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Luciano Pires -

O programa abre com ninguém menos que Albert Camus: “A esperança, ao contrário do que se crê, equivale à resignação. E viver não é resignarmo-nos”. Hummmm… Será que é por aí? Como é que você anda? Satisfeito? Enraivecido? Indignado? Espero que qualquer coisa, menos resignado. É esse o tema do programa, que recorre a um texto do escritor e poeta uruguaio Mario Benedetti para tratar até mesmo de eleições. Na trilha sonora, o grupo Vou Vivendo, 14 Bis, Gilberto Gil, Agenor de Oliveira, Gilson Peranzetta com Mauro Senise, Alcione e o grupo Fundo de Quintal. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite. E daí, como é que você está? Tá animado? Tá desanimado? Conformado? Resignado? Enraivecido?

É, meu caro, tomara que você esteja alguma coisa, menos resignado…

É sobre isso que vamos tratar hoje, começando com o escritor e filósofo francês nascido na Argélia, Albert Camus:

A esperança, ao contrário do que se crê, equivale à resignação. E viver não é resignarmo-nos.

Hummmm… O que você achou da frase de Camus? “A esperança, ao contrário do que se crê, equivale à resignação. E viver não é resignarmo-nos”. Será que é por aí? Não acho que viver seja resignar-se. E já falei neste programa sobre “esperança” do verbo esperar e esperança do verbo esperançar…

A esperança do esperar pode sim ser considerada resignação. Espero que as coisas mudem, espero que um milagre ocorra, espero que o dinheiro apareça, espero que a cura surja… E enquanto espero, sem atuar para que as coisas aconteçam, estou resignado.

Por isso não concordo que esperança possa equivaler à resignação. Mas é bom lembrar: esperança pra mim vem de esperançar, e não de esperar.

Ponta de esperança  

Agora imagine teu corpo sem nada 

Sem nada que possa negar sua luz 

E cada lugar tocado por nós 

Vai ser além do mal

Brilhar além do todo azul

Ah! festejar o chão

Dança menina

Clareira

Ponta de esperança

Clareira

Ponta de esperança

A porta dos coração

Sempre aberta pra nós

A estrela da sorte que acontecer

Toda massa de sol despencando no mar

Todo amor

Será porque será por prazer

Que nunca venha a ser contra nós

Você vai ouvir aqui, no podcast, o 14 Bis com PONTA DE ESPERANÇA, DE Flávio Venturini, Vermelho e Marcio Borges… 14 Bis. Um som que ficou datado, super anos setenta e começo de oitenta, mas que fez a cabeça de muita gente….

Assistindo à ginástica verbal dos presidenciáveis tentando justificar certas alianças inexplicáveis, lembrei-me de Mário Benedetti, um dos maiores escritores e poetas do Uruguai. Em sua novela A Trégua, lançada em 1960, encontrei um trecho que me chamou a atenção.

A fundo você está ouvirá o grupo Vou Vivendo com ESPERANDO A FEIJOADA de Tadeu Franco e Heraldo do Monte…olha que delícia….

Mário Benedetti escreveu assim:

“Ele me perguntou se eu achava que tudo estava melhor ou pior do que cinco anos atrás, quando ele foi embora. `Pior`, responderam minhas células por unanimidade. Mas depois tive que explicar. Ufa, que tarefa.

Porque, na verdade, a corrupção sempre existiu, o acordo também, as negociatas, idem. O que está pior, então? Depois de muito espremer o cérebro, cheguei à conclusão de que o que está pior é a resignação.

Os rebeldes passaram a semi-rebeldes, os semi-rebeldes a resignados. (…) Não se pode fazer nada, as pessoas dizem. Antes só quem queria conseguir algo ilícito é que subornava.

Agora, quem quer conseguir algo lícito também suborna. E isso significa relaxo total.”

Benedetti dizia que “o que está pior é a resignação” em 1960, lembra hein?,  quando havia uma clara divisão entre esquerda e direita, a guerra fria assombrava a todos, Fidel acabara de derrubar Fulgêncio Batista em Cuba e a juventude estava tomada pelo ideal romântico da revolução que viraria o mundo de cabeça para baixo nos vinte anos seguintes!

Tudo que não havia era resignação, pô!

Se Benedetti achava que as pessoas estavam resignadas lá em 1960, o que acharia hoje, quando o mundo virou um balcão de troca? Quando vale tudo para obter ou manter o poder? Quando quem se rebela é atacado pelas patrulhas do politicamente correto? Quando “é feio” dizer na cara de um mentiroso que ele está mentindo? Quando quem reclama e grita é considerado mal educado?

Repito: se Mário Benedetti achava que estávamos resignados em 1960, acharia o que hoje?

Que estamos resignadíssimos? Resignadassos? Resignados ao cubo? Resignadalhos? Hiper-Mega-Resignados?  Resignadásticos? Eu sei lá.

Pois eu acho que o adjetivo é “frouxos” mesmo.

Jeca total

Jeca Total deve ser Jeca Tatu

Presente, passado

Representante da gente no senado

Em plena sessão

Defendendo um projeto

Que eleva o teto

Salarial no sertão

Jeca Total deve ser Jeca Tatu

Doente curado

Representante da gente na sala

Defronte da televisão

Assistindo Gabriela

Viver tantas cores

Dores da emancipação

Jeca Total deve ser Jeca Tatu

Um ente querido

Representante da gente no olimpo

Da imaginação

Imaginacionando o que seria a criação

De um ditado

Dito popular

Mito da mitologia brasileira

Jeca Total

Jeca Total deve ser Jeca Tatu

Um tempo perdido

Interessante a maneira do tempo

Ter perdição

Quer dizer, se perder no correr

Decorrer da história

Glória, decadência, memória

Era de Aquarius

Ou mera ilusão

Jeca Total deve ser Jeca Tatu

Jorge Salomão

Jeca Total Jeca Tatu Jeca Total Jeca Tatu

Jeca Tatu Jeca Total Jeca Tatu Jeca Total

Oba! Essa foi trilha da novela SARAMANDAIA, que quem viu não esquece. Gilberto Gil com Jeca Total. Gil diz que com essa música pretendeu fazer uma metáfora da emancipação do homem brasileiro, do Jeca Tatu miserável e doente para o Jeca Total idealizado do brasileiro atuante e politizado. E Jorge Salomão surge ao final da melodia como exemplo de um brasileiro que sai do sertão para ganhar o mundo como um modelo de emancipação. Muito bom. Gil no Café Brasil!

Mas o texto de Benedetti continua. E é aí que o bicho pega:

“Mas a resignação não é toda a verdade. No princípio foi a resignação depois, o abandono do escrúpulo mais tarde a co-participação. Foi um ex-resignado quem pronunciou a famosa frase: `Se os de cima levam o deles, eu também levo o meu`. Naturalmente, o ex-resignado tem uma desculpa para sua desonestidade: é a única forma de os outros não tirarem vantagem dele. Ele diz que se viu obrigado a entrar no jogo, porque caso contrário seu dinheiro valeria cada vez menos e seriam cada vez mais numerosos os caminhos corretos que se fechariam para ele. Continua mantendo um ódio vingativo e latente contra aqueles pioneiros que o obrigaram a seguir esse caminho. Talvez seja, no final das contas, o mais hipócrita, já que não faz nada para se safar. Talvez seja também o mais ladrão, porque sabe perfeitamente que ninguém morre de honestidade…”

Alguma familiaridade no texto de Benedetti com o que você anda assistindo? Pois é…

Onde está a honestidade

Você tem palacete reluzente

Tem jóias e criados à vontade

Sem ter nenhuma herança ou parente

Só anda de automóvel na cidade…

E o povo já pergunta com maldade:

Onde está a honestidade?

Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente

E embora não se saiba se é verdade

Você acha nas ruas diariamente

Anéis, dinheiro e felicidade…

Vassoura dos salões da sociedade

Que varre o que encontrar em sua frente

Promove festivais de caridade

Em nome de qualquer defunto ausente…

Você vai ouvir, no podcast, o carioca Agenor de Oliveira cantando Noel Rosa, com ONDE ESTÁ A HONESTIDADE… O Agenor parece com o Paulinho da Viola, não é? Pois eles tem a mesma origem e jogavam peladas juntos quando crianças. Essa música é de 1933. Putz, a gente já procurava a tal honestidade desde aquela época…Agenor de Oliveira com Noel Rosa no Café Brasil!

No dicionário, “resignado” é o que se submete pacientemente a uma força superior. Que suporta um mal sem se revoltar conformado.

O resignado aceita uma situação sem ter a intenção de mudá-la. Quando julgamos que uma situação é ruim além de nossas forças, quando decidimos que ela  é imutável, nos resignamos.

Sobre essa questão da resignação e da esperança, existe uma lenda da mitologia grega que trata do assunto, é a estória da A caixa de Pandora.

Ao fundo você está ouvindo DIZ, CARRILHO, a homenagem de Gilson Peranzetta e Mauro Senise ao grande Altamiro Carrilho.

Certo dia, o poderoso Zeus decidiu castigar os homens porque se tinham tornado malvados e soberbos. E chamando o seu filho Vulcano, ordenou-lhe: -Necessito que me fabriques rapidamente uma mulher.

O ferreiro divino, que tinha chegado a coxear e distraído ao trono do pai, sobressaltou-se ao ouvir aquilo.

-Fabricar uma mulher? -exclamou. Mas, senhor, isso é muito mais difícil que forjar a armadura de Marte ou cinzelar o escudo de Minerva.

Mas ante a insistência de Zeus, o feio Vulcano, obediente, começou a fabricar a mulher que o pai lhe pediu com tanto interesse.

Com os braços vigorosos, modelou-a habilmente até a fazer, em tudo, semelhante às belíssimas deusas. Finalmente, deu-lhe por alma una faísca de fogo divino que ardia nos imensos fornos do Olimpo.

Zeus quis oferecer um presente à belíssima mortal, antes de a enviar junto aos mortais.

– Dou-te o nome de Pandora, graciosa donzela! -disse Zeus-. O teu nome significa a mulher “de todos os dons”. Ofereço-te este cofre para que leves contigo quando desceres à Terra. Contém todos os males que podem fazer chorar, sofrer, destruir os homens. Não a abras por nada deste mundo. Se o fizeres, os males espalhar-se-ão pela Terra, enquanto que aqui permanecerão encerrados, eternamente presos, sem que possam prejudicar ninguém.

A mulher recém criada recebeu com gratidão o dom de Zeus e, sobre um magnífico carro, desceu à Terra, onde o Destino a tinha feito esposa do rei Epimeteo, irmão de Prometeu.

A curiosidade de Pandora, pouco a pouco, começou a inquietar o seu pensamento. Que continha o bonito cofrezinho oferecido por Zeus? Todos os males? E se abrisse só um bocadinho a tampa e olhasse com precaução pela fresta para ver como eram?

Pandora levantou a tampa, e inclinou o rosto para a pequena abertura, mas teve que se afastar rapidamente, assustada. Um fumo denso, negro, acre, saía em enormes espirais do cofre, enquanto horríveis fantasmas invadiam o Mundo e obscureciam o Sol.

Eram todas as doenças, todas as dores, todas as fealdades e todos os vícios. E todos eles, rápidos, incontroláveis e violentos, saiam do cofre entrando nas tranquilas casas dos homens.

Em vão, Pandora tentou rapidamente fechar o cofre, cortar a saída dos males, remediar o desastre. O Destino inexorável se cumpria e, desde então, a vida dos homens foi assolada por todas as desventuras desencadeadas por Zeus.

Quando todo o fumo denso desapareceu no ar e o cofre parecia vazio, Pandora olhou para o interior, e viu que ainda lá estava um gracioso passarinho. Era a Esperança.

Fechou rapidamente o cofre impedindo, assim, que a Esperança se escapasse como o resto do seu conteúdo.

Desta maneira, a Esperança dos homens conserva-se guardada no cantinho mais profundo dos nossos corações.

Pode esperar

Não pra que lamentar

Se o que aconteceu

Era de se esperar

Se eu lhe dei a mão

Foi por me enganar

Foi sem entender

Que amor não pode haver

Sem compriensão

A desunião tende aparecer

E aí esta

O que aconteceu

Você destruiu o que era seu

Veja só

Você entrou na minha vida

Usou e abusou fez o que quiz

Agora se desespera

Dizendo que é infeliz

Não foi surpresa pra mim

Você começou pelo fim

Não me comove o pranto de quem é ruim

E assim

Quem sabe essa magoa passando

Você venha a si redimir

Dos erros que tanto insistiu

Por prazer

Pra vingar-se de mim

Diz que é carente de amor

Então você tem que mudar

Se precisar pode me procurar

Fala verdade. O bom samba é irresistível. Aqui você ouve, no podcast, a grande Alcione com PODE ESPERAR, de Roberto Correa e Sylvio Son. Você reparou na letra? Minha construção é forte/sou madeira, sou de morte/ faça o vento o que quiser…é isso aí. Alcione, bem vinda ao Café Brasil!

Pois é… Existe uma diferença imensa entre aceitar aquilo que não pode ser mudado e aceitar aquilo que pode ser mudado.

A cada dois anos passamos por um processo de eleições quando o tema da resignação surge com todas as forças: todo político é bandido, ninguém presta, nada vai mudar, sempre foi assim então vou me resignar. Mas minha resignação não é passiva, é ativa: voto nulo, voto em branco, voto em quem vai perder mesmo.

Assim não faço parte do jogo. Que tipo de resignação é essa? É a resignação de quem aceita o que pode ser mudado. Sacou?

Quando o político que eu permiti que assumisse o poder aprova uma lei, o impacto será sobre toda a sociedade. Mesmo que eu tenha me recusado a participar do circo, votando nulo, o político foi escolhido e colocado numa posição que permite que ele influencie sobre minha vida. Minha resignação ativa, de aceitar o que pode ser mudado por acreditar que nada vai mudar, permitiu que alguém tomasse decisões por mim.

A capacidade de diferenciar situações que podem ser mudadas das que não podem é fundamental para quem quer fazer algo mais que viver como um bovino.

Vai chover? Não posso fazer parar a chuva, mas posso tomar providências para me adequar a ela.

Estou doente? Não tenho culpa. Mas tenho culpa de não buscar a cura.

Me chefe é um idiota? Não posso mudá-lo. Mas talvez eu possa mudar meu comportamento e assim mudar nossa relação.

Sacou como é? Quem escolhe resignar-se diante do que pode ser mudado, por conformismo, preguiça ou ignorância, não tem mais esperança.

E sem esperança, não é possível viver…

Resignação

Não pra que lamentar

Se o que aconteceu

Era de se esperar

Se eu lhe dei a mão

Foi por me enganar

Foi sem entender

Que amor não pode haver

Sem compriensão

A desunião tende aparecer

E aí esta

O que aconteceu

Você destruiu o que era seu

Veja só

Você entrou na minha vida

Usou e abusou fez o que quiz

Agora se desespera

Dizendo que é infeliz

Não foi surpresa pra mim

Você começou pelo fim

Não me comove o pranto de quem é ruim

E assim

Quem sabe essa magoa passando

Você venha a si redimir

Dos erros que tanto insistiu

Por prazer

Pra vingar-se de mim

Diz que é carente de amor

Então você tem que mudar

Se precisar pode me procurar

E é assim, ao som de RESIGNAÇÃO, de Dona Ivone Lara e Hélio dos Santos com o grupo Fundo de Quintal que o Café Brasil que tratou de resignação, esperança de esperar e de esperançar, vai embora. Olha só. Isso é que é pagode!

Olha, eu vou mas volto, viu? Ah, se volto…

Com nada resignado Lalá Moreira na técnica, a esperançosa Ciça Camargo na produção e eu, o incomodado Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o grupo Vou Vivendo, 14 Bis, Gilberto Gil, Agenor de Oliveira, Gilson Peranzetta com Mauro Senise, Alcione e o Grupo Fundo de Quintal.

Ei, sabe onde tem uma turma que é tudo menos resignada? No portal Café Brasil. Deixe de ser resignado, vá lá e coloque um comentário na página deste programa: www.portalcafebrasil.com.br.

E pra terminar, uma frase do romancista britânico William Somerset Maugham que um dia escreveu a incômoda verdade:

A coisa mais útil sobre um princípio é que ele pode ser sacrificado pela conveniência.

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