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218 – Suicídios cotidianos

218 – Suicídios cotidianos

Luciano Pires -
Gratuito!
24 MB

Foi Honoré de Balzac quem disse: A resignação é um suicídio cotidiano. O podcast da semana trata de certos suicídios que cometemos no dia a dia. Começa meio sombrio mas aos poucos vai se revelando uma coleção de reflexões sobre certas escolhas e como estamos gastando nosso tempo de vida. Na trilha sonora a costumeira festa do Café Brasil: Baden Powell, Marisa Monte com Cesaria Évora, Gilberto Gil, João Donato com Paulo Moura, Maria Bethânia, Bruna Caram e, de Pernambuco, o China! Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite, bem vindo a mais um Café Brasil que hoje vai tratar de uns certos suicídios, sabe. Alguns deles a gente comete todo dia…

Vou dar a largada com a escritora estadunidense Bárbara Johnson que  um dia escreveu assim:

“A dor é inevitável, mas o sofrimento, opcional”.

Bonito né. Você está ouvindo, no podcast, ÁRIA PARA SE MORRER DE AMOR, com o fantástico violonista Baden Powell. É o som ideal para acompanhar a história que vou contar…

O Timo era meu vizinho de apartamento em 1984, ao lado do Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Eu nunca soube seu nome, mas o apelido era Timo. Tinha uns trinta e poucos anos.

O Timo vivia com uma moça linda e magérrima, cujo nome não me lembro mais. Ela era modelo fotográfico e de passarela. Formavam um belo casal. Uma manhã, um falatório no corredor me acordou. Levantei meio grogue e espiei pelo olho mágico. Vi uma agitação, pessoas estranhas pra lá e pra cá, vestindo fardas.

Era a polícia. E estavam apressados, apavorados até.

Refeito do susto, corri para a janela. Lá embaixo, uma ambulância. Em segundos uma maca é colocada em seu interior e ela arrancou apressada.

Assustado, me vesti e fui falar com o zelador.

– “O ´seu´ Timo se atirou” foi a resposta também assustada.

Demorei a entender o “se atirou”. O zelador quis dizer que o Timo havia se suicidado. Desesperado após uma briga com a companheira, entrou no quarto e deu um tiro em si mesmo. Portanto, “se atirou”.

Trinta anos depois, não me esqueci do “seu Timo se atirou”.

Aquele lance de humor involuntário num momento trágico me marcou profundamente, para o resto da vida.

Que poder é esse do humor de causar tal impacto mesmo quando coisas muitíssimo mais importantes estão à nossa frente, não é? E se o humor tem esse poder, a gente devia usá-lo de forma inteligente, você não acha?

É por isso que, em tudo que faço, busco colocar uma pitada de humor. Em absolutamente tudo. O humor bem utilizado provoca sorrisos. E quando sorriem, mesmo que apenas mentalmente, as pessoas derrubam as barreiras para suas almas. É quando podemos gravar lá dentro as nossas mensagens.

Com o humor, conseguimos rir de nós mesmos. Conseguimos aliviar os momentos de tensão. Conseguimos nos vingar de quem nos atormenta.

Eu não sei o tamanho do problema nem o que se passava pela mente perturbada do Timo, mas alimento uma dúvida.

E se ele, em vez de um revolver, tivesse enfrentado seus problemas com humor?

Talvez levasse uma vida menos atormentada…

Talvez trocasse o desespero pela esperança…

Talvez passasse do choro ao sorriso…

Talvez salvasse sua alma…

Mas, não.

Carente de humor, seu Timo se atirou.

Canto de Oxum

Quando eu morrer
voltarei para buscar os instantes
que não vivi junto do mar
Nhem-nhem-nhem
Nhem-nhem ô xorodô
Nhem-nhem-nhem
Nhem-nhem ô xorodô
É o mar, é o mar
Fé-fé xorodô
Oxum era rainha,
Na mão direita tinha
O seu espelho onde vivia á se mirar
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive?
Onde ela mora?
Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.
O que ela gosta?
O que ela adora?
Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d’água,
Odoyá!
Qual é seu dia,
Nossa Senhora?
É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.
O que ela canta?
Por que ela chora?
Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar.

É quer se casar.

Você ouviu, no podcast, Maria Bethânia com CANTO DE OXUM, de Toquinho e Vinícius.

Albert Camus, escreveu em O Mito de Sísifo um texto interessante que diz assim:

Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. São apenas jogos, primeiro é necessário responder. E, se é verdade, tal como Nietzsche o quer, que um filósofo, para ser estimável, deve dar o exemplo, avalia-se a importância desta resposta, visto que ela vai preceder o gesto definitivo. São evidências sensíveis ao coração, mas é preciso aprofundá-las para as tornar claras ao espírito.

Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogação é mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das ações a que elas incitam, ou obrigam. Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Aquela verdade não valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, é profundamente indiferente pra nós. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas idéias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer). Julgo pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos – das interrogações. E como responder-lhe?

É doce morrer no mar


É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar(2x)
A noite que ele não veio foi
foi de tristeza para mim
saveiro voltou sozinho
triste noite foi para mim
É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar(2x)
saveiro partiu de noite e foi
madrugada não voltou
o marinheiro bonito
sereia do mar levou
É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar(2x)
nas ondas verdes do mar meu bem
ele se foi afogar
fez sua cama de noivo
no colo de Iemanjá
É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar(2x)
É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar(2x)

Você vai ouvir, no podcast, a arte de Dorival Caymmi, com É DOCE MORRER NO MAR, nas vozes de Marisa Monte e Cesária Évora lá de Cabo Verde… Que tal? Onde é que você ouve essas coisas, hein? No Café Brasil.

Marc Gafni, um escritor estadunidense e ex-rabino escreveu assim:

Era uma vez um homem muito idiota. Quando ele se levantava de manhã, tinha tanta dificuldade em encontrar suas roupas, que à noite quase hesitava em ir para a cama, pensando no problema que teria quando acordasse.

Certa noite, ele finalmente fez um grande esforço, pegou papel e lápis, e, enquanto se despia, anotou exatamente onde deixara tudo que tinha no corpo. Na manhã seguinte, muito satisfeito consigo mesmo, ele pegou a folha de papel e leu: “gorro”. Lá estava ele, e o homem o colocou na cabeça. “Calças”, ele leu, e lá estavam elas, e ele as vestiu. E assim prosseguiu, até estar completamente vestido.

“Tudo isto está ótimo – mas agora, onde estou eu?”, perguntou ele, extremamente consternado. “Onde estou exatamente?” Procurou e procurou, mas a busca foi inútil.

Por mais que procurasse, não conseguiu se encontrar.

Canção que não morre no ar


Sintonize o seu rádio
procure em alguma estação
se eu entrar nos seus ouvidos
acelero seu coração.
Mas não esqueça de mim
agora eu corro com o vento
você não pode me ver
me guarde no pensamento.
Minha voz vai se espalhar no ar
cada verso que eu cantar
os falantes te lembrarão
minha voz é canção que não morre no ar.
Nunca mais vou te deixar
pois agora sou uma canção

Rarara…mas eu acho cada umaaa. Você vai ouvir no podcast, sabe quem? China. Lá de Pernambuco. O China é um daqueles artistas completos, que canta forte ou suave, que encanta no palco não apenas pelos dotes vocais, mas pela presença. E o cara inda escreve uns versos legais… mas aposto que você nunca tinha ouvido falar nele. Aqui você escuta CANÇÃO QUE NÃO MORRE NO AR de China e Bruno Ximarú. China! De Pernambuco pro Café Brasil!

E de Rubem Alves, vem uma pequena recomendação que eu assino embaixo:

É obrigatório que se veja o filme Frida. Deixou-me mudo. Qualquer comentário seria uma impertinência. Uma estória de um amor conturbado, de beleza, de vontade de viver, de força. Nietzsche, no seu livro O nascimento da tragédia, observou que os Gregos tinham um agudo senso da tragédia.  Para eles, a tragédia permanecia tragédia até o fim, não tinha um final feliz.  Os Cristãos, ao contrário, não sabem o que é tragédia. No final das contas tudo se resolve para melhor no outro mundo. E ele se pergunta: Sendo assim possuídos por esse sentimento trágico da vida, por que é que os Gregos não se suicidaram? E a sua resposta foi: Porque eles conquistaram a tragédia pela beleza. A tragédia continuava tragédia. Nada havia que a amenizasse. Mas a beleza a transfigurava. A beleza a tornava suportável! Mais do que isso: era mesmo possível amar a tragédia – o que explica as razões por que o povo voltava sempre ao teatro para sofrê-las de novo! Se não me engano, num dos versos das Elegias de Duino, Rilke diz que o Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir. Frida é uma maravilhosa história do triunfo da beleza sobre o trágico.

Não tenho medo da morte

Sintonize o seu rádio
procure em alguma estação
se eu entrar nos seus ouvidos
acelero seu coração.
Mas não esqueça de mim
agora eu corro com o vento
você não pode me ver
me guarde no pensamento.
Minha voz vai se espalhar no ar
cada verso que eu cantar
os falantes te lembrarão
minha voz é canção que não morre no ar.
Nunca mais vou te deixar
pois agora sou uma canção

Esse foi Gilberto Gil, com NÃO TENHO MEDO DA MORTE. Você prestou atenção na letra? Se não prestou, volta atrás e escuta de novo…

Mas sabe que o suicídio pode ser algo diferente de tirar a própria vida?

Existem outras formas de suicídios, aqueles que eu chamo de “suicídios cotidianos”.

Vamos falar a respeito, ao som de ON A SLOW BOAT TO CHINA, canção de Frank Loesser escrita em 1947 e que já foi gravada por grandes nomes do jazz. E se é pra falar de grandes nomes, aqui você ouvirá essa música com João Donato e Paulo Moura.

Fiquei duas horas que estou apanhando do computador, tentando instalar uns programas.

Recebi um DVD com a entrevista que dei ao Juca Kfouri e fui copiar. E então começou meu calvário. Tem que ter um programa pra copiar e outro para transformar a cópia num arquivo que eu possa manipular. E depois precisa de outro programa para editar o que foi copiado.

Falei com um geninho nerd dos computadores e ele foi firme: é a coisa mais fácil! Me deu os nomes dos programas e lá fui eu. Duas horas apanhando. Um programa não conversa com o outro e o outro não se adapta ao um… Uma confusão sem tamanho! Mas é assim que é. Tenho que me resignar.
E lá se vão três horas apanhando do computador.

Aos domingos vou até a padaria comprar o lanchinho da noite. É o pãozinho aqui e os frios ali. Desde criança me fascina o processo de corte dos frios. O sujeito pega aquele pedação de presunto e bota naquela maquininha de fatiar e vai pegando fatia por fatia e colocando alinhadinha numa bandeja de papel.

O que me fascina é apostar se ele vai adivinhar quantas fatias são necessárias para completar os 150 gramas que pedi. Quando ele pára e leva a bandeijinha para a balança é um momento de expectativa! Deu 153 gramas. Ou 147 gramas. Quase o peso exato que eu pedi!

Mas uma coisa me intriga desde criança: será que ninguém até hoje fez um cortador de frios com a balança acoplada? O cara iria cortando as fatias e cada uma que caísse já marcava o peso. Não teria que adivinhar! Seria mais rápido. Mas que besteira, Luciano. Assim é que é. Tenho que me resignar.

E lá se foram quatro horas no computador!

E em abril de 2008 vivi a experiência de homologar minha saída do emprego. Primeiro no Ministério do Trabalho de Diadema. Fila. Depois na Caixa Econômica. Fila. Aí no Poupa Tempo. Fila. Caixa Econômica de novo. Fila. E de fila em fila foram-se pelo menos quatro dias e não resolvi todas as questões. Uma loucura. E cruzei com outras centenas de pessoas na mesma situação. No Brasil devem ser milhares ou milhões diariamente gastando tempo e energia nas filas para resolver processos que deveriam ser simples. E olha que o Poupa Tempo já simplifica! Mas é assim que é. Tenho que me resignar.

Cinco horas e o computador não ajuda.

Quanto tempo perdido. Tempo é vida. Quanta vida perdida…

Meu tempo é meu bem mais precioso. Cuido dele com zelo. Penso duas vezes antes de investi-lo. Não tenho tempo de sobra. Não tenho tempo pra perder. Por isso fico doente quando percebo que meu único, precioso e não renovável tempo está sendo desperdiçado por pequeninas coisas do cotidiano que, juntas, tornam-se o grande ladrão de vidas do cotidiano.

Mas quando reclamo, dizem que tenho que me conformar, que é assim mesmo, que todo mundo passa por isso, que tem gente em pior situação, que as coisas são mesmo complicadas, que isto aqui é o Brasil…

– Resigne-se, homem!

Bem, lá se vão seis horas. E agora me recomendam baixar a atualização do Windows. Meu dia se foi, enrolado com aquilo que o desgraçado do nerd disse que era a “coisa mais fácil”. Mas assim é que é, não é? Armadilhas por toda parte, meu…

Suicídios cotidianos são opções… Eu fiz a minha: optei por não me resignar.  Mas como dói… E você, morre todo dia um pouquinho?

Cuide-se bem

Cuide-se bem!
Perigos há por toda a parte
E é bem delicado viver
De uma forma ou de outra
É uma arte, como tudo…
Cuide-se bem!
Tem mil surpresas
A espreita
Em cada esquina
Mal iluminada
Em cada rua estreita
Em cada rua estreita
Do mundo…
Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto…(2x)
Cuide-se bem!
Eu quero te ver com saúde
E sempre de bom humor
E de boa vontade
E de boa vontade
Com tudo…
Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto…(4x)

E é assim, ao som de CUIDE-SE BEM, de Guilherme Arantes com a voz deliciosa e a simpatia de Bruna Caram que o Café Brasil que falou de certos suicídios, vai embora.

Com Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e eu, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco, olha só… Baden Powell, Marisa Monte com Cesaria Évora, Gilberto Gil, João Donato com Paulo Moura, Maria Bethânia e lá de Pernambuco, o China! No finalzinho, Bruna Caram.

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Pra terminar, o escritor francês Balzac que um dia disse assim:

“A resignação é um suicídio cotidiano.”

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