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608 – As 12 Regras

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Luciano Pires -
Download do Programa

Jordan Peterson é psicólogo clínico, crítico cultural e professor de psicologia da Universidade de Toronto, no Canadá. E tomou as mídias sociais de assalto com sua postura conservadora e argumentação ferina, buscando colocar um pouco de ordem na zona em que estamos vivendo. E por isso está incomodando um monte de gente, cara. Hoje vou apresentá-lo a você.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas para complementar aquelas reflexões que o Café Brasil provoca. Olha. Esse aqui é especial. Você tem que baixar, cara! Baixe gratuitamente em portalcafebrasil.com.br/608.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Bruno

“Boa noite, Luciano Pires, meu nome é Bruno Pinheiro, tenho 24 anos, estudante de rádio e televisão e atualmente locutor e também podcaster. 

Pobres mimados… acho que é… fala mais de mim, né? Que afinal, de contas, eu sou esse cara, de noventa e três. Fez um monte de escolha na vida pra sentir seguro e hoje vê que a vida não é assim, né? 

Recentemente… tenho tido muita dificuldade, né? Financeira. Parei de contribuir com o Café Brasil Premium, porque: ou é a facul ou o Café Brasil. Aí não rola. É só duas cervejinhas, que eu também não tomo, mas é isso aí. Tamo junto! Continua aí, cara! Não desiste não! Assim que der, eu volto. 

Não passo mais, nunca mais, mais de uma semana sem escutar o Café Brasil, essa porrada no estômago que você deu em mim, não fez cair meu disjuntor, deu foi um curto circuito, a voltagem foi alta, o disjuntor foi baixo, passou direto, queimou foi tudo. Não tem muita coisa que falar. Sei lá… agradecer, por fazer a gente olhar um pouquinho pro que a gente faz. Eu acho que o intuito, pegando pelo final do seu podcast, era pra escrever isso mais para os pais. Mas, eu sou filho, não sou pai ainda, isso acabou servindo como uma luva pra mim. Realmente. Obrigado, Luciano, obrigado Lalá, pela excelente plástica radiofônica e fazer estar sintonizado na rádio Café Brasil, isso é lindo e obrigado Luciano por fazer eu olhar pra dentro de mim mesmo. Vida longa e próspera ao nosso cafezinho. Abraço.

Muito bem. Outro abraço…. esse cara é você, é? Pois é… mas você já dá mostras de que a maturidade está te apontando para um caminho melhor. E aumentado a capacidade do seu disjuntor, não é? Alguém já disse que se a juventude é uma doença, ela tem cura. Você vai curtir o programa de hoje, se puder, compre o livro, meu caro, e se prepare.

Muito bem. O Bruno receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

Olha! Nós estamos armando uma confusão com a DKT aí. Já já vai ter novidade aqui. Fique esperto, viu?

Quem distribui os produtos Prudence é a DKT, que pratica o marketing social. Boa parte de seus lucros são destinados para ações em regiões pobres em todo o mundo, para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  Cada vez que você compra um produto Prudence, está contribuindo para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Lalá: o programa hoje se chama: Doze regras para a vida. Você tem uma regra hein?

Lalá – Só uma. Na hora do amor, use Prudence.

Luciano – Muito bem.

Mais um depoimento de quem assina o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”:

“Devo estar entre os cinco primeiros assinantes do Café Brasil Premium, desde então me tornei viciado no conhecimento.  Vejo um segredo por trás do material publicado no Premium, uma mensagem forte, que é o descobrimento do seu próprio método de produção e construção do intelecto, principalmente de se tornar produtivo em diversas áreas.  O que mais me cativa é a experiência dividida diretamente comigo, conhecida como “Meu Pitaco”. E o material que realizou uma profunda mudança na minha vida, foi o e-book “Ensaio sobre o Cagaço” que, como um ciclone, balançou meus alicerces.” Rafael Medeiros

É isso aí, meu caro! cafebrasilpremium.com.br. Um ciclone de conhecimento que abala alicerces.

Conteúdo extra-forte.

Uau, que delícia, cara! Eu sou capaz de ficar aqui ouvindo até amanhã de manhã. É com o som delicioso de Raul de Souza com Don’t Ask My Neighbors, não pergunte a meus vizinhos, que vamos mergulhar no programa de hoje..

Em 2016, ao lançar uma série de vídeos intitulada “Um professor contra o politicamente correto”, Jordan Peterson anunciou sua objeção a uma emenda do governo canadense ao Ato de Direitos Humanos e Código Criminal do Canadá, chamada Bill C-16. A emenda propõe o uso de pronomes recém-criados para designar preferência de gênero. Por exemplo, foi definido que um homem transexual não deveria ser chamado de “ele”, mas de “zele”, numa tradução livre de “he” e “zhe”. Jordan afirmou que não usaria esses pronomes, baseado no cerceamento à liberdade de expressão. Ele disse assim, olha: “Há uma diferença entre dizer que existem coisas que você não pode dizer e dizer que existem coisas que você é obrigado a dizer”.  É o 1984 de George Orwell na veia…

Foi um escândalo, cara. A série de vídeos atraiu críticas de ativistas transexuais, professores e sindicatos, que acusaram Peterson de fomentar a intolerância e o ódio.  A Universidade de Toronto enviou à Peterson duas cartas de advertência, observando que a liberdade de expressão deveria obedecer à legislação de direitos humanos e que a sua recusa em usar os pronomes pessoais escolhidos por alunos e professores poderia caracterizar discriminação.

Protestos contra Peterson eclodiram no campus da Universidade de Toronto e a controvérsia atraiu a atenção da mídia internacional.

Essa bagunça que você ouviu aí é um dos momentos em que Peterson tenta falar numa universidade enquanto ativistas gritam para que ele seja calado.

Existem vários desses eventos no Youtube. Eu vou colocar alguns no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br.

Bem, Jordan Peterson tornou-se o inimigo número um dos pós-modernistas, dos progressistas, das esquerdas e dos sonháticos pelo mundo  afora. Enquanto isso, sua popularidade crescia espetacularmente nas mídias sociais e programas de televisão. Com sua calma e argumentação precisas, ele destrói os adversários nos debates. Uma entrevista de Jordan no podcast de Joe Rogan é fundamental para entender seu pensamento. Também vou colocá-la no roteiro deste programa, está legendada.

Em seu segundo livro 12 Regras para a Vida – Um antídoto para o caos, Peterson conta que como psicólogo, trabalha com pacientes diagnosticados como paranoicos, que têm uma habilidade sobrenatural para perceber mentiras, manipulações ou julgamentos falsos. Isso fez com que ele redobrasse o cuidado de dizer apenas aquilo em que realmente acredita. Ele diz assim, olha: “Você precisa ouvir com muito cuidado e dizer a verdade se quiser que uma pessoa paranoica se abra pra você.” Peterson não demorou a descobrir que isso funciona com todo tipo de gente.

Bom. Resumindo: Jordan Peterson é extremamente treinado nas artes de se expressar com base em fatos. Por isso arrasa nos debates com uma calma que chega a incomodar.

E para incomodar ainda mais, Peterson é um intelectual extremamente culto, um analista cultural e comportamental com experiência prática e que usa e abusa de referências da própria natureza, biológicas, para apoiar seus argumentos.  Suas ideias o aproximam do conservadorismo, no sentido do conservadorismo que pretende garantir uma evolução segura da sociedade, baseada nas experiências e tradições mais antigas e que deram certo.

Lalá….

(vinheta do óbvio)

Bom. Pra quem não sabe ainda, essa qui é a vinheta do óbvio, a gente criou recentemente para colocar nos momentos em que eu vou dizer alguma coisa que é absolutamente óbvia.

Então vão aqui, ó: duas dicas do óbvio.

Primeira: Diferente da caricatura que seu professor de sociologia ensinou, Conservador não é o sujeito que quer manter tudo como está. Esse é o reacionário, o que não admite mudanças. Conservador é aquele que quer manter as coisas que deram certo e corrigir as que deram errado. É aquele que não entra na postura infantil de que “tudo que aí está não presta” ou de que “todo mundo é bandido”.  O conservador é aquele que sabe que o homem é imperfeito e que as melhorias acontecem aos poucos, com muito trabalho e esforço e não com uma revolução provocada pelos salvadores do mundo.

Segundo ponto: o que vai a seguir é o resumo em pouquíssimas linhas de um livro de 500 páginas, cara. 500 páginas! Você não pode tirar conclusões de um resumo, entendeu? Use-o para abrir seu apetite intelectual, se ficar curioso vá atrás do livro completo, assista os vídeos, tome contato com a obra de Jordan Peterson, até mesmo para poder contestá-la. Se você decidir ficar apenas com a caricatura, só vai fazer papel de idiota.

Vamos lá então ás 12 regras.

Eu vou mudar essa música de fundo aqui pra outro clássico, tá? Pra ficar na mesma levada. Lalá, manda aí TAKE FIVE, com Dave Brubeck.

Não me larga solto com esses clássicos aí, que vai tocar o tempo todo, cara!

Olha! Uma dica aqui antes deu eu começar com as 12 regras aqui, a seguinte: o Jordan Peterson, quando ele começou escrever o livro ele colocou na cabeça dele que ele ia fazer um livro de auto ajuda. E ele diz isso o tempo todo. Meu livro é um livro de auto ajuda. Então eu vou combinar aqui as ideias dele que são algumas ideias de teor filosófico com outras regras que parece a sua avó que está dizendo pra você viver uma vida boa. Vamos lá então com a regra número 1. Diz assim:

Regra 1 – Fique em pé ereto e com os ombros retos

Isto é psicologia simples. Ficar em pé ereto, significa que você está pronto para o mundo, passa uma mensagem física de confiança e poder. Além disso, estimula uma resposta química que faz com que você se sinta mais poderoso. Sua postura manda sinais sobre sua capacidade e posição na hierarquia social e também tem efeito psicológico sobre você e os que o cercam. O primeiro passo, portanto, é melhorar a própria presença física no mundo.

Lembra da sua avó que diz assim: moleque! Endireita essas costas, pô!

Regra 2 – Trate você mesmo como alguém que você é responsável por ajudar

Cuide de si próprio. Se você não está comprometido com seu próprio bem-estar, ninguém mais estará. A gente cuida melhor do cachorro do que da gente mesmo, não é? É fundamental considerar o que é verdade e verdadeiramente bom para você, mas não  “o que você quer” ou “o que fará você feliz”, a ideia é pensar assim “como seria minha vida se eu estivesse tratando de mim da mesma forma como eu trato as pessoas com as quais me importo, hein?”

Como seria a minha vida se eu tratasse a mim como trato meu animal de estimação?

Regra 3 – Seja amigo de gente que quer o melhor para você

Sempre assuma que você está fazendo o mais fácil e não o mais difícil. Além disso, quando você compra a conversa de que tudo de ruim que acontece pra uma pessoa não tem nenhuma responsabilidade por parte da vítima, você nega à pessoa qualquer capacidade de ação no passado, e por implicação, no presente e no futuro. Você, para ficar  moderno aqui, você vai desempoderar a pessoa que você que ajudar.

Se você tem um amigo cuja amizade não recomendaria a seu pai, sua irmão ao seu outro amigo, para que manter essa amizade cara?

Você precisa escolher pessoas que querem melhorar e não piorar as coisas. Por isso é uma coisa muito boa, e não é algo egoísta, escolher só quem é melhor para você. Gente que sabe que a vida dela melhorará se a sua vida melhorar.

Regra 4 – Compare-se com quem você foi ontem e não com o que outra pessoa é hoje

Não importa quão bom você é, sempre existe alguém lá fora que fará você se sentir incompetente. Há quem ache que deveria vencer em todos os aspectos da vida, mas se isso acontece, significa apenas que você não está fazendo nada novo ou difícil. Você pode estar vencendo, mas não está crescendo. E crescer é o verdadeiro indicativo de que você está vencendo.

Encontre as coisas que perturbam você. Pergunte-se se você pode resolvê-las. Pergunte-se se você quer resolvê-las. Se a resposta para alguma dessas questões for não, olhe para outro lado. Baixe as expectativas. Encontre coisas mais simples que lhe atrapalham e resolva-as. E depois repita o processo. Um pouquinho de cada vez, todo dia. E você será hoje melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje.

Isso é crescer.

Seu único parâmetro de comparação dever ser você mesmo. A trajetória de qualquer outra pessoa é irrelevante.

Regra 5 – Não deixe seus filhos fazerem algo que faça você não gostar deles

Peterson prega a recompensa como forma de ensinar os filhos. Pare de usar o celular e observe atentamente. Pacientemente. Quando seu alvo, seu filho, sua filha, seu cliente, seu amigo, ou sei lá, espontaneamente manifestar um comportamento que você deseja, reforce. Recompense. Com um gesto, uma palavra. Do jeito que você faz com seu cachorro, cara… O problema é que isso é um processo que leva tempo, viu?

A questão moral fundamental, então, não é como você vai proteger seus filhos contra os perigos do mundo, para que eles jamais experimentem medo ou dor, mas como você vai maximizar seu aprendizado para eles adquiram o maior conhecimento com o mínimo custo.

Existem dois princípios básicos da disciplina. O primeiro é: limite as regras. O segundo: Use o mínimo de força necessário para impor aquelas regras.

Os pais têm o dever de serem os representantes do mundo real para seus filhos. Essa obrigação está acima da responsabilidade de assegurar felicidade, promover a criatividade ou encorajar a auto estima. A primeira responsabilidade dos pais é fazer com que seus filhos sejam socialmente desejáveis.

Regra 6 – Mantenha a sua casa em ordem antes de criticar o mundo

Um furacão é um ato de Deus. Mas a falha de se preparar para o furacão, quando a necessidade disso é conhecida, é um pecado.

Você já limpou sua vida? Se a resposta for não, lá vai: comece parando de fazer aquilo que você sabe que é errado. Mas, pare hoje. Não perca tempo questionando como você sabe que o que você está fazendo é errado, se você tem certeza que é. Não tente reorganizar o estado até que você reorganize sua própria experiência. Seja humilde. Se você não consegue dar um jeito em sua própria casa

cara, como é que se atreve a querer dar um jeito na sociedade?

Regra 7 – Persiga o que tem sentido, não o que é conveniente

Se o mundo que você experimenta não é o mundo que você sonha, é hora de rever seus valores. É hora de se livrar de suas pressuposições atuais. Pode ser até mesmo hora de sacrificar coisas que você ama, para que você possa se tornar quem você pode ser, em vez de permanecer estagnado onde está.

“Nenhuma árvore pode crescer até o céu, se suas raízes não atingirem o inferno”, disse Carl Jung.

Portanto, prepare-se. Preste atenção. Conserte, resolva o que for possível. Não seja arrogante com seu conhecimento. Busque a humildade, porque o orgulho totalitário se manifesta em intolerância, em opressão, em tortura e morte. Tenha consciência de suas limitações, de sua covardia, da sua malevolência dos seus ressentimentos. Considere seus defeitos antes de acusar os outros, antes de querer corrigir o mundo. Talvez o errado seja você, não o mundo. E, acima de tudo, não minta. Jamais minta.

Tenha um propósito.  Não persiga as coisas que dão a você só satisfação no curto prazo. Invista nas coisas que têm significado.

Pergunte assim: como posso usar meu tempo para fazer com que as coisas se tornem melhores, não piores?

Regra 8 – Diga a verdade. Ou pelo menos não minta

Jamais sacrifique aquilo que você pode ser por aquilo que você é. Nunca abra mão daquilo de bom que existe em você, apenas para manter a segurança que você já tem.

Se sua vida não é o que você gostaria que fosse, tente dizer a verdade. Se você se agarra desesperadamente a uma ideologia, ou se afunda no pessimismo, tente dizer a verdade. Se você se sente fraco, desesperado e confuso, tente dizer a verdade. No Paraíso, todos dizem a verdade, por isso é o Paraíso. Diga a verdade. Ou pelo menos, não minta.

Regra 9 – Assuma que a pessoa que está falando com você sabe de algo que você não sabe

Este é um exercício de humildade. Considere sempre que seu interlocutor não é mais idiota do que você.

O propósito da memória não é lembrar do passado. É fazer com que, se você se lembra de algo de ruim que aconteceu e consegue perceber porque aconteceu, pode evitar que aconteça outra vez. A memória serve para evitar que cometamos os mesmos erros seguidamente.

A maioria das pessoas não presta atenção, apenas julga. Prestar atenção exige coragem, coisa que a maioria não tem. Se você prestar atenção, sem julgar, as pessoas se sentirão confortáveis a dizer a você o que elas realmente sentem. Serão capazes de dizer as coisas mais absurdas e maravilhosas. As conversas dificilmente serão chatas.

Regra 10 – Seja preciso em seu discurso

Seja direto, não evite as conversas que podem trazer desconforto. Ressentimentos contidos, verdades não ditas, vão se acumulando sob o tapete, enquanto ninguém diz nada. Até que um dia explodem em caos.

Você precisa confrontar imediatamente as verdades duras e os problemas, especificar seu destino, mapear seu curso. Diga claramente o que você quer, quem você é. Seja preciso em seu discurso.

Regra 11 – Não incomode as crianças enquanto elas estão andando de skate

Olha! Crianças no skate não estão buscando segurança, mas competência. É a competência que faz as pessoas tão seguras quanto elas podem ser. Com coragem, preferimos viver no limite, confiando em nossa competência e enfrentando o caos que nos ajuda a desenvolver. Quando somos superprotegidos, falhamos quando algo perigoso, inesperado e repleto de oportunidades surgir. Temos medo.

As pessoas competem para chegar ao topo, e se preocupam com os sistemas hierárquicos em que se integram. Mas o poder não é a única coisa que importa na motivação humana. Cuidado com interpretações que encontram causas únicas, e especialmente cuidado com as pessoas que defendem isso. Em sociedades que funcionam bem, a competência, e não o poder, é o principal definidor de status. Competência. Habilidades. Destrezas. E não poder. Inteligência e consciência são, assim, os fatores determinantes de sucesso nos países ocidentais.

Deixe que as crianças brinquem, que enfrentem o perigo e aprendam com isso, em vez de ficar superprotegendo-as do mundo.

Regra 12 – Acaricie um gato quando você encontrar um na rua

Conserve sua força e energia. Você está numa guerra cara, e não numa batalha. Guerras são compostas de diversas batalhas, você precisa estar alerta e pronto em todas elas. E talvez, num momento em que você sair para dar uma volta, para espairecer, pode passar um gato pelo seu caminho. Se você prestar atenção nele, você poderá por 15 segundos se lembrar que a vida é composta de sofrimentos e de momentos de prazer e alegria. então, acaricie o gato que você encontrar na rua.

Olha, eu espero que você tenha entendido que algumas regras são apenas exemplos ou então imagens lúdicas que remetem a um conteúdo mais específico. Por isso você tem de ler  livro.

Jordan Peterson é um pessimista, que não acredita em soluções milagrosas, salvadores da pátria ou no bem absoluto. Ele bate muito na necessidade de encontrar um sentido para nossas vidas. Sem esse sentido, tudo que conseguimos é criar ressentimentos e desejo de vingança contra tudo que possa ser melhor que nós. Nos tornamos gente que, no limite, só vê direitos, jamais responsabilidades.

Jordan Peterson usa histórias das religiões, da mitologia, menos para ajudar seus leitores a mudar o mundo mas para que encontrem um lugar estável dentro dele. Ele quer que os jovens sejam melhores pais, melhores maridos e esposas, melhores membros da comunidade. Sua mensagem é clara. Quando chegar o caos e a incerteza, o que sobrará para nos guiar será o caráter que construímos ao longo da vida. Se falhamos em construir esse caráter, falharemos nos momentos de crise.

E então, que Deus nos ajude.

Dê um rolê
Moraes Moreira

Não se assuste, pessoa
Se eu lhe disser que a vida é boa
Não se assuste, pessoa
Se eu lhe disser que a vida é boa

Enquanto eles se batem
Dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia
Eu não tenho nada
Antes de você ser, eu sou

Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés

E só tô beijando o rosto de quem dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis

Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés

E é assim então, ao som de DÊ UM ROLÊ, sucesso dos Novos Baianos, aqui com Gal Costa, sabe quando cara? Lá em 1971, que vamos saindo… pensativos…

Sabe por que eu curto o trabalho de Jordan Peterson, cara e consigo ver uma luz em seus ensinamentos? Porque teve um cara, lá em 2004, que definiu muito bem essas pessoas que Peterson quer tirar do limbo e até publicou um livro chamado… Brasileiros Pocotó.

É, cara… Esse cara sou eu.

Com o néo conservador Lalá Moreira na técnica, a conservatriz Ciça Camargo na produção e eu, de novo, este conservador que quer mudar as coisas, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Bruno, Raul de Souza, Dave Brubeck e Gal Costa. E também Jordan Peterson, é claro.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/608. Olha! Mas acesse e baixe, sim. Eu fiz um guia aqui com as 12 regras, tá bom?

Para assinar o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase, é claro, de Jordan Peterson.

Nunca peça desculpas a uma multidão sedenta de sangue.