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257 – Em busca da magreza perdida

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Luciano Pires -

O programa da semana é especial pra quem está acima do peso e pra quem leva aquela vida sarada. Vai tratar das agruras de perder aqueles quilinhos a mais e dos benefícios de quem pratica corridas. Um Café Brasil saúde! Mas como foi escrito, dirigido, produzido e apresentado por pessoas, digamos, redondinhas, tem um quê de dor de cotovelo… Na trilha sonora Gordurinha, Fátima Lacerda, o coral infantil do Antônio Madureira, Ronaldo Brito e Assis Lima; Renato Piau, Tim Maia, Adriana Calcanhoto, Tio Bilia e Rita Lee. Apresentação de Luciano Pires.

[enclose cafe_brasil_257_em_busca_da_magreza_perdida.mp3]

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite? Gordo! Gorda! Que tal uma caminhada? Ou uma corridinha? Ou corridona? Pois então! Sei que o podcast Café Brasil é ouvido por um monte de gente durante suas caminhadas matinais, corridas e exercícios físicos. Se você é um desses, está aí amarrando o tênis, se aquecendo na esteira ou entrando na pista, vamos juntos! Este programa é em sua homenagem. Café Brasil Saúde!

Pra começar um pequeno texto que é muito conhecido no meio dos corredores:

Toda manhã na África, uma gazela acorda. Ela sabe que deve correr mais rápido que o leão, ou será morta.
Toda manhã na África, um leão acorda. Ele sabe que tem que correr mais rápido que a gazela mais lenta, ou morrerá de fome.
Não importa se você é um leão ou uma gazela, quando o sol nascer, é melhor você começar a correr.

E quem ganhou um exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA, esta semana, foi o Adriano Cabral, que escreveu assim:

“Seu Luciano, sou um ouvinte passivo, escuto sempre que posso na rádio, e já gravei alguns podcasts em um CD/dvd que deixei na academia.

É difícil conciliar músculos com cérebro. Essa foi a conclusão à qual cheguei quando estava na academia escutando o programa gravado num tocador de CDs  e um cidadão disse pra procurar uma rádio melhor, uma que tivesse música… Difícil, mas como o cidadão estava ao meu lado, questionei se ele sabia o que estava ouvindo, cara ele sabia!

Disse que estavam falando do “Ouvinte de podcast”, mas ai ele emendou:

– Pô, cara, não dá pra malhar ouvindo isso!

Desisti com aquele lá, mas continuo minha batalha divulgando distribuindo dvd com seus programas para pessoas que eu acho que vão escutar. Uma hora acredito que vou ouvir: cara legal, aquele podcast, ou pelo menos, cara o que é aquilo no dvd? Pelo menos saberei que a pessoa ouviu!

Mas o que me fez vir escrever além de toda ética que é exalada em seus programas, é para dizer que adoro isso, me sinto mais cidadão, menos “exilado ético”. Quando escutei o episódio “amigos que perdemos”, doeu na alma. Saí procurando o telefone de um grande amigo, liguei mas não conseguia nada. Fui para o orkut, facebook e nada! Me senti mal, como pude não dar atenção para meu amigo… Mas uma noite entrei no MSN, o que não é comum e lá estava o Bruno, piscando! A primeira coisa que pedi foi o telefone, depois falei da minha angústia, e na sequência enviei o link desse episódio do Café Brasil, dizendo que isso explicaria tudo. Agradeço, por ter a paciência ou prazer de nos proporcionar esses momentos mágicos Sr Luciano!

E daqui vou fazendo o meu trabalho de FORMIGUINHA e tornando meu DIA ÚTIL.”

Olha que legal! O Adriano ganhou o livro, pois comentou o programa.

Adriano, continua insistindo, quem sabe você convence o brucutu lá da academia… E você aí? Tem uma historinha pra contar? Escreve pra gente…

Pois é… O Thiago Arnaud, que é “chef” e mantém um blog muito interessante chamado “Conversa guisada”, conta suas iniciativas para emagrecer. E começa seu texto assim:

“Um dia você acorda e entende que já não tem mais 18 anos e que a saúde também não está naqueles melhores dias.

Nenhum problema declarado, é verdade, mas às vezes bate um sentimento meio nostálgico de uma juventude ainda existente, mas muito escondida abaixo de uma adiposa corrida diária pelo sucesso profissional.

Mas um dia isso tudo o incomoda e muda a sua forma de se vestir, e o faz optar por roupas mais folgadas ao invés daquelas que no passado valorizavam suas linhas de tão justas, e que você por puro desejo de regresso ainda não se desfez. Começa a aceitar a idéia de que um número ou dois a mais no seu manequim lhe traz maior conforto e acredita piamente que este é o motivo do ganho numérico.

Nem todos percebem que existe um conformismo negro por trás deste quadro quase depressivo.

Aceitar que engordar faz parte da natureza humana, tomando como referência o avanço natural da maturidade, aceitar que é normal engordar após os 30, é imputar-se fracassado.”

Magrelinha

O por do sol vai renovar brilhar de novo o seu sorriso
E libertar da areia preta e do arco-íris
Cor de sangue, cor desangue, cor de sangue …
O beijo meu vem com melado decorado cor de rosa
O sonho seu vem dos lugares mais distantes terras dos gigantes
Super Homem, super mosca, Super Carioca, super eu, super eu …
Deixa tudo em forma é melhor não sei
Não tem mais perigo digo já não sei
Ela está comigo o som e o sol não sei
O sol não advinha baby é magrelinha
O sol não adivinha baby é magrelinha
No coração do Brasil
No coração do Brasil
No coração, no coração
No coração do Brasil
No coração, no coração

Você está ouvindo MAGRELINHA, o sucesso de Luiz Melodia, aqui na voz de Fátima Lacerda, brasileira que vive há anos em Berlim, de onde manda iscas intelectuais para o Portal Café Brasil.

Então… fracassado… Sabe que isso nunca me ocorreu? Estou 12 ou 15 quilos acima do que seria razoável para minha altura.

Já estou com 55 anos e entrei naquela fase de conformismo que o Thiago comentou. Tá duro sair dela, vamos ver se hoje me inspiro.

Sempre fui de jogar bola, durante anos fui magro, magro de verdade. Depois que eu casei, que está na mesma época em que comecei a trabalhar pra valer, fui engordando aos poucos, nada demais, e até o começo dos anos noventa ainda mantive um certo conforto. Talvez com dois ou três quilinhos acima do peso, o que não é nenhum problema.

Quando fui ao Everest em 2001, aos 44 anos de idade, fiquei nos trinks. Emagreci antes da viagem uns sete quilos e durante a viagem outros cinco. Voltei que era uma beleza. E depois não consegui manter a magrura, por uma série de questões.

Em 2006 eu tive um descolamento de retina do olho esquerdo, devido a fatores genéticos. Fiz uma cirurgia delicada e o médico recomendou que eu não fizesse nenhum esforço físico por um bom período. Bem dali pra frente foi só quilo e mais quilo…

Engordei, minha coluna piorou, em seguida saí da empresa em que trabalhava para virar empresário, minha agenda ficou desregrada, ir na academia começou a doer e  resultado é o seguinte: nunca estive tão gordo na minha vida.

Peso hoje cerca de 92 quilos, o que é demais para meus 1,73 metros de altura. E dói tudo…

Tentei mudar hábitos alimentares, entrar num grupo de corrida, voltar para a academia…mas não consegui nada disso, em parte por causa de dores lombares que me atrapalham 24 horas por dia.

Entrei naquela fase do conformismo que o Thiago falou… Mas tenho que sair dessa. Em busca da magreza perdida…

Balão ão

Balão-ão
Subiu-iu
Pro céu azul anil.
Brilhou-ou
Piscou-ou
Na noite do Brasil
Balão-não
Caiu-não
Subiu, subiu, subiu
São João-ão
Não viu-u
Dormiu, dormiu, dormiu

Que delícia… essa música chama-se BALÃO-ÃO, de Antônio Madureira, Ronaldo Brito e Assis Lima, interpretada por um coral infantil… To me sentindo assim, sabe… um balão!

Tempos atrás, recebi de um leitor um email contando que ele estava escrevendo um livro sobre corridas. E pedia, humildemente, que eu fizesse o prefácio! Pô, logo eu, que pouco tempo antes estava procurando gente pra fazer o prefácio para meu livro, agora era convidado!

Escrevi com gosto. E hoje quando leio aquele texto fico até com vergonha. Como é que um gordo se mete a escrever aquilo?

O livro PERNAS PRA QUE TE QUERO, de autoria do Marcio Dederich foi lançado no começo de 2004 e é um prato cheio para quem curte corridas.

O prefácio que eu escrevi, chama-se PERNAS, é este que você ouve

ao som de VOU CORRENDO TE BUSCAR, do Tim Maia, aqui com o violão sempre delicioso de Renato Piau…

Pernas. Normalmente me interesso pelas das mulheres. Poucas coisas são tão insinuantes, atraentes e plásticas como as pernas bem torneadas e cuidadas de uma mulher.

Mas as pernas de um jogador de futebol, na sequência mágica do drible, são tão hipnotizantes quanto as da coisa mais linda, mais cheia de graça, que vem e que passa no doce balanço a caminho do mar.

E as pernas do boxeador? Alguém esquece de Muhammad Ali e seu bailado técnico, enérgico e bem humorado?

E as pernas de Fred Astaire ou da passista da escola de samba, ao som da melodia, encantando e entusiasmando?

As pernas revestidas de jeans dos estudantes em passeata nos anos 60…As pernas finas dos campeões de natação, que parecem pouco trabalhar…As pernas com canelas grossas dos jogadores de basquete…As pernas ágeis dos grandes tenistas, alcançando bolas impossíveis… E mesmo as pernas de quem não as têm.

Pernas são parte de nossa vida. Nos levam e trazem, para coisas boas e ruins. Estão ali à nosso serviço e a gente se esquece delas com facilidade.

Mas quando faltam… Ou quando tremem… Percebemos como são importantes.

O Marcio Dederich escolheu falar de um esporte totalmente focado na função principal das pernas: levar o resto do corpo pelo mundo.

Confesso que correr nunca foi minha praia. Prefiro andar.

Uma vez, quando comecei a fazer academia, para tentar manter a forma física, um cartaz na parede chamava a atenção: NO PAIN, NO GAIN. Mais ou menos: SEM DOR, SEM GANHO. Era preciso malhar muito, suar a camisa, sentir as dores musculares para ver os resultados. Na moleza, nada de músculos.

Pois durante toda a vida tive milhares de exemplos que apenas vieram a comprovar essa tese.

Mas o melhor de todos aconteceu quando fiz minha caminhada ao Campo Base do Everest, no Nepal, em abril de 2001. São 100 quilômetros de pura exaustão. Subidas íngremes e descidas para acabar com qualquer joelho. Dores de cabeça. Falta de oxigênio. Frio abaixo de zero. Em determinados momentos, eu achei que não conseguiria prosseguir, tamanho sofrimento…

Mas sabe o que eu fazia nos momentos de desespero? Eu olhava para cima. E via montanhas com 8 mil metros de altura. Via que eu estava no Himalaia. A caminho do meu sonho. Essa constatação bastava para me dar forças que faltavam. No final da viagem, ao fazer um levantamento das coisas que vi e vivi, ficou claro que aquela minha experiência não poderia ter sido de graça. Não dá para simplesmente pegar um avião, descer no Campo Base do Everest e ver o que eu vi, viver o que vivi.

As maravilhas que me impactaram para o resto da vida, têm um custo: o sofrimento da caminhada. É preciso sofrer tudo aquilo para vivenciar minha experiência. Sem sacrifício, não se conquista a montanha.

No pain, no gain.

Um dos momentos de maior descoberta foi quando encontrei meu ritmo da caminhada.

Foi quando percebi que ao colocar as pernas em ritmo com a respiração, com os braços, com o coração, o corpo todo se transformava numa máquina de andar.

O corpo todo se transformava em pernas.

Quando minha viagem terminou, ficou aquela sensação gostosa do dever cumprido. Um prazer saboreado ao recordar cada passo, rever cada foto. Uma sensação como aquela dor muscular gostosa depois da atividade física. A dor que nos dá a certeza de que estamos progredindo. A dor que é vencida conforme vamos ficando melhores.

Foram as pernas que me levaram a realizar o sonho de minha vida.

Por isso eu corro demais

Meu bem qualquer instante
Que eu fico sem te ver
Aumenta a saudade
Que eu sinto de você
Então eu corro demais
Sofro demais
Corro demais só pra te ver meu bem
E você ainda me pede
Para não correr assim
Meu bem eu não suporto mais
Você longe de mim
Por isso eu corro demais
Sofro demais
Corro demais
Só pra te ver meu bem
Se você está ao meu lado eu só ando devagar
Esqueço até de tudo, não vejo o tempo passar
Mas se chega a hora de pra casa te levar
Corro pra depressa outro dia ver chegar
Então eu corro demais
Sofro demais
Corro demais
Só pra te ver meu bem
Se você vivesse sempre ao meu lado
Eu não teria
Motivo pra correr
E devagar eu andaria
Eu não corria demais
Agora corro demais
Corro demais
Só pra te ver meu bem

Eeee…outro clássico de Roberto Carlos que, aliás, toca muito pouco aqui no café Brasil, não é? É que a Cissa não gosta dele. Mas vamos dar um jeito nisso. Você está ouvindo POR ISSO EU CORRO DEMAIS, de Roberto e Erasmo, com Adriana Calcanhoto…

Imaginei que os corredores devem passar por um processo semelhante ao que eu passei no Everest. Uma espécie de transe da corrida. A elevação do corpo e do espírito a um estado superior, focado num objetivo, numa tarefa, alheio ao mundo que o cerca…

E quando leio as crônicas do Marcio, percebo como esses sonhos podem ser simples ou complexos. Podem estar na cidade, no campo. Podem ser curtos ou longos. Podem ser sofridos ou curtidos. Podem ser possíveis ou (quase) impossíveis.

E percebo também que a chegada é só o momento de finalizar uma grande curtição: a caminhada. Ou corrida. É nela que está o prazer. É caminhando ou correndo que construímos uma ponte para o momento máximo de chegar onde nos propusemos a chegar. Às vezes dói. Às vezes não chegamos lá. Às vezes desistimos.

E o Marcio mostra que, amando o que fazemos, dores, sofrimentos, e dificuldades são apenas detalhes. Detalhes a serem vencidos pela força de vontade. No caso dele, pelas pernas.

Pernas, pernas, pernas, pra quê te quero? Ora, Marcio, para me levar pelos meus sonhos, pela vida, pelo mundo. Só não precisei delas para viajar pelas páginas de seu livro…Mas… Será que não? Em vários momentos me vi correndo ao lado do Marcio. E lá estavam elas, na minha imaginação. As pernas.

Viva as pernas. Principalmente as das moças.

Vou correndo te buscar

Não posso mais viver sem ver seus olhos
e não consigo respirar o próprio ar
você estando longe mesmo perto
e esta distancia já é hora de acabar
Peço por favor apareça
antes q eu resolva, e vá correndo te buscar
só pra te amar, correndo vou te amar x2
Confesso que estou apaixonado
e fico louco só de ver você chegar
as horas sempre passam como o vento
e as lembranças se espalham pelo ar
Peço por favor apareça
antes q eu resolva, e vá correndo te buscar
só pra te amar, correndo vou te amar

Jura que, você pensou que eu ao ia tocar o Tim Maia? Então tá…

E então encontro um texto interessante de Iuri Lage no blog BH RAce: o nome é Contrata-se maratonistas.

Ao fundo você ouvirá um legítimo representante da musica nativista, Antonio Soares de Oliveira, o Tio Bilia, lá da região de Missões,  com seu PERNA DURA

Poucos sabem, mas nos Estados Unidos é comum as pessoas escreverem em seu currículo não só experiência profissional, cursos e diplomas, mas também maratonas completadas!

Surpreso é?! Talvez para o primeiro olhar… Mas se analisarmos bem, faz todo sentido.

Pessoas que correm e conseguem atingir a marca dos 42 km sem dúvida reúnem uma série de características positivas que são relevantes em uma contratação profissional.

 A começar pela saúde! Maratonistas são saudáveis, magros e não abusam da má alimentação. Não é comum encontrar corredores com diabetes, hipertensão, cardiopatias ou estresse. Eles são sempre dispostos e dificilmente tem motivos para faltar no trabalho.

Em seguida, penso no humor. Corredores de maratona são sempre bem humorados! Passa a maioria do tempo de bem com a vida, leves e pacientes. Sem dúvidas seres fáceis de lidar no dia-dia e que dificilmente irá trazer problemas de convivência em seu ambiente profissional.

Em terceiro lugar, e para mim a mais importante das características, está algo que chamo de DETERMINAÇÃO. Não tem como correr uma maratona sem ser uma pessoa determinada.

Planejar, trabalhar duro e alcançar o objetivo pretendido é sem dúvida o que há de mais nobre na existência humana. E isso todo maratonista já conseguiu…

Tenho certeza que essas três qualidades são muito bem vistas por qualquer RH e pode fazer a diferença na hora de um desempate!

Ô meu! Eu to me sentindo um merda!

Chiclete com banana

Eu só ponho bip-bop
No meu samba
Quando Tio Sam pegar o tamborim
Quando ele pegar no pandeiro
E no zabumba
Quando ele aprender
Que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana
Chicletes eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Quero ver a grande confusão
É o samba-rock meu irmão
É o samba-rock, meu irmão
Mas em compensação
Eu quero ver um boogie-woogie
De pandeiro e violão
Eu quero ver o Tio Sam
De frigideira
Numa batucada brasileira

Esse é o clássico CHICLETE COM BANANA, de Almira Castilho, então esposa de Jackson do Pandeiro, em parceria com Waldeck Artur Macedo. Você deve estar se perguntando o que essa música está fazendo aqui. Ela está aqui por causa do apelido do Waldeck que era GORDURINHA…

Pois então…  “Aceitar que engordar faz parte da natureza humana, tomando como referência o avanço natural da maturidade, que é normal engordar após os 30, é imputar-se fracassado.”

Determinação! Conformismo! Depressão! São esses os fantasmas com os quais estou lidando atualmente, pois estou gordo demais. Mas vou sair dessa, viu?

E pra você que ouve o Café Brasil enquanto malha, corre, treina e se mexe, um grande abraço e minha mais sinceras invejas.

Corre corre

O ano passado passou tão apressado
Eu sei que foi um corre-corre-corre danado
O ano inteiro eu passei sem dinheiro
Eu sei que foi um tal de segurar essa peteca no ar
Como se fosse empinar papagaio
Nem sempre tem vento
Mas sempre tem jeito pra dar
Quando se trata de vida ou de morte
E se não me engano
No próximo ano
Vai vir aquela dose de cicuta que eu vou ter que engolir
Como se fosse um suco de fruta
Como se fosse eu a grande maluca
Corre-corre-corre
Corre-corre-corre

E é assim, ao som de CORRE CORRE, de Rita Lee e Roberto de Carvalho que o Café Brasil que enrolou você com um papo de gordo, vai embora.

Com o sobrepesado Lalá Moreira na técnica, a sobrepesada Ciça Camargo na produção e eu o sobrepesado Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Adriano Cabral, o Tiago Arnaud, Iuri Lage, Gordurinha, Fátima Lacerda, o coral infantil de Antônio Madureira, Ronaldo Brito e Assis Lima, Renato Piau, Tim Maia, Adriana Calcanhoto, Tio Bilia e Rita Lee.

Este é o café Brasil, um programa de peso, focado no Fitness Intelectual de seus ouvintes. Um programa que quer emagrecer a gordura cerebral e colocar em seu lugar músculos cerebrais! Um programa que quer sua mente em forma. Gostou da proposta? Chega mais? Visite o www.portalcafebrasil.com.br e participe conosco desta maratona cultural.

Para terminar uma frase que me veio à mente ontem à noite, na mesa da lanchonete Oregon, no momento em que o garçom me entregava o melhor cheese egg salada do mundo…

Os magros que me desculpem, mas gordura é fundamental.

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