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Luciano Pires -

O programa de hoje trata de tecnologia. Ou melhor, do impacto que a tecnologia tem sobre nossas vidas. Mas com um foco especial: o que é que a internet está fazendo com o jornalismo? Os jornais vão acabar? A web é uma ameaça ou uma oportunidade? Entre na discussão.com!Na trilha sonora, sabe como é,  aquelas locuras do Café Brasil: Tom Zé, Burnier e Cartier, A Cor do Som, Choro na Feira, Martinho da Vila e Maria do Céu. Apresentação do semi-analfabeto tecnológico Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite! Que privilégio viver nestes nossos tempos! Que privilégio ter acesso à tecnologia com a qual nossos avós nem mesmo sonharam. Que privilégio viver numa época em que nunca antes na história deste país se fez tanto… Mas será? Será que nunca antes? Hummmm… vamos falar a respeito?

Que tal começar com uma frase de Confúcio:

Só os grandes sábios e os grandes ignorantes é que são imutáveis.

E quem será que ganhou o prêmio da semana hein? Um exemplar do meu livro Nóis que invertemo as coisa? Foi a Marta Sobrinha , que comentou o programa UM DIA ÚTIL, dessa forma:

“Essa foi de lascar, como se diz aqui pela minha terra e em outros locais do Brasil! Pessoal do Café Brasil, hoje o Luciano me provocou!
Como muitos, um dia chegou na caixa de e-mail o texto sobre roer unhas, dias depois o vi na TV Cultura e a partir disso leio, escuto, recomendo e principalmente saboreio o Café Brasil….vou à caça das preciosidades das indicações, por ex. o CD Baita Negão, que eu amo..e é claro já passei pelo “ouvinte de podcast” e até então nunca havia pensado em lhes escrever.
Mas hoje, sucumbi… o final da frase em que o Luciano ao responder o Diego diz sobre a falta do atributo: força de vontade, me deu um nó, então achei por bem deixar uma nota e tornar meu dia útil…rsrsrsr e dizer que envelhescência coube como luvas e  o Cinto de Inutilidades então…cantarolei junto, achava que era só coisa minha, porque além de reconhecer que os textos mexem comigo tenho que registrar e lhes agradecer por todo este conteúdo maravilhoso! Parabéns moçada!”
Marta Sobrinha

E a Marta ganhou o livro porquê? Porque deixou um recadinho no www.portalcafebrasil.com.br . E você, hein? Ah! Você baixa pelo Itunes? Dá um pulo lá. Tem um lugar pra deixar mensagens também no Itunes.

Ui (você inventa)

Você inventa – grite!
Eu invento – ai!
Você inventa – chore!
Eu invento – ui!
Você inventa o luxo
Eu invento o lixo
Você inventa o amor
Eu invento a solidão…

Você inventa a lei
E eu invento a obediência
Você inventa a deus
E eu invento a fé
Você inventa o trabalho
E eu invento as mãos
Você inventa o peso
E eu invento as costas
Você inventa a outra vida
Eu invento a resignação
Você inventa o pecado
E eu fico aqui no inferno
Meu Deus, no inferno
Valha-me Deus

Olha que delícia… Você está ouvindo, no podcasdt, UI (VOCÊ INVENTA) com ninguém menos que Tom Zé. Eu tenho que me penitenciar. Eu toco muito pouco Tom Zé no Café Brasil. Aliás, a culpa é da Ciça. Isso é uma vergonha. Mas, nunca é tarde. Tom Zé, esse maluco, no Café Brasil!

Vamos ver se você adivinha: um jovem estudante tem uma idéia ainda durante os anos de faculdade. Um professor vê na idéia viabilidade comercial e aconselha o garoto a patenteá-la, o que ele faz. O garoto sai da escola e monta sua pequena empresa “de garagem”. Em dois anos o negócio cresce e consegue investidores. E dali pra frente o crescimento é vertiginoso, transformando a empresa num negócio bilionário.

Steve Jobs com o MacIntosh? Bill Gates com o Windows? Os meninos do Google? Ou do Facebook? Pois deixe-me surpreender você: a história que contei é do estadunidense Clarence Spicer que inventou a tecnologia da junta universal que revolucionou os sistemas de transmissão de força dos automóveis e caminhões produzidos nos EUA. O ano? 1903… A pequena empresa fundada por Clarence transformou-se na gigante Dana, a multinacional na qual trabalhei por 26 anos.

O que está acontecendo hoje com a internet e com esses jovens gênios nada mais é que a repetição de histórias que aconteceram durante toda a evolução da humanidade.

Portanto, a conversa de que “nunca o mundo teve tantas inovações” ou “jamais evoluímos na velocidade de hoje” é um daqueles chavões que nós, arrogantes atuais donos do mundo, usamos impunemente. Mas isso é até compreensível.

É só olhar para o que aconteceu de 20 anos para cá: telefone celular, Ipod, caixa eletrônico, internet, Viagra, câmeras digitais, GPS… Que loucura, não?

Mas se voltarmos para 1870, por exemplo, o que é que veríamos? O surgimento das máquinas de calcular e de escrever, o telefone, a lâmpada elétrica, os guarda-chuvas, tubos de raios catódicos (que possibilitariam o surgimento da televisão), o filme fotográfico… Em 1880 tivemos a privada com descarga, os motores a combustão, lâminas de barbear, ferro de passar, o gramofone, os pneus… Lá pros anos de 1920 surgiram a comida congelada, aerosol, insulina, penicilina, televisão, barbeadores elétricos, cinema com som, alto-falantes…

E ao longo dos anos 1960 e 1970? O homem na lua, os aviões supersônicos na aviação civil, a televisão em cores, a comunicação por satélite, o computador… E olha que fui bem econômico. Se você for fundo verá a quantidade impressionante de tecnologias surgidas desde sempre, muitas delas mudando a história da humanidade.

É mentira que “nunca como hoje vivemos mudanças tão profundas”. Talvez hoje a velocidade com que a informação trafega torne a disseminação e adoção das novidades muito mais rápidas do que antigamente. Mas o espírito de mudança, de evolução, da capacidade do homem de encontrar soluções é o mesmo desde que descemos das árvores. Só parece mais sofisticado, mais abrangente, mais profundo. Mas é o mesmo espírito.

E é aí exatamente que mora o perigo: a evolução tecnológica sempre seguiu à frente da evolução das idéias do homem sobre como viver em sociedade.

Não é preciso muito pra perceber que na raiz dos maiores problemas que nos afligem estão os mesmos problemas que afligiam os gregos, milhares de anos atrás.

Filosofia

O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia

Você ouve no podcast, o inconfundível Martinho da Vila, cantando aqui FILOSOFIA, do mestre Noel Rosa. Você comprou esse CD? POETA DA CIDADE – MARTINHO CANTA NOEL. Não comprou? Devia…

Mas o papo aqui hoje é essa evolução tecnológica. Eu posso dizer de boca cheia. Eu tenho o privilégio de apreciar talvez a maior revolução tecnológica da humanidade, um negócio chamado
internet. Sempre digo que não temos ainda idéia do impacto que ela está causando e causará no desenvolvimento do homem. Muita gente tem escrito a respeito, mas quero trazer aqui trechos de uma entrevista do jornalista Juan Luis Cebrián, fundador do ‘El País’ e hoje seu diretor. Ele trata do impacto da internet nos meios de comunicação e na política.

Ao fundo ouviremos VALSA TRISTE, do cearense Francisco Soares de Souza, na delicada interpretação da violonista carioca Maria do Céu.

No fundo a internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado?  As próprias organizações políticas foram ultrapassadas pela movimentação dos cidadãos.

Como ordenar tudo isso? Não sei. O envolvimento da imprensa com a política é um fenômeno antigo. O que é novo é a instantaneidade, a globalidade e a capacidade de transmissão de dados que, por si só, configura um poder fabuloso.

A internet cria um mundo sem hierarquias. E nós, acostumados ao mundo piramidal, com instituições fortes, o Estado, a Igreja, os partidos, enfim, com ordem estabelecida, agora temos que nos achar nessa imensa rede onde todos mandam e ninguém obedece. A sociedade democrática se move pela norma, que nos conduz à lei. No mundo virtual, a norma não conduz à lei, mas ao software.

Os jornais, tal como os conhecemos, se acabaram. Adeus… Não significa dizer que deixarão de existir. Esse adeus resulta tão somente da constatação de que os impressos pertencem à sociedade industrial, e não estamos mais nela.

Entramos na sociedade digital. Em 2009, cerca de 600 jornais fecharam as portas nos EUA, alguns deles com muita tradição. Em geral, jornais nascem defendendo bandeiras políticas e, ao se manterem à custa das receitas publicitárias, preservam sua independência. Como esse modelo ficará? Não é uma bem-sucedida transposição do impresso para o online, porque não é verdade. São veículos diferentes. 

O que nos cabe perguntar é que tipo de jornalismo queremos ter na rede. Ainda não está claro.

Teremos de investir em capital humano na rede se quisermos fazer diferença: ter bons jornalistas, gente com preparo para enfrentar operações globais. Mas é preciso mudar nossa forma de pensar. Nós continuamos a fazer jornais como se fôssemos o centro do mundo. Creio que já me livrei da dúvida de se a internet é uma ameaça ou uma oportunidade. Estou convicto de que é uma oportunidade.

Olha. Se é oportunidade, não sei. Mas, se eu fosse jornalista, eu estaria cantando uma coisa mais ou menos assim:

A encruzilhada

Eu vou botar seu nome na encruzilhada
Uma dúzia de velas, marafo e dendê
Eu vou botar seu nome na encruzilhada
E uma galinha preta eu vou dar pra você
Le le le le le le
O feitiço que você fez pra mim
Eu mando de volta pra você
Meu santo é forte, sou filho de pai Xangô
E na minha aruanda
Só tem paz e muito amor

Que tal hein? Essa ai é A Encruzilhada, de 1976. Quem compôs foi Bentana e Sonia Amaral. E eu acho que quem está cantando aí, chamava-se Lincoln. Eu achei essa daí num vinil antigo chamado O Rio dá samba, apresentado por João Roberto Kelly, que é um pianista, compositor e produtor, que deixou pra nós algumas pérolas, entre elas uma musiquinha chamada Cabeleira do Zezé.

Então encontro no Observatório da Imprensa, um artigo escrito por Cleyton Carlos Torres, jornalista e blogueiro, chamado “O digital não irá matar o jornalismo”.

Ao fundo você ouvirá Saudades do Muri, de Franklin da Flauta, com o Choro na feira.

A indústria pornô mundial está em crise. O motivo? A internet é tão democrática que popularizou até a pornografia. A indústria pornô mundial não tem como combater a pornografia amadora que, diga-se de passagem, parece ter atraído muito mais a atenção desses consumidores de entretenimento adulto. Para se ter uma noção do poder desse segmento de mercado, a pornografia, atualmente, só perde para as redes sociais como atividade na internet.

O caso da indústria de filmes pornográficos e a internet dizem muito mais sobre como a revolução digital tem impactado o mercado como um todo do que diversos setores específicos e determinados. Porém, é muito mais divertido proclamar a morte da mídia e, principalmente, o fim catastrófico da imprensa. Todos os gurus enigmáticos esquecem que, como a indústria pornô, o jornalismo também é apenas uma indústria que precisa modificar suas atividades para se adaptar às novas ferramentas tecnológicas. Mas não. É mais divertido dizer que a imprensa será aniquilada.

Sempre que uma nova mídia nasce, os gurus enigmáticos proclamam o fim do meio vigente anterior. Eles erraram. O que deve acabar são os hábitos de diagnosticar como pacientes terminais todos os veículos ainda mantidos na plataforma analógica. Mudar apenas o formato de estrutura não irá lhes garantir nenhuma subsistência.

Um exemplo? Com os surgimentos do rádio, da TV e até mesmo do cinema, muitas mortes foram divulgadas. Entretanto, nunca se consumiu tanta informação e entretenimento oriundo desses meios. A web possibilitou que tais mídias maximizassem seus alcances. Nunca se consumiu tanto vídeo. A TV não morreu e não matou ninguém. A indústria fonográfica, por exemplo, se desfaz em pó enquanto o segmento musical explode em todo mundo. Só mudar a plataforma não adianta nada. É necessário mudar a mentalidade de produção. A rádio online, por exemplo, é um demonstrativo de que é possível mudar alguns paradigmas e triunfar no mundo digital.

É…sem falar do podcast, né?

Que bom esse som que está tocando no podcast, não é? Pois é o A COR DO SOM, com CONVERSANDO É QUE AGENTE SE ENTENDE, do Armandinho, sabe quando? Lá em de 1977…

Retomando nosso texto.

O que deve ser levado em conta não são apenas as mudanças de paradigmas, mas sim, quais são os paradigmas da mudança. Não estamos inseridos em uma era de transformações, mas sim, em uma migração de era.

A era digital já está inserida em nosso contexto diário. Querer eliminar o jornalismo apenas para provar tal mudança chega a ser patético. O jornalismo contribuiu e ainda contribui para que formulemos a tal sociedade 2.0 que muitos almejam. Proclamar o fim da imprensa está mais para um sacrifício pagão do que uma sequela do digital e suas modificações imputadas.

O jornalismo, agora extremamente online, continuará perpetuando pelos registros humanos. O que muda são as formas de produção e consumo relacionados a esse meio. Modificamos nossa maneira de adquirir conteúdo informacional e, por isso, devemos nos adaptar para uma nova frente de produção, cada vez mais frenética, segmentada e com a participação direta do público consumidor de informação.

Muito bem. Faço as reflexões deste programa diante da tela de meu laptop conectado à internet por meio de um mini modem de banda larga e lendo as últimas notícias sobre os temas que me preocupam. E sabe o que acontece? Nada do que me preocupa tem como pano de fundo a tecnologia. Mas tem a inveja, a ganância e a sede pelo poder.

É… Época triste esta nossa, quando é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.

Ah, quem disse isso foi Albert Einstein, uns 60 anos atrás. O que será que ele diria hoje?

Deixa mudar 

Sorrisos e teu olhar
É tudo que vai ficar
O amanhecer no mar
Menino, que festa
Dia virá e sempre a zunir
Minha juventude
Deixa mudar
Tá decidido, não vai cair
O tempo perdido
Não volta atrás
Tudo outra vez
Você meu encanto
Amor que você roubou
Como o amanhecer ao mar
Levou toda a vida
Tempo me faz, o tempo dirá
Minha juventude
Deixa mudar
Tá decidido, não vai cair
O tempo perdido
Não volta atrás
Tudo outra vez

E é assim, ao som de DEIXA MUDAR, com os violonistas, cantores e compositores Octávio Bonfá Burnier e Cláudio Cartier que o programa de hoje que tratou do impacto da evolução tecnológica em nossas vidas, vai embora.

Com o tecnológico Lalá Moreira na técnica, a analógica Ciça Camargo aos tapas com o computador na produção e eu, um semi-analfabeto tecnológico Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco Tom Zé, Martinho da Vila, Maria do Céu, Choro na feira, A Cor do Som e Burnier e Cartier

Gostou hein? Então visite o www.portalcafebrasil.com.br e fique tecnologicamente em dia.

E pra terminar, uma frase do arquiteto, escritor e inventor estadunidense Richard Fuller:

A humanidade está adquirindo toda tecnologia certa pelas razões erradas.

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