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568 – Ao mestre com carinho

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Luciano Pires -

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS

Lembra dos professores que você teve ao longo de sua vida, hein? Quantos deles foram especiais? Aqueles que verdadeiramente ajudaram a fazer de você quem você é? Este programa é pra eles…

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Sherlock Gomes

“Oi Luciano. Aqui é o Paulo Gomes de São Paulo, Capital. Mas pode me chamar de Sherlock que é o meu apelido. 

Cara! Eu sou ouvinte assíduo do Café Brasil desde o comecinho. Não perco um podcast. Indico, compartilho em rede social, já dei seus livros de presente. Afinal, a gente sabe que coisa ruim, praticamente prolifera sozinha. E a grande mídia está aí pra comprovar isso, né? Já coisa boa pede ação, envolvimento, pede engajamento. 

Ao compartilhar um podcast do Café Brasil, parece que estou prestando um serviço de utilidade pública. Eu gosto de todos. Mas, os especiais com temática musical, nossa! Aí é bom demais da conta. 

É que sou músico Luciano. Me dedico ao ensino musical há uns trinta anos e mantenho ainda hoje o entusiasmo de outrora. Amo ensinar, compor, tocar. Enfim, sou abençoado por trabalhar com o que gosto. E faz tempo que eu queria retribuir tanto presente que você nos dá. Pois é exatamente assim que considero cada podcast. Um presentaço. 

Como eu sei que você curte um blues, então aqui vai o meu presente pra você. Blues do Café Brasil. É de coração e espero que você goste. E desejo vida longa ao Café Brasil”.

Blues do Café Brasil
Sherlock Gomes

Quem é esse cabra da peste
Que foi lá no Everest
E essa baita experiência
Despertou sua consciência
Você gosta de um desafio
Então tenta entender o Brasil
Desde o tempo da vovó
Tá assim
De brasileiro pocotó

Eu não sou pocotó
Eu ouço o Luciano

Eu não sou pocotó
Eu ouço o Luciano

Eu não sou pocotó, viu?
Eu ouço o Café Brasil

Só quero ouvir coisa que preste
É por isso que eu não perco um podcast

Yesss!! Sherlock, você é muito bom, adorei o blues e vai entrar pra plástica do programa, pode saber! Olha cara, não tenho palavras para agradecer! Acho que esse blues aí é o maior elogio que já recebi…

O Sherlock receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então Lalá! Vamos seguir na linha do blues. Vem cá! Vem cá!

Luciano – eu não sou pocotó

Lálá – eu só uso PRUDENCE

Luciano – eu não sou pocotó

Lálá – eu só uso PRUDENCE

É o blues do Café Brasil, cara!

E você agora tem um ambiente para mergulhar mais fundo em conteúdos para o crescimento pessoal e profissional: lançamos o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, repleta de sumários de livros, vídeos, podcasts, áudios… cara, tudo aquilo que você precisa pra não ser um pocotó. É uma festa para quem quer crescer. Acesse cafebrasilpremium.com.br, conheça nossa proposta e junte-se aos 836 assinantes que já estão viajando por lá.

cafebrasilpremium.com.br

Conteúdo extra-forte.

To sir with love
Don Black
Mark London

Those school girl days
Of telling tales
And biting nails are gone
But in my mind
I know they will still live on and on
But how do you thank someone
Who has taken you from crayons to perfume
It isn’t easy, but I’ll try
If you wanted the sky I’d write across the sky in letters
That would soar a thousand feet high
To Sir, with love
The time has come
For closing books
And long last looks must end
And as I leave
I know that I am leaving my best friend
A friend who taught me right from wrong
And weak from strong
That’s hard to learn
What, what can I give you in return?
If you wanted the moon I’d try to make a star
But I would rather you let me give my heart
To Sir, with love

Ao mestre, com carinho

Aqueles dias de estudante
De contar historias
E de roer unhas, se foram
Mas em minha mente
Sei que sobreviverão para sempre, sempre
Mas como vc pode agradecer alguém
Que te tirou dos lápis de cera para o perfume
Não é fácil, mas eu vou tentar
Se você quisesse o céu, eu escreveria sobre o céu com letras
Que planariam a mil pés de altura
Ao Mestre, com carinho
Chegou a hora
De fechar os livros
E os olhares demorados devem acabar
E enquanto eu os deixo
Eu saberei que estou deixando meu melhor amigo
Um amigo que me ensinou o certo do errado
E o fraco do forte
É bastante para aprender
O que, o que eu posso lhe dar em troca?
Se você quisesse a lua eu tentaria fazer uma estrela
Mas eu gostaria que você deixasse lhe dar meu coração

Pois bem… estou aqui eu em meus afazeres… aliás, em meus afazeres é coisa de quem tinha onze anos em 1967, quando recebo um e-mail que acabou inspirando o programa e diz assim:

Querido amigo Luciano

Eu de novo,

Não sei se lembra do nosso “primeiro bate papo”, mas resolvi entrar em contato de novo por uma série de motivos, sei que deveria mandar áudio pelo whastapp, para vocês aproveitar no seu programa, mas sou oldschool e ainda gosto de escrever, acho mais íntimo e mais legal e afinal você faz tanto por mim, que eu posso “gastar” um pouco de tempo para te escrever a agradecer.

Caso você não lembre do meu primeiro e-mail, vou resumir: eu me tornei professor universitário com 22 anos. Nunca fui um professor ruim, pelo contrário, responsável, nunca faltava, passava todo o conteúdo, respeitava os prazos e fui até homenageados por algumas turmas, mas fui cansando porque o salário é pouco, os alunos cada vez mais difíceis de chamar atenção para a aula, de se fazer respeitado. E como superar esses entraves na minha volta, hein? Bicho, é ai que você entra…

Conheci o podcast por causa de uns jornalistas de Recife que fazem o podcast 45 minutos, uma resenha sobre futebol. E comecei a entender o poder dessa ferramenta. Comecei a pesquisar por outros para escutar e buscando os melhores do Brasil cheguei no Café Brasil.

E tem alguns episódios que são foda demais e me fizeram repensar minhas atitudes como professor, unidos a outros fatos também, mais do que isso fizeram repensar o que que eu queria, pra onde eu  ia, onde queria chegar, qual legado queria deixar (o episódio do efeito Merlin, por exemplo escutei algumas vezes e trabalhei mentalmente na minha festa dos 70 anos).

E isso foi trazendo minha paixão de ser professor de volta, mas eu decidi que não seria mais um professor conteudista (sim, conteúdo é importante o MEC exige e o aluno paga por isso), comecei a traçar como meta, surpreender o aluno, ou seja, ele virá sabendo que vai receber conteúdo mas vai receber umas porradas pra pensar na vida também. Não queria mais que ninguém assistisse minha aula “para não levar falta” e sim porque é a aula do Prof. Guga, tanto que pedi a minha coordenadora que minhas quatro aulas fossem juntas e na sexta-feira à noite (tem dia pior para atrair a atenção do aluno hein?).

Percebi que não podia ser mais só o professor deles, precisava ser um líder, um exemplo, uma referência, alguém em quem eles quisessem se espalhar, digo sempre que a cada semestre que começa se ao final eu não tiver pelo menos uma  “Ana Gabriela” na  minha turma, meu semestre foi perdido e olha, tenho recebido cada depoimento emocionante demais no final do semestre.

Deixei de ser o professor onde a meta era passar todo o conteúdo e passei a ser o professor onde a meta é impactar, o objetivo é promover mudança no aluno.

E nessa volta pra sala de aula, querendo passar mais do que conteúdo, listei uma série de atividades que eles precisam fazer ao longo do semestre e uma delas é escutar uns podcasts (98% deles nunca ouviu falar que bicho é esse), dentre eles o 511 – Pinxado no muro revisitado, o 512 – Pinxado no Muro II  e também o 516 – Pra onde você vai?

Esse semestre mandei eles fazerem e dei três semanas de prazo, para escutarem todos, fazerem um resumo e depois eles precisam fazer uma breve reflexão da vida deles a partir de tudo que escutaram. E na aula marcada íamos debater sobre os podcasts, essa ferramenta, o conteúdo, os que eles gostaram, e o que não. Mas essa turma foi tão surpreendente que dois antes dessa aula, perto da  meia noite a turma começou a debater sobre esses assuntose fomos até quase 1h30 da manhã

E uma pausa aqui no texto. E ele compartilha comigo aqui alguns relatos que recebeu, mandou aqui umas fotinhos do Whatsapp com a garotada falando sobre o impacto do podcast, sobre a aula dele. Muito legais os depoimentos.

E ele continua assim, ó:

Além disse antes temos um projeto de extensão, onde umas das ações é a produção de um podcast chamado Vida de universitário e esse semestre ele saiu quinzenalmente com temas muitas legais. É a segunda atividade que os alunos mais gostam de fazer (a primeira é o cine debate onde eles falam para mais de cem pessoas e ficam loucos com isso).

Então, meu amigo, como você leu o Café Brasil vai sim mudar muitas vidas por ai e eu tenho certeza que você e toda a equipe sabem disso.

E o motivo motivo pelo qual escrevo é que eu estarei em SP, de novo, dessa quarta 21 até dia 23, será que eu consigo te encontrar para te conhecer ou ver a gravação de um programa?

Muito obrigado por tudo e vida longa ao cafezinho

Grande abraço

Guga Pessoas

Pois é, cara.

…hoje é sexta, 23 de junho e sabe quem está aqui? O Guga. Ele veio aqui me conhecer e não sabia que eu gravaria o texto dele neste programa… Olha! Ele está aqui comigo e a gente vai trocar uma ierdeia.

Luciano – Guga Pessoas. O que é que deu na cabeça mandar essa puta mensagem pra mim, maravilhosa?

Guga – Então. Eu gosto de escrever. Até falei pra você: podia ter mandado por áudio no Whatsapp, mas eu gosto de escrever ainda, acho que é uma forma até de desabafo pra mim, de descansar a mente, de espairecer. E aí no episódio, acho que 562, em algum momento você falou que o Café Brasil podcast não ia mudar nada. Eu lembro da “porra nenhuma”. E eu disse: não. Eu tenho que compartilhar com ele porque eu passei por um processo de mudança e o Café Brasil me ajudou muito nesse processo. Não foi só o Café Brasil podcast, mas teve muitas outras coisas também que ajudaram, mas o Café foi importantíssimo pra mim e hoje eu uso ele como ferramenta em sala de aula. Eu sou professor universitário, no curso de administração, em Garanhuns, Pernambuco, na Faculdade de Ciências da Administração de Garanhuns. E aí eu trabalho com o primeiro período, eu trabalho a disciplina de Criatividade e inovação. E aí meus alunos, a gente tem um …. em sala de aula, só que os alunos, elesé tem que fazer vários trabalhos extra classe pra ir soltando o lado criativo, entender o que é inovação, pensar o futurismo e eu apresento o podcast como ferramenta que a maioria não conhece o que são os podcasts e aí eles tem que escutar três Café Brasil que são justamente o Pinxado no mudo 1 e 2, o Pra onde vai? e tem que escutar o LiderCast da Bárbara Stock, que também é muito bom, entre outros, mas esses são os principais. E aí, eles começam depois a compartilhar vários depoimentos comigo, como mudou, como foi importante. Eu disse: não. vou mandar isso aqui pro Luciano, que é uma garotada de 17 anos, 18, 19, 20, primeiro período e que estão sendo impactados por ele nestes podcasts, que estão fazendo eles mudarem, pensarem e assim, isso é muito bom, é um feed back muito bom pra mim, imagine pra ele que faz o programa.

Luciano – Então. Mas, uma coisa que chamou a atenção no texto que você mandou pra mim quando eu li lá, você falou: tem um momento de virada. Você falou: eu estou indo aqui na batidinha, eu sou um cara igual… eu sou tão bom quanto todos os outros, mas eu acho que pode ser mais que isso. Você resolve dar uma virada e fala: não. A partir de amanhã eu quero que quem sair da minha aula seja… leve consigo esse impacto de que foi uma aula inesquecível, porque eu quero ser “o cara”. Como é que foi essa transformação?

Guga – Então. Foi o seguinte. Eu me tornei professor universitário muito cedo. Com 21 anos eu já estava dando aula na universidade. Já tinha terminado a graduação, a pós graduação, sempre gostei de estudar, de ler, é nisso que eu sou bom, ler, estudar, escrever, comecei muito cedo. Mas aí, por volta dos 29 anos eu cansei. Nesse meio tempo, como eu disse, eu sempre fui um professor bom, sem falsa modéstia, mas eu sou conteudista. Eu sempre passei o conteúdo, nesses sete anos aí eu tive dois ou três alunos que chegaram pra mim pra dizer que realmente eu impactei, que minha aula mudou, que fez eles refletirem. Mas os outros, era assim: professor: o senhor é um ótimo professor, o senhor é um excelente professor, fui homenageado por algumas turmas como um bom professor, só que aí eu comecei a cansar de ser professor. Por tudo né? Salário, reconhecimento enfim, essas coisas que vão cansando e aí eu resolvi que eu queria colocar um negócio. E aí eu fui colocar um negócio, pensando no que deixar pro meu filho, porque foi justamente na época que eu tive um filho, eu fui colocar um negocio e aí só o que eu pensava era em deixar dinheiro. Então eu vou colocar um negócio que eu vou deixar mais dinheiro que se eu for professor e aí eu vou conseguir deixar dinheiro pra ele, enfim, casa, enfim né? Herança. Só que aí o meu negócio graças a Deus, eu comecei em casa, meu negócio, graças a Deus cresceu, foi muito bom a situação dele assim e eu estava pronto pra começar a franquear o meu negócio e aí veio um golpe fatal da vida. Eu moro em Garanhuns, Garanhuns fica a 240 km do Recife. Minha família mora no Recife e eu estava há quatro meses sem ver meu pai. Porque eu não tinha tempo pra Recife e meu pai não ia muito pra minha cidade. E aí, eu fui pro Recife porque eu tinha um amigo que tinha conseguido um investidor pra gente poder começar realmente a franquia virar negócio, estava tudo no papel, faltava a ação. Só que aí, meu pai teve um ataque cardíaco fulminante, no feriado de 7 de setembro de 2015 e aquilo me machucou muito, depois que você vai começando a assimilar, porque assim, há quatro meses que eu não via o meu pai, porque o meu negócio me consumia muito. E eu fui ver o meu pai porque, na verdade, ia também trabalhar, eu ia ter uma reunião com a pessoa que ia investir no negócio. Então, acabei que eu disse não. Não quero mais o negócio porque não é o motivo. Passar a vida só querendo juntar dinheiro pra deixar pros meus filhos. Nessa fase eu já tinha a segunda filha também, nesse período já tinha minha segunda filha e eu disse não. não é isso que eu quero. Eu vou voltar pra sala de aula, pra começar a transformar. E aí começa o processo de transformação. Quando eu voltei pra sala de aula eu tive que redescobrir a paixão de ser professor. E aí eu tive na minha própria instituição, eu tenho o professor Elpídio, que eu valorizo demais, reconheço demais ele, pra você ter ideia, eu brinco com ele que o meu número de matrícula na instituição é 170, minha instituição tem 41 anos, minha matrícula é 170. A matrícula dele é 14. Então, o cara está lá há muito tempo. E assim, ele não é só homenageado pelas turmas, ele tem turma que dá o nome da turma o nome dele. E é um professor de Finanças. Ninguém gosta de dar Finanças na faculdade e o cara consegue fazer isso porque é um cara que se dedica até hoje. Tem o professor Gonzaga, que ele já está aposentado, ele trabalha lá. Tinha aquela lei de 70 anos que a pessoa tinha que se aposentar, ele foi aposentado mas a lei foi alterada pra 75, ele voltou porque ele quis voltar. Eu fui vendo esses exemplos, tem o professor Marcio Tenório, a professora Amanda que deram aula da saudade pros alunos de Administração hospitalar, eu chorei nessa aula. Acho que eu chorei mais do que os alunos, porque eu via a relação de carinho entre professor e aluno e era isso que eu não tinha com meus alunos. Eu tinha uma relação profissional, eu chegava, dava minha aula, não faltava, não enrolava, mas faltava esse outro lado. Aí eu disse não. Vamos começar a rever aqui. Aí eu conheci os podcasts através do podcast 45 minutos, que é de futebol, lá de Recife. E depois comecei a procurar. Essa ferramenta aqui tem potencial. Deixa eu ver quem mais tem. Claro, botei lá “melhores do Brasil”, apareceu o Café Brasil, eu comecei a escutar, começou a vir uns podcasts dando umas porradinhas no cara. Eu lhe falei que quando eu comecei a escutar o podcast tinha muito relato de gente que diz pra você assim: porra Luciano. Aquilo me impactou cara, eu chorei, me fez mudar… aí eu disse: irmão! A galera chora com esse podcast? Nada a ver…Mas depois, eu comecei a sentir umas porradas nos podcasts que vinham aparecendo e eu levando, eu sofrendo isso, aí eu resolvi fazer o curso do Murilo Gun de Reaprendizagem criativa, que também é uma porrada porque não é só um curso de conteúdo que ele faz ali. E eu fiz isso. eu investi na educação em mim, fui investindo na transformação, escutar e eu disse não. Agora eu vou voltar pra sala de aula mas agora, eu não quero ser um professor conteudista. Eu vou passar o conteúdo claro, tem que passar, eu sou professor mas eu preciso passar muito mais do que isso. Impactar o aluno. O aluno do meu semestre fala assim: porra professor, o senhor mudou, o que o senhor fez por mim, o senhor me ajudou muito. Eu fico brincando dizendo que tem que ter uma Anne Gabriele por semestre.

Luciano – Você escreveu isso no seu texto né?

Guga – Quando eu via o professor Elpídio, o professor Gonzaga, Márcio, Amanda, eu dizia: cara! Eu não estou me esforçando o suficiente. Sabe? Essa galera merece mais de mim. Eu preciso me esforçar mais, eu tenho que mexer mais com eles, eles tem que entender que educação não é só aquele momento da sala de aula, aquela noite. Minha aula é sexta feira à noite. As quatro aulas na sexta feira à noite, quando ele vem primeiro período, que tá doida pra pagar o espetinho um da faculdade, o dominó um da faculdade e eu consigo segurar a galera em  sala de aula e não é presença não. É porque eles mesmo dizem: pô professor. Ainda bem que a sua aula é sexta feira. É assim, porque a gente trabalha em sala de aula, mas assim, a gente faz atividade extra classe. Tem podcast, apresentei a eles o Ted talks, a gente usa bastante o Ted talks. Mas, eles tem que escrever sobre a vida deles, reflexão… enfim, eles tem que ler fora da sala de aula, então a gente vai, ao longo do semestre, fazendo atividades pra eles trabalharem fora da sala de aula, em cima do conteúdo mas que vão impactar na vida deles. Isso que é legal quando chega no final do semestre.

Luciano – Perfeito cara. Então, os insights que a gente tem aqui. Estou conversando com o Guga, que vem lá de Garanhuns no interior de Pernambuco, ou seja, você hoje, não importa onde você estiver no Brasil você tem acesso a todo tipo de informação, basta se mexer um pouco. E ele vai buscar o podcast, bota o podcast em sala de aula, vai buscar o Ted talks, vai buscar o curso do Murilo, vai buscar… se preparar cada vez mais, enriquecer seu conteúdo de forma a impactar o seu povo lá de um jeito diferente né? Eu acho que deve ter um monte de Gugas pelo Brasil, cara! E deve ter muito mais não Gugas, que são aqueles professores que estão fazendo o seu dia a dia de forma burocrática e cumprindo a sua funçãozinha ali e não sacaram ainda essa jogada de que você… você é muito mais que um professor , você é um educador, você está impactando a vida dessa molecada e está recorrendo a essas ferramentas que a internet nos proporciona aqui né? Eu fico imaginando na minha época, quando eu era estudante lá em Bauru, como era difícil você obter as coisas. Pra ter um livro era complicado, pra ter material era complicado, você não tinha como investigar as coisas. Eu me lembro, eu fazendo uma pesquisa sobre astronomia pra fazer uma apresentação em sala de aula. Eram livros na biblioteca, tinha que bater uma foto, fazer um slide, projetar o slide, cara! era tudo muito complicado, muito difícil. E hoje tá tudo na mão e eu fico super feliz quando pego um cara que nem você que tem esse snap que de repente para e fala: bicho! Eu acho que dá pra ser mais do que isso.

Guga – A gente vai passando por isso na vida da gente.al Essa mudança mesmo, eu já tive outras. Quando eu fiz o curso do Murilo, lá no meio da equipe dele eu conheci a Bianca Solero que falava que tinha sido da primeira turma dele e que trabalha com ele. E eu fiquei naquela: eu quero trabalhar com o Murilo quando acabar o curso porque é um meio de impactar as pessoas que ele impacta, quero estar na equipe dele pra ajudar e eu lembro que eu tentei trabalhar, ele abriu seleção, eu mandei curriculum, eu até fiz uma pesquisa do perfil do público do Guncast, que ele não tinha, mas não fui chamado. Eu me lembro que eu fiquei um pouco triste. Eu fiquei tão triste que eu falei sabe de uma coisa? Eu vou fazer aquilo que eu sou bom. No que é que eu sou bom? Ler, escrever e estudar. Isso foi ano passado pra cá e de lá pra cá eu lembro do episódio do Efeito Merlin que eu fiz a minha festa de 70 anos o que é que eu quero, essa questão de impactar as pessoas…. os livros, e eu disse: porra, eu tenho que escrever livro. E eu nunca tinha escrito nenhum livro. E aí, como eu não consegui trabalhar com ele eu pensei: sabe de uma coisa? Vou me focar nos meus livros agora. Então já consegui escrever um livro com os meus alunos, semana que vem a gente manda pra editora, escrevi mais um livro com uma professora amiga, até julho a gente está mandando, acho que até final de julho, eu vou finalmente lançar um financiamento coletivo pra ver se consigo o meu livro que é sobre alimentação saudável pra criança, que eu trabalho há seis anos já com curso de mini chefs, então vou passar essa experiência pro livro, quero botar isso num livro e eu disse: pô, vou começar a escrever. E de lá pra cá já comecei a fazer palestras, justamente porque ele não me chamou lá nem pra… aí eu disse porra, eu tenho que fazer alguma coisa e a minha ferramenta é essa, meu potencial é esse.

Luciano – Você que está me ouvindo aí. Você está entendendo por que eu me orgulho da minha audiência, cara? Porque que quem escuta o podcast Café Brasil mora num canto do meu coração? Eu tenho certeza que tá cheio de gente aí esperando só um momento pra desabrochar como você fez lá. Então, caro Guga, Guga Pessoas, parabéns cara. Muito legal você ter primeiro expressado essa tua vontade, ter arrumado uma vinda pra São Paulo, ter feito questão de vir aqui. Você não sabe ainda mas, eu estou gravando esse texto com você aqui porque eu vou botar num programa. Vai entrar dentro de um programa e pra usar como exemplo. Deve ter muitos Gugas Pessoas que estão por aí e que saber que: bicho! Tira a bunda da cadeira se esforça um pouco mais que dá pra você, e muito além do que fazer aquilo que você falou logo no começo: eu não quero quando eu morrer deixar pros meus filhos dinheiro. Eu quero deixar um legado assim que eles olhem pra trás e digam. Puta merda cara. Meu pai deixou pra mim muito mais do que um apartamentinho, uma graninha guardada lá, mas deixou um exemplo que fica pro resto da vida. E não há dinheiro que pague isso. Então, quando você mandou pra mim ali a reprodução do texto com os Whatsapps da tua turminha, não tem dinheiro nenhum no mundo que pague alguém te escrever e falar: bicho! Você me impactou positivamente a minha vida. Então, bem-vindo ao mundo dos produtores de conteúdo que vão além. Que além de produzir conteúdo estão preocupados em impactar a vida das pessoas.

Guga – Luciano. Eu é que agradeço. Eu vim pra cá pra representar a minha instituição numa reunião que a gente faz parte e depois de escutar o seu podcast Certos abraços, eu disse: esse abraço eu tenho que dar. Graças a Deus você aceitou eu vim, mandou eu vim pra sala, tá gravando, que surpresa pra mim assim, que orgulho pra mim poder fazer parte disso, estou com muito orgulho gravando esse meu depoimento e é isso. é o que deixar. Meu pai e minha mãe fizeram grandes sacrifícios na vida pra deixar pra mim e pra minha irmã o que eles mais podiam deixar que foi a educação. Meu pai, infelizmente morreu sem ter uma casa própria, mas a vida intira ele investiu em educação. Ele pagou colégio caro pra mim, eu sou salesiano, faculdade, eu fiz particular, fiz uma pós fora da cidade, fora de Pernambuco, aqui em Minas Gerais, Belo Horizonte e meu pai que me ajudou, colaborou. O que ele podia fazer pela educação, ele pagou intercâmbio pra gente, curso de inglês, enfim: é isso que eu quero deixar. Eu quero que meus filhos olhem e digam assim: meu pai deixou. Meu pai fez isso aqui, ajudou a construir isso aqui. E uma coisa que eu digo sempre: a gente, quando perde uma pessoa querida assim, o velório é muito doloroso, não é só pelo fato da pessoa ir embora é que assim: cada um que chegava pra se despedir do meu pai, vinha me dar um abraço e dizia: porra Guga. Naquele dia, seu pai fez não sei o que por mim. Naquele dia seu pai me ajudou. Se não fosse o teu pai. Então assim, é por isso que  velório é tão doloroso. Você vê, no meu caso, quanto meu pai fez pelos outros e ajudou. Então isso ele deixou pra mim. Então é isso que eu quero pro meu filho.

Luciano – É isso é que vale. Muito bem. Você que está bos ouvindo aqui. Esse é o Guga Pessoas, é um cara igualzinho a você que está ouvindo a gente aqui, não é super homem, não é um sujeito que nasceu, que era um fudido que estava na favela e que ficou rico milionário. É só mais um brasileiro humilde como todos nós somos, querendo fazer acontecer, se baseando no exemplo que está dentro da família dele, não foi buscar nenhum herói lá fora, não foi buscar se basear em ninguém, está baseado num exemplo dentro da família dele. E aquilo que o pai dele deixou está tão marcado em você que é o exemplo que você quer deixar pros seus filhos. Muito obrigado por ter vindo aqui, por dar esse depoimento pra gente aqui e tenho certeza absoluta que vai acertar na boca de um monte de gente que está aí de boca aberta esperando um insight pra poder fazer acontecer. E você é um exemplo desses que faz acontecer. Grande Guga. Obrigado por ter vindo aí, cara! Um abraço em você. Esse abraço meu em você, estou abraçando toda essa comunidade que escuta o Café Brasil.

Guga – Obrigado Luciano. Um abraço e muito prazer.

“Eu estou pensando há muito tempo em propôr um novo tipo de professor: é um professor que não ensina nada, ele não é professor de matemática, geografia, história. É um professor de espantos. O objetivo da educação não é ensinar coisas, porque as coisas já estão na internet, estão por todos os lugares, estão nos livros. É ensinar a pensar…Criar na criança essa curiosidade, essa curiosidade. Pra mim, esse é o objetivo da educação: Criar a alegria de pensar…”

Provocar a curiosidade…

E é assim então, depois de ouvir meu papo com o Guga Pessoas, seguido do mestre Rubem Alves falando daquele professor que a gente precisa e ao som do blues do Café Brasil, que vamos saindo no embalo.

Cara, que programa legal, bicho! Dois ouvintes com dois depoimentos espetaculares, um blues de presente, um mestre com carinho… Eu sou um privilegiado, viu?

Com o emocionado Lalá Moreira na técnica, a serelepe Ciça Camargo na produção e eu que acho que nem mereço os ouvintes que eu tenho cara, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o mestre Guga Pessoas, o mestre Sherlock Gomes, que você encontra no sherlockgomes.com.br é um baita professor de música e o mestre Rubem Alves. Pra que mais, hein?

Olha só quem apareceu por aqui … atenção, hein? O Itaú Cultural, que está comemorando 30 anos com uma exposição fantástica chamada MODOS DE VER O BRASIL, com grande parte de um acervo construído desde o final dos anos 60, e que permanecerá exposto na OCA, no parque Ibirapuera até 13 de agosto de 2017.  Cara! é imperdível. Acesse: facebook.com/itaucultural e deixe lá sua mensagem de parabéns a quem  há 30 anos investe na cultura brasileira.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Quem estiver fora do país, é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

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Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo juntos!

E para terminar, Guga Pessoas:

Dentro da nossa instituição no curso de administração a gente tem um projeto de extensão que a gente desenvolve quatro ações com os alunos e uma das ações é um podcast. Então galera que gosta de podcast, tá escutando, procura aí o podcast: Vída de universitário. É feito por mim e por meus alunos basicamente assim. Meus alunos que escolhem tema, a gente trabalha com isso. Escutem também, baixem, a gente tem um ciclo quinzenal que a gente está começando mas, escutem, vocês vão gostar: vida de universitário.