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Luciano Pires -
Download do Programa

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS

Olha cara! As mídias sociais, não só elas, a imprensa em geral, sei lá, todas as mídias, estão me fazendo ficar com enjoo viu? É gente demais falando merda…parece até que é uma arte!

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas e aquele guia para você complementar as reflexões que só o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/579.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Reginaldo Czezacki mas eu só vou usar o depoimento dele ali mais pra frente.

O Reginaldo receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Lalá! Vamos lá então!

Luciano – Na hora do amor…

Lalá – use Prudence.

Luciano – Até quando?

Lalá – até o último dia!

Que lúgubre, hein lalá!!!

Olha aqui ó, nos últimos dias recebi a visita de três ouvintes, super fãs do podcast, que ouvem tudo há tempos, adoram, recomendam pra todo mundo, os caras entusiasmados… aí eu perguntei se eles assinam o Café Brasil Premium e os três disseram: não. Perguntei por que meu? E e a resposta dos três foi a mesma: não sei.

Catzo. Como assim “não sei”?

Eu perguntei se era pelo preço, não. Conteúdo? Não. Era sei lá o quê… Pô, meu, larga de ser preguiçoso, acessa www.cafebrasilpremium.com.br e assina! Se você não curtir, se não gostar, desassina, cara! Nossa “Netflix do Conhecimento”, tá arrebentando! Quer ver?

com reginaldo
O gordo e o Reginaldo

“Luciano, muito bom dia. Meu nome é Reginaldo Czezacki, sou empresário no Paraná, moro na melhor cidade pra se viver no nosso Brasil, onde tem noventa alqueires de mata virgem, vinte e sete metros de mata por habitante, dezessete bosques, a cidade mais segura do país pra se viver. Já sabe? Você esteve aqui fazendo uma palestra na nossa empresa em Maringá, Paraná. 

Deixa eu te contar: quando você veio aqui a Jamyle da publicidade, você bem conhece, que me indicou, eu não lhe conhecia ainda. Tinha visto só um vídeo seu demo mas, só pelo vídeo já autorizei a sua vinda pra fazer essa palestra na nossa  empresa. Nem precisou brigar no preço, não precisou passar por vários departamentos pra autorizar. 

Mas olha, depois da sua palestra do Monte do Everest, assinei o Café Brasil Premium e não parei mais de alimentar  de tudo, principalmente os sumários dos livros. Os podcasts, enfim, todo Café Brasil. 

Algo que sempre tive muita dificuldade foi na leitura. Agora, só nesse pouco tempo já tenho seis livros na cabeça. E olha que, cada um já devo ter ouvido umas cinco vezes no mínimo. Tenho passado sobre você, sobre o Café Brasil, para todas as pessoas que conheço, em especial empresários que pensam como eu, que o nosso Brasil tem jeito sim de mudar. cada um fazendo a sua parte, assim como você através do Café Brasil. Agora eu coloquei os podcasts como motivação, toda semana, na minha gerência. Você bem falou que se fosse para usar dentro da empresa, OK.

Mais uma: quando assinei o Café Brasil, você colocou lá que se achasse que valia os quarenta reais a mensalidade, que era pra pagar. Eu achei que sim. Estou pagando o valor desde o começo, valor cheio. E acho que vale muito mais que quarenta, Luciano. 

Só mais uma: te mandei uma foto minha do dia da sua palestra e o seguinte: você fala sempre “fitness intelectual”. Eu perdi cinquenta quilos só correndo. E já faz dez anos isso. Levanto todos os dias 5:15. De segunda a segunda, pra correr ou academia. Vamos combinar aí você perder uns vinte quilos a menos aí no nosso próximo encontro? Abraço Luciano!”

Rararaa… Que elegância do Reginaldo pra me chamar de gordo, cara! Que cara de pau.  Mas não dá pra reclamar não viu bicho? Eu tô gordo sim! Eu que falei pra ele que eu tenho que perder vinte quilos. Rararara… Olha só, o Reginaldo está à frente do Sistema Prever, lá de Maringá, é a melhor cidade para se viver no Brasil cara!

Os caras da Prever criaram uma empresa absolutamente inovadora num segmento do qual a gente nem gosta de falar: o funerário. Dá uma olhada lá: preveronline.com , vale a pena pra ver o que esses caras fizeram cara. Eles criaram uma abordagem completa, objetiva, barata, leve, inovadora, num segmento complicado, que lida com a morte. O Reginaldo é um baita de um inovador. E olha está curtindo o Café Brasil Premium! Pô, meu, vem você também!

cafebrasilpremium.com.br

Conteúdo extra-forte.

Ah, Reginaldo, você ganhou um Kit DKT! E olha aqui:  eu vou aceitar esse desafio de perder os 20 quilos.

Cara, eu não sei você, mas eu tomei bode das mídias sociais, viu? Estou nelas por obrigação profissional, mas tá cada dia mais difícil. A gente faz uma postagem legal na esperança de ver mais gente trazendo ideias e poft! Cai um comentário idiota, como um saco de merda, destruindo o post, meu. Normalmente feito por alguém que não entendeu o que leu, não sabe nada do assunto comentado, mas que PRECISA dar sua opinião. Que saco, cara!

Mas tem coisa pior, viu? A gente nem pode exigir demais dos comentários ruins, porque a área de comentários está aberta para qualquer um, não é? O bicho pega quando é uma figura pública falando merda. Ai cara! Jornalistas nos rádios e televisões, nos jornais e revistas, podcasters, youtubers… Eu às vezes fico envergonhado, sabe? Eu fico olhando os tais influenciadores digitais no youtube dando opinião sobre qualquer assunto e me lembrando de uma fala do jornalista Reinaldo Azevedo:

-Não confio numa religião mais nova que o uísque que eu bebo.

Como confiar num garoto de 28, 30 anos, que vem me ensinar como viver uma vida com propósito, como gerenciar negócios, cara? Não, não é preconceito, é conceito! Se alguém vem me ensinar a andar de moto, a primeira pergunta que farei é: meu quantas vezes você caiu? Me mostra a cicatriz, hein. Deixa eu ver as rugas, as marcas do tempo! Cara, tem até garoto de 14 anos dando conselhos sobre como viver uma vida plena, meu!

Deixa eu explicar melhor aqui . Tô ouvindo aqui que já caiu um disjuntos, olha só.

Sim, é possível aprender muito com os jovens. E nem me refiro às questões práticas como mexer em aplicativos ou no smartphone. Eu acho que dá para aprender muito sim em diversas áreas do conhecimento, eu não tenho absolutamente nada contra um jovem que se dedica a estudar um assunto e dividir com os outros o que aprendeu. Pelo contrário. A questão aqui é mais complexa que isso.

Me refiro ao garotão ou garotona que começa a ficar famoso falando de videogames, depois começa a falar de sociedade, depois de política, depois de ideologia… Eu não sei o que acontece. Eu aqui, do alto dos meus 61 anos de idade  deixo de comentar um monte de assuntos simplesmente porque eu me sinto incompetente! Eu não sei o que é, não vou falar a respeito. Eu sei que eu não sei, eu tenho de mergulhar profundamente no tema, eu morro de medo de passar vergonha quando abrir a bocarra e falar uma bobagem. Por isso me recolho para uma porção de assuntos! eu simplesmente não sei.

Mas essa moçada não quer saber cara, manda bala. E tem milhões de seguidores os estimulando, ouvindo e reproduzindo as bobagens que ouvem.

Aí meu, dá nisso. O influenciador fala merda e seus milhões de seguidores saem repetindo merda.

Bobagem blues

Eu tava um dia mal
Bem assim na lama
Só pidi gripe
Sem força pra tossir
E não me toque
E não me encoste, chuchu
E a dor late e range
Me leva pra Bauru

Vixi… você está ouvndo aí o BOBAGEM BLUES, com Johnny T and The Tietê River Band. O CD chama-se Lonely Avenue, mas eu não tenho a menor ideia do que seja isso… apareceu um arquivo pra mim aqui,  não achei nada sobre eles na internet. E tem Bauru! Só faltava os caras serem de Bauru, cara

Sempre acreditamos que somos pessoas racionais, não é? Mas a cada dia as pesquisas demonstram que não é bem assim. Quando se depara com uma situação de incerteza, a maioria das pessoas não sai automaticamente levantando dados, avaliando informações para embasar suas opiniões e escolhas. Na verdade, as pessoas apelam para certos atalhos mentais, que normalmente as levam a tomar decisões estúpidas. Entre elas, falar merda. E isso nada tem a ver com a inteligência da pessoa, cara.

Quantos caras inteligente você já viu falando merda?

Quer ver? Uma raquete de pingue pongue e uma bola de pingue pongue custam juntos 24 reais. A raquete custa 20 reais a mais que a bola. Quanto custa a raquele? De novo, bem devagar…

Uma raquete de pingue pongue e uma bolinha de pingue pongue custam, juntas, 24 reais. A raquete custa 20 reais a mais que a bolinha. Quanto custa a raquete?

Lá vai… pense…

Muito bem. A maioria das pessoas vai abandonar as aulas de matemática e pular para o atalho evidente, e vai responder assim: 20 reais, cara. É claro. Tá errado

A raquete custa 20 reais a mais que bolinha, portanto a resposta certa é o conjunto custa 24 reais, sendo a bolinha dois reais e a raquete 22 reais.

Rarararrara… bugou aí cara? Não faz mal bicho, ouça de novo e tenta imaginar aí qual é a história.

Você viu como é fácil pensar e falar merda meu? É só recorrer a um atalho mental.

Melhor calar a boca, não é?

Pois é… Vou dar uma aliviada aqui, convidando você para ir comigo a um boteco no Rio de Janeiro.

Vamos ouvir Bia Stutz e Thomas l’Etienne nos clarinetes, Flora Milito na percussão e Mauricio Massunaga no violão-sete-cordas, interpretando SILÊNCIO.

Olha, eu não sei você, mas eu queria estar nesse boteco… assista o vídeo lá no Portal Café Brasil e você verá o clima do boteco…

Muito bem. Na sequência aqui , vou com o texto “A arte de dizer besteiras”, do jornalista Flávio Damiani, muito oportuno. Aliás, recomendo a leitura do livro que ele indica.

O filósofo americano Harry Frankfurt, ao escrever o livro “Sobre falar merda”, não poderia ser mais realista, analisando o comportamento daqui e de fora. Manda um recado direto aos que passam o tempo falando bobagens nas redes sociais, embora o objetivo dele seja o de desvendar a essência do discurso político. O livro, um mini-book com pouco mais de 60 páginas que podem ser devoradas durante uma ida ao banheiro, faz parte do currículo do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na cadeira de Filosofia, do professor Luiz Carlos Bombassaro.

Frankfurt estabelece uma diferença básica entre a mentira e o falar merda. Diz que o mentiroso esconde os fatos e inventa deliberadamente suas histórias; respeita a verdade, mesmo que fuja dela. Já o outro, o que fala merda, não tem o mínimo de classe, consideração ou respeito e tenta induzir quem quer que seja a aceitar sua versão como verdadeira, procurando sempre chamar a atenção, construindo uma impressão sobre si mesmo. É um perigo porque o mentiroso, embora reconheça o blefe, respeita regras e limites; já o “evacuador” revela o seu cardápio por meio de suas ideias ou palavras – ele é mais perigoso do que aquele que mente.

O orador, no entanto, não está mentindo, afirma o filósofo, porque não tem intenção de impor à plateia crenças que considera falsas. Um político, quando sobe à tribuna para falar em público, só está interessado na opinião dos outros sobre ele. “Ele quer ser considerado um patriota, alguém que aprecia a importância da religião, que é sensível à grandeza de nossa história, cujo orgulho combina com a humildade perante Deus”, destaca Frankfurt. Mais adiante, ele se debruça a analisar as áreas da propaganda e das relações públicas, “exemplos tão consumados de falar merda que podem servir como os paradigmas mais inquestionáveis e clássicos do conceito”.

A obra encaixa como uma luva neste momento de turbilhão político em que velhas raposas da política, envolvidas até o pescoço com operações criminosas, duvidosas, escandalosas, mentem descaradamente para provar inocência quando suas vidas já foram vistas e revistas e suas falcatruas se tornaram públicas. Do outro lado, um exército de abnegados cidadãos sem a mínima consciência, levados no bico e totalmente desinformados, tenta defender as trincheiras da corrupção, entra no jogo político de quem não quer mudanças, quando a mudança é a única saída. A corrupção tem dois lados e contaminou os coxinhas que chamam a esquerda de petralhas e petralhas que chamam os da direita de coxinhas.

Na verdade, os mentirosos, travestidos de pastores do bem, com seus sermões e mazelas buscam controlar a ira do seu rebanho e os adeptos por sua vez só falam merda. Claro que ainda sobram os corruptores. Bom, estes estão por toda parte, na mídia em especial.

Olha! Eu fiquei refletindo a respeito desse texto do Flavio Damiani e do livro do Frankfurt… o que é que leva alguém a falar merda em público? Bem, evidentemente em primeiro lugar vem a ignorância. O sujeito não conhece sobre o assunto, abre a bocarra e dá a opinião ignorante dele. Se é sobre temas mundanos, que tem a ver com gosto pessoal cara, eu até entendo. Mas quando é sobre temas que exigem conhecimento histórico, capacidade de ligar os pontos e, especialmente, responsabilidade, aí é complicado.

É nesta praia, a da ignorância, que nadam dezenas, centenas, milhares de influenciadores digitais.

A ignorância faz parte da arte de falar merda.

A burrice é outro ponto. Ué Luciano, mas ignorância e burrice não são a mesma coisa? Não cara, não. Ignorância é falta de conhecimento. O ignorante pode ou não ter consciência do que não sabe. Já o burro tem certeza de que sabe o que não sabe. E, pior ainda, não aprende! Como dizia Nelson Rodrigues: A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. A burrice é uma força da natureza…

O burro, mesmo que tenha acesso aos fatos, é incapaz de analisá-los. Não consegue fazer a relação da causa com a consequência, cara. E aí não tem jeito.

A burrice faz parte da arte de falar merda.

O outro ponto é a soberba cara, aquela manifestação de superioridade sobre outras pessoas que tem a ver com orgulho, pretensão, arrogância, altivez e autoconfiança exagerada.

Se tem tanta gente me seguindo, se faço tanto sucesso, posso falar a merda que bem entendo. Veja bem, eu não acho que você tem de falar só sobre aquilo que estudou, sobre o que tem certeza absoluta ou sobre o que é sua especialidade. Não. Mas você não pode fazê-lo como se fosse o dono da verdade, cara. Eu, por exemplo, faço questão de, ao dar minha opinião sobre um tema controverso, eu deixo claro que aquilo é minha opinião, que eu não sou do ramo, que posso estar errado. Muitas vezes eu até peço que alguém do ramo traga luz à discussão.

Nesta praia, a da soberba, também nadam muitos influenciadores digitais cara, mas mais ainda muitas personalidades da mídia.

A soberba faz parte da arte de falar merda.

 

E tem o estratégico, que fala merda intencionalmente como parte de uma estratégia. Um exemplo interessante: a pesagem pré luta entre Conor McGregor e o boxeador Floyd Mayweather. Conor colou na cara do Floyd e falou todo tipo de merda ali, mas todos sabiam que havia uma intenção estratégica de desestabilizar o oponente, de vender assinaturas da luta. Era um jogo comercial, totalmente falso.

Aliás, no primeiro capítulo de um dos livros históricos do Antigo Testamento, o Livro de Samuel, está a história de um jovem atleta muito conhecido, chamado Davi, que usou um ataque verbal para se sobrepor ao adversário no campo de batalha: “Eu vou te botar no chão e cortar sua cabeça”, gritou ele para o grandão Golias. O resto é história…

Quer outro exemplo maravilhoso? O comentarista de esportes Milton Neves. Ele faz questão de falar merda sobre times e torcidas, para agitar os ânimos e ganhar audiência cara. ele consegue!

Sabe outro magistral falador de merda? Donald Trump…

A estratégia faz parte da arte de falar merda.

Mais um ponto é a má fé, a canalhice. O sujeito sabe que o que está falando é merda, e fala mesmo assim, na intenção de obter algum resultado. Pode ser um hater querendo causar, um especulador querendo criar caso, um político querendo obter vantagem, alguém interessado em causar algum conflito do qual possa sair ganhando. Esses são os piores, pois não têm a ingenuidade da ignorância ou da soberba, nem a intenção puramente pragmática do estratégico. São canalhas mesmo, querem vantagem para si e os outros que se explodam. E aí meu é complicado lidar com eles.

A má fé e a canalhice fazem parte da arte de falar merda.

Olha, quando se trata de falar merda, pesquisas já comprovaram que a inteligência só piora as coisas. Quanto mais inteligente é a pessoa, mais ela acha que os outros são burros e que só ela pode estar certa… e então… E pior, a inteligência traz consigo autoconfiança. Tudo que é preciso para pegar os tais atalhos, viu?

Quando alguém fala merda para nós, a gente ouve e pensa: putz, mas que idiota, meu! Estamos avaliando a pessoa daqui de fora, não é? Aí fica fácil fazer julgamentos. Mas quando é conosco, hein? Não é uma análise externa, mas um sofisticado processo de introspecção, que inclui reconhecer nossas pisadas de bola e assumir que falamos merda. Quem é que gosta de fazer isso, hein? Pior: os processos que nos levam a falar merda não são conscientes, estão escondidos lá no fundo da mente, não são de fácil acesso. Uma introspecção pode até piorar, quando a gente fica convencido que “não achamos nenhum problema meu…”

É, meu caro, minha cara… Os estúpidos sempre são os outros.

Vamos lá então? Hoje você aprendeu que a arte de falar merda envolve ou ignorância, ou burrice, ou soberba, ou estratégia ou então canalhice. Da próxima vez que você se deparar com alguém falando merda, tente enquadrá-lo numa dessas categorias.

Se for um ignorante, dê a ele acesso aos fatos, não mande simplesmente estudar.

Se for burro, desconsidere cara. Não perca eu tempo.

Se é soberba, não se deixe intimidar. Mas não entre em enfrentamento, cara isso gasta uma baita energia que você podia aplicar escrevendo para seu podcast preferido, por exemplo. Não aceite a provocação. Em vez disso, tente descobrir porque essa pessoa afeta tanto você. Não entre na disputa, se a discussão virar competição, aí você já sabe cara, textões e mais textões até um chamar o outro de nazista. E se o soberbo começar com arrogância, é simples, mande tomar no c*.

Se for estratégico, bem, aí é interessante você ver o que é que ele pretende. Quem saca que o Milton Neves quer é audiência, acaba achando graça nas merdas que ele fala. Quem não saca isso, arruma briga.

Agora, se for um canalha cara… bem, aí você deve tomar todas as precauções. Saia de perto, avise todo mundo e, se tiver uma chance, faça de novo, mande tomar no c*.

Não vou me adaptar
Nando Reis

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Não vou!

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou!
Não vou me adaptar!
Eu não vou me adaptar!
Não vou! Me adaptar!

Meu, que programa cheio de palavrão, não é? Mas não é palavrão ofensivo não, esse é o didático. E tem outra coisa, você não faz ideia no prazer que dá para um bauruense que a vida inteira falou merda, falar merda.

E é assim então, ao som de NÃO VOU ME ADAPTAR, de Nando Reis, com ele mesmo, que vamos saindo no embalo.

E você que está preocupado em não falar merda, veja bem quem é que você está seguindo. Que opiniões você está ouvindo. Que credenciais tem quem dá essas opiniões. É só um curioso que grita e fala por ouvir falar? Esse sujeito a quem você está dando seu tempo de vida viveu o assunto que comenta? Ou é só orelhada, hein? Tenha um filtro, meu caro, minha cara. Para o bem do mundo, do Brasil, de sua família, seu mesmo, bote na cabeça: não dá para ser mestre sem antes ser discípulo.

Com o profundo Lalá Moreira na técnica, a nutritiva Ciça Camargo na produção e eu que tenho orelhas e olhos que não são penicos, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Reginaldo, Flavio Damiani, Johnny T e The Tietê River Band, meu, quem são esses caras, cara? Nando Reis, Bia Stutz, Thomas l’Etienne, Flora Milito, Mauricio Massunaga.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Quem estiver fora do país, é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Meu, se você gosta tanto do conteúdo deste Podcast, mexa-se!  Tem a Confraria Café Brasil no www.cafebrasil.top e tem o Premium no cafebrasilpremium.com.br.

Ou então, baixe o resumo deste programa no portalcafebrasil.com.br/579

E para terminar, uma frase do escritor Michael Crichton :

A vida é dura, mas é mais dura se você for um estúpido.