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Luciano Pires -
Download do Programa

E daí, hein? Você tá fazendo o quê aí? Esperando, é? Esperando o quê, hein? Esperando quem? E a pessoa que você está esperando está preocupada com você esperando, é? Também tem a sua mesma pressa? Pois é… Esse é o mal da humanidade: a gente fica esperando… Este programa aqui é a revisita a outro que foi ao ar em 2010.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, o recado de sempre: preparamos um resumo do roteiro deste programa que você baixa gratuitamente em portalcafebrasil.com.br/602.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é outro bauruense, cara. O Kleber.

“Oi Luciano, boa noite. Meu nome é Kleber, eu falo aqui de Bauru, sua cidade natal. Me sinto lisonjeado em saber que tivemos uma pessoa tão nobre saindo de nossa cidade. 

Nos últimos dias, alguns dos podcasts que você publicou me chamaram muita atenção. Primeiro foi Certos abraços, me fez refletir e chorar até. Lembre de alguns abraços que eu poderia ter dado mas não dei e hoje eles fazem falta porque não posso mais dá-los. É complicado até dizer, mas realmente a nossa vida é finita, a gente tem que aproveitar ela.

Eu estava falando com alguns amigos outro dia: a gente tem que aproveitar a vida enquanto estamos vivos, porque realmente depois, a gente não sabe como é, independente da religião de qualquer um, cada um, mas a gente não sabe quando vai poder abraçar essa pessoa querida. Então, sempre que eu estou em casa, aguardando minha esposa chegar do trabalho, eu dou um abraço bem forte nela e agradeço por mais um dia. A gente em que ser grato. Eu sou grato a você por todas as vezes que você me fez refletir, lógico que algumas vezes eu discordei mas, na maioria eu aplaudi você, de pé e só tenho que te dizer muito obrigado. Prometo que este mês eu vou assinar o Premium. é que faz pouco tempo que eu estou te escutando mas isso é uma promessa mesmo porque a gente tem que dá valor a quem nos dá valor. 

Muito obrigado, um forte abraço no seu coração, fica com Deus!”

Rarara… grande Kleber… e do jeitinho que a gente diz  daR valoR a quem nos dá valoR! É isso aí, cara!!! O meu, tá esperando o quê, hein?

Muito bem. O Kleber receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos.

Quem distribui os produtos Prudence é a DKT, que pratica o marketing social. Boa parte de seus lucros são destinados a ações em regiões pobres em todo o mundo, para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  Cada vez que você compra um produto Prudence, estará contribuindo para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil

Então, Lalá. Na hora do amor, faça o quê?

Lalá – Não fique esperando! Use Prudence.

Luciano – Muito bem!

Chegou a hora de ouvir outro depoimento de quem assina o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”:

“O acesso a todo o conteúdo sobre liderança, empreendedorismo, criatividade, motivação e conhecimento do Café Brasil Premium tem o potencial de mudar a vida da pessoa em menos de um ano. Para mim vale mais do que a faculdade e a pós-graduação que levei anos e anos cursando, pagando muito caro. Ou seja, não tem como ficar de fora com o custo benefício que o Luciano Pires nos oferece. Vida longa ao portfólio Café Brasil.” Eduardo Ferrari lá de Brasília, cara! É assim, ó!

cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo extra-forte.

O tempo não para
Cazuza

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não para, não, não para

Uia… que tal começar com uma porrada, hein? O TEMPO NÃO PARA, que você se acostumou a ouvir na voz do Cazuza e aqui tem uma versão meio folk-blues na voz de Rodrigo Suricato, que agora é o vocalista do Barão Vermelho…

Em 2010 minha filha estava completando 20 anos, uma jovem adulta que começava a ter contato com as relações profissionais. Um dia perguntei-lhe sobre um curso que a interessava e veio a resposta:

– To esperando o cara do estágio.

Ela remeteu o currículo para uma empresa e o contato ficou de dar o retorno. E até aquele momento… Nada. E ela não podia se matricular no curso sem saber a resposta sobre o estágio. E por isso esperava.

Espera
Kléber Albuquerque

I
arrumei a casa, espanei o pó do peito
a tristeza, dei um jeito de escondê-la no capacho
areei os olhos, me quarei lá no riacho
tirei a roupa do tacho e botei tudo no lugar
terça-feira, hoje eu acho que meu amor vai voltar

II
perfumei a casa toda com capim-cidreira
prometi pra padroeira subir a penha à pé
eu encerei os olhos, pus mais água no café
e misturei com a colher e botei tudo no lugar
quinta-feira, tenho fé que meu amor vai voltar

III
arrumei a casa, pus a roupa no varal
desembrulhei o enxoval, pus mais um prato sobre a mesa
remendei os olhos puídos de tanta reza
com toda delicadeza botei tudo no lugar
é domingo, com certeza o meu amor vai voltar

IV
a casa eu arrumei, comi os dedos no rosário
eu rasguei o calendário, eu chorei bastante
enforquei os olhos na linha do horizonte
mas olhei mais adiante e botei tudo no lugar
para o ano, não se espante, meu amor vai voltar!

Olha só… Sabe quem é? Kleber Albuquerque, diretamente do ABC, mais propriamente Santo André, com a deliciosa ESPERA. Filho de operários que estudou música, Kleber cita Nietzche quando autografa discos: “Tudo que é reto, mente”. Kleber Albuquerque no Café Brasil!

Em minha vida profissional sempre deparei com coisas que não aconteciam, os “não-eventos”. E ao interpelar o responsável, invariavelmente vinha um “to esperando o fulano”, “to esperando a liberação”, “to esperando o orçamento” e outras variedades de esperas. Quando ouço o “to esperando” vem-me à mente a imagem de um pobre velhinho no ponto de ônibus, à noite, no frio e chuva, esperando a condução que nunca chega. E vendo a vida indo embora…

“To esperando” é pra quem acredita que “quem espera sempre alcança”…

Expliquei à minha filha a razão do “to esperando” não ser uma alternativa:

– A pessoa que você está esperando está preocupada com o tempo dela e não com o seu. Provavelmente ela está entupida de coisas pra fazer, mais importantes para ela do que o estágio de uma garota desconhecida. Por isso, nenhuma urgência na resposta. E enquanto a resposta não vem, outras coisas importantes não acontecem, pois você está “esperando”. E enquanto você espera, o tempo não para…

é

Essa é O TEMPO NÃO PARA, ao violão, conforme publicado no canal Sua voz e violão do Youtube. É lindo, cara…

O que vem a seguir é uma adaptação de material que encontrei no site momento.com.br com base no capítulo “A resignação como cumplicidade”, do livro “Não nascemos prontos – provocações filosóficas”, de Mário Sérgio Cortella.

O escritor suíço Denis de Rougemont, um estudioso da ocidentalidade, disse algo que inspirou muitos discursos políticos:

A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: “O que irá acontecer?”, em vez de perguntar: “O que é que eu posso eu fazer?”

São posturas muito diferentes perante a vida.

O filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, ao analisar a questão com maior profundidade, afirma: “A decadência, seja numa sociedade mais ampla ou outras instâncias, como a família, trabalho, etc. principia quando o imperativo ético da ação é substituído pela acomodação e pela espera desalentada. Muitos, na sociedade moderna, estamos nos acostumando rapidamente com alguns desvios que parecem fatais e inexoravelmente presentes, como se fizessem parte da vida. Assim, nos acostumamos com a violência, com o desemprego, com a fome, corrupção e outros.

É a prostração como hábito!” – exclama o filósofo.

Como se um conveniente pensar estampado nos rostos e nas palavras disfarçasse uma suposta impotência individual, mas, que no fundo, é egonarcisismo indiretamente conivente. Egonarcisismo é bom, cara!

É tão confortável pensar assim, né?

Confortável e extremamente perigoso.

Mas, felizmente, a esperança ainda existe.

Mas é importante não confundir a esperança do verbo esperançar, com a esperança do verbo esperar – como sugere Paulo Freire. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, é não desistir! É levar adiante, é nos juntar com outros para fazer de outro modo.

Pode-se ver claramente que a esperança do verbo esperançar é dinâmica, enquanto a outra, a do verbo esperar, é estática, congelada, por vezes covarde…

A esperança nos convida a pensar:

Violência? O que posso eu fazer, hein? Desemprego? O que posso eu fazer?

Fome? O que que eu  posso eu fazer? Corrupção? O que posso eu fazer?

Sempre teremos o que fazer. Sempre teremos uma contribuição a dar, nem que seja pelo nosso exemplo de agir no bem nas pequenas questões do dia-a-dia.

Pois então… Fazer o quê? O que fazer? Quer ver o que disse a respeito o grande escritor brasileiro Moacyr Scliar?

Ao fundo você está ouvindo aí ó,  ESPERANDO O DIA PASSAR, com Chico Correa e sua Electronic Band. É um baião-de-viola-sincopado, resultado de outro liquidificador brasileiro que junta rock, funk, samba, coco, baião, jazz, hip hop e o que mais aparecer pela frente…

Foi pelo fazer que os americanos chegaram onde chegaram, mesmo que o modelo por eles construído desagrade a muita gente

Quando o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de Futebol, em 2010, ouviram-se comentários irritados contra Dunga, contra jogadores, contra a CBF. Mas a frase mais comum foi o clássico Fazer o quê, hein?, marca registrada do fatalismo brasileiro. Perdemos, fazer o quê, hein? Poderia seguir-se o igualmente habitual seja o que Deus quiser, mas, considerando que o Senhor está um pouco acima das misérias do futebol, as pessoas resolveram, ao menos nesse transe, deixá-lo em paz.

“Fazer o quê?” faz parte da tradição brasileira. (…) Aliás, é muito simbólico que este “quê” seja, de acordo com a ortografia de 1943, acentuado. O “que” aí não é a mera conjunção; é um termo significativo, por causa do enigma que envolve e que resulta em desamparo para a pessoa que pergunta, meu: “fazer o quê?”.

Por definição, trata-se de uma pergunta sem resposta, o símbolo da resignação. Uma resignação que, aliás, até ajuda as pessoas, impedindo-as de caírem no desespero. Numa crônica, Fernando Sabino fala de sua empregada que, numa daquelas chuvaradas devastadoras, perdeu o barraco onde morava. Além do “fazer o quê?”, a mulher produziu uma reflexão consoladora: pelo menos, ela disse, não vai faltar água para a lavoura.

“Fazer o quê?” é diferente de “o que fazer?”. Neste último caso trata-se de uma questão objetiva, que exige respostas igualmente objetivas. Neste sentido, é interessante lembrar: O que fazer? é o título de uma curta e famosa obra de Vladimir Lenin, o líder da revolução russa de 1917. Publicado em 1902, o panfleto traçava as diretrizes para a ação revolucionária: era preciso formar um partido voltado para a tomada do poder, pela violência, se necessário. E a partir daí os comunistas sabiam que caminho seguir. É claro que este caminho passava pelo stalinismo e depois chegou ao desastre; isso mostra que uma pergunta correta nem sempre se acompanha de uma resposta idem.

Mas “fazer” é o verbo. Se a indagação fosse “o que pensar?”, ou, “o que sentir?” resultaria em confusão, não em ajuda. Pensamentos e sentimentos não dependem da vontade; o fazer, sim. Além disso, pensamentos e sentimentos devem se traduzir em ação. Os americanos, sempre práticos, têm um posicionamento a respeito. Quando alguém se queixa de coisas como tristeza, sensação de inutilidade, desamparo, um americano inevitavelmente dirá: “Do something about it”, faça alguma coisa a respeito, não fique se lamentando. Fazer, numa sociedade eminentemente pragmática, é  coisa básica. Foi pelo fazer que os americanos chegaram onde chegaram, mesmo que o modelo por eles construído desagrade a muita gente.

“Fazer o quê?” serve para o curto prazo, para o momento de perplexidade, de desamparo. Para a vida como um todo, a pergunta correta é “O que fazer?”. Uma pergunta para a qual o Brasil vem dando respostas adequadas, como mostram os indicadores econômicos. No futebol a pergunta não foi feita. Mas a derrota ensinou-nos uma lição. Na próxima Copa, a pergunta não será “Fazer o quê?”, mas sim “O que fazer?”. E aí se trata de encontrar técnicos e jogadores que respondam adequadamente a essa decisiva (ao menos no Brasil) questão.

Olha! Só pra lembrar pra você. Esse texto aqui é de 2010, tá bom?

Pois então… o Moacyr Scliar levantou a bola de mudar “fazer o quê?” para “o que fazer?”. E aí vem o desafio de fazer acontecer, não é? Bem, nesse ponto é preciso de métodos ou então processos pra fazer acontecer. Vamos a um exemplo muito comum. Para perder peso, os métodos podem ser: tomar remédios, fazer dietas ou praticar exercícios físicos. Se a gente dividir as providências necessárias para agir e perder peso, vamos acabar chegando a um método óbvio:

Primeiro tem que estar muito clara a necessidade de que TEMOS de perder peso. Se a gente não estiver convencidos, se não entendermos a razão de perder peso e os benefícios, não vamos nem começar. Portanto, a compreensão da inconveniência que precisa da ação vem em primeiro lugar.

Em seguida temos que descobrir O QUE fazer: perguntando a quem tem ou teve a mesma inconveniência, lendo a respeito, consultando especialistas que dirão o que deve ser feito e até mesmo COMO fazer.

Em seguida, precisamos do conhecimento e da tecnologia para agir. Que dieta fazer, hein? A gente tem grana pra pagar uma academia? Se não tiver, dá pra fazer o exercício em casa? Que tipo de tênis, onde aprender esses exercícios, meu?

Depois é preciso definir indicadores que mostrem que estamos no caminho certo: medir o peso todo dia? Fazer um exame de sangue periódico? Determinar a taxa de gordura e acompanhar? Experimentar roupas antigas pra ver se servem? Quem já sentiu o prazer de subir numa balança e descobrir que está um quilo mais leve, sabe do que oe que eu estou falando. A sensação de vitória desse indicador de sucesso – a balança – é que vai nos motivar a continuar seguindo o método.

Bom, não dá para descrever aqui um tratado, tem que ser aos poucos, mas acho que deu pra pegar a dica aqui, pegar a pista: para sair da inércia e fazer acontecer é conveniente desenvolver um método. Convencer-se de que algo tem de ser feito. Buscar conhecimento sobre o que fazer. Desenvolver as tecnologias necessárias para executar. E definir como medir o resultado.

Parece óbvio, não é? Pois é, cara! E é óbvio.

Mas como é difícil fazer…

Fazer minha cabeça
Vinny

Fazer minha cabeça
(Vinny)
Vou te levar na minha praia
Vou fazer você perder sua cabeça
Vou te levar na minha mala
Vou fazer você fazer minha cabeça
Vou te levar na minha praia
Pra você poder fazer minha cabeça
Pegô, pegô legal
Na galera, na geral
Vou te levar na minha praia
Vou fazer você perder sua cabeça
Vou te levar na minha praia
Pra você fazer minha cabeça
Pegô, pegô legal
Na galera, na geral

E é assim, ao som do Maranhense Iran Costa, lá de Portugal, com FAZER A MINHA CABEÇA que o Café Brasil que não espera, vai saindo no embalo, meu!

E aí, hein? Vai ficar aí esperando é? Pô, meu, mexa-se!

Com o rapidíssimo Lalá Moreira na técnica, a elétrica Ciça Camargo na produção e eu, que não suporto esperar, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Kleber, Moacyr Scliar, Mário Sérgio Cortella, Rodrigo Suricato, Kleber Albuquerque, Arnaldo Brandão, Chico Correa e Iran Costa…

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/602.

Para assinar o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

E mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, que tal uma frase de Henry Ford?

Tenho observado que muita gente vai em frente durante o tempo que outros desperdiçam.