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176 – Falando sobre Nação

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Luciano Pires -

nacao

Bom dia, boa tarde, boa noite. O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido para resolver seus problemas. Mas parece que existe uma conspiração para desunir o país. Para dividir o povo em castas, em classes, em raças, em grupos. E fazer com que um seja inimigo do outro. Que loucura, né? Pois é.

Pra começar o programa vamos com uma frase de Martin Luther King:

Devemos aprender a conviver juntos como irmãos ou pereceremos juntos como tolos.

 

Pra começar, vamos com um texto do Paulo Saab, que escreve nas Iscas Intelectuais de meu site. O texto do Paulo chama-se Falando sobre Nação.

Ao fundo você ouvirá o eterno clássico CANTA BRASIL, de Alcyr Pires Vermelho e David Nasser com o violão de Aderbal Duarte.

 

Dom João VI fugiu de Napoleão,veio ao Brasil e criou por decretos ,para ter o que governar, a estrutura do Estado brasileiro. Nascemos de cabeça para baixo. A nação deveria nascer antes e criar um Estado para gerenciá-la.

Aqui, criamos o Estado, que até nossos dias tutela a sociedade e ainda hoje estamos construindo a nação.

Vamos entender Nação numa metáfora futebolística. O que é uma Nação quando a referencia é um time de futebol? Fala-se de um grupo imenso de pessoas que torcem pelo mesmo objetivo de vitória. Usam simbolicamente a mesma camisa, defendem os mesmos valores e lutam conjuntamente em favor do melhor para seu time.

É esse o conceito de Nação, o que todos deveríamos fazer para o time Brasil. Evidentemente, não falo da Seleção de Futebol, onde existe essa visão, mas do país. Seria aplicar o conceito da torcida pela seleção brasileira, com o mesmo ardor, pelo país Brasil. Quando for assim a sociedade brasileira estará se consolidando como uma verdadeira Nação.

 

Temos um território descoberto em 1500. Portanto o solo brasileiro tem pouco mais de 500 anos  de pertencimento. O Estado brasileiro, nascido a partir de 1808, está completando seu segundo século de existência.

A Nação brasileira, o que fecharia o quadro de um Brasil completo, está ainda em formação. Em plena miscigenação.

Somos um país em busca de seus valores comuns, sua identidade ,sua peculiaridade, fruto dessa miscigenação das raças,costumes,religiões, gastronomias,culturas,letras, músicas e tudo o mais que aportou em nosso território nos fluxos imigratórios.

Considerando as datas que mencionei e olhando-as sob a ótica da história, estamos apenas começando a jornada brasileira. Roma, que forneceu a base da civilização ocidental existia há mais de 4 mil anos.

 

Alguém, com certeza, vai apontar o dedo: e os Estados Unidos? Têm praticamente os números semelhantes a partir da descoberta da América. Mas os diferenciais são gritantes e deram um destino diferente a cada país. Os Estados Unidos nasceram já como Nação, da união de treze estados independentes, formalizando de início uma carta constitucional que vigora até hoje. Nós só agora estamos na prática, fora do discurso demagógico,  começando a pensar o Brasil em termos de sociedade democrática.

Não dá para comparar.

É uma delícia, não é? Canta Brasil nas vozes de Geraldo Azevedo e Moraes Moreira… No céu, no mar, na terra, canta Brasil!

Pois é… O Paulo Saab traz um conceito interessante à reflexão: o conceito de NAÇÃO. Não custa nada lembrar, como sempre faço: nação é uma coisa, governo é outra. Nação é uma coisa, povo é outra. Nação é uma coisa, país é outra. Mas as pessoas costumam confundir tudo e dá no que dá: os brasileiros ainda não conseguem se enxergar como nação. Talvez precisemos de uma guerra para aprender? Ou, voltando à metáfora futebolística, precisamos da Copa do Mundo para conseguir a união em torno de um mesmo objetivo, não é?

Pois é. Mas veja bem: todo mundo quer um país melhor. Todo mundo quer o fim da fome. Todo mundo quer o amor distribuído em doses iguais. Todo mundo quer a natureza protegida e o ar e os rios limpos. Todo mundo quer as crianças sadias e educadas. Todo mundo quer saúde, dinheiro e felicidade.

Então… Se todo mundo quer o mesmo, por que não somos uma nação?

Olha que legal! Você ouve AQUI É O MEU PAÍS, de Ivan Lins e Vitor Martins, nas vozes do Folia de Três. O trio vocal FOLIA DE 3 formado pelas cantoras CACALA CARVALHO, ELIANE TASSIS E MARIANNA LEPORACE, iniciou sua carreira em novembro de 2005 com o lançamento do CD “PESSOA RARA” em homenagem aos 60 anos do compositor IVAN LINS. Fala a verdade, não é uma delícia?

 

Mas é complicado, viu? Não somos uma nação, pois apesar de compartilhar dos mesmos objetivos, divergimos sobre a forma de atingi-los. Não temos consciência do coletivo. Somos incapazes de renunciar à nossa individualidade em benefício da comunidade. Até porque se eu renunciar, vai aparecer um espertinho que vai se aproveitar pra tirar vantagem. E então temos um país assim: cheio de gente legal, alegre e com muita energia. Gente capaz de tirar água de pedra quando o assunto é futebol ou carnaval. Mas incapaz de canalizar as energias individuais para a construção de uma nação. Voltando à metáfora do esporte, veja como funciona o brasileiro: somos os melhores do mundo no futebol e no vôlei. Quando? Quando temos um técnico forte, capaz de se identificar com os jogadores e discipliná-los. Capaz de impor o coletivo sobre o individual. Quando isso acontece, as seleções são  imbatíveis.

Mas como é que você pode trazer essa prática para a sociedade? Para quase 200 milhões de pessoas? Ainda mais no malandríssimo País Tropical?

Precisa dizer que é o Wilson Simonal malandramente recriando o clássico de Jorge Benjor PAÍS TROPICAL? Não, né?

Ah, mas quer ouvir como foi uma das gravações originais do Jorge Ben lá em 1970?

Uma das mais importantes características de uma nação é aquela que está na frase de Martin Luther King que usei para abrir este programa: Devemos aprender a conviver juntos como irmãos ou pereceremos juntos como tolos.

Sobre esse assunto de “aprender a viver juntos”, encontrei um texto do sempre excelente Stephen Kanitz, chamado “Em Defesa da Classe Média”. Kanitz levanta uma lebre que costumamos deixar escondida…

 

[tec] chiclete com banana [/tec]

Ao fundo você ouvirá CHICLETE COM BANANA, o grande clássico de Gordurinha e Almira Castilho. Radicado no Rio desde 1952, o cantor e compositor baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) estourou quando “Chiclete com Banana” foi gravada por Jackson do Pandeiro em 1959.

O que você ouvirá aqui é a interpretação de Altamiro Carrilho, Sebastião Tapajós, Mauricio Einhorn e Gilson Peranzetta….

Existem centenas de teorias políticas escritas pelos mais variados cientistas políticos que têm defendido a tomada do poder por um grupo de pessoas inteligentes, éticas e compromissadas com o bem comum.

A lista de teorias é longa, desde o filósofo Rei de Platão, até os Socialistas Fabianos, os Sociais Democratas com sua elite de tecnocratas, até os escritos de Gramsci e seus intelectuais orgânicos e engajados. Serra no seu primeiro discurso de campanha em 2002 disse que havia escolhido as 100 melhores cabeças do país para montar um programa de governo, perdeu meu voto e de mais 2 milhões de eleitores da classe média que também acham que sabem pensar.

No mundo moderno de hoje, felizmente ou infelizmente, precisamos de muito mais do que uma elite de 100 ou 1.000 pessoas para mudar um país. Hoje, para um país dar certo é necessária a participação de milhões de cidadãos atuantes, que se distinguem dos demais pela suas pequenas lideranças, pelas suas pequenas iniciativas, nas suas pequenas comunidades e pequenas empresas.

 

São normalmente aqueles que mostram o caminho não pelas suas idéias, mas pelos seus exemplos. Exemplos de sucesso, disciplina, persistência e determinação. São aqueles que chamamos de classe média, os gerentes, os supervisores, os administradores, os pequenos e médios empresários, os juízes, os advogados, os médicos, os funcionários públicos, os profissionais liberais e os professores universitários.

É a classe média que gera emprego, que cria valor, razão pela qual é sempre mais tributada pela classe dominante. Normalmente, a classe média representa 10% da população, e se incentivarmos cada membro da classe média a criar 10 empregos, teremos pela primeira vez no Brasil o pleno emprego.

Poderia a classe média gerar empresas e nove por cada membro? Na realidade é o que já fazem, a maioria das pequenas e médias empresas, são abertas por pessoas da classe média, ou por ex-funcionários que aprenderam com alguém da classe média. Em Bento Gonçalves uma das melhores cidades para se viver no Brasil, existe uma empresa para cada 10 habitantes da cidade.

 

Se um incentivar cada empresa média a contratar 12 funcionários em vez de 10, sabem o que iria acontecer? Os salários não parariam de subir, porque não daria para contratar 120% da população. Cada pequeno empresário teria de tentar roubar o funcionário do outro, oferecendo um salário maior. Que beleza!

Não são os intelectuais e os professores nas faculdades que ensinam os segredos do sucesso na vida. Quem ensina é a classe média, aos seus 10 a 50 funcionários, muitos dos quais acabam montando negócios concorrentes. Pobre não aprende de rico nem de intelectual. Pobre emula a classe mais próxima, a classe média, aquela que ainda lembra como era ser pobre, e conseguiu sair dela criando valor.

Só que no Brasil ninguém defende a classe média, muito menos seus valores e sua postura política. Os ricos são naturalmente de direita, são conservadores, querem manter o status quo. A classe média não é de direita nem de esquerda. É de centro e liberal. São os profissionais liberais por excelência, que acreditam na autonomia, na responsabilidade pessoal e social, na poupança para a velhice, nos valores familiares, no imposto sobre herança. Mas o liberalismo é a ideologia mais atacada no Brasil, pela direita e pela esquerda. A direita vê na classe média uma ameaça, a esquerda vê nela a burguesia a ser destruída.

 

Que eu saiba, nenhum jornal brasileiro defende a ideologia da classe média, justamente seus leitores. Não há um jornal liberal, que defenda os valores típicos da classe média. Por isto, a classe média está deixando de renovar suas assinaturas de jornais e revistas, onde o editorial normalmente defende os valores da direita, o resto do jornal defende os valores da esquerda.

A circulação de jornais e revistas tem caído quase 20% nestes últimos anos, justamente porque a classe média cansou de comprar jornais que não defendem os seus pontos de vista, somente os daqueles que querem a sua destruição.

O primeiro jornal diário a ser criado por pessoas de classe média, que defendam os valores da classe média, terá todos os anúncios e circulação que desejar, sem precisar de anúncios do governo, empréstimos do BNDES, nem viver na corda bamba, fazendo editoriais para não criticar demais o governo.

Pois então… Stephen Kanitz fala de um problema sério, que estamos deixando em segundo plano. Todos queremos o melhor para a sociedade, para nosso filhos, para nosso pais e para o mundo. Mas estamos com a visão embaçada por discursos que pregam o ódio e a desunião. Já é tempo de abrir os olhos…

 

E é assim, ao som de MEU PAÍS, primeiro trabalho solo de Tim Maia lançado num compacto em 1968 que este Café Brasil reflexivo vai embora.

É o Tim quem diz: mesmo ainda quando há luta / do alto se escuta / em uma só voz que diz: somos como irmãos.

Com Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e eu, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco: Aderbal Duarte, Geraldo Azevedo com Moraes Moreira, Folia de 3, Altamiro Carrilho, Sebastião Tapajós, Mauricio Einhorn e Gilson Peranzetta, Wilson Simonal, Jorge Ben e João Bosco…

Quer mais? Visite portalcafebrasil.com.br

Pra terminar, vamos com Charles de Montesquieu, filósofo francês:

A sociedade é a união dos homens, e não os próprios homens.