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647 – Father Hunger

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Luciano Pires -
Download do Programa

Quanta gente perdida e desorientada, quanta carência, quanta falta de autoridade e de liderança… Olha, não sei você, mas eu acho que grande parte dos problemas que hoje enfrentamos é por falta de pais. Sim, pai, o cara que, junto com sua mãe, fez você. 

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: a transcrição deste programa você pode baixar acessando portalcafebrasil.com.br/647.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Ronaldo.

“Olá Luciano. Eu me chamo Ronaldo. Estou falando de Campina Grande na Paraíba, onde estudo psicologia e também um curso de formação em família e casal. 

Luciano: eu conheci o seu trabalho através do livro Brasileiros Pocotó, onde me apaixonei pela linguagem clara, precisa, coesa e emocionante na qual você fala e através do livro me perguntei: quem é esse maluco? Precisava conhecer ele de todo jeito, então foi através daí que conheci os seus podcasts, né? Onde a cada dia em que baixo, em que escuto um trabalho, eu adoro. Estou realmente em estado de epifania. Ok, Luciano? Muito obrigado por seu trabalho. Muito obrigado mesmo, valeu! 

Bom Luciano: eu lanço uma desafio pra você que seria fazer um podcast sobre a paternidade. A função do pai na contemporaneidade, sei que não é um assunto muito fácil mas, é um assunto urgente, é um assunto que deve ser debatido com bastante êxito, com bastante qualidade, que é isso que você faz. 

Um grande abraço e mais uma vez, queria parabenizar o seu trabalho.”

Muito bom, Ronaldo. Olha, chegou pelo Brasileiros Pocotó, que foi publicado em 2004 e continua cada dia mais atual, cara! Vou aceitar seu desafio, viu?. Falar de paternidade em 30 minutos é muito pouco, mas eu acho que dá pra começar…

Muito bem. O Ronaldo também receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

Você já sabe que boa parte dos resultados da DKT é revertida para ações sociais de combate às doenças sexualmente transmissíveis e ao controle da natalidade. E também sabe que agora, para cada produto PRUDENCE que você adquirir, a DKT doará um produto igual para uma das organizações sociais com as quais ela mantém acordos. Faça assim, ó: mande uma foto com os produtos que você adquiriu para nosso whatsapp 11 96429 4746 e aguarde uma resposta com informações sobre a entrega dos produtos. Assim, cada vez que você comprar um produto Prudence, estará contribuindo ainda mais para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Meu caro Lalá: na hora do amor, seu pai te ensinou o quê?

Lalá – Usa Prudence, moleque!

Hora do Café Brasil Premium, a nossa “Netflix do Conhecimento”, que continua ajudando as pessoas a ampliar seus repertórios e refinar a capacidade de julgamento e tomada de decisão. Você sabe como, não é? Oferendo conteúdo de altíssima qualidade, numa espécie de MLA – Master Life Administration. Se você acessar p cafedegraca.com poderá experimentar o Premium por um mês, sem pagar.

De novo: cafedegraca.com 

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Conteúdo extra-forte.

Uma das séries da NetFlix que me deixou viciado foi Vikings. É espetacular na recriação da época, com lances históricos de um período que a gente pouco conhece e batalhas! Batalhas épicas… Mas uma das coisas mais fascinantes é a oportunidade de espiar a rotina de vida dos Vikings e dos Ingleses daquela época. A abertura da série mostra o herói Ragnar Lothbrok no ano de 793, saindo de uma batalha sangrenta para, na sequência, viver sua vida trivial: em sua casa, com a mulher e os filhos. Ragnar ensina o filho Björn a se comportar como um Viking:

-Está pronto pra receber seu bracelete?

– O que um homem faz? – pergunta Ragnar para o filho.

– Luta.

– E?

– Ele cuida da família dele.

– Isso mesmo

-Você cuidaria da nossa família?

-Como assim? Você cuida de nós

-Se um dia eu faltar.

Toda a série, a despeito das lutas, do girl power com mulheres fisicamente frágeis destruindo ogros com o dobro de seu tamanho, gira em torno das relações familiares e… da paternidade. Vikings é sobre Ragnar e seus filhos.  

O conceito de paternidade mudou drasticamente desde a Revolução Industrial, quando a economia passou a exigir que alguém tivesse de sair de casa pra trabalhar. Os vikings ficaram pra trás. Os homens foram os escolhidos, pois não podiam produzir o leite que sustentaria os filhos e nem tinham o talento das mães para cuidar das crianças. E logo passaram a voltar para casa apenas à noite ou nos finais de semana.  O resultado foi que a masculinidade deixou de ser definida em termos de envolvimento doméstico, do desenvolvimento das habilidades da paternidade e da arte de ser um bom marido. Masculinidade passou a ser definida pela capacidade de fazer dinheiro. Os homens pararam de fazer as tarefas domésticas, tornando-se o pai provedor, a figura que ficava fora e trazia coisas para a família em vez de trabalhar em casa com a família. Isso fez com que os pais encontrassem outros papeis para desempenhar quando retornassem para casa. O pai disciplinador. Quantas vezes você ouviu sua mãe dizer, em tom de ameaça: “Espere até seu pai chegar em casa!”. Ou então o pai como o ouvinte: “Conte para o papai o que você fez hoje.”

Assim, a sociedade passou a valorizar os pais capazes de produzir riqueza, enquanto tratava como fracassados aqueles que não conseguiam mostrar sua capacidade de gerar valor e a riqueza. A posição dos pais na família deixou de ser determinada por quão bem eles funcionavam como pais, mas passou a ser pelo status que a sociedade lhes dava. Poucos homens eram capazes de se tornar os ricos e poderosos, a maioria simplesmente fracassava. E aqueles poucos passaram a ser ultra valorizados.

Com as novas atribuições do homem como provedor, ele trocou os valores familiares pelos valores do trabalho. O trabalho rapidamente deixou de ser algo que ele fazia em prol da família para se transformar no trabalho em prol do trabalho. Ele queria mais, precisava mais, e nunca relaxava quando atingia um patamar de sucesso. Queria mais. Ele buscava a aprovação e adoração de seus colegas e da sociedade. E o pai se tornou seu trabalho. O homem trabalhador, com a família em segundo plano. O homem saiu da família para conquistar o mundo. A sociedade decidiu que o papel das mulheres seria criar os filhos e dos homens, buscar o sustento.

Os filhos e filhas começaram a crescer separados dos pais, o que não seria problema se tios, irmãos mais velhos, primos e avós estivessem por perto para modelar a masculinidade das crianças. Justamente num momento da história em que as grandes famílias começaram a se dividir em pequenos núcleos de marido, mulher e filhos, que eram excelentes para a sociedade industrial. Esses pequenos núcleos familiares precisavam de mais casas, mais móveis, mais tudo. E podiam ser movidas com facilidade. Assim, nada mais podia se interpor entre o homem e seu trabalho. As empresas passaram a atrair os homens para outra família:  família do trabalho, ficando a família de sangue em segundo plano. E o homem que não aceitasse essa regra era penalizado da mesma forma que as mulheres ainda são quando priorizam o papel de mães.

E pronto. Para as crianças o modelo estava criado: o homem é seu trabalho e a família não deveria esperar dele mais que isso.

Temos então milhões de garotos e até mesmo homens feitos numa busca frustrante pelo pai perdido. Muitos deles enchendo as prisões, incapazes de serem homens de verdade para uma mulher, separando-se a qualquer incomodação, outros na guerra do trabalho, querendo cada vez mais, na esperança de que ter mais os fará se sentirem melhores. Sem contar os ogros, grossos e incivilizados… Todos sofrendo do que os norte americanos chamam de Father Hunger, a Fome Pelo Pai.

Eternos adolescentes, esperando que papai lhes abençoe para serem considerados homens.

Aliás, esse tema tem sido extensamente tratado por Jordan Peterson, que eu trouxe no Café Brasil 608 – As doze regras para a vida.

Esses adolescentes eternos são displays de dores, se metem em confusões, se machucam, praticam ações que fazem mal a si mesmos, como aquela criança que quer chamar atenção do pai que tem que lhes ensinar como ser um homem crescido. E esses adolescentes olham em volta e veem o quê? Outros adolescentes, tão perdidos quanto. E um ensinando o outro sobre uma realidade que desconhecem. Criam uma espécie de espiral da ignorância, que amplia seus fantasmas e cria uma realidade virtual que nada tem a ver com realidade da vida. Chegam nas empresas como se chegassem em suas casas, apenas para ficarem magoados com qualquer atitude ou resposta que não atenda suas querências.

-Paiêêêêê…Manhêêêêê!!!

Muito bem. Em 200 anos saímos de uma overdose de paternidade para a escassez de paternidade. As mães continuam aí, tá faltando é pai…

Por muito tempo eu defendi o “tempo de qualidade”. Cada vez que minha esposa exigia que eu passasse mais tempo com as crianças, minha resposta era: não é a quantidade do tempo que passo com elas, mas a qualidade… Eu só fui descobrir muito mais tarde que passar mais tempo com eles faria ainda mais bem para mim do que para eles. Brincar com eles me faria reviver momentos de minha infância… Mas eu estava ocupado demais trabalhando, cara!

Pois então… Essa discussão vai bem longe, especialmente nestes tempos de girl power galopante, com uma pressão quase insuportável para que os homens abram mão de sua masculinidade, de seu lado ogro, para se tornarem sensíveis e delicados.

Pois é… só que sensível e delicado não dá pra ser Viking. 

Eu reconheço que sou um grosso
Gildo de Freitas

Me chamam de grosso, eu não tiro a razão;
Eu reconheço a minha grossura;
Mas, sei tratar a qualquer cidadão,
Até representa que eu tenho cultura;
Eu aprendi na escola do mundo,
Não foi falquejado em bancos colegiais;
Eu não teve tempo de ser vagabundo,
Porque quem trabalha vergonha não faz.
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárararára
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárararára
Eu trabalhava, ajudava meus pais,
Sempre levei a vida de peão;
Porque no tempo que eu era rapaz…
Qualquer serviço era uma diversão;
Lidava no campo cantando pros bichos,
Porque pra cantar eu trouxe vocação;
Por isso até hoje eu tenho por capricho…
De conservar a minha tradição.
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárararára
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárararára
Eu aprendi a dançar aos domingos…
Sentindo o cheiro do pó do galpão;
Pedia licença apeava do pingo…
E dizia adeus assim de mão em mão;
E quem conhece o sistema antigo,
Reclame por carta se eu estou mentindo;
São documentos que eu trago comigo,
Porque o respeito eu acho muito lindo.
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárararára
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárararára
Minha sociedade é o meu CTG,
Porque nela enxergo toda a antiguidade;
E não se confunda eu explico por que…
Os trajes das moças não são à vontade;
E se, por acaso, um perverso sujeito,
Querer fazer uso e abusos de agora…
Já entra o machismo impondo respeito…
E arranca o perverso em seguida pra fora.
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárarará
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárarará
Ô mocidade associem com a gente,
Vá no CTG e leve um documento;
Vão ver de perto o que dança os decente,
E que sociedade de bons casamentos;
Vá ver a pureza, vá ver alegria,
Vá ver o respeito dessa sociedade;
Vá ver o encanto das belas gurias,
Que possam lhe dar uma felicidade.
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárarará
Lalará, rarará, Lalará, rarará, Lararárararárarará

Rararara Eu Reconheço que sou um grosso, com o gaúcho Gildo de Freitas.Essa é um clássico,cara. Tem um trechinho dessa letra que é um delícia:

Minha sociedade é o meu CTG,
Porque nela enxergo toda a antiguidade;
E não se confunda eu explico por que…
Os trajes das moças não são à vontade;
E se, por acaso, um perverso sujeito,
Querer fazer uso e abusos de agora…
Já entra o machismo impondo respeito…
E arranca o perverso em seguida pra fora.

Tá vendo hein cara? Não é um Viking defendendo suas mulheres,hein?

É… Us progreçista pira…

Olha, ao falar da relação entre pais e filhos não tem como não lembrar aqui de uma daquelas canções que marcam a gente para o resto da vida. O nome é Father and Son, o artista é Cat Stevens, e a letra diz assim:

Não é hora de fazer uma mudança
Apenas relaxe, acalme-se
Você ainda é jovem, essa é a sua culpa
Tem muita coisa pra você aprender
Encontre uma garota, fique com ela
Se você quiser pode até se casar
Olhe pra mim, eu estou velho
Mas eu estou feliz
Eu já fui como você é hoje
E eu sei que não é fácil
Ficar calmo quando você percebe
Que tem alguma coisa acontecendo
Mas tudo bem, vá no seu tempo, pense muito
Pense em tudo que você conquistou
Porque você ainda estará aqui amanhã
Mas seus sonhos, talvez não
Como posso tentar explicar
Quando eu tento, ele se afasta outra vez
E é sempre a mesma
A mesma velha história
No momento em que eu podia falar
Me mandam escutar
Agora tem um jeito, e eu sei
Que eu tenho que partir
Eu sei que tenho que ir
Não é hora de fazer uma mudança
Apenas relaxe, acalme-se
Você ainda é jovem, é culpa sua
Há tantas coisas pelas quais você ainda tem de passar
Encontre uma garota, fique com ela
Se você quiser você pode se casar
Olhe pra mim, eu estou velho
Mas eu estou feliz
Todas as vezes que eu chorei
Mantendo tudo que eu sei aqui dentro de mim
E é dificil, mas é ainda mais dificil
Ignorar
Se eles estivessem certos, eu concordaria
Mas são eles, eles sabem, não eu
Agora tem um jeito e eu sei
Que eu tenho que partir
Eu sei que tenho que ir

Father and son
Cat Stevens

It’s not time to make a change
Just relax, take it easy
You’re still young, that’s your fault
There’s so much you have to know
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me, I am old
But I’m happy

I was once like you are now
And I know that it’s not easy
To be calm when you’ve found
Something going on
But take your time, think a lot
I think of everything you’ve got
For you will still be here tomorrow
But your dreams may not

How can I try to explain
When I do he turns away again
And it’s always been the same
Same old story
From the moment I could talk
I was ordered to listen
Now there’s a way and I know
That I have to go away
I know I have to go

It’s not time to make a change
Just sit down and take it slowly
You’re still young that’s your fault
There’s so much you have to go through
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me, I am old
But I’m happy

All the times that I’ve cried
Keeping all the things I knew inside
And it’s hard, but it’s harder
To ignore it
If they were right I’d agree
But it’s them they know, not me
Now there’s a way and I know
That I have to go away
I know I have to go

Não tem uma vez que eu ouço essa música e não me emociono… Bem, a primeira parte deste programa foi pura provocação. Aliás, menprovocation, manexplaining, manopression, não foi, hein? Devo ter incomodado um monte de gente que tem ouvidos sensíveis, né? Então deixa eu recorrer ao mestre Rubem Alves, pra dar uma aliviada, oha só.

Gibran Khalil Gibran escreveu, no seu livro O Profeta, um texto dedicado aos filhos. Não sei de cor suas precisas palavras. Mas vou tentar reconstruí-las. É aos pais que ele se dirige. “Vossos filhos não são vossos filhos. Vossos filhos são flechas. Vós sois o arco que dispara a flecha. Disparadas as flechas elas voam para longe do arco. E o arco fica só.“

Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem a solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar.

Assim é na natureza. Assim é com os bichos. Deveria ser conosco também. Mas não é. Quem é pai tem o coração fora de lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha, clandestino, no corpo do filho. Dito pela Adélia: “O pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.“ Dito pelo Vinícius, escrevendo ao filho: “Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua…“

Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora.

Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.

Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…

Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…

Sina
Patativa do Assaré
Fagner

Eu venho desde menino
Desde muito pequenino
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhor

Não nasci pra ser guerreiro
Nem infeliz estrangeiro
Eu num me entrego ao dinheiro
Só ao olhar do meu amor

Carrego nesse meus ombros
O sinal do Redentor
E tenho nessa parada
Quanto mais feliz eu sou

Eu nasci pra ser vaqueiro
Sou mais feliz brasileiro
Eu num invejo dinheiro
Nem diploma de doutor

Ah… com a eterna SINA, poema de Patativa do Assaré que Fagner musicou, aqui numa gravação de sobra de estúdio de 1972 que a gente vai saindo assim…meio nostálgico, não é?

E aí? Ficou confuso? Ou só nervosa? Quem sabe emocionado? Talvez emocionada… Será este aqui é um programa machista? Ou será saudosista? Talvez reacionário? Conservador? Ache o que você quiser. Eu dedico este programa a dois Vikings, meu pai e meu filho. Um me passou um legado. O outro o levará adiante…

Com o paizão Lalá Moreira na técnica, a tia avó que é também tio avô Ciça Camargo na produção e eu, que acho que os filhos crescem depressa, depressa demais, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Ronaldo, Rubem Alves, Gildo de Freitas, Cat Stevens, Raimundo Fagner e… Ragnar Lothbrok e seu filho Björn.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br.

Gostou do conteúdo do Café Brasil? Já pensou ele ao vivo em sua empresa? Acesse lucianopires.com.br e conheça minhas palestras. Quem assiste, eu garanto cara, não esquece!

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/647

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase de Robert Brault

O problema do aprendizado para ser pai é que os filhos são os mestres.