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659 – Empreendedorismo no Palco

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Luciano Pires -
Download do Programa

Muitos anos atrás, acho que uns 20, fui convidado para participar de um programa matinal de televisão. Um daqueles programas femininos, onde eu falaria sobre liderança. Chegando lá eu soube que dividiria o espaço com uma pessoa que eu não conhecia, que me foi apresentado como um palestrante. O programa rodou normalmente, respondi às perguntas sobre o mundo dos negócios. Quando chegou a vez do meu parceiro de entrevistas, o sujeito se modificou. Foi como se uma entidade tivesse baixado nele. Mudou o tom de voz, começou a discursar um texto evidentemente decorado, com o tom da voz acima do normal e uma postura de agressividade que chamava atenção.

De repente, ele se põe em pé e vai realizar a dinâmica da madeira. Aquela em que pega uma placa de madeira para alguém quebrar com a mão. Você já deve ter visto… Ele fez isso com um dos ajudantes da apresentadora.

Quando o rapaz quebrou a placa, o sujeito começou a gritar:

“Viu só? Você pode! Você tem a força! Você pode conseguir o que quiser…”

Meu, que vergonha, cara… Será que é só querer pra fazer?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Olha que delícia, cara… esse é o Ricardo Herz com o Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo…

Em 2016 eu lancei o Café Brasil 525 – Empreende Dor, que eu começava assim: Empreendedorismo é a palavra da hora! Aliás, há uns bons tempos viu? Eu diria há mais de uma década. Mas o que sempre apareceu como um segmento do mundo dos negócios, aos poucos começou a se transformar em algo que tem gente chamando de seita ou até de religião, causando inclusive uma baita polêmica sobre o que se convencionou chamar de “empreendedorismo de palco”. Tá cheio de sacerdote aí prometendo o céu.

Pois é… de lá para cá a coisa aumentou. Na esteira do empreendedorismo vieram as start ups, aquelas coisas mágicas que transformarão qualquer jovem recém-formado num bilionário que vende seu aplicativo para o Google por um bilhão de dólares.

Recebi um texto de Laís Macedo, que é CEO do LIDE Futuro. No site do Lide está escrito que ele é “um movimento empresarial que reúne jovens entre 20 e 39 anos, agentes de mudança da sociedade ou líderes sociais/empresariais, dispostos a desenvolver redes de relacionamento, influência, atualização e aperfeiçoamento de conhecimento e promoção de conteúdo”.

A Laís diz assim, ó:

“Dias atrás, passando pelo feed do Linkedin, encontrei o post de um amigo, fundador de um projeto de imenso sucesso, que me chamou a atenção. Na realidade, o ponto era a imagem, em que ele aparecia palestrando em uma sala de aula – até aí tudo bem, eu acho extraordinário levar bons exemplos e referências do mercado para adolescentes que ainda especulam seus sonhos – mas o principal estava na mensagem. Ele contava que tinha ido conscientizar os jovens do ensino médio sobre a importância de empreender.

Na era do excesso de informação, do status, do ser, em que o “importante” é o número de seguidores nas mídias sociais, like nos posts, o cargo no cartão de visitas, no Linkedin, o stories sequencial de uma agenda tomada de reuniões intercaladas por foto de café e Macbook e mensagens motivacionais, estamos criando um estereótipo muito distorcido do sucesso.

Pior que isso: estamos atribuindo ao empreendedorismo o caminho para isso.

Ser “founder and CEO” é a bola da vez. Não precisa ter um CNPJ se, no Linkedin, o sujeito já se intitula fundador e presidente de um projeto mirabolante. Pior ainda são aqueles casos dos centenas de cursos e palestras sobre lições de empreendedorismo e receitas do sucesso, de “professores” e “mentores” sem o principal: uma bagagem real de uma jornada empreendedora – não necessariamente de sucesso, porque o empreendedorismo na vida real, na minha opinião, é essa jornada dura, ácida, corrosiva de embarcar em um sonho, acreditar e dar duro por um projeto, passar perrengue financeiro, lidar com gestão de pessoas, pivotar dia e noite seus projetos, ver o mercado descredibilizar seu sonho, tomar doses diárias de verdade, resetar e fortalecer sua resiliência.

E não necessariamente vender sua startup unicórnio no final do dia para algum fundo chinês.

E, na realidade, aí está o meu incômodo. A versão gourmet que é vendida do empreendedorismo não é real. Meu desconforto vem da injustiça do caminho rápido e quase único possível para o sucesso. As mídias sociais só contam o sucesso e reforçam esse conceito.

As histórias de fracasso, que, infelizmente, representam a grande maioria, são varridas para debaixo do tapete. E então apresentamos às novas gerações, que já nascem tomadas por uma carga imensa de ansiedade, esse caminho do glamour, dinheiro e poder do empreendedorismo.

Sou empreendedora e quero ter muito mais amigos e colegas nessa jornada. Não quero desmotivar ninguém, pelo contrário: só quero que possamos desconstruir a ideia do glamour irreal de empreender e entender que existem muitos outros caminhos para o sucesso.

O drive, na realidade, não deve ser criar sua empresa, e sim esse conjunto de ações, motivações e sonhos que compõe nosso real propósito.

Está tudo bem se o seu sucesso for ser funcionário público, levar uma jornada intensa em uma consultoria americana, ser um esportista profissional ou ser mãe. No final das contas, sucesso é realização. Então, empreender deveria ser nossa coragem de assumir, encarar e viver nossas próprias jornadas. Aí sim, vamos juntos empreender.”

Bem, para ajudar você que não é do ramo a entender o texto da Laís, eu farei um glossário dos termos que ela usou:

PIVOTAR PROJETO:  vem do inglês to pivot (“mudar” ou “girar”) e designa uma mudança radical no rumo do negócio.

DESCREDIBILIZAR: fazer com que algo ou alguém perca a credibilidade

RESETAR: vem do inglês reset, quer dizer começar outra vez; reiniciar

UNICÓRNIO: uma empresa que atinge preço no mercado superior a 1 bilhão de dólares antes mesmo de disponibilizar o seu capital em bolsas de valores.

DRIVE: vem do inglês to drive e no contexto quer dizer direcionar, acionar, motivar.

Viu só? A moçada tem um dialeto cara, o que é característica de uma onda que cria novos comportamentos, tribos e grupos de pessoas que seguem certos mandamentos e, não raro, gurus.  Mas o que interessa mesmo é o conteúdo do texto da Laís, que mostra como o empreendedor de palco se tornou um fenômeno criado pela onda do empreendedorismo.

Meu, mas empreender é fácil assim?

“Oi Luciano.  Aqui quem fala é a Izabel, de Santa Catarina. eu acabei de ouvir o teu podcast do empreendedor e no começo, eu estava p da vida contigo. Não acredito, o Luciano me falando que concurso é um bom caminho, que está acontecendo? Vou  gravar um áudio já.

E realmente o tema virou e eu achei sensacional. É isso mesmo. Além de…. eu sou consultora do SEBRAE e também tenho uma empresa pra dar consultoria e muitas amigas minhas vem me perguntar e amigos, sobre essa questão de empreender e eu digo pra eles assim: primeira coisa. Empreender é foda, mas é foda. É assim, tem a parte muito boa e tem a parte que é muito difícil, muito mesmo. Você tem que estar muito preparado e as pessoas não se preocupam com a inteligência emocional. 

Eu costumo indicar um curso de respiração, meditação pros amigos que pensam, que já decidiram empreender, que precisa muita, muita inteligência emocional, além de todas as habilidades e conhecimentos gerenciais. Precisa ter uma visão do todo.

De fato, é muito difícil, mas é libertador. Só que essa liberdade tem um custo e a pessoa precisa saber se, de fato, ela está disposta a isso, ou não. Achei muito, muito, muito bom esse podcast. Um dos melhores, porque realmente, reflete muito o que eu penso, o que eu falo pros meus amigos, também pros clientes do SEBRAE, porque canso de ver pessoas que abriram  uma empresa, oferecem mais do mesmo e não entendem porque não está dando certo. E aí, fecham. E aí, o problema é do governo… não estou dizendo que o governo facilita, mas já vem melhorando, né? Então, realmente, é pra poucos, de verdade, é pra poucos.

O importante é que as pessoas acreditem no seu potencial e vão atrás do conhecimento, que não achem que é uma brincadeirinha fácil de criança.

Mas, é isso aí. Parabéns mesmo. Foi muito completo. Agora, quando alguém me  perguntar como é empreender, eu vou indicar esse podcast. Achei ótimo. Obrigada”.

Que legal Izabel… empreender realmente é foda cara, mas é libertador… acredite em seu potencial, mas vá buscar conhecimento! Até pra descobrir que talvez, empreender não seja pra você. Muito obrigado pelo comentário, viu?

Muito bem. A Izabel receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o seu endereço para [email protected].

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, quando você vai empreender um amorzinho, qual é o segredo, hein?

Lalá – Ah, eu ponho um Prudence no unicórnio…

Lancei no Café Brasil Premium o PodSumário do livro O Caminho para o caráter.  O autor do livro, David Brooks, relata uma experiência ao ouvir numa emissora de rádio a reprodução de um programa que foi ao ar em 1945, comemorando a vitória dos Estados Unidos na II Guerra. Mesmo com um tema tão importante, o autor ficou impressionado com a humildade e o respeito profundo com que o programa foi realizado, sem gente batendo no peito nem grandes arroubos de ufanismo. A II Guerra havia provocado rios de sangue e a postura dos artistas que participaram do programa foi de reflexão e de constantemente lembrar que eles não eram moralmente superiores a ninguém. Especialmente porque a II Guerra terminou com uma bomba atômica, explicitando a capacidade que o ser humano tem para destruir a seus semelhantes.

Ao chegar em casa, o autor foi assistir a um jogo de futebol americano na televisão e viu um ponto marcado por um jogador, seguido daquela dancinha de sempre, gritos de “eu sou foda” e manifestações de comigo ninguém pode. A comemoração do ponto marcado no futebol foi maior, mais escandalosa do que a comemoração pela vitória na II Guerra.

O autor usa então esses dois momentos tão contrastantes, separados por 70 anos, para sugerir que uma mudança cultural aconteceu nos Estados Unidos. De um comportamento que incentivava a contrição, a discrição, para outro onde o auto engrandecimento é a norma.

Essa mudança explica essa loucura do empreendorismo e dos empreendedores de palco.

A princípio, esse argumento parece baseado em nostalgia, mas o autor mostra dados para dar suporte à sua conclusão. Em 1950 uma pesquisa do Instituto Gallup com alunos mais velhos nos colégios norte-americanos, perguntou se eles achavam que eram muito importantes. Apenas 12% disseram que sim. A mesma pergunta em 2005 deu sim em 80% das respostas.

Os psicólogos têm um teste chamado “teste de narcisismo”, no qual leem para as pessoas algumas afirmações e pedem que elas digam se isso se aplica a elas. Afirmações como “Eu gosto de ser o centro das atenções… Eu me exponho sempre que tenho uma chance, porque sou extraordinário… Alguém deveria escrever uma biografia sobre mim.” A nota média desse teste cresceu 30 por cento nos últimos vinte anos. O maior aumento foi no número de pessoas que concordou com a afirmação “Eu sou uma pessoa extraordinária” e “Eu gosto de observar meu corpo.”

O desejo por fama também cresceu drasticamente, especialmente entre os jovens. Na cultura popular as mensagens também mudaram, de cartuns a sermões: você é especial, confie em você mesmo, seja verdadeiro consigo! Filmes da Pixar e da Disney constantemente dizem às crianças como elas são maravilhosas: siga suas paixões, não aceite limites, defina seu próprio curso, você tem a responsabilidade de fazer grandes coisas, pois você é grande! O autor chama isso tudo de “evangelho da auto verdade”.

Bem, era mais que natural que isso tudo se refletisse no universo profissional, não é?

Oba! Meus amigos da Nakata estão de volta patrocinando nosso cafezinho!  A Nakata fabrica autopeças para veículos leves, pesados e motos e mantém um blog com dicas para ajudar você a cuidar bem do seu carro e economizar na manutenção. E com dicas técnicas para o seu mecânico. Bem, eu fiz uma proposta pra eles, que toparam, cara. Se você se cadastrar no blog.nakata.com.br com um comentário dizendo que chegou lá pelo Café Brasil, concorrerá todo mês a um curso na Udemy.

A Udemy é um ambiente virtual para ensino e aprendizado, que conecta alunos de qualquer lugar aos melhores instrutores ao redor do mundo. Eles têm milhares de cursos e o ganhador poderá escolher qualquer um até o valor de 250 reais.

Que tal, hein?

blog.nakata.com.br.

Tudo azul? Tudo Nakata.

Muito bem, David Brooks também apresenta a ideia da Curva em U. Ele sugere que as pessoas com forte caráter têm em comum o fato de terem caído e depois levantado em momentos de grandes desafios morais em suas vidas. Desceram ao vale da humildade para poder escalar as alturas do caráter. Essas pessoas tendem a sair desses momentos de luta moral com um forte senso de autorrespeito e autoconfiança.  Elas tiveram de exercitar a humildade para saírem transformadas. Alice teve de diminuir de tamanho para entrar no País das Maravilhas.  E é aí que a beleza aparece: no vale da humildade elas aprenderam a aquietar seus egos e só assim conseguiram ver o mundo claramente, entendendo outras pessoas e aceitando o que elas tinham a oferecer.

Entendeu? É a experiência prática, os fracassos, a quebrada de cara, o vencer os obstáculos que dá às pessoas confiança e autorrespeito. E, principalmente, dá a elas e possibilidade de fazer promessas que sabem que podem cumprir.

Resumindo: o empreendedor de palco é aquele motivador, o prestidigitador de palavras, um animador de eventos, que tem uma história para contar. Sua história não precisa ter um pé na realidade. Ele não precisa ter vivido nada daquilo, basta ser capaz de contar uma história. Assim, durante 20, 40, 90 ou 120 minutos, ele diverte, inspira, informa e motiva.

Existem os que só divertem e motivam. Alguns, muito bons, inspiram e informam e muitas pessoas têm ganhos a partir do que ouvem nessas apresentações. Deve ter algum valor, cara…

Como aquela do sujeito lá que promete que você vai conseguir quebrar a placa de madeira. Qual é o truque? As placas, normalmente de pinheiro branco, têm as fibras, aqueles veios que você vê na placa, como riscos. Se você segurar a placa com os riscos na vertical, ela não quebra. Mas com os riscos na horizontal, ela quebra… O que o motivador faz é virar a placa. E pronto! Você termina o exercício se achando o máximo, pronto para conquistar o mundo!

Aí chega na esquina e dá de cara com uma placa de mogno. Vai pra cima e quebra… a mão.

Mas também existem aqueles que, a partir da experiência vivida, a partir de sua Curva em U, se consideram aptos a não só contar sua história, mas ensinar, inspirar e motivar outras pessoas. Sempre com o pé no chão e a percepção clara de seus limites.

Entendeu, hein? O problema é a promessa.

Lááááááá em 2011, no Café Brasil 236 eu dizia assim, ó: O termo empreendedor nasceu na França, por volta dos séculos 17 e 18, como entrepreneur, designando pessoas ousadas que estimulavam o processo econômico ao criar novas formas de agir.

O termo empreendedor ficou conhecido nos anos 1950 quando foi utilizado pelo economista Joseph Schumpeter para definir uma pessoa criativa, capaz de fazer sucesso com inovações. Schumpeter acreditava que era impossível compreender a economia sem a visão da sociologia e foi um dos primeiros a acreditar que eram as inovações as molas mestras para o crescimento econômico. Daí a definição do empreendedor como um sujeito inovador.

No final da década de 1960 e início de 1970, Kenneth E. Knight e Peter Drucker introduziram o conceito de risco na definição: empreendedor é uma pessoa que arrisca em algum negócio. Robert Hirsch, em seu livro “Empreendedorismo”, define assim o empreendedorismo: processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal. Veja que interessante: a satisfação econômica é resultado de um objetivo alcançado (um novo produto ou empresa, por exemplo) e não um fim em si mesma.

“Empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”, definiu Louis Jacques Filion em 1991.  “O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade” define Fernando Dolabela em seu livro O Segredo de Luiza…

Você sacou, hein, cara? Todas as definições de empreendedor colocam muito claramente que existe um sonho, mas existe um real. Existe o discurso e existe a prática. Existe o walk the talk.

Então comece já. Sempre que estiver diante de alguém que você suspeita que possa ser um empreendedor de palco, faça o exercício que o Ícaro de Carvalho recomendou lá atrás, num artigo famoso:

Pegue uma folha de papel e a divida ao meio. Escreva de um lado: “Discurso emocional” e do outro “Discurso prático”. Anote a quantidade de vezes que ele passará conceitos e estatísticas validadas em negócios reais, versus o tempo que gastará falando sobre motivação e como você precisa trabalhar a sua força de vontade. No final, faça um balanço sobre quanto de conselhos práticos você tirou daquela apresentação.

Com isso ficará claro se você esteve diante de um empreendedor de palco ou não. E aí poderá avaliar se deve ou não dar uma porrada na próxima placa. Não garanto que você quebre a placa, mas garanto que evitará quebrar a mão.

Combinado? Bote na cabeça o seguinte, olha: se você não é filho de milionário, a única coisa garantida que você tem na vida é que passará fome e frio se não lutar duro, todo dia. Você não é tão fodão, tão gostoso, tão invencível, tão genial quanto pensa que é. E não é apenas querendo ser que será. Muito menos copiando fórmulas de gurus. Vai ter de trabalhar pra cacete, quebrar a cara, se machucar… ganhar aquela coisa que só o tempo dá: experiência. E um dia, talvez você conclua que tem o suficiente para ensinar, honestamente, outros jovens.

Ou concluirá que só dá para honestamente entretê-los, diverti-los e motivá-los, sacou?

Sacou? O problema é a promessa.

O circo chegou
Jorge Benjor

Olha que o circo chegou
Não custa nada você ir até lá
O circo é alegria de viver
O circo é alegria que você precisa conhecer

Tem um macaco cientista
Um urubu que toca flauta e violão
Uma orquestra de sapo
A cabra ciclista
A girafa seresteira
Tem um anão gigante
A mulher barbada
E o homem avestruz
Tem o homem foguete
Que entra em órbita a qualquer hora
E quando menos você espera (suspense)
O leão foge da jaula
Mas calma minha gente que o leão é sem dente
Calma minha gente que o leão é sem dente

O mágico que engole espada e come fogo
Vira elefante e sai voando
Vinda diretamente de Paris
Uma linda sexy e linda bailarina dançando ao som
Da escaldante banda do seu Tião brilhantina
E quando não esta roubando mulher aparece o palhaço tereré
Distribuindo goiabada e requeijão e ingressos prá
Domingo que vem e anunciando a grande atração

A grande atração é uma grande vidente
Uma grande vidente que tudo sabe, que tudo vê
Que tudo sente

E agora com vocês a grande cartomante
A internacional Deise
A mulher do homem que come raio-laser

O circo chegou vamos todos até lá panacuca gungum
O palhaço o que é ladrão de mulher

O circo chegou vamos todos até lá panacuca gungum
O circo chegou panacuca gungum

É assim, ao som de O CIRCO CHEGOU, quer melhor descrição do que é a vida de um empreendedor, hein? Só que na vida real, o leão tem dentes, meu … com o imenso Jorge Benjor, cara esse é um verdadeiro empreendedor da música, que encerramos mais esta edição do podcast Café Brasil.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, o CEO do Café Brasil, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, completando o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos fazer um cafezinho ao vivo.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/659.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase do Talmude Babilônico

Os bons prometem pouco e fazem muito; os maus prometem muito e fazem pouco.