Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
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Cafezinho 114 – E se?
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Cafezinho 113 – Merdades e Ventiras
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Conte até dez antes de compartilhar uma merdade

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603 – LíderCast 8

603 – LíderCast 8

Luciano Pires -

Mais uma temporada do LíderCast é lançada, e esta aqui está explosiva, viu? No programa de hoje eu apresento o elenco.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas para complementar aquelas reflexões que o Café Brasil provoca. Baixe gratuitamente em portalcafebrasil.com.br/603

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Antonio Carlos.

“Olá Luciano Pires. Eu sou Antonio Carlos Antunes Junior aqui de São Paulo, eu sou advogado. Eu estava ouvindo seu último podcast o Se vira, meu! e eu queria colaborar um pouco com você aí, com o que aconteceu comigo, né? Antes de tudo eu queria te dizer que eu te acompanho já há alguns anos, eu conheço o seu trabalho. A primeira vez que eu tive oportunidade de te conhecer foi numa palestra que você deu lá na FIESP, se não me engano pro CJE, a comissão de jovens empreendedores. Desde então eu tenho consumido um pouco do conteúdo que você disponibiliza aí nas redes, né?

O que aconteceu comigo? Eu sou advogado, eu tenho meu escritório aqui. Em 2013 eu estava com o escritório muito……. estava bem, estava tranquilo, estava com um faturamento legal e eu me acomodei um pouco, né?

Chegou em 2014 eu entrei naquela vibração do pessimismo, né? Da inação. Eu entrei… eu falei, olha: 2014 é um ano perdido, 2014 tem a copa do mundo, tem as eleições, se este governo que está aí se mantiver no poder, a gente vai entrar numa crise muito grande e o Brasil acabou, eu entrei nisso e simplesmente passei 2014 inerte, sem fazer nada. Lógico, trabalhando aqui, com os trabalhos que eu tinha, mas assim, sem nenhum tipo de atitude pró ativa.

O que me aconteceu? Evidentemente o meu faturamento caiu, eu comecei a ter problemas pra pagar conta e comecei a entrar na energia da crise. Pois bem, Em 2015 eu falei: ah! Não posso ficar esperando que os outros façam alguma coisa por mim. Eu tenho que fazer alguma coisa. E mudei a minha atitude.

Primeira coisa: passe a não me deixar influenciar pelo pessimismo, esse pessimismo da crise et. e tal. Depois eu comecei a agir, a fazer diferente. O que é que eu fiz? Eu sou um advogado tributarista, o que eu posso oferecer pros meus clientes de diferente? E comecei a oferecer alguns trabalhos diferentes. Ao longo do ano começou a surgir então, novos trabalhos. Esses novos trabalhos começaram a fazer com que meu faturamento se recuperasse. 

Este ano aqui, de 2016, continuei nessa mesma atitude. Resumo da ópera: a gente está em julho de 2016, meu faturamento está se recuperando, eu estou conseguindo ter fôlego, estou conseguindo aumentar o meu número de clientes, começou a aumentar meu número de trabalho e é muito legal porque a gente percebe que só a nossa pró atividade ou o fato de nós sermos pró ativos, de fazermos, irmos atrás, faz com que as pessoas enxerguem isso e passem a nos procurar. Então assim: é impressionante a quantidade de gente que eu não conheço que começou a me procurar do nada, entendeu? Eu acredito que isso seja muito pelo fato da minha atitude, ou seja, esquece crise, esquece o momento em que está o Brasil.

Faça diferente, vá atrás que as coisas vão acontecer, né? E consequentemente o entorno, o seu entorno, vai também mudar. As pessoas que estão ao seu redor, você influencia. Você não precisa ficar falando pros outros. A sua atitude influencia quem está ao redor. E eu acho que assim o Brasil sairá da crise. E isso também eu consegui notar com os clientes, com as empresas que eu tive contato, novos clientes. Eu tive contato, por exemplo, com um cliente novo e que ele virou pra mim e falou assim: nós aqui reformulamos toda nossa forma de trabalho pra que quando nós sairmos da crise, nós sairemos melhores. Consequentemente aquelas pessoas que continuaram com a sua atitude pessimista, elas poderão fechar as suas portas e os nossos concorrentes, se continuarem dessa forma, eles vão fechar as portas e os clientes deles virão pra nós, ou seja, quando a crise acabar, porque a crise vai acabar, a crise não é eterna, a gente vai sair mais fortalecido e maiores. É essa a atitude que a gente tem que ter, entendeu?

Rararara… que ótimo, Antonio Carlos. Eu escolhi seu comentário, pois é um mini-LíderCast de 3 minutos e meio! Obrigado pela injeção de ânimo aí, viu? A postura do Antonio Carlos é um exemplo para todos nós…

Muito bem. O Antônio Carlos receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

Quem distribui os produtos Prudence é a DKT, que pratica o marketing social. Boa parte de seus lucros são destinados para ações em regiões pobres em todo o mundo, para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  Cada vez que você compra um produto Prudence, está contribuindo para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então, Hein! Hoje eu estou sozinho aqui, então vai assim:

Na hora do amor, use Prudence.

Chegou a hora de ouvir outro depoimento de quem assina o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”:

O conteúdo distribuído pelo Café Brasil Premium é animal! Eu só acompanho as aulas de graduação por mera formalidade, pois o Premium consegue ir direto ao ponto com muito mais eficiência do que qualquer outro material disponível por aí. Os podsumários e os videocasts são de extrema importância pras minhas atividades dentro e fora da organização. E os pitacos do Luciano Pires fazem toda diferença para a compreensão do tema abordado. E ainda faz valer cada centavo investido. Olha: o Café Brasil Premium é a melhor relação custo benefício que existe, pois respeita e preza pelo que eu tenho de mais valioso: o meu tempo. Wagner Hiamoto.

cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo extra-forte.

Muito bem. Como você sabe, e se não sabe saberá agora, o LíderCast é outro podcast que nós produzimos, focado em discutir liderança e empreendedorismo com gente que faz acontecer.

Nasceu quando percebemos que havia uma lacuna no mercado, de conversas não só com os fodões que da miséria se tornaram bilionários, mas com gente comum, que levanta de manhã com aquela gana para mudar as coisas. O que é que essa gente faz, como ela pensa? Que força é essa que os move? Como se comportam diante dos momentos de derrota, de tragédias, de tristeza? E de vitórias.

O LíderCast é isso. Liderança e empreendedorismo na veia, com gente igual a gente.

Vamos à temporada oito?

olavo de carvalho

 

 

 

 

LíderCast 98 – Fomos aos Estados Unidos para conversar com Olavo de Carvalho, professor, filósofo, um pensador que há anos influencia brasileiros no sentido de ampliar seus repertórios, desenvolver senso crítico e, especialmente, defender a inteligência e a alta cultura. Polêmico, visionário, ácido e essencial, Olavo é amado e odiado com intensidade. E é indispensável. Você vai reparar que o som é diferente, pois gravamos no escritório do Olavo. Inclusive, deixamos algumas referências para que você se ambiente com nosso bate-papo.

Olavo – Eu não vou sair criticando, sei lá, os livros do pastor R.R. Soares, por exemplo, nem do Bispo Macedo, por quê? Porque não tem estatuto intelectual, ele não tem pretensões da respeitabilidade intelectual, não tem pretensão acadêmica por assim dizer, então ele tem que ser julgado com mais tolerância, mas se ele sobe, vamos dizer, ao estatuto do intelectual formador de opinião, espera aí, então a tolerância seria um erro, porque você ser um intelectual formador de opinião não é um direito, é um mérito do cara que você tem que conquistar com as suas armas, porra você citou Érico Veríssimo, Érico Veríssimo para mim é um exemplo de probidade intelectual máximo, é um homem que ele estava fazendo uma série de pesquisas três vezes ele teve que parar tudo e começar do zero, opa, não era daquele jeito que eu pensava, é de outro jeito e começou de novo, tanto que ele nunca terminou nenhum livro, na verdade, isso é um homem de ciências e isto é exigido de todos, todos tem a obrigação de fazer isto, ou então que você é apenas um palpiteiro, ou um autor popular, eu não vou falar mal do livro do Paulo Coelho, ele não tem pretensão de ser um intelectual formador de opinião, ele escreve livros populares apenas.

Luciano E é muito bem sucedido.

Olavo –  É muito bem sucedido, então leva uma sorte. O que eu vou dizer, ele não está fazendo mal a ninguém, na verdade, agora, se se metesse a ser um intelectual opinador, alguém cuja palavra tem peso na opinião pública, aí tem que ser julgado severamente, por isso que você vê, no meu livro “O Imbecil Coletivo” eu falo mal de intelectuais, nem de político eu falo, a não ser quando é um cara que, pô você pega Caetano Veloso que tem pretensão de ser intelectual formador de opinião, não tem capacidade para isso, quer dizer, é tudo pose, é tudo fingimento.

nuno mindelis

 

 

 

 

LíderCast 99 –   Conversamos com Nuno Mindelis, um dos maiores guitarristas de blues do mundo, meu amigo, cara, conta um pouco de sua história, da vida de artista e de alguns momentos de tirar o fôlego. Meu! Que papo gostoso.

Nuno – Do ponto de vista musical, algo que eu nunca mais vou esquecer com esses caras e que nunca mais me aconteceu, aliás, se tiver músico ouvindo, cozinha, baixo, bateria, especialmente, fica o recado: nunca mais me aconteceu igual. Foi uma sensação de levitar no palco. Eu nunca tinha sentido isso na vida e nunca mais vou esquecer disso aí. Uma sensação de…. tinha um trem, tinha um disco voador, eu estava em cima de um disco voador que começou a decolar assim….. sabe… a frequência toda a força daquilo tudo, o mundo entregue completamente àquele momento. Os caras tocam, tem a ver com volume também, a maneira certa….. inacreditável e não é desfazer de ninguém assim, porque não tem nada a ver com a técnica. É uma outra…. é outra… É como a história do Caetano. O Caetano não gostava dos Tones. ele falava isso. Não, nunca gostei dos Tones, achava que nada a ver e tal e coisa. Um dia, ele estavam em Londres e foi assistir os Tones. E ele estava de frente pros Rolling Stones e aquilo veio de tal forma visceral que o envolveu de tal maneira que ele falou: puta! Eu nunca tinha sentido isso na vida.

neide santos

 

 

 

 

LíderCast 100 –   Conversamos com Neide Santos, uma empreendedora social que, uma guerreira que tinha tudo para desistir, dá a volta por cima e hoje muda a vida de outras pessoas. Olha! A dica especial aqui é a seguinte: segure seu coração aí, pegue uma caixa de lenços que o bicho vai pegar…

Neide – Minha mãe acabou tendo relacionamentos, outros relacionamentos, minha mãe acabou se prostituindo também e dessa prostituição minha mãe teve três filhos a mais. Nós éramos três, né? E aí ela juntou todos os filhos porque nós já éramos já com… eu com 15, 16, minha irmã mais velha já com 18 e meu irmão com 14. E aí naquela época, com 14 anos, já podia trabalhar. Vou pegar meus filhos mais velhos, eles vão trabalhar e vai ajudar eu criar os filhos que eu adquiri. 

Luciano – Lá em São Paulo

Neide – Aqui em São Paulo, né? Isso já no Capão Redondo, quando a gente veio, quando eu encontrei minha família já foi tudo no Capão Redondo, nós fomos morar tudo no Capão Redondo. E aí, quando eu cheguei no Capão Redondo, eu imaginava assim: pô, eu encontrei minha família, minha mãe tem uma casa, nós vamos viver todo mundo junto, vai ser tudo feliz. Porque assim: eu tinha um conceito de felicidade, sabe? Que a gente teria um quarto, que a gente teria uma cama, que a gente teria uma cozinha, alguma coisa assim. E aí quando nós encontramos todo mundo, nós fomos morar num cortiço, um único cômodo pra sete pessoas morar.

rafael rodrigues

 

 

 

 

LíderCast 101 – Conversamos com Rafael Rodrigues, que a partir de uma experiência lembro frustrante numa ONG internacional, decide partir para fazer a diferença por conta própria. E começa a transformar vidas, sabe onde, hein? Na África.

Eu lembro que ele chegava com as contas pra mim ó, cê pode conferir? Eu falei: cara, nós somos sócios, você é meu amigo, não vou fazer o seu trabalho. Você fala que o faturamento é esse, é esse. Só que assim, depois de quatro anos que a agência estava funcionando, e eu com  tal  minha vida não estava ainda assim financeiramente eu estava igual. E eu percebi que do lado de lá a coisa estava bem melhor. Tinha um Astra, um Mac tal, e eu com um pczinho. Aí eu chamei um amigo meu que era aquele office boy lá da outra empresa, o Marcos. Nessa época já estava em outra empresa, um puta o administrador e falei: cara! Tá estranho aqui, tal…. ele falou: você me permite fazer uma auditoria em off? E, dependendo do resultado eu te falo. Aí ele ia à noite lá, fez a auditoria, depois de dois meses ele falou: cara! Você é um funcionário dessa agência. Você é mais um funcionário. Tá vendo aqui? O dinheiro aqui, aqui, aqui, aqui, ele falou: se você não acreditar em mim, eu vou te provar. 

paulo cruz

 

 

 

 

LíderCast 102 – Conversamos com Paulo Cruz, professor, pensador, uma voz dissonante da média quando se trata de entender a sociedade brasileira, especialmente em temas polêmicos como o racismo e a desigualdade social. Esse programa aqui vai derrubar uns disjuntores aí, viu?

Paulo – Eu nunca tive essa coisa do vitimismo porque pela própria formação que eu tive então, do meu pai. Uma coisa que meu pai sempre dizia e que eu digo ao meu filho, inclusive. Meu pai falava pra mim assim, ó: você quer ser considerado um igual? Então você tem que ser melhor. Porque se você for igual, eles passam por cima de você. Então você tem de mostrar que você sabe, que você conhece…

Luciano – Olha o eles aí. Apareceu um eles aí, ó.

Paulo – Sim. E nunca era uma referência diretamente racial. Meu pai nunca… eu nunca escutei meu pai falar: os brancos, por exemplo. Então assim: uma hora assim quando eu já tinha uma idade pra entender essas coisas, então… a gente conversava muito e ele falava. Tem que ir pra cima. Parou? Vão passar por cima de você. Então… e eu via isso no meu pai. Meu pai assim, ele trabalhou… eu vi meu pai tirar férias uma única vez. Quinze dias, ele foi pro sul com a minha mãe. Eu era pequeno ainda. e meu pai trabalhava de segunda a sábado. Direto. Sem parar. Então eu não tinha desculpa pra dizer ah! Mas pera aí que eu vou descansar, eu tô muito cansado, não tinha esse negócio

ivan witti800LíderCast 103 – Conversamos com Ivan Witt, um executivo brasileiro com experiência pelo mundo, com uma carreira que sai do ambiente corporativo para o empreendedorismo e depois de volta.

Quando eu comuniquei em casa que eu ia sair da Ford a minha filha mais velha me escreveu uma carta dizendo por que eu estava fazendo aquilo. Que tudo que ela conhecia na vida, que ela tinha desfrutado, viagens internacionais, lugares que ela morou, que a casa que ela morava, tudo isso era graças a Ford. Aí me acendeu uma luz: ela não acha que é graças a mim. Ela acha que é graças a Ford. Então assim, mas é normal, né? Quando você está na empresa, você veste a camisa, você mostra a propaganda, você fala que é legal e tal, mas você perde um pouco a sua identidade e você percebe que você precisa refinar isso aí. Você, na verdade, é parte da empresa, mas você não é só isso. Na minha pesquisa na área de aconselhamento profissional, né? Eu falava das cinco dimensões. Você tem primeiro que estar vivo. Pra desfrutar tudo que esse mundo te oferece e a gente negligencia a saúde pra caramba quando você está nessa tocada. Segunda coisa é a dimensão cognitiva. Então, trabalho é muito importante quando você retira dele a grana pra poder viver nesse mundão. Muito importante também. Mas a aí, tem a dimensão emocional. E na emocional, não é o amorzinho. É: eu gosto de mim? Eu gosto do que eu faço? As coisas que eu faço me dão prazer? Eu tenho que fazer essa reflexão. Aí tem a dimensão social. Como eu me relaciono com as outras pessoas, né cara? E a gente também não presta muita atenção. E a última, provavelmente, a mais holística de todas, é a espiritual. Eu chamava de dimensão transcendente, porque cada um tem sua religião e tal, mas como é que você lida com os assuntos que o dinheiro não resolve?

odayr baptista

 

 

 

 

LíderCast 104 – Conversamos com Odayr Baptista, uma das vozes marcantes do rádio brasileiro, que vem de uma rádio lá do interior para impactar os fãs nos anos 70. A voz inconfundível da Rádio Camanducaia.

Em seu rádio receptor a Difusora de Camanducaia, transmitindo quase ondas médias, falando para a cidade, cochichando para o interior, diretamente dos seus estúdios. Largo da Matriz, 54, Fundos, sobrado amarelo. Não tem filiais. Ao microfone Alberto Junior. Contato com as moças: Alberto Junior. Portaria: Alberto Junior. Pagamento: Alberto Neto. Se vire…..

jeison arenhardt

 

 

 

 

LíderCast 105 – Conversamos com Jeison Arenhardt, um modelo de empresário brasileiro, que a partir de uma ideia cria uma empresa, na cara e coragem, e hoje busca insanamente por produtividade.

Jeison – A gente fez as planilhas, sentou eu e o Diogo, só que assim, só que a gente errou tudo. A gente erra tudo, cara! Porque a gente não sabe fazer conta, Luciano. Você não sabe, por exemplo, que existe taxa de bombeiro, você não sabe que… você não sabe quanto custa a luz, ah! Vai custar tanto. Aí você põe quatro ar condicionado custa três vezes tanto, entendeu? Então a gente errou tudo. Por isso que eu falo, quando a gente foi pra esse barracão que a gente alugou, que era pra ser um depósito, a gente pegou, forrou, fez um esquema e tal, pintou, ficou muito legal. Aí foi uma vitória assim absurda, cara. Foi uma das vitórias mais agradáveis da nossa história como empresário. Fomos pra lá e pô, começamos… a empresa começou a crescer. Ali sim, a gente começou a desenvolver e ali eu descobri uma coisa: quando a gente foi pra esse barracão, a gente teve um período de letargia. Um momento que a gente ficou lento. Que foi assim: os projetos do CNPQ foram rolando, a gente foi rolando aquilo, ou seja, estava um pedaço garantido, registramos algumas pessoas, tinha uns dez, quinze caras trabalhando e tal, vinte caras de repente…

Luciano – Aí pinta aquela coisa chamada acomodação.

Jeison – Acomodação.

labi mendonca

 

 

 

 

LíderCast 106 – Conversamos com Labi Mendonça, meu amigo, cineasta, roteirista, pensador…  com uma asa esquerda, cara. Uma história fascinante de um brasileiro que se vê sozinho no Rio de Janeiro dos anos 60, lá onde o Brasil acontecia. E depois de lá, pra África e aí, cara … bom, ouça o programa.

E aí então lá fui eu tá, tudo bem, fui pra mesa com eles, tinha uma mesa grande, conversa vai, conversa vem, apresenta um, apresenta outro, tinha uma morena muito simpática e eu sentei do lado dela e conversa e achando graça, falando bobagem, eu ainda tinha sotaque bem caipira do interior de São Paulo, falando poRta, foRte, etc. E ela foi ………… vamos dar uma volta de carro? Vamos te mostrar o Rio de Janeiro e tal….. foi pro motel. E tive a minha primeira noite……… achando que tinha ganho uma morena maravilhosa, uma carioca, 28, 30 anos, achei que eu… eu tava arrebentando. O caipira…….. Aí me deixou de manhã em casa, falou: Olha. A gente já ficou amigo, eu sei que você está sem dinheiro, posso te emprestar uma grana e tal, pegou um dinheiro na bolsa, botou no bolso da minha camisa falou: toma aí, fica aí, quando chegar o seu dinheiro a gente acerta. É um empréstimo. A gente vai sair de novo. E eu podre já, amanhecendo o dia, fui pra lá, entrei pra não fazer barulho no apartamento, deitei no beliche, dormi e esqueci do dinheiro. No dia seguinte de manhã, umas onze horas, o pessoal levanta, sábado pra ir pra praia e ei! Acorda, acorda, tem um telefone aí atrás de você. Já te descobriram aqui? Pra quem que você deu o telefone? Só pode ser o menino que encontrou e que eu deixei o telefone. Aí liguei e aí cara, saiu com a morena e tal? Falei: pois é, cara. É. eu vi que vocês ficaram de papo e tal. Deu tudo certo? Deu tudo certo. Saiu com ela? Saí. Foi no motel? Fui. E ela não deu um dinheiro pra você? Falei: ah! É verdade. Ela me emprestou, como é que você sabe? 20% é meu. Comissão da agência, você já está trabalhando. 

 

lucia bellochio800LíderCast 107 – Conversamos com Lucia Bellocchio, uma jovem argentina empenhada em levar a tecnologia para o ambiente do judiciário cara, reduzindo dramaticamente os prazos dos processos na Argentina.

Lucia – Tivemos duas coisas que foram muito importantes. A primeira foi que, todas as pessoas que trabalham na minha área são jovens. Então eles nunca tiveram medo de tentar fazer um sistema com inteligência artificial. De fato a gente trabalhou muito, muito. Pra que o sistema esteja funcionando nós precisamos fazer uma governança de dados e isso foi muito muito trabalho. Foi prévio, mas foi muito trabalho.

Luciano – O seu chefe é jovem? Você tem um chefe jovem?

Lucia – Meu chefe é jovem, ele também tem uma cabeça muito aberta, gosta de fazer coisas inovadoras e nesse sentido eu sempre acreditei muito, porque uma coisa é fazer inovação no âmbito privado que talvez é um pouco mais fácil. Mas, fazer inovação no âmbito público é esse muito mais difícil. Você tem muito mais travas. Mas, nesse sentido a primeira coisa que foi super boa foi que todas as pessoas se envolveram muito porque sabiam que era para benefício deles. Todas essas pessoas que trabalharam pra criar esse sistema sabiam que era pra que eles não tenham que fazer mais trabalho que seja tudo igual. Onde eles não pensavam e tinham que fazer todos todos os dias a mesma coisa. 

leandro nunes

 

 

 

LíderCast 108 – Conversamos com Leandro Nunes, um professor, pesquisador e empreendedor, que consegue combinar a visão do cientista com a do empresário, criando empresas e alavancando a relação da academia com o mundo dos negócios.

Nós fechamos aí a Netcomp, em meados de 2014 e em meados de 2014, eu também, no início de 2014 eu fiquei, fiz aquele estágio na Espanha pelo Ciência sem Fronteiras, como eu falei e aí eu voltei pro Brasil a gente passou o segundo semestre de 2014 aí organizando a casa, desmontando a empresa, desmontando a operação tal. E eu fiquei nesse tempo, eu já tinha fundado o Laboratório de Computação Natural e Aprendizagem de Máquinas, lá no Mackenzie, o LCON eu fiquei reestruturando o laboratório também e ao mesmo tempo maquinando qual seria a minha próxima startup. Eu falei: pôxa vida, eu preciso de uma empresa porque eu acredito nesse casamento realmente, da academia com o mercado. E mais importante do que isso eu acredito na nossa capacidade de construir soluções efetivas pra problemas do mercado, né? Por meio da inteligência artificial. 

romeo busarello

 

 

 

LíderCast 109 – Conversamos com Romeo Busarello,  Diretor de Marketing e Ambientes Digitais da Tecnisa e professor do Insper e da ESPM, um especialista na combinação de comunicação com internet… Um inovador. Cara! Que papo legal…

O questão do celular passou a fazer parte da corrente sanguínea de todos nós. Então é difícil você manter foco e olha que eu sou muito disciplinado, Luciano e às vezes me vejo naufragando, porque aquele barulhinho que clica no celular… é a revista, é a televisão, é o celular, é o livro. É muito conteúdo que vem de todas as formas, de todos os meios. O que eu vejo, é muito conteúdo sem contexto. E não é fácil achar o contexto. Não é fácil achar o contexto. Não é fácil achar o contexto. Hoje eu quero me informar sobre o Palmeiras. No passado, como é que eu faria: você tinha o Globo Esporte às 13 horas. Hoje eu tenho 200 canais que falam sobre o Palmeiras. Eu tenho 200 vídeos que falam sobre o Palmeiras. Tenho jornais, SPM, Fox, Youtube, Insta, Face, grupo de amigos, grupo de WhatsApp, acompanho os jogadores, é muita, muita, muita possibilidade. Eu acho que, dificilmente uma pessoa que vive neste século que estamos vivendo consegue viver e ter um foco dirigido, consegue ter uma concentração….. é quase impossível. Quem conseguiu desenvolver essa forma Luciano, certamente ganhará muito dinheiro.  É muito difícil. Pessoas como nós, conectadas, extremamente caóticas no dia a dia, se manter essa disciplina. 

rafael baltresca

 

 

 

LíderCast 110 – Conversamos com Rafael Baltresca, meu amigoque é palestrante e hipnólogo, e tem uma história de vida impressionante. É um papo sobre resiliência e a capacidade de influenciar pessoas.

Achou uma desculpa pra eu voltar a trabalhar com mágica, porque um dia me veio uma ideia assim do nada. Putz! E se eu pegasse o Rafael mágico e eu levasse pras empresas? Porque durante esse tempo corporativo, que fiquei de 2003 a 2006, como sócio dessa empresa de informática, eu comecei a sacar uma coisa: sempre vinha um palestrante de fora, eles gostavam de treinar as pessoas lá dentro, eles falavam sobre liderança, sobre trabalho em equipe. Então, nessas empresas que a gente trabalhava como consultores de informática, eu comecei a sacar isso. Porra, eles chamam o tempo todo gente de fora pra falar. Eu pensei: pô, eu sou mágico, eu a vida inteira dei aula, eu sei fazer isso e parece mais divertido do que programar computadores. E aí nesse dia foi, 2004 mais ou menos, eu falei: Ricardo: eu quero parar de trabalhar como programador. Você pode falar assim: pô cara! Você é maluco. E a grana e tudo mais? Eu sempre guardei dinheiro, Lu, eu sempre guardei e no ano de 2004 meu pai faleceu, teve uma parada cardíaca no quintal de casa e meu pai morreu. Nesse ano aconteceu uma explosão de coisas na minha mente. Primeiro, uma pessoa que eu amava foi embora. Segundo: eu serei agora o responsável pela mãe e pela irmã. A minha irmã estava fazendo faculdade. A minha mãe dona de casa. Terceiro: o censor morreu também. 

tiemi yamashita

 

 

 

LíderCast 111 – Conversamos com Tiemi Yamashita, uma brasileira que se achava japonesa e que no Japão, descobriu que era brasileira. E voltou para disseminar o conceito do Mottainai, a eliminação do desperdício, que nos ensina uma forma diferente de encarar o mundo.

Vou lá, sou uma palestrante, faço isso. Aí nada. Não, não, não, não. Até que um dia um tem coragem de falar: sabe porque eu não vou te contratar? Um teve coragem de me dar o feed back. Falei: por que? Então, a sua palestra é sobre sustentabilidade né? Que eu falo mottainai – sustentabilidade. Então, olha quantos palestrantes de sustentabilidade eu tenho. Olha o curriculum deles. Eles tem mestrado, tem MBA, foram CEOs de tantas empresas, enfim, você não tem nada disso. Você é mulher. Palestrante homem tem mais credibilidade, falaram também. Aí ele falou tudo que eu não tinha. Aí eu voltei pra casa assim, triste né? Falei: puxa vida, eu quero fazer uma coisa mas eu tenho uma barreira aqui que eu não tenho tempo a essa altura do campeonato, não vou ter tempo, assim. E a informação que eu tenho, ela tem pressa, as pessoas estão desperdiçando muito, as empresas estão desperdiçando muito. Eu posso mudar isso. Bom. Aí eu falei: Tiemi para! Não pensa o que você não tem. Pensa o que você tem. Não é essa a minha filosofia? Você está desperdiçando os seus recursos.  OK. Ele falou uma verdade. Eu sou mulher, eu sou jovem, eu sou descendente de japonês, eu sou contadora de histórias, eu me visto de japonesa, de quimono e tudo mais. É… é isso. Eu vou usar o que eu tenho.

Ufa! São 14 episódios cara, mais de 24 horas de conteúdo provocador, inspirador e profundamente real. Pés no chão, gente como a gente. É isso que é o LíderCast.

Os assinantes do Café Brasil Premium já receberam a temporada completa, os 14 episódios de uma vez só. Os não assinantes vão receber um por semana. E nós vamos arregaçar as mangas para começar a gravar a Temporada 9.

E é assim, ao som da música tema do LíderCast que vamos saindo cheios de ideias.

Com o fascinado Lalá Moreira na técnica, a indignada Ciça Camargo na produção e eu, que só cresço com essas conversas, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Antonio Carlos, Olavo de Carvalho, Nuno Mindelis, Neide Santos, Rafael Rodrigues, Paulo Cruz, Ivan Witti, Odayr Baptista, Jeison Arenhardt, Labi Mendonça, Lucia Bellochio, Leandro Nunes, Romeo Busarello, Rafael Baltresca e Tiemi Yamashita. Olha que elenco, cara!

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais.

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Pra terminar, vai uma frase de Olavo de Carvalho:

O Brasil tornou-se o único país do mundo onde a ignorância é fonte de autoridade intelectual.