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200 – Duzentos

200 – Duzentos

Luciano Pires -

O programa da semana comemora 200 edições do Podcast Café Brasil, de uma forma diferente. Fazemos um bate papo entre a equipe que produz o programa, comentando alguns dados sobre o processo de produção e a audiência e trazendo de volta algumas músicas que foram marcantes ao longo dos quase três anos de existência do programa. Um cafezinho entre amigos. Na trilha sonora, Tom Jobim, Rappin Hood com Tim Maia, Bê e Thoven, Marcos Henrique e Santiel e um momento arrepiante da MPB com Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973. Obrigado a você que nos ouve.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Obs: O programa da semana foi um bate-papo. Optamos por transcrever a conversa da forma como ela se desenvolveu, respeitando inclusive erros gramaticais. Muitos estrangeiros usam o podcast para aprender a falar português e julgamos que reproduzir o diálogo da forma como aconteceu pode ser uma excelente oportunidade de aprendizado da fluência do idioma para eles.

Bom dia, boa tarde, boa noite! Hoje é dia de festa!!! Este é o Podcast Café Brasil número 200! Duzentos! Cada um com 25 minutos, o que significa que já colocamos mais de 83 horas de conteúdo no ar. Três dias e onze horas de programa, é mole? Pois vamos festejar. Hoje é dia de festa!

E pra começar, uma frase do cartunista inglês Ashleigh Brilliant:

Eu abandonei minha busca pela verdade e agora estou buscando uma boa fantasia.

Verdade. Hoje é aniversário do programa. Aliás, aniversário não. São duzentos programas que a gente colocou no ar. Na verdade, são duzentos podcasts. Mas o programa começou muito antes. Nasceu em abril de 2005, o que significa que antes de virar um podcast lá em 2006, a gente produziu cerca de 80 programas. Então, se eu fosse contar direitinho hoje seria o programa 280. Mas, na verdade a gente só está contando a partir do momento que virou um podcast.

Ah… vou abrir esta edição comemorativa com uma daquelas maravilhas que os gênios da música brasileira sabem produzir como ninguém. Ta bom, como quase ninguém… Você ouvirá o TEMA DE AMOR DE GABRIELA, de Tom Jobim, na inspirada interpretação do grupo Divina Caffé. Pô, já toquei o CD deles quase inteiro aqui… Preciso achar mais coisas…

Outro dia eu estava explicando para uma pessoa, ou melhor, estava tentando explicar, o que é um podcast. Não é fácil, viu? Pra quem ouve o programa no rádio é barbada: é um programa de rádio. Mas quem ouve baixando pela internet, sabe que é outra coisa. É mais que um programa de rádio. Podcasts são um processo de conexão entre as pessoas. Me trazem de volta algumas lembranças interessantes.

Uma delas tem a ver com um tempo em que eu assistia a seriados de TV como O TÚNEL DO TEMPO ou PERDIDOS NO ESPAÇO. Aqueles seriados eram fabulosos e quando chegava o dia e a hora deles, era sagrado. Eu parava tudo que estava fazendo para ficar sentadinho em frente a uma televisão em preto e branco assistindo aquelas aventuras. E era assim com JOHNNY QUEST, com VIAGEM AO FUNDO DO MAR e com tantos outros seriados.

Pois os podcasts estão me trazendo aquele velho tesão de volta. Eu assino alguns, para ouvir quando eu posso. Quando chega o dia e a hora em que eles são disponibilizados eu corro lá conectar meu ipod para baixar e saborosamente ouvir meu programa predileto.

A diferença é que agora, com o podcast, ouço quando quero. Mas a relação de amor que tenho com meus “seriados” é a mesma.

Os podcasts me ajudaram a recuperar um velho e delicioso hábito de ouvir meus personagens prediletos.

Luciano – E ai, Lalá, fale aí, tudo tranquilo?

Lalá – E aí, Luciano, tudo tranqüilo?

Mas você que ouve o Café Brasil e está acostumado a me ouvir, já se familiarizou com duas outras figuras que fazem nosso Café. Meus companheiros nesta jornada pela despocotização: Lalá Moreira e a Ciça Camargo. Pois hoje trago os dois aqui…

Luciano – Primeira vez que a gente faz aqui um Café Brasil no bate papo. Esse tem sido o padrão dos podcasts do mercado. O nosso é um pouco diferente. Mas hoje a gente abre as portas pra falar com os convidados, depois de duzentos programas.

Lalá – É muito legal poder participar de um podcast, principalmente um podcast com um conteúdo bacana.

Luciano – Não vem puxar o saco não… Você não tinha feito nenhum antes não né? Qual é a tua praia, conta pro pessoal aqui.

Lalá – Eu sou produtor de rádio já há quase de 30 anos atuo no rádio hoje com um programa próprio. Como eu também sou DJ de hip hop, eu tenho um programa de Black music que vai ao ar aí para o Brasil inteiro. Chama-se Get up.

Luciano – Você viram a dica né? O nosso homem aqui da técnica é DJ e sendo DJ ele faz uma loucura aqui que a gente chama de estelionato musical. Quem já prestou atenção ao programa Café Brasil viu que a gente costura as músicas, deixa a música mais comprida, menor, emenda uma com a outra. Quem faz essas loucuras todas aqui é o nosso Lalá, pilotando a máquina.

Lalá – a gente só obedece ordens…

Luciano – Tá bom. Como é que é? Manda quem pode…

Lalá – obedece quem tem juízo. E a Ciça, ta ai? Diga lá. Você vem de onde, quem é você?

Ciça – eu sou uma atriz desgarrada que acabou caindo no rádio e estou aqui fazendo coisas divertidas e prazerosas.

Luciano – Mas você está no rádio faz tempo, né?

Ciça – Já faz um tempo. Uns 10 anos quase.

Luciano – Que 10 anos, que nada. Uns 25, pelo menos. Você tem ai na sua história umas coisas malucas, uns programas doidos.

Ciça – eu tenho. Eu fiz durante dois anos… a gente fez o Show de rádio, que todo mundo deve lembrar, que era aquele programa antigo de esporte. A gente tentou reabilitar, fez durante um ano na rádio Capital, mais outro ano por aí e acabou não dando certo, mas pelo menos a diversão permaneceu. A gente se divertiu muito fazendo.

Luciano – E ai, como é a experiência de sair do rádio e vir para o podcast?

Ciça – é igual mas é diferente. O podcast a gente faz pela internet. É mais moderno, mais divertido.

Luciano – E você, Lálá. Que experiência é essa de trabalhar com podcast?

Lalá – Eu acho bacana e acho que é o caminho. Cada vez mais a comunicação caminha para a mobilidade. A nossa falta de tempo, a suposta falta de tempo de fazer mil coisas ao mesmo tempo, não nos permite mais ficar sentado na frente de um computador pra ver conteúdo, ou sentado na frente duma televisão. Cada vez mais você ouve mais rádio porque você consegue ouvir no carro ou você leva no seu celular, você leva no seu ipod ou no seu tocador de mp3, você leva suas músicas, leva aquilo que você quer ouvir. A possibilidade de você disponibilizar um programa e a pessoa ouvir quando quiser, não vai ter jeito. A molecada hoje só faz isso.

Luciano – Inconveniência zero. Esse é o nome do jogo. Posso usar a hora que eu quiser, do jeito que eu quiser, esse é o grande lance do podcast.

Vem cá. A turma escreve pra gente aqui, falando de episódios que são aqueles memoráveis. E é muito legal, porque cada um tem um. Eu tenho aqueles que eu gostei mais, aqueles que eu adorei mais fazer e cada vez que eu recebo um email aqui, eu fico encantado. Tem alguns que pegam a pessoa por um lado que você nem espera. Então, tem um cara que me escreve dizendo que gostou muito daquele em que eu falei de política. Ai o outro escreve falando que foi aquele das mães que morrem, que foi uma coisa que deixou emocionado. Vocês lembram de algum que deixou vocês ai… que marcou, um episódio marcante?

Ciça – tem vários. Como sou eu que faço o dlog depois, então o podcast pra mim, cabe cada um de um jeito. Às vezes não é só o podcast, mas é o que eu vou me divertir depois fazendo o dlog. Dos últimos, o que me divertiu muito fazer, foi o da bossa nova. Foi legal porque depois eu fui rever as fotos, ouvir música, foi muito legal porque me trouxe de volta um passado, que a gente às vezes esquece, que está na mão da gente. Eu adorei fazer.

Luciano – E o Lalá?

Lalá – eu gostei muito daquele podcast que a gente fez a brincadeira lá com o Tim Maia, não lembro o nome agora. Que a gente tocou o Rappin Hood…porque ele falava exatamente daquela coisa de você pegar uma coisa que já existe e fazer diferente. Eu acho que isso é uma coisa bacana da gente propor pras pessoas. E musicalmente estava na minha praia.

Luciano – Isso é uma coisa legal que eu acho que os ouvintes não sacam e que a gente tem que contar aqui.

A Ciça tem um repertório de músicas lá na casa dela, que é uma coisa gigantesca, eu tenho comigo também. Acho que entre nós dois aqui devemos ter uns sessenta mil arquivos de música brasileira. O Lalá tem mais uma outra loucura aqui, que é uma praia diferente da nossa, a praia do Lalá é essa do hip hop, da black music. Quando nós estamos montando o programa aqui, a gente entra aqui com uma coisa escritinha, tudo programado com as musiquinhas no lugar e tudo. Mas muita coisa acontece durante a gravação. Então, tem momentos que a gente muda aqui. Estourou o programa, tira uma música, põe a outra. E às vezes aparecem umas coisas que a gente lembra na hora. Então, esse lance que o Lalá lembrou agora, foi exatamente isso. Aquela música não estava no programa e de repente, lá pelas tantas o Lalá falou: eu tenho uma versão dessa, fantástica. E botou aqui um Tim Maia… trabalhado…

Lalá – na verdade foi uma versão remix. Foi uma homenagem que foi feita naquele projeto, aquele disco… Imunização racional do Tim Maia que foi remixado por vários DJs e aí eu acabei trazendo aqui a versão que tem a participação do Rappin Hood.

Luciano – Então toca um pedacinho ai…

Leia o livro universo em desencanto

Leia um livro
Universo em desencanto
Leia um livro
Universo em desencanto
Leia e vai saber o que é encanto
Leia e vai salvar o desencanto

Leia o livro
Universo em desencanto
Leia um livro
Universo em desencanto
Leia e vai saber o que e encanto
Leia e vai salvar o desencanto

Leia o livro
Universo em desencanto
Leia um livro
Leia e vai saber o que é encanto
Leia e vai salvar o desencanto

Cultura racional, pode crer
É o conhecimento
Da origem do ser humano
De onde veio, como veio
Porque veio o homem
Mostrando sua origem
Em seu estado natural
Puro, limpo e perfeito
O ser racional
Com as mensagens do racional superior
Deus
Um ser extraterreno
A verdade
O universo em desencanto
O mais perfeito equilíbrio
Se adquire lendo
Paz interior
Felicidade verdadeira
Anunciada por profetas
Sábios e a ciência
Você para contar
Será imunizado
Venha pro mundo racional
Você foi convidado
Leia o livro
Compre o disco
Ouça o CD
Porque o mundo está acabando
E você não vê
Saia da neurose
Se mantenha vivo
Com as irmãs, os irmãos
Leiam o livro
Prepare-se
Pra conhecer o mundo racional
Paz e amor
Fraternidade universal
Conheça os livros
Universo em desencanto
A solução dos problemas
O fim do seu pranto
Santo remédio
A energia racional
Só vai te fazer bem
Eliminar o mal
Eu tive que subir
Lá no alto só pra ver
A verdadeira luz
Pra mim se acender
Mas que beleza
Poder curtir a natureza
E com certeza
Viver num mundo sem doenças
Racional que abençoe o seu caminho
Superior está contigo
Não está sozinho
Canta Tim Maia
Que é pro povo conhecer
Todos precisam saber
Sobre a verdade
Entre o eletro magneto
O equilíbrio
E é por isso que eu te digo
Leia o livro, ouça o disco, compre o CD

Luciano -…o mundo está acabando… é bem legal esse tipo de transição. Pegar uma coisa velha e dar um tratamento novo que acho que é mais ou menos o que a gente faz aqui no Café Brasil.

Mas o cafezinho não é feito só por mim, pela Ciça e pelo Lalá, tem mais gente. E essa gente é quem está do outro lado ouvindo e que às vezes escreve pra gente.

Eu andei separando aqui algum e-mail que eu recebi nesses duzentos programas ai, tem um deles que foi bem marcante porque conta uma historinha legal. Foi o Fábio que escreveu.

Ele diz assim:

“Bom dia Luciano, Meu nome é Fabio, tenho 28 anos e gostaria de compartilhar com você um evento muito interessante que aconteceu comigo há alguns minutos atrás.

Estava eu subindo a Rua Augusta a caminho do trabalho, ouvindo o episódio “Dom e Talento” do seu podcast. O seu discurso neste episódio estava mexendo bastante comigo, e me convidando a dar mais importância para a fotografia, que atualmente é um simples hobby. Passando em frente a um sebo fui atraído pelo anúncio: “Qualquer livro R$ 5,00”. Decidi entrar para procurar algo sobre fotografia, questionei a atendente e ela me mostrou dois livros antigos sobre técnicas de enquadramento e configuração do obturador, decidi comprá-los. Quando estava indo até o caixa no fundo da loja me deparei com um livro no alto em destaque: “Brasileiros Pocotó”.

Sem pensar duas vezes incluí ele no pacote e levei os 3. Quando cheguei no trabalho que fui dar uma folhada rápida no seu livro tive outra surpresa, ele está autografado. Me senti presenteado, com o seu “acorda” no podcast, os dois livros de fotografia e seu livro autografado. Com certeza essa sexta-feira ficará marcada por um bom tempo em minha memória. (rs) Um grande abraço e muito obrigado por me fazer sentir um bosta (lembra do twitter? rs) a cada podcast que ouço. Com certeza este sentimento está me fazendo mudar alguns hábitos para poder viver ao invés de simplesmente existir.”

Luciano – Que legal ouvir o pessoal escrevendo pra gente, sabendo que tem vida inteligente do outro lado do microfone.

Mas, o perfil desse pessoal é bem interessante. A gente tem aqui uma pesquisa que foi publicada em 2009 e a gente tirou um pedaço dela que dizia respeito ao nosso programa. Foram 100 questionários de ouvintes do Café Brasil e a gente conseguiu tirar dali, o perfil de quem nos escuta. Acho que Ciça está com o papel ali. Ciça: eu vou perguntar pra você e você responde pra nós aqui.

Acesso à banda larga. Qual o percentual de gente que acessa a gente através da banda larga?

Ciça – 95%

Luciano – Quase todo mundo. Quantos são do sexo masculino?

Ciça – 88%

Luciano – Cadê as meninas hein? E a idade?

Ciça – a idade mostra um equilíbrio: um terço tem entre 21 e 30 anos, outro terço entre 31 e 40 anos e o terceiro terço mais de 40 anos.

Luciano – A gente está bem equilibrado, embora a gente esteja acima da média, porque pelo que eu vi nos 2500 questionários totais, para todos os podcasts do Brasil, a idade média é 24 anos. No Café Brasil é 35 anos. É um pessoal mais maduro, que tem tudo a ver com o nosso tipo de proposta.

Luciano – Ciça, e o estado civil?

Ciça – 39% são solteiros e 56% são casados ou tem união estável.

Luciano – Grau de escolaridade?

Ciça – 53% com universidade e 29% pós graduados.

Luciano – Esse é um número maravilhoso. Muito acima da média brasileira. Vínculo empregatício?

Ciça – 47% são empregados e 15% são empresários e 25% são autônomos, sendo 7% apenas estudantes.

Luciano – E vamos lá na renda mensal.

Ciça – 40% estão entre mil e três mil novecentos e noventa e nove reais e 44% recebem acima de 4 mil reais.

Luciano – Muito interessante. E se a gente pegar a distribuição aqui, a maioria absoluta está na região sudeste, um pouco mais ao sul, 11% no exterior, fora do Brasil.

E se a gente for fazer um resumo aqui, olha o que acontece.

Se você que nos ouve ai do outro lado parar pra pensar, você tem grandes chances de ser homem, morando na região Sudeste, acessando a internet por banda larga, com idade média de 35 anos, casado, com formação universitária e pós-graduado, empregado ou autônomo com renda mensal superior a R$ 4 mil reais. Será que a pesquisa acertou?

Luciano – E ai, Ciça. O Lalá lembrou de uma música aqui que a gente já tocou. Tem alguma ai que você lembra que ficou gravada, pra gente trazer de novo?

Ciça – Tem sim. Uma das bem divertidas: Sai preguiça.

Sai, preguiça

A danada da preguiça

pode ser uma doencinha
que pega nos adultos
e também nas criancinhas

Da uma moleza
só querendo espriguiçar
só de falar nela
da vontade de deitar
REFRÃO

Sai preguiça
Vai te catar

Sai preguiça
Aqui não tem lugar

Sai preguiça
Comigo não tem vez

Sai preguiça
Vai pegar outro fregues

tic tic tic tic tic tic tah
sai preguiça eu preciso trabalhar
tic tic tic tic tic tic tah
sai preguiça eu preciso trabalhar

SAI PREGUIÇA!!!!!!!

Quer ouvir a música no Café Brasil? Clique aqui

Isso é Marcos Henrique e Santiel, lá de Goiás, num trabalho daquele pessoal da Palavra cantada, uma delícia, essa ai.

Luciano – Tem uns dados legais aqui que a gente tem que contar: ao longo de três anos, entre 2007 e 2009, o podcast Café Brasil atingiu algumas marcas bem legais:

Em 2008 nós ganhamos o Premio Podcast Brasil 2008 e repetimos a dose em 2009, como Melhor Podcast de Entretenimento e Variedades. Em 2008 foi só no voto do Júri Técnico, mas em 2009 foi o técnico e o popular.

E naquela votação que teve lá entre todos os podcasts do Brasil, o nosso foi o mais votado, quer dizer, o pessoal que escuta participou pra valer.

Tem um site também nos Estados Unidos que pegou o nosso material e usa hoje o podcast Café Brasil para ensinar português para os gringos. Isso é uma maravilha.

o indicador mais expressivo foi o crescimento de downloads ou de acessos. Em 2007 tivemos 450.000 downloads, em 2008 foram 880.000 e em 2009 a gente estourou a barreira. Foram quase um milhão e cem mil downloads. Sabe que eu nem acredito n isso?

Luciano – E agora é a minha vez. Se eu tiver que lembrar de uma música que chamou muita atenção, pra mim foi uma divertidíssima também. É aquela maravilha do Armário embutido, com o Be e Thoven.

Armário embutido

Você chegou naquela tarde
Dentro de um caminhão
Eu te olhei
E te levei pro quarto com paixão
Eu te abri
Te revirei por dentro, me excedi
E te montei
Deixei você completo para mim
Armário…
É você
Que fica com toda a minha roupa
É você
Que também me serve de espelho
É você
Que vive dentro do meu quarto
É você, é você…
Eu ponho tudo em você
Eu caibo inteirinho em você
Dentro de você não posso respirar
Sinto falta de ar
Armário…

Luciano – Outro momento que eu adoro, que a gente utilizou aqui e que chega a ser até emocionante é quando nós apresentamos aquele trecho em que o Chico Buarque e o Gilberto Gil tentaram cantar a música Cálice em 1973 no evento Phono 73, aqui no Anhembi em São Paulo.

A música, evidentemente, era proibida, porque o cálice tem a mesma fonética da expressão cale-se. No tempo dos militares não podia cantar. E eles entram no palco e começam a cantar, mas é engraçado porque eles começam a provocar. Eles ameaçam, faz que vai, não vai, vão tentando cantar e, de repente, o pessoal manda cortar os microfones. Só esqueceram de cortar os microfones que iam para a mesa de som.

Com vocês, um momento histórico da MPB.

Cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…(2x)

Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta…

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…

Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa…

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…

De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade…

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…

Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cálice!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cálice!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cálice!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cálice!)
Quero perder de vez
Tua cabeça
(Cálice!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cálice!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cálice!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cálice!)

Luciano – É mole? Isso é história.

Hoje, você ouviu aqui um programa diferente, sem roteiro, a gente sentou aqui, bateu um papo, pra falar a verdade, nem as músicas nós tínhamos escolhido. Isso aqui com a intenção de comemorar o número duzentos do podcast Café Brasil.

Nesse meio tempo, a gente usou aqui vários poetas, como Bandeira, Drummond, Pessoa, Cecília Meirelles, mas tem um que eu gosto muito.

É Mário Quintana. Especialmente de um poeminha que agora virou batido, mas que é fantástico: aqueles que ai estão atravancando o meu caminho, eles passarão. Eu, passarinho.

Obrigado a você que compartilha conosco este cafezinho. Tenha certeza que a gente aqui se diverte muito mais do que você.

Lalá, fala um tchau ai pra turma.

Lalá – Hoje é nós que vamos falar: Com Lalá Moreira na técnica,

Ciça – Ciça Camargo na produção

Luciano – E comigo, Luciano Pires na direção e na apresentação.

Estiveram conosco hoje, o Lalá, a Ciça, Tom Jobim, Rappin Hood com Tim Maia, Marcos Henrique e Santiel, Be e Thoven e no final aquela loucura do Chico, do Gil e do MPB4.

Quer mais? Participe conosco acessando o www.portalcafebrasil.com.br e fazendo parte da comunidade do Café Brasil.

Vamos embora pro número quatrocentos, né?

Pra terminar, uma frase de um anônimo:

O tesouro que está mais bem guardado é aquele que está num lugar onde todos vêem.

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