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Luciano Pires -

O Brasil vive uma crise de liderança. Aliás, onde é que não existe uma crise de liderança? No programa de hoje trataremos de algumas fábricas de líderes, iniciativas de gente que arregaça as mangas e faz acontecer. Um exemplo de Lençóis Paulista e algumas reminiscências sobre um movimento juvenil muito importante farão o pano de fundo da reflexão. E no final do programa, um daqueles petardos de ninguém menos que os Racionais MCs. Na trilha sonora: Ramiro Mussoto, os Jorges Aragão e Vercilo, trio Irakitan e os Racionais MC. Apresentação de Luciano Pires.

[showhide title=”Ler o roteiro completo do programa” template=”rounded-box” changetitle=”Fechar o roteiro” closeonclick=true]

Bom dia, boa tarde, boa noite.

O Brasil vive uma crise de liderança. Aliás, onde é que não existe uma crise de liderança? Onde estão as fábricas de líderes das quais podemos retirar material humano para nos conduzir para o futuro? Tem gente que não gosta desse papo. Acho que o povo não precisa de líderes. Pois eu acho que precisa, e muito. E é sobre isso que vamos falar hoje.

Pra começar, uma frase de um anônimo:

O problema em ser um líder hoje em dia é que você não pode ter certeza se as pessoas estão te seguindo ou te perseguindo.

Em minhas andanças pelos EUA conheci um conceito interessante: a “fábrica de líderes”.

Meu interlocutor contou que algumas organizações investigavam junto às escolas, clubes e outras entidades, os jovens com potencial para serem líderes. Identificados, eles eram convidados a participar de um processo educacional diferenciado, uma espécie de “fábrica de líderes”, de onde sairiam os homens e mulheres que dirigiriam as grandes organizações dos EUA. Achei o máximo!

Talvez haja alguma iniciativa parecida no Brasil, mas não consegui lembrar.

Em nosso carnavalesco país tropical mal conseguimos educar nossos jovens, quanto mais manter um sofisticado sistema de captura e desenvolvimento dos que tem potencial de liderança. Aqui é na base do “se Deus quiser”, “se eu tiver sorte”, “se meu padrinho for forte”, “se papai deixar pra mim”… E esse comportamento piorou muito, especialmente depois que um viés ideológico/comercial tomou conta das instituições.

No Brasil do pobrismo, quem se atreve a anunciar um sistema que estimulará a “elite pensante”, é capaz de ser apedrejado em praça pública. Mesmo que não seja a “elite endinheirada”, o fato de ser “elite” já desabona qualquer vivente.

Deus manda

Deus manda, Deus manda
Na hora que mais se precisa

A luz pra acender minha alma
a cura da dor num lampejo
Todo perdão que me salva
Olhos pra quando eu não vejo

Se eu me sinto sozinho
Ele vem em segredo
e me faz passarinho
pra que eu não mais tenha medo

Deus manda, Deus manda
Na hora que mais se precisa

A luz pra acender minha alma
a cura da dor num lampejo
Todo perdão que me salva
Olhos pra quando eu não vejo

Paz que ameniza meu pranto
Força da minha emoção
Dengo pro meu desencanto
amor pro meu coração

Foi na vontade de ver
A mão divina tocar
No meu tormento o sofrimento estancar
Vi mudar o meu querer
A fé não mais vacilar
e descobri o bem q tem recomeçar

Deus manda, Deus manda
na hora que mais se precisa.

Você vai ouvir, no podcastDEUS MANDA, de Nelson Rufino/ Guiga de Ogum/ Jorge Aragão. Aqui com dois Jorges, o Aragão e o Vercilo. O samba é uma delícia, e bem de acordo com o espírito brasileiro..

Mas o Brasil onde Deus manda quando a gente mais precisa, é o país das surpresas. Estive em Lençóis Paulista, cidade do interior de São Paulo, para fazer uma palestra a convite do Grupo Lwart, um conglomerado industrial nascido do espírito empreendedor de cinco irmãos que no início dos anos cinquenta começaram um negócio que hoje atua na área de lubrificantes, química, celulose e fibras especiais.

Participei do 6º. Congresso Juvenil, parte de um projeto da Lwart chamado “Formação de Líderes”, que estimula o desenvolvimento da cidadania, a consciência crítica e a transformação social da comunidade.

Minha palestra Brasileiros Pocotó foi apresentada numa manhã fria de domingo para uma platéia de cerca de 280 jovens com idades entre 14 e 19 anos.

Foi uma delícia. Curioso para saber mais sobre o evento, fui apresentado à criadora do projeto: Sara Hughes, esposa do atual presidente do grupo. Sara é estadunidense e veio para o Brasil cerca de 13 anos atrás, acompanhando o marido brasileiro. Em 2001, então diretora da Lwart, ela recebeu um pedido de patrocínio para um evento dirigido aos jovens e ficou espantada ao descobrir que nenhum jovem fazia parte da organização. Só adultos.

É ela quem conta:

– Em minha juventude nos EUA eu era estimulada a criar, organizar e participar ativamente dos eventos para jovens. E descobri que por aqui isso não existia. Nasceu assim o sonho do projeto Formação de Líderes.

…“se lá tem, por que aqui não?”

Após a palestra em Lençóis Paulista, vi vários grupos formados com os jovens, todos com um monitor voluntário. Cada grupo discutia um tema relacionado à palestra. No final da tarde apresentariam suas conclusões. Seriam dois dias de discussões sobre a realidade brasileira, algo que raramente os jovens de Lençóis Paulista – ou de qualquer outra cidade brasileira – tem a possibilidade de fazer. Um projeto sensacional, nascido do inconformismo de uma estadunidense que um dia se perguntou: “se lá tem, por que aqui não?”.

Pois é. Por que não?

Você precisa visitar www.projetolideres.com.br para ver como é possível, com boa vontade e uma dose de inconformismo, mudar a realidade do Brasil.

Thanks, Sara. Foi preciso um pouco de sangue estrangeiro pra coisa nascer, né? E por falar nessa mistura de raças, continuem ouvindo essa loucura aqui:

Gostou? Que viagem! Você vai ouvir, no podcast, o percussionista argentino Ramiro Musotto, que está radicado no Brasil há mais de vinte anos. Em seu cd sensacional chamado Civilização & Barbarye encontrei esta pérola chamada Gwyra Mi, uma mistura de capoeira com berimbau, samba-reggaes eletrônico, canto de crianças indígenas e um discurso zapatista.

Sempre alerta!

Pois é, quando publiquei o texto que acabo de apresentar, que se chama A FÁBRICA DE LÍDERES, recebi vários emails de gente que citou outros programas que existem no Brasil.

Mas o mail do Carlos Duarte abordou uma lembrança preciosa:

Li o seu artigo sobre ´Fabrica de Lideres´. Talvez as pessoas não conheçam ou ainda não dêem o devido valor.

Faço parte de uma Organização que completou este ano 100 anos, tanto no Brasil, como Mundialmente, estou nela desde 1978, hoje tenho 47 anos, ela existe em 216 Países, cresci dentro dela.

Esta Organização resistiu a guerras, a países que não aprovam a democracia.

Nesta Organização sou responsável por um Distrito que é composto por várias outras organizações pequenas.

Estou falando do Movimento Escoteiro, formamos vários jovens, inclusive um dos pré-requisitos para ser Astronauta e ter sido Escoteiro.

Chateia-me muito quando leio artigos onde se fala de Formação de Líderes como se tivessem descoberto a América e este Movimento não é citado, quando as escolas dizem que descobriram que se aprender fazendo, este movimento também não é mencionado.

Está e a maior Organização de Formação de Lideres que eu conheço.

Acorda escoteiro

Acorda escoteiro acorda

Que o galo já cantou (bis)

Cantou, cantou, cantou, cantou, cantou (bis)

Co-co-ri-co-ri-co-ri co-co-ri-co-ri-có (bis)

Acorda escoteiro acorda

Que a vaca já mugiu (bis)

Mugiu, mugiu, mugiu, mugiu, mugiu (bis)

Mu-mu-mu-mu-mu-mu-mu mu-mu-mu-mu-mu-um (bis)

Acorda escoteiro acorda

Que a ovelha já baliu (bis)

Baliu, baliu, baliu,baliu,baliu (bis)

Bé-bé-bé-bé-bé-bé-bé-bé-bé-bé-bé (bis)

Acorda escoteiro acorda

Que a gato já miou (bis)

Miou, miou, miou, miou, miou, (bis)

Miau, miau, miau, miau, miau, miau (bis)

Que tal essa hein? Você está ouvindo o Trio Irakitan cantando ACORDA ESCOTEIRO, uma das músicas que fazem parte do movimento escoteiro, do qual eu também tenho umas lembranças…

“Teupa tatumê / karatê itapechi / Aurá tumogê / Tokinu retumi / Chuíça anakutê/ Ma-mu-te”

Esse era o grito de guerra da equipe Mamute, que aprendi durante um acampamento de escoteiros em 1969. Minha equipe chamava-se “Águia” e não me lembro do nosso grito. Mas o do “Mamute”, nunca esqueci.

Antes de escoteiro, fui lobinho. Fazia parte de um grupo de crianças que se reunia para desenvolver atividades sociais, pequenas aventuras e assistir aulas sobre temas ligados a valores morais. Éramos divididos em “matilhas”, cada uma composta de cinco a sete garotos vestindo uniformes azuis, bonés, distintivos e lenços no pescoço. Meu monitor chamava-se Araquém e as reuniões aconteciam aos domingos pela manhã, no pátio de uma escola.

Um outro grupo, só de meninas, fazia o mesmo. Eram as Bandeirantes.

O sonho de todo lobinho era virar escoteiro. Os escoteiros eram garotos mais velhos e ser lobinho era uma preparação para ascender ao “grupo de elite”.

Eu sonhava com o dia em que vestiria aquela farda cáqui, o chapéu igual ao da Polícia Montada do Canadá, o lenço preso por um anel de couro com a flor de lótus dourada. E usaria um bastão! Aquilo era o máximo e me lembro do dia em que fui “promovido” a escoteiro e recebi o lenço e o chapéu numa cerimônia cheia de protocolos. Cada distintivo, cada detalhe era conquistado após o cumprimento de uma etapa, com provas específicas. Nossa saudação era uma espécie de continência com os três dedos juntos:

– Sempre Alerta!

A Árvore da Montanha 

A arvore da montanha

Ole-li aio (bis)

Esta árvore tinha um galho O que galho, belo galho. 

Ai, ai, ai que amor de galho. 

E o galho da árvore. 

A arvore da montanha 

Ole-li aio (bis)

Este galho tinha um broto O que broto, belo broto.

Ai, ai, ai que amor de broto. 

E o broto do galho E o galho da árvore. 

A arvore da montanha 

Ole-li aio (bis)…

Este broto tinha uma folha. 

E esta folha tinha um ninho. 

E este ninho tinha um ovo. 

E este ovo tinha uma ave. 

E esta ave tinha uma pluma. 

E esta pluma tinha um índio. 

E este índio tinha um arco. 

E este arco tinha uma flexa. 

Esta flexa foi na árvore O que árvore, bela árvore.

Ai, ai, ai que amor de árvore. 

E a árvore da montanha 

Ole-li-aio (bis)

Você vai ouvir, no podcast, A ARVORE DA MONTANHA. Essa a gente cantava em volta de uma fogueira e a música ia por horas a fio. Ouvindo hoje parece de uma ingenuidade pré histórica. Mas lembro daqueles momentos com grande carinho.

O escotismo foi uma etapa importante em minha vida. Nele recebi algumas das primeiras noções de cidadania, disciplina, respeito ao semelhante. Garoto ainda, eu tinha a mente sedenta e aberta para informações.

Lembro-me, repito, com carinho daqueles tempos.

O escotismo foi a primeira ONG da história. Prepara cidadãos. Não envolve-se com política. Não prega a violência. Coloca os jovens em contato harmônico com a natureza, ensinando o respeito ao meio ambiente.

Pois bem. Estamos no meio de uma crise política. Provocada por uma certa elite que deixou de lado valores morais para afundar-se em práticas desonestas e individualistas. Má formação de caráter é a razão principal.

A única forma de lutar para que essa baixaria não se repita no futuro é reforçando as instituições que ajudam a formar o caráter de nossas crianças. As escolas, os clubes, as igrejas, os movimentos comunitários…o escotismo.

E então que meu amigo Nelson Bastos manda um email curioso sobre essa questão da formação de líderes no Brasil. Para ilustrar, você ouvirá algo muito sério.

Você vai ouvir no podcast, a introdução de um petardo chamado A VIDA É UM DESAFIO, do Racionais MCs. Eu vou tocar o resto em seguida. Preste atenção na letra completa.

Mas, por enquanto é o e-mail do Nelson Bastos que diz assim:

Olá Luciano, tudo bem contigo? Sem querer forçar a barra nem ficar jogando pedra desnecessária no Brasil pocotó, gostaria de contar uma história interessante sobre a formação de líderes.

Fiz um MBA na Fundação Getúlio Vargas há alguns anos atrás. Uma das professoras que tive era psicóloga e fazia um trabalho muito interessante com detentos nas prisões cariocas, entre elas o complexo de Bangu. O tema da matéria era justamente liderança, bem como a área de interesse dela nas prisões.

Ela era psicóloga do Fernandinho Beira Mar, isso mesmo, nem mais, nem menos. Nos descreveu com muita clareza e consciência o “mais estruturado e incrível trabalho de formação de líderes e sucessão de liderança” que ela conhecera: o do tráfico de drogas. Desde a descoberta dos jovens traficantes, da satisfação das suas necessidades pessoais e familiares, da formação dos líderes e o trabalho para compor a “liderança” do tráfico.

Se estes caras conseguem, por que o resto do Brasil não?

A vida é desafio

“Eu sempre fui sonhador,

E é isso que me mantém vivo.

Quando pivete,

Meu sonho era ser jogador de futebol, vai vendo.

Mas o sistema limita a nossa vida de tal forma

Que tive que fazer minha escolha: sonhar ou sobreviver.

Os anos se passaram,

E eu fui me esquivando do círculo vicioso.

Porém o capitalismo me obrigou a ser bem sucedido.

Acredito que o sonho de todo pobre é ser rico.

Em busca do meu sonho de consumo

Procurei dar uma solução rápida e fácil

Pros meus problemas: o crime.

Mas é um dinheiro amaldiçoado,

Quanto mais eu ganhava mais eu gastava.

Logo fui cobrado pela lei da natureza,

Vish… quatorze anos de reclusão.

O barato é loko”

É necessário sempre acreditar que o sonho é possível,

Que o céu é o limite e você truta é imbatível.

Que o tempo ruim vai passar é só uma fase,

E o sofrimento alimenta mais a sua coragem.

Que a sua família precisa de você

Lado a lado se ganhar pra te apoiar se perder.

Falo do amor entre homem, filho e mulher,

A única verdade universal que mantém a fé.

Olhe as crianças que é o futuro e a esperança,

Que ainda não conhecem, não sente o que é ódio e ganância.

Eu vejo o rico que teme perder a fortuna

Enquanto o mano desempregado, viciado se afunda

Falo do enfermo irmão, falo do são, intão

Falo da rua que pra esse louco mundão

Que o caminho da cura pode ser a doença

Que o caminho do perdão as vezes é a sentença

Desavença, treta e falsa união

A ambição como um véu que cega os irmão

Que nem um carro guiado na estrada da vida

Sem farol no deserto da trevas perdida

Eu fui orgia, ego louco, mas hoje ando sóbrio

Guardo o revólver quando você me fala em ódio

Eu vejo o corpo, a mente, a alma, espírito

Ouço o refém e o que diz la no ponto lírico

Falo do cérebro e do coração

Vejo egoísmo preconceito de irmão pra irmão

A vida não é o problema é batalha desafio

Cada obstáculo é uma lição eu anuncio

É isso ai você não pode parar

Esperar o tempo ruim vir te abraçar

Acreditar que sonhar sempre é preciso

É o que mantém os irmãos vivos

Várias famílias, vários barracos,

Uma mina grávida

E o mano ta la trancafiado

Ele sonha na direta com a liberdade

Ele sonha em um dia voltar pra rua longe da maldade

Na cidade grande é assim

Você espera tempo bom e o que vem é só tempo ruim

No esporte no boxe ou no futebol alguém

Sonhando com uma medalha o seu lugar ao sol porém

Fazer o que se o maluco não estudou

500 anos de brasil e o brasil aqui nada mudou

“desesperô aí, se não adulô,

Invadiu o mercado farinhado armado e mais um pouco”

Isso é reflexo da nossa atualidade

Esse é o espelho derradeiro da realidade

Não é areia, conversa, chaveco

Porque o sonho de vários na quebrada é abrir um boteco

Ser empresário não dá, estudar nem pensar

Tem que trampar ou ripar pros irmãos sustentar

Ser criminoso aqui é bem mais prático

Rápido, sádico, ou simplesmente esquema tático

Será extinto ou consciência

Viver entre o sonho e a merda da sobrevivência

“o aprendizado foi duro e mesmo diante desse

Revés não parei de sonhar fui persistente

Porque o fraco não alcança a meta

Através do rap corri atrás do preju

E pude realizar meu sonho

Por isso que eu afro-x nunca deixo de sonhar”

Conheci o paraíso e eu conheço o inferno

Vi jesus de calça bege e o diabo vestido de terno

Mundo moderno, as pessoas não se falam

Ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam

Embaralho as cartas da inveja e da traição

Copa, ouro e uma espada na mão

O que é bom é pra si e o que sobra é do outro

Que nem o sol que aquece, mas também apodrece o esgoto

É muito louco olhar as pessoas

A atitude do mal influencia a minoria boa

Morrer a toa que mais, matar a toa que mais

Ser presa a toa , sonhando com uma fita boa

A vida voa e o futuro pega

Quem se firmo falo

Quem não ganho o jogo entrega

Mais um queda em 15 milhões

Na mais rica metrópole suas varias contradições

É incontável, inaceitável, implacável, inevitável

Ver o lado miserável se sujeitando com migalhas, favores

Se esquivando entre noite de medo e horrores

Qual é a fita, a treta, a cena ?

A gente reza foge continua sempre os mesmo problemas

Mulher e dinheiro tá sempre envolvido

Vaidade, ambição, munição pra criar inimigo

Desde o povo antigo foi sempre assim

Quem não se lembra que abel foi morto por caim

Enfim, quero vencer sem pilantrar com ninguém

Quero dinheiro sem pisar na cabeça de alguém

O certo é certo na guerra ou na paz

Se for um sonho não me acorde nunca mais

Roleta russa quanto custa engatilhar

Eu pago o dobro pra você em mim acreditar

“é isso ai você não pode parar

Esperar o tempo ruim vir te abraçar

Acreditar que sonhar sempre é preciso

É o que mantém os irmãos vivos “

Geralmente quando os problemas aparecem

A gente está desprevenido né não

Errado

É você que perdeu o controle da situação

Perdeu a capacidade de controlar os desafios

Principalmente quando a gente foge da lições

Que a vida coloca na nossa frente

Você se acha sempre incapaz de resolver

Se acovarda morô

O pensamento é a força criadora

O amanha é ilusório

Porque ainda não existe

O hoje é real

É a realidade que você pode interferir

As oportunidades de mudança

Ta no presente

Não espere o futuro mudar sua vida

Porque o futuro será a conseqüência do presente

Parasita hoje

Um coitado amanha

Corrida hoje

Vitória amanha

Nunca esqueça disso.

E é assim, ao som dos Racionais MCs com A VIDA É DESAFIO que o Café Brasil que tratou das fábricas de líderes vai embora. Você prestou atenção nessa letra?

Com Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e eu, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco Ramiro Mussoto, os Jorges Aragão e Vercilo, as músicas dos escoteiros com o trio Irakitan e Racionais MC. Uau!

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E para terminar, uma frase de Kenneth Blanchard, escritor estadunidense:

A chave da liderança bem sucedida nos dias de hoje é a influência, não a autoridade

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