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259 – O correto politicamente incorreto

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Luciano Pires -

Download do programa 22,9 MB

Bom dia, boa tarde, boa noite… Num programa anterior eu saudei os ouvintes assim: gordo…gorda…

Uma brincadeira natural, que fiz a vida inteira. Mas que parece que hoje em dia incomoda. Não é mais de “bom tom” chamar alguém de gordo, né? Pois é. Este programa vai mais uma vez abordar o tema do politicamente correto.

Pra começar, uma frase de Charles Osgood:

Ser politicamente correto significa sempre ter que pedir desculpas.

[showhide title=”Continue lendo o roteiro” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

E o exemplar de meu livro NÓIS… QUI INVERTEMO AS COISA vai para o Daniel Dantas, que não é aquele não, que comentou o programa Preconceito, discriminação e racismo 2, assim….

“Prezado Luciano, volto a comentar o excelente o podcast em que estende a discussão acerca de preconceito, discriminação e racismo.

Eu iria comentar o primeiro programa quando me deparei com o segundo. Preferi ouvir o segundo e ligando o anterior a este, fica claro o quanto o assunto traz à tona as idiossincrasias de nossa cultura que afetam nosso caráter e, principalmente, a maneira de pensar e agir diante do outro.

O caráter é julgado pela cor da pele, pela origem e localidade e também pela renda. É um fato difícil de admitir e mais ainda de lidar.

Paulo Gracinco e Brandão Filho tinham um quadro no programa Balança mas não cai em que apontavam a diferença entre dois primos que, contextualmente se encontravam.

Um primo pobre e um primo rico. O pobre perguntava ao rico que só fazia minimizar os queixumes do primeiro. Mas com humor, o quadro transcorria e chegava ao seu desfecho como que alfinetando nosso costume, desafiando nosso conforto ainda que sussurando entre os risos que, por adesão, nos remetem ao espelho de uma realidade.

Mais de 20 se passaram e, o tema ainda não saiu da pauta, somos pragmáticos em discriminar por questões diversas.

A citação de Luther King ao final do programa, remete ao sonho, mais que isso ao sacrifício de alguém que refletindo sua fé e sua militância pró ser humano, disposto a pagar o preço por um posicionamento claro, contundente e incômodo. Ser e enxergar no outro o humano, sem ignorar as diferenças, mas não utilizá-las como critério de exclusão social.

Parabéns pela insistência e pertinência da discussão e abertura à interação.

Abraço, Daniel Dantas

[youtube]ygJ6fTWXb2Y[/youtube]

Grande lembrança Daniel….vocês ouviram um trecho do quadro PRIMO POBRE, PRIMO RICO, com Paulo Gracindo e Brandão Filho no programa BALANÇA MAS NÃO CAI que foi ao ar na Rede Globo no começo dos anos 1980. Pois é. Mas esse programa vem dos anos 40, final dos anos 40 começo dos anos 50.  Um exemplo de como o humor pode tratar de temas muito sérios.

Então, o Daniel ganhou um exemplar do meu livro, pois comentou o programa. Você pode ganhar também, sabia? www.portalcafebrasil.com.br.

Enquanto pesquisava material para uma palestra, revi vários trechos de programas dos Trapalhões no Youtube. Fascinantes! O programa, dirigido ao público infantil, tinha o Mussum, um cachaceiro assumido que não perdia a chance de dizer que tinha tomado todas.

[youtube]P9t0a_X-5Ic[/youtube]

Tinha o Zacharias, um personagem maravilhoso cuja masculinidade – num tempo em que “sair do armário” era muito mais complicado que hoje – sempre foi uma incógnita.

A filha do seu Faceta

Ô pai eu quero me casar
Ô minha filha você diga com quem
Eu quero me casar com o motorista
Com o motorista você não casa bem
Por que?
O motorista aperta muito na buzina
E depois vai apertar você também
Ô pai eu quero me casar
Ô minha filha você diga com quem
Eu quero me casar com o economista
Com o economista você não casa bem
Por que, papai?
O economista mexe muito na poupança
E depois vai mexer na sua também
Ô pai eu quero me casar
Ô minha filha você diga com quem
Eu quero me casar com o leiteiro
Com o leiteiro você não casa bem
Por que, papai?
O leiteiro tira o leite das vacas
E depois vai vir mamar você também
Ô pai eu quero me casar
Ô minha filha você diga com quem
Eu quero me casar com o Marlon Brando
Com o Marlon Brando você não casa bem
Por que, papai?
O Marlon Branco mantegou a Maria Schnaida
E depois vai amanteigar você também
Ô pai eu quero me casar
Ô minha filha você diga com quem
Eu quero me casar com o Chico Cuoco
Com o Chico Cuoco você não casa bem
Por que, papai?
O Chico Cuoco aperta muito a Paloma
E depois vai palomar você também
Ô pai eu quero me casar
Ô minha filha você diga com quem
Eu quero me casar com o Ney Matogrosso
Com o Ney Matogrosso, aí você casa bem
Ney Matogrosso vira homem e lobisomem
Mas quando é homem, não faz medo pra ninguém

[youtube]I_FhcNzzjeM[/youtube]

Você quer mais politicamente incorreto que isso?

O Didi passava o tempo criando formas de tapear os outros para levar vantagem e não tinha o menor problema em partir para a agressão, no melhor estilo dos desenhos animados ou dos Três Patetas dos anos 50. E o Dedé sempre sofreu aquilo que hoje chamamos de “bullying”. As mulheres, sempre gostosonas, eram objeto de “cobiça carnal” todo o tempo.

Não haveria espaço para os Trapalhões na televisão de hoje. O politicamente correto os liquidaria…

O problema do politicamente correto ou incorreto está nos extremos.

O extremo do politicamente correto é a censura, o patrulhamento, a hipocrisia, a imposição de um jeito de ver o mundo, a tentativa de reescrever o passado ou de tomar decisões no presente com base num futuro perfeito que nunca chega.

O extremo do politicamente incorreto é a falta de educação, o patrulhamento, o desrespeito a direitos básicos de outras pessoas, a falta de responsabilidade.

Os dois extremos são errados e temos dezenas de histórias de gente que se deu muito mal, perdendo até mesmo a vida, ao sofrer patrulhamento de um lado ou de outro.

Recentemente surgiu uma polêmica envolvendo os humoristas Rafinha Bastos e Danilo Gentili, do programa CQC, que fizeram piadas relacionadas a estupros e a judeus.

As piadas foram consideradas preconceituosas e racistas e voltou com força o embate entre o “politicamente correto” e o “politicamente incorreto”.

Muita gente pode achar que o humor de Rafinha e Danilo é ruim, mas “competência” não vem ao caso neste momento. Como os Trapalhões, os dois são humoristas, trabalham com deformações da realidade para produzir graça ao chocar as pessoas. Se a realidade é feia, eles a fazem mais feia ainda. Eu sei como é, também trabalho com humor.

Comecei a publicar charges e cartuns em Bauru nos anos setenta, aos 18 anos, fascinado pelo mundo do cartunista, onde animais falam, canetas andam, tudo tem vida. O humor lida com o ridículo, com o grotesco, com o inusitado, com o desvio. No mundo do humor tudo é possível, inclusive o correto politicamente incorreto…

Morrerei defendendo o direito de qualquer artista da palavra, do desenho, da pintura, do teatro, da música ou de onde for, se expressar sobre qualquer tema, sem censura, sem patrulhamento.

O humor libertário, irreverente, agressivo e necessário pode ser praticado de várias formas, inclusive com grosserias, sem que isso necessariamente o invalide ou gere censura.

No entanto, eu jamais faria as piadas que Rafinha e Danilo fizeram, por uma razão muito simples: para meus padrões morais, aquelas piadas são de mau gosto. Adoro quando humoristas são raivosos, irreverentes, imprevisíveis e não perdem uma piada, mas não gosto quando são mal educados. Não censuro, mas não gosto.

Falta de educação não deve ser confundida com politicamente correto ou incorreto. É outro departamento.

Cochabamba

Evita-me
Evita pero no mucho
Eu saio de Cochabamba
E caio no monte gay
Na Jamaica eu fico louco
E na virgem eu viro rei
Evita pero no mucho
Recuerdo Ypacaraí
Tequilo uma cucaracha
Socorro!
E saio de Paraty
Evita pero no mucho
Recuerdo Ypacaraí
Tequilo uma cucaracha
Socorro!
E saio de Paraty
Evita-me
Evita pero no mucho

Que tal hein? Você está ouvindo Cochabamba, com Ney Matogrosso e os Trapalhões. Aquelas coisas aqui do Café Brasil.

Sobre essa questão do politicamente correto e incorreto, trago um texto de Maurício Horat chamado “O que você pode falar, afinal?”, que foi publicado na revista Superinteressante. Cabe aqui como uma luva.

Ao fundo você ouvirá Trombone Atrevido, de Pixinguinha, com – é claro – O Zé Da Velha e o Silvério Pontes, dois sócios do café Brasil.

A onda politicamente correta cresceu a ponto de tolher a liberdade de pensamento.

O maior problema, porém, é outro: a reação torna tudo o que é incorreto “bacana”. E abre espaço para a intolerância.

“Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra cacete. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus.”

A fala é de um show de comédia stand-up de Rafinha Bastos. O Twitter foi inundado de mensagens com variações do tema proposto por Mayara Petruso – uma estagiária de direito que recomendou o afogamento de nordestinos.

Claro que nem Rafinha está defendendo o estupro nem os afogadores de imigrantes são necessariamente homicidas em potencial.

Boa parte dessa truculência é uma reação à onda politicamente correta das últimas décadas. A incorreção, nesse sentido, virou uma arma para defender a liberdade de expressão, que só existe quando você também é livre até para pensar o impensável e dizer o impronunciável.

Mas o que acontece quando o impensável agride o próximo gratuitamente? Para entender como chegamos a esse nó, vamos para a origem do termo “politicamente correto”.

Ele apareceu pela primeira vez com um significado bem diferente do que usamos hoje: na China dos anos 30, para denotar a estrita conformidade com a linha ortodoxa do Partido Comunista, tal como enunciado por Mao Tsé-Tung. Mas o significado com que a expressão chegou até nós é uma criação dos Estados Unidos dos anos 60.

Na época, universitários americanos abraçaram a defesa dos direitos civis, seja das mulheres, seja dos negros. Era uma época de transformações na sociedade: as empresas e universidades, antes habitadas exclusivamente por homens brancos, agora viam chegar mulheres, negros, gays, imigrantes. Era preciso ensinar “as pessoas a conviver com a diferença.

Nisso, negro virou african-american, (“afro-americano”), fag (“bicha”) virou gay (“alegre”). O paradoxal aí é que, pela primeira vez na história americana, quem buscava estender os direitos civis também advogava por uma limitação da liberdade de expressão.

O passo seguinte viria com os anos 90. Mais especificamente com a derrocada do mundo comunista. O fim do socialismo mudou a agenda dos grupos de esquerda. Se antes a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferenças entre as classes sociais, agora era pela eliminação das “classes pessoais”.

Tratava-se de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas eram – afinal, não faz sentido aumentar o peso do fardo que cada um tem de carregar na vida. Dessa maneira, não bastava combater só o sexismo e o racismo. E “obesidade” virou “sobrepeso” “deficiência física” virou “necessidade especial”…

Só que o método, por mais bem-intencionado que seja, é inócuo.

Quem explica por que é o francês Ferdinand de Saussure, o pai da linguística, num texto de 1916: “De todas as instituições sociais, a linguagem é a que oferece menor margem a iniciativas”. Ela é utilizada por todos os membros de uma comunidade, que, por esta ser naturalmente inerte, acaba por conservar a linguagem. Qualquer interferência tende a ser rechaçada. 

É aí que o debate começa.

Politicamente corretos ficam do lado do conselho que a sua mãe dava: seu direito termina onde começa o do outro. Se o próximo se sente ofendido, você não pode falar. Ponto. Parece um argumento inatacável. Mas tem um problema aí: quem é o juiz para decidir o que é certo e o que é errado, o que ofende e o que não ofende? Onde fica a liberdade de pensamento, de expressão? A ideia de que o direito de um termina onde começa o do outro vale aqui também: pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa?

Talvez por isso a transformação ideológica de palavras seja tão utilizada por governos: é uma ótima forma de revogar o direito de pensar. Tanto regimes autoritários – como o apartheid sul-africano, em que a palavra “miscigenação” virou “imoralidade” – quanto democráticos – como o dos EUA, que usou o termo “guerra preventiva” para o ataque unilateral ao Iraque – usaram do expediente.

No mundo do politicamente correto isso é o equivalente a chamar de “melhor idade” a época da vida em que vemos multiplicar o valor do plano de saúde.

De boa intenção, o politicamente correto passa a ser visto como hipocrisia. E de hipócrita a algo fundamentalmente errado. Como lidar com o excesso de correção política, então? Não temos a pretensão de dar uma resposta definitiva. Mas sair xingando os outros de gordo, aleijado, retardado e baranga estuprada é que não vai ser. Se fosse engraçado, talvez até funcionasse. Mas não. Não é.

Uma curiosidade. Essa música que você ouviu no podcast é o tema d’ Os Trapalhões em gravação da banda que acompanhou Elis Regina no show Falso Brilhante. Aquelas coisas que você só ouve aqui, né?

E essa outra loucura que você vai ouvir no podcast é o violino de Ricardo Hertz incomodando com uma versão doida de ATIREI O PAU NO GATO…

Pois então…e o Jorge Antônio Monteiro de Lima, que é psicólogo clínio e escreve nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil, comentou uma vez o seguinte. Ah, sim, o Jorge é deficiente visual…

Semanas atrás recebi email de uma leitora falando que eu deveria repassar a meus leitores os absurdos da música infantil: falar do pecado do “atirei o pau no gato”, da sandice do “boi da cara preta”, e assim por diante. Falar que são músicas que estimulam a violência, a agressividade e traumatizam nossas crianças.

É certo que tal leitora não leu a obra de Freud. Nosso mundo é violento e a música infantil, de certa forma, prepara as crianças para a vida insana de nossa sociedade.

Será que conseguiremos, algum dia, proibir os noticiários da violência cotidiana? Será que nos vamos impedir que as pessoas manifestem seu sadismo e o gosto popular por tragédias? O politicamente correto conseguirá isso?

O politicamente correto não respeita a natureza de quem vive a realidade da discriminação. Não diminuiu em nada o preconceito. Ao contrário, nos tornou extraterrestres de uma linguistica retórica.

O cego não ficou melhor porque hoje é uma “pessoa com necessidade especial visual”. Tão pouco o idoso foi mais respeitado por que hoje é chamado de pessoa da melhor idade.

O problema da cultura politicamente correta é que ela ampliou a fantasia de que poderíamos viver um mundo melhor sem realmente mexer nas questões básicas da sociedade, a começar pela ignorância, o sadismo coletivo e a falta de cultura geral.

Taí… Mais pano pra manga. A moral da história é o seguinte: quem é o juiz de quem? Quem define os limites? Como lidar com a flexibilização desses limites quando você trata com sociedades diferentes?

No Brasil, dizer para uma mulher que ela está gostosa é um elogio… Nos Estados Unidos é assédio sexual. E daí? Pois é, meus amigos, repito: O problema do politicamente correto ou incorreto está nos extremos, no excesso. Tudo que é excessivo faz mal, não é? 

Os cegos do castelo

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

E é assim, ao som de Nando Reis ao vivo com OS CEGOS DO CASTELO que mais um Café Brasil que tratou do politicamente correto vai saindo de mansinho. 

Fica ali o Lalá na Técnica, a Ciça Camargo na produção e eu, aqui, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Daniel Dantas, que não é aquele, Ricardo Herz, Ney Matogrosso com Os Trapalhões, Zé da Velha e Silvério Pontes, A banda da Elis Regina e Nando Reis.

Este é o Café Brasil, um programa ouvido por gente que quer mais do que simples entretenimento, gente que quer pensar. Venha conosco, junte-se a um grupo de pessoas que quer tudo menos se acomodar. Acesse www.portalcafebrasil.com.br, leia, patrocine, comente, distribua. O café Brasil faz bem.

Para terminar, uma frase do radialista e comentarista politico conservador Glenn Beck, odiado pelos politicamente corretos:

O politicamente correto não nos muda. Nos cala.

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