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249 – Essa tal de espiritualidade

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Luciano Pires -

“Deus nos deu asas. Mas as religiões inventaram gaiolas.” Com essa frase do mestre Rubem Alves começamos o programa da semana que vai refletir sobre o que quer dizer “espiritualidade”. Ela faz falta em sua vida? Há quem aposte que quando o indivíduo percebe que é a alma ou espírito, não tem mais tanto apego ao corpo. E assim sente-se livre… Vixe! Numa trilha sonora divina teremos Vozes das Geraes, Tavinho Moura com Fernando Brandt, Enúbio Queiróz, Pedro Bento e Zé da Estrada, Iluminuras, Cigano e Carlos Careqa. Com a bênção de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite! Você já parou pra pensar  no que quer dizer “espiritualidade”? Ela faz falta em sua vida? Que tal então tentar entender do que é que falamos quando dizemos “espiritualidade”? É por ai que vamos no programa  de hoje.

Pra começar, uma frase do mestre Rubem Alves:

Deus nos deu asas. Mas as religiões inventaram gaiolas.

E o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA vai para o ouvinte Caio, que comentou o programa ASMA ESPIRITUAL:

“Olá Luciano, gostaria primeiramente de desculpar-me pela minha ausência, mas quero que entenda que minha omissão foi por humildade, ou talvez inexperiência. Acontece que tenho apenas 22 anos e provavelmente sou um de seus ouvintes mais jovens, e é justamente por isso que evitei comentar até que surgisse um assunto que me permitisse contribuir com algo ao menos digno de ser lido, espero que seja!

Religião pra mim sempre foi um problema, hoje a maior parte da minha família é composta de evangélicos, mas nem sempre foi assim. Alguns já foram católicos, outros umbandistas entre outras religiões. Fui criado desde pequeno na igreja evangélica, frequentava as escolas bíblicas dominicais, fui a retiros, fui batizado e acompanhava minha mãe com frequência aos cultos dominicais. Mas a doutrina me sufocava, e eu não entendia porque nós éramos sempre os certos (os salvos) e os outros os errados (ímpios). Afinal, dentre os que eram vistos como errados, segundo a doutrina, muitos eram meus amigos de colégio e depois de faculdade e eu os amo e sempre os achei pessoas muito justas e corretas, mais humanas muitas vezes do que os que se denominavam cristãos e andavam com a bíblia sempre embaixo do braço.

Foi só quando entrei na universidade que eu fui entender de verdade que fé e religião eram coisas diferentes, e que por detrás da doutrina religiosa existem interesses nada divinos. Vivi isso na pele quando houve um quase comício político durante um culto na igreja que eu frequentava. Hoje me tornei rebelde para com a doutrina, não consigo ficar sentado ouvindo alguns pastores que subestimam os ouvintes, como se estes não pudessem interpretar as escrituras também, só a eles essa dádiva é revelada, por favor né?
Fiquei muito feliz ao escutar você através das palavras de um pastor que enxergue para além dos dogmas e enxergue um amor e respeito ao próximo que para mim é a essência do ser humano, esse foi o ensinamento mais valioso que me ficou dos ensinamentos que recebi.

Desculpe se escrevi muito, não sei ser sucinto, além do mais tinha que tirar o atraso dos meus comentários não feitos. Parabéns pelo Café Brasil, ele é um alento semanal para minha cabeça.”

Opa! O Caio escreveu pra gente, inspirou um programa e ganhou um livro! E você, hein? Vai ficar ai só meditando? Se mexe, ô!

A espiritualidade brasileira é imensamente retratada em nossa música popular, com verdadeiros tesouros que inspiram e emocionam mesmo que você não se sinta bem discutindo espiritualidade. Como esta aqui, por exemplo:

Bandeira do Divino

Os devotos do Divino vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino ser bem-vinda, ser louvada, ai, ai
Deus nos salve esse devoto pela esmola em vosso nome
Dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome, ai, ai

A bandeira acredita que a semente seja tanta
Que essa mesa seja farta, que essa casa seja santa, ai, ai
Que o perdão seja sagrado, que a fé seja infinita
Que o homem seja livre, que a justiça sobreviva, ai, ai

Assim como os três reis magos que seguiram a estrela guia
A bandeira segue em frente atrás de melhores dias
No estandarte vai escrito que ele voltará de novo
E o Rei será bendito, ele nascerá do povo,ai, ai

Que delícia! Um petardo pra começar o programa. Bandeira do Divino, de Ivan Lins e Vitor Martins, aqui na interpretação do Vozes das Gerais…

Convidei recentemente  um amigo, Ed René Kivitz, para assumir as Iscas Espirituais no Portal Café Brasil. O Ed é pastor Batista e publicou um texto chamado “Essa coisa chamada espiritualidade”, que cai como uma luva neste programa.

Dâmocles invejava Dionísio, governador de Siracusa, a cidade mais rica da Sicília do século 4. Acreditava que Dionísio era um bem-aventurado, que possuía tudo quanto um homem pode desejar. Até que foi convidado por Dioníso para trocar de lugar com ele por um dia. No banquete noturno, Dâmocles percebeu que havia sobre sua cabeça uma espada que pendia do teto, sustentada apenas por um fio da crina de um cavalo. Imediatamente perdeu todo o interesse naquele lugar de honra. Devolveu o trono ao seu legítimo dono e nunca mais invejou sua posição.

O mito da espada de Dâmocles é geralmente usado para demonstrar a condição vulnerável dos que ocupam o poder. Mas pode também ser usado para demonstrar a morte que a todos espreita. Fala da efemeridade da condição humana. A espada de Dâmocles representa a insegurança, a vulnerabilidade, e aponta para a angústia que carregamos no peito em virtude da consciência de finitude, da certeza do fim.

A miserabilidade do ser humano está no fato de que não somente é finito, como todas as demais criaturas, mas também e principalmente consciente da inexorabilidade de seu fim. Paradoxalmente, entretanto, essa angústia diante da morte é também a salvação do humano. Tire a imortalidade do homem e ele cai de quatro, dizia Nelson Rodrigues.

A certeza do fim nos angustia justamente porque somos habitados por um senso de eternidade. Esse paradoxo é descrito de maneira magnífica por Álvaro de Campos, pseudônimo de Fernando Pessoa, em seu poema Tabacaria: “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

A palavra “espiritualidade” expressa esse encontro entre o finito e o infinito nas profundezas do ser humano. A espiritualidade é a experiência da busca e/ou encontro do sentido último da existência e, de certa maneira, o encontro com a realidade sagrada ou divina. A espiritualidade implica o anseio de transcendência. O teólogo existencialista Paul Tillich sustenta que “Deus é a resposta à pergunta implícita na finitude do homem. Ele é o nome que damos àquilo que nos preocupa de forma última”, pois “tudo aquilo que preocupa o ser humano de forma última se torna deus para ele e, inversamente, um ser humano só pode estar preocupado de forma última com aquilo que, para ele, é deus”. A morte é certa. E a vida é questão de fé.

Paixão e fé

Já bate o sino, bate na catedral
E o som penetra todos os portais
A igreja está chamando seus fiéis
Para rezar por seu Senhor
Para cantar a ressureição

E sai o povo pelas ruas a cobrir
De areia e flores as pedras do chão
Nas varandas vejo as moças e os lençóis
Enquanto passa a procissão
Louvando as coisas da fé

Velejar, velejei
No mar do Senhor
Lá eu vi a fé e a paixão
Lá eu vi a agonia da barca dos homens

Já bate o sino, bate no coração
E o povo põe de lado a sua dor
Pelas ruas capistranas de toda cor
Esquece a sua paixão
Para viver a do Senhor

Que paulada… PAIXÃO E FÉ, de Tavinho Moura e Fernando Brant, com eles dois cantando, sempre emocionante…

E a Lucia Winther, que participa do fórum do Portal Café Brasil, fez um comentário tão legal ao texto de Ed René Kivitz que eu achei que devia usar aqui.  

A teoria de que o Homem é um animal é muito mais recente e menos aceita do que a percepção do ser humano como um ser espiritual ou alma.

Em 1879, Wilhelm Wundt da Universidade de Leipzig, propôs a teoria de que era possível compreender totalmente o Homem estudando apenas coisas materiais.  Apesar de Wundt nunca ter realmente provado nenhuma de suas teorias, a escola da psicologia experimental tinha nascido. Desta forma, a palavra psicologia que significa “o estudo da alma” foi transformada no estudo do cérebro e do comportamento humano animal.

Segundo Wundt, não havia nenhuma parte imaterial no Homem, nenhuma mente, nenhuma alma. Um ser humano poderia ser estudado da mesma forma que uma rã ou um rato.

Estas idéias foram de grande utilidade ao governo da Alemanha durante a guerra. Afinal, se um cão pode ser treinado para salivar, um homem pode ser treinado para matar. Só se requer que ele fique condicionado a idéias diferentes a respeito do valor da vida humana e da constituição dos que estão no campo inimigo.

Por isso que, atualmente, até mesmo em grandes religiões que acreditam na existência da alma ou espírito, o corpo ainda é muito venerado.

Quando o indivíduo percebe que é a alma ou o espírito, ele não tem mais tanto apego ao corpo. Perceber (não crer) que somos o próprio espírito traz uma autoconfiança enorme e uma grande liberdade. Pois quem poderia nos controlar? Qualquer um que lute contra esta idéia quer manter o ser humano escravizado ao seu corpo e controlado a pensar e agir de acordo ao que gera mais poder e lucro aos que nos escravizam.

A Humanidade, como um todo, tem sido e é religiosa, independentemente da forma como a sua crença em seres espirituais se manifesta. A civilização existe em grande parte devido à crença do Homem na espiritualidade e as suas aspirações a algo mais elevado do que sua existência atual.

Romaria

É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
dessa vida cumprida a só

Refrão
Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

O meu pai foi peão, minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi
Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar

Eu acho que essa versão você não tinha ouvido… é o clássico ROMARIA, de Renato Teixeira, nas vozes e arranjo caipiríssimos  de Pedro Bento e Zé da Estrada. Aquelas coisas do Café Brasil, né?

E então a ouvinte Patricia manda um comentário-testemunho que vai deixar muita gente pensativa…

“Luciano, bom dia. Também tive uma educação católica, frequentei missas semanalmente e tudo mais. Quando eu tinha 15 anos minha mãe faleceu, infarto fulminante aos 39 anos. Ela era uma pessoa dura de poucas palavras e justamente naquele dia fatídico, enquanto conversava descontraidamente comigo , que era um momento raríssimo, caiu, na minha frente, sem chance de absolutamente nada…

Entrei em choque, durante aproximadamente um ano e meio chorei todos os dias sem entender o que havia acontecido, como estamos aqui e de repente não estamos mais? Qual o sentido de tudo que vivemos, lutamos, discutimos, amamos, odiamos? Nunca mais haveria de encontrar minha mãe, nunca mais haveria de falar com ela o quanto a amava? O quanto ela deveria ter me abraçado e não me abraçou? Não tive nem chance de dizer adeus… nada!

E aí a crise espiritual se iniciou… durante treze anos da minha vida estive ´brigada´ com Deus, simplesmente não aceitava que ele nos tratasse como ´marionetes´ que Ele deixa brincar,  viver, conviver, criar relações e quando bem entende ele recolhe do palco.

Depois, já com 28 anos de idade, quando me tornei mãe, entrei em crise total, o que iria ensinar a esta criança se eu estava tão confusa? Eu me sentia uma criança que precisava de colo. Enfim, neste momento as coisas aconteceram de maneira misteriosa, divinamente misteriosa, algumas pessoas especiais cruzaram o meu caminho, me falaram de Deus de uma maneira absolutamente diferente, independente da religião, eram católicos, espíritas, budistas, metafísicos, cada um colocava um ponto de vista do conceito de Deus para mim e eu comecei a me aprofundar, li algumas obras, voltei à Bíblia, e principalmente … principalmente olhei para dentro de mim mesma, fiquei em silêncio, refleti sobre tudo, falei com as pessoas que me magoaram, procurei entender a minha mãe e, fui montando um mosaico próprio, ajustado às minhas necessidades, dando respostas às minhas perguntas e criei o meu conceito de Deus.

Hoje, estou em paz com Ele, estou em paz com a vida e com a morte e sei que Ele existe, sob diversas formas, principalmente naquele conceito de que “somos Sua imagem e semelhança”  Ele está em nós e, inevitavelmente nós Nele e devemos aprender a ver as coisas, os fatos da vida sob uma perspectiva maior, de integração e aprendizado contínuo. Acredito fielmente que a felicidade está no equilíbrio da saúde e consequentemente da paz entre corpo, mente e espírito.”

Ô Patricia, obrigado pelo testemunho. Você ganhou um livro, sabia? Manda um email pra gente…

Ah, e ao fundo você ouviu o canto do Iluminuras, com O CIO DA TERRA, de Milton Nascimento e Chico Buarque.

Oração a Nossa Senhora Aparecida

Ó Senhora Aparecida!
Tu que foste concebida
Rainha e padroeira do Brasil.
Em todos os lares adorada
Entre as flores conservado
Seu manto azul cor de anil
Desde um palácio enfeitado
Até um rancho abandonado
Lá nos confins do sertão
Existe a imagem querida
Da Senhora Aparecida
Para a sua proteção
Essa luz do peão andante
Que mesmo tão distante
Uma oração diz assim
Ó Senhora Aparecida
Protejei minha mãe querida
Que está bem longe de mim
Eu, sendo um simples artista
À procura de uma conquista
Vou pela estrada da vida
E carrego com confiança
E cheio de eperança
A imagem da Senhora Aparecida

Que bonito. Esse que você ouviu no podcast, foi o Cigano, declamando com aquela voz de locutor de festa de peão de boiadeiro a Oração à Nossa Senhora. Essa eu já toquei aqui mas não resisti. É uma dquelas coisas que você só ouve por aqui, não é?

E então? Deu pra refletir sobre o que vem a ser a tal da espiritualidade? E pra perceber que ela é diferente de religião?

Como diz o mestre Rubem Alves: 

“As pessoas não se ligam a uma religião por razões intelectuais. Elas se ligam a uma religião por razões afetivas. É a experiência social, todos juntos rezando, todos juntos com as mãos levantadas, todos juntos chorando, todos juntos cantando, todos juntos confessando os seus pecados que cria o entusiasmo religioso. A vida é uma luta conta a solidão. É melhor ser pecador junto que ser justo sozinho…”

Meu querido Santo Antonio

Meu querido Santo Antônio
Me arranja um amor
Meu bonzinho São Toninho
Me dá uma colher de chá

Meu coração pequenininho
Já não agüenta mais sofrer
Meu querido Santo Antônio
Vem aqui me socorrer

Abre bem os meus olhos
Seca minha ambição
Mostra-me o que é bonito
Sem me dar perturbação
Deixa que eu sinta o vento
Soprar em minha direção
Me concede essa graça
Me dá a tua proteção

Tô saindo de fininho
Que é pra não lhe incomodar
Mas não esquece seu Toninho
Uma maneira de ajudar

Sei que fui um sonhador
Sei que fui um tafetá
Hoje quero bem mansinho
Alguém pra me acompanhar

E é assim, ao som de Meu Querido Santo Antonio de Carlos Careqacom ele e uma “turma”, que o Café Brasil que tratou mais um pouquinho sobre espiritualidade, vai saindo de mansinho.

Com o reverente Lalá Moreira na técnica, a beata Ciça Camargo na produção e eu, o perdido Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco, Rubem Alves, o ouvinte Caio, Vozes das Geraes, Ed René Kivitz, Tavinho Moura, Fernando Brandt, Lucia Winther, Enúbio Queiróz, Pedro Bento e Zé da Estrada, a ouvinte Patrícia, o Iluminuras, Cigano e Carlos Careqa.

Este é o Café Brasil, um programa ouvido por gente interessada em exercitar o cérebro, formadora de opinião e que influencia outras pessoas. Já pensou a sua marca aqui, mostrando que você se importa? Seja um patrocinador do Café Brasil. Custa pouco, não dói nada e você ainda ajuda a estimular as pessoas a pensar. Pensar? Pô, meu, no Brasil de hoje isso é fazer muito! Entre em contato através do www.portalcafebrasil.com.br  e junte-se a nós!

E para terminar, uma frase de um anônimo:

Religião é para aqueles que não querem ir para o inferno. Espiritualidade é para aqueles que já passaram por ele…

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