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Luciano Pires -

Quando provocamos os ouvintes para que mandassem mensagens, não pensamos que receberíamos tanta coisa legal. Pois o programa da semana bota os ouvintes pra trabalhar. É feito inteirinho apenas com depoimentos de ouvintes, dando uma idéia dos desdobramentos que um podcast pode causar na vida das pessoas. Dá orgulho ver que é possível montar um programa só com a opinião dos ouvintes, sabe? Mostra que ouvinte do Café Brasil tem café no bule! Obrigado a vocês que escrevem, obrigado aos que não escrevem mas pensam em um dia escrever. Quando dizemos que fazemos este programa juntos é verdade. Na trilha sonora a festa de sempre: Almir Sater, Helio Ziskind, Trio Esperança, Vania Bastos, MPB4 e Nana e Dorival Caymmi. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu, sabe o que é que dá mais trabalho ao fazer este programa? É pesquisar os assuntos, escrever e amarrar tudo. Que preguiça! Vou ter que dar um jeito hoje. Quando provoquei os ouvintes para que mandassem mensagens pra gente, não pensei que receberia tanta coisa legal. Pois hoje que eu to com preguiça, vou vagabundear um pouco e botar os ouvintes pra trabalhar. Nós vamos fazer, de quando em quando, um programa só com os textos dos ouvintes, como o de hoje.

Aproveitando que vou ficar aqui fazendo nada, que tal começar com uma frase de Alfred E. Newman, aquele personagem de dente separado e sardas da revista MAD?

Quem disse que nada é impossível? Algumas pessoas fazem isso todo dia.

Pois então. Mas antes de mais nada, deixa eu dizer uma coisa: sabe que eu fico orgulhoso de poder pegar os comentários que os ouvintes escrevem para transformar em conteúdo do programa?

Ô meu, isso é o máximo, mostra comprometimento, vontade de colaborar e me dá a certeza de que temos algo mais que uma simples relação de ouvintes passivos. Ouvinte do Café Brasil é ouvinte ativo!

Bom, hoje não tem sorteio. Vou usar cartas de quatro ouvintes, até pra dar pra você uma idéia das coisas legais que a turma me escreve. Cada ouvinte que participar do programa vai ganhar um exemplar de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA.

Mas eu vou dar uma dica. Sempre que anuncio um ganhador do livro, fico esperando que ele entre em contato. Nunca aviso sobre o premio, que é pra não estragar a surpresa, pô. Assim, se você é um dos ganhadores  e não recebeu o seu prêmio, é porque não escreveu pra gente mandando o endereço. Fica esperto…

E começo com o Marcelo Mirabelli. Ah, a trilha sonora vai ser pra quem quer tirar uma sonequinha, tá bão?

“Boa tarde, Luciano!!! É primeira vez que lhe envio um comentário, poderia oferecer várias desculpas mas a verdade é que fui preguiçoso. Quando começo a escrever não paro mais e, sinceramente, achei que você não teria tempo.

Quanto ao ouvinte de podcast, acho que é um público, no mínimo, diferenciado, apesar do conteúdo, da trilha sonora, das iscas intelectuais, em geral, as pessoas não alcançam, não conseguem contemplar… risos…

Conheci o Café Brasil há três meses, quando ouvi “A tristeza do Jeca”, e pensei: Porque não pensei nisso antes? Comecei a “baixar” todos os episódios anteriores e descobria que um era mais atual que o outro, me encantei com os textos de Rubem Alves.

Atuo como professor universitário, decidi apresentar para meus alunos, por incrível que pareça, poucos experimentaram. Não digo que não gostaram, eles sequer tentaram. Mas, acredito que é uma questão de cultura, espero que, em breve, mude…

Sei que os anunciantes gostam de números, gostaria de apresentar algumas ideias que foram inspiradas em seus podcasts:

A inclusão do movimento escoteiro no projeto Veredas: Há dois anos, estudantes e professores, desenvolvem o projeto Veredas, que visa atender entidades sociais que atendam crianças e adolescentes na região sul de São Paulo, desde a captação de recursos através da organização de almoço beneficente até a regularização de documentos junto a órgãos do governo.

Depois de escutar “A fábrica de líderes”, contatei alguns amigos, que contataram outros e levamos o movimento escoteiro para o bairro do Varginha no extremo sul de São Paulo. A ideia foi apresentar novos valores, novos horizontes às 36 crianças e adolescentes atendidas pela Associação Casa Lar do Caminho. Mais do que as crianças, os universitários adoraram as apresentações, a desinibição, a pro-atividade dos escoteiros…

Projeto Vagalume: Depois de ouvir “O vagalume”, não tive mais dúvidas sobre o nome do projeto. Estamos oferecendo 500 bolsas de estudos, inclusive material didático, através do Programa Escola da Família mas ouvi também “O custo da educação” e decidi concentrar a oferta nos cursos de licenciaturas. Estabelecemos uma parceria com a Diretoria de Ensino e focamos a divulgação entre os professores da rede estadual de ensino para que eles cursem uma segunda licenciatura.

Acalanto

É tão tarde
A manhã já vem
Todos dormem
À noite também
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném

Lá no céu
Deixam de cantar
Os anjinhos
Foram se deitar
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar
“Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta”

Uau! Você acha que dá pra tirar uma soneca com um e-mial como esse? Não, né. Vocês estãou ouvindo ACALANTO, de Dorival Caymmi, com ele e a filha Nana Caymmi. Não é o máximo?

Agora, faça as contas comigo, pense no efeito multiplicador, no efeito exponencial do podcast. Eu sou ouvinte de podcast e com esse projeto impactaremos, diretamente, 500 professores da rede pública estadual, esses professores, além de, pelo menos, 40 crianças por dia, durante o fim de semana desenvolveram atividades nas 50 escolas estaduais da região sul de São Paulo. Agora, com o apoio de empresas e do movimento escoteiro… risos… talvez seja pretensão mas quantas pessoas esses podcasts impactarão positivamente? Como você diz, pretendemos estabelecer a diferença entre consumidores e cidadãos.

Por último, para que não seja tão longo, em 2011, inauguraremos o primeiro clube do áudio livro, seja pelo motivo que for, você já comentou sobre isso, os universitários não gostam de ler. Ao invés de ficar insistindo, pretendemos apresentar o fantástico mundo da literatura através do áudio livro. Sei que muita gente vai dizer: – Mas assim que eles não vão ler mesmo… Pode ser… Mas o fato é que eles já não lêem. A proposta é desenvolver a interpretação de textos, desenvolver a imaginação através da literatura, aqueles que gostarem, com certeza, procurarão novos livros e a quantidade títulos de áudio livros ainda é pequena… risos… Aí, eles terão que ler…

Ahhh, só para que você saiba que não está sozinho quando tenta contatar as empresas e elas não respondem… O que é mais importante para uma editora do que vender livros??? Eu também não sei… Para coibir e não incentivar a pirataria, apresentei a ideia do clube do áudio livro, não pedi “downloads” gratuitos, não pedi descontos, a única contribuição da editora seria permitir um único “download” para cada estudante. Nenhuma editora, nem mesmo respondeu.

Parabéns ao Itaú Cultural. Eu gostaria de ter o poder de decisão para patrocinar o Café Brasil.

Desde já, agradeço por acreditar no Café Brasil. Eu adoro.”

Sono de Gibi

Num clic,
A luz apaga
Parece que
A gente
Escuta mais
Um tic tac,
Um pingo no banheiro
A gente escuta até o nariz…

No teto
A sombra da veneziana
No braço da cadeira,
A manga do casaco
Parece um bicho… uma
Cobra… um sapo… sei lá,
Será que vai mexer?…

Melhor nem ver,
Melhor escutar o zumbido
Do sono de gibi
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

Sono de gibi
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

Zzzzzzzzzzzzzz Que delícia… você ouve SONO DE GIBI, do Helio Ziskind… não dá vontade de ficar aqui na rede, balançando…

E então vem o Emerson Castro. E vem de longe… olha só:

“Caro Luciano, muito bom dia. Meu nome é Emerson e, confesso, sou seu ouvinte e leitor há apenas 3 meses, mas sabe? Parece que já o conhecia há anos. Moro em Porto Velho, Rondônia (isso mesmo, quase 3.000 kmts de distância). Nesses 3 meses, passei a segui-lo também no Twitter e Facebook. Mostro sempre seus posts a minha esposa e ela igualmente os adora. Já lotei a memória do meu smartphone baixando seus mais de 220 podcasts e, isso tem tomado um tempo precioso, que se tornou ainda mais precioso a cada um que ouço.

Envio este e-mail apenas para partilhar com você o nosso júbilo a cada podcast baixado e atentamente absorvido. Eu e minha esposa tínhamos planos de mudança de vida, para um ritmo mais lento, porém igualmente produtivo, com mais contato com nossos filhos, e para nós mesmos, como casal eternamente apaixonados que somos.

Seu programa reforçou essa intenção de mudança. Ainda não sabemos ao certo o que o futuro nos reserva, mas saiba que, graças ao amor com o qual realiza seu programa e seu desprendimento em manifestar sem medo o seu pensamento moderno (sim, achamos você moderno, velhinho…!) já decidimos ir lá com ele (o futuro) e ver qual é…!

Estamos acelerando nosso projeto de vida, e passo-a-passo, o manterei, querendo ou não, informado do que temos conversado com o esse tal futuro. Nossos 38 anos de vida (eu e ela) se tornaram 18, e nos sentimos energizados ante a possibilidade de um início de vida madura totalmente novo e desconhecido.

Mantenha seu ritmo em ajudar na mudança comportamental de muitos que, como nós, só estava precisando de um “empurrãozinho”, para levantar do sofá e ir a luta, ou ao diálogo, com esse amigo chamado “futuro”. Um grande abraço desse casal de “pré envelhescentes de Rondônia”! E até breve!”

Ô Emerson de Rondônia! Você me botou uma responsabilidade no colo, hein cara? Me deixa arrepiado.

Bicho preguiça

Seu bicho preguiça
Descança no galho
Se agarra no pau
Barriga pra cima
Cabeça pra baixo
É fera no topo
É um animal
Deixa lá,
Deixa lá,
Deixa lá

Tatu bicho doido
Pensa que é xarango
E começa a cantar
Cavuca um buraco
No pé da figueira
Tatu, bem ou mal
é um underground
é um underground

E a loira mariposa
Esvoaça elegante
Na noite é esposa do amante
Amante do orgasmo
E é livre para amar

Oba…que legal aí no fundo você ouviu o Almir Sater com BICHO PREGUIÇA, dele e de Paulo Klein…

E então chega o Junior Vicios, que está viciado no Café Brasil, olha só…

“E aí Luciano, tudo bom ? Nunca comentei em nenhum podcast seu, embora já devo ter o prazer de ouvir todos os seus podcasts e também já li vários de seus artigos. Sem dúvida, todos os podcasts que ouvi vão fazer parte de uma bagagem que vou levar comigo para o resto de minha vida. Sim, coisas que vou lembrar no meu jeito de ser, no meu modo de agir e de pensar. Como vou esquecer da palavra “imensurável”, depois de ouvir você lendo o texto da Mirian Maccari, no podcast “amigos que perdemos”.?

E me diz uma coisa, como vou esquecer aquele incrível texto da Ane Poroca sobre a “nordestinada”.  Também levei um choque ao perceber que “gente invisível” também existe, nunca fui rude, sempre procuro tratar bem as pessoas a minha volta, não importa a posição social, roupas que estão vestindo, na verdade eu procuro tratar todos iguais nem mais, nem menos importantes, afinal vamos acabar todos é na terra dos pés juntos. E a trilha sonora, heim. Me lembro de quando uma ouvinte sugeriu que fizesse uma coletânea com algumas músicas que você achasse, hum… relevante para nós que fazemos parte dessa tribo, que temos a honra de ter você como líder.

Sobre hoje, esse podcast motivou meu primeiro comentário, talvez deve ser relacionado com a minha busca de um … Deus. Tenho 20 anos, nunca gostei da idéia de igreja, nunca achei que Deus iria ficar triste comigo por esse mês não conseguir separar 20% do meu salário para ele, nunca imaginei Deus me cobrando a vida toda, sempre imaginei que talvez ele quisesse que eu fosse feliz e que respeitasse os outros.

Se Deus existe, ou não, eu não sei. Só sei que vou ser feliz e curtir a minha vida da melhor maneira possível. E no final, qualquer coisa eu me acerto com ele.

Obrigado Luciano e desculpe a minha pouca intimidade com a gramática, eu não sou um gigolô das palavras.”

Sonora garoa

Sonoro sereno
serena garoa
pela madrugada
não faço nada que me condene
a sirene toca
bem de manhãzinha
quebrando o silêncio
sonorizando a madrugada

Passa o automóvel
na porta da fábrica
o radinho grita
com voz metálica
uma canção

Sonora garoa
sereno de prata
sereno de lata
reflete o sol
bem no caminhão

Ah, que delicia…. essa que você acabou de oubir é SONORA GAROA, do Passoca, na voz suave de Vania Bastos…

E então escreve o Alexandre:

“Ola Luciano estou escrevendo para dizer que adoro seus programas. Que você faz é demais que suas colocações são de muita pertinência, que o podcast é uma maravilha de veiculo de comunicação e… Brincadeirinha.Na verdade escrevi essas coisas pois como percebo que seu ego (vaidade) é enorme e que você apenas da prêmios para quem te elogia então comecei assim para ver se ganho um livrinho.HAHAHA

Não vá ficar bravo pois afinal e você quem prega o bom humor. Na verdade acompanho você há muitos anos e ate lhe contratei como palestrante para minha empresa, porém realmente me incomoda que uma pessoa tão interessante necessite tanto de elogios ao invés de criticas construtivas. Obrigado por colocar tantas boas musicas e ideias razoavelmente inteligentes. Grande abraço. Alexandre.

P. S. Que vergonha o seu patrocinador fez com nossas novas mamães hein… Bem que nosso amigo do podcast “grana” nos alertou..”

Bem, nem todos os emails são elogios. Às vezes vem uma provocação inteligente, noutras vem bobagens como essa que acabo de ler.

O assunto mencionado pelo Alexandre sobre a “vergonha” do meu patrocinador é relatado num post feito por Lisa Hernandes no blog: http://www.aleitamentomate rnosolidario.blogspot.com/

Outro dia uma amiga foi impedida de amamentar seu bebê no espaço de Exposição do Itaú Cultural, a monitora disse que só era permitido amamentar na enfermaria dos bombeiros, que fica alguns lances de escada acima, a sala estava fechada, foi uma confusão.

O diretor do Itaú Cultural, ao saber do incidente, imediatamente desculpou-se em nome da instituição, e tomou medidas de treinamento e informação da equipe para que isso não volte a acontecer.

Não só a diretoria pediu públicas desculpas pelo incidente como a partir disso, o Itaú Cultural se orgulha de propagar que é um espaço que dá boas vindas e apóia todas as mães que amamentam.  O Itaú Cultural oficialmente apoiou oficialmente uma manifestação de mães, que de protesto se transformou em evento de promoção do aleitamento em espaços públicos! Do limão se fez a limonada! Teve falas, apresentação de uma parte do DVD Amamentação sem mistério, visita monitorada à exposição e por fim um lanche de confraternização.

É a Lisa quem diz:

“Vamos participar e mostrar para a sociedade que nossas crias são de maternas mamíferas! A presença de mães é fundamental para que possamos divulgar o exemplo do Itaú Cultural, de transformar os espaços culturais em espaços amigáveis a mães que amamentam.

Como disse o diretor, Eduardo Saron: “Os bebês podem começar a conviver com a cultura ainda durante a fase de amamentação. Certamente crescerão e se tornarão adultos dentro dessa atmosfera, se apropriando e ajudando a divulgar a cultura do nosso país.”

Viu só? Tenho orgulho de meu patrocinador, o Itaú Cultural!

Ah, Alexandre, não precisa escrever não, viu. Você não ganhou um livro.”

A noite

A noite tem bordado
Nas toalhas dos bares
Corações arpoados
Corações torturados
Corações de ressaca
Corações desabrigados demais

A noite tem falado
Nas cadeiras dos bares
De paixões afogadas
De paixões recusadas
De paixões descabidas
De paixões envelhecidas demais

A noi…te traz no rosto sinais
De quem tem chorado demais

A noite tem deixado
Seus rancores gravados
À faca e canivete
À lápis e gilette
Por dentro das pessoas
Por dentro dos toilettes e mais
Por dentro de mim

Ah…como eu gosto do Trio Esperança. Aqui você ouviu as meninas em A NOITE, de Ivan Lins Essa é de 1979. Aliás, “a noite”, deu nome para o primeiro disco de ouro do Ivan Lins.

Olha só. Falando desses comentários: eu não sei se vocês repararam o que nós estamos fazendo aqui. Abrindo o espaço do Café Brasil para o texto que os ouvintes mandam pra nós. E o que que é isso: é uma coisa nova. Eu não conheço outro programa que consiga se sustentar de comentários de ouvintes. E a gente vai tentar fazer isso cada vez mais. Se você é daqueles que não escreve porque acha que a gente não lê, porque diz que não tem assunto ou porque acha que não tem nível pra escrever, porque acha que não tem conteúdo, cara, pense duas vezes. Qualquer comentário é válido pra nós. Qualquer comentário pode ser aquela centelha que vai inspirar a gente a criar um conteúdo para o programa.

Eu espero que você reconheça esse esforço que nós fazemos aqui, abrindo este espaço. Vocês são fonte de inspiração.

Compartilhar experiência de vida, compartilhar sucesso e fracasso, sempre é conteúdo pra todo mundo. Então, faz o seguinte: levanta a bunda da cadeira, cara. Escreve pra nós.

Vai trabalhar, vagabundo

Vai trabalhar, vagabundo
Vai trabalhar, criatura
Deus permite a todo mundo
Uma loucura
Passa o domingo em familia
Segunda-feira beleza
Embarca com alegria
Na correnteza

Prepara o teu documento
Carimba o teu coração
Não perde nem um momento
Perde a razão
Pode esquecer a mulata
Pode esquecer o bilhar
Pode apertar a gravata
Vai te enforcar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar

Vê se não dorme no ponto
Reúne as economias
Perde os três contos no conto
Da loteria
Passa o domingo no mangue
Segunda-feira vazia
Ganha no banco de sangue
Pra mais um dia

Cuidado com o viaduto
Cuidado com o avião
Não perde mais um minuto
Perde a questão
Tenta pensar no futuro
No escuro tenta pensar
Vai renovar teu seguro
Vai caducar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar

Passa o domingo sozinho
Segunda-feira a desgraça
Sem pai nem mãe, sem vizinho
Em plena praça
Vai terminar moribundo
Com um pouco de paciência
No fim da fila do fundo
Da previdência
Parte tranquilo, ó irmão
Descansa na paz de Deus
Deixaste casa e pensão
Só para os teus
A criançada chorando
Tua mulher vai suar
Pra botar outro malandro
No teu lugar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai te enforcar
Vai caducar
Vai trabalhar
Vai trabalhar
Vai trabalhar

Pô! Mas já acabou o programa, Lalá? Tá bom, vai. Acorda a Ciça aí e vamos pegar no batente…

Olha aqui, meus ouvintes: continuem assim, por favor. Essa é a troca com a qual sempre sonhei. Obrigado a vocês que escrevem, obrigado aos que não escrevem mas pensam em um dia escrever. Quando eu digo que fazemos este programa juntos é verdade.

E é assim, ao som de VAI TRABALHAR VAGABUNDO, de Chico Buarque, com o MPB4 que o Café Brasil dos ouvintes ativos vai saindo de mansinho.

Com Lalá Moreira trabalhando na técnica, a Ciça Camargo tirando uma soneca na produção e eu, Luciano Pires, tirando uma casquinha dos ouvintes aqui na direção e apresentação.

Estiveram conosco, olha só: os ouvintes Alexandre, Junior, Emerson e Marcelo. Almir Sater, Helio Ziskind, Trio Esperança, Vania Bastos, MPB4 e Nana e Dorival Caymmi…

Gostou? Então escreve aí, sô. Quem sabe eu dou uma outra descansadinha? Enquanto isso passe pelo www.portalcafebrasil.com.br. Lá a gente nunca descansa.

E pra terminar, uma frase do filósofo norte americano Steven Wright:

Gosto da palavra “indolência”. Faz minha preguiça parecer refinada.

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