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Luciano Pires -

O programa da semana vai tratar de si mesmo: um podcast falando do podcast Café Brasil. Partimos dos comentários de 3 ouvintes para falar da nossa praia. A explicação é simples: muita gente nova começou a ouvir o Café Brasil nos últimos meses e sentimos que era hora de explicar onde queremos chegar. Talvez você já saiba, mas é sempre bom reforçar o propósito que nos une. Na trilha sonora a festa de sempre: Baby Consuelo, Skank, Renato Piau, João Pinheiro, Gilberto Gil tropicalista e Itamar Jardim e Nivaldo José trazendo Octacio Dutra. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite. Cara, tem sido uma delícia receber os comentários dos ouvintes e perceber que a cada dia mais gente nova chega para nosso cafezinho.

Depois daquela dura no programa O OUVINTE DE PODCAST e da decisão de ler um comentário por programa, a coisa pegou. Agora tem sido uma média de 25 a 30 comentários por programa. Aliás, grandes comentário. Obrigado mesmo!

Hoje vamos falar do nosso umbigo, um podcast falando do nosso podcast. Pra começar, uma frase do filósofo, escritor, aventureiro, radialista, executivo, empresário e metido Luciano Pires.

Posso te convidar para um cafezinho?

Bem, pra quem vai o prêmio da semana? Atenção….o pião rodando… vai para o Augusto Santiago, que é da República Dominicana mas vive em Miami. Lerei o email do Augusto da forma como ele foi escrito:

“Ola Luciano, Primeiramente quero lhe pedir disculpa por meu Portugues, pois essa nao E a minha lingua natal. So queria muito PARABENIZAR voce e seus colaboradores pelo excelente programa que voces fazem.  MARAVILHOSO!!!  EXCELENTE!!! So acabei de descubrir vc, pois eu queria muito encontrar podcasts em Portugues para ajudar no meu estudio de essa lingua linda 🙂 O primer podcast que ouvi foi: 222 – Caminho das Indias… Acho que melhor nao pode ser.  Adorei. Desejo muita saude para todos voces, e que possam continuar produzindo tao maravilhoso trabalho. Obrigado por leer este mensagem. Bye”

Que legal, não? Bem, mas passados dois meses, recebo um telefonema de Miami. Era o Augusto querendo falar comigo. Não me lembrei que Augusto era, felizmente são tantos emails que é impossível lembrar de cada um, mas conforme fomos conversando fui recordando dele. Pois o Augusto ligou sabe para quê? Para reforçar aquilo que ele havia escrito, para pedir que não desistamos, que nosso trabalho é excepcional. Contou como escuta o programa, falou das facilidades do podcast, comentou que essa é a mídia do futuro especialmente porque não existe ninguém forçando-a. O mundo está se encaminhando para o podcast. Comentou que prefere o áudio ao vídeo, pois assim consegue dedicar mais atenção à musicalidade do nosso idioma, que adora a música popular brasileira. Cheio de dedos, falou também dos problemas que já teve com alguns brasileiros irresponsáveis e que essa imagem da irresponsabilidade é comum lá fora, apesar de existir gente boa e ruim em todos os países. Bem, tivemos uma conversa telefonica mui amable. Ao final ele colocou-se à disposição para ajudar o Café Brasil, sem saber como, mas reiterou: contem sempre comigo! E fim. Agradeci sensibilizado pelo telefonema, que salvou a minha tarde…

Pô, meu, o cara além de mandar o email, telefonou de Miami, falando num idioma que não é o dele, apenas para dar uma força pra gente aqui… e você aí, seu preguiçoso, achando que é difícil mandar um comentário? Se liga brasilidad!

Brasilidad

Sou sulamericano
Eu vou cantando samba
Eu vou cantando bossa
Eu vou cantando
Latinoamericano
Eu vou cantanto baião
Eu vou cantando uma canção
Eu vou cantando
Já te vejo chegando num fusca
Dobrando a rua
Com um bolo batido com a mão
Claras de neve em ponto
Eu ouço  os pulos da cuia
Do meu vinil arranhado
Minha mãe na cozinha escuta
Os chiados da AM no rádio
Ai ai ai brasilidad
Ai ai ai brasilidad
Sou sulamericano
Eu vou cantando blues
Vou cantando maracatu
Eu vou cantando
Latinoamericano
Eu vou cantando span
Eu vou cantando reggae
Eu vou cantando
Já te vejo chegando num fusca
Dobrando a rua
Com um bolo batido com a mão
Claras de neve em ponto
Eu ouço  os pulos da cuia
Do meu vinil arranhado
Minha mãe na cozinha escuta
Os chiados da AM no rádio
Ai ai ai brasilidad
Ai ai ai brasilidad
Sou sulamericano
Eu vou cantando todos
Eu vou cantando todas
Eu vou cantando
Latinoamericano
Eu vou cantando dez
Eu vou cantando yes
Eu vou cantando
Ai ai ai brasilidad
Ai ai ai brasilidad

Opa! Que tal BRASILIDAD do João Pinheiro, o carioca João Pinheiro com ele próprio? Nós sulamericanos somos sim bastante bons na cantoria. Só falta aprender a fazer acontecer, não é?

Bem, mas vamos que vamos. Recebi também uma tuitada do José Henrique, que é estudante de design gráfico no Paraná e tem um blog muito legal, o zeh.design. Ele comentou assim:

“Luciano, comentei sobre podcasts em meu blog, e um deles foi o Café Brasil. Dá uma conferida.”

Fui lá conferir! E o texto do José Henrique é assim:

“O Café Brasil é um bom podcast, não participa do mainstream desta esfera, o que é estranho pela sua qualidade. Além de ser gravado em estúdio o que garante um excelente áudio. Destaco dois quesitos que fazem ele entrar nesta lista.

O primeiro são os temas escolhidos, são sempre temas diferentes que fogem do comum das velhas discussões. E o segundo é a mescla entre o texto e as músicas, escolhidas a dedo para cada programa, elas criam um dinamismo de um programa de rádio e nos permite conhecer artistas brasileiros, novos ou velhos. Um trabalho muito legal em trazer a cultura musical do nosso país. Só este segundo motivo já o classifica como escuta obrigatória.

Já elogiei as escolhas do tema acima, mas também devo criticar a superficialidade com que ele é tratado na maioria das vezes, falta uma construção que fuja do senso comum. Talvez por possuir uma periodicidade semanal fica a justificativa de o tema ficar mais na introdução.

O programa vem melhorando muito, principalmente em 2011, tenho esperança de que os temas tenham um desenvolvimento maior, pois faltam podcasts que saiam da superficialidade, e o café brasil é um que está no caminho.”

E então o José Henrique recomenda três episódios:

“O Mundo Globalizado – Excelente episódio, mostrou com maestria a mescla do texto com as músicas. Trouxe um pensador para embasar o conteúdo, que para mim era desconhecido, Pierre Teilhard de Chardin, e colocou excelentes artistas com músicas dentro do tema. Este é um exemplo de um podcast que explorou o tema em uma boa profundidade e trouxe todo o gingado, chamarei assim, do Café Brasil.

As Vozes do Rádio – Este episódio traz um bate-papo incrível, com três grades vozes do rádio: Antonio Viviani, Irineu Toledo e Vini França. Essa conversa rende uma viagem pela história do rádio e do gosto musical brasileiro. As vozes imponentes dos radialistas fazem o Luciano Pires parecer um miudinho. Um episódio muito gostoso, que foge do padrão do Café Brasil.

Caminho das Índias – Mais uma vez um tema bem trabalhando por Luciano, tratando das diferenças culturais do Brasil e da Índia, com base em um carta de uma ouvinte do programa, temos um relato verdadeiro das diferenças das duas culturas com a sonoridade e gingado característico do Café Brasil.”

Pô, José Henrique, muito obrigado. Ficamos felizes em aparecer entre os três podcasts que ele escolheu para indicar. Os outros dois foram o ESCRIBA CAFÉ do Christian Gurtner e o FALA FREELA dos Mauro Amaral, Carolina Vigna-Maru e Maurício Domene. E como o José Henrique – mesmo sem querer – contribuiu com conteúdo para este programa, também vai ganhar um livro!

Rararara… sentiram a influência do Radiofobia no Café Brasil? Essa vinheta dos filhos do Guanabara foi o Léo Lopes que me mandou!

Ao ler o comentário do José Henrique saquei que está na hora de fazer novamente o Manifesto do Café Brasil, pois muita gente nova tem conhecido o programa e não sabe bem qual é a nossa praia. Lá vai.

Ao fundo, você ouvirá CHORO ALEGRE, com meu amigo Renato Piau.

O Podcast Café Brasil é um canal de distribuição do conteúdo que venho gerando desde 2003, quando lancei meu livro Brasileiros Pocotó e o Movimento Pela Despocotização do Brasil.

Na verdade o que tem acontecido comigo é uma espécie de colheita daquilo que tenho plantado ao longo dos últimos anos, principalmente após 2001, quando fiz minha viagem ao Everest. Na volta decidi sair do meu casulo de executivo e dividir com as pessoas algumas idéias. Para isso criei sites, escrevi livros e artigos, montei palestras e comecei a distribuir textos curtos pela internet. O resultado é fabuloso e tenho me construído a partir dele, tomando caminhos indicados pelos que me lêem e me escrevem. É da observação atenta das carências das pessoas que construo minha obra.

Aqui cabe o primeiro esclarecimento: o termo “despocotizar” vem de “pocotó”, neologismo inspirado no “funk” da Eguinha Pocotó que fez imenso sucesso no Brasil entre 2002 e 2003. “Pocotizar” é fazer com que as pessoas que, mesmo tendo oportunidade de escolha, permaneçam estagnadas. Consumam sem qualquer cuidado o que a mídia lhes serve, adotem todos os modismos criados pelos marqueteiros, resistam ao que é novo e, principalmente, recusem-se a praticar a nobre arte da reflexão crítica. “Pocotós” são bovinos resignados, massa de manobra dos espertos. São os acomodados, os que fazem apologia da ignorância.

Pocotização é esse processo que tira das pessoas sua opinião própria, que transforma-as em repetidoras de fórmulas prontas, que tem na tv seu guru diário, que faz com que relevemos a falta de caráter. Estamos sem referências culturais e políticas. Quando isso acontece, nossa percepção da realidade é construída por vendedores. Eleger um político baseado na campanha de marketing que o transforma num desodorante, é ser pocotó.

Mas o pior mesmo é a perda da capacidade de indignação. Não conseguimos mais ficar indignados…

Indignação

Eu fiquei indignado
Ele ficou indignado
A massa indignada
Duro de tão indignado

A nossa indignação
É uma mosca sem asas
Não ultrapassa as janelas
De nossas casas

(REFRÃO)
Indignação, indigna
Indigna, inação

Opa, por culpa da Ciça o Skank não toca muito por aqui, mas essa foi irresistível! Você ouve INDIGNAÇÃO, de Samuel Rosa e Chico Amaral. O refrão da indigna nação é ótimo…

Vamos lá! O cérebro é como um músculo! Se não se exercitar ele atrofia. E fica fraco. E perde a capacidade de reagir… Nossa proposta é reunir “personal trainers” que estimulem você a praticar uma espécie de “fitness intelectual” que ajude a manter seu cérebro em forma.

Para isso, distribuímos “Iscas Intelectuais”, pequenas reflexões sob forma de artigos, discussões, vídeos, podcasts, cartuns e outras formas de expressão. Tratamos de vários aspectos da vida em sociedade e abrimos vários espaços para que você participe com suas opiniões.

A gente acredita que com estas humildes iscas pode ajudar na construção de seu próprio repertório, no desenvolvimento de sua capacidade de julgamento, na elaboração de um senso crítico, no exercício de sua vontade própria. A revista de maior sucesso no mercado editorial brasileiro é a Caras, que trata de futilidades e mostra como vivem os ricos e pseudo-ricos. Os programas de maior sucesso tratam das celebridades. São futilidades que merecem um lugar no nosso dia a dia, mas não podem ter o lugar mais nobre. Nada acrescentam além de desenvolver a vontade de querer saber cada vez mais sobre mais futilidades. Com esse tipo de cultura do vazio somos presas fáceis dos vendedores e da idiotização generalizada.

Adaptei uma coisa que Wilhelm Reich escreveu, que acho que serve muito bem para esta questão: “Ninguém tem culpa de ser ignorante. Mas todos têm culpa de não buscar a cura para a ignorância.”

Mas nosso negócio é distribuir ISCAS. Só iscas. Pequenos fragmentos de conhecimento. Não queremos e nem podemos mergulhar muito fundo. Apresentamos um pedaço de uma música, um poema, um texto introdutório de um pensador e vamos costurando as idéias de forma a espalhar as tais Iscas Intelectuais. Quem for fisgado, que vá atrás, que procure o artista, o pensador, que saia da pasmaceira. Queremos ser aquele programa que mexe contigo!

Ele mexe comigo

Até nos dias turvos chega
E mexe comigo
Como os raios do sol desce
Vem e me aquece

O meu nego, doce mel, o veneno, o perigo
Que mexe comigo

O meu nego, seu dengo, o mistério, o segredo
Que mexe comigo

Com ele vou céu, inferno
Europa, Paris, Bahia
Nenhuma baiana tem o que eu tenho pra ele
Nenhuma tem os segredos que eu tenho pra ele…

Iááá…

Que tal? A Baby Consuelo antes de pirar e virar Baby do Brasil? Que delícia.Essa é da Baby, Galvão e Pepeu Gomes e se chama Ele mexe comigo e tem clima de novos baianos. Olha só o balanço!

Então. Tudo que queremos aqui no Café Brasil é mexer contigo. É através das nossas iscas dar pistas para que você amplie o seu repertório para ter argumentos. Mas afinal, argumentos pra que? Qual a importância de ter argumentos? É com base neles que a gente toma decisões. Desde as pessoais até as profissionais. As decisões apóiam-se em razões ou informações ou dados e é com base nos nossos objetivos e nos dados disponíveis que tomamos uma decisão. Mas os dados disponíveis não se organizam sozinhos.

Não são uma espécie de sinais de trânsito claramente dispostos que indicam onde devemos virar, se queremos ir para um lado ou para outro. Os dados e as informações só podem ser a base para a tomada de decisão se estiverem organizados. Caso contrário não passam de um agregado de dados e informações sem qualquer valor para a tomada de decisão. Como se fossem assim um monte de sinais de trânsito dispostos sem nenhuma organização.

Argumentar é usar essas informações e esses dados para que constituam verdadeiros sinais de trânsito que nos dizem onde virar para chegar em determinado lugar.
Argumentar é organizar dados e informações de forma a mostrar qual é a melhor decisão a tomar. É isso que a gente pretende aqui. Ajudar você a tomar decisões. Mas, sabe como? Com pequenas iscas.

O Café Brasil tem 25 minutos de duração. Nasceu assim e concluímos que essa é a medida exata para deixar aquele gostinho de “quero mais” ao final de cada episódio. Começamos a quebrar essa regra com nossos especiais mensais, mas vamos manter o esquema nos episódios “normais”.

Mas sabe o que é que pouca gente se dá conta? Se você subtrair as vinhetas, a introdução, a leitura do email e as músicas, restam cerca de 17 minutos de texto. Sacou? Míseros 17 minutos onde temos que espremer as idéias, os escritores e filósofos, os poemas e piadas, e tudo mais. Quão profundo dá para ser em 17 minutos? Por isso volta e meia retomamos alguns temas. Acho que já temos 3 ou 4 programas que tratam da globalização. Uma meia dúzia que falam de linguagem. Vários que tratam de política. Uns 3 que tratam do aquecimento global…e assim vai. Um dia vamos organizar essa coisa por temas.

Questão de ordem

Você vai, eu fico
Você fica, eu vou

Daqui por diante
Fica decidido
Quem ficar, vigia
Quem sair, demora
Quem sair, demora
Quanto for preciso
Em nome do amor

Você vai, eu fico
Você fica, eu vou

Se eu ficar em casa
Fico preparando
Palavras de ordem
Para os companheiros
Que esperam nas ruas
Pelo mundo inteiro
Em nome do amor

Você vai, eu fico
Você fica, eu vou

Por uma questão de ordem
Por uma questão de desordem

Se eu sair, demoro
Não mais que o bastante
Pra falar com todos
Pra deixar as ordens
Pra deixar as ordens
Que eu sou comandante
Em nome do amor

Você vai, eu fico
Você fica, eu vou

Os que estão comigo
Muitos são distantes
Se eu sair agora
Pode haver demora
Demora tão grande
Que eu nunca mais volte
Em nome do amor

Olha que legal! Gilberto Gil em 1968 com QUESTÃO DE ORDEM, que concorreu na eliminatória paulista do Festival Internacional da Canção, daquele ano, sem ser classificada. Aquele foi o festival de Sabiá, do Tom Jobrim e Pra não dizer que não falei das flores, do Vandré. Sacou a levada tropicalista? Dá até pra buscar um Jimmy Hendrix ali no meio. Você vai, eu fico, você fica eu vou…

Alguns ouvintes, no entanto, matam a pau. Olhem o que escreveu o Cleiton Domazak

“Bom dia Luciano. Fico maravilhado por termos a disposição um podcast como o Café Brasil, para mim ele é um audiobook separado em, até o momento 234 capítulos, cultura, arte, música, lazer, conhecimentos gerais, em doses homeopáticas, de forma que a cada semana temos a possibilidade de ouvir e discutirmos com nos mesmo, sim eu faço isso, sou louco? Com certeza, mas a forma mais sadia, a que me faz crescer, e me faz querer que as pessoas ao meu redor também cresçam, e conheçam as mesmas coisas, porque o Café Brasil tem servido para aguçar a curiosidade por assuntos e conteúdos que nunca antes foram de meu interesse. Obrigado e parabéns.

Legal, né? Aí Cleiton! Você também ganhou o livro!

Que tal esse som, que você está ouvindo no podcast, hein? Que delícia! São Itamar Jardim no cavaco e Nivaldo José no violão com MICHOLA COMEU A ISCA, de OCTAVIO DUTRA. Octavio Dutra foi o grande nome da música instrumental gaucha no começo do século vinte, quando fundou o conjunto TERROR DOS FACÕES. Aposto que você nunca tinha ouvido falar nele… Octavio Dutra você ouve onde? No Café Brasil, é claro!

O que faço neste cafezinho é jamais me acomodar com as coisas que passam pela minha vida. Posso ficar satisfeito com algumas conquistas, mas nunca 100% satisfeito. Faço questão de estudar os temas que encontro antes de tomar partido ou decidir. E, acima de tudo, tenho como valor absoluto de que nada é 100% certo ou 100% errado. Ninguém é 100% bom ou mau. Nenhum extremo está correto. Todos os fatos tem mais de um lado, mais de uma versão, e é necessário buscá-las, sob o risco de adotar preconceitos e velhos dogmas como preceitos de vida. Resumindo: temos que ser antenas, antenas ligadas nos acontecimentos e permanentemente buscando os vários ângulos. Propor essa atitude é a humilde missão deste cafezinho.

Muito bem, tá explicado? Então vamo que vamo! Só que pra terminar o Cafezinho de hoje eu vou fazer diferente. Ô Lalá, traz de volta o Indignação com o Skank?

Sacaram então? Aqui no Café Brasil só tem iscas. Iscas intelectuais. A gente aqui só abre o apetite.

Com o indignadíssimo Lalá Moreira na técnica, a ultra mega indignada Ciça Camargo na produção e eu botando fogo no circo, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco Baby Consuelo, Skank, Renato Piau, João Pinheiro, Gilberto Gil tropicalista e Itamar Jardim e Nivaldo José trazendo Octavio Dutra. Ah, sim claro, e os ouvintes Augusto Santiago, José Henrique e Cleiton Domazak.

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E pra terminar mais uma frase deste humilde Luciano Pires que vos fala:

O cérebro é como um músculo, sem exercícios ele atrofia. E morre.

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