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675 – Homem na lua

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Luciano Pires -
Download do Programa

A água infiltrou, é? A pintura manchou? O mofo voltou? O fungo pegou? Cara! A umidade não perdoa, né? Pois é… e com a umidade não vêm só os problemas estéticos, mas várias doenças respiratórias. Ce tá brigando com umidade, é? Quer acabar com isso? Conheça então os produtos SIKA – S.I.K.A – a Líder Mundial em Impermeabilizantes. Acesse @sika_brasil no Instagram e coloque lá suas dúvidas! Ou simplesmente diga que conheceu a SIKA através do Café Brasil!

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Em 20 de Julho de 1969 uma nave feita pelo homem pousou na Lua. E de dentro dela dois seres humanos saíram, para realizar talvez o maior feito da história da humanidade. Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade, foram as palavras de Neil Armstrong.

E lá se vão 50 anos…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

20 de Julho de 1969… por volta de 9 horas da noite, num bosque na periferia de Bauru, onde acontecia um Jamboree, encontro reunindo Escoteiros de todo o Brasil. A garotada estava abrigada em barracas, com três ou quatro garotos em cada uma. Eu era um deles, com 13 anos de idade e tinha levado um radinho portátil de pilha, do meu pai, onde ouvira às 17h58 min um acontecimento histórico, o pouso da Eagle, o módulo lunar, parte da Apollo 11, na Lua.

Às 9 da noite eu estava na barraca, enfiado num saco de dormir, com o radinho colado no ouvido, esperando a saída dos astronautas do módulo, para finalmente pisar na Lua… Aquele era um momento único para mim. Desde os 7, 8 anos de idade eu acompanhava passo a passo a evolução da conquista espacial, com os astronautas dos projetos Mercury, Gemini e depois Apollo.

O homem estava pousando na Lua meu! E eu alucinado, abraçado a um minúsculo radinho de pilha, esperava o momento mágico e então eu…

Dormi!

Enquanto eu dormia… aconteceu….

Essa é a narração original da Voz da América, que eu puvi lá em 69. Só nos dias seguintes eu consegui ver as imagens em preto e branco e os detalhes da missão, que não foi simples.

O comandante Neil Armstrong pousou o módulo lunar no Mar da Tranquilidade, em meio a problemas de comunicação, erros recorrentes nos computadores de navegação e num lugar que acabou se revelando bastante acidentado. Ele fez a fase final do pouso na mão cara, enquanto o outro astronauta, Buzz Aldrin, dava as informações do pouso. Só isso já foi um feito!

O pouso na Lua foi basicamente um desafio para provar que era possível fazê-lo sem morrer. A primeira coisa que Armstrong fez ao colocar os pés na lua foi recolher amostras de contingência, uma pedra que ele pegou e colocou no bolso, para o caso de ter de abortar o passeio na lua e voltar correndo. Ué, vai que aparecia alguém lá, né?

Em 25 de maio de 1961, no auge da guerra fria, pressionado pela Russia – que um mês antes enviara o primeiro homem ao espaço –  e pelo fiasco da invasão da Baía dos Porcos em Cuba, o presidente John Kennedy uniu os Estados Unidos em torno de uma missão impossível: vencer a corrida espacial, colocando um homem na lua antes do final da década.

Em seu discurso ele disse:

“Se pretendemos vencer a batalha que está sendo travada ao redor do mundo entre a liberdade e a tirania, as conquistas dramáticas do espaço que ocorreram nas últimas semanas deveriam deixar claro para nós, assim como foi com o Sputnik em 1957, o impacto dessas aventuras nas mentes dos homens em todo lugar, que estão tentando definir qual caminho devem tomar. (…) Eu acredito que temos todos os recursos e talentos necessários, mas o que realmente importa é que nunca tomamos as decisões nacionais para assumir a liderança. Nunca especificamos objetivos de longo prazo nem gerenciamos nossos recursos para atingi-los. “

Kennedy estabeleceu de forma clara uma competição com os Russos, que estavam à frente na corrida espacial, e completou sua fala pedindo diretamente ao Congresso, que garantisse os recursos para as atividades espaciais, que proporcionassem conquistar os seguintes objetivos:

Primeiro: antes do final da década, de colocar um homem na lua e trazê-lo de volta são e salvo

Segundo: desenvolver um foguete nuclear para a ambiciosa exploração do espaço, inclusive além da lua, até o fim do sistema solar.

Terceiro: acelerar o uso de satélites espaciais para possibilitar a comunicação em todo o mundo.

Quarto: desenvolver um sistema de satélites para monitorar o clima

E Kennedy completou assim: “…estou pedindo ao Congresso e ao país para que aceitem o compromisso com um novo caminho, que durará muitos anos e terá um custo muito grande, 531 milhões de dólares em 1962 e 7 a 9 bilhões de dólares nos cinco anos seguintes. E se for para fazer pela metade ou reduzir nossos objetivos em face às dificuldades, é melhor nem começar.”

Muito bem. O que Kennedy fez, hein?

– Criou uma visão clara para engajar, unificar e inspirar as pessoas. Grandes líderes pensam grande e inspiram as pessoas em torno de uma causa que é maior que elas mesmas.

– Compreendeu que apenas competir não era suficiente. Quem joga para vencer, não apenas para competir, cria um propósito. E o propósito cria unidade.

– Desafiou seu time a atingir um objetivo que a maioria achava impossível: pousar na lua antes do final da década de 1960. O desafio mexeu com o orgulho e criou a responsabilidade individual pelo resultado, gerando comprometimento.

– Assumiu o desafio publicamente. Assumir o desafio publicamente gera a acontabilidade individual e da organização. Declarar suas intenções para outros aumenta a chance de que você trabalhará para realizá-las. As pessoas com as quais você conta e que contam com você compreendem claramente suas intenções. E para quem tem caráter forte, deixar de cumprir a promessa não é uma opção. tem o orgulho ai, cara.

O objetivo 1 era: “Vamos colocar um norte-americano na superfície da lua e trazê-lo de volta em segurança”.

Objetivo 2: “Vamos colocar um norte-americano na superfície da lua e trazê-lo de volta em segurança. E vamos fazê-lo antes do final da década”.

Dá para sentir a diferença, hein?

Os sete anos que se seguiram àquele discurso foram um redemoinho de ações ousadas. O projeto Mercury, com suas seis missões com um astronauta solitário realizadas até 1963, mostrou que seres humanos podiam orbitar o planeta, funcionar no espaço e retornar em segurança. O projeto Gemini, que começou em 1965 com dois astronautas na nave, provou em apenas um ano que era possível conectar duas cápsulas, caminhar no espaço em segurança e sobreviver por vários dias sem a atmosfera terrestre.

E veio o projeto Apollo, que começou com uma tragédia, quando três astronautas morreram queimados durante um teste em 1967.

E então, oito anos depois daquele discurso histórico, o homem pousou na lua.

Mas John Kennedy não viu.

Pois bem, você quer saber quanto custou o projeto? As estimativas iniciais da NASA era de 20 bilhões de dólares até o final da década. Nada que assuste nestes tempos de 500 bilhões de BNDES, mas um valor absurdo em 1961.

O orçamento anual da NASA, que era de 500 milhões de dólares em 1960, saltou para 5,2 bilhões em 1965. Entre 1959 e 1973 a NASA gastou aproximadamente 23,6 bilhões no projeto dos voos espaciais, 20 bilhões apenas no projeto Apollo. A NASA, que tinha 10 mil funcionários em 1960, saltou para 36 mil em 1966. Mas colocar o homem na Lua foi resultado do esforço de 400 mil pessoas envolvidas no programa Apollo. No final das contas, o custo para colocar o homem na Lua chegou a 25,4 bilhões de dólares em 1969, algo em torno de 180 bilhões em dólares de hoje.

Cento e oitenta bilhões de dólares, cara. Setecentos e trinta bilhões de reais.

Fala a verdade… você acha que algum Congresso ou algum povo aprovaria um investimento desses hoje em dia?

Mas nem fu…

“Olá Luciano. Meu nome é Gerald eu estou agora em Lima. eu gostaria de dizer algumas coisas sobre seu último podcast, sobre David Bowie, mas meu português não é muito bom. Eu sei que no Brasil o espanhol pode ser entendido então perdão, eu vou falar em espanhol.

Em seu último podcast sobre David Bowie, me dei conta que é uma pena, para mim, não ter escutado antes, escutado em sua total dimensão, não ter desfrutado David Bowie quando ele estava vivo. E como sempre se passa com grande ícones, com os grandes da música e nesse caso , um ícone pop, só nos damos contas desses titãs quando falecem, como é o caso de David Bowie.

Quero dizer que o que estou vendo na minha frente edifícios brancos iluminados, há um sol muito agradável, na frente esta o mar, o clima está perfeito, não faz muito calor mas, mesmo assim estou triste. E estou triste, não somente por ter perdido a oportunidade de ter escutado antes David Bowie vivo, como também porque faz umas quatro ou cinco semanas escutei, pela primeira vez, conscientemente, prestando atenção na letra, Major Tom, a música sobre Major Tom, não me recordo o nome, e ouvia, enquanto viajava de um lugar a outro em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Ouvia junto com três amigos: Aron, Barceli, que é estadunidense, Morelos, que é colombiano e Anna ……. que é russa. Russa, um colombiano, um estadunidense e um peruano, escutando uma música de David Bowie. E nesse momento, a música tinha tanto sentido. Chovia, a água caindo por todos os lados, dirigindo por essas autopistas, nada ao redor, simplesmente campos. E enquanto escutava a música, enquanto lia a letra, me dei conta de que esse momento não só pertencia à música de David Bowie, mas também estaria sempre unido aos meus três companheiros.

Agora estou em Lima. Estive lá algum tempo, provavelmente não volte aos Estados Unidos e não vou voltar a vê-los em um tempo próximo. Então, vou escutar em seu podcast as músicas de avid Bowie e não somente as que eu conhecia, mas também outras, pra saber a real dimensão de todas elas. Acabei de conhecer a música de Queen com David Bowie. Terminou sendo a revelação de que a liberdade, o tempo não diminui. São estes momentos, não são para depois, não são os planos que sempre deixaremos pra depois. Temos que vive-los neste momento.

No final do seu podcast você menciona que talvez o que nos ensinou David Bowie é que tudo muda. E enquanto escutava essas frases me lembrava dos meus três companheiros, dirigindo, escutando a música e me dei conta que esses momentos não voltarão. E mesmo assim, está bem, está bem porque tudo muda, tudo é parte de um contínuo devenir da vida. 

Assim, só tenho palavras para… vou mudar para o português, porque creio que se pode dizer o seguinte: para você, Luciano, eu tenho mil palavras de agradecimento. Seu podcast é sempre bom, eu gosto muito de escutar seu podcast. Parabéns pra você, parabéns a todas as pessoas escutam seu podcast e muito obrigado. Saludos e felicidades. Gracias”,

Que fantástico o comentário do Gerald… um peruano curtindo o Café Brasil!  Olha! Eu viajei no comentário, eu me senti dentro daquele carro com um americano, um colombiano, um peruano e uma russa cantando Space Odditty… O Gerald fala dos ícones pop, como marcam nossas vidas. E é exatamente o tema deste programa, meu caro, que trata de uns caras que juntaram todos os povos em torno de um sonho. Muito obrigado pelo comentário!

Muito bem. O Gerald receberá lá no Peru um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, que contemplam a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar a gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

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Vamos lá então!

Luciano – Lalá, qual sua recomendação pra ir parar no espaço?

Lalá – Ah, eu vou de Prudence. O negócio sobe que nem um Sputnik………..

Então… mas valeu a pena toda aquela grana gasta pra botar um homem na lua, hein? Olhando hoje, confortavelmente de longe, é possível dizer que se o pouso na lua foi o maior feito da história humana, também foi o maior desperdício. Não porque os norte-americanos foram lá, mas porque foram na correria, com pressa, pressionados pelo medo e pelo orgulho. Isso fez com que o custo crescesse imensamente. Tivessem mais tempo, teriam seguido trilhas mais econômicas e eficientes.

Mas… isso está no reino do “se”. E não dá pra pensar a história com base no “se”. O objetivo de John Kennedy, de garantir a supremacia tecnológica dos Estados Unidos, foi realizado com sobra. Entre 1969 e 1972, astronautas norte-americanos permaneceram por cerca de 300 horas na superfície lunar, realizando milhares de experimentos e estudos, que ajudaram a entender a origem da Lua, o funcionamento dos planetas e do sistema solar, as origens do universo e muito mais. Mas essas foram as descobertas científicas que parecem interessar a quem tem a cabeça na lua, não é? E nóis aqui, hein?

O salto tecnológico que a corrida espacial proporcionou mudou o curso da história da humanidade. A idade média do pessoal de controle da missão da Apollo 11, era 28 anos, jovens mentes graduadas a partir do National Defense Educartion Act, um investimento massivo que o presidente Eisenhower fez na educação norte-americana no final dos anos 1950, em resposta ao lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, pela União Soviética. O progresso do conhecimento nas universidades norte-americanas, especialmente na área da física, foi imenso. O programa Apollo fez os Estados Unidos mais inteligentes.

A NASA sabia que o sucesso de suas missões dependia de uma coisa: navegação. Logo após o discurso de Kennedy, eles convocaram diversos PHDs do MIT – Massachusetts Institute of Technology – para trabalhar nos cálculos para um pouso seguro num alvo que se movimentava a quase 400 mil quilômetros de distância da terra. Para isso eles tiveram de criar um computador leve e pequeno. E para isso teriam de desenvolver novas tecnologias, especialmente uma nova invenção chamada circuito integrado. Mesmo sabendo que precisaria de apenas algumas centenas desses circuitos, a NASA encomendou um milhão deles. Com isso deu segurança para que a empresa que os desenvolvia, investisse no aperfeiçoamento da tecnologia.

O software usado nas cápsulas Apollo é o predecessor dos que hoje são usados nas transações com cartões de crédito. Bombeiros usam roupas resfriadas com líquidos, baseadas nas roupas dos astronautas.

Em 1969, dois empregados da empresa que desenvolveu os circuitos integrados para a NASA, fundaram uma nova companhia. O nome dela era Intel.

O projeto Apollo inspirou engenheiros no mundo todo. Era uma história de engenheiros que tentaram atingir o céu. E conseguiram! Todo garoto em 1969 queria ser astronauta.

Toda geração de engenheiros formada após a chegada do homem à lua abraçou a filosofia de buscar o impossível e trabalhou as tecnologias de microeletrônica pós Apollo para reinventar a sociedade.

O empreendedor canadense Bob Richards fundou um movimento global chamado Estudantes para a Exploração e Desenvolvimento do Espaço, o SEDS, em 1980. Durante um ano um jovem foi presidente desse grupo. O nome dele é Jeff Bezos, que mais tarde ajudaria a mudar o mundo com um sonho impossível como a Apollo. Ele fundou a Amazon.

Muitos empresários da tecnologia que criaram novas ferramentas da internet da computação e da infraestrutura de comunicação comentam que foram inspirados pelo projeto Apollo. E surgiram as calculadoras de bolso dos anos 70, os computadores e a iniciante internet dos anos 80, a world wide web dos anos 90 e o streaming de vídeo e as redes sociais do século 21.

O projeto Apollo motivou as pessoas a trabalhar em coisas que estava 10 ou 20 anos à frente.  Os telefones celulares, equipamentos sem fio, iPads e muito mais, que hoje fazem parte de nosso dia a dia, são resultado daquele esforço para colocar o homem na lua.

E mais: os Estados Unidos e a União Soviética, que permaneciam em guerra fria e eram competidores vorazes, em 1975 trabalharam juntos para conectar os Módulos de Comando e Serviço da Apollo com a nave soviética Soyuz 19. Foi um feito transmitido ao vivo pela TV, a imagem do astronauta Thomas Stafford e do cosmonauta Alexey Leonov abrindo as escotilhas e apertando as mãos teve um impacto fundamental nas relações entre as duas superpotências.

Mas há um legado mais… digamos, bucólico… Foi a partir de algumas fotos tiradas durante a corrida espacial, da terra vista da Lua e daquele pálido ponto azul, que nasceu uma consciência sobre nosso planeta. Os movimentos em defesa do meio ambiente e a consciência ecológica nasceram a partir da visão do planeta azul, coberto de nuvens, com seus continentes sem fronteiras…

Uma daquelas fotos foi tirada em 14 de fevereiro de 1990 pela sonda Voyager 1, de uma distância de seis bilhões de quilômetros da Terra, como parte de uma série de imagens do Sistema Solar denominada Retrato de Família. Mostra um pequenino, discreto e quase apagado pontinho, o planeta terra. Aquela foto foi chamada de Pálido Ponto Azul, e gerou uma famosa reflexão de Carl Sagan, onde ele diz assim:

As nossas posturas, a nossa suposta auto importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que abriga vida. Não há outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para onde a nossa espécie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda não. Gostemos ou não, a Terra é onde temos de ficar por enquanto.

Já foi dito que astronomia é uma experiência de humildade e criadora de caráter. Não há, talvez, melhor demonstração da tola presunção humana do que esta imagem distante do nosso minúsculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais amáveis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o “pálido ponto azul”, o único lar que conhecemos até hoje.

Pois é… Como disse alguém um dia, fomos à lua e descobrimos a terra.

E aí? Será que a corrida espacial, a descida do homem na lua, valeram a pena?

Olha! Quem manja de tecnologia é a Nakata, viu? Que fabrica autopeças para veículos leves, pesados e motos e mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro e economizar na manutenção. Aliás, se você acessar o blog, dá pra levar uma vantagem, cara. Se você se cadastrar no blog.nakata.com.br com um comentário dizendo que chegou lá pelo Café Brasil, concorrerá todo mês a um curso na Udemy.

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blog.nakata.com.br

Tudo azul? Tudo Nakata

Lua, Lua, Lua, Lua
Caetano Veloso

Lua, lua, lua, lua
Por um momento meu canto contigo compactuar
E mesmo o vento canta-se
Compacto no tempo
Estanca
Branca, branca, branca, branca
A minha, nossa voz atua sendo silêncio
Meu canto não tem nada a ver com a lua

Ah, que delícia… os ouvintes antigos do Café Brasil vão reconhecer. Essa é voz doce de Mariana Melero, argentina, do trio Melero, cantando Lua Lua Lua do Caetano Veloso…

Bem, e os terraplanistas, na verdade lunaplanistas da conquista da lua, os que até hoje negam que o homem chegou lá, hein? Afinal, como é que os astronautas sobreviveriam ao anel de radiação de Van Allen? E aqueles computadores rudimentares dos anos 60 que pareciam mais calculadoras, como é que colocariam o homem na lua, a 400 mil quilômetros de distância, hein? E as fotos que não mostram estrelas? A bandeira que tremula num lugar sem vento? As sombras que vem de diversas fontes de luz? E a pegada que não deveria ficar numa poeira sem umidade, hein? E o Buzz Aldrin que se recusou a jurar sobre a Biblia, que desceu na lua? São tantos argumentos, e tão bem apresentados, que se você piscar acredita neles. E com o Youtube então, cara… Para cada argumento negando, há um vídeo provando…

Bem, além de equipamentos deixados em solo lunar que até hoje servem para as medições das variações de distância entre a terra e a lua, existem fotos tiradas pelo LRO – Lunar Reconnaissance Orbiter, um satélite colocado em órbita da lua para fotografar detalhes para mapeamento e futuras missões, que mostram alguns lugares onde os astronautas pousaram nas missões Apollo. Dá para ver equipamentos e as trilhas feitas pelas caminhadas dos astronautas. Mas não adianta mostrar, cara. Para os terraplanistas da conquista da Lua isso é apenas falsificação de Photoshop.

Então eu fico com a prova mais prosaica, vai… Foram dezenas de milhares de pessoas envolvidas no projeto Apollo. E depois de 50 anos, ninguém contou nada sobre a falsificação?

Mais que isso: a corrida espacial foi um evento disputado por dois inimigos ferozes, que não perdiam uma chance para derrotar o outro: Estados Unidos e União Soviética. E os soviéticos não desmascararam os Estados Unidos, transformando aquela farsa numa piada mundial?

Então tá. Deixa assim, vai. Se o homem desceu ou não na lua, não muda a vida da gente. Tem teorias da conspiração muito piores por aí, provocando atitudes que colocam a vida de pessoas em risco. Vamos nos preocupar com elas, ok?

Deixa os lunaplanistas pra lá. E se você for um deles, por favor cara, me poupe de seus comentários, ironias e ignorância. Eu tenho mais o que fazer.

Muito bem. Hoje a população do mundo, metade da qual não havia nascido quando a última Apollo, a 17, pousou na lua, usa as tecnologias derivadas da corrida espacial como parte de seu dia a dia, derrubando barreiras culturais e geográficas. Inclusive os lunaplanistas. A Apollo transformou o mundo numa aldeia global. O legado da descida do homem na lua é um mundo sem fronteiras, igualzinho àquela imagem que eles viram do espaço.

O grande legado da descida do homem na lua é a inspiração que, 50 anos depois, ela ainda provoca em todos nós.

Astronauta
Gabriel O Pensador

Astronauta!
Tá sentindo falta da Terra?
Que falta
Que essa Terra te faz?
A gente aqui embaixo
Continua em guerra
Olhando aí prá lua
Implorando por paz
Então me diz:
Porque quê você quer voltar?
Você não tá feliz
Onde você está?
Observando
Tudo a distância
Vendo como a Terra
É pequenininha
Como é grande
A nossa ignorância
E como a nossa vida
É mesquinha
A gente aqui no bagaço
Morrendo de cansaço
De tanto lutar
Por algum espaço
E você
Com todo esse espaço na mão
Querendo voltar aqui pro chão?
Ah não, meu irmão!
Qual é a tua?
Que bicho te mordeu
Aí na lua?

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu…

Ah não, meu irmão!
Qual é a tua?
Que bicho te mordeu
Aí na lua?
Fica por aí
Que é o melhor que cê faz
A vida por aqui
Tá difícil demais
Aqui no mundo
O negócio tá feio
Tá todo mundo feito
Cego em tiroteio
Olhando pro alto
Procurando a salvação
Ou pelo menos uma orientação
Você já tá perto de Deus
Astronauta!
Então me promete
Que pergunta prá ele
As respostas
De todas as perguntas
E me manda pela internet…

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu…

É tanto progresso
Que eu pareço criança
Essa vida de internauta
Me cansa
Astronauta cê volta
E deixa dar uma volta na nave
Passa achave
Que eu tô de mudança
Seja bem-vindo, faça o favor
E toma conta do meu computador
Porque eu tô de mala pronta
Tô de partida
E a passagem é só de ida
Tô preparado prá decolagem
Vou seguir viagem
Vou me desconectar
Porque eu já tô de saco cheio
E não quero receber
Nenhum e-mail
Com notícia dessa merda
De lugar…

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu…

Eu vou prá longe
Onde não exista gravidade
Prá me livrar do peso
Da responsabilidade
De viver nesse planeta
Doente
E ter que achar
A cura da cabeça
E do coração da gente
Chega de loucura
Chega de tortura
Talvez aí no espaço
Eu ache alguma criatura
Inteligente
Aqui tem muita gente
Mas eu só encontro solidão
Ódio, mentira, ambição
Estrela por aí
É o que não falta
Astronauta!
A Terra é um planeta
Em extinção…

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu!

Muito bem, é então ao som de Astronauta, com Gabriel o Pensador e Lulu Santos, que vamos saindo. Com a cabeça no mundo da lua, cara.

Eu quis fazer um programa de celebração ao gênio humano, ao espírito da aventura e à coragem de uns heróis que ajudaram a construir o mundo em que vivemos. Se você quiser conhecer a história em detalhes, o pessoal do podcast Scicast lançou três programas muito legais.

Em fevereiro de 2018 eu fui ao Museu Aeroespacial em Washington e vi de perto as cápsulas do Projeto Mercury e Gemini. Cara, imaginar que alguém teve a coragem de entrar dentro daquilo, na ponta de um foguete, pra ser mandado pro espaço sem certeza se voltava… Olha… é aí que a gente aprende a admirar os caras, viu?

Michael Collins, Edwin Aldrin e Neil Armstrong, muito obrigado pelos sonhos, pela inspiração e pela certeza de que é sempre possível ir muito mais longe do que imaginamos, isso vocês nnos deram. Mas esse muito obrigado não é de um senhor de 63 anos de idade em 2019… é de um menino de 13 em 1969, lá num bosque em Bauru, dormindo abraçado num radinho.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires,  na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/675.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Neil Armstrong

Eu acredito que todo ser humano tem um número limitado de batimentos cardíacos. Eu não pretendo perder nenhum dos meus.