só sei que quando penso que sei
Já não sei quem sou
Já enjoei de me achar no lugar
Que aonde eu vou eu tô

Eu pensei correr de mim…

Tô pensando tirar férias de mim
Mas eu também quero ir
Só vou se minha sombra não for
Se ela for eu fico aqui
Um dia desses sonhando
Eu pensei: não vou me acordar
Vou me deixar dormindo
E levanto pra comemorá

Eu pensei correr de mim…

O espelho me disse
Só tem um jeito pro assunto
Não adianta querer morrer
Porque se morrer vai junto
Se correr o bicho pega
Mas se limpar o bicho some
Tem que desembaraçar
O novelo da vida do homem

Olha só… Você vai ouvir, no podcast, SE CORRER O BICHO PEGA, com Juraildes da Cruz e o Xangai. Juraildes da Cruz vem lá de Aurora do Norte, no Tocantins. Juraildes da Costa compôs uma música conhecida: NÓIS É JECA MAIS É JOIA, que você já deve ter ouvido na voz de Xangai. O quê? Nunca ouviu é? Ah, uma hora destas eu toco aqui… Juraildes da Costa no Café Brasil!

Dependendo do tamanho e natureza da empresa, o Tico manifesta-se de forma menos evidente. Para curar-se do Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva é preciso reconhecer que o problema existe, ouvindo colaboradores em busca de idéias. Ter a humildade de buscar ajuda externa, sem esperar por milagreiros. Ah, não tem grana? Busque ajuda de quem aceita ganhar com base nos resultados. A empresa é pequena? Procure o Sebrae e outras entidades que promovem cursos muito bons para formar empreendedores. A empresa é grande? Estimule a liderança a mexer na organização, eliminando os causadores de problemas. Mas não pense que será fácil, pois quem quer acabar com o Tico pode ser demitido por ele.

Já as empresas com capacidade de aprendizado conseguem livrar-se do Tico e crescem saudáveis.

Navegam bem sucedidas por uma região que chamo de “área de competência”. Fazem direitinho o que delas se espera, melhoram com o tempo, adotam novos procedimentos e ganham a nossa confiança. Até que um dia crescem. Bas-tan-te. Tornam-se grandes corporações milionárias e poderosas. Esse gigantismo torna praticamente impossível controlar no detalhe os processos fundamentais da empresa. É gente demais, burocracia demais, foco nos resultados de curto prazo e no corte de custos demais. Os dirigentes então começam a buscar métodos para comandar e controlar as coisas. Geralmente contratam consultorias com nomes pomposos e powerpoints ininteligíveis. E dá-lhe ISO, QS, TS, 6 Sigma e todos os processos de certificação de qualidade e métodos infalíveis de controle gerencial. A estrutura para controlar esses processos se agiganta. Mapeamentos criam milhões de procedimentos-padrão, tudo embalado no discurso da “busca pela excelência”. Empolgados com os resultados iniciais – invariavelmente positivos – os dirigentes investem e dão cada vez mais poder aos controladores de processos.

É quando surge o Teco: Transtorno da Excelência Compulsiva Obsessiva.

Olha que elegância. Você vai ouvir, no podcast, ninguém menos que Sarah Vaughan interpretando OBSESSION, a Obsessão de Dory Caymmi e Gilson Peranzetta…. Que elegância no Café Brasil.

Teco: Transtorno da Excelência Compulsiva Obsessiva.

Por exemplo, como é que depois de 20 anos de bilionários investimentos em qualidade, aquela montadora tem tantos “recalls”? Está com o Teco. Porque quanto mais moderna a tecnologia, piores ficam os serviços da operadora de telefonia celular?

Ta com o Teco.

Porque tenho que vigiar o extrato do banco onde tenho aquela conta plus-master-prime-picasso à procura de lançamentos errados, malandragens e “gentilezas”?

Tá co Teco.

Porque continuo apertado dentro de aviões cada vez mais modernos nas tais linhas aéreas inteligentes?

Tácoteco.

O Transtorno da Excelência Compulsiva Obsessiva torna as pessoas cegas para custos que não aparecem nas planilhas das reuniões de resultados: fim da capacidade de inovar, falta de iniciativa, demora na tomada de decisão, fuga das responsabilidades, insensibilidade para valores intangíveis. Só existe o que dá para medir.

Empresas que sofrem de TECO ficam… Incompetentes!

E aí, meu? Tacotico ou tacoteco?

E por falar em competência e incompetência, me lembrei da história de um garoto que trabalhava de jardineiro num bairro chique. O menino tinha apenas uns 13 ou 14 anos. Se oferecia para tirar matinhos, cortar grama, replantar flores, enfim um trator no trabalho. Ganhava seu dia a dia e com isso pagava seus estudos e tinha seus troquinhos para ajudar a família.

Um dia, depois de terminar o trabalho, quando foi receber o pagamento ele pediu ao cliente se podia usar o telefone. Entrou na casa e telefonou para um número com a seguinte conversa:

– A sra. fulana está?

E do outro lado da linha, uma resposta

– Sim pois não sou eu.
– Eu gostaria de oferecer meus serviços de jardineiro em sua casa. Estarei livre na próxima semana, corto grama, planto mudas, cuido de flores entre outros trabalhos que a senhora poderá necessitar em seu jardim.
– Ah – disse a mulher do outro lado da linha – desculpe mas eu já tenho um excelente jardineiro e não posso traí-lo. Ele faz muito além do que preciso. Desculpe, mas tomara que você consiga outros clientes.

– E o garoto responde: tudo bem obrigada pela atenção.
O Menino desligou o telefone e o cliente que havia escutado tudo, disse:
– É nem sempre dá para ganhar novos clientes.

O menino respondeu:

– Ah, não, essa mulher é minha cliente. O jardineiro a que ela se refere sou eu. Eu estava apenas testando a qualidade do meu trabalho.

Então, se você quer ser um agente de mudanças, não há outra saída: tem que correr o risco de ser demitido, pelo tico ou pelo teco.

Quem não incomoda o suficiente para ser expulso, não está indo suficientemente longe.

Como vovó já dizia
-Como vovó já dizia
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
(Mas não é bem verdade!)
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Hum!…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Minha vó já me dizia
Prá eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Mas a chuva é minha amiga
E eu não vou me resfriar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A serpente está na terra
O programa está no ar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A formiga só trabalha
Porque não sabe cantar…

Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro
Uuuuuuuh!…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
É tanta coisa no menu
Que eu não sei o que comer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
José Newton já dizia:
“Se subiu tem que descer”
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Só com a praia bem deserta
É que o sol pode nascer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A banana é vitamina
Que engorda e faz crescer…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Solta a serpente!
Hari Krishna!
Hari Krishna!…

Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro
Uhuuuu!…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
É tanta coisa no menu
Que eu não sei o que comer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Só com a praia bem deserta
É que o sol pode nascer…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
José Newton já dizia:
“Se subiu tem que descer”
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A banana é vitamina
Que engorda e faz crescer…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Minha vó já me dizia
Prá eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Mas a chuva é minha amiga
E eu não vou me resfriar…
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A serpente tá na terra
E o programa está no ar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A formiga só trabalha
Porque não sabe cantar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro…

E é assim, ao som de Leo Maia com COMO VOVÓ JÁ DIZIA, o clássico de Raul Seixas e Paulo Coelho que o Café Brasil que falou de umas obsessões que deixam a gente incompetente, vai embora…

Com o competente Lalá Moreira na técnica, a competente Ciça Camargo na produção e eu, o esforçado Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco…tá preparado? 3 na bossa, Cacique e Pajé, Oswaldinho, Léo Maia, Juraildes da Cruz com Xangai, e…e… Sarah Vaughn….que luxo!

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E pra terminar, uma frase daquelas, de Samuel Szwarc:

Só os competentes são modestos.

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