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580 – O esquecimento do bem

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Luciano Pires -
Download do Programa

E o Brasil continua de pé, apesar de todos os tropeços e de todos os seus demônios, graças à grande maioria das pessoas que são honradas e trabalhadoras, que se sacrificam e sofrem sem vender sua consciência.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas. É aquele guia para você complementar aquelas reflexões que só o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/580.

E quem levará o e-book Me engana que eu gosto é o Juliano Ribeiro

“Fala Luciano Pires. Bom dia, boa tarde, boa noite. Quem está falando aqui é Juliano Ribeiro, sou de Recife, Pernambuco, músico e compositor e, apesar de ser um ouvinte há quase dois anos e me deliciar muito com os seus episódio sobre música, foi com esse episódio Despacito que eu resolvi mandar uma mensagem pra você, primeiro porque é muito engraçado como a gente é impactado por canções que são hit e, automaticamente, nossa ação né, reação a isso é, de repente, ignorar os grandes sucessos por causa de baixa qualidade musical e tal. E você mostrou um pouco isso, que às vezes não é… a música não é ruim, é o jeito que ela foi colocada, que ela é exposta, que ela é exageradamente executada é que termina causando essa repulsa, de alguma forma. 

Mas o meu link com esse episódio diretamente, é que eu sou compositor e tenho um projeto chamado A música da sua vida, que eu componho músicas com as histórias das pessoas. É um serviço que, além de eu compor, escrever uma letra e uma música com a história, é uma música que tem a ver com o gosto musical da pessoa e eu entrego uma música produzida, gravada e finalizada pra ser executada aí em festas, em momentos especiais enfim. 

E o link que as pessoas me perguntam muito que eu fiz com o teu episódio, é que muitas vezes você tem que escutar as referências da outra pessoa, no caso do meu cliente, não necessariamente seriam músicas que eu goste, que eu teria na minha playlist, então essa abstração do gosto musical pra tentar fazer uma avaliação da música e porque aquela música toca aquela pessoa, tocou aquela pessoa em algum momento, é que é muito prazeroso nesse meu trabalho. 

Quando eu entrego uma música escrita a letra com a história da pessoa, é muito impactante emocionalmente. Mas, se a música não for boa, se ele não se conectar com a música, se o tipo, o estilo a harmonia, os caminhos melódicos não forem o gosto dele a letra, às vezes ela não conecta, ela não causa o impacto emocional que eu gostaria de causar. 

Esse episódio me fala muito disso. Quando você tira a música daquele contexto de arranjo e coloca ela numa coisa que é mais prazerosa pra você, aquilo já fica muito mais gostoso, a letra já fica mais… audível, vamos dizer assim. Então, muito legal a sua avaliação, especificamente de Despacito, porque é um fenômeno mundial, mas é muito importante as pessoas perceberem isso, que aquela música, aquela letra, de repente sera, num outro contexto musical, num outro arranjo, numa outra forma de estrutura de harmonia e melodia, causa um impacto diferente. 

É muito gostoso pra mim ter isso como trabalho, entregar essa emoção pras pessoas através da música, não só da letra que é a história dela mas, através da música também. Então, esse entendimento do universo musical da pessoa pra escrever uma canção que impacte musicalmente é muito gostoso pra mim, um desafio a cada novo cliente.

Então, continue aí com essas suas avaliações musicais belíssimas, ricas e levando um pouco de conhecimento nessa área que é tão linda que é você ter a música como parte do seu dia a dia. O seu podcast é incrível, o papel da música, como muitos falam também aqui, é incrível, então não podia deixar de parabenizá-lo por isso e agradecer também pelo seu empenho, pelo seu cafezinho. vida longa, meu amigo.”

Meu, que projeto legal esse do Juliano, viu?  Ele encontrou uma forma de trabalhar impactando para o bem a vida das pessoas, simplesmente contando suas histórias musicalmente. Eu fiquei curioso com esse trabalho , o Juliano mandou o link: www.amusicadasuavida.com. Eu faço questão de dizer esse link aqui, porque os ouvintes que mandam essas histórias legais, que estão fazendo acontecer, pra mim tem que ser divulgado. É uma delícia visitar o site, passar pelos diversos ritmos e imaginar as histórias de cada uma daquelas pessoas. Você tá vendo, hein? O Juliano, é um cara do bem!

Muito bem. O Juliano receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE, você já sabe, é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Lalá?

Na hora do amor, use Prudence.

Lalá – não.

Luciano – Como não? Usa Lalá.

Lalá – não.

Luciano – Lalá! deixa de ser do mal, Lalá…

Lalá – Tá bom, vai. Eu sou usar porque eu sou do bem.

E o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”? Vai de vento em popa, com sumários de livros, vídeos, podcasts… cara! Virou um ambiente educacional, sem ser careta nem superficial. Se você ama o Café Brasil, vai se surpreender com o Premium. Acesse cafebrasilpremium.com.br.  Experimente.

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Conteúdo extra-forte.

Muito bem. Eu vou começar o programa com uma adaptação de um texto do jornalista Juan Arias publicado no El País. O texto se chama A banalidade do mal e o esquecimento do bem. Segura aí ó…

Acostumados todo dia a receber notícias de corruptos e canalhas sem escrúpulos, de violências e direitos pisoteados, poderíamos cair na tentação de acreditar que no Brasil não há pessoas boas e honradas. Olha! Elas existem, e são a imensa maioria. São elas que mantêm o país de pé, que o fazem funcionar. Graças a elas, conseguimos viver e até manter um fio de esperança.

Enquanto crescia, aqui e no mundo, o monstro da violência, do terrorismo e dos novos nazismos, dois personagens históricos, dois pensadores, ambos mulheres, se transformaram em atualidade. Ambas foram perseguidas por sua condição de judias, a alemã Hannah Arendt e a húngara Agnes Heller – esta última, inclusive, sobrevivente de um campo de concentração. Arendt, após ter peregrinado fugindo da perseguição, conhecedora privilegiada dos horrores do Holocausto e seus verdugos, cunhou o conceito de “banalidade do mal”. Trata-se do perigo, como ocorreu durante o nazismo, de que as pessoas comuns acabem vendo o mal como algo normal, como algo que realizamos por dever ou por simplesmente seguir uma ideologia fanática. É a obediência às ordens do tirano, sem medir as suas consequências. O mecanismo que transforma em normal e burocrático os massacres e holocaustos.

Um perigo que hoje se torna tragicamente atual, com o ressurgimento de velhas e novas ideologias de ódio e discriminação dos diferentes.

Mas além desse perigo real, que as extremas direita e esquerda e as ideologias de várias tendências ressuscitam, existe outro, oposto. À banalidade do mal se opõe, hoje, o chamado “esquecimento do bem”, como se a humanidade estivesse possuída definitivamente pelo mal, sem espaços para a bondade.

A pensadora húngara Agnes Heller afirma que hoje, com seus quase 90 anos e depois de ter vivido guerras e exílios, de seu pai ter morrido em Auschwitz e de ela ter se salvado junto com sua mãe, a única fé que lhe resta é que, até no meio do pior inferno, continuam existindo “pessoas boas, capazes de ajudar os demais a se salvarem.”

O esquecimento e o silêncio da existência do bem podem ser, de fato, tão perigosos quanto a banalização do mal, pois acabam com as chances de esperança.

Vou repetir ó.

O esquecimento e o silêncio da existência do bem podem ser, de fato, tão perigosos quanto a banalização do mal, pois acabam com as chances de esperança.

Outro judeu, Sigmund Freud, pai da psicanálise, já tinha recordado, em meio aos horrores do nazismo, que o impulso da vida supera o da morte, que é como dizer que o bem acaba vencendo o mal. Do contrário, dizia Freud, o mundo já não existiria.

O Brasil também continua de pé, apesar de todos os tropeços e de todos os seus demônios, graças à grande maioria das pessoas que são honradas e trabalhadoras, que se sacrificam e sofrem sem vender sua consciência. É esse exército que, mesmo furioso com os corruptos e consciente da existência do mal, continua em seu caminho, sem se vender ao deus do derrotismo, buscando seus espaços de felicidade – sua e dos demais. Sem essas pessoas boas e normais, nosso cotidiano seria um inferno. Sem esses milhões de trabalhadores que não se vendem e geralmente sofrem injustiças e penalidades todo dia, nosso cotidiano pararia. Toda vez que acendemos uma luz, abrimos a torneira, pegamos um ônibus, compramos num mercado e encontramos nossas ruas limpas, deveríamos pensar que, por trás disso tudo, existe alguém que está trabalhando de forma honrada e silenciosa para que isso seja possível.

Todos nós já cruzamos algum dia com uma dessas pessoas generosas, capazes de ajudar sem esperar recompensa. É das pessoas boas que fala a filósofa húngara após ter vivido os horrores do mundo.

E Juan Arias continua em seu texto: Neste momento, eu não poderia deixar de lembrar que, se hoje estou escrevendo estas linhas, é porque, quando ainda era criança, uma família pagou meus estudos, o que meus pais, professores de escola, não teriam podido fazer. Uma família que não conheci porque preferiu o anonimato. São essas famílias, e não os banalizadores do mal, as verdadeiras construtoras e donas do mundo.

Que não se enganem os corruptos e violentos, pois essas pessoas boas, se quiserem, também podem se rebelar. E nada mais perigoso para os canalhas que a ira dos inocentes. O que seria, por exemplo, das pessoas abastadas das cidades brasileiras se esses milhões de favelados, deixados à própria sorte, vítimas da banalização da violência, decidissem baixar em massa e incendiá-las? Não é que não haja pessoas de bem. Às vezes, frente ao mal e à injustiça que as rodeia, ao descaramento do mal, dá até vontade de pensar que são boas demais.

Tão bem
Lulu Santos

Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal

Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar

Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia
De se querer bem, de se querer quem se tem

Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por ela
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isso por ela

Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal

Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar

Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia
De se querer bem, de se querer quem se tem

Meu! Como o Lulu Santos é competente no que ele faz, cara! Você está ouvindo uma versão acústica de Tão bem, sucesso que ele lançou em 1984. Agora me responde aí: você tem quem lhe faça bem?

Rudyard Kipling, o famoso jornalista e escritor inglês, escreveu em 1895 um poema chamado “Se”,  “If” sob forma de conselhos para seu filho John. No poema ele diz que se você conseguir manter a cabeça no lugar quando os outros a perdem, se conseguir manter a auto confiança entre outros atributos, então você pode ser bem sucedido. Você pode ser alguém do bem. O poema foi traduzido por Guilherme de Almeida e circula por aí num português cara, de 150 anos atrás.

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar –sem que a isso só te atires,
De sonhar –sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais -tu serás um homem, ó meu filho!

É um poema lindo para ser lido, mas difícil de ser declamado e compreendido. No roteiro deste programa publicamos a tradução feita por Guilherme de Almeida, a original e aqui vai uma versão que eu trouxe para o português coloquial, fica mais fácil para você compreender aí no busão.

Lalá, bote aí QUEM PUDER, QUE VOE, com Luiz Macedo e Renato Lemos….

Se você é capaz de manter a calma quando
Todo mundo ao seu redor já a perdeu e culpa você;
Se você é capaz de crer em você mesmo quando todos estão duvidando,
E ainda assim permitir que os outros duvidem de você;
Se você é capaz de esperar sem se desesperar,
Ou, quando enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou ainda, mesmo sendo odiado, evitar odiar,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se você é capaz de pensar –sem que fique só nisso,
De sonhar – sem fazer dos sonhos seus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguir
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se você é capaz de sofrer a dor de ver transformadas
Em armadilhas as verdades que você disse,
E as coisas, pelas quais você deu a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que lhe restar;
Se você é capaz de arriscar numa única jogada
Tudo quanto ganhou em toda a sua vida,
E ao perder, sem ficar reclamando e choramingando,
Retornar ao ponto de partida;
Se você é capaz de forçar seu coração, nervos, músculos, tudo
A dar tudo que neles ainda existe,
E a persistir e, mesmo quando exausto, encontrar
Aquela vontade de dizer: “ Insista!”;

Se você é capaz de falar com a plebe sem se vulgarizar,
e andar com reis, sem perder a naturalidade;
Se você é capaz de se defender de amigos, sejam bons ou maus,
Se você pode ser de alguma utilidade para todos,
E se é capaz de dar ao minuto final de sua vida
Sessenta segundos de memórias que justifiquem a jornada,
Sua será a terra e tudo que nela existe,
E mais que isso: você será um Homem, meu filho!

Homem Pássaro
Hyldon

Ah se Deus me desse
O dom natural de voar
Abrindo minhas asas
Voando como um pássaro lá
No ar

Ah se Deus me desse
O dom natural de voar
Eu ia mundo afora
Sobrevoando terras e mar

E você tem que saber
Que eu não ia esquecer você
E você tem que saber
Que eu não ia esquecer você

Uau! O grande Hyldon, com Homem pássaro, dele com Alex Malheiros, que tal? Sabe de quando é esse som, cara? Esse sonzaço?  É de 1976…

Pois é… Kipling dá a receita: devemos ser humildes, pacientes, racionais, verdadeiros, confiáveis e perseverantes. Fale a verdade, quem não quer um amigo assim, hein? Seu comportamento diante de eventos e pessoas ruins é que é importante, cara. Você precisa continuar a ter fé em você mesmo, a saber que as palavras que você diz – ou escreve – podem ser torcidas para dar a entender o que os outros querem que dê a entender. Até para o mal. Você precisa ser capaz de enfrentar as mentiras e o ódio que emana dos outros.

É importante notar que o poema de Kipling não fala de atos de heroísmo, de riquezas ou de fama. Ele trata de um outro tipo de riqueza: os princípios e valores que definem quem você é. Os princípios e valores que fazem você ser uma pessoa do bem.

Hummmm…. que tal Arthur Moreira Lima interpretando Super Homem, a canção, de Gilberto Gil, hein? Dá até pra ficar ouvindo um pouquinho mais, não é?…

Pois é… Olha, eu sei que isso aqui não se aplica a todo mundo, mas se você me perguntar porque é que eu sou uma pessoa do bem e eu sou uma pessoa do bem, eu direi: porque meus pais são do bem. Meus avós eram do bem. Meus amigos também são. Eu sou o resultado das influências que recebi ao longo da vida. Foram elas – as influências – que ao passar por meus filtros morais, determinaram o que eu deveria ou não deveria fazer. Que exemplos eu deveria seguir ou evitar. E há muito tempo compreendi o poder imenso que existe na capacidade que todos temos de influenciar os outros.

Todos queremos ter controle sobre nossas vidas, não é? Mas por mais que achemos que controlamos, sabemos que é um controle limitado. Muito da nossa vida é determinada pelas circunstâncias, pelos contextos, e pelas nossas reações. E o que mais temos em volta de nós é influências. Se o controle exige um pensamento racional, a influência não. Influenciamos os outros mesmo contra nossa vontade. Eu costumo dizer, por exemplo, que todo líder é um professor de ética. Para o bem ou para o mal. Seu comportamento influencia seus liderados, mesmo que ele não queira. E se é assim, a capacidade de influenciar os outros é infinitamente mais poderosa que a capacidade de controlar. Se você é casado ou casada sabe o que estou querendo dizer, cara… E se tem filho aborrescente então… Ah! meu Deus!

Olha! Seja como você, fale o que fala, comporta-se como você se comporta… e você estará influenciando os outros. A única coisa que você pode controlar é se essa influência será boa ou má. O que nos traz de volta para o texto do Juan Arias: se quero que os bons não sejam esquecidos, cabe a mim influenciar para o bem seja plantado, cultivado e compartilhado.

Transforme-se você no exemplo de influência que você gostaria de receber. Você sacou, hein? Em vez de ficar aí ó no mimimi de que os bons foram esquecidos, ah os canalhas tomaram conta, transforme-se você no agente para fazê-los serem lembrados. Os bons. Use seu tempo de vida para encontrar, abraçar, motivar, parabenizar os bons e as boas ações. Mas mais que tudo: seja influenciado por eles. Imite-os. Compartilhe as ações dos bons. Sim, eu sei, tá  difícil e não dá like nem compartilhamento quando você fala de coisa boa, não é? A turma gosta mesmo é dos ruins, das merdas, não é? Pois é. Então bote uma meta aí ó: para cada post que você publicar ou compartilhar falando de uma merda, publique ou compartilhe um outro falando de coisa boa.

Torne- se um influenciador do bem.

No Budismo existe um princípio que diz que nossa vida interior é o espelho da vida exterior. O que acontece em volta de nós se reflete naquilo que somos. E vice-versa. Se eu estiver feliz e você triste, em nossa interação eu vou tentar puxar você para cima e você vai tentar me puxar para baixo. Quantas vezes você não chegou cheio de energia, de amor para dar, de tesão e saiu murchinho de um encontro com outra pessoa que estava pra baixo, hein? Algumas pessoas tem uma força interior descomunal que puxa mesmo os outros para cima ou para baixo. Mas com a maioria de nós não é assim não. Estamos todo o tempo sendo influenciados pelo ambiente e pelas pessoas que nos cercam.

Algumas pessoas são tóxicas. Tão para baixo mas, tão pra baixo cara, tão venenosas, tão mesquinhas, tão amargas, que mesmo sem perceber, acabam sabotando os outros. Você conhece gente assim é? Cuidado. Não se deixe influenciar por eles. Influencie-as. Se eles forem mais fortes que você, saia de perto.

Quanto mais bons influenciadores você tiver em volta de você, mais feliz você será. Eu já parei de assistir certos comentaristas de rádio e TV cara. Simplesmente me recuso a ouvir diversos influenciadores digitais que estão por aí. Esses caras drenam minhas forças. Eu vou buscar os que me alimentam. E mais que isso, botei na cabeça que o que eu tenho de fazer é criar influenciadores do bem. Mudando o ponto de vista de alguém com relação à vida, de negativo para positivo, por exemplo, uma tarefa dificílima, que só pode ser conseguida de uma forma: ser eu um influenciador do bem e e forma consistente.

Mas cuidado. Esse “do bem” é perigoso. Tá cheio de psicopatas por aí matando em nome do bem, roubando em nome do bem, trazendo o inferno em nome do céu, assaltando em nome da justiça. Esses cara, são os piores.  Só há uma forma de lidar com eles: estudando mais, lendo mais, aprendendo mais, buscando mais argumentos que destruam suas mentiras ou que simplesmente acionem seus filtros para que você não se deixe influenciar por eles. Sabe como? Comparando mais.

Olha, essa missão de fazer que os outros sejam melhores, de trazer os bons à lembrança, não tem nada de altruísmo nao, de desapego, de magnanimidade, de generosidade, não.

A questão é muito simples: um mundo que não esquece e valoriza mais os bons que os maus, será  um mundo muito melhor para mim, para meus filhos e meus netos.

O nome disso é inteligência.

Minha fama de mau
Roberto Carlos
Erasmo Carlos

Meu bem às vezes diz
que deseja ir ao cinema.
Eu olho e vejo bem
que não há nenhum problema;
e digo não, por favor
não insista e faça pista;
não quero torturar meu coração…
Garota ir ao cinema
é uma coisa normal,
mas é que eu tenho
que manter a minha fama de mau!

Meu bem, chora, chora
e diz que vai embora.
Exige que eu lhe peça
desculpas sem demora
e digo não, por favor
não insista e faça pista;
Não quero torturar meu coração…
Perdão à namorada
é uma coisa normal,
mas é que eu tenho
que manter a minha fama de mau!

E digo não,
Digo não,
Digo não, não, não.
Digo não,
Digo não,
Digo não, não, não…

Perdão à namorada
é uma coisa normal,
mas é que eu tenho
que manter a minha fama de mau!
Tenho que manter a minha fama de mau! (3x)
Au! Au! Au! Au!

Meu! Como eu procurei versões de MINHA FAMA DE MAU do Roberto e Erasmo Carlos. Tem um monte no Youtube, na internet pra lá e pra cá. Mas bicho! Rock, rock de verdade é Erasmo com a Rita Lee. Olha que dupla!

Muito bem! No fim, neste mundo maluco em que vivemos, coisas antigas, ultrapassadas e fora de moda é que vão determinar a sua capacidade de seguir em frente. Quando o computador da hora quebrar, quando o aplicativo da hora perder a novidade, quando o influenciador da hora perder popularidade, quando o governador da hora perder o poder, quando o dinheiro acabar cara, é a força moral, a responsabilidade e a determinação é que vão fazer com que você siga adiante.

E essas coisas cara,  não estão naquele e-mail de ofertas que você recebeu não, não estão na promoção imperdível do Faustão, também não estão naquele produto imperdível do banco e nem no carrinho que fecha hoje às 23:35…

Essas coisas velhas cara não se vendem. Nem se compram.

Com o boníssimo Lalá Moreira na técnica, a malvada Ciça Camargo na produção e eu este poço de bondade, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Juliano Ribeiro, Juan Arias, Rita Lee, Erasmo Carlos, Lulu Santos, Arthur Moreira Lima, Luiz Macedo com Renato Lemos e Hyldon. Tá bom assim, hein?

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar a nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Quem estiver fora do país, é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Mergulhe fundo no mundo do Café Brasil acessando:

Para o resumo deste programa, portalcafebrasil.com.br/580

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Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo juntos!

E para terminar, a tradução livre de uma frase de Rudyard Kipling:

Jardins não são feitos por quem exclama “Ai, que lindo!” enquanto senta na sombra.