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219 – Gente invisível

219 – Gente invisível

Luciano Pires -

O podcast da semana tratará de gente que a gente não vê, gente invisível. Certos profissionais que são essenciais para nossa vida mas que a gente não enxerga. Vamos tratar também dos funcionários públicos, os Barnabés. E um texto divertido de Kledir Ramil fecha o programa. Na trilha sonora o Quarteto em Cy, Cacique e Pajé, Raul de Barros,Virginia Rosa e uma joia nova da MPB: Rhaissa Bittar. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite, bem vindo a mais um Café Brasil. Quem é que nunca sonhou em ser invisível? Já pensou o que daria pra aprontar? Pois tenho uma notícia: a invisibilidade existe! E é dela que vamos falar…

Pra começar o programa em alto estilo, vou com um provérbio escocês:

Não cuspa no poço. Você pode querer beber dele.

Tem gente que é invisível. Os garis, por exemplo. Meu pai me disse que o nome veio do Rio de Janeiro, onde muitos anos atrás o proprietário de uma empresa que tinha a concessão da limpeza das ruas chamava-se Gari.
-“Lá vem a turma do Gari” e o nome acabou pegando.
Quando garoto, em Bauru, eu observava-os varrendo as ruas de paralelepípedos com vassouras feitas com gravetos. Em casa, eu olhava a vassoura industrializada, com a palha caprichosamente amarrada. Depois via aquele sujeito com uma geringonça de gravetos… Pô, será que eles não tinham dinheiro pra comprar uma vassoura de verdade? Eu ficava de olho pra ver se a sujeira passava no meio dos gravetos…
Um dos garis era especial: o Baianinho. Baixinho, sempre bem humorado e conversador, no carnaval, saía nas escolas de samba. E conversava com todo mundo.
Mais de uma vez eu vi o Baianinho de terno e gravata, todo elegante! E era gari, com orgulho e o respeito de todos. Chamado pelo nome. Não era raro vê-lo conversando com as pessoas, de igual para igual, coisa comum na época.
Pois recentemente li um artigo de um pesquisador da USP que passou um bom tempo disfarçado de gari, fazendo uma pesquisa. A conclusão foi que garis são invisíveis. As pessoas passam por eles e não dão atenção. Não falam bom dia. Não trocam palavras. É como se eles não existissem.

Gente humilde

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a tudo
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

Ah, como eu gosto do Quarteto em Cy… São mais de 40 anos de um dos mais notáveis grupos vocais da história da MPB. Aqui você as ouviu cantando GENTE HUMILDE, de Chico Buarque e Vinicius de Moraes.

Bem, voltando à nosso tema… Garis são invisíveis. Afinal, garis não são como os carteiros que nos trazem presentes. Não são como os marronzinhos que nos multam. Não são como os guardas de trânsito que nos orientam. Ou punem. Garis são parte da paisagem. Só aparecem quando sambam atrás da escola de samba, limpando a pista para o próximo desfile. O Sambódromo torna os garis visíveis.

Qual a razão de ignorar os garis? Temos pressa? Eles são pobres? Talvez não saibam falar direito? Ou não tenham nada a acrescentar às nossas atribuladas vidas?
Talvez a resposta esteja na nossa capacidade de passar pela vida, sem vê-la. Talvez esteja na forma como ignoramos os problemas que já foram resolvidos ou os processos  que estão funcionando bem. Só temos olhos para o que não funciona. Só vemos os garis quando eles não aparecem. Ou quando cumprem mal suas funções.

Mas não só os garis são invisíveis. Cobradores também são. Ascensoristas. Motoristas. Porteiros… Tudo gente invisível.

Em outubro de 2010 aconteceu um concurso para gari no Rio de Janeiro. Mais de 110 mil pessoas na fila atrás do salário de 486 reais mais plano de saúde, tíquete alimentação ou refeição de 238 reais e vale transporte.  Entre os inscritos, 45 afirmaram ter doutorado, 22 disseram ter mestrado e 80 pós graduação…

Que loucura… 110 mil pessoas, só no Rio de Janeiro! Em busca da estabilidade de um emprego formal, com carteira assinada. Não importa se vão tornar-se invisíveis.

Então, dê uma olhada em volta. Procure as pessoas que você não via por serem invisíveis. Talvez você descubra que, sem elas, sua vida seria um inferno. Talvez você se anime a olhar nos olhos delas. E, sem gastar nada, sem se atrasar pro trabalho, sem amassar a camisa, sem despentear o cabelo, você lhes dê de presente um singelo “bom dia”.

Talvez você descubra que tem um poder mágico. O poder de tornar as pessoas visíveis.

O lixeiro e o doutor

Meu boné enterrado na cabeça
Luvas rasgadas por pedaços de tranqueiras
Meu macacão já bem velho e bem surrado
Estava sempre avermelhado de sujeira
Este uniforme era da minha profissão
Eu trabalhava com ele a semana inteira

Eu catei lixo das favelas e mansões
Aproveitei muita coisa abandonada
Cortei meus dedos nas garrafas sem gargalos
Tremi de frio nas medonhas madrugadas
Entrei na igreja com sapatos engraxados
Peguei do lixo atirado na calçada

Eu nessa lida tive uma grande surpresa
Aconteceu numa noite de verão
Ouvi um choro baixinho em meus ouvidos
Quando eu levava uma tranqueira em minhas mãos
Eu carregava junto ao lixo uma criança
Recém nascida enrolada em papelão

Larguei de tudo e corri para minha casa
Cheguei a tempo e a criança então salvei
No outro dia registrei como meu filho
Com carinho e muito amor então criei
Dei comida, dei um teto e dei estudo
Com sacrifício num doutor eu transformei

Mais trinta anos depois fui aposentado
E o uniforme de trabalho eu encostei
Agora vejo um doutor de roupas brancas
Pelo uniforme alaranjado agasalhei

Aí está para amenizar a dor humana
O grande homem que do lixo retirei

Olha só… Você ouviu, no podcast, Cacique e Pajé com O LIXEIRO E O DOUTOR, de Tião do Carro e Caetano Erba… que tal? As letras dos sertanejos são deliciosas em sua ingenuidade. Mas sempre tem uma lição. Você sacou esta? O grande homem que do lixo eu tirei…

E então recebo de Joel Moraes, um comentário sobre um texto meu chamado GENTE NUTRITIVA.

Ao fundo, no podcast, você terá o fantástico trombonista Raul de Barros com PÉ DE CHUMBO, de Carlos Monteiro de Souza e Alberto Paz. Essa é de 1957…

Joel Moraes escreveu assim:

“Tenho exemplos na família de pessoas que trabalharam por diversos anos no setor privado, com metas a serem alcançadas, o chamado “cabresto curto”. Por contingência de mercado e influência do chamado emprego (não trabalho) seguro fizeram concurso público em empresas do governo e foram aprovados e empossados em seus cargos.

Todos, sem exceção, ficaram boquiabertos com a falta de responsabilidade, com a falta de esmero, uma verdadeira bagunça. O pior é que uma delas, por ser eficaz, quis mudar o rumo dos processos como eram conduzidos, feitos, e foi demitida sem nenhum processo administrativo, sem pudor.”

Barnabés, barnabés…

Joel Moraes falou dos barnabés, o antigo apelido dos funcionários públicos, principalmente de baixo escalão, conhecidos pela malemolência, pela malandragem.

Me lembro da minha indignação, depois de voltar umas três vezes para uma repartição pública, sempre por falta de um documento mágico, com a demora para ser atendido e o descaso do tratamento. E para coroar, uma pérola brasileira, aquele cartaz ameaçador, chancelando a incompetência: “É crime destratar funcionários públicos.”

Pois nestes dias de reforma da previdência, nunca os barnabés estiveram tão por baixo. Mas houve um tempo em que o funcionalismo público nos deu Carlos Drummond de Andrade. Machado de Assis. Jaguar.Vinicius de Moraes. Mario de Andrade…

Será que aqueles talentos da poesia, da música, da literatura, só floresceram por serem barnabés? Por terem a, digamos, “flexibilidade” para dedicar-se ao desenvolvimento de suas artes?

Se esse raciocínio é correto, então o funcionalismo público dos anos 40, 50 e 60 cumpria um papel nobilíssimo: o de mecenas. Sim, o mecenas, que sustenta o artista para que ele tenha dedicação exclusiva à sua obra. Assim foi na renascença, por exemplo.

Pois me ocorreu uma coisa… Já pensou? Ser maltratado pelo Vinícius de Moraes? Ficar na fila duas horas para conseguir uma carimbada do Drummond de Andrade? Que luxo!

Mas a situação mudou muito. Assistimos nas últimas duas décadas à sistemática destruição de valor da imagem do funcionalismo público.

Quando eu era moleque, todo mundo queria prestar concurso pra funcionário público. Era garantia de estabilidade, dava status. E hoje?

Outro dia falei com um administrador público sobre o baixo nível de profissionais a cargo de tarefas críticas da administração municipal. Todos com baixos salários, até por força da lei. Gente que tem competência para aqueles cargose que ganha muito, prefere ir para o setor privado. E o que sobra é gente sem perfil, formação e capacidade… barnabés.

Uma espiral descendente, destruidora. É claro que existem ilhas de eficiência, mas são exceções, que apenas confirmam a regra.

Aliás, não pense que o problema da incompetência é só no serviço público, não… Quer ver?


Chilique chique

Sábado bem cedo fui na manicure
Que a unha do meu dedo mindinho quebrou
Curioso que eu nunca quebro nada
É o retorno de saturno que me pegou
A danada da mocinha que me atendia
Tava com catapora e me abandonou
Dia cheio no salão com muito movimento
A Maria dos Remédios que me cotucou
Ó que eu não sou de me emperequetar
Mas é que tá doendo eu vou dar piti
Me tira um tico de cutícula o aumento do alicate
Que tira essa mão boba daí
Cê treme mais do que homem quando faz xixi
É pouco? Você me arrancou um bife, olha aí
Eu to sangrando!
Acho que vou desmaiar.
Não vou pagar, pagar, pagar
Azar o seu, azar, azar
Assim não dá, não dá, não dá
Assim doeu
Açougueira!

Que delícia… Você ouviu, no podcast., a santista Rhaissa Bittar com CHILIQUE CHIQUE, uma delícia de chorinho composto por ela e por Daniel Galli e que está em seu delicioso CD VOILÁ, que meu amigo Janjão gravou, mixou e me mandou. Rhaissa lançou seu álbum em julho de 2010, aos 21 anos de idade. E rodeada de uma turminha que você costuma ouvir aqui no Café Brasil, como Nailor Proveta, Ricardo Herz e Mauricio Pereira. Mais uma artista que o Café Brasil apresenta a você: Rhaissa Bittar.

E como falar do Barnabé sem falar do sistema que os cria? Quem escreveu a respeito foi o Kledir Ramil nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil, num texto chamado A SÍNDROME DE OTTO.

Ao fundo, no podcast, vamos ouvir novamente o som de Nicolas Krassik e os Cordestinos com TE CUIDA JACARÉ.

Se você é daqueles que entra no carro, gira a chave e acha que uma força sobrenatural move o veículo, lamento informar: não existe mágica. O giro da chave aciona um motorzinho elétrico que dá partida ao motorzão, uma máquina extremamente complexa e sofisticada, mas que ainda utiliza o mesmo velho princípio, desde que foi inventada, há mais de um século.

Vou tentar explicar. O coração do seu automóvel chama-se motor à combustão interna. Esse mastodonte é um bicho que aspira ar e gasolina, joga essa mistura dentro de um cilindro e comprime com um pistão. A mistura, em alta pressão, recebe uma faísca que provoca uma explosão, forçando o pistão a um movimento no sentido contrário. O princípio básico é esse. Apaixonados por mecânica, como eu, conseguem até ver poesia no sincronismo dessa coreografia de válvulas, pistões e virabrequim. 

O motor de combustão interna foi inventado pelo alemão Nikolaus Otto, em mil oitocentos e lá vai pedrada. É uma máquina obsoleta. Se alimenta de petróleo, polui a atmosfera e, pasmem, chega a gastar 80% da energia que produz, só para o consumo interno. Isso mesmo, o atrito é tão grande, gera tanto calor, que sobra pouca energia pra prestar algum serviço, como movimentar um carro, por exemplo. Ao contrário do motor elétrico, que tem um aproveitamento muitas vezes melhor.

Ou seja, o motor do Otto é uma máquina que gasta quase tudo o que produz só para conseguir se manter funcionando. São os mesmos sintomas de uma patologia que se observa na máquina administrativa de certos governos e também na vida de muita gente. Será que estamos vivendo só pra pagar as contas, pra conseguir chegar até o fim do mês? Não sobra nada? Será que a gente trabalha só pra sobreviver, pra conseguir se manter em pé? Se é assim, em que momento a gente vive?

John Lennon dizia que “a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo planos para o futuro”. Quando a gente se dá conta, já foi, passou. Mario Quintana escreveu: “A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira… Quando se vê, já terminou o ano… Quando se vê, passaram-se 50 anos!”. Onde foi que se gastou tanta energia? Com que finalidade? Acho que vou repensar o modelo. Vou tentar evoluir para um sistema de vida inspirado no motor elétrico.

Lamento da lavadeira

Sabão um pedacinho assim
Olha agua um pinguinho assim
O tanque um tanquinho a assim e a roupa um tantão assim

Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Quintal um Quintalzinho assim
A corda uma cordinha assim
O sol um solzinho assim
E a roupa um tantão assim

Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá

A sala uma salinha assim
A mesa uma mezinha assim
O ferro um ferrinho assim e a roupa um tantão assim

Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá

Trabalho um tantão assim
Cansaço é bastante sim
A roupa um tantão assim
Dinheiro um tiquinho assim

Para lavar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá

Pois é assim, ao som de Virginia Rosa cantando LAMENTO DA LAVADEIRA de Monsueto Menezes que o Café Brasil que tratou de gente que a gente não vê, vai embora.

Olha em volta, meu… Quem sabe aquele gari ali é um MBA?

Com o visível Lalá Moreira na técnica, a visível Ciça Camargo na produção e eu, o invisível Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o Quarteto em Cy, Cacique e Pajé, Raul de Barros, Rhaissa Bittar e Virginia Rosa.

Gostou? Então manda um comentário pô! É no www.portalcafebrasil.com.br.

E pra terminar uma frase do dominicano, jornalista e ativista político Henri Dominique Lacordaire:

O orgulho divide os homens. A humildade os une.

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