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648 – Ethos, Logos, Pathos e o Diálogo Aberto

648 – Ethos, Logos, Pathos e o Diálogo Aberto

Luciano Pires -
Download do Programa

Neste cenário onde até “bom dia” leva patada, o que é que podemos fazer para conseguir conviver com quem pensa diferente, hein? Tratar na porrada também, é? Bem, alguns merecem, sabe… mas com outros dá pra tentar o diálogo aberto.
Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, aquele recado: a transcrição deste programa você pode baixar acessando portalcafebrasil.com.br/648.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é a Viviane Bertoni, que aparece aqui de novo, pois seu comentário inspirou este programa:

“Oi Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite, tudo bem com você? 

Desde que eu me tornei uma ouvinte assídua do Café Brasil, eu estou usando a palavra assídua pra não falar outra palavra que é viciada, totalmente viciada no Café Brasil, aliás, eu te perguntei uma vez, vou perguntar outra: que tipo de substância psicoativa você coloca nesse Cafezinho, pra gente ficar tão viciada assim? Mas enfim, desde então, eu comecei a me sentir na obrigação moral de compartilhar tanto conhecimento, tanta sabedoria, tanta luz com outras pessoas. Eu me senti assim, olha, eu tenho obrigação de compartilhar isso. O máximo de pessoas que eu puder compartilhar.

E eu comecei a compartilhar os áudios do Café Brasil, os links, mas eu percebia assim: algumas pessoas tem mais…. são mais…. elas ouvem realmente, elas dispensam um tempo pra isso, né? Mas outras não. E aí eu assistindo aí… ouvindo iscas intelectuais, tem um ouvinte que manda uma carta dizendo que se nós não ocuparmos os espaços que as pessoas não tão boas assim ou não tão bem intencionadas ocupam, se nós não ocuparmos vão ser ocupados por pessoas mal intencionadas. Se nós não ocuparmos esses espaços, vão ser ocupados por outras pessoas. 

E aí, esse ouvinte inclusive começou a fazer parte de um conselho municipal lá na cidade dele. E aí eu tive a ideia de montar aqui na minha cidade, Franca, interior de São Paulo, o Café Filosófico. Conhecimento além e apesar da academia. Além e apesar do universo acadêmico. E pode parecer extremamente arrogante, você falar apesar do universo acadêmico, mas é porque a minha observação de uns tempos pra cá de uns anos, umas décadas pra cá, é justamente essa, que o conhecimento às vezes ficou restrito ao universo acadêmico. Só pode falar algo se você tiver uma validação acadêmica pra isso e discutir ideias também, se elas forem um pouco mais profundas, elas ficam restritas ao universo acadêmico. E as pessoas se intimidaram. Elas começaram a se intimidar de falar de assuntos que dizem respeito ao nosso dia a dia. Então, você só pode falar de um determinado assunto se você domina academicamente ou se você fez alum mestrado ou pós doutorado, sobre aquele assunto. Sobre ciências políticas, por exemplo, né?

E aí, eu criei aqui na minha cidade o Café Filosófico. Como eu disse, filosofia no sentido de amor pelo conhecimento. E quando eu lancei essa ideia eu falei: caramba, não vai dar nem três pessoas, né? E eu lancei essa ideia e pasme: bom. Muito otimista eu reservei uma cafeteria pra dez pessoas. Mas na minha cabeça não iam aparecer mais de três, quatro. Tivemos trinta inscrições. O primeiro Café Brasil, desculpa, Café Filosófico, nós fizemos foi baseado em parte pelo seu áudio, pelo seu podcast sobre Gramsci, né? Foi um dos materiais de apoio que nós utilizamos nesse primeiro. Depois eu vou te mandar todas as fotos aí e eu mandei todos os links pros participantes. Nesse já estava reservada a cafeteria só pra dez pessoas, foram  dez pessoas. O segundo que vai ser em janeiro, que nós faremos um por mês, foi muito cobrado, o segundo Café Filosófico na cidade vai ser em janeiro e com temas… com temas… vai ser filosofia financeira, mas também, retirada algumas partes… é… de temas também variados de vários podcasts do Café Brasil e o terceiro que já está marcado pra fevereiro, com inscrição lotada também, vai ser sobre o Foro de São Paulo.

Então, Luciano, é isso assim. Eu compartilho o trabalho do Café Brasil, o teu trabalho da melhor forma, de todas as formas o máximo que eu posso, mas eu queria dizer que ele transcende,né? Ele transcende esse universo do podcast, ele transcende esse universo do ouvinte, ele se tornou algo muito grandioso que eu nem sei se eu, você ou qualquer pessoa podemos mensurar o alcance que isso tem. As pessoas depois do primeiro Café Filosófico elas saíram de lá assim, impactadas, elas não queriam ir embora, do tanto que elas ficaram entusiasmadas com aquele tipo de informação. 

Então, mais uma vez agradecer. Você nunca sabe quantas vidas serão transformadas através da sua atitude individual. Então eu quero te parabenizar, porque a atitude de uma pessoa ela consegue transformar a realidade de uma sociedade. Então muito obrigada, grande beijo, vida muito, muito longa ao Café Brasil”.

Olha, a Viviane mandou a programação do evento, uma foto do povo reunido e o powerpoint que ela usou, que capricho… e é fascinante, viu? E eu fico imaginando aqui o que é que impede que mais gente, pelo Brasil afora, faça como a Viviane. E não precisa ser a partir do Café Brasil não, pode ser a partir de qualquer estímulo que você receba de conteúdos que encontra pela internet, em livros, blogs, revistas e jornais, cara. Reunir conhecidos – ou não – para discutir sobre um tema importante para a sociedade. Pô, você não faz isso pra comer pizza, jogar baralho, fofocar e jogar conversa fora? Então… Parabéns, viu Viviane, espero ter a chance de uma dia participar de um desses encontros.

Muito bem. A Viviane também receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Aliás: Viviane, me avisa quando for o próximo evento, eu vou falar coma DKT, eles vão mandar uns mimos pra todo mundo aí, tá bom?

Olha. Você já sabe que boa parte dos resultados da DKT é revertida para ações sociais de combate às doenças sexualmente transmissíveis e ao controle da natalidade, não sabe? Pois agora estamos fazendo assim: para cada produto PRUDENCE que você adquirir, a DKT doará um produto igual para uma das organizações sociais com as quais ela mantém acordos.Você manda uma foto com os produtos PRUDENCE que você adquiriu para nosso whatsapp 11 96429 4746 e aguarde uma manifestação nossa, tá bom? Cada vez que você comprar um produto Prudence, estará contribuindo ainda mais para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Senhor Lalá, tenho um assunto interessante aqui sobre o qual eu gostaria de saber a sua opinião…

Lalá – Pois não?

Luciano – Na hora do amor, o senhor faz o quê?

Lalá – Ora, meu caro, eu uso Prudence!

Luciano – Muito bem.

Meu! Já entramos em 2019 e você ainda não veio pro Café Brasil Premium. O que é que está faltando, hein? Ah! Não sabe se vai consumir… cara! Tem texto em PDF, se você quiser ler, tem texto em áudio, se você quiser ouvir, tem videocast se você quiser assistir, não tem desculpa. De um jeito você vai acabar consumindo, né? Venha cá, o nosso MLA – Master Life Administration aguarda você. Acesse CafeDeGraca.com e você poderá experimentar o Premium por um mês, sem pagar.

De novo: CafeDeGraca.com

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Conteúdo extra-forte, pra explodir em 2019.

Fala
Lulih
Lucina

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá
Fala
Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala
lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Fala

Uia… essa é FALA, de Lulih e Lucina, que estourou na voz dos Secos e Molhados. Aqui vamos com Gustavo Ruiz, Natalia Mallo, Dudu Tsuda e Mariá Portugal, que desde 2005 formam o Trash Pour 4.

Olha! Eu não sei se é o amadurecimento – no fundo eu acho que sim – mas a cada dia que passa eu acredito que o mundo é mais complicado do que no dia anterior. Não que ele tenha se tornado mais complicado, eu é que vou aos poucos percebendo a imensidão de minha ignorância e como os problemas são muito mais complexos do que a turma aí faz parecer.

A gente começa a ter ideias próprias sobre o mundo no final da adolescência e, conforme o grupo com que andamos, essas ideias serão solidificadas, tornando-se até mesmo crenças. Delas dependemos para compreender o mundo e a partir dessas crenças é que tomamos nossas decisões, certas ou erradas. Escolhemos uma visão de mundo, e imaginar que ela possa estar errada dá um baita incômodo. Acho que isso é até genético cara, uma espécie de desordem de personalidade obsessiva compulsiva: eu simplesmente não posso estar errado. E assim encontramos gente que acredita que a terra é plana, que o homem nunca pisou na lua, que o planeta terra tem 6 mil anos de idade e que Lula é a alma mais honesta que já pisou neste país. Essas crenças são tão estabelecidas que a simples possibilidade de que estejam erradas provoca um incômodo tão grande que essa gente não suporta, entrincheira-se atrás de suas certezas e combate quem as ameaça.

Mas então… Qual é a saída? Bem, para a maioria dessas pessoas, não existe saída. Vão defender suas ideias mesmo que tenham de causar danos a outras pessoas. Estão cognitivamente blindadas a qualquer informação que vá contra sua fé. Mas para quem não está tão cegamente preso a suas crenças, existem formas de evoluir para a verdade.

Primeiro é parar de andar com gente em estado terminal de dissonância cognitiva compulsiva obsessiva. Sai de perto, meu. Essa gente contamina os outros e tem mais é que ser ignorada.

Segundo, é colocar esses seus credos em questão. De que jeito? Bom fazendo o que a ouvinte Viviane fez, por exemplo, reunindo pessoas para discutir temas que estão quentes na sociedade. Discussões em Facebook não servem, o que ela fez é que vale: reunindo as pessoas cara a cara, quando os valentões de Facebook ficam pianinhos, pianinhos… e quando ideias podem ser anunciadas, discutidas e questionadas.

Mas para isso as pessoas precisam conhecer e acreditar no poder do diálogo aberto. Ele não resolve os problemas de ataques, de haters e dissonância cognitiva, mas ajuda a ter discussões mais produtivas.

E o primeiro e fundamental passo é: entender de onde vem seu interlocutor. Aprender a ouvir as pessoas para entender de onde elas vêm. E ao compreender de onde elas vêm, podemos conduzir a conversa para que elas concordem conosco em algum ponto.

Neste Natal, por exemplo, na reunião de família, eu conhecia cada uma das bombas presentes. Sabia o tamanho do pavio de cada uma e as palavras-gatilho que as fariam explodir. As tias e primas ficavam alucinadas cada vez que alguém falava em política. Na primeira provocação que me chegou com um “cadê o Queiróz”, respondi com “tem de ser encontrado, ouvido e, se for culpado, preso. Concorda?” Isso obrigava o provocador a dizer “Concordo”, o que basta para desarmar os ânimos e mudar completamente a discussão. Sabe o que é isso? Aristóteles…

Aristóteles dividiu muuuuuuito tempo atrás a arte da retórica em três partes: ethos, pathos e logos.

Ethos é o termo que os gregos usavam para “personagem”. Trata da forma como o orador se comunica pelo tom e estilo da mensagem. Mas também é o apelo ético do argumento, que representa credibilidade. Se a pessoa que expõe os argumentos tem credibilidade, é confiável e respeitada e consegue deixar clara sua integridade e posição de autoridade, o primeiro passo fundamental está garantido.

Logos é a palavra grega para “lógica”. Trata do apelo do intelecto, é a lógica argumentativa, sem a qual os argumentos não se sustentam. Um argumento que une razão e opinião é poderoso.

E pathos, que é a palavra grega para “sofrimento” ou “experiência”, que trata do impacto emocional ou imaginativo de um argumento. É onde estão os valores e as crenças e por isso é fundamental entender de onde vem o interlocutor. Que tal?

Filosofia
Noel Rosa

O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia

Ah, o grande MPB4 aqui com um clássico de Noel Rosa, FILOSOFIA. O álbum, Feitiço Carioca é de 1987, a composição é de 1933, mas podia ter sido composta ontem…

Vamos ao caso da Ciça, que trabalha comigo há 11 anos e quer ver o capeta mas não quer ver o Bolsonaro. Pra Ciça, Lula é sim uma alma honesta que vaga pelo Brasil. Eu já podia ter pulado na garganta dela, mas há muito tempo fui ver de onde ela veio. Ela estava lá no ABC no final dos anos 70 quando Lula surgiu, participou de todos os movimentos de resistência da época, não só viu como lutou para que tudo aquilo nascesse e frutificasse. E ainda não viveu nenhum processo de revisão de seus valores, pelo contrário. É, portanto, natural que ela se comporte como se comporta e se eu não reconhecer isso, se não souber do Pathos, só me resta quebrar os pratos… sacou? Jamais teríamos um diálogo aberto, como temos, se não tivéssemos em primeiro lugar compreendido de onde cada um vem. Isso não significa concordar com as opiniões um do outro, mas compreender porque pensamos como pensamos.

Ô Lalá, isso aí no fundo o que que é? Não é Gene Vincent? Por que essa música?

Be-bop-a-lula
Gene Vincent

Hey!

Weeeeell, i’m saying.
Be-bop-a-lula she’s my baby,
Be-bop-a-lula I don’t mean maybe.
Be-bop-a-lula she’s my baby
Be-bop-a-lula I don’t mean maybe
Be-bop-a-lula she’s, she’s, she’s my baby love,
My baby love, my baby love.

Well she’s the girl in the red blue jeans.
She’s the queen of all the teens.
She’s the one that I know
She’s the one that loves me so.

Saying!

Be-bop-a-lula she’s my baby,
Be-bop-a-lula I don’t mean maybe.
Be-bop-a-lula she’s, she’s, she’s my baby love,
My baby love, my baby love.

Yeah, well!
I’m going now!
Yeh say hey!

She’s the girl that gots that beat.
She’s the woman with the flyin’ feet.
She’s the one that walks around the store.
She’s the one that gets me more more more.
Saying!

Weeeeell, i’m saying.
Be-bop-a-lula she’s my baby,
Be-bop-a-lula I don’t mean maybe.
Be-bop-a-lula sheeee’s my baby
Be-bop-a-lula I don’t mean maybe
Be-bop-a-lula she’s, she’s, she’s my baby love,
My baby love, my baby love.

Be-Bop-A-Lula

Bem be-bop-a-lula ela é meu bebê,
Be-bop-a-lula eu não quero dizer talvez.
Be-bop-a-lula ela é meu bebê
Be-bop-a-lula eu não quero dizer talvez
Be-bop-a-lula ela é meu bebê,
Meu amorzinho, meu amorzinho.

Bem, ela é a garota no jeans vermelho e azul.
Ela é a rainha de todas as adolescentes.
Ela é aquela que conheço
Ela é aquela que me ama muito.

Say be-bop-a-lula ela é meu bebê
Be-bop-a-lula eu não quero dizer talvez
Be-bop-a-lula ela é meu bebê
Be-bop-a-lula eu não quero dizer talvez
Be-bop-a-lula ela é meu bebÊ,
Meu amorzinho, meu amorzinho.

Bem, ela é aquela que tem o ritmo
Ela é aquela com os pés voadores
Ela é aquela que caminha pela loja
Ela é aquela que tem sempre mais mais mais.

Bem be-bop-a-lula ela é meu bebê,
Be-bop-a-lula eu não quero dizer talvez.
Be-bop-a-lula ela é meu bebê
Be-bop-a-lula eu não quero dizer talvez
Be-bop-a-lula ela é meu bebê,
Meu amorzinho, meu amorzinho.

Tá bom… tá bom… vai…

Em política, quando não discutimos o caráter do candidato, falamos sobre ações específicas, que avaliamos conforme nossos próprios credos, objetivos e repertório de experiências. E nosso interlocutor está fazendo o mesmo. Bolsonaro indicou um Ministro do Meio Ambiente que tem uma condenação por improbidade administrativa. Para mim, foi uma condenação por motivos ideológicos claros, que nada tem a ver com o resultado prático de suas ações. Aliás, tomara que ele tenha outras condenações como essa, que vai ser um sinal de que está fazendo um bom trabalho. Para a Ciça o sujeito é um condenado, que tem de ser imediatamente defenestrado do ministério, pois vai entregar o meio ambiente para as grandes corporações.

Eu avalio conforme meus credos e valores. Ela avalia conforme os dela. E nesse diálogo, não estamos falando, mas atropelando um ao outro e mostrando para nossa tribo que somos os caras!

Assim jamais teremos um “concorda comigo?”.

Mas… eu e a Ciça queremos um técnico no Ministério. Eu e a Ciça queremos que bandidos paguem pelos malfeitos. Eu e a Ciça queremos que a exploração do meio ambiente seja feita com respeito, bom senso e dentro da lei. Eu e a Ciça queremos que o ministro seja transparente.

O esforço seria de tentar combinar nossas duas visões… só para descobrir que temos muito mais pontos de concordância que de discordância.
Eu ela deveríamos parar de querer aparecer para nossas tribos; compreender as ideias do lado oposto; mostrar que as ideias de nosso lado não são tão más quanto o outro pensa; mostrar que as ideias do outro lado talvez não tenham o resultado que o outro lado pensa que terão; e manter o diálogo em algo nível.

Olha cara! Não é fácil, viu? Mas olha o que pode acontecer se a gente agir assim:

Primeiro, ambos os lados sentirão que foram compreendidos.

Segundo, cada lado poderá compreender que se modificar um pouco suas ideias, talvez acomode a proposta do outro.

Terceiro, ficará claro que temos os mesmos objetivos, mas discordamos sobre forma como as coisas funcionam.

Quarto, mas isso só vai acontecer se a discussão não ficar no território dos valores e sim das experiências práticas. Se a discussão é sobre quem é mais ladrão, já virou perda de tempo. A discussão tem de ser sobre o que é que funciona aqui e agora.

No final, nem a Ciça vai virar conservadora, nem eu vou virar esquerdista. Nós apenas concordamos sobre uma prática que pode atender a todos.

Não seria lindo se o mundo funcionasse assim, hein? Com diálogo aberto e vontade de conciliar, cara?

É… Vai sonhando…

Que delícia… eu não resisti, eu tive de terminar o programa com FILOSOFIA do Noel Rosa outra vez, mas agora com a Mart’nália. Não ficou o máximo isso aí, hein?

Olha, este programa aqui foi feito pra dar uma pincelada na questão do diálogo aberto. Ele pode ser a solução para quem tem maturidade suficiente e não quer mais perder tempo com mimimi, nhémnhémnhém e babaquices de mídias sociais, xingamento cara, que saco. O problema é que a quantidade de adultos que continuam na adolescência é gigantesco, cara. É impossível diálogo aberto em mídias sociais. Só em ambientes controlados. Um exemplo é o grupo do Telegram da Confraria Café Brasil, frequentado pelos assinantes do Premium. Lá o bicho pega cara, mas não tem baixaria. É no diálogo aberto.

E tem a ouvinte Viviane que criou o seu Café Filosófico, com a intenção de crescer na discussão. Você ouviu, hein? Eu quero crescer ao discordar de meu interlocutor, com o ethos, o logos e o pathos do tio Aristóteles.

Quem sabe um dia seremos a maioria.

Com o conciliador Lalá Moreira na técnica, a Ciça Camargo que, apesar de petista é minha amiga, na produção e eu, este monumento ao diálogo, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Viviane, Mart´nália. MPB4, Trash Pour 4 e Gene Vincent.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br.

Você gostou do conteúdo do Café Brasil? Já pensou ele ao vivo em sua empresa? Acesse lucianopires.com.br e conheça minhas palestras. Quem assiste não esquece!

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/648.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase do escritor Truman Capote:

Uma conversação é um diálogo e não um monólogo. Por isso há tão poucas boas conversações: devido à escassez, dois transmissores inteligentes raramente se encontram.