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Luciano Pires -

E aí, meu, tá fazendo o quê? Vai fazer o quê? Ou tá acomodado? Você sabia que nossa tendência natural é a inércia? Permanecer estacionado na zona de conforto? Pois é… e assim a vida vai passando e quando a gente percebe…passou! Vamos tratar disso no programa de hoje, que começa com uma frase do escritor estadunidense Larry McMurtry: “Se você espera, tudo que acontece é que você fica mais velho…” Na trilha sonora aquela festa de sempre: Spok Frevo Orquestra, Sá, Rodrix e Guarabyra, Trio Madeira Brasil, Sérgio Vid com o Barão Vermelho, o Bendegó, Martinho da Vila e a Orquestra Tabajara. Apresentação de Luciano Pires.

[enclose cafe_brasil_261_saindo_da_inercia.mp3]

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Bom dia, boa tarde, boa noite. E aí, meu, tá fazendo o quê? Vai fazer o quê? Ou tá acomodado? Você sabia que a nossa tendência natural é a inércia? Pois é… e assim a vida vai passando e quando a gente percebe…passou! Vamos tratar disso no programa de hoje,

que começa com uma frase do escritor estadunidense Larry McMurtry:

Se você espera, tudo que acontece é que você fica mais velho…

E quem ganhou um exemplar de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA foi ….atenção… o Thiago Mendes, que comentou o programa UM DIA ÚTIL assim:

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano! Como vai?

Estou aqui para primeiramente lhe agradecer por manter de pé este programa sensacional, que é o Café Brasil, e também para contar como este programa contribuiu para o meu dia-a-dia na vida profissional e pessoal.

Ao ouvir este podcast “Um dia útil”, fiz uma ponte com outro, o “Tá esperando?”, e tive uma interpretação que me surpreendeu. A partir desta “descoberta” passei a mudar meus antigos [maus] hábitos, como o de “deixar pra amanhã o que eu poderia ter feito hoje” e nunca fazia.

Com o empurrãozinho do podcast “Tá Esperando”, desenvolvi uma forma de executar todas as tarefas diárias: passei a anotar tudo o que eu deveria fazer, ou seja, planejei tudo e coloquei na ponta do lápis, estipulei prazos a mim mesmo, reorganizei minha vida turbulenta (trabalho, faculdade, família, namorada…) e passei a ter controle sobre a situação. Portanto de um mês pra cá minha vida tem sido mais fácil, mais prazeirosa, passei a fazer mais coisas e deixei de esperá-las acontecer. Hoje consigo aproveitar muito mais o meu tempo.

Graças ao Café Brasil todos os meus dias passaram a ser dias úteis. Obrigado.”

Ô Claudio, que legal esse comentário! Às vezes me incomodo com a sensação de que fico aqui refletindo, refletindo e não vejo nada de ação…mas um comentário como o seu deixa claro que o trabalho que fazemos no nosso cafezinho tem consequência sim. Obrigado por tornar nossos dias úteis!

Pois então… o Thiago ganhou um exemplar de meu livro pois saiu da inércia e…escreveu! E você?

Muito bem… Apesar de dizermos que tudo que queremos na vida é a felicidade e um sentido, vivemos um curioso paradoxo. Quando nascemos nosso destino é ser miserável, ignorante, passar fome, ser infeliz, viver sem nenhum propósito, ser inerte. É a nossa luta no dia a dia que nos garante escapar dessas armadilhas. Estudamos para escapar da ignorância. Trabalhamos para poder comer, morar, cuidar da saúde.  Mas o fantasma da inércia nos persegue todo o tempo.

Pra tratar da inércia, preciso recorrer a Issac Newton, que um dia escreveu sua primeira lei: “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele.”

Conhecida como princípio da inércia, essa Primeira lei de Newton afirma que um objeto que está em repouso ficará em repouso e um objeto que está em movimento não mudará a sua velocidade a não ser que uma força desequilibratória aja sobre eles.

Ah, sim, aí ao fundo, no podcast, você está ouvindo música pra se mexer… é a Spock Frevo Orquestra, com MEXE COM TUDO, de Levino Ferreira…fala verdade, dá pra ficar na inércia com um som assim?

E se trouxermos a lei da inércia para nossas vidas?

Humm…funciona igual… Na medida em que encontramos uma área de conforto, é lá que queremos permanecer. Na inércia… até que uma força desequilibradora nos tire de lá. O problema é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte…

Pare pra observar. A coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. É verdade!

Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares… e assim vai. A maior parte da nossa vida é consumida pela repetição. Até que uma força desequilibradora nos tira desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia. Mas enquanto uma dessas forças não surge, estamos ali… repetindo…repetindo…repetindo… É exatamente essa repetição que nos leva à inércia.

Mas será possível quebrar esse ciclo sem ter que esperar por uma força desequilibradora? Será que nós podemos ser a força desequilibradora? Eu acho que sim, mas só tem uma forma: com disciplina. Mas pra poder exercitar essa disciplina, é necessário saber pra quê, não é? Pois vou definir o pra quê: pra ser feliz e para ter um propósito, um senso, uma causa pela qual viver.

Adiante

Eu ando bem normal como se deve andar,
Pois eu tenho que ir adiante,
Quando eu quiser chorar, sorrir é menos mal,
Pois eu tenho que ir adiante,
Não posso mais ficar parado no meio do tempo
Se a chuva desabar, eu vou me mexer, eu vou me cuidar,
Não vou me molhar, e o meu coração quer rever
As pessoas distantes,
Ele quer, ele quer, ele tem que seguir adiante,
Como se deve andar, adiante,
Sorrir é menos mal (adiante).

Ah, que delícia… Sá, Rodrix e Guarabyra com ADIANTE… Pois é, eu também não posso mais ficar parado no meio do tempo…

Eu divido minha vida em fases. Primeiro fui criança, depois estudante e um dia me formei. E aí segui o padrão de todo mundo: vou tratar de arrumar um trabalho, depois me casar, comprar a casa própria, ter filhos, criá-los, cuidar de juntar algum patrimônio, um dia me aposentar e aí curtir os dias que faltam… É assim para todo mundo, não é? E durante anos e anos eu segui esses padrões. Mas sempre fiz questão de não me conformar com o status quo.

Que delícia… Ao fundo, no podcast, você ouve Assanhado, o clássico de Jacó do Bandolim aqui numa intpretação maravilhosa com o carioca Trio Madeira Brasil. Marcello Gonçalves no violão de 7 cordas, Ronaldo do Bandolim e Zé Paulo Becker no violão de 6 cordas fazem uma música calorosa e bem acabada que você precisa ouvir.

Olha só: sempre fui um sujeito inquieto, nunca me satisfiz com coisa alguma e sempre estive disposto a enfrentar desafios. E depois que voltei lá do Everest em maio de 2001, arrumei meu propósito, minha causa: naquele ano descobri que o Brasil estava ficando burro. E decidi resistir, combater o emburrecimento. Definida aquela causa, passei a trabalhar em função dela. Lancei livros, sites, palestras. Passei a comentar no rádio.  E aos 52 anos deixei um emprego de 26 anos para mergulhar na aventura de ser um empreendedor. Não é fácil…

Todo dia é uma luta, mas acordo de manhã com uma coisa preciosa que eu havia perdido: tesão. O tesão de saber que estou lutando por algo que vale a pena, muito maior que simplesmente ganhar algum dinheiro. Ter essa causa me anima, me motiva, me deixa disposto a seguir em frente… me deixa louco por brigar. Me tira da inércia. Uma causa. Um propósito… Qual é o seu?

Metamorfose ambulante

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
Eu vou lhe desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Que tal hein?….O clássico METAMORFOSE AMBULANTE, de Raul Seixas com Sergio Vid e o Barão Vermelho. Já tinha ouvido essa? Então…

Mas como fazer pra sair da inércia? Bom, não existem fórmulas, cada pessoa age de seu jeito, mas tem coisinhas que a gente pode fazer e que ajudam. Quer ver?

Ao fundo, no podcast, você ouvirá DANÇAS DO NI, de Kapenga e Gereba, do grupo baiano Bendegó…

Experimente fazer uma avaliação de seu dia a dia, dando uma nota para cada atividade importante que você pratica. De zero a dez. Mas dê as notas sob dois aspectos. Primeiro: quanto benefício ou sensação de que estou defendendo uma causa essa atividade me tráz no longo prazo? Segundo: Quanta satisfação eu experimento no curto prazo com esta atividade? Por exemplo, estou indo pro trabalho. Vou tomar um ônibus e ficarei dentro dele durante uma hora e meia.

Quanto de satisfação e de sensação de que isso me ajuda a defender uma causa eu tenho? Olha, de zero a dez, eu daria nota entre um e três. Ficar 90 minutos dentro do ônibus é um tempo perdido. E quanto de satisfação no curto prazo eu obtenho com essa atividade? Zero. Nenhuma.

A simples constatação das notas baixas para esse processo fundamental – o transporte de casa para o trabalho e vice-versa – já nos coloca na posição incômoda de ter que fazer algo a respeito. Começa a nos tirar da inércia. Pô, se vou ficar 90 minutos dentro de um ônibus, é melhor que eu leia um livro. Ou arrume um amigo pra ir conversando sobre coisas pertinentes. Ou melhor, vou comprar uma aparelho mp3 pra ir ouvindo uma aula de inglês. Ou melhor ainda, pra ouvir o Café Brasil do Luciano Pires! Em noventa minutos eu ouço três programas! E faço com que aquele tempo perdido valha a pena… Sacou?

Se você não fizer a avaliação de cada processo, vai se acostumar com eles. E permanecerá inerte, sem mudar, fazendo aquilo que é a nossa natureza: repetir hoje o que fizemos ontem. Até morrer.

Juízo final

No último dia da vida
encontrei-me com meus pecados
Uns maiores, outros menores
Mas no geral bem pesados.
Do outro lado somente
a ingratidão que sofri.
O anjo pôs na balança
e vestido de branco eu subi.
Agora só toco harpa
de camisola e sandália.
Espio prá ver lá em baixo
a quadrilha da fornalha.
Aquela ingrata hoje está
trabalhando de salsicha
Espetadinha no garfo,
Satanás fritando a bicha.
(Ô Demônio, capricha !)

Olha só, presta atenção nessa. É  JUÍZO FINAL, de Paulo Vanzolini, com Martinho da Vila. Essa música foi sucesso na voz de Adauto Santos, lá em 1967…

Um texto que recebi por email, sem autoria definida, cabe muito bem nesta nossa reflexão.

Ao fundo você ouvirá SENTIMENTAL JOURNEY , o clássico de Brown, Honer e Green, na interpretação sempre deliciosa da ORQUESTRA TABAJARA…

Incomodam-me os que sempre caem inertes. Os que lavam as mãos. Os aproveitadores. Os de costume. Os inúteis. Os que nunca tem culpa de nada. Os que não arriscam nem por suas mãe, todos eles me incomodam. Os que falam como doutores e nem mesmo sabem onde fica o banheiro.

Incomodam-me os que tiram o corpo fora dos problemas. Os intrusos, os oportunistas viciados em poder, os que sempre se acomodam. Os espertinhos, os bacanas que lambem os poderosos e tornam-se arrogantes para oprimir o semelhante, os mentirosos, os candidatos profissionais que depois de votados, desaparecem. Todos eles incomodam-me.

Incomodam-me os cafetões, os traidores, os bufões do rei me incomodam, os matadores de esperanças, os que negam os sonhos. Os incapazes de dar valor, ter coragem de lutar ou solidariedade por alguma causa decente. Os que comem caviar e enviam farinha podre para as merendas escolares. Os corruptos. Os que saem correndo quando lhes é oferecida uma pá. Os picaretas. Os criminosos de colarinho branco. Os funcionários abusivos e incapazes me incomodam.

Incomodam-me os que se assanham torturando jovens às costas de seus pais e depois arregam diante do Juiz. Os que matam e depois se escondem atrás do seu “coronel”. E também me incomodam os caudilhos. Os bandidos que se empanturram com o poder que lhes confere o atraso e a resignação. Todos eles me incomodam.

E me incomodam os feitores com chicotes, os que insultam e ofendem a dignidade dos justos. Os que usam as crianças, aqueles que falam em favor delas e não lutam por uma sequer. Os que se aproveitam das tradições e crenças para enganar. Os que falam da fé e não a tem nem a vivenciam. Incomodam-me os medíocres que abafam a luz da verdadeira criatividade. Os fundamentalistas que não se declaram como tais. Os que se consideram escolhidos por Deus, embora o Supremo nem saiba disso. Todos eles me incomodam.

E me incomodam muito, mas não vou mais pensar neles. Mas é que me incomodam profundamente, ainda que não pense neles, nem perca o sono por causa deles, eles estão no topo do mundo, governam, administram, embolsam as riquezas, declaram as guerras ou as justificam, controlam as empresas e corporações, se beneficiam com a desgraça alheia, esquematizam o comércio, assinam os convênios, controlam as demonstrações financeiras, contam as notas. Determinam a minha vida e a de todos nós. Possuem os títulos de propriedade do território inteiro. São os que decidem quem tem trabalho e quem não deve tê-lo, são os que cortam a água para os bairros carentes, são os que adquirem por dois tostões riquezas inestimáveis da nossa natureza. São os que indicam quem vive e quem morre no sistema de Saúde. São os que distribuem moradias e que também roubam o dinheiro para construí-las.

São os que ficaram, e não querem ir embora, e não se incomodam com o fato de me incomodar. E mais: não se importam de que ninguém goste deles, eles governam e o fazem com a maior cara de pau, exercem o poder sem considerações nem equilíbrio.

Eles são os que temos que tirar do poder político, econômico e cultural. E não se trata de acumular ressentimentos, mas sim de entender que eles são a escória da pré-história que estamos vivendo, pré-história que lembraremos com vergonha no futuro quando contaremos a nossos descendentes o passado selvagem que tivemos que mudar.

Mas isso só será possível se formos capazes hoje, como pessoas e também como povo, de construir a total redenção de nossa espécie.

E aí? Vai continuar repetindo aquilo que você sempre fez?

Pois então, talvez tudo se resuma a uma vontade arrasadora de sair da inércia. Não se acomodar.

Sentimental journey

Gonna take a sentimental journey
Gonna set my heart at ease
Gonna make a sentimental journey
To renew old memories

I got my bag, I got my reservation
Spent each dime I could afford
Like a child in wild anticipation
I long to hear that: “All aboard!”

Seven, that’s the time we leave – at seven
I’ll be waiting up for heaven
Counting every mile of railroad track – that moves me back

I never though my heart could be so yearny
Why did I decide to roam
Gotta take a sentimental journey
Sentimental journey home

Jornada sentimental

Vou embarcar numa jornada sentimental
Vou deixar meu coração em tranqüilidade
Vou embarcar numa jornada sentimental
Para renovar velhas memórias

Eu tenho minha mala, tenho a minha reserva
Gastei cada centavo que podia pagar
Como uma criança numa expectativa selvagem
Eu quero muito ouvir aquele; “Todos a bordo!”

Sete, essa é a hora que nós sairemos – às sete
Eu vou esperar pelo paraíso
Contando cada milha da ferrovia – isso me traz para trás

Eu nunca pensei que meu coração pudesse ser tão ansioso
Por que eu decidi viajar
Vou embarcar numa jornada sentimental
Uma jornada sentimental para casa

E é assim, ao som delicioso da SENTIMENTAL JOURNEY com a Orquestra Tabajara que o Café Brasil que quer tirar você da inércia, vai embora.

Com o inquieto Lalá Moreira na técnica, a agitada Ciça Camargo na produção, e eu, o espevitado Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco Spok Frevo Orquestra, Sá, Rodrix e Guarabyra, Trio Madeira Brasil, Sérgio Vid com o Barão Vermelho, o Bendegó, Marinho da Vila, a Orquestra Tabajara e o ouvinte Claudio Figueiredo

Este é o Café Brasil, um programinha feito por gente que não quer ficar na inércia, pra gente que quer sair da inércia. Quem nos ouve é formador de opinião, sabe o que quer e tem a capacidade de causar mudanças de atitudes em outras pessoas. Não é assim que você faz? Pois é…  Mas se por um acaso você ainda está pra sair da inércia, dê um pulo no www.portalcafebrasil.com.br.

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E pra terminar, uma frase de Albert Einstein:

Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.

 

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