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686 – O Meu Everest

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Luciano Pires -
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Se você tem água infiltrando, tem pintura manchando, tem fungo pegando: saiba que isso tudo é umidade. E a umidade  não perdoa. E com ela vem também várias doenças respiratórias. Se você está brigando com a umidade, saiba que a maioria dos problemas são fáceis de resolver com a ajuda da SIKA – Líder Mundial de Impermeabilizantes.  Acesse @sika_brasil no Instagram e coloque lá suas dúvidas! Ou diga simplesmente,  que conheceu a SIKA através do Café Brasil!

SIKA – S.I.K.A. – @sika_brasil.

Em 2001 eu fiz a maior viagem da minha vida. Caminhei pela cordilheira do Himalaia até o Campo Base do Everest, aos pés da maior montanha do mundo. E aquela foi uma viagem transformadora, que agora você poderá conhecer. Ao vivo.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

E lá se vão 18 anos após a minha viagem ao Everest e 17 anos após o lançamento da primeira edição de meu livro. Dezoito anos são muito tempo, especialmente para quem já passou dos 60, mas proporcionam uma oportunidade única para reavaliar as escolhas que fizemos e suas consequências em nossas vidas.

Ninguém volta de uma experiência como aquela, do mesmo jeito que foi. Mudanças acontecem, muitas das quais só serão percebidas ao longo dos anos e, no meu caso, posso dizer que muita coisa mudou. Muitos que me procuram querem saber se eu me tornei mais espiritual, se algo mudou em meu jeito de ver a vida em função da viagem. Se eu encontrei Deus.

Primeiro explico que não fui para lá com esse objetivo. E fiz questão de deixar qualquer conotação religiosa de fora da narrativa. Deus ou Maomé ou Buda ou Jeová ou qualquer outra referência religiosa ou de valores, são coisas pessoais, que têm as mesmas raízes e um só fundamento: o respeito ao semelhante.

Mas é impossível não constatar que, ao mergulhar em mim mesmo, estive muito próximo de um estado religioso. Ao contemplar a natureza selvagem também. Ao observar a energia das pessoas que vivem naquela região inóspita e miserável, com uma alegria e gentileza inigualáveis, idem.

Qualquer pessoa colocada numa situação como a que eu vivi, em que deve se concentrar numa atividade específica e monótona por horas, acaba revendo sua vida e repensando conceitos.

Lembro-me da história de um alto executivo que trabalhava na costa oeste dos EUA. Um dia, recebeu um convite para transferir-se para outra empresa, em Nova Iorque, no extremo oposto do país. Quem o convidou foi um conhecido, com a seguintes instruções:

— Venha pra cá para conversar. Mas você deve vir de trem. Numa cabine só sua. Sem trazer livros, TV, rádio, revistas ou jornais.

O executivo estranhou a instrução, mas decidiu atender. Durante muitas horas permaneceu sozinho com seus pensamentos dentro da cabine do trem. Nada para distrair sua atenção. Apenas pensando. Quando chegou ao destino, já tinha tomado a decisão que mudaria sua vida: aceitou a proposta. No trem, teve muito tempo para raciocinar e entendeu a instrução “absurda” do seu amigo. Foram as horas de concentração que lhe permitiram avaliar a proposta, as consequências e os riscos. Focado num só problema, dedicou tempo e energia para pensar a respeito e fez sua melhor escolha.

Sabe aquela parada que a gente dá para um cafezinho, para “desanuviar a mente”, para dar uma esticada nos músculos? Aquele momento mágico em que relaxamos e que, muitas vezes, são os momentos em que aparecem as ideias e a inspiração?

O Everest foi meu cafezão.

Eram horas e horas de caminhada diária. Concentração nos passos, na respiração. Aquele ritmo me colocava num estado mental muito próximo da meditação. Usei aquele tempo para pensar na vida. Para questionar a razão de suportar coisas que me desagradavam. Para imaginar que eu seria capaz de realizar coisas que achava impossíveis…

Aquilo me deu inclusive a resposta para uma questão que me agoniava. Durante pelo menos oito anos, eu morei num extremo da cidade de São Paulo, em Aldeia da Serra e trabalhei no outro extremo, no Largo de Socorro. Eram quase 90 quilômetros entre ida e volta, que me consumiam cerca de três horas diárias, num trânsito infernal. Eu disse três horas por dia dentro de um carro. Dirigindo!

Por muito tempo me questionei sobre a inteligência de jogar fora três horas diárias de alguns dos anos mais produtivos de minha vida.

Foi a trilha do Everest que me trouxe um alívio ao deixar claro que aquela rotina diária de três horas, durante anos, me deu a oportunidade de PENSAR. Não eram horas improdutivas. Eram horas de reflexão, de criação. Muito do que  eu realizei, nasceu dos momentos em que me vi só, no trânsito, quase em estado de meditação.

Imagino que esse é o segredo do Caminho de Santiago, por exemplo. Dos navegadores solitários. Dos montanhistas. Dos esportistas de alto desempenho: a meditação. O foco. Dedicação ao pensamento, ao raciocínio. Foi isso que a trilha do Everest me proporcionou.

O bastante para provocar mudanças em minha vida.

“Fala Luciano. Aqui é Luiz Braga de Curitiba. Tudo bem, cara? 

Meu! Eu precisava falar, desabafar aqui com você o seguinte: nessa segunda feira ai tivemos o acidente com o Boechat né? Era um cara que eu… cara, admirava demais, pagava muito pau pra ideia do cara, pro que ele pensava, pro que ele representava e foi uma das pessoas que… sabe aquelas pessoas que são seus amigos e ela nem sabe, né? 

E cara, porra! Por incrível que pareça, a primeira coisa que me veio à cabeça depois que eu vi a notícia do acidente, porra cara! Eu pensei em você véio. Eu pensei em você que… eu perdi a oportunidade de um dia, simplesmente porra: dar um abraço no Boechat, que porra, era um cara que me representava, que me trazia uma tranquilidade, uma paz. E você entra nesse rol, entendeu? De pessoas que eu admiro e que eu pô, não podia perder a oportunidade de um dia te dar um abraço cara! 

Você representa basante na  minha vida, no meu crescimento pessoal. E eu não podia deixar, de jeito nenhum de passar essa oportunidade de te dizer que… porra… um dia eu quero te conhecer pessoalmente e que você saiba da importância que você faz na minha vida. Que você fez na minha vida, que você representa. 

Meus heróis estão indo e você é um deles e eu não quero me arrepender um dia de não fazer que você saiba da importância e da relevância que você fez e faz na minha vida, como homem, como pai de família, como profissional, assim como o Boechat também, assim como outras… outras… outros representantes que passam pela nossa vida e que você admira, respeita e quer levar… quer levar no coração pra sempre.

Então, eu precisava que você soubesse disso. Só isso que eu tinha pra falar. E se Deus quiser, um dia ainda vou ter oportunidade de te dar um abraço. Afinal, saber você já sabe. Mas, de repente, te conhecer pessoalmente. Assim como eu gostaria de ter feito com o Boechat. 

Um grande abraço pra você, fica com Deus e quem sabe, numa oportunidade breve, eu possa te dar esse abraço pessoalmente. Grande abraço, meu amigo. Fica com Deus”.

Putz, Luiz… ! Quantos abraços a gente perdeu de dar, por bobagem, não é? Bom, meu caro: eu tô aqui, viu? É só escrever e vir! E os abraços dos ouvintes são muito, mas muito bem-vindos. Eu prometo que vou armar formas de chegar perto dos ouvintes e transformar esta relação digital num abraço apertado, viu? Muito, mas muito obrigado!

Muito bem. O Luiz Braga receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, na hora do amor, o que é que você usa no Everest?

Lalá – Prudence.. GG!

Animado com a aventura no Himalaia, em 2006 eu fui para o Aconcágua, aqui na Argentina, com o propósito de chegar ao topo. Deu tudo errado, cara! Eu não cheguei. Mas antes de partir pra lá eu decidi que eu precisava de um amuleto do Everest para dar sorte. E finalmente encontrei uma razão para fazer uma tatuagem: procurei o mantra Om Mani Padme Hum que ouvi durante toda a viagem, escrito no idioma tibetano. Eu havia visto essa escrita nos templos e fiquei encantado com a sua beleza plástica. Mas a beleza espiritual é ainda maior. Dizem que esse mantra nasceu na Índia e foi modificado pelos tibetanos, que passaram a entoar “Om Mani Peme Hung”. Conforme o Dalai Lama, entoar esse mantra transforma nossos impuros corpos, palavras e mentes nas palavras, corpo e mente puros de um Buda.

Cada sílaba tem um som que teria uma qualidade espiritual. Assim, repetir esses sons é uma forma de alinhar-se com aquelas qualidades.

OM — Para atingir a perfeição na pratica da generosidade.

MA — Para aperfeiçoar a pratica da ética pura.

NI — Para atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.

PAD — Para conquistar a perfeição na pratica da perseverança.

ME — Para conquistar a perfeição na pratica da concentração.

HUM — Para a perfeição na pratica da sabedoria.

Além disso, cada uma das seis silabas elimina um dos venenos da consciência humana:

O OM — Dissolve o orgulho

O MA — Liberta do ciúme e da luxuria.

O NI — Consome a paixão e os desejos

O PAD — Elimina a estupidez e danos.

O ME — Liberta da pobreza e possessividade.

O HUM — Consome a agressão e o ódio.

Não é maravilhoso, hein? Pois desde 2005 tenho essa frase tatuada em meu braço direito. Toda manhã, diante do espelho, eu tenho uma razão para me lembrar do meu Everest.

Bem, quando eu voltei do Everest, tomei uma decisão. Se eu havia conseguido fazer aquela viagem aos 44 anos de idade, achei que podia fazer muito mais do que simplesmente ser um alto executivo de multinacional. E decidi retomar as coisas que eu mais amava e que havia deixado de fazer para me tornar o tal executivo: desenhar e escrever. Criei uma rotina de escrever sobre temas do cotidiano que me chamavam a atenção. Qualquer tema. Eu precisava me expressar. Eu queria falar, tocar no coração das pessoas, queria impactar suas vidas, inspirá-las! Mesmo sem ser um intelectual, sem diploma de doutor, eu achava que minha experiência de vida podia acrescentar algo às pessoas. E a viagem ao Everest foi o impulso para a ação.

Sem ter onde publicar meus textos — já que o espaço na mídia brasileira não é definido pela qualidade do conteúdo, mas pela política dos compadres, passei a remeter por e-mail uma crônica, toda sexta-feira, para um grupo de amigos que mantinha em meu cadastro e tudo começou a acontecer.

Logo descobri que espaço a gente abre com os cotovelos. E parti pra briga. Não querem meus textos na mídia, eu publico no meu site. Não querem editar meus livros? Eu mesmo edito. Não querem meus textos na rádio, eu compro um espaço e coloco um programa no ar. E dali os podcasts… até chegar aqui.

Quando em 2008, depois de 26 anos na empresa, eu decidi partir para meu voo solo, estava tudo na mão. Aos 52 anos de idade me transformei num empreendedor brasileiro vendendo um produto foda, cara: conhecimento.

E lá se vão 11 anos…

A DTI Digital é um dos apoiadores do Café Brasil, e está ensinando a gente  ser…. ágil! Sua empresa é ágil, é? Cada empresa precisa descobrir o seu próprio caminho para ser ágil! Não existe um único modelo, mas existem princípios, e é isso que os Agilistas trazem para você. Descubra por onde começar a ser ágil, ouvindo o podcast Os Agilistas, que você encontra em todas as plataformas. E pode seguir pelo instagram no @osagilistas. Ou então acessando a dtidigital.com.br.

Vai, meu, se mexe! Seja ágil como um agilista!

Quando eu decidi que iria para o Everest, já era um profissional maduro, um executivo de multinacional. Na verdade, já estava na empresa há 18 anos,  eu era diretor há pelo menos 4 anos, e tinha 43 anos de idade. Morava em minha bela casa própria, os filhos nas melhores escolas, tava tudo certo, e uma carreira sólida pela frente. O meu Everest surgiu como um desafio, o momento em que a gente olha pra trás e se pergunta: meu, pra que que eu estou aqui, hein? Será que é só isso? Eu acho que dá pra ser mais.

E a minha decisão foi o desafio de abraçar uma arriscada empreitada para a qual eu não tinha nenhuma experiência ou preparo. E na qual as minhas decisões não teriam de ser para ganhar ou não perder dinheiro, mas para ficar vivo. Foi o que eu fiz. Aos 44 anos comecei a aprender sobre a montanha, sobre as caminhadas, sobre o equipamento, sobre o que fazer para voltar vivo.

Comprei um pacote com uma empresa dos Estados Unidos, tirei 30 dias de férias e mergulhei em um ano de preparação física e psicológica. E o que aconteceu foi a maior viagem da minha vida. Olha! Eu não vou nem tentar explicar pra você o que é que eu vi e senti por lá. É impossível…

Na volta, eu estava com a cabeça feita para não só encarar novos projetos, como tirar da minha vida coisas que me puxavam para baixo. E num processo que levou oito anos, até eu sair da empresa, fui modificando meu dia a dia, meu trabalho, meu propósito… até chegar aqui. Neste momento.

O Meu Everest não foi uma viagem para uma montanha, foi um processo de desafio e transformação. Foi a minha jornada do herói, que teve como consequência imediata a certeza de que “se eu fiz aquela loucura aos 44 anos de idade, eu podia fazer qualquer coisa”. Pronto. Foi dado o sinal para a transformação do executivo com carreira de 26 anos para o empreendedor brasileiro. Um risco que eu vi muita gente correr ao longo da vida, sem sucesso.

Bem cara, eu estou nessa há 11 anos, sobrevivendo ao desafio de ser um empreendedor brasileiro cara, o que é muito mais arriscado que ir para o Campo Base do Everest…

Desde 1993, bem antes de decidir pela viagem, eu já me dedicava a realizar palestras sobre temas diversificados, para públicos variados. O Everest me trouxe uma experiência importante que eu achei que poderia transformar numa palestra interessante.

Mas eu não havia chegado no topo da montanha, cara. Não tinha realizado nada assim tão espetacular. Como é que alguém se interessaria em conhecer minha história?

Descobri o caminho quando percebi que as pessoas precisavam identificar-se com a gente e com gente igual a elas.

Eu sou um cara comum. Que fez algo incomum. Como o livro, esse deveria ser o foco da palestra.

Parti para realizá-la, fazendo os paralelos necessários com nosso dia-a-dia, cara!

E como foi difícil, bicho!

Olha! Construir a palestra falando de mim mesmo, de minhas experiências, parecia algo fácil. Mas me incomodou um monte, foi sofrido.

No final, percebi que tinha em mãos um sucesso, que já apresentei em grandes eventos, com públicos de até cinco mil pessoas! E com ela dividi o palco com Amir Klink e com a Família Schurmann em eventos diversos. Até para a Seleção Brasileira de Futebol eu falei. Também participei em eventos onde o Waldemar Niclevicz , primeiro brasileiro a escalar o Everest, realizou sua palestra. Embora não o tendo encontrado, foi fascinante saber que eu havia levado a plateia até o campo base, para que ele a levasse depois ao Cume do Everest. E conheci a Karina Oliani, que já está entre os maiores nomes do alpinismo brasileiro.

Em Campinas vivi um momento emocionante quando soube que Ana Elisa Boscarioli, que em 2006 tornou-se primeira brasileira e escalar o Everest, estava na plateia me assistindo. Parei a palestra no meio para lhe prestar uma homenagem, na cidade onde ela cresceu.

E pelas minhas contas, já devo ter feito essa palestra umas 700 vezes.

Escrevi meu livro O Meu Everest como uma grande reportagem, um registro de algo anormal feito por uma pessoa normal. Tudo que eu queria era contar uma história. Eu não fazia ideia de como ela atingiria pessoas diferentes em momentos diferentes de suas vidas. Cada um recebe as mensagens de uma forma e eu não canso de me impressionar como uma palavra, um exemplo, uma reflexão, podem causar tanto impacto na vida de outras pessoas. A quantidade de comentários que eu recebo de pessoas que de alguma forma se sentiram tocadas com minha história, é impressionante. Alguns até se motivaram a ir pra lá e me mandaram mensagens direto do Campo Base.

É fascinante.

Bom, e por que contar tudo isso agora, hein? Porque meu amigo Irineu Toledo criou um projeto chamado Positive-se Talks que acontece de quando em quando em São Paulo. Ele leva palestrantes que dão recados de 20 minutos. E d esta vez me convidou para algo diferente: dia 20 de Novembro de 2019, uma quarta feira, eu vou tomar conta do evento e fazer minha palestra O Meu Everest, depois de muito tempo, num evento aberto ao público.

Com 120 minutos, O Meu Everest é uma história inspiradora e fundamental na minha trajetória, especialmente pelo impacto que teve quando saí da vida de executivo de uma grande multinacional para colocar toda minha energia emocional, intelectual e espiritual em um novo propósito,  no Café Brasil, provocando o pensar crítico e ações propositivas sobre os temas mais inquietantes da nossa realidade.

Será uma noite exclusiva para falar de sonhos, preparação, estratégia, planejamento e realização de mudanças a partir de um desafio que me impulsionou de uma forma que eu mesmo não imaginava para um novo começo. E pra encontrar meus amigos e ouvintes ao vivo!

O evento será dia 20/11 na Unibe Cultural em São Paulo, a partir das 19 horas. Se você se interessar, acesse bit.ly/meueverest19. 19 é número, tá? Eu vou repetir aqui, ó: bit.ly/meueverest19. bit.ly/meueverest19.

A gente se vê por lá. Se você não puder ir, baixe o resumo da palestra O Meu Everest acessando portalcafebrasil.com.br/686.

É assim então, ao som de Mais uma vez, de Renato Russo, com o piano de Adriano Lopes, que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

Eu vou lembrar de novo o link pra você que quiser ir à palestra. É o: bit.ly/meueverest19. O 19 é em número, tá? bit.ly/meueverest19. Mas corra,, viu? Só tem 200 lugares no teatro…

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo. Ou então cara, você pode ir lá assistir a palestra, né?

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase Alicia Calleros, que esteve comigo na trilha do Everest em 2001:

“O que o Everest nos dá é um estado de consciência que é muito difícil de explicar a qualquer pessoa que não tenha tido a mesma experiência.“