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Luciano Pires -

O programa PRECONCEITO, DISCRIMINAÇÃO E RACISMO gerou tantos comentários interessantes que decidimos ousar: produzimos uma continuação apenas com comentários dos ouvintes. Tá pensando o quê? O Café Brasil é uma via de duas mãos, feito em conjunto por quem produz e por quem ouve, afinal todo artista depende de seu público. É a qualidade do público que faz com que o artista evolua em seu trabalho, num processo de crescimento mútuo. A qualidade de nosso público me orgulha! Entenda este programa como uma homenagem aos ouvintes de podcast. Na trilha sonora, Conrado Paulino, Clodo Ferreira, Jacó e Jacozinho, Elza Soares, Ney Matogrosso e João Penca e seus Miquinhos Amestrados. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite. Cara, eu tenho o maior orgulho de fazer o Café Brasil. E sabe por quê? Todo artista depende de seu público. É a qualidade do público que faz com que o artista evolua em seu trabalho. Se o público for mole e não exigir muito, o trabalho fica uma merda. Como a gente está cansado de aí, na música popular brasileira. A troca entre o artista e o público é um processo de crescimento para ambos. E aqui no Café Brasil a qualidade do público me orgulha! Quer ver?

Hoje pretendo levar esse conceito da interação do artista, no caso aqui um podcaster com os seus ouvintes para outro nível. Fiz um programa sobre Preconceito, discriminação e racismo, tema pesado e polêmico, e a turma comentou.

Mas comentou tão bem que decidi fazer outro programa, esse aqui,  só com os comentários dos ouvintes. Cara, os ouvintes do Café Brasil tem conteúdo! Por isso me orgulho!

Vamos começar com uma frase de Albert Einstein:

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Bem, o exemplar de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA de hoje, vai para…para… para cada um dos leitores que contribuiu com este programa! Eles comentaram com conteúdo a partir de um de nossos programas. E assim nós cumprimos nossa missão: provocar discussões pertinentes sobre temas que estão soltos por aí.

Na trilha de hoje vou mesclar trechos de um CD delicioso chamado WRONG WAY, do violonista argentinho radicado no Brasil Conrado Paulino. É uma delicia… Começo com LUZ DO SOL, de Caetano Veloso

para ilustrar o primeiro email que recebemos da ouvinte Mirian.

“Luciano, sou baiana e como se diz, não há baiano legítimo que não tenha em sua família alguém que seja ou tenha sido negro na árvore genealógica. Viu aí dois agravantes marcantes? Não? Então leia novamente… Luciano, eu sou baiana! Tenho descendência negra e sou nordestina! Além do mais, tem mais um agravante, e que talvez no país tão “igual” ao que vivamos, este seja o mais importante de todos: sou pobre! Se não estou nas altas rodas da sociedade, comendo nos restaurantes mais caros, usando as roupas de grife, sou considerada pobre! De nada valem meu diploma ou meu conhecimento. 

Não tenho a pele escura, nem os cabelos duros, mas também não tenho olhos claros e nem uma conta recheada no banco. 

Se considerarmos qual o nível de preconceito em nosso país, nos depararemos com o preconceito social. E este não se limita ao pré- conceito. Ele vai além, ele se torna discriminatório e limitador. 

Sei e vejo que com todos estes pré requisitos a vida se torna difícil, mas não impossível em nosso país. Mas sei também que, se a cor entra em cena, as coisas pioram bastante. 

Essa doença cultural, trazida no período da colonização, ainda é a que mais afeta e contamina a nossa sociedade. E o pior, é que em muitos casos, ela também afeta os mais afetados. 

Em uma determinada abordagem policial, havia algumas pessoas dentro de um ônibus. O policial que conduzia a operação solicitou apenas que as bolsas fossem abertas. E assim foi feito. Quando ele detectou os negros que estavam no ambiente, deixou-os por último e solicitou que descessem e encostassem no ônibus para uma revista. O pior de tudo é que o policial era negro! 

Na verdade, ele deveria fazer isso com todos os homens, como acontece em revistas de prevenção Mas não, apenas foram selecionados os negros!!!
Os piores e mais bárbaros crimes cometidos contra toda a sociedade são cometidos por colarinhos brancos, que têm sua pele clara. Os considerados acima de qualquer suspeita. 

É isso, meu amigo. Não vou me prolongar, mas deixo aqui mais esta reflexão sobre como nós também somos responsáveis pela continuidade desta discriminação.
Enquanto não nos vacinarmos desta visão, desta cultura enraizada e transmitida a nós desde a nossa colonização, não seremos capazes de olhar todos como iguais e capazes. Ainda ficaremos dividindo pessoas por grupos: negros e brancos, pobres e ricos, nordestinos e sulistas. E a desigualdade nunca será vencida.

“A educação transforma nossa história!”. Quer seja preto, pobre ou nordestino, ou qualquer outro ser humano a sofrer qualquer tipo de discriminação e preconceito, não desista de estudar, de se qualificar, pois desta forma, poderemos encontrar nosso lugar ao sol.  Um país, uma nação, não se sustenta apenas por aparência, ele precisa de cabeças pensantes, de pessoas que façam a diferença, e nós podemos fazer isso!!! Abraços e fiquem com Deus.

Maldito costume

Eu juro acabar com esse costume
Que você tem
Falando de mim
Dizendo horrores
E me querendo bem

Ai, o amor é um capitoso vinho!
Que nos embriaga
Que nos embriaga com um só pinguinho

Você há de saber que
Este costume não te fica bem
Porque toda gente sabe a paixão
Que você me tem

Todo mal que procuras dizer
Do meu nome nenhum valor tem
A mulher quando gosta deve ser feliz
E atacar seu bem

Opa! Aposto que esse você nunca tinha ouvido. É Clodo Ferreira, um paiuiense radicado em Brasilia que interpreta MALDITO CUSTUME, de Sinhô. Uma delicia…

Cara, acesse o site do Conrado Paulino – www.conradopaulino.com.br e veja a produção desse argentino apaixonado por música popular brasileira. É de deixar os brasileiros com inveja.

E ele vem agora com ISAURA de Herivelto Martins e Roberto Roberti

para ilustrar o email do o Gerson de Campos:

“Eu já sofri prejuízos por conta do racismo, já vi meu curriculum grifado no rodapé em caneta vermelha (de cor). Depois de disputar com 600 candidatos uma vaga numa autarquia no final não fui aproveitado pois não passei no exame medico, tinha então 20 anos e hoje aos 50 ainda me pergunto o que é que eu tinha??

Passei 2 anos numa empresa sem promoção e fazendo 130 horas extras  porque o meu chefe não gostava de minha cor. Legal, né. O resultado é que nunca mais trabalhei pra ninguém.

O tema deve der discutido e não pode ser jogado pra debaixo do tapete, mas o que aconteceu comigo começou no fim dos anos 70 e eu dei um basta no fim dos anos 80.

Houve visíveis progressos desde então e as pessoas passaram a enxergar melhor e compreender esses desvios da personalidade humana O diferente choca e quem não é da nossa turma provavelmente é inferior, religião, raça, cor, preferências esportivas, procedência geográfica , descendência ou idéias divergentes podem provocar animosidade ou até mesmo violência de fato. Acho muito triste que a humanidade tenha evoluído tanto em tecnologia, mas não tenha se tornado mais humana na mesma proporção. A maioria dos inventos são usados de maneira equivocada. Já pensou se o dinheiro usado na guerra fria fosse aplicado para desenvolvimento e erradicação da fome?”

Filho de pobre

Mamãe eu vivo distante da casa que você mora
Estou muito arrependido de um dia ter ido embora
Eu quero voltar e não posso não tenho dinheiro agora
Não vá pensar mamãezinha que o filho saiu da linha
E esqueceu da senhora
Mamãe eu saí de casa por um futuro melhor
Vivendo aqui tão distante já vi que tudo é pior
Pois a malvada saudade tá machucando sem dó
Eu saí atrás dos cobres me sinto muito mais pobre
Vivendo aqui tão só
Eu aqui não faço farra não vivo na boemia
Meu negocio é trabalhar de noite também de dia
Tou juntando um dinheirinho fazendo economia
Eu não injeito serviço e o meu maio compromisso
É rever mamãe um dia
Não quero que mamãe me veja vestido assim nestes trapos
Vou comprar um terninho novo nem que seja o mais barato
Vou comprar camisa e meia um parzinho de sapato
Se eu não puder ir agora eu vou mandar pra senhora
Nem que seja o meu retrato.

Êeeeee Bauru!  Você está ouvindo Jacó e Jacozinho com FILHO DE POBRE, DE Moacir dos Santos e Jaco…

Fala a verdade, Ciça! Você acha que paRzinho de sapato…se você falar assim parzinho de sapato ou parzinho, tem o mesmo charme? Não tem né. PaRzinho.

E então vem a Olga, que nos envia uma dica musical de primeira:

“Luciano, já disse que estou (re)começando justo hoje em seu site? Ainda não sei me virar bem pelas portas, janelas, saídas e entradas desse lugar delicioso chamado Café Brasil!

Ai, Luciano, que bálsamo por aqui, a net é tão cheiinha de porcaria! E vou ouvindo por esse tal de ´podcast´ que nem sabia da existência. A matéria, a fala boa de você, as músicas apropriadas. Revejo o preconceito, passo à reflexão. Excelente! Estou muito satisfeita. Fica a letra de Billy Blanco pra fazer conjunto com essas preciosidades musicais.”

A banca do distinto

Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal

Essa é nossa diva Elza Soares, com a BANCA DO DISTINTO, de Billy Blanco. Você reparou na letra? Pois é…

E ai nos escreve a Ana Luiza Dornellas:

“Estava lendo o programa e os comentários… Esse tema é tão dolorido para quem, seja qual for o motivo, já foi vitima de discriminação. Infelizmente esse tipo de ação não vai acabar.

Eu sofri bullyings na escola por ser gorda, pelo meu cabelo não ser liso, pela minha mãe ser negra, pelo meu pai ser alcoólatra. Estamos falando de alunos do antigo pré-escolar, alunos de 6 anos que fazem chacota dos outros. Na medida em que fui crescendo, as discriminações também cresciam. Nunca jogava no time da escola, nunca era convidada para as festas, nunca me chamavam para participar das apresentações e por aí vai.

Perdi um emprego por que o meu ex-patrão disse que na loja dele não trabalhava gente feia e gorda.

Com certeza todo mundo já passou por isso na escola, trabalho, turma de “amigos” e momentos de lazer. Só de pensar nisso, sinto uma tristeza profunda em perceber que o ser humano não valoriza o outro por ser simplesmente ser humano, e sim pela aparência, condição social, religião, naturalidade e outras diferenças que existem entre nós. Em vez de fazer dessas diferenças uma oportunidade de aprendizagem, as pessoas optam pela ignorância. Respeitar as diferenças, será que é tão difícil assim?

É com muita tristeza que eu deixo o meu comentário hoje.”

E vamos direto Conrado Paulino, desta vez com SÓ DANÇO SAMBA de Tom Jobim, que começa com uma citação de SAMBA DA MINHA TERRA, de Dorival Caymmi.

Ao som desta maravilha vem o email do ouvinte Santos:

“Prezado Luciano. Sou de raça negra e, em assim sendo, o tema me desperta elevado interesse embora não milite em nenhuma instituição ou movimento étnico.

Não me recordo de haver presenciado abordagem mais honesta desse tão delicado tema. Por oportuno, ressalto que você desnudou o no górdio da questão quando enfatiza a confusão que fazem entre preconceito e discriminação.

Preconceituosos todos somos, posto que preconceito é o sentimento que aflora quando algum comportamento vem de encontro aos nossos princípios ou ao que consideramos correto.  Transmito-lhe um exemplo clássico, que vivencio: tenho um amigo que é homossexual assumido, pessoa culta, inteligente, e não raro nos sentamos para bater papo regado a geladíssimas canecas chopp. Algumas pessoas acham estranho que, sendo eu hétero, me assente com aquela “bicha” (na visão deles), o que comprometeria meu conceito. Ocorre que a pessoa em tela, quando em minha companhia, comporta-se como qualquer ser do gênero masculino, sem trejeitos, desmunhecadas ou quaisquer outras atitudes que possam expor-me a qualquer constrangimento, além de nunca me haver faltado ao respeito ou tentado desvirtuar nosso relacionamento.  Assim, não tenho motivos para discriminar essa pessoa. 

O fato de respeitar sua opção sexual diferente da minha não implica em que eu me torne homossexual como ele. Aliás, é até necessário que assim ocorra para que ele respeite minha opção por relacionamentos heterossexuais.  Isto não extingue, ou elimina, meu preconceito, que vai continuar entendendo como antinatural o relacionamento homossexual. 

Simplesmente não permitirei que meu preconceito se manifeste de forma discriminatória, desde que as pessoas que adotam comportamento que o meu preconceito não aceita, não se portem de forma a escandalizar as pessoas e o meio que estão freqüentando. O direito de cada um acaba onde começa o do seu próximo e semelhante.  Não cabe, aqui, a figura do “coitadinho de mim”.  Trata-se de respeito às opções individuais e, salvo engano, a melhor maneira de conseguir respeito é demonstrar respeito aos demais.  Pode ser que me engane, mas todos nós somos preconceituosos.  A diferença é que alguns permitem que seu preconceito se torne discriminação ou se torne de tal forma arraigado em sua personalidade que seja externado por total intolerância.”

Calúnias – Telma eu não sou gay

Diz que vai dar, meu bem
Seu coração pra mim
Eu deixei aquela vida de lado
E não sou mais um transviado

Telma, eu não sou gay
O que falam de mim são calúnias, meu bem
Eu parei . . . . .

Não me maltrate assim não posso mais sofrer
Vamos ser um casal moderno
Você de bobs e eu de terno (ref.)
Eu sou introvertido até no futebol
Isso tudo não faz sentido
E não é meu esse baby doll (ref.)

Telma, ô Telminha, não faz assim comigo
Não me puna por essas manchas no meu passado
Já passou, esses rapazes são apenas meus amigos
Agora eu sou somente seu, meu amor

Tell me once again

Give me your smile again
I would like to be with you
With the things
I would like to know
Darling
Be happy with me

And tell me once again
That you know that I’d die
For your love
Tell me why
Back to dream

Be careful with the words you say
My heart is open
But believe in the ways of sorrow
And try to find somebody like me
And tell me once again
That you know that I’d die
For your love
Tell me why
Back to dream
Sit on a chair near me
Or in a place you’ll like to be
I will tell you something new
About life and the things that we’ll do
And Tell me once again
That you know that I’d die
For your love
Tell me why
Back to dream
Oh oh Yeah
Yeeeeeeah

E então? Que tal? João Penca e seus miquinhos amestrados com CALÚNIAS, que entrou pra história como TELMA EU NÃO SOU GAY, paródia de Léo Jaime para o sucesso Tell Me You Once Again, gravada pelos brasileiros da banda Light Reflections em 1972 após virar megasucesso na voz de Ney Matogrosso. E por falar no Ney…

E vamos continuando. Agora ao som do Conrado Paulino com SAMBA DA MINHA TERRA, de Dorival Caymmi.

Vem aqui o email do  Marcio Fernando Thomas, que diz assim:

“Creio que este assunto é mais um daqueles polêmicos, pois acaba batendo de frente com algo que faz parte da cultura do ser humano. Preconceito existe desde os primórdios da civilização humana e para existir preconceito, simplesmente precisa existir um conceito sobre um assunto. Difícil entender? Eu também acho…

Uma vez que cada pessoa assimila uma informação ou experiência num evento e a generaliza para outros conceitos, e uma vez que o evento se repete, mesmo em parte, a gente “Pré-Concebe” que o mesmo tenha o mesmo resultado do evento original. A generalização justamente acontece nos casos de preconceito racial, tema do programa. Por exemplo, se uma pessoa teve uma experiência negativa com um indivíduo de determinada raça, religião ou nacionalidade, poderá generalizar achando que todos os indivíduos semelhantes no aspecto que está sendo considerado (raça, religião, etc.) são iguais. O preconceito racial é justamente isto, ou seja, quando um evento negativo isolado é associado a uma característica física de um determinado indivíduo e, portanto, generalizado aos demais indivíduos com a mesma característica.

Este tipo de idéia é algo que está muito enraizado na nossa sociedade e não será diluído enquanto a mesma continuar perpetuando as mesmas idéias. Racismo começa de família, se fortalece na escola e na adolescência se consolida na nossa mente.

Falam que baiano é devagar, que mulher dirige mal, que português é burro, que gaúcho é veado, que político é ladrão e corrupto…. enfim. Muitas pessoas que falam isto sequer conhecem alguém com essas características para comprovar que são mentiras. Se conhecem, usam isso para tirar sarro. Alguém teve uma experiência negativa que gerou cada conceito anteriormente citado e, generalizou…. daí até se tornar algo popular, foi como rastilho de pólvora. TODOS REPETEM O TEMPO TODO E NÃO SE QUESTIONAM SE ISTO TUDO É VERDADE.

Venho do sul e, como qualquer gaúcho que mora em São Paulo, sofro algum tipo de preconceito por ser gaúcho. Mas quando eu era pequeno, aprendi de casa que católicos e evangélicos jamais poderiam dividir o mesmo espaço. Acredita nisto? Pois é uma história que remonta aos primórdios da colonização alemã no sul do Brasil, onde ocorreram sérias lutas religiosas, culminando no massacre dos Muckers. Acontece que ainda hoje existe forte discriminação lá no sul.

Ainda bem que em tempo consegui evitar que a experiência negativa de meus antepassados fosse assimilada por mim e generalizada sem fundamento.

Sinto que para assuntos tão polêmicos o governo não tem uma posição clara a respeito, pois embora diga que é contra qualquer discriminação, não faz qualquer movimento para educar as pessoas de forma eficiente e mostrar para todos que somos iguais e que compartilhamos das mesmas necessidades.

Parabéns pelo programa e espero que continue nesta cruzada para incentivar a “Despocotização do Povo”…. (hahaha, mais um exemplo ai!)

Mulata assanhada

Ai, mulata assanhada
Que passa com graça
Fazendo pirraça
Fingindo inocente
Tirando o sossego da gente

Ai, mulata se eu pudesse
E se meu dinheiro desse
Eu te dava sem pensar
Essa terra, este céu, este mar
E ela finge que não sabe
Que tem feitiço no olhar

Ai, mulata assanhada (…)

Ai, meu Deus, que bom seria
Se voltasse a escravidão
Eu pegava a escurinha
Prendia no meu coração
E depols a pretoria
É quem resolvia a questão

ÔPa! Ela de novo…Elza Soares com o clássico MULATA ASSANHADA , de Ataulfo Alves. Já pensou se aparecesse hoje em dia uma música com um trecho assim: “Ai, meu Deus, que bom seria, se voltasse a escravidão. Eu pegava a escurinha e prendia em meu coração. E depois a pretoria é quem resolveria a questão”?

Então… Quem é que pode se dar ao luxo de fazer um programa só com os comentários pertinentes dos ouvintes? Eu gostei. Vou fazer mais isso. É o  Café Brasil, oras! E sabe porquê? Por causa dos ouvintes.

Meus caros, estamos quebrando um pouquinho dos paradigmas por aqui. E espero que você se anime a fazer parte, acessando owww.portalcafebrasil.com.br e deixando seus comentários que – espero que este programa tenha demonstrado isso – são pertinentes.

Com o orgulhoso Lalá Moreira na técnica, a orgulhosa Ciça Camargo na produção e eu, que não me caibo em mim, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco os ouvintes Mirian, Gerson dos Campos, Olga, Ana Luiza Dornelas, Santos e Marcio Fernando Thomas que precisam em escrever para receber os livros que ganharam.

E na trilha sonora: Conrado Paulino, Clodo Ferreira, Jacó e Jacozinho, Elza Soares, João Penca e seus Miquinhos Amestrados e Ney Matogrosso.

Gostou? Quer mais? Venha fazer parte deste time no Portal Café Brasil.

E pra terminar, uma frase de ninguém menos que Martin Luther King:

Eu tenho um sonho. De que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

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