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684 – Susceptibilidade à negatividade

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Luciano Pires -

Atenção! Tem água infiltrando! Tem pintura manchando! Tem mofo voltando! Tem fungo pegando! Isso tudo é umidade. E a umidade não perdoa e com ela  vem também várias doenças respiratórias. Se você tá brigando com a umidade, saiba que a maioria dos problemas são fáceis de resolver com a ajuda da SIKA – Líder Mundial de Impermeabilizantes.  Acesse @sika_brasil no Instagram e coloque lá suas dúvidas! Ou diga simplesmente,  que conheceu a SIKA através do Café Brasil!

SIKA – S.I.K.A. – @sika_brasil.

Você está na boa, trabalhando, fazendo suas coisas, quando pum! Chega uma crítica. Abaixa então aquela sensação negativa. E pronto, cara! Seu dia acabou. Isso pode ser chamado de “susceptibilidade à negatividade”. E vamos nessa praia hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Vou começar o programa com um texto chamado Esperança, de Rodrigo Casagrande que é professor de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas na disciplina Liderança e Desenvolvimento de Equipes e também sócio-diretor da Armatta Desenvolvimento Humano e Organizacional. E ele diz assim:

O excelente livro ¨Foco¨, de Daniel Goleman, traz uma situação vivenciada por Larry David, criador das séries de sucesso Seinfeld e Curb Your Enthusiasm, a qual me parece bem apropriada para abordar um ponto chave para o sucesso dos líderes: gerar esperança.

Goleman nos conta que Larry é do Brooklin, mas viveu a maior parte da sua vida em Los Angeles. Numa rara estada em Manhattan, para filmar episódios de Curb – em que interpreta ele mesmo – David foi a um jogo no Yankee Stadium. Eis que, quando houve uma pausa no jogo, as câmeras exibiram a sua imagem nos telões. O estádio, em peso, levantou para aplaudi-lo. Estamos falando de quase 50 mil pessoas. Isso é que é ser ovacionado.

Porém, quando David estava indo embora, ainda no estacionamento do estádio, alguém colocou o corpo para fora de um carro que passava e bradou a plenos pulmões: ¨Larry, você é um imbecil!¨. No caminho para casa, Larry David ficou obcecado com aquele único encontro: ¨Quem é aquele cara? O que foi aquilo? Quem faria isso? Por que dizer uma coisa daquelas?¨.

Foi como se os milhares de fãs carinhosos que tiveram contato naquela noite não existissem, apenas aquela única pessoa. Considero este relato impressionante, pois desnuda uma característica presente em grande parte das pessoas: a suscetibilidade à negatividade, beirando o autoflagelo. Isso pode ser muito perigoso. Goleman discorre que focar nas coisas negativas ou positivas funciona como uma alavanca para determinarmos como o nosso cérebro opera. Isso tem relação direta com a sensação de bem-estar ou para o caminho para uma depressão.

O fato é que, parafraseando Eça de Queiros, ¨para criticar, somos implacáveis¨, e isso vale para a autocrítica. Além disso, tenho a sensação de que as pessoas estão cada vez mais carentes, o que pode gerar fragilidades e incapacidade para administração dos momentos de frustração.

Penso que esta abordagem é muito significativa para enaltecermos a importância dos líderes ressonantes, aqueles que geram um prisma positivo nas equipes. Isso porque um dos papéis fundamentais do líder é gerar esperança, e a esperança causa mudanças positivas em nosso cérebro e libera hormônios geradores da sensação de bem-estar, nos diz Richard Boyatzis, professor da escola de administração da Case Western.

O fato é que o líder é o termostato emocional da sua equipe. A dois quilômetros de distância a equipe já consegue perceber o estado emocional do líder. Por conta disso, é preciso que o líder tenha consciência da importância do amparo emocional que precisa prover. Ao gerar esperança vai propiciar uma boa atmosfera de trabalho. Por outro lado, é preciso também reconhecer o efeito devastador que suas críticas poderão causar no comportamento das pessoas, dependendo da sua forma De conteúdo.

Eu nunca te amei idiota
Alvin L.

As coisas mudam
E eu espero
Que nada aconteça
Mas sempre acontece
Toda vez
Que eu perco a cabeça

Eu digo frases que parecem
Ter saído de uma novela
E de repente lá se vai a TV
He!
Pela janela

Eu nunca te amei, idiota
Eu nunca te amei
Lá rárárárá
Eu nunca te amei, idiota
Eu nunca te amei
Lá rárárárá

Cinzeiros voando
Livros rasgados
Discos quebrados no chão
Desta vez é pra sempre
Até!
Alguém implorar por perdão

Eu escondi seu retrato
Embaixo do meu travesseiro
He!
Vá embora, quebre a cara
Eu queimei seu dinheiro

Eu nunca te amei, idiota
Eu nunca te amei
Lá rárárárá
Eu nunca te amei, idiota
Eu nunca te amei
Lá rárárárá

As coisas mudam
E eu espero
Que nada aconteça
Mas sempre acontece
Toda vez
Que eu perco a cabeça

Eu digo frases que parecem
Ter saído de uma novela
E de repente lá se vai a TV
He!
Pela janela

Eu nunca te amei, idiota
Eu nunca te amei
Lá rárárárá
Eu nunca te amei, idiota
Eu nunca te amei
Eu nunca te amei
Eu nunca te amei, idiota

Eu nunca te amei
Eu nunca te amei
Eu nunca te amei
Nunca te amei!
Nunca te amei!
Nunca!
Nunca te amei
Heee! Só você que pensa
Eu nunca te amei, idiota
Nunca te amei!

Aquele texto com a história do Larry David obcecado pelo cara que o xingou, logo depois dele ter sido ovacionado por 50 mil pessoas, me fez mergulhar numa grande reflexão sobre a forma como lidamos com pensamentos negativos.

“Luciano, você é um idiota!”… Tá certo, o contexto é diferente da música

Eu nunca te amei idiota, música de Alvin L que você ouve aí na versão de Ana Carolina

…. mas cara… quantas vezes eu já ouvi e li isso, cara. E fico imaginando a quantidade de vezes que isso é dito sem que eu saiba. “Luciano, você é um idiota…”.

E sabe que isso me incomodava de montão quando eu era mais jovem e estava começando a expor minhas opiniões na internet. Eu ficava doido, respondia às críticas, tentava convencer o crítico de minhas ideias, de minhas boas intenções e de que eu não era um imbecil. Até o dia em que eu me vi perdendo um tempo precioso nessas interações. E percebi que eu estava me preocupando demais com o que as pessoas achavam de mim. A negatividade das pessoas tinha um impacto imenso em minha mente. Eu estava me tornando um escravo dos críticos.

Recentemente me peguei refletindo sobre esse assunto por conta de um programa de rádio que vai ao ar na Jovem Pan em vários estados do Brasil. O programa chama-se Morning show, é apresentado por Edgar Picolli e tem quatro comentaristas fixos: Paulinha Carvalho, Caio Copolla, Vinicius Moura e Fernando Oliveira, que é conhecido como Fefito. Edgar, Paulinha e Fefito são aquilo que chamamos de progressitas, justiceiros sociais. O Vini fica ali no meio, nem contra nem a favor e o Caio é conservador. E o pau quebra, cara.

Depois que o programa vai ao ar, a Pan publica trechos das discussões no Youtube. E a área de comentários fica repleta, são centenas, milhares de comentários, a maioria absoluta detonando Edgar e Fefito com palavras muito duras. É uma coisa impressionante, eu me peguei pensando… que espessura deve ter a armadura emocional desses caras para ler uma área de comentários como essa, onde todo mundo detona os dois, hein? Todo dia. Será que eles saem imunes?

“Oi Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite. Desculpe o meu português. É a primeira vez que eu tento falar com alguém que não seja a minha filha de nove anos, com quem eu gosto de praticar o meu português. Eu espero que você possa me entender, porque eu queria, realmente, enviar pra você essa mensagem, pra agradecer  pelo seu programa.

Embora eu não seja brasileiro, eu me identifico com os temas e maneiras de encarar a vida que você apresenta no seu programa. Eu tenho 30 anos e quando eu tinha 26 eu comecei o meu caminho de empreendedor, com a minha pequena empresa pra ensinar inglês. Às vezes é muito difícil, é frustrante, é solitário, não é? Mas, a satisfação e o orgulho de ter algo de mim mesmo, é fascinante. 

Então, Luciano: eu somente queria dizer pra você que o seu caminho é muito inspirador. A  sua voz no rádio é incrível, as músicas que você compartilha no seu programa. Cara! Essas músicas tão bonitas, tão belas, eu não tenho palavras. Muito obrigado, Luciano. Um grande abraço de um ouvinte ávido de Guadalajara, México. Tchau, tchau.”

Grande Guillermo de Guadalajara, que prazer receber essa mensagem, cara! E com direito a latidos de um cachorro mexicano! Rarararara… meu caro, eu fico imensamente feliz quando recebo mensagens como essa sua, onde se percebe o esforço para falar o português e, especialmente, nos dá a certeza de que estamos falando de assuntos que não se restringem ao Brasil e aos brasileiros! É fascinante! Muchas gracias, hombre! E se você remeter seu endereço para contato@lucianopires.com.br, vou ver com a DKT México se dá pra mandar um kit pra você! Tá bem?

Muito bem. O Guillermo receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta e assim, ajudar a evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Hoje temos visita aqui no estúdio, o Igor Barreto, diretamente de Paris! Igor, o que é que você diz quando na hora do amor não tem Prudence?

Igor – Hasta la vista, Baby….

Hummmmm…. que maravilha. Você ouve o contrabaixo de João Paulo Campos e a harpa de Henriane Souza com Prelúdio de Raul Seixas e Imagina, de Tom Jobim e Chico Buarque…

Então, como será que funciona nosso mecanismo mental, aquele que a gente usa para lidar com os pensamentos negativos, hein?

Especialistas dizem que nossos cérebros têm naturalmente um viés negativo, eles são construídos com um baita sensor pra notícias desagradáveis. E esse viés é tão automático que pode ser detectado muito cedo. O pesquisador John Cacioppo, da Universidade de Chicago, realizou pesquisas mostrando para as pessoas imagens que sabidamente despertam sentimentos positivos e imagens que despertam sentimentos negativos, como um bicho morto ou um membro mutilado e também imagens neutras, como um prato ou um secador de cabelo. Enquanto isso ele gravava a atividade elétrica do córtex cerebral das pessoas, a área que reflete quanto de processamento de informação está acontecendo.

E ficou claro. O cérebro reage mais fortemente a estímulos negativos. Por isso nossas atitudes são muito mais influenciadas pelas más do que pelas boas novas. E isso não é novidade, não é? É a forma como o lagarto que mora em nossa mente nos mantém fora de perigos. Pra ele, tudo vai dar errado, tem predador em cada esquina, vai chover e todo mundo quer te enganar. Ele precisa se proteger, então dá mais atenção aos cenários negativos. É questão de sobrevivência. E é por causa disso que estamos vivos. Portanto: viva o lagarto!

O problema é que esse mesmo viés negativo está presente em todas as outras esferas de nossas vidas. Todo tempo. Inclusive em nossos relacionamentos.

Pesquisadores já verificaram que é necessário um equilíbrio entre a negatividade e a positividade entre parceiros, nos relacionamentos equilibrados parece que existe um regulador que equilibra entre negativo e positivo. E parece ser isso que determina a diferença entre os relacionamentos saudáveis e os não saudáveis: o equilíbrio entre o positivo e o negativo.

Voltemos à minha experiência com o relacionamento com meus leitores e ouvintes. Recebo dezenas de comentários todo dia, por todos os meios. Vem comentários positivos e negativos. Felizmente, a maior parte é de comentários positivos, o que faz com que aquele equilíbrio seja sempre do lado bom pra mim. Se a maioria começar a ser negativa, eu vou ter de repensar minhas atitudes, alguma coisa estarei fazendo de errado. E tenho visto isso acontecer por aí.

Em outubro de 2018, quando publiquei o podcast anunciando que votaria em Jair Bolsonaro, imediatamente houve uma debandada de ouvintes. E não foi só comigo não, outros podcasters relatam acontecimento semelhante. Pouco mais de um terço dos ouvintes agiu com indignação à minha declaração de voto e caiu fora. Recebi dezenas, centenas de comentários furiosos. Alguns sensatos, mostrando discordância, tentando entender o que estava acontecendo, mas a maioria acusando e ofendendo. Até hoje é assim, continua, com um complicador: a percepção vencendo os fatos.

Recebi esta semana uma crítica dizendo que a pessoa parou de ouvir o Café Brasil porque eu falo demais de política. Ai, eu fiz um levantamento… desde o começo do ano foram 36 episódios. Sete tratam de política e os outros 29 falam de tudo, menos politica. Mas para quem vê o negativo, aqueles sete representam o todo.

E aí vem a questão… Eu não devia ter assumido minha posição para não perder ouvintes, hein? Pra não lidar com opiniões negativas? Devia ter me calado e manter minha opinião escondida, em nome dos negócios, em nome do business?

É a velha discussão, cara: jornalista esportivo pode declarar para qual time ele torce?

Como é que eu reagi? Bom. Eu toquei a vida. Continuei falando da minha opção, não dei um passo atrás, pelo contrário, intensifiquei minhas manifestações porque sabia que o cenário político estava instável e que todos tínhamos de lutar para provocar uma mudança. Ficar quieto não era uma opção. Aliás, se a minha opção tivesse sido pelo outro lado, o que que você acha que tinha acontecido, hein?

E aí vem o provocador:

– E aí, Luciano, como está sua cara agora?

Igual.  Quer saber como penso? Ouça o episódio do Cafezinho Como decidi meu voto, ou então o Café Brasil 634… Está acontecendo exatamente o que eu disse que aconteceria, portanto, eu não mudo uma vírgula.

Bem, mas por que estou dizendo isso tudo agora?

Porque aquele episódio serviu para que eu verificasse minha armadura emocional e refletisse sobre como estou trabalhando com a negatividade.

Então. quem está conosco há bastante tempo aqui no Café Brasil, sabe como é que funciona a nossa relação com a Nakata: são nossos amigos eles vem patrocinam e depois param, depois voltam, depois param. Está na hora da despedida. Terminou o período de seis meses em que a Nakata esteve conosco aqui no programa.  Eles dão uma pausa agora, talvez voltando no começo do ano que vem. Então, fica aqui o meu agradecimento a Nakata, que você já sabe: fabrica autopeças para veículos leves e pesados e motos e mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro. Entre lá, cara: blog.nakata.com.br. Eles estão sempre conosco, todo ano entram aqui, ajudam a gente a produzir o programa, são  nossos amigos e a gente quer agradecer  do fundo do coração. Nakata: hasta la vista, baby.

blog.nakata.com.br.

Tudo azul? Tudo Nakata.

Muito bem. Voltando àqueles especialistas que pesquisaram o equilíbrio do positivo e negativo entre casais… eles descobriram que existe uma relação entre a quantidade de positividade e de negatividade. Para fazer com que uma relação a dois seja satisfatória, essa relação precisa ser de cinco para um. Enquanto houver cinco sensações positivas para cada uma negativa, o casal tende a manter uma relação estável. Outras pesquisas descobriram o mesmo em outras áreas de nossas vidas.

De novo: é a frequência de pequenos atos positivos o que realmente importa, numa relação de cinco positivos para cada um negativo.

Grandes acontecimentos positivos são legais, mas não causam o mesmo impacto em nossos cérebros que as pequenas e frequentes experiências positivas.

Olha que coisa, cara!

Por isso descobri que estou numa boa. A relação de comentários que eu recebo é muito maior que cinco positivos para um negativo. Deve ser de vinte pra um. Por isso continuo aqui, feliz e faceiro!

Muito bem. Resumindo as coisas: temos um viés negativo, que faz a gente dar mais peso às experiências e notícias ruins do que às boas. Sacou? Sensações ruins pesam mais do que as boas. Mas tem mais…

Além do viés negativo, temos um viés de atenção. Damos mais atenção às coisas negativas do que às positivas. Se você passou por uma avaliação de performance, por exemplo, e teve 95% de feedbacks positivos, vai perder o sono esta noite por causa dos 5% negativos.

Damos mais peso e mais atenção às coisas negativas. É por isso que para todo lado que você olha, tá cheio de gente negativa, de notícias horrorosas. É por isso que seus posts positivos têm infinitamente menos interações que os negativos. É por isso que a mídia enche você de porcariadas… é por isso que você adora uma treta. A mídia sabe disso e por isso ela atrai a sua atenção. Isso sem contar o viés político, né?

Algumas pesquisas já apontaram que introduzir boas notícias no mesmo momento em que as más, pode ajudar a neutralizar o prejuízo da negatividade. É por isso que eu decidi tomar umas decisões, olha só:

– Eu quero é disseminar boas notícias e boas ações.

– Eu quero olhar o lado cheio do copo.

– Eu quero eliminar das minhas redes os negativistas de plantão. Baixei muito meu acesso a redes como o Twitter, por exemplo, que se transformou numa sucursal do inferno.

– Quero parar de começar o dia ouvindo o Jornal da Manhã na Jovem Pan ou assistindo um noticiário de TV. Agora eu começo ouvindo podcasts ou músicas.

– Eu quero parar de andar com gente negativa, cara.

Já estou fazendo isso. E sabe o que aconteceu, hein? O meu mundo parece que ficou mais leve, mais suave…

Ah, tá pensando o quê, hein? Você está no Café Brasil cara. Só aqui pra ouvir a versão original de Eu nunca te amei idiota, com os cariocas do Sex Beatles, no final dos anos 90… Pois é, é assim que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

É isso aí, meu caro. Cuide da sua armadura emocional, cuide de não alimentar o seu lagarto negativo com mais negatividade, cara. E acima de tudo, procure encher sua vida de pequenos atos positivos. Cinco pra um.

Isso ajudará a reforçar a sua autoestima e a equilibrar as coisas.

E aí cara, viver fica muito legal.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, evidentemente, você aí ó, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, que está com um site novinho cara, o 2.0. É lá que você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Cara! Se você gosta do conteúdo do Café Brasil, imagina lá no Café Brasil Premium. Ali é pra explodir a cabeça. Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/684.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de um anônimo que eu vi no banheiro de um boteco:

Evite pessoas negativas. Elas sempre têm um problema para cada solução.