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688 – Doar órgãos é doar vida

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Luciano Pires -
Download do Programa

Opa! E a Sika, líder mundial em impermeabilização, resolveu estender a parceria que fez com o Café Brasil, pra você! Funciona assim, ó: você acessa o site da Sika e deixa uma sugestão para que eu faça um cartum. Pode ser sobre qualquer tema. Se sua sugestão for a escolhida você ganha um fone sem fio exclusivo da Sika para ouvir PodCasts e… tcham tcham tcham tchaaaaammmm…  ganha o cartum original, que eu farei a partir de sua ideia! A SIKA, eu e você em parceria!

E ainda dá para baixar um e-book sobre impermeabilização e tirar suas dúvidas. Que tal, hein?

Mas só vale se você estiver seguindo a SIKA – no instagram, em @sika_brasil!

Para participar, acesse sikabrasil.com.br/cafebrasil. Sika se escrreve assim, ó: S.I.K.A.

De novo: sikabrasil.com.br/cafebrasil.

Em 2018, minha esposa passou por um transplante duplo de rim e fígado. E na semana passada, outro transplante de rim. Foi um processo delicadíssimo, não só a cirurgia em si, mas todo o antes e o depois, que jogou toda a família num universo ao qual não estávamos familiarizados. Rotinas de hospital, sustos, UTIs, médicos de diversas especialidades, planos de saúde. Eu tive contato muito próximo da questão da doação e transplante de órgãos.

Na semana passada ela passou por outro transplante renal. E tudo vai indo muito bem.

E doar órgãos é doar vida. Receber órgãos também.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

A doação de órgãos é um ato de generosidade, é o supremo desprendimento de dar uma parte de si para que outra pessoa viva. Aliás, está no Gênesis:

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;

E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.

Então Adão foi o primeiro doador da história da humanidade!

Doação de órgãos
Raimundo Nonato
Nonato Costa

Doar órgãos no brasil
Que tem milhões de habitantes
Agora é vontade expressa
Coisa que não era antes
Pelas cláusulas aprovadas
Da nova lei dos transplantes

Para salvar semelhantes
Gerou-se a polêmica séria
Doando pulmões e córneas
Coração, fígado e artéria
Parte do morto se adapta
Viver em outra matéria

Opa! Esses são Raimundo Nonato e Nonato Costa, que formavam a dupla Os Nonatos, com sua composição Doação de órgãos.

A história dos transplantes é uma evolução, que passa pelos experimentos de transfusão de sangue, transplante de pele, primeira guerra mundial e muita pesquisa, até chegar em 1905. Naquele ano começam os transplantes de córnea, cuja prática foi consolidada em 1944. O transplante de córnea bem-sucedido, com a recuperação da visão dos transplantados, mostrou que era possível tirar um órgão de uma pessoa e passar para outra.

Há registros de que o primeiro transplante do mundo teria sido realizado em 1933 por um cirurgião ucraniano em um homem para tratar uma insuficiência renal aguda. Mas havia um problema: nosso sistema imunológico. O corpo do paciente identificava o órgão transplantado, também chamado de enxerto, como um intruso. E o rejeitava.

Em 1960 um ganhador do prêmio Nobel, Peter Medawar, desenvolveu um trabalho sobre imunologia dos transplantes, identificando a importância da imunidade celular no processo de rejeição dos enxertos. Isso permitiu o desenvolvimento de drogas que desativavam o sistema imunológico. E assim os transplantes bem-sucedidos começaram a acontecer.

Em 1963 foi realizado o primeiro transplante de fígado e em 1967 o primeiro de coração.

Cara, eu tinha 11 anos de idade, e me lembro da sensação quando um médico sul africano chamado Dr. Cristian Barnard surpreendeu o mundo anunciando o primeiro transplante de coração. O paciente viveu poucos dias, mas o caminho estava aberto. O segundo transplantado viveu 594 dias.

No ano seguinte, 1968, o Dr. Zerbini realizou no Brasil o primeiro transplante de coração. Outra sensação. O transplantado, João Boiadeiro, um mato-grossense de 23 anos, morreu 28 dias depois.

E virou música, cantada pela dupla sertaneja Moreno e Moreninho:

João Boiadeiro
Moreno e Moreninho

João Boiadeiro, coração doente
Foi despedindo do seu Mato Grosso
Foi pra São Paulo para tratamento
E conhecer o gigante colosso
Foi receber de um coração paulista
Deixando o seu que veio do sertão
Doutor Zerbini com a mão sagrada
Foi quem fez essa transplantação

João Boiadeiro de coração novo
Mas durou pouco sua nova vida
Pois o destino lhe tombou por terra
Foi sepultando sua despedida
Assim termina a vida de um caboclo
Que Deus te guarde no reino da glória
Vai boiadeiro de dois corações
Fica o seu nome no livro da história

Cara, tinha gente vivendo com o coração de outra pessoa!

A dor é tão deletéria
Que há contradições na dor
Dum lado em pânico a família
De quem vai ser doador
E do outro a felicidade
Do próximo receptor

A a.b.t.o quer por
Em prática as novas medidas
Em pacientes distintos
As doações deferidas
O corpo de um ser humano
Dá pra salvar nove vidas

Os primeiros experimentos sobre transplante de pulmão foram relatados em 1907, mas o primeiro caso clínico foi descrito em 1963. Em 1966, foi realizado um transplante de rim e pâncreas em um paciente portador de nefropatia diabética em fase terminal.

Mas apesar do avanço das técnicas cirúrgicas, os pacientes sofriam com os problemas relacionados à rejeição e com os efeitos colaterais das drogas imunosupressoras. Até que em 1972, durante um teste de imunossupressão em Basileia, na Suíca, a equipe do Dr. Hartamnn Stahein descobre a ciclosporina, que revolucionou os transplantes clínicos em todo o mundo.

Até 2018 eu nunca havia ouvido falar em Ciclosporina. Hoje esse nome faz parte da nossa família. Com a introdução da ciclosporina, a morbidade dos pacientes de transplantes caiu consideravelmente. O sucesso dos transplantes cresceu imediatamente em 20%, e órgãos como coração, fígado e pulmões, passaram a ser rotineiramente transplantados.

Na década de 1980, as retiradas de múltiplos órgãos foram padronizadas, surgiram novos medicamentos imunossupressores e foi desenvolvida uma solução de conservação de órgãos que aumentou o sucesso dos transplantes.

No mundo, cerca de 500 mil pessoas desenvolvem insuficiência renal crônica, 200 mil insuficiência cardíaca e 300 mil insuficiência hepática. Só com esses três órgãos, 1 milhão de transplantes deveriam ser realizados por ano. Mas infelizmente nem todos têm acesso ao tratamento.

De esperanças vencidas
Temos muito paciente
Pra cada milhão são feitos
Cinco transplantes somente
A Espanha faz quarenta
Oito vezes mais que a gente

Centrais de transplante urgente
Só temos em oito estados
Temos seis mil hospitais
Ao sus conveniados
Mas só em cento e quarenta
Os órgãos são transplantados

Essa música que vocês estão ouvindo aí, ela é meio antiga. A situação já mudou bastante hoje em dia, mas é interessante como eles valorizaram na época, a lei dos transplantes. Mas vamos na sequência aqui, olha.

A legislação referente ao transplante de órgãos e tecidos é extremamente rigorosa, envolvendo deste o credenciamento da instituição e das equipes, critérios de diagnóstico de morte encefálica, permissões para as doações e utilização dos órgãos e tecidos, comercio de órgãos e as repreensões. Mas se o processo do transplante está bem definido, legislado e organizado, a doação dos órgãos ainda é o calcanhar de Aquiles.

Durante o processo pelo qual minha esposa passou, conversei com diversos profissionais. Um deles me chamou a atenção. Era uma técnica, cuja responsabilidade era conversar com as famílias de pacientes que tiveram morte encefálica confirmada, para conseguir a doação dos órgãos. E eu fiquei impressionado. A função daquela moça era conversar com familiares no momento mais difícil de suas vidas. A família acaba de receber a notícia da morte de um ente querido e a moça aparece para perguntar se pode aproveitar os órgãos… imagine a situação.

Mas não há outra forma. O fator mais importante para o sucesso de um transplante é o tempo entre a retirada do órgão e a sua recolocação.

Um Coração tem de ser transplantado em no máximo 4 horas. O pulmão, entre 4 a 6 horas. O rim, 48 horas. O fígado, 12 horas. O pâncreas, 12 horas. Por isso, ao ser constatada a morte cerebral, cada segundo conta.

A dor de uma família é a esperança de outra. Da morte para a vida num segundo.

Os corpos só são cortados
Quando a família libera
O sistema de coletas
Muita eficácia não gera
E mais de vinte mil pessoas
Sofrem na fila de espera

Mas quando não se acelera
O ato de doação
Do organismo as enzimas
Devorando as células vão
As bactérias invadem
E começa a putrefação

Muita gente ainda se recusa a doar órgãos por superstição, pelo medo de que sejam removidos com a pessoa ainda viva, ou simplesmente por não conseguirem aceitar que um pedaço seu ou de um ente amado seja retirado e entregue para outra pessoa. Não sei se teriam a mesma opinião se precisassem de um transplante para si ou para um parente.

Contribuir para salvar a vida de alguém que precisa ter um órgão degenerado substituído é um feito admirável, merecedor de admiração e louvor. O problema é que ainda existem crenças e ignorância que fazem com que pessoas e familiares se oponham à doação, reduzindo absurdamente a oferta de órgãos.

Por isso é comum ouvir histórias de pessoas que passam anos nas filas à espera de órgãos que nunca chegam.

Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2018, das 6.476 entrevistas familiares para autorização de doação de órgãos de parentes após morte encefálica comprovada, houve 2.716 negativas, somando 42%, número que vem se mantendo praticamente constante ao longo dos anos.

Sei que existe uma questão moral envolvida, e que criticar a moral dos outros é complicado, mas a perspectiva de que você pode salvar a vida de outra pessoa ao doar um órgão que morrerá com seu corpo, deveria ser o imperativo categórico.

Pelo menos para mim é. No que depender de mim meu, pode usar tudo!

Invés de doar ao chão
Feliz quem ao próximo doa
O milagre os médicos fazem
Deus ao transplante abençoa
E o coração do cadáver
Dar vida a outra pessoa

Quem tem musculação boa
E saudável consegue ser
Ossos, pâncreas, rins e pele
São fáceis de remover
E quase não existem chances
De rejeição ocorrer

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. Aqui é o Vinícius que está falando, de Prudentópolis, interior do Paraná.

Eu acabei de ouvir a entrevista do Henrique Prata. Eu fui um cara que trabalhou quase 20 anos dentro de um hospital, vi de perto essas podridões assim, que o Henrique comenta. E é impressionante, aqui no Paraná, como todos os municípios dependem dos serviços estaduais. Então, existe uma estrutura toda de transporte de todos os municípios pequenos, pra levar aos municípios satélites. Hoje eu vim pra uma simples consulta de urologia, tive que sair às seis da manhã da minha casa, agora são quase onze, …… um tempo, pra ficar cinco minutos dentro de um consultório, pro médico mal olhar na nossa cara.

Mas, entrando no que a gente falou sobre o dom, né? A vocação da pessoa de fazer aquilo que ela tem amor em fazer, nem vou comentar a estrutura que existe aqui pra receber essas pessoas de fora, não tem nada, está todo mundo no sol, duzentas pessoas pra um banheiro, os funcionários são exemplares, isso não tem o que falar. Mas, só voltando ao fato de como é difícil você enxergar uma coisa, não ter força pra mudar. O Henrique é realmente um exemplo a ser seguido, espero que de alguma forma eu possa contribuir para esse município que eu estou morando aqui. Que é um lugar maravilhoso de morar, mas faltam algumas coisas que a gente só encontra na cidade grande. 

Um abraço pra todos aí, obrigado Luciano, por fazer a minha cabeça explodir todos os dias. Grande abraço.”

Grande abraço, Vinícius. Que mandou seu comentário por conta do LíderCast 173 com o Henrique Prata, do Hospital de Amor. Olha, por conta dos acontecimentos que estou contando neste programa, tenho visto de perto a dureza que passam as pessoas na sua situação, viu Vinícius, com as condições do sistema de saúde brasileiro. Vou publicar num próximo Café Brasil a entrevista do Henrique, ela merece ser ouvida por muito mais gente. É preciso mais mobilização para melhorar essas condições que você descreve, meu caro.

Muito bem. O Vinícius receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano: Lalá, agora é por uma questão de saúde. Na hora do amor você recomenda o quê?

Lalá: Sempre Prudence!

Luciano – Muito bem.

É difícil convencer
Quem não tem boa vontade
Hoje muitos são sadios
Pela generosidade
De quem transformou a perda
Em solidariedade

É dura a realidade
Achar isso natural
Ter batimentos cardíacos
Ter pressão arterial
E a batelada de exames
Prova a morte cerebral

A lei substancial
Que passou nos dois poderes
Além de deixar o tráfico
Sem direitos e deveres
Faz com que aumente o núcleo
Do ciclo vital dos seres

O jornal Daily Mail informou que ratos de laboratório receberam transplantes de coração e foram expostos a um de três tipos de música: ópera de Verdi La Traviata, uma compilação de performances de Mozart, e o estilo musical new age. Outros ratos foram submetidos a ouvir sons não musicais. Após seis dias de exposição, os cientistas notaram que os que ouviram Verdi e Mozart tiveram melhor resposta do coração transplantado e expectativa de vida prolongada. Que tal, hein?

Ô Lalá: manda Mozart aí, Lalá com o Clarinet Concerto.

Olha! Já até sentindo o coração bater diferente aqui, viu?

Durante os anos de 1997 a 2001 vigorou no Brasil uma lei dispondo que toda pessoa era considerada doadora, desde que não constasse o contrário em seu documento de identificação (RG) e na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Tratava-se, então, de consentimento presumido.

Mas isso mudou em 2001, quando a Lei n. 10.211 passou a exigir que, na falta da autorização em vida do doador, a remoção de órgãos dependerá da permissão dos parentes, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte.

O Código Penal reprime a intervenção médica ou cirúrgica sem o paciente ou o representante legal consentir. Procedimentos invasivos e cirurgias realizadas sem a livre declaração da vontade são agressões à integridade física, justificáveis tão e só nas situações de iminente perigo de morte.

Portanto é importante que o enfermo, familiar ou quem falar por ele saiba claramente a respeito das condutas médicas que serão praticadas e dos benefícios, sequelas, riscos e rejeições esperados.

Existem dois tipos de doador. O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. No momento atual da evolução da ciência médica regenerativa há a possibilidade de utilizar, de doador vivo, tecidos, córneas, medula óssea, um dos órgãos duplos como o rim, por exemplo, e parte do fígado e do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC, o derrame cerebral. Da pessoa morta ou com diagnóstico de morte encefálica , pulmões, coração, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, pele, veias, válvulas cardíacas, ossos e tendões, podem ser aproveitados. O Conselho Federal de Medicina é o único órgão que possui atribuições para a rigorosa determinação científica da morte encefálica.

A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – ABTO (abto.org.br) e a Associação Brasileira de Transplantados – ABT (abtx.com.br) são entidades civis, sem finalidades lucrativas, que podem dar muitas informações.

E o Ministério da Saúde criou uma página para tirar dúvidas sobre transplantes, lista de espera e como ser um doador.

Se você acessar o bit.ly/doeesalve, vai encontrar poa lá muita informação. Eu vou repetir aqui: é o bit.ly/doeesalve.

E como eles dizem lá: hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você.

Doar órgãos é doar vida.

E agora é hoje de falar da DPI Digital. Que está empenhada em disseminar a metodologia ágil. É, cara! Aquilo que eles chamam de AGILISMO. Num mundo como o de hoje, tudo que a gente precisa ser é ágil, para se adaptar e até mesmo antecipar as mudanças e promover uma real transformação organizacional. Ó,  mas não é fácil não, viu? Eu conversei com o Marcelo Szuster, o CEO da DTI no LíderCast e achei tão legal a proposta deles, que… pronto. Estão aqui conosco.

Olha só! A DTI tem um podcast, chamado Os Agilistas, que você encontra em todas as plataformas. E também pode acompanhar pelo Instagram: @osagilistas.

Vai, meu, se mexe! Seja ágil como um agilista!

Muito bem, caminhando para o final, nada melhor que reproduzir um texto do poeta norte americano Robert Noel Test, que morreu em 1994. Ele foi um dos pioneiros na promoção da doação de órgãos e escreveu em 1976 assim:

Numa hora qualquer, um médico determinará que meu cérebro parou de funcionar e que, para todos efeitos, minha vida acabou.

Quando isso acontecer, não tente enfiar vida artificial em meu corpo usando alguma máquina. E não chame isto de meu leito de morte. Chame de leito de vida, e deixe que meu corpo seja levado para ajudar que outras pessoas vivam suas vidas plenamente.

Dê minha visão para um homem que nunca viu um nascer do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.

Dê meu coração para uma pessoa cujo coração causou nada além de dias de sofrimento.

Dê meu sangue para o jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele viva para ver seus netos brincarem.

Dê meus rins para alguém que depende de uma máquina para existir, semana após semana.

Pegue cada osso, cada músculo, cada fibra e nervo de meu corpo e descubra uma forma de fazer uma criança aleijada caminhar.

Explore cada canto de meu cérebro. Pegue minhas células, se necessário e faça-as se reproduzirem para que um dia um garoto mudo grite ao ver um morcego e um menina surda ouça o barulho da chuva em sua janela.

Pode cremar o que sobrar de mim e espalhe minhas cincas ao vento para ajudar as flores a crescer.

Se você tiver de enterrar alguma coisa, que sejam minhas falhas, minhas fraquezas e meus preconceitos contra meus amigos.

Dê meus pecados para o diabo. Dê minha alma para Deus. E se, por acaso, você desejar se lembrar de mim, faça isso com um ato ou palavra de bondade para alguém que precisa de você.

Se você fizer tudo que eu pedi, eu viverei para sempre.

Love’s in need of love today
Stevie Wonder

Good morn or evening friends
Here’s your friendly announcer
I have serious news to pass on to every-body
What I’m about to say
Could mean the world’s disaster
Could change your joy and laughter to tears and pain

It’s that
Love’s in need of love today
Don’t delay
Send yours in right away
Hate’s goin’ round
Breaking many hearts
Stop it please
Before it’s gone too far

The force of evil plans
To make you its possession
And it will if we let it
Destroy ev-er-y-body
We all must take
Precautionary measures
If love and please you treasure
Then you’ll hear me when I say

Oh that
Love’s in need of love today
Love’s in need of love today
Don’t delay
Don’t delay
Send yours in right away
Right a-way
Hate’s goin’ round
Hate’s goin’ round
Breaking many hearts
Break-ing hearts
Stop it please
Stop it please
Before it’s gone too far
Gone too far

People you know that
Love’s in need of love today
Love’s in need of love today
Don’t delay
Don’t de-lay

It’s up to you cause
Love’s in need of love today
Love’s in need of love today
Don’t delay
Don’t de-lay
Send yours in right away
Right a-way
You know that hate’s
Hate’s
Hate’s goin’ round
Goin’ round
Breaking-hate’s tried to break my heart many times
Break-ing hearts
Don’t-you’ve got to stop it please
Stop it please
Before before before
Gone too far

Love’s in need of love love today
Love’s in need of love today
Don’t delay
Don’t de-lay
Send yours in right away
Right a-way
You know that hate’s going around
Hate’s goin’
Hate’s going around hate’s going around
Round break-
And it tried to break up many hearts
Ing hearts stop
You’ve got to I’ve got to they’ve got to
It please
We’ve got to they’ve got to we’ve got to
Gone
Stop it before it’s gone too far
Too far
Love’s love’s in need of love
Love’s in need of love
Did you ever think that love would be in need of love today
To-day don’t
Don’t delay
De-lay
Send yours right away
Right a-way

Hate’s hate’s
Hate’s goin’ round
Bring it down a little love is very peaceful
So bring it down a little
Stop it please
Gone too far
Love’s in need
Of love today
Don’t delay
Right away awaaaay
Love’s in need
Of love today
Don’t delay
Right away awaaaay
Hate’s goin round
Breaking hearts
Well, please stop it
Um l-o-v-e love oh, l-o-v-e love
Love’s in need
Of love today
Don’t delay
Right away
Just give the world love

Ah! Nessa exato momento eu estou voando. Eu estou voando. É assim, com a mensagem de amor do clássico Love´s in need of love today, com Stevie Wonder, que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil. Stevie canta assim:

É que
O amor está precisando de amor hoje
Não demore
Envie o seu imediatamente
O ódio está por todo lado
Destruindo corações
Pare-o, por favor
Antes que ele vá longe demais

Escolhi essa música para fechar o programa pois Stevie está passando nestes dias por um transplante de rins. Todos os dedos cruzados por ele…

Muito bem. Então é isso. Repetindo: a doação de órgãos é um ato de generosidade, é o supremo desprendimento de dar uma parte de si para que outra pessoa viva. Você ainda está em dúvidas, é? Acesse a página do Ministério da Saúde em  bit.ly/doeesalve.

Ah, sim… E não deixe de ouvir o LíderCast 070, com o Alexandre Barroso. Se você sair inteiro daquele podcast, terá uma visão muito especial sobre o que significa o transplante de órgãos.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você já sabe: você aíi, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/688.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase que encontrei na internet, atribuída a Professor Galvão:

Não pense na doação de órgãos como oferecer uma parte de você para que um desconhecido possa viver. Na realidade, é um desconhecido que oferece seu corpo para que parte de você continue vivendo.