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256 – A juventude é uma religião

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Luciano Pires -

Bom dia, boa tarde, boa noite. E daí, você já ouviu falar na Geração Y? Se você tem mais de trinta anos deve ter até medo dela, não é? Afinal, parece que essa é a geração que está com as rédeas do mundo nas mãos e temos que nos adaptar a ela. Bem, não importa em que década você nasceu, se foi em 1930, 40, 50, 60, 70, 80, 90 ou nos anos 2000. Somos todos seres humanos iguais, dentro de um corpo muito parecido, com sangue igual correndo nas veias, sentindo fome, sede e calor do mesmo jeito. Mas cada geração responde aos estímulos que a sociedade, a tecnologia e o ambiente lhes oferece. É por aí que vai a discussão. Na trilha sonora A Cor do Som, Caetano Veloso com Jorge Mautner, Luciana Pires, Choro das Três e Os Mutantes. Apresentação de Luciano Pires.

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[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite. E daí, você já ouviu falar em Geração Y? Se você tem mais de trinta anos deve estar até com medo dela, não é? Afinal, parece que essa é a geração que está com as rédeas do mundo nas mãos e temos que nos adaptar a ela. Mas vamos discutir esse assunto hoje, começando com uma frase de um padre inglês do século 19 chamado Charles Spurgeon:

Toda geração precisa de regeneração.

E o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA esta semana vai para…. Camila Bonfim, que comentou o programa EDUCAÇÃO, SEMPRE ELA, assim:

“Olá Luciano, sou mais uma ouvinte que nunca comentou um programa seu, porém após ouvir este programa sobre educação senti uma enorme vontade de compartilhar algo com você.

Sou estudante de enfermagem e recentemente, em um de nossos trabalhos, fiquei responsável, entre outras coisas, por reunir as partes de cada integrante do grupo e montar o trabalho escrito.

Fiquei espantada com uma coisa: as pessoas não sabem escrever, Luciano. Recebi os textos com erros de gramática e de concordância brutais. Fiquei horrorizada com a educação falha que minhas colegas receberam.

Conversando com minha avó, que é minha grande amiga, ela me disse algo muito interessante que me fez refletir.

Ela me escreveu com as seguintes palavras:

“É falta de responsabilidade mesmo, porque nesse nível de possibilidade as pessoas têm que ter responsabilidade de fazer bem feito o que deve ser feito e desenvolver seus conhecimentos é a maior de todas as imposições.

Por outro lado, eu penso que isto demonstra uma ignorância maior – deixa-se de fazer o que deve ser feito no tempo certo e tudo se “embola” mais adiante nos roubando o tempo que deveríamos dedicar aos novos horizontes.

É a cultura do deixar para amanhã o que pode e DEVE ser feito hoje e o amanhã com suas novas demandas não abre mais espaço para o ontem. Então, o ontem deixa de ser feito e o de trás impede que o da frente seja bem feito.

Assim é a cultura atual – “não importa, alguém faz o que eu deveria fazer!”

A falta de responsabilidade primeira que é a consigo próprio leva à “lei do Gérson” – tira-se vantagem não só das coisas, mas, também, e o que é pior, do outro. Garanto que ninguém quer que o trabalho saia cheio de erros, mas, todos esperam que alguém corrija os seus desleixos. E sabem que você vai corrigir porque, de outra forma, será arrastada para o desempenho mínimo.

E o pior é a sensação de impotência que se apossa de nós!

Mas, há uma alegria – a certeza de que nós cumprimos a nossa parte no nosso tempo e que vamos ensinar aos nossos filhos a alegria que alcançamos com o aproveitamento de todas as oportunidades que a vida nos permitiu .

E , enquanto as palavras movem, os exemplos arrastam”.

Pois é Luciano, com esta experiência concluí que além de um problema de educação básico da nossa língua ainda há um problema sério com a nossa cultura. Muito obrigada por este espaço que nos fornece para que possamos comentar nossas experiências.”

Ô Camila, que sorte você tem de ter uma avó como essa, hein? Ela mata a cobra e mostra o pau… Sorte sua. A Camila ganhou um exemplar do livro pois escreveu para comentar o programa. Que tal você fazer o mesmo, hein?

Pois então, a avó da Camila levanta uma lebre que tem a ver com a nossa cultura, que passamos de geração para geração.

E sobre gerações quero aproveitar um texto que o Ivan Witt escreveu nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil, chamado GERAÇÃO Y – OLHANDO POR OUTRO ÂNGULO.

Ao fundo você ouvirá FRUTIFICAR, com A cor do som lá em 1979, quando eles eram uma banda de garotos .

Uma das perguntas mais comuns que recebo de meus clientes é como lidar com a geração Y.

As palavras que mais ouço são: conflito de gerações, diferença de valores, percepções distintas.

Gostaria de convidar o ouvinte a olhar esse assunto sobre um ângulo distinto. Mas primeiro gostaria de definir um pouco melhor o assunto.

Não há consenso entre os estudiosos sobre o período de tempo abrangido por cada geração e por isso existem variações nos artigos e livros que pesquisei. Abaixo as definições mais comuns:

Baby Boomers – quem nasceu entre 1946 e 1960
X – 1960 até 1980
Y – 1981 até 2000
Z – 1990 até 2009
Alpha – Nascidos a partir de 2010

O que mais encontramos nos ambientes corporativos é a mistura entre indivíduos das gerações Baby Boomers, X e Y .

A primeira atitude diante dessa situação é aceitá-la como parte do processo evolutivo da vida e da corporação. Desde sempre as gerações mais recentes se encarregam de mudar a maneira de como percebemos e transitamos no planeta.

O que mudou é a velocidade da produção e veiculação do conhecimento. Graças a todo arsenal tecnológico, dobramos o capital intelectual da humanidade em períodos cada vez menores.

Toda essa informação é de fácil acesso via internet. Lembro-me que na minha época de escola, as pesquisas para os trabalhos dependiam de visitas a bibliotecas, pesquisa em coleções de conhecimentos gerais como Conhecer, que saiam em fascículos semanais e depois eram encadernados, Enciclopédia Britânica ou Larousse, que tinham um ciclo de vida de mais ou menos 10 anos e publicavam livros anuais com as novidades do período. Hoje, ambas podem ser acessadas pela internet por um preço bem razoável. Ou seja, em minutos, consegue-se detalhes na rede sobre qualquer assunto, sempre tomando o cuidado de verificar se o site visitado tem credibilidade.

No entanto, é preciso cautela ao dizer que sabemos algo. Não podemos confundir informação com sabedoria.

Uma coisa é tomar conhecimento de algo, outra é transformar este conhecimento em realidade. A vivência neste caso é fundamental.

No ambiente coorporativo, a mistura das gerações se torna saudável, na medida em que os produtos e serviços atendem um grupo de clientes também heterogêneo.

O que mais me chama atenção é que muitos encaram isso com um olhar negativo. Ao analisar esta situação, opto por olhar este contexto de forma a combinar as qualidades dos diversos grupos, somar a vitalidade do novo com a sabedoria de quem já passou por isso e fez acontecer. Permitir que haja troca de experiências, que se conteste o status quo, que se criem processos onde a linguagem possa ser, sempre, trabalhada e expandida.

Para que esse clima exista nas organizações será preciso identificar áreas afins entre as gerações. Os mais velhos, por serem mais experientes e maduros, terão que lidar com mais tranquilidade com os jovens que são mais afoitos, mais propícios a tecerem julgamento de valor, por falta de experiência de vida. Será preciso dialogar muito, mantendo os canais de comunicação abertos.
Quem tem filhos adolescentes sabe exatamente do que estou falando.

Por terem vivido poucas experiências tecem julgamento rapidamente, baseados em seu capital intelectual e suas vivências.

Quem viveu mais, sabe mais porque fez mais, errou mais, e por isso aceita melhor a diversidade de questionamentos, de processos, de soluções.

Todo errado

Eu não peço desculpas e nem peço perdão
Não, não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não aguento mais ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando
Chutado pelo chão
Psicótico, neurótico, todo errado
Só porque eu quero alguém que fique
Vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração eternamente colado.

Que tal? Dois tiozões, Caetano Veloso e Jorge Mautner interpretando TODO ERRADO, do próprio Jorge? Psicótico, neurótico, todo errado…fala verdade não tem horas em que você se sente assim?

Vai ser preciso trocar de posição, sair da zona de conforto, dialogar. Sugiro que os líderes das gerações mais antigas tomem a iniciativa e comecem a compartilhar suas estórias com os mais jovens. Mostrem-se mais como seres humanos, expliquem suas decisões, contem os porquês, aceitem os questionamentos. Debatam em grupo, escutem o que for dito sem julgamento. Quanto mais intenso for o processo de troca, melhor. E por fim entendam que este novo é realmente novo, tenham humildade suficiente para aceitar que não são donos da verdade, mesmo sendo muito experientes.

Novas maneiras de fazer negócio surgirão, bem como novos desenhos organizacionais para dar suporte à nova realidade. É um exercício de amplitude de consciência, de mudança de modelo mental.

O ideal é que uma geração abrace a outra, e juntas expandam sua visão do todo. Ajudando-se com o que tiverem de melhor. Valorizando a cultura de valores virtuosos, que juntos irão criar, vivenciar, aperfeiçoar.

Que delícia meu! Agora é ESPÍRITO INFANTIL, do Um, Fish e Fu. É claro, do A Cor Do Som…

Voltando ao texto do Ivan.

Quando olho para minha carreira, o entorno intelectual, pessoal e tecnológico de quando iniciei e o comparo com o de hoje, não sinto saudades. O passado me trouxe aqui, e tenho muita gratidão pelas pessoas com as quais convivi e que me fizeram ser quem sou, com minhas qualidades e defeitos. Mas o desafio de melhorar o modelo continuamente é, sem dúvida nenhuma, a parte mais divertida de todas.

Gosto muito da nova geração, das preocupações que tem, do modelo mais globalizado, da tecnologia. Me recuso a simplesmente ser rotulado de X. Quero ser a soma do que passou, do que é, e do que virá. Mais que o conhecimento específico de cada geração, que sempre pode ser ampliado, faz-se necessária a postura de aprendizagem que nunca poderá ser abandonada por quem pretende evoluir.

Mudaremos todos, de objetivos, de trabalho, de opinião. Aprender mais e sempre é o combustível dos que buscam a plenitude.

Vesti azul

Estava na tristeza que dava dó
Vivia vagamente e andava só
Mas eis que de repente
Me apareceu um brotinho lindo
Que me convenceu…
Dizendo que eu devia
Vestir azul
Que azul é cor do céu
E seu olhar também
Então o seu pedido
Me incentivou…
Vesti Azul!
(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou
(Popopopopó!)
Vesti Azul!
(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…
Passei a ser olhado com atenção
E fui agradecer pela opinião
Então senti que o broto
Estava toda mudada
Parecia até
Que estava apaixonada…
Então eu fiz charminho
E acrescentei
Só vim aqui saber
Como eu fiquei
E aquele olhar do broto
Me confirmou
Vesti Azul!
(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou
(Popopopopó!)
Vesti Azul!
(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…(2x)
Vesti Azul!
(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou
(Popopopopó!)
Vesti Azul!
(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…(2x)

Que orgulho! Essa é a minha sobrinha Luciana Pires, no frescor de seus 20 anos interpretando VESTI AZUL de Nonato Buzar, que virou um baita sucesso na voz de Wilson Simonal lá no tempo dos homens das cavernas… Geração Y com Geração Neanderthal mostrando que quando o papo é arte, esse lance de gerações tem mais integração do que conflito.

Olha só, quando eu convido você para visitar o www.portalcafébrasil.com.br é porque lá está cheio de conteúdo. É o ninho de onde saem as idéias para este podcast e para muito mais, sabia?

Pois então, foi lá, no Portal Café Brasil o Sidnei Oliveira também publicou um texto muito interessante sobre o tema Gerações, que você vai ouvir agora.

O som que vem agora, no podcast, é BREJEIRO, de Ernesto Nazaré, com um grupo da geração Y, Corina, Lia, Cristina, Carla e Eduardo, do Choro das 3.

Diariamente quando chegava em casa, após um dia de intenso trabalho, aquele executivo encontrava o filho de 9 anos concentrado em sua “fazenda virtual”, plantando sementes imaginárias, alimentando criações de cavalos virtuais ou ainda fertilizando plantações de amigos que nunca conheceu.

Preocupado com o desenvolvimento educativo do menino, decidiu reservar um tempo nobre em sua atribulada rotina para conversar com ele.

A conversa foi bem franca e objetiva, pois em outras oportunidades percebeu que um diálogo mais demorado não era eficaz devido a atenção dispersiva daquele jovem.

Após uma breve exposição de argumentos sobre os efeitos negativos de se gastar tanto tempo naquele jogo, apresentando como alternativa a possibilidade de visitar uma fazenda de verdade, o jovem interrompeu o pai.

O menino argumentou que não poderia deixar a “fazenda virtual” abandonada, pois ela dependia das decisões que tomava diariamente. Explicou que para que sua propriedade evoluísse com sucesso, precisava fazer um bom “planejamento estratégico” e corrigir etapas do plano diariamente.

Além disso comentou que havia estabelecido diversas “parcerias comerciais” com seus vizinhos virtuais para que eles fertilizassem suas plantações em troca de presentes enviados constantemente.

Impressionado e também assustado com a precocidade nos argumentos de seu filho, perguntou onde ele havia escutado aqueles termos que são muito comuns no mundo corporativo. O garoto respondeu que ouviu do próprio executivo quando ele voltou de um curso de planejamento estratégico que realizou numa universidade famosa e também em uma reunião de colegas da empresa na sua casa. Aproveitou para dizer que sempre gosta de ver a dedicação intensa que seu pai dá ao cumprimento deste planejamento da empresa.

Perplexo, mas tentando ainda um último argumento que pudesse levar seu filho a uma conexão com o “mundo real”, disse que a situação era bem diferente, afinal ele dedicava muito tempo a sua empresa porque pessoas dependiam dos resultados reais.

A resposta foi direta:

– Pai, eu sei que minha fazenda não é uma empresa de verdade! Eu tenho só 9 anos. Ninguém vai deixar eu administrar uma fazenda de verdade.

Ele ainda completou:

– Aceito visitar uma fazenda real, mas somente depois que a minha fazenda estiver no nível 45. O pai soube depois que se tratava de um nível do jogo em que o jovem considerava mais adequado para fazer comparações.

Este acontecimento é baseado em fatos reais e já não é incomum. A cada instante somos surpreendidos por situações que demonstram a precocidade dos jovens.

O adulto de hoje, que precisou fazer um curso de pós-graduação para aprender “planejamento estratégico”, não pode ficar omisso diante deste cenário. Não é mais o tempo de se surpreender por um menino estar aprendendo a fazer “planejamento estratégico” com 9 anos de idade.

Também não se pode cair na armadilha de achar que ele é um “super-dotado”, pois não é!

Diante de tantos estímulos, informações e facilidades tecnológicas, estes jovens, conhecidos como geração Y e Z, estão criando estilos de vida com ritmos muito diferentes e buscam se preparar para o ambiente hiper-competitivo que irão enfrentar quando chegarem a sua vida adulta.

O grande dilema dos dias atuais é que, ao invés de buscar uma rápida adaptação aos novos comportamentos e às novas ferramentas, ainda vemos pessoas que resistem ou simplesmente ignoram estes movimentos.

Além disto, não é difícil encontrar aqueles que, munidos de uma pretensiosa atitude, procuram meios de barrar este tipo de comportamento, pressionando os jovens em processos improdutivos ou bloqueando o acesso as novas tecnologias em tudo que tenham influência.

Basta ver como ainda é recorrente o bloqueio do uso de redes sociais em empresas, escolas e órgãos públicos.

Como resultado desta omissão, os adultos de hoje interferem muito pouco na construção da nova realidade e perdem a oportunidade de utilizarem suas próprias experiências como referenciais educativos, tão necessários para as novas gerações.

Chegou o tempo das novas gerações, você pode escolher entre ignorar a realidade e ver passar este fenômeno ou assumir a própria juventude e deixar também sua marca neste novo cenário.

Pois então, meu caro, não sei em que década você nasceu, se foi em 1930, 40, 50, 60, 70, 80, 90 ou nos anos 2000.

Para mim somos todos seres humanos iguais, dentro de um corpo muito parecido, com sangue igual correndo nas veias, sentindo fome, sede e calor do mesmo jeito.

Afinal eu, com os meus 55 anos, posso me idenficar muito com a garotada. Você quer ver o que escreveu o Paulo Beto Patux no Portal Café Brasil? Olha só:

Sou relativamente novo. Tenho 27 anos, mas tive uma infância marruda, diferente da geração infância de apartamento. Morei parte da infância em casa simples, bairro simples, de vizinhaça simples. Outra parte morei em condomínio residencial, tudo pequenininho, mas tudo novinho. Ali tinha de tudo. Desde gente simples até maluco que come e arrota caviar. Além de ter passado muitos e muitos dias na casa da vovó Nhá, a vovó mais vovó de todo mundo.

Em ambas as fases, andei de bicicleta, caí, ralei joelho, cotovelo, queixo, jogava bola em rua calçada e já perdi a tampa do dedão uma centena de vezes.

Tempo em que eu chegava em casa suado, sujo de chão e com um baita sorriso no rosto e minha mãe ou a minha avó, me recebiam com um baita abraço, um sorriso largo, um semblante cansado e o eterno: “vai tomar um banho que o lanche já vai sair”.

Quando eu chegava com uma tampa a menos no dedão, ouvia um: “pega lá o mertiolate que eu passo prá você”. E lá ia eu, sabendo que por mais dor que eu sentisse, era a mamãe lá, sempre a cuidar de mim.

É sim. Estou com lágrimas enquanto escrevo isso. Se um dia eu tiver filhos, vou fazer de tudo para ir pra roça com eles.

Mas cada geração responde aos estímulos que a sociedade, a tecnologia e o ambiente lhes oferece. Para mim, Luciano,  o que determina a geração é o uso que ela faz da tecnologia. Mas isso é discussão pra mais de metro… eu pretendo voltar a esse assunto das gerações em alguns programas. Aliás, eu já rascunhei dois ou três, com opiniões contra, opiniões a favor, opiniões muito pelo contrário. Eu quero inclusive utilizar os comentários que você vai fazer a este programa aqui. Então, vamos tratar desse assunto lá pra frente.

Tempo no tempo

Há sempre um tempo no tempo em que o corpo do homem apodrece
E sua alma cansada, penada, se afunda no chão
E o bruxo do luxo baixado o capucho chorando num nicho capacho do lixo
Caprichos não mais voltarão
Já houve um tempo em que o tempo parou de passar
E um tal de homo sapiens não soube disso aproveitar
Chorando, sorrindo, falando em calar
Pensando em pensar quando o tempo parar de passar
Mas se entre lágrimas você se achar e pensar que está
A chorar; este era o tempo em que o tempo é!!

E assim, ao som de TEMPO NO TEMPO com os meninos dos Mutantes lá em 1968  que o Café Brasil de hoje que trouxe mais umas pílulas sobre a questão das gerações, vai saindo de mansinho.

Com o jovem de espírito Lalá Moreira na técnica, a adolescente de curiosidade Ciça Camargo na produção e eu, um pivete da despocotização na direção e apresentação, Luciano Pires.

Estiveram conosco a ouvinte Camila Bonfim, A Cor do Som, Caetano Veloso com Jorge Mautner, Ivan Witt, Sidney, Luciana Pires, Choro das Três e Os Mutantes. É mole?

Este é o Café Brasil, um programa feito para todas as gerações, pra gente que tem algo em comum: a vontade de aprender. Traga sua marca para cá, ajude a gente a desasnar o Brasil. Acesse www.portalcafebrasil.com.br.

Se você procurar lá o dlog Café Brasil, vai encontar todo os texto deste programa, as letras as músicas e os links para as personalidades que citamos aqui. É o Cafepedia.

E para terminar, uma frase do escritor francês  André Malraux :

A Juventude é uma religião a que todos acabam se convertendo.

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