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664 – Sobre lagartas e borboletas

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Luciano Pires -
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Cara, como mudar é difícil, viu? Perder peso…manter forma física… para alguns, parar de fumar… parar de roer unha cara, de dormir tarde… de comer muito! Mudanças são difíceis porque nossos hábitos estão profundamente enraizados e alguns atributos de nossa personalidade são simplesmente imutáveis. Bom, mas se não dá pra mudar, dá pra dar uma alteradinha, hein? Consigo deixar de ser lagarta pra ser borboleta? Talvez. Mas cuidado com gente que diz que tem a fórmula e sai por aí cagando regra, .

É a tal da auto-ajuda…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

E ao som de ENFIM, NÓS, com Antônio de Pádua,

Eu lembro que o norte americano Mark Manson ficou conhecido por aqui quando escreveu uma carta aberta para o Brasil, que inclusive usei no Café Brasil 495. Ele depois estourou com o livro A sutil arte de ligar o foda-se, e em seus textos fala bastante sobre a indústria da auto-ajuda. Ele comenta que a psicologia clínica não garante a mudança, mas pelo menos, quando você está no divã de um psiquiatra, sabe que está lidando com um profissional qualificado, que aplica em você o conhecimento desenvolvido em cem anos de pesquisas. Mas quem sabe de onde vêm os gurus da auto-ajuda, hein?

Essa indústria bilionária não é, como as áreas científicas, baseada na revisão de colegas, método fundamental especialmente nas publicações acadêmicas. A revisão dos colegas funciona para validar o trabalho dos pesquisadores, cientistas, especialistas e técnicos interessados em publicar suas descobertas, teses e teorias. Desde que as primeiras publicações científicas apareceram, trezentos anos atrás, o processo de revisão pelos colegas existe. Ele funciona assim, resumidamente, ó:

Um autor submete sua publicação para algum órgão. Um editor ou outro tipo de autoridade faz uma avaliação inicial da publicação e, se considera que os argumentos são válidos, convida outros especialistas para uma revisão. Depois da revisão, o trabalho é devolvido para o autor com os comentários, para que ele avalie se as críticas e mudanças sugeridas são consistentes. O autor faz as mudanças e submete novamente. E o processo se repete até que o editor ou autoridade máxima esteja satisfeito. É assim que um artigo é publicado em revistas conceituadas como a Science, por exemplo.

Por esse processo, as ideias são debatidas, contestadas, confrontadas com opiniões opostas, num processo de melhoria constante, até que o material seja publicado sob forma de artigo, tese ou livro. E assim contribua para que o conhecimento circule pela humanidade.

Mas isso acontece com as publicações sérias.

Voltando à indústria da auto-ajuda, ela não é uma indústria apoiada na revisão pelos colegas, mas nas questões mercadológicas. Fica a critério do leitor decidir se o material ao qual teve acesso, seja um vídeo, um livro, uma palestra, uma sessão, tem credibilidade e merece ser levado a sério. E, acredite, isso nem sempre é fácil de fazer.

Especialmente num mundo entulhado de informações e cheio de comunicadores profissionais criando modinhas, colocando em embalagens diferentes e mais coloridas conceitos antigos – ruins, bons ou ultrapassados – e vendendo milhões de livros, seminários e palestras. Muitos dos quais apoiados em gatilhos mentais e emocionais que não produzem nada a não ser um prazer momentâneo ou aquela catarse em grupo.

E de repente você se vê numa sala dançando, abraçando o colega ao lado, cantando a música chiclete ou… comprando aquele curso que vai mudar  a sua vida. Mas compre já, pois tem poucas vagas e o carrinho fecha às 23 horas e 59 minutos.

Mark Manson aponta uma contradição fundamental da auto-ajuda: o passo mais importante para quem quer crescer é admitir que você está ok com quem você é, a ponto de não precisar buscar ajuda com outra pessoa. Você é capaz de se auto-ajudar. Essa é a crença fundamental, e por definição a ajuda não pode lhe ser dada por outra pessoa. Tem de ser conquistada por você e só você.

A ironia então, é que a auto-ajuda só funciona quando você aceita que não precisa da ajuda de outra pessoa para se tornar alguém melhor. O que quer dizer que a auto-ajuda funciona para quem não precisa dela. Ela é ótima para quem está bem e quer melhorar, não é para quem está mal e precisa ficar bem. E são as pessoas que estão em pior estado, as que mais buscam a auto-ajuda.

E isso é um baita nicho pra se ganhar algum.  Para cada lado que você olhar existe um palestrante, um coach, um terapeuta, um mentor, um guru, um especialista que promete transformar você de lagarta em borboleta. Assim, ó: snap!

Bem, a primeira coisa que temos de discutir é o que é melhor, a lagarta ou a borboleta? No Café Brasil 663 – A crisálida, tratei do assunto sob o ponto de vista do amadurecimento. Um processo que é irreversível no corpo físico, mas que é mais complicado na mente e na alma. Há pessoas que envelhecem, mas não amadurecem. Seriam como que lagartas velhas, que nunca se transformam em borboletas.

Mas ser lagarta é errado, hein? É pior do que ser borboleta? Não. As duas cumprem um papel, cada uma em um estágio da vida. Nada pode ser mais estranho do que uma criança madura, por exemplo. Ou um velho infantil. Cada um em seu lugar. Sem a lagarta não existiria a borboleta. E a borboleta não é necessariamente melhor que a lagarta. Cada uma tem seu tempo, cada uma tem sua função, cada uma é melhor naquilo que as circunstâncias exigem.

E talvez aí esteja um erro… Muita gente pensa que ser lagarta é ruim, que há um erro ali, que precisa ser consertado, para virar borboleta. Já. Não compreendem que somos o que somos, seres complexos, milagres da natureza, que jamais estaremos prontos. Somos uma obra em andamento, para sempre. E nossa obrigação é sermos melhores hoje do que fomos ontem. Não é substituir quem somos por outra pessoa. Isso não funciona.

Seja todo dia a melhor lagarta que você puder ser. E vá aos pouquinhos aumentando seu repertório, experimentando novas coisas, da mesma forma como a lagarta come as folhas, armazenando energia para um dia fazer um casulo e dele sair como borboleta. No tempo certo.

A palo seco
Belchior

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos, lhe direi
Amigo, eu me desesperava

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente, eu grito em português
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente, eu grito em português

Tenho vinte e cinco anos
De sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês

Tenho vinte e cinco anos
De sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues

Sei que assim falando, pensas
Que esse desespero é moda em 73
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês

Esse é o Ednardo com A PALO SECO, o clássico de Belchior, que trata daquele desespero do jovem que seria moda em 1973 mas que vale pra hoje. E valerá para o futuro, cara. Isso é a vida.

A palavra auto-ajuda desperta os mais selvagens instintos em muita gente não pelo que ela significa, mas pelas promessas que quem trabalha com ela fez de transformar você em outra pessoa, muito melhor. Mais inteligente, mais gostosa, mais interessante, mais carismática, mais rica… mais feliz!

Alguém prometeu te dar isso.

E se você acha que tem alguma coisa errada com você, que falta alguma coisa, vai necessariamente gostar dessa promessa. E cairá nas mãos de quem quer vendê-la, como quem compra um remédio na farmácia. Eu tomo e ele me cura.

Você transferiu o poder para outra pessoa. Para ficar nos termos que estão na moda, é uma espécie de desempoderamento.

Quando você acha que tem algo de errado com você, quer deixar de ser lagarta pra virar borboleta. Já. A borboleta passa a ser o objetivo, e se você pudesse, pulava de uma pra outra já, sem passar pelo processo de transformação. Toda a beleza do crescimento, do aprendizado, da aquisição das habilidades, de apreciar a transformação acontecendo, deixa de existir. Você só tem olhos para as asas coloridas e o voo da borboleta.  É só lá, voando, que você encontrará a satisfação e a felicidade. Portanto, não existe a chance de ser feliz e satisfeito enquanto lagarta.

Viu só? Você acaba de destruir o seu aqui agora. Só tem olhos para aquele futuro. E se bobear, vai atrás de quem tem o atalho pra vender.

E a cada dia que eu acordar e me ver como lagarta, recebo uma dose de algum tipo de auto brochante. Putz cara… mais um dia como lagarta… eu sou um merda mesmo. Não conquistei a pessoa amada porque eu sou lagarta, não consegui a promoção ou o aumento porque eu sou lagarta, não tenho o carro dos meus sonhos porque eu sou lagarta, não consigo falar em público porque sou lagarta… cê tá entendendo o processo, hein? Tudo que lhe acontecer de ruim reforçará a crença de que você não dará certo porque é lagarta. Só lá num futuro que não sei quando e se acontecerá, como borboleta, terei motivos para me orgulhar de mim.

Esquecerei que não sou lagarta. Que eu estou lagarta.

“Oi, Luciano. Queria no inicial, primeiro agradecer porque: eu comecei a ouvir podcasts logo depois do meu aniversário de 18 anos, ano passado, nesse agora estou quase fazendo 19, faço 19 dia 25 de maio. E queria dizer que esse ano foi um ano mais que eu aprendi mais coisas na vida. Muitas coisas, obviamente, eu saí do meu ensino médio, comecei a estudar pra passar na faculdade, fiz cursinho, …….. uma mentalidade diferente da que eu tinha enquanto estava no ensino médio, que mudou bastante coisa.

E você fez parte de todos os dias quase, todos os dias indo pro cursinho, eu ouvia você. Agora, já estou na faculdade, comecei no ano passado, estou fazendo fisioterapia na USP. Pretendia mudar de curso, porque ao longo do tempo teve várias mudanças  aí na minha vida, que fizeram eu ter vontade de mudar de curso, …….. fisioterapia, mas enfim, não tenho que falar sobre isso.

Estou aqui pra dizer que, depois desse episódio da crisálida, era uma coisa que eu precisava ouvir muito, porque… bom, eu sinto  que eu estou entrando no meu processo de crisálida, neste momento, estou começando a fazer muitas mudanças na vida, estou morando sozinho, aqui em Ribeirão Preto agora, eu morava em São Paulo antes,  …….. uma cidade um pouco menor e bom: conhecendo um monte de gente na  faculdade, eu vejo que muitas pessoas deveriam muito ouvir seus podcasts, recomendo pra todo mundo que eu vejo, todo mundo que eu conheço a fundo, né? Eu recomento porque mano, é uma coisa que eu acho que todo mundo deveria ouvir. Todas as vezes que eu estou pegando uma carona no BlaBlaCar eu coloco podcasts seus, sempre que eu tenho oportunidade de falar sobre e eu digo que o seu trabalho é sensacional.

E era isso mesmo. Eu queria agradecer, sempre quis mandar uma mensagem mas, depois desse último podcast, que eu acho que se encaixou muito bem com o momento da minha vida. Lógico, muitos outros se encaixaram mas, atualmente eu estou numa época que eu estou tentando fazer quase tudo que vem na minha cabeça, sem procrastinar. O podcast me incentivou bem mais a isso e é isso. Mandando a mensagem pra agradecer.

Inclusive já faço parte do Café Brasil Premium, nesse um ano me apaixonei tanto pelo seu trabalho que até me inscrevi no Café Brasil Premium e essa mudança de curso que que quero fazer também tem muito a ver com isso, eu comecei a perguntar sobre ser um empreendedor de trabalhar em empresas, coisas assim…pô, eu não tenho uma ideia muito formada mas, não é com fisioterapia que eu quero trabalhar não. Mas enfim, essa outra parte aqui do áudio só pra dizer que eu faço parte lá do Café Brasil Premium e estou cada vez vivendo mais de  Luciano Pires me ajudando todos os dias. Obrigado.”

Primeiros erros
Kiko Zambianchi

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê, não entende

Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse Sol
Se a minha mente virasse Sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria Sol
Minha mente viraria Sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria Sol
Minha mente viraria Sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Meu corpo viraria Sol
Minha mente viraria ar
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria Sol
Minha mente viraria Sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Rarararara…  você ouviu primeiro o comentário do Lucas Gimenez, que parece o Dinho Ouro Preto com 18 anos falando, cara… A sequência aqui foi irresistível…

E aí a Jaqueline Huzar Novakowiski, lá de Guarapuava, no Paraná, me envia um e-mail. Assim ó:

“Caro Luciano,

Acabei de ler o seu livro algumas semanas atrás. E eu quero te dizer o quanto suas palavras causaram um grande impacto em mim.

Eu nunca tinha ouvido falar de você até assistir a sua palestra em outubro do ano passado em Guarapuava, aquela cidade do interior do Paraná que tem um distrito com colonização alemã. Li o que você escreveu sobre minha cidade no Facebook e com certeza isso me encheu de orgulho.

Uma coisa da sua palestra me chamou bastaste a atenção: que alpinistas tem que descer a montanha várias vezes para continuar subindo, como uma forma de adaptação. Sempre fui do tipo “perfeccionista” e o medo de falhar é uma coisa que sempre me deixava, ou melhor ainda me deixa, sobre um estresse danado.

Bem, esse ano mudei de país, comecei meu doutorado nos EUA em fitopatologia (doenças de plantas), e mesmo depois de já ter morado fora do Brasil por um ano no Canadá, percebo que o período de adaptação é sempre difícil, a dificuldade de se ajustar ao sistema americano de ensino não é fácil e a vontade de ter uma performance extraordinária ao desenvolver um trabalho de pesquisa que realmente contribua com produtores rurais é desafiadora.

Resolvi ler o seu livro, pela sua incrível palestra e porque adoro esse tipo de aventura… simplesmente fantástico! É o tipo de leitura que você não se cansa de ler e quer saber mais e mais, especialmente pela linguagem simples e informal.

Nada está sendo fácil, mas quando lembro da sua frase isso me ajuda bastante a compreender que embora leve algum tempo com subidas e descidas um dia eu chego ao meu “topo”.

E você sabe o que mais? Um dos membros da minha equipe de pesquisa é do Nepal. Você não imagina, o quão animada eu fiquei quando meu colega resolveu me mostrar onde ele morava e eu querendo saber se o Everest era longe ou não. E a alegria dele pelo meu interesse na cultura nepalesa e o espanto quando eu disse “Namastê” um dia desses. Talvez essa seja uma das maiores recompensas que tenho recebido, esse enriquecimento cultural que é formidável.

Definitivamente, o campo base do Everest já está na minha bucket list.

Obrigada por compartilhar sua experiência e inspirar sonhos que eu jamais pensei que teria.

Grande abraço,

Jaqueline”

Que legal Jaqueline… imagino os obstáculos que você enfrenta, os momentos em que dá vontade de deixar tudo pra lá… e fico profundamente lisonjeado em saber que meu livro e a minha palestra te ajudaram de alguma forma. Eu escrevi o livro pra mim. E na palestra conto a minha história. E quando percebo que inspirei alguém, sinto uma onda de felicidade que é muito difícil de explicar para quem não vive a mesma experiência.

Muito bem. Tanto o Lucas quando a Jaqueline receberão um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o endereço para [email protected].

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a aids. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, na hora do amor você é lagarta ou borboleta?

Lalá – Pô! Tá me estranhando…  Eu sou lagarto! Mas sempre usando Prudence, né?’

Pois então… o Lucas e a Jaqueline deram um testemunho não de auto-ajuda, mas de auto-aperfeiçoamento. Veja que coisa interessante. Se eu disser auto-ajuda, as pessoas rolam os olhos, torcem a boca, franzem a testa. Mas se eu disser auto-aperfeiçoamento, tá tudo bem.

O termo batido, desgastado, destruído “auto-ajuda” foi substituído pelo “auto-aperfeiçoamento”. Em vez da ajuda que necessariamente vem de fora, normalmente embalada numa fórmula de sucesso, agora é um processo que vem de dentro, que eu busco. E isso muda tudo.

Não se trata mais da solução mágica que me foi prometida, mas da minha intenção de melhorar. Você percebeu que há uma ligeira mudança de foco aí hein? Que se bobear passa batida?

Ao mudar de auto-ajuda para auto-aperfeiçoamento, você não está mais colocando no colo de um guru a responsabilidade por transformar você de lagarta em borboleta. A missão agora é sua. Você já tem tudo que precisa, só falta desenvolver certas habilidades.

Como é que outra pessoa teria respostas para a vida que quem vive é você, hein? As respostas devem ser suas. O que você precisa fazer é agir como muita gente faz: buscar inspiração nas histórias de outras pessoas.

Eu já usei alguma vez aqui a lembrança do dia em que assisti uma palestra de Abílio Diniz, o bilionário fundador do grupo Pão de Açúcar. Depois de contar as durezas de sua vida, ele soltou assim, ó: “Se eu cheguei até aqui, você também pode chegar”. O que é que que uma frase como essa vai me dizer, hein?

Se eu for o fracassado profissional, dirá assim: um merda como eu nunca chegará lá. E isso jogará você mais para baixo.

Se eu for um deslumbrado profissional, dirá assim: puxa, se eu fizer tudo que ele fez, vou virar bilionário. E isso provavelmente lhe dará uma frustração imensa ao saber que não deu…

Mas, se eu for alguém centrado, sabendo que a responsabilidade é minha, a frase do Abílio dirá assim ó: a possibilidade de me tornar um bilionário existe sim. Mas a probabilidade é praticamente zero. É possível, mas não é provável.

O que fazer então? Desistir, hein?

Inspirar é um verbo transitivo, que quer dizer influenciar, mover ou guiar. Funciona como fogos de artifício: você ouve uma frase, assiste um vídeo, lê um livro e BUM! Uma explosão emocional, uma sequência de pensamentos criativos, tudo aquilo pisca e depois… apaga.  E voltamos à nossa vidinha.

Mas a inspiração pode ser a tal semente, que cai em solo fértil. Uma nova perspectiva, por exemplo, entra em nossa mente fértil. Uma pergunta que coloca você num modo reflexivo. Aquela frase dizendo que os alpinistas tem que descer pra depois poder subir. A semente cai e é enterrada por nossa rotina diária, você esquece dela. Mas ela está lá, germinando… Suas raízes vão se infiltrando em suas crenças e valores e um dia, BUM! Uma barreira se quebra. Um preconceito é derrubado. Uma crença é rachada.  E aquela energia que você estava dispendendo para não realizar aquele projeto, aquela ideia criativa, aquela mudança, se transforma na força para fazer acontecer.

Mas de onde veio isso, hein? Do guru? Ou de meu contexto mental que permitiu que a pequena semente germinasse, hein? Pense nisso. Pense nas vezes em que você mudou uma perspectiva, uma decisão, a partir de algo que viu, ouviu ou leu. Depois daquele café que você tomou com aquela pessoa, que disse aquela coisinha… que mudou sua visão do problema!

E de repente, você não está mais apenas se sentindo melhor, depois daquela performance daquele palestrante ou da leitura daquele livro. Você está performando melhor.

Meu, a inspiração funciona!  

Você pode escolher se inspirar na história do Abílio. Pegar as ideias e experiências dele e verificar as que se aplicam à sua vida. Ser cético com as coisas que aconteceram com ele. Na vida, um mais um não dão dois. Se eu repetir tudo que ele fez, provavelmente não dará certo pra mim. Existe a questão do contexto, e daquela coisinha chamada sorte, que trabalha no imponderável. O que eu posso fazer é me preparar, melhorar a cada dia e adubar o terreno para que a sorte se instale. Isso eu posso fazer. Mas achar que plantando no meu terreno a semente mágica do guru, ela vai germinar como mágica… não existe nenhuma garantia. Aliás o mais provável é que ela não germine.

E falando em germinar, chegou aqui a Nakata fabrica autopeças para veículos leves, pesados e motos e mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro e economizar na manutenção. E também dicas técnicas para o seu mecânico. A Nakata resolveu ajudar no processo de auto-aprimoramento. Se você se cadastrar no blog.nakata.com.br com um comentário em qualquer post dizendo que chegou lá pelo Café Brasil, concorrerá todo mês a um curso na Udemy.

A Udemy é um ambiente virtual para ensino e aprendizado, que tem milhares de cursos e o ganhador poderá escolher qualquer um até o valor de 250 reais.

Que tal, hein? blog.nakata.com.br

Tudo azul? Tudo Nakata.

Olha, no fim é tudo uma questão de perceber a diferença entre aprender e se inspirar com as experiências e ideias dos outros ou transferir seu poder para um guru, que é o que muita gente faz com a auto-ajuda.  É mais confortável, não é? E se não der certo, a culpa é dele, pô…

Não mergulhe na agonia de achar que você é errado ou errada, que precisa consertar alguma coisa, que precisa se tornar outra pessoa. Bote na cabeça que o que você precisa é criar coisas, viver novas experiências, aprender mais, desenvolver habilidades, sempre comparando o você de ontem com o de hoje. Só o fato de você estar vivo, poder pensar e fazer escolhas já faz de você uma criatura excepcional, diferente de uma tartaruga. Ou de uma lagarta.

Você precisa crescer, mas sem deixar de ser você mesmo. E a responsabilidade é sua. Ninguém sabe mais de você do que você mesmo.

Olha! Tá entendido então, hein? Vamos sair da auto-ajuda para o auto-aperfeiçoamento, tendo como objetivo crescer, amadurecer, em vez de nos transformarmos m outra pessoa. Que tal?

Seja cada dia uma lagarta melhor, ampliando seu repertório, guardando energia e se preparando para a hora de fazer o casulo. Não entregue a ninguém o poder de decidir como viver sua vida. Seja cético, seja cética, e lembre-se de não abrir mão de sempre procurar aprender, se inspirar com a experiência dos outros.

Um dia, em vez de dizer “me transformaram numa borboleta”, talvez você tenha o supremo prazer de dizer “eu me transformei numa borboleta”

Metamorfose ambulante
Raul Seixas

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

É assim, ao som de METAMORFOSE AMBULANTE, o clássico de Raul Seixas, com Bruno Boncini, que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, feito uma lagarta, se preparando, junto com a gente, para a próxima fase.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar. É alimento pra alma, alimento pra mente, alimento pra transformar a lagarta em borboleta.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/664.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Millôr Fernandes

Está bem que você acredite em Deus. Mas vá armado.