Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Luciano Pires -

Quando eu era garoto, meu pai me deu uma lanterna. Fascinado, eu andava com ela de noite ou de dia, firme no volante. Meu pai então começou a me chamar de Diógenes, filósofo grego que viveu em torno de 350 antes de Cristo onde hoje é a Turquia. Diógenes vagava pelas ruas com uma lanterna procurando “a verdade” ou “um homem honesto”. Diógenes era completamente desligado de bens materiais, vivendo como mendigo dentro de um barril. Dizia que assim era livre. Diógenes era um anarquista. Quando Alexandre o Grande perguntou o que poderia fazer por ele, ouviu como resposta: “Sai da frente que você está tampando o sol…”

Com sua liberdade, Diógenes incomodava. Afinal, a vida em sociedade se apoia na supressão das liberdades. Em nome do bem comum, leis e regras nos obrigam a renunciar a nossos desejos. Caso contrário seria o caos. Diógenes hoje não seria respeitado. Seria um pária, insuportável.

Faço essa reflexão pois terminei de montar uma nova palestra sobre meritocracia, que tem na base a questão do indivíduo e de suas escolhas, e que começo com a constatação de que o “nós”, não existe. É uma abstração. O que existe é um conjunto de “eus”, indivíduos independentes que, ao agir em conjunto, formam o “nós”. A sociedade se mantém por meio de regras criadas para que esse “nós” possa viver em harmonia. Regras servem para promover a igualdade. Mas a igualdade não gosta da liberdade. Se você quiser exercer sua liberdade, terá necessariamente de ser diferente. Mas a regra não deixa. Então nos censuramos para ficar na média, na mediocridade, fazendo aquilo que todo mundo faz. Nos acomodando como bovinos resignados. Até surgir um maluco com sua lanterna, quebrando tudo, exercendo sua individualidade e nos escandalizando: como é que pode?

Pode. E começa justamente pela percepção de que seu “eu” está sendo apagado, censurado, reprimido, em função daquele “nós” difuso, insosso, sem molho… Dá para ser livre, então? Não. Para ser livre você terá de viver dentro de um barril, como um mendigo. O que fazer então? Bem, primeiro tenha amor por esse “eu”, por sua liberdade. Segundo, estude, informe-se e defenda seus pontos de vista, não os entregue a terceiros. E por fim, mande quem está tampando o sol sair da sua frente. É assim que eu faço para ser eu.