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601 – Alfabetização para a Mídia II

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Luciano Pires -
Download do Programa

Publiquei um videocast sobre Alfabetização para a mídia no Café Brasil Premium, cujo áudio eu usei num podcast anterior. Hoje é  continuação. Vamos falar sobre a criação de filtros para ajudar você selecionar as informações que chegam através das mídias.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, o recado de sempre: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas para complementar aquelas reflexões que o Café Brasil provoca. Baixe gratuitamente em portalcafebrasil.com.br/601

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é a Denise Límpias, sabe onde é que ela está? No Qatar…

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano Pires. Aqui quem fala é a Denise Límpias, morando no Qatar, agora são nove horas da manhã aqui no Qatar, duas da manhã, acho, aí no Brasil.

Eu te conheci em 18 de maio de 2010, em algum evento do Irineu Toledo, eu sou sua fã há muito tempo. E só hoje eu decidi gravar um áudio. 

Eu estou morando no Qatar, recebi uma oportunidade de emprego na minha empresa, uma multinacional japonesa que, infelizmente, teve seu contrato cancelado aí no Brasil, por conta das falcatruas da Odebrecht, que não conseguiu o dinheiro pra continuar fazendo a linha 6 do metrô de São Paulo. Eu vim pra cá em novembro do ano passado e desde então, estou mergulhada nos podcasts. É a minha válvula de escape de estar aqui num país onde… parece uma brincadeira. Parece que o dono do Qatar está brincando de Simcity, ele cria as coisas aqui… simples, sem se preocupar com dinheiro. É muito surreal.

E estando aqui de longe, vendo toda essa balbúrdia que está acontecendo no Brasil, dá uma revolta… fiz até um post no Facebook. É muito fácil quando a gente está aí, falar mal e não fazer nada. Quando a gente sai daí e vê de fora, parece que você sai da UTI.

Eu ouvi ontem o depoimento do Alexandre Barroso. Cara! Fiquei assim, emocionada. 

Bom. Assim que você lançou o Café Brasil Premium eu me inscrevi, porque, igual ao depoimento da outra menina, me fugiu o nome dela, no dia a dia, na correria, a gente esquece. Esquece de pagar, esquece de fazer as coisas mais importantes, esquece de dizer pras pessoas o quanto as ama. Eu estou longe da minha família e isso é muito difícil. Mas, graças a Deus meu marido veio pro Qatar, está morando comigo, estamos trabalhando juntos e é isso. 

Queria te dizer que muito obrigada por me fazer continuar ficar lúcida aqui neste mundo da fantasia que é o Qatar. Depois eu conto mais coisas sobre como é viver aqui, essa experiência maravilhosa. Um beijo a todos, vida longa ao nosso cafezinho!”

Ô Denise, por isso que você  sumiu. Tá morando longe, hein? Olha! Eu vou cobrar essa promessa de contar como é a vida por aí no Qatar, viu?

Então, a Denise ao mudar o foco para fora do Brasil, ela comenta que tirou um véu que atrapalhava a visão que ela tinha sobre Brasil, sobre o país. E é sobre isso que vamos tratar neste programa. Umas dicas de como tirar certos véus que nos impedem de ver a realidade como ela verdadeiramente é. Tá bom, cara! Eu sei que é muita pretensão, mas é que nem água benta, né? Pretensão não faz mal pra ninguém!

Muito bem. Se a Denise mandar um endereço no Brasil, receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino.

Quem distribui os produtos Prudence é a DKT, que pratica o marketing social. Boa parte de seus lucros são destinados a ações em regiões pobres de todo o mundo, para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  Cada vez que você compra um produto Prudence, está contribuindo para salvar vidas. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então!

– Lalá, o que que se diz pra quem, na hora do amor, não usa Prudence?

– Ah, vai te catar!

– Ai…

Chegou a hora de ouvir outro depoimento de quem assina o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, olha só:

“O material do Café Brasil Premium é sensacional. Os sumários dos livros, que muito provavelmente não iria conhecer fora da plataforma e os videocasts acrescentaram muito na condução de minha equipe na fazenda. Ótimo custo/benefício nesse investimento.”

Esse é o Michel Cambri, que usa os conteúdos do Premium para enriquecer suas iniciativas no lá agronegócio, cara.

cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo extra-forte.

Muito bem… No Café Brasil 591, apresentei o áudio do primeiro videocast publicado no Café Brasil Premium, tratando sobre a Alfabetização para mídia. Nele eu dizia que hoje em dia, as informações chegam até você fragmentadas, alterando sua percepção da realidade. É preciso tomar alguns cuidados para não se tornar massa de manobra.

Dei ali uma introdução ao tema e hoje vou apresentar a você o áudio do segundo vídeo, que trata especificamente dos filtros que devemos criar para selecionar as informações que nos chegam através de todas as mídias.

Mas antes disso, vai um pitaco sobre esse assunto “mídia”.

Quando se usa a palavra “mídia”, muita gente pensa que estamos nos referindo à “imprensa”, não é? Não. Na verdade, o termo “mídia” é o plural de meio e veio do latim. Média é plural de médium. Esse “meio” representa uma agência ou um instrumento que está entre um gerador de conteúdo e quem o consome. Foi usado pela primeira vez para os jornais cerca de dois séculos atrás. Nos anos 1920 o termo começou a se popularizar, sendo usado como mídia ou mídias, especialmente no segmento da comunicação de massa.

Mídia então é um elemento que está entre quem produz conteúdo e quem o consome. Pode ser o jornal, pode ser a TV, pode ser as mídias sociais, pode ser o cinema, pode ser qualquer agente.

Num famoso livrinho chamado “O meio são as massagens”, publicado mais de cinquenta anos atrás, Marshall McLuhan e Quentin Fiore dizem que “as sociedades sempre foram formatadas mais pela natureza das mídias através das quais os homens se comunicam do que pelo conteúdo da comunicação. O alfabeto, por exemplo, é uma tecnologia que as crianças absorvem ainda pequenas de forma completamente inconsciente, por osmose. As palavras e seus significados fazem com que as crianças pensem e se comportem de determinada maneira. (…) É impossível entender as mudanças sociais e culturais sem conhecer o funcionamento das mídias.”

E eles continuam: “Inúmeras confusões e um profundo senso de desespero invariavelmente surge em períodos de grandes transformações tecnológicas e culturais. Nossa “era da ansiedade” é, em grande parte, o resultado de tentar fazer os trabalhos de hoje usando ferramentas e conceitos de ontem.”

Que tal, hein? De novo, ó: esse texto foi escrito cinquenta anos atrás, quando os caras não imaginavam coisas como Facebook, Twitter, Tinder ou WhatsApp…

E veja só que interessante… eles diziam também que “A política oferece respostas de ontem para os problemas de hoje. Uma nova forma de política está surgindo. A sala de estar se transformou numa cabine de votação. A participação via televisão nas marchas pela liberdade, nas guerras, revoluções, poluição e outros eventos está mudando tudo”.

Um texto de 1967…

E então eles concluem: “a mídia, ao alterar o ambiente que nos cerca, provoca mudanças na percepção e em nossos sentidos. E nós agimos de acordo com a forma como percebemos o mundo.”

Tá claro para você, hein? A importância desses agentes que estão entre quem gera conteúdo e quem consome o conteúdo?

Por isso é fundamental que criemos os filtros que vão nos ajudar a separar o conteúdo que realmente importa, do conteúdo que é inútil ou que pretende nos transformar em ferramentas a serviço de alguém.

Olha. Eu lembro só a você que esse é o áudio de um videocast. Todo mês publico um videocast novo no Café Brasil Premium, exclusivo para assinantes. O mais legal é que eles recebem o vídeo, o áudio do vídeo, o roteiro do vídeo e até mesmo o Powerpoint que eu usei para fazer o vídeo. Têm assim um material precioso se quiserem usar em apresentações na empresa ou em qualquer lugar.

Pois é… mas é exclusivo pra quem assina. Não quer dar uma olhada?

cafebrasilpremium.com.br

Áudio do videocast

Pois então… existem mil formas de criar filtros. O mais importante é você se manter sempre atento aos sinais de manipulação que estão aí ó, na tua cara.

Naquele livrinho de Marshall McLuhan está escrito que “o meio como processador de informação é propaganda. E a propaganda termina onde começa o diálogo”.

É isso! Quando você está sentado diante de uma mídia, de boca aberta, sendo bombardeado por informações, você não é só um espectador. Você é vítima.

Portanto, meu caro, minha cara, minha cara, meu caro, é bom vocês começarem a dialogar com as mídias. E aquelas que nãos responderem, vocês simplesmente deletem.

Copo vazio
Gilberto Gil

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar

É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar

É sempre bom lembrar
Guardar de cor
Que o ar vazio de um rosto sombrio
Está cheio de dor

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar

Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor
Que a dor ocupa a metade da verdade
A verdadeira natureza interior
Uma metade cheia, uma metade vazia
Uma metade tristeza, uma metade alegria
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar

E é assim então, ao som de COPO VAZIO, de Gilberto Gil, com ele mesmo que vamos saindo pensativos.

Com o sorumbático Lalá Moreira na técnica, a desconfiada Ciça Camargo na produção e eu, que vivo procurando ver a metade cheia do copo, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Denise Límpias e Gilberto Gil.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais.

Para o resumo deste programa, acesse portalcafebrasil.com.br/601.

Para sssinar o Premium é: cafebrasilpremium.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase de Marshal McLuhan:

Em terra de cego, quem tem um olho é um idiota alucinado, pois ele vê o que ninguém mais vê, coisas que para todos os outros, não estão lá.