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262 – Os ranzinzas

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Luciano Pires -

E daí, que idade você tem? Já passou dos quarenta? E se tiver que procurar um emprego nessa idade, já pensou? Você é dos que acha que é a idade física que determina o prazo de validade das pessoas? Afinal de contas, para o mundo profissional quando é que começamos a morrer? Esse assunto é chato, é? Pois saiba que a sua hora vai chegar. E é isso que vamos discutir no programa de hoje. Na trilha sonora, Edigar Mão Branca, Zé Rodrix, Yamandu Costa com Dominguinhos, Adriana Calcanhoto, Lula Queiroga com Lenine e Clementina de Jesus. Apresentação de Luciano Pires.

[enclose cafe_brasil_262_os_ranzinzas.mp3]

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Bom dia, boa tarde, boa noite! E daí, que idade você tem? Já passou dos quarenta? E se tiver que procurar um emprego nessa idade, já pensou? Ou será que o mercado mudou e gente mais experiente está sendo procurada? Eu acho que não…e é isso que vamos discutir no programa de hoje.

Pra começar uma frase da poeta chilena Gabriela Mistral:

Experiência é um bilhete de loteria comprado depois do sorteio.

E o exemplar de meu livro NÓIS QUE INVERTEMO AS COISA da semana vai para…longe. Vai pra Suiça. Daniel Prinzing, que comentou assim o programa ENVELHESCÊNCIA:

“Olá Luciano. Tenho 55 anos, muito mais do que a média dos seus ouvintes. O seu podcast atual sobre envelhescência prendeu a minha atenção e no fim me fascinou totalmente. Você e o autor Antonio Fábio me deram um jeito como denominar este período difícil. Pois tenho que suportar as minhas crianças – eu me casei um tanto tarde e hoje elas estão estudando – a minha envelhescência ainda nâo começou totalmente, pelo menos eu acho. Mas uma angústia difusa já me prendeu há muitos anos.
Perguntas sobre o significado e sentido do meu futuro e da minha vida, um tipo de medo e uma angústia  invadiram, a minha alma e a minha cabeça, quase me envenenaram.

Você me deu meios para contemplar este período de uma maneira mais otimista. Por isso eu te agradeço de todo o meu coração. No seu podcast eu recebi dicas para viver os próximos anos de uma forma mais agradável! Simplesmente mudar o ponto de vista ou mudar a forma como contar os nossos anos que ficam. De vez em quando as soluções são tão simples, né?
 

Moro na Suiça, onde não têm tantas horas de sol como no Brasil. Na minha opinão uma razão porque os povos do norte têm mais depressões do que os povos do sul.
 

Mas o que quis te contar é o fato de que todos da minha aula de português, sobretudo a nossa professora superlegal, Lucia Maria Borin, são fãs dos seus podcasts. Olhamos juntos, conversamos sobre eles e de vez em quando a nossa professora faz um ditado para treinar-nos, uma tarefa menos amada, mas útil.

Luciano, os seus podcasts estão tanto divertidos como úteis para nós estrangeiros. Eles nos dão muito para aprimorar o nosso domínio da língua e também a gente pode absorver muito da cultura brasileira. Você é a nossa ponte virtual para o Brasil. Obrigado pelo tudo. E se Deus quiser a gente vai se encontrar uma vez no mundo real.
Abraços”

Olha que legal…o Daniel, lá na Suíça, aprendendo a falar português com o Café Brasil e aproveitando pra mergulhar nas nossas reflexões…

Pois então, os assuntos que discutimos aqui não são mesmo brasileiros, são globais!

Um abraço Daniel e Lucia Maria e aos estudantes suíços. Olha só, o Daniel ganhou um livro porque comentou o nosso programa. E olha que português não é nem é o idioma dele! E você aí, que fala português todo dia, porque não comenta?

E então a Marinalva, que me assistiu numa palestra, pergunta: “Luciano, por que é tão difícil uma pessoa com mais de quarenta anos de idade conseguir trabalho?”.

Vixe… Lidei com essa questão em cada fase de meu desenvolvimento profissional.

Como jovem profissional, vi os “quarentões” sempre com muito respeito e admiração. Ficava extasiado com a capacidade daqueles grandes executivos de tomar decisões, comandar equipes, lidar com problemas complexos. Mas eu achava que tinha mais coragem que eles, que podia tudo, pois eu tinha 24 anos! Sozinho eu era capaz de mudar o mundo! Eu era o fedelho impertinente dando palpites em coisas que desconhecia. Com o tempo fui calibrando meu ímpeto, aprendendo com meus erros e sendo aceito pelos mais maduros. Afinal, se juventude é um problema, tem cura, não é? Foi um período de profundo aprendizado, que durou até meus 28 ou 30 anos.

Na maturidade percebi que não conseguiria mudar o mundo sozinho. Eu dependia de uma equipe excelente, que me permitisse combater os que não faziam e não deixavam fazer. Na maioria, “velhos ranzinzas que detinham o poder”.

Percebi a importância de liderar equipes, motivando e desafiando, servindo de exemplo e orientando os fedelhos impertinentes para canalizar a energia na direção certa. E fui me aproximando dos quarenta anos de idade. E dos velhos ranzinzas.Foi um período exuberante de conquistas e, acima de tudo, diversão, que durou até os 45 anos.

Após essa idade os acomodados começam a envelhecer, no pior sentido da palavra. Calam-se e viram figuras quase decorativas, assistindo às besteiras sendo feitas e esperando sua hora chegar.
Mas os inconformados ativos experimentam uma coisa louca: a bolsa escrotal perde a elasticidade. Ficam sem saco para ouvir absurdos, para aturar a repetição das besteiras, para lidar com idiotas, para dar murro em ponta de faca. Tornam-se contestadores, implicantes, chatos e negativos. E começam a incomodar o sistema com sua presença.

Deixam de ser convocados para as reuniões e eventos, são vagarosamente colocados para escanteio como se tivesse passado seu prazo de validade, a maioria na plenitude da capacidade, mas cometendo o pecado mortal de não ter mais saco para a comédia corporativa. Velhos ranzinzas.

To ficando velho

Tô ficando velho, já estou fazendo meus planos
De morar num pezinho de serra eu uma velha de 15 anos
De morar lá no pé de serra eu e minha velha de 15 anos
Tô ficando velho, já estou fazendo meus planos
Vou mora lá no pé da serra eu uma velha de 15 anos
Vou mora lá no pé da serra eu e minha velha de 15 anos
O homem nasce, cresce e fica velho
Aí é hora então de descansar
Comer na cama, muita mordomia
Ter alegria pra não se enfartar
Comer gostoso todo santo dia
Só carne macia pra se alimentar
Só uma coisa fico matutando
Vou trocar a minha velha por uma de 15 anos
Só uma coisa tá me machucando
Vou trocar minha velhinha por uma de 15 anos

Rarara…mas que musica machista! É TO FICANDO VELHO, de e com Edigar Evangelista dos Santos, o Edigar Mão Branca, lá de Macarani, na Bahia…o quê? Nunca ouviu falar dele? Pois saiba que o Edigar já tem 27 CDs gravados e é um sucesso no meio do forró brasileiro. Edigar Mão Branca você ouve onde?

Pois então… Se no reino animal é a degeneração física que torna os mais velhos obsoletos, quando ficam fracos demais para se defender e se alimentar, no reino humano são os estereótipos.

Os mais velhos são cheios de defeitos e manias já não tem energia para o trabalho é mais difícil comandar os mais velhos, pois tem opinião e contestam. Além disso, tem família, dores e compromissos que os mais novos não tem. Os mais velhos são mais caros estão por fora das novas tecnologias e ondas do mercado em geral são mais feios, menos gostosos, mais lerdos e… ranzinzas.

No universo profissional dos medíocres, os jovens tem futuro enquanto os velhos só tem passado. É assim que o processo funciona, Marinalva.

Se não fosse burro, seria apenas triste…

Muito triste

Ta tudo muito triste.
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais fácil
Cantar assim.

Ninguém consegue mais se espantar
Com esse jeito tão comum.
De cantar. E eu posso falar,
Eu tiro os outros. Por mim.

Ta todo mundo muito triste
Tentando ver os claros da vida
E cada dia fica mais difícil
Não se ver a escuridão.

Ninguém consegue olhar
Mais ninguém de frente.
Ninguém consegue mais
Se entregar contente

inguém consegue mais.
Abrir as portas do coração.

Ta todo mundo muito triste
Como se fosse quarta feira de cinzas
De um carnaval antigo.
Ta todo mundo muito triste
Cantando musicas triste.

E cada dia fica mais fácil.Cantar assim.

Eu tiro os outros por mim.
Eu tiro os outros por mim.

Ah…que saudades do Zé Rodrix… Essa ai é MUITO TRISTE, lá de 1974, um de seus clássicos.

E então a Suely Pavan, que escreve nas Iscas Intelectuais do portal Café Brasil, também entra no assunto trabalho versus idade.

Ao fundo você ouvira VELHO REALEJO, de Custódio Mesquita e Sadi Cabral, com Yamandu Costa e Dominguinhos…eu acho que essa eu já toquei aqui, mas merece um bis…

Parece que faz pouco tempo que as pessoas se deram conta de algo inevitável: todos envelhecem.

A diferença é que antigamente as pessoas mais velhas apenas se aposentavam e tudo ficava bem. A vida, porém, hoje se prolonga a passos firmes e fortes. Antigamente raros eram aqueles que chegavam aos cem anos. Hoje é comum. Ter cinqüenta anos hoje, por exemplo, é estar na metade da vida.

Ontem vi um filme cujo protagonista dizia ser de meia idade ele tinha apenas trinta anos. O filme não era velho, mas o conceito de meia idade está mudando a cada dia em função da melhoria de vida.

Se a vida está mais longa é natural que o mundo esteja se tornando também um local de gente mais velha. Antes o que valia era ser jovem. O mundo inalava juventude e o jovem parecia ser aquilo que ditava as regras. Era preciso se vestir como jovem, falar como jovem, e ter opinião de jovem. Agora a coisa mudou visivelmente, e é comum vermos, por exemplo, senhoras e senhores de cabelos grisalhos dirigindo seus automóveis pelas ruas de São Paulo. Ou ainda, fazendo corridas ou frequentando academias. Os mais velhos estão em todos os lugares, e esbanjando vida.

Os países civilizados de certa forma se prepararam para este envelhecimento do mundo. Se o mundo está envelhecendo, pensar ou repensar o papel produtivo parece que é algo natural e até uma simples conseqüência, mas não é bem assim que a coisa ocorre. Pelo menos por aqui, na nossa terra tropical.

Por aqui, ainda o modelo de contratação, por exemplo, segue os parâmetros da juventude. É comum e triste vermos vagas empresariais com restrições de idade. Muitas empresas tentam driblar a lei não colocando idades restritivas nas vagas, mas barrando os candidatos mais velhos no momento da seleção.

Continuam a burlar a constituição brasileira, que é muito clara quanto à questão do preconceito, seja ele o referente à idade, como também ao sexo, cor e religião.  Esta “burlada da lei” acaba deixando gente talentosa, mas com mais idade, fora do campo produtivo. Quem tem hoje cinqüenta anos, por exemplo, terá mais cinqüenta anos produtivos à sua frente. E o que fará neste tempo?

Uma boa opção é reciclar-se sempre. Aprender faz bem à saúde mental. Mas para fazê-lo é necessário dinheiro e um espírito de ferro para lidar com preconceitos existentes por parte daqueles que barram estas pessoas no mercado de trabalho.

Ministro vários cursos, dentre eles os cursos de ferramental de recursos humanos, e tenho ficado perplexa, para não dizer absolutamente pasma, ao verificar em todas as dramatizações (meus cursos são práticos) que no momento de confeccionar o perfil junto ao cliente as perguntas preconceituosas advêm da área de RH.

Justamente aqueles que deveriam estar “ampliando percepções”, como disse uma vez uma estagiária que tive, ao invés de fomentá-las.

Os RHs são os primeiros a perguntar aos clientes dados sobre idade, sexo e até religião. Quando lhes chamo a atenção para o fato nos cursos, ouço sempre as mesmas respostas esfarrapadas e devolvo que o cliente é quem deve manifestar os seus preconceitos, mas jamais ser persuadido por RH para tê-los!  

Velhos e jovens

Antes de mim vieram os velhos
Os jovens vieram depois de mim
E estamos todos aqui
No meio do caminho dessa vida
Vinda antes de nós
E estamos todos a sós
No meio do caminho dessa vida
E estamos todos no meio
Quem chegou e quem faz tempo que veio
Ninguém no início ou no fim
Antes de mim
Vieram os velhos
Os jovens vieram depois de mim
E estamos todos aí.

Olha que legal…Essa é Adriana Calcanhoto,com VELHOS E JOVENS,  de Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti. Você reparou na letra? Antes de mim vieram os velhos, os jovens vieram depois de mim…e estamos todos aí…

Há muitos e muitos anos trabalhei na área de seleção de uma grande instituição bancária, e lembro de uma vaga em particular. O diretor do banco que era francês e queria uma secretária com vivência na França, em função da cultura e de outros requisitos. Uma vaga difícil.

E fiquei muito feliz quando me deparei na triagem com uma linda negra de turbante e jeito sofisticado, que mostrou preencher todos os dados do perfil delineado pelo diretor.
Entusiasmada, fui correndo dizer à minha chefe que havia encontrado a candidata. Ela apenas me perguntou quem era. Mostrei-lhe discretamente a moça. Ela não me perguntou nada a respeito de seus requisitos profissionais apenas pegou a ficha da candidata de minha mão e colocou um sinal, que eu não entendi a princípio. Era uma espécie de código que, descobri depois, servia para dar retorno negativo a pessoas negras.

O mesmo sinal era usado para candidatos homossexuais, mulheres e pessoas que não cabiam no perfil nazista desta supervisora, que encheu o banco de gente com cabelos claros e de olhos azuis.

Apesar de o evento ter ocorrido há mais de vinte anos, eu nunca o esqueci. E hoje não douro a pílula e nem serei hipócrita ao afirmar que as empresas têm preconceito contra gente mais velha. Em centenas de cursos que já ministrei, vi se repetir aquilo que chamo de fenômeno da área de RH: tem medo de perder os seus empregos e na hora “H” não se poupa em manter preconceitos junto ao cliente, mas responde a pesquisas afirmando que contrataria uma pessoa com mais idade. Dizer “sim” a pesquisas e “não” para candidatos me parece mais uma maneira de ficar “bem na fita”, ao invés de encarar os próprios preconceitos.

A pessoa mais produtiva e descolada para quem eu tive a grande oportunidade de prestar serviço em minha vida tinha 81 anos de idade.

Todos os dias o Sr. Domingues ia trabalhar, dando consultoria na empresa que trabalhei, a Dinap do Grupo Abril. Ele não temia nada e nem ninguém. Possuía dois ingredientes importantes: Sabedoria e coragem. Aprendi muito com ele.  Hoje ele deve estar dando consultoria lá no céu, já que morreu há algum tempo.

Sabedoria e experiência são duas coisas que não se aprendem em nenhum curso. Elas chegam apenas com o tempo e com o real significado que damos a cada uma delas.

Quando as empresas não temerão estas duas essenciais competências?

Essa que você ouviu no podcast, é Clementina de Jesus, que quando gravou Santa Bárbara devia ter uns 120 anosde idade. A Clementina tinha perdido o prazo de validade?

Sabedoria e experiência… não tem jeito de obter isso sem tempo de vida, sabe?

Ouça este trecho interessante retirado do livro “Vivendo, Amando e Aprendendo” de Léo Buscaglia:

“… E depois essas idéias malucas e autodestruidoras sobre a idade! Sabe, já comentei que era triste estarmos numa sociedade que realmente põe a idade num lugar tão estranho. Como, de repente, quando você chega a uma certa idade mágica, não presta mais para nada….Você quer usar um vestido de lantejoulas vermelhas aos 87 anos e tingir os cabelos de roxo? E andar de patins? Pois faça isso!

Sabe, detesto termos como “ancião”. É melhor ser chamado homem, melhor ser chamada mulher, pois é isso que são.

Nós nos esquecemos de que gente como  Galileu, escreveu seu último livro aos 74 anos…Michelangelo tinha 71 anos quando foi nomeado supervisor da Capela Sistina…Duke Ellington foi rejeitado pela Comissão do prêmio Pulitzer aos 66 anos, e disse: “Bem, Deus não quis que eu ficasse famoso demais ainda muito jovem.”…Susan B. Anthony, foi presidente das feministas até os 80 anos, e andava pela rua batendo no tambor. Foi presa aos 52 anos de idade, por votar. Foi à cabine e disse: “Quero votar. O que é isso, mulher não vota? ”Teve uma nova experiência: a cadeia!… George Bernard Shaw fraturou a perna aos 96 anos. E sabem como foi: Caiu da árvore que estava podando…”

Pois é…você ainda acha que é a idade física que determina o prazo de validade das pessoas? Eu não… Eu acho que a gente perde a validade quando decide parar de aprender. É aí que começamos a morrer… Eu faço como o Ze Rodrix, sabe? Tiro os outros por mim…

Altos e baixos

Eu tô botando dúvida
Eu tô botando defeito
Eu tô prestando pra nada
Tô ficando obsoleto de mim
Ficando absolutamente não afim
Eu tô na crista da onda
Eu tô fazendo sucesso
Tô no topo do cristo
Sou o motor do progresso
faço tudo pra chegar no primeiro lugar
Que eu nem sie onde é, mas deve
Ser melhor do que aqui
Eu fico frio de medo
Eu fico cheio de dedo
Eu tô prestando pra nada
Tô querendo me livrar de mim
Eu fico transparentemente não afim
Eu sou o herói do momento
Eu sou a capa da veja
Eu sou o tampa de crush
Sou a loura da cerveja Schin
Eu sou a nova coqueluche do inverno
Pobre feliz de mim
Eu fui tirando do time
Tô em regime de fome
Eu tô prestando pra nada
Tô perdendo a validade de mim
Eu fico aparentemente não afim
Eu tô nadando em dólares
Eu fiz o gol da vitória
Eu sou o centro da história
Eu sou o aço da Votorantim
Eu sou Jesus tirando férias no inferno
Pobre feliz de mim

E é assim, ao som de ALTOS E BAIXOS, de Lula Queiroga e Yuri Queiroga com o próprio Lula e o Lenine, uma daquelas pérolas que só a gente toca, que o Café Brasil de hoje que tratou de trabalho e idade, vai saindo de fininho.

E é assim, ao som de ALTOS E BAIXOS, de Lula Queiroga e Yuri Queiroga com o próprio Lula e o Lenine, uma daquelas pérolas que só a gente toca, que o Café Brasil de hoje que tratou de trabalho e idade, vai saindo de fininho.

Com o velhinho Lalá Moreira na técnica, a velhinha Ciça Camargo na produção e eu, o envelhescente Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Daniel Prinzing, Suely Pavan, Léo Buscaglia, Edigar Mão Branca, Zé Rodrix, Yamandu Costa com Dominguinhos, Adriana Calcanhoto, Lula Queiroga com Lenine e Clementina de Jesus.

Este é o Café Brasil, um programa feito para todas as idades, que sabe que sua audiência é feita de gente inteligente e interessada em crescer. Um público selecionadíssimo, formador de opinião e que sabe muito bem o que quer. Tenho orgulho dele, sabe? Vem pra cá, junte-se a nós.  www.portalcafebrasil.com.br

Pra terminar, uma frase da romancista estadunidense Madeleine L’ Engle:

O lado grandioso de envelhecer está em não perder todas as outras  idades que vivemos.

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