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Luciano Pires -

O programa da semana era pra ser sobre Natal. Acabou tratando de Música Popular Brasileira, de Natal. Um presente para fechar o ano com chave de ouro. Vamos falar (e tocar) músicas que você cantou quando era criança, comentando um pouco sobre elas. E no meio, um pouco sobre Assis Valente um compositor brasileiro que era capaz de traduzir ao próximo e a si com muita clareza, mas tinha dificuldades em se relacionar com o mundo. Na trilha sonora um Adoniran Barbosa que nunca foi gravado, Eliezer Setton, os Golden Boys, Simone, Ivan Lins, Novos Baianos, Roberto Gnatalli e sua garotada, Agostinho dos Santos e Altamiro Carrilho. Feliz Natal! Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite, bem vindo ao nosso Café Brasil. Esta edição era pra ser sobre Natal. Acabou tratando de Música Popular Brasileira, de Natal. Um presente para fechar o ano com chave de ouro.

Véspera de Natal 

Eu me lembro muito bem
Foi numa véspera de natal
Cheguei em casa
Encontrei minha nega zangada, a criançada chorando,
Mesa vazia, não tinha nada.

Saí, fui comprar bala mistura,
Comprei também um pãozinho de mel
E cumprindo a minha jura,
Me fantasiei de papai noel

Falei com minha nega de lado
Eu vou subir no telhado
E descer na chaminé
Enquanto isso você
Pega a criançada e ensaia o dingo-bel

Ai meu deus que sacrifício
O orifíciu da chaminé era pequeno
Pra me tirar de lá
Foi preciso chamar,
Os bombeiros

Abro este programa especial com um Adoniran Barbosa precioso, que já usei uma vez. Mas que merece ser ouvido outra vez.

E quem ganhou o brinde da semana, um exemplar de meu livro BRASILEIROS POCOTÓ foi a Flávia  a primeira a comentar o podcast Sobre relevância e Perspectivas. A Flávia escreveu assim:

“Atualmente, me vi ansiosa esperando pelo próximo podcast, porque percebi que temas “relevantes” para mim são abordados de uma forma divertida e cheia de ritmo! Muito legal! Se formos olhar pela “perspectiva” de que o primeiro comentário foi meu, eu mereço ganhar o brinde da semana… rs! Brincadeira! Com ou sem brinde, é um prazer ouvir sua voz no podcast!!”

Tai. Parabéns Flávia! E você aí que não ganhou nada? Deixe um comentário na página do podcast em www.portalcafebrasil.com.br  e boa sorte!

É muito triste constatar, mas o fato é que deixamos que o espírito de Natal se transformasse num imenso apelo comercial. Sobra (no bom sentido) para pessoas que ainda não morreram de tédio com o ataque baixo da mídia e do poder estabelecido, um universo maior que todos os universos conhecidos, ou por conhecer: o das canções.

A música é sem dúvida um vislumbre da face de Deus. Desde a erudita, chegando a um bom samba, emoção é o que vibra em cada corda do cavaquinho ou do violino. As músicas natalinas, por exemplo, deveriam ser mais ouvidas, porque dizem muito e tocam o coração. Significam na verdade o renascimento de cada um, a renovação da vida.


Natal nordestino

Eu pensei que todo mundo
Sem primeiro nem segundo
Fosse filho de Papai-do-Céu

Eu pensei de brincadeira
Numa vida de primeira
Onde eu tenha o que eu queira
De verdade em vez de no papel

Eu pensei e ainda penso
Que o amor e o bom senso
Vão reinar pra gente ser feliz

Eu pensei bem do meu jeito
Que eu também tenho direito
Ao Natal do meu país

Refrão:
Meu pinheiro é meu mandacaru
Com enfeites de algodão
Alpercata no terreiro
Os Reis Magos três vaqueiros
Aboiando no Sertão

Meu pinheiro é meu mandacaru
Cada um é nosso irmão
E o Natal, se verdadeiro,
Há de ter o ano inteiro
Paz na Terra aos bons de coração

E o Natal, se verdadeiro
Há de ter o ano inteiro
Paz na Terra aos bons de coração

Opa, que tal o “Natal Nordestino”com meu amigo Eliezer Setton?  Eliezer traz um Natal brasileiríssimo, sem neve nem Papai Noel. Note que ele diz “papai do céu”… É Natal brasileiro, no seu Café Brasil, onde meu pinheiro é meu mandacaru.

Vá até a discoteca e esconda o velho disco Jingle Bells e outras made-in-lá-fora.

Quando eu era pequeno e as árvores de Natal eram grandes, adorava ouvir a música de Natal brasileira. E é sobre a música de Natal brasileira que trago este texto de Paulo Pelicano, a quem aproveito para homenagear. O Paulo foi um jornalista que trabalhou com o Café Brasil lá por 2005 e que foi morto em 2009 em circunstâncias até hoje não esclarecidas…

Ao fundo ouviremos NATAL DAS CRIANÇAS com a bandinha do mestre Altamiro Carrilho…

Tenho uma lembrança remota deliciosa, de estar na minha cidade natal (cidade natal! o português é um idioma incrível… concordam?) e minha mãe ter me levado para assistir a um programa na rádio local. De pé, frente ao microfone, uma garotinha meiga, encaracolado e plena de fitas, cantava, acompanhada por um piano:

Natal, Natal das crianças
Natal da noite de luz
Natal da estrela-guia
Natal do Menino Jesus

Naquele tempo, Natal era um momento de respeito. Minha avó paterna e suas filhas iam à Missa do Galo e todo mundo ficava contrito, respeitoso. Não havia a ceia de Natal, nem os fogos de artifício de hoje. Faziam uma oração na cozinha da grande casa da rua de terra batida – e lá fora a noite cobria com seu manto cheio de estrelinhas a Noite de Natal, mantendo o mistério da vida intacto. Sabendo que tudo é raro e rápido. Delicado como um cristal.

Os presentes eram entregues pela manhã do dia 25. Deixados sob a árvore de Natal. Um presente para cada criança. Não o absurdo de alguém ganhar 30 presentes, como aconteceu com meu sobrinho-neto, natais passados. Metade deles estava quebrado no dia seguinte. Sem nenhuma dor pela perda.  O comércio que me perdoe. Sei que mantém zilhões de pessoas ganhando um dinheiro. Mas transformar Natal em comércio é imperdoável.

Natal das crianças

Natal Natal das crianças
Natal da noite de luz
Natal da estrela-guia
Natal do Menino Jesus

Blim, blão, Blim, blão
Blim, blão…
Bate o sino da matriz
Papai, mamãe rezando
Para o mundo ser feliz
Blim, blão, Blim, blão
Blim, blão
O Papai Noel chegou
Também trazendo presente
Para vovó e vovô

Você ouve  “Natal das Crianças”, sabe com quem? Com os Golden Boys! NATAL DAS CRIANÇAS é de Blecaute, cujo nome era Otávio Henrique de Oliveira. Cantor, compositor, órfão de pai e mãe, levado para São Paulo aos seis anos de idade, lá trabalhou como engraxate e entregador de jornais. Em 1933, apresentou-se no programa de calouros “A peneira de ouro”, da Rádio Tupi. Chegou a ser uma figura muito popular no carnaval, entre os anos 1960 e 1980, incorporando a figura “General da Banda. Sobre ele, encontrei um texto de Ricardo Cravo Albin, no Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

Mesmo em inglês, a expressão “black-out” sintetiza hoje um dos mais abomináveis preconceitos raciais, travestido de piedosa concessão. “Black-out” significa preto por fora, mas branco – em alma, é claro – por dentro.

Quando, contudo, o cantor paulista Otávio Henrique adotou o nome artístico de Blecaute (já abrasileirando o termo), o nome não parecia ter essa carga tão virulenta de achincalhe. Fosse assim, o preto retinto Otávio Henrique teria recusado o pseudônimo, sugerido pelo célebre Capitão Furtado, em seu ouvidíssimo programa radiofônico na Difusora paulistana.

O bom de envelhecer é que tudo se torna suave. E assume inevitável sabor de lembrança. Prefiro hoje lembrar de mim com meus irmãos pequenos, mamãe e papai eternamente jovens. Assim como todos os tios, tias, primos e primas.  E lembrar do sabor do frango assado, da macarronada da “nona” e da deliciosa “sangria”.

A benção, mãe, pai, vó, tia… Eu cresci e as árvores ficaram pequenas. Computadorizadas. Globalizadas. mas eu continuo na luta. Sou um homem de meia idade. Estou vivendo o melhor tempo de minha vida e nunca fui tão feliz como hoje!

Não há como esquecer as noites de Natal de nossas infâncias, nem as noites de Natal da infância de nossos filhos. Cabe a nós não deixar que esse espírito mercantilista acabe de vez com a mágica daquela celebração das famílias, reunidas para dizer que todos se querem bem, que mais um ano se foi, curtindo os sorrisos das crianças e as comidas de festa.

Eu também tive as músicas de Natal muito presentes em minha infância. E uma sacanagem: “Jingobel, jingobel, acabou papel. Não faz mal, não faz mal, limpa com jornal…”

Aproveito as lembranças para buscar outro clássico da música popular brasileira de Natal…. “O Velhinho”…

O velhinho

Botei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel deixou
Meu presente de Natal
Como é que Papai Noel
Não se esquece de ninguém

Seja rico ou seja pobre(BIS)
O velhinho sempre vem

Você está ouvindo “O Velhinho”, na interpretação de Simone. Quem não se lembra de seus inesquecíveis versos “botei meu sapatinho/na janela do quintal”. Essa música é de Octavio Babo, compositor, poeta, advogado conceituado que atuou entre os anos 1950 e 1970 em defesa dos direitos do consumidor, antecipando um assunto predominante nos últimos anos. Primo do compositor Lamartine Babo, Sua atuação na música popular brasileira ficou marcada pela canção de natal “O velhinho”, defendida em concurso natalino pelo cantor João Dias e classificada em terceiro lugar. Mas nos nossos corações, o lugar dessa música é sempre primeiro.

Putz… alguém ainda agüenta ouvir a Simone cantando música de Natal no Natal? Bom, bola pra frente!

AH, Natal, Natal… E chega o momento de uma das mais famosas, lindas e emocionantes músicas de Natal. Pelo menos pra mim.

Vou falar dela usando trechos de um excelente texto de Fernando Toledo, publicado no site da Revista Música Brasileira.

“Anoiteceu, o sino gemeu/E a gente ficou feliz a cantar”. Fim de ano é data perfeita para se lembrar do genial e atormentado Assis Valente, um dos maiores nomes da MPB em todos os tempos. (…)

Assis Valente foi uma criança muito triste, nos tempos em que a infância era um período marcante: nem mesmo um registro confiável de quando e onde nasceu possuímos. Ora dizia ter nascido em Campo de Pólvora, ora em Pateoba, ambas na Bahia – ora em 1908, ora em 1911. Para que você  tenha uma idéia do que foram seus primeiros anos, basta dizer que foi seqüestrado, menino ainda – e que a família que o tomou para si o obrigava a trabalhar numa farmácia, em regime que poderia qualificar-se como escravo. Extremamente decidido e talentoso, conseguiu fazer um curso no Liceu de Artes e Ofícios e passar a viver de algumas ilustrações que produzia. Mais adiante, iniciou-se como protético, profissão que exerceria até o fim de sua vida atribulada. E firmou-se como um dos grandes compositores da História da Música Brasileira. Veja o olhar crítico do adulto voltado ao passado:

Boas festas

Anoiteceu
O sino gemeu
A gente ficou
Feliz a rezar
Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim,felicidade
Eu pensei que fosse uma
brincadeira de papel
Já faz tempo que pedi
Mas o meu Papai Noel
não vem

com certeza já morreu
Ou,então felicidade
É brinquedo que não tem

Você ouve, no podcast,  Boas Festas, com a garotada do Roberto Gnatalli, composição de Assis Valente, com versos inesquecíveis…

“Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel/ Vem assim, felicidade/ Eu pensei que fosse uma/ Brincadeira de papel” – essa explicação do adulto já prepara para o desfecho, uma tentativa de explicação da decepção da criança.

Esses últimos versos constituem uma peça literária como poucas, pois conseguem traduzir um sentimento profundo experimentado na infância por meio de associações bem características deste mundinho: “Já faz tempo que eu pedi/ Mas o meu papai Noel não vem/ Com certeza já morreu/ ou então felicidade/ É brinquedo que não tem”.

Poucas vezes na Literatura mundial este universo foi traduzido tão bem, com imagens que só a ele poderiam pertencer, sem deixar de trazer em si uma carga poética avassaladora. Explicar para si mesmo que não recebeu felicidade pelo fato desta ser um pedido insólito estaria fora da órbita pretendida, resultaria em um pragmatismo que não condiria com a mente de uma criança. Agora, atribuir o motivo ao fato daquele brinquedo não existir, ou não constar do estoque de Papai Noel, é perfeitamente cabível e coerente com o personagem em questão.

Ah, eu não ia deixar de colocar aqui, no podcast, os Novos Baianos com música de Natal, não é?

Assis Valente…. É curioso que um homem capaz de traduzir ao próximo e a si com tanta clareza tivesse tanta dificuldade em se relacionar com o mundo: por pelo menos três vezes, Assis tentou se matar. Na primeira vez, em 1941, pulou do Corcovado e foi encontrado setenta metros abaixo, amparado pelos galhos de uma árvore. Outra, tentou cortar os pulsos com uma lâmina de barbear.

Finalmente, no dia 10 de Março de 1958, cercado por todos os lados de dívidas, José de Assis Valente, o mulato que fora arrancado de seu lar para funcionar como escravo em um País que se orgulhava de não tê-los, o protético que abandonava o consultório durante dias para ir compor seus sambas em paz, o tradutor maior dos que vivem à margem das convenções, saiu de casa, telefonou para alguns amigos a fim de informá-los de seus desígnios, sentou-se em um banco na Praia do Russell, e bebeu formicida com guaraná. Faltavam alguns minutos para as seis da tarde, hora cheia cujo badalar não chegaria a ouvir. Realmente felicidade é um brinquedo que não tem.

Noite feliz

Noite de paz
Noite de luz
De Jesus
O dormir
O sagrado casal
É quem vela
O menino Jesus
A sorrir
Dorme
A noite é tão bela
Feita de paz e de luz

Noite de paz
Noite de luz
Cantam anjos
Com fervor
Aos pastores
Em anunciar
Que nasceu
O bom Deus salvador
Sinos vibram no ar
Em saudações a Jesus

Pois é… agora é Noite Feliz, que não pode faltar. Essa música, no original, chama-se  Stille Nacht ou seja lá como se pronuncia em Austríaco. Foi composta mais de 200 anos atrás por Mohr e Gruber em Obendorf, Áustria, na véspera de um Natal. Aqui você ouve a versão brasileira cantada por Agostinho dos Santos. É irresistível…

O Natal está aí. Espero que o seu seja feliz, gordo, macio, cheiroso, quente, nu-tri-ti-vo… Pois meu presente segue agora. Numa poesia de Fernando Pessoa, chamada “Natal”

O sino da minha aldeia, / Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada / Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar, / Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada / Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto / Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho. / Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua, / Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado, / Sinto a saudade mais perto.

E ao som de Noite Feliz que vou terminando este Café Brasil especial de Natal, desejando a você o dobro do que você desejar pra mim.

Com o Natalício Lalá Moreira na técnica, a Natalina Ciça Camargo na produção e eu, o Noelino Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco  Adoniran Barbosa, Eliezer Setton, os Golden Boys, Simone, Ivan Lins, Novos Baianos, Roberto Gnatalli e sua garotada, Agostinho dos Santos e Altamiro Carrilho.

Mais um ano se passou, hein? Espero que tenha sido excelente pra você. Deixe uma mensagem pra gente de presente no www.portalcafebrasil.com.br.

E pra terminar, uma frase que pode ter sido de São Nicolau, ou de Basílio de Cesaréia ou simplesmente Papai Noel:

Ho, ho, ho… Feliz Natal!

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