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Luciano Pires -
Download do Programa

Quando três anos atrás lancei o conceito da Confraria Café Brasil, convidando as pessoas que curtiam meu podcast para que fizessem uma assinatura mensal no valor de dez reais, fui muito criticado. Um dos críticos ficou alucinado, pois eu respondi com elegância e reduzi seus argumentos a pó. O sujeito então passou a me perseguir nas mídias sociais e eu o bloqueei onde pude. Não contente, começou a comentar em outros podcasts onde participei, no Youtube e outros canais que não posso bloquear. E desde então, periodicamente me envia e-mails ofensivos, me chamando de mendigo, com palavrões e todas aquelas atitudes próprias dos psicopatas. É um hater, o sujeito que odeia. No e-mail mais recente dele, entre as ofensas, me falava para procurar o efeito Genovese. Não entendi muito bem o que ele quis dizer, mas fui ver e o resultado foi o Café Brasil 612 – O Efeito Genovese, um podcast delicioso, que só surgiu por causa daquele sujeito que me odeia e escreve me ofendendo. Em vez de ficar nervoso, eu reenquadrei o hater. Recebo seus e-mails sob outra perspectiva, a do desafio. Eu não vejo a hora de receber outro e-mail dele me ofendendo para gerar mais coisas legais. Sacou? Reenquadre o otário e ele vira ouro. Reenquadre a ameaça e ela vira inspiração.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas para complementar aquelas reflexões que o Café Brasil provoca. Baixe gratuitamente em portalcafebrasil.com.br/614.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Tiago, de Indaiatuba.

“Bom dia, Luciano. Eu sou o Tiago de Indaiatuba, São Paulo e acabei de ouvir o podcast 071, que você me enviou pelo WhatsApp, obrigado por isso, obrigado por essa dedicação, por esse coração.

Eu vi esse podcast aqui, Reenquadrado o hater e eu achei fantástico. Eu quero dizer pra você, que isso possa de repente encorajar, que essa visão tua é uma visão para o momento de hoje que nós estamos passando. Talvez os nossos políticos, os nossos governantes enxergassem dessa forma, tivessem a visão, não no limão, mas na limonada, a gente estaria bem melhor, o nosso sistema de governo estaria bem melhor. 

Hoje, com este podcast você me motivou, me impulsionou. Eu tenho essa visão já muito forte no meu coração, mas eu tenho certeza que eu preciso fazer mais e que eu posso fazer mais. 

Então, eu quero agradecer por isso, porque isso me trouxe vida agora cara, me trouxe vida mesmo,  trouxe vida pra minha mente, trouxe vida pro meu coração e eu vou compartilhar disso, pode ter certeza, que eu vou compartilhar desse trabalho, eu vou compartilhar de tudo que você está gerando em mim. 

Então, muito obrigado, quero deixar aqui a minha humilde contribuição aí pra você e dizer que a gente está fazendo algo muito parecido aqui em Indaiatuba, queria que você tivesse oportunidade de nos conhecer, a gente trocar umas ideias e trocar também as nossas dores. Acredito que muitas das tragédias da nossa vida, se nós olharmos com os bons olhos, que é muito difícil, por causa da dor, por causa de tudo que a tragedia traz, né? De tudo que a crítica traz, ela pode transformar isso em destinos, né? Isso pode ser o destino da nossa vida.

Então, acredito muito do que você colocou desse podcast hoje, acredito muito, meu coração já ferve há muito tempo por isso e a gente luta pra estar fazendo, né? Eu não estou falando de algo único, estou falando de algo compartilhado. Estou falando de algo que possa gerar vida no coração de outras pessoas, assim como você. Beleza? Cara! Sou muito grato por isso, obrigado por tudo, abraço na família do Café Brasil”.

Grande, Tiago! É a pedrinha no lago fazendo ondas, inspiração e ação. É isso a alma do meu negócio, cara! Eu fico feliz que você tenha mordido a isca, viu? #tamosjuntos!

Muito bem. O Tiago receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

Quem distribui os produtos Prudence é a DKT, que pratica o marketing social. Boa parte de seus lucros são destinados para ações em regiões pobres em todo o mundo, para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  Cada vez que você compra um produto Prudence, está contribuindo para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil.

Luciano – Lalá, vem cá! Quando você está meio tristinho assim, acabadinho, na hora do amor você faz o que?

Lalá – Eu uso preservativo Prudence, mas aquele que brilha no escuro!

Luciano – Muito bem!

Olha só, você que está ouvindo este podcast e gosta do conteúdo que é gratuito, imagine o conteúdo do Café Brasil Premium meu, que é pago. Na nossa Netflix do conhecimento você escolhe o tema que interessa e faz uma jornada por sumários de livros, vídeos, e-books, podcasts. Tudo com a linguagem provocativa e bem humorada que você já conhece, no momento e do jeito que você quiser. Meu, vamos nessa, hein?

cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo extra-forte.

Vamos lá então. Na abertura desse programa você ouviu parte do texto do podcast Cafezinho, que eu envio toda semana por WhatsApp, para mais de três mil pessoas. Você quer receber é? Acesse: bit.ly/assinecafezinho e receba toda segunda e sexta feira. Falei do cara que me ataca todo mês com ofensas.

Tudo começou em 2015, com o Podcast Café Brasil 451 – A Revolução, portalcafebrasil.com.br/podcasts/471-a-revolucao/ , no qual eu falei de uma tendência da monetização de várias formas de distribuição de informação, inclusive podcasts, de serem financiadas pelos consumidores. Aquele foi o programa que deu a partida para o surgimento da Confraria Café Brasil e, na sequência, o Café Brasil Premium. Na área de comentários apareceu um sujeito já classificando a ideia como mendicância. Retruquei, o sujeito subiu o tom e a coisa descambou. Bloqueei o cara, mas ele continuou e o resto você já sabe.

O que aconteceu de lá para cá é que a realidade mostrou que eu estava certo, que o caminho das assinaturas recorrentes é irreversível e representa, sim, uma revolução tanto para quem produz quando para quem consome conteúdo.

Mas o otário lá continua mandando ofensas…

Mas vamos então ao que interessa neste programa, que é do limão fazer a limonada. No começo dos anos 1970 apareceu um termo que anos mais tarde ganhou espaço nas teorias de gestão e que pegou, bicho: resiliência.

Uma das primeiras pessoas a usar o termo foi a psicóloga norte-americana Emmy Werner, que desenvolveu um trabalho em Kauai, no Havaí. Kauai era muito pobre e diversas crianças cresceram em lares nos quais os pais bebiam, tinham problemas mentais e/ou então estavam desempregados. Emmy reparou que dois terços das crianças que cresciam nesse ambiente, desenvolviam comportamentos destrutivos na adolescência e juventude, como uso de drogas, desemprego crônico e engravidamento. Mas, curiosamente, um terço das crianças não apresentava aqueles comportamentos. Ela chamou essas crianças de resilientes.

Ficamos assim então ó, resilientes são as pessoas que demonstram características que fazem com que sejam mais bem sucedidas que as pessoas não resilientes. É a capacidae de tomar uma porrada, assimilar, levantar e continuar em frente, cara! Apanha e levanta, apanha e levanta.

As pesquisas continuaram nos anos 1980 com crianças que também responderam muito bem apesar de terem pais esquizofrênicos.

Resiliência é, então, a capacidade de adaptação a situações diversas como mal tratos, tragédias, pobreza e, para o caso deste programa, críticas destrutivas.

Eu te amo, te amo, te amo
Roberto Carlos
Erasmo Carlos

Tanto tempo longe de você
Quero ao menos lhe falar
A distância não vai impedir
Meu amor, de lhe encontrar
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu não sei por quanto tempo eu
Tenho ainda que esperar
Quantas vezes eu até chorei
Pois não pude suportar
Para mim não adianta
Tanta coisa sem você
E então me desespero
Por favor, meu bem eu quero
Sem demora lhe falar
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
Mas o dia que eu
Puder te encontrar
Eu quero contar
O quanto sofri
Por todo esse tempo
Que eu quis te falar
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
Mas o dia que eu
Puder te encontrar
Eu quero contar
O quanto sofri
Por todo este tempo
Que eu quis te falar
Eu te amo!
Eu te amo!

Yes! O Rei Roberto, eu toco tão pouco no Café Brasil, aqui com um daqueles petardos…. Eu te amo, te amo, te amo, de Roberto e Erasmo Carlos em versão do compacto simples de 1968.

Então… Resiliência é um processo, não é uma habilidade ou um talento com o qual nascemos, é algo que a gente pode desenvolver.

Eu ia continuar o texto, mas entrou um Hammond de igreja aí no fundo, de 1968, que eu não posso deixar passar. Sobe aí Lalá.

Muito bem. Quando enfrentamos uma condição adversa, como uma crítica destrutiva, temos três opções:

  1. Explodir em raiva
  2. Implodir com emoções negativas, incapaz de reação
  3. Ficar incomodado com a situação

Quando você explode em raiva ou implode em emoções negativas, fica fácil adotar a postura de vítima e começar a culpar os outros por sua desgraça. E aí, você rejeita métodos para resolver a situação, mesmo depois que a crise passa. Quem explode ou implode escolhe reagir, e não responder à situação. Percebeu? Reagir ou responder.

Reação é o ato ou efeito de reagir, a ação oposta a outra e provocada por ela, a resistência ativa a qualquer esforço. Reagir é, portanto, a atitude provocada por um terceiro, na maioria das vezes instintiva, obedecendo a nossos circuitos das ameaças. Nos sentimos ameaçados, viramos bicho e partimos para lutar-ou-fugir. Não raro provocando uma escalada de violência.

Responder é diferente, é racional, é consciente. Quem responde se adaptando à situação, faz um recuo estratégico e contém a crise. Está sempre sob controle da situação e pode evitar a escalada de violência.

Emoções negativas provocam um desequilíbrio que dificulta resolver problemas, enfraquecendo a capacidade de resiliência. Sem contar as repercussões físicas, com o enfraquecimento do sistema imunológico que aumenta a vulnerabilidade à doenças.

Só o item três, que é ficar incomodado com a situação, é capaz de promover o bem-estar. Pessoas resilientes são capazes de, ao se verem incomodadas com a situação, se adaptar a ela de forma a superá-la.

Pesquisas indicam que o ideal é reunir fatores protetivos para ampliar a capacidade de resiliência. Esses fatores vêm do apoio da família, da escola, dos amigos, das comunidades e das políticas sociais.

Não há nada de inevitável na forma como seu cérebro responde a uma situação em particular. Sabe aquela história da Gabriela, eu nasci assim, eu serei sempre assim, não é bem assim, cara! especialmente diante da uma ameaça. O seu cérebro pode ser esperto e poderoso, mas também é surpreendentemente ingênuo e impressionável. É a sua forma de ver as coisas que vai determinar a sua capacidade de resiliência.

E tudo começa com sua autoimagem. Se você não confia em sua capacidade de superar as situações adversas, quem é que vai confiar, hein?

E sua autoimagem, assim como o seu cérebro, podem ser comparados a músculo. Você quer ter uma boa autoimagem? Exercite-se! Se a sua disposição para o otimismo está atrofiada, exercite-a! Contabilize as coisas boas, saboreie seu sucesso, aprecie a gratidão. Isso é um processo de construção de confiança que é fundamental para você desenvolver a resiliência. Pô meu, me disseram que eu sou um mendigo, que eu sou incompetente, que eu sou burro… mas eu sei que não sou um mendigo, cara! Não sou incompetente. Eu também não sou burro.

Mas se me você me xingar de careca, sou inteligente o suficiente para reconhecer que sim cara, eu sou careca!

Para reunir os fatores protetivos, procure apoio de alguém que você respeita. De sua tribo, sua turma, da pessoa amada, do amigo, do chefe, de alguém que você admira. Um voto de confiança da pessoa certa pode mudar tudo.

Se você assistiu O Destino de uma nação, o filme que deu a Gary Oldman o Oscar pela interpretação de Winston Churchill,  vai um spoiler aqui, quem assistiu vai se lembrar de um momento chave. Num momento do filme, está dando tudo errado cara, os alemães estão prestes a invadir a Inglaterra. O Primeiro Ministro Churchill está sendo pressionado a fazer um acordo de paz submetendo-se a Hitler. Políticos adversários estão pressionando, milhares de soldados ingleses estão morrendo e Churchill está sozinho num quarto mal iluminado, desarrumado, descabelado. Está questionando a si mesmo, cara. Ele é a expressão da derrota.

De repente, ninguém menos que o Rei George VI chega para visitá-lo. Ambos têm uma relação muito tensa, Churchill sabe que o rei não gosta dele e se prepara para ser massacrado. Mas surpreendentemente o rei diz a Churchill que estava com ele e que dava todo suporte. Começa naquele momento a virada na história. Tá certo, aquela cena é uma liberdade criativa, assim como a cena do metrô, que nunca aconteceu na realidade, mas ilustra muito bem o ponto: uma palavra de apoio da pessoa certa muda completamente a situação. E cara! Preste atenção, ó! Para muita gente, essa pessoa certa pode ser você.

Alguns estudos mostram também outros fatores que ajudam a sustentar a resiliência, como

– A habilidade para fazer planos realistas e a capacidade de seguir os passos para realizá-los. Planos realistas, cara, sem loucura, nada de planos doidos que estão além do alcance ou de sua habilidade de realização. Outro ponto.

– Confiança em seus pontos fortes e habilidades. Naquilo que você estudou, praticou, pesquisou, experimentou. Mais um ponto.

– Habilidades de comunicação e de resolução de problemas. Sim cara, você sabe se expressar e tem visão de causa e consequência, né? Assinou o Café Brasil Premium e está ampliando seu repertório e desenvolvendo sua capacidade de julgamento e tomada de decisão, olha só! Por fim.

– A habilidade de controlar seus impulsos e emoções. Sacou? Quem manda é você e não é o lagarto que mora aí dentrode você.

Controle-o.

Bom. Você que está apanhando da vida aí, a Associação Americana de Psicologia recomenda 10 dicas para aumentar a resiliência. Lá vão elas, ó:

  1. Mantenha bom relacionamento com sua família, amigos e outros;
  2. Evite tratar crises ou situações de estresse como problemas intoleráveis. Cara, isso é mais um problema a ser vencido!
  3. Aceite as circunstâncias que não podem ser mudadas;
  4. Crie objetivos realistas e mantenha-se na direção deles. Os norte-americanos chamam de momentum… movimento. Não deixe ficar parado, cara. Mova-se, de preferência na direção do objetivo.
  5. Tome ações decisivas em situações adversas. Ficar esperando, cara, deixar pra depois, a procrastinação só piora as coisas.
  6. Aprenda com as perdas e fracassos. Quebrou a cara? E aprendeu o que com isso, hein?
  7. Desenvolva a autoconfiança. Mas como, hein? Bem, comece aumentando seu repertório. Por exemplo, ouvindo podcasts que valem a pena.
  8. Mantenha uma perspectiva de longo prazo e trate a situação estressante como apenas um evento dentro de um contexto maior. Meu, essa merda aí uma hora vai passar! O que é que posso fazer para que passe mais rápido, hein?
  9. Mantenha o pensamento positivo, visualize o que você deseja.
  10. Exercite-se.

Cara, quando você era criança, eu aposto que encheu o saco do seu pai e da sua mãe ou de algum outro adulto com perguntas, não é? A sua curiosidade era infinita. Você era um buraco negro devorando informações. Conforme foi crescendo, diminuiu o ritmo das perguntas, até chegar num ponto da vida em que demonstrar curiosidade se transformou em sinônimo de fraqueza, de ignorância, de estupidez. Ué, se você é o fodão, como é que pode ter dúvidas, hein?

Sem curiosidade, sem uma mente questionadora, você passará seus dias usando as mesmas limitadas informações de que dispõe, que levam às mesmas velhas respostas que, um dia serviram. Mas talvez não sirvam mais.

Pois a resiliência tem a ver exatamente com sua abertura para novas ideias, com a ampliação da sua capacidade de produzir intencionalmente emoções positivas, que lhe ajudam a construir confiança para enfrentar o mundo e os desafios.

Resiliência não tem a ver com emoções negativas ou com traços de neurose, com explosões de ira e vingança. Não. Resiliência não tem a ver com a vontade imediata que você tem de mandar o crítico à puta que o pariu. Resiliência tem a ver com a satisfação causada pela capacidade de dar uma volta no otário.

Pô meu, o sujeito me chamou de mendigo. Mas eu não sou mendigo. Riu da minha proposta de revolução, mas a revolução está acontecendo. Diz que eu falo como se tivesse um ovo na boca, mas a audiência continua crescendo, cara. Ele errou em tudo!

Cara, eu confio no meu taco, eu sei das minhas intenções, eu conheço a minha audiência, eu tenho meus indicadores de sucesso, eu estudei e estudo o assunto diariamente cara, eu tô certo, cacete! Não há nada na crítica pessoal que ele me faz que valha a pena, logo, que tal focar naquilo que vale a pena, hein?

Então, eu pego a dica do hater crio um podcast marcante como o Efeito Genovese.

Então eu faço do limão, uma limonada.

Tente outra vez
Raul Seixas
Paulo Coelho
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!
Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça aguenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!
Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!
Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!

Bom! É claro que eu não poderia terminar o programa sem o hino nacional à resiliência, a canção TENTE OUTRA VEZ, de Raul Seixas, num clipe da banda Sonoramente, de Campinas.

Olha, histórias como essa que eu contei no programa você encontra aos montes por aí. Talvez você mesmo já tenha vivido coisas parecidas. Fique então com a recomendação: invista em você, não perca tempo com os otários. Não transforme o ódio do hater em emoções negativas. Use-o a seu favor. E depois tire um sarro dele.

Olha! Teve gente me escrevendo aqui pra dizer: porra Luciano! Você fica falando pra não dar atenção e fica usando programas pra falar dos caras que reclamam de você e tudo mais. Falei: cara! Ainda bem. Estou transformando isso  tudo em conteúdo. Esse programa aqui é um conteúdo interessantíssimo sobre resiliência, que talvez não tivesse acontecido se eu não tivesse partido de uma crítica. Por isso eu faço questão de usar, sim. Usar as críticas neste programa aqui, é a minha forma de vence-las. tá bom?

Com esse monumento à resiliência chamado Lalá Moreira na técnica, esse poço de resiliência chamado  Ciça Camargo na produção e eu, que caio levanto, caio levanto, caio levanto, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Tiago, Roberto Carlos e o Sonoramente.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito muito, muito, mais.

Para o resumo do programa, acesse portalcafebrasil.com.br/614.

Para o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase de Charles Darwin:

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.