Podcast Café Brasil com Luciano Pires
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566 – Mindset

566 – Mindset

Luciano Pires -

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS 

Você já ouviu dizer que uma simples crença pode provocar uma transformação psicológica e, por consequência, mudar a vida das pessoas, não é? Isso tem a ver com mindset.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: este programa foi montado a partir do Sumário do livro Mindset, que publicamos no Café Brasil Premium, exclusivamente para os assinantes. Se eu fosse você, eu assinava: cafebrasilpremium.com.br/566.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Kauê

“Olá Luciano Pires. Bom dia. Eu sou o Kauê, tenho 20 anos. Conheço seu programa tem um pouco mais de três anos, comecei quando eu tinha 16, na época daquele turbilhão político de 2014.

Passei aqui, principalmente pra agradecer todo trabalho que você tem feito e confesso que no começo quando eu cheguei aqui, eu me sentia um pouco incomodado com a sua abordagem, com algumas coisas, mas com o tempo, conforme eu ouvia os seus programas, eu comecei a me questionar: por que eu me sentia incomodado? Por que o que você dizia nos seus programas, no seu Facebook, no Twitter, em geral, me incomodava? Demorei um pouco pra entender que era porque eu fazia parte de uma massa de manobra que se conformou em ter sempre as mesmas opiniões, as mesmas ideias e não aceitar o que era diferente, né? Como uma boa parte da população da internet hoje. Tanto é que tem um grande discurso de ódio nas mídias sociais. 

Quando eu me dei conta disso, resolvi fazer uma mudança geral na forma como eu consumia conteúdo. Ao invés de eu consumir pelo Facebook as noticias, passei a seguir os jornais, os blogs, realmente, que me traziam outros pontos de vista, pra entender o que outras pessoas diziam a respeito de um acontecimento, seja político, econômico, outros podcasts também que agregavam mais conteúdo. E depois desse início que tive com a coceira mental, como você diz, coceira no cérebro, eu comecei a reparar de que não é só uma questão de ser uma bolha, talvez o que a gente vive hoje na sociedade, pelo menos na minha geração eu posso observar isso, é que as pessoas elas não tem mais aquela curiosidade de criança, digo.

Eu sempre fui uma pessoa desconexa das coisas, meio outsider eu diria e sempre saí em busca das minhas próprias respostas. Talvez um instinto de jornalista, eu diria, não sei ao certo ainda. Eu sempre saí em busca de respostas, foi assim que eu encontrei o Café Brasil e conheci outros podcasts incríveis também.

Agora. Eu vejo na minha geração, onde eu trabalho, a caminho do trabalho, em eventos que eu participo, em que as pessoas elas não conseguem mais encontrar suas próprias respostas, elas preferem que alguém traga isso pra elas. Alguém que ilumine, que tenha uma referência, um guia pra algumas coisas. Eu sinto que falta isso realmente, né? Falta iniciativa das pessoas pra procurar as próprias respostas e uma pessoa que tenha referência, até mesmo como você seja. 

Bom Luciano. É isso, muito obrigado pelo seu ótimo trabalho, continue assim e estamos aí!”

Rererere… ficou incomodado, hein Kauê? E aí sentiu uma coceirinha no célebro que ficou doidinho pra virar cérebro, não é? E, em vez de se fechar às ideias diferentes, você decidiu mudar seu mindset… Pois é. Estamos aí…

Muito bem. O Kauê receberá um KIT DKT, rechea do de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Lalá,

Lalá – Na hora do amor, pra depois não dar uma coceirinha, use gel lubrificante Prudence.

Bom. E você sabe que para resolver essa coceirinha no célebro, que quer virar cérebro, só tem um jeito né? Coçar. Pra ajudar, lançamos o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, repleta de sumários de livros, vídeos, podcasts, áudios… cara! É um monte de conteúdo que vai acabar com essa coceirínha aí. É uma festa para quem quer crescer. Acesse cafebrasilpremium.com.br, conheça nossa proposta e junte-se aos oitocentos e tantos assinantes que já estão viajando por lá.

cafebrasilpremium.com.br

Conteúdo extra-forte.

A autora Carol S. Dweck, professora de Psicologia da Universidade Stanford e especialista internacional em sucesso e motivação, lançou um livro que já existe em português, chamado MINDSET – A nova psicologia do sucesso. Eu fiz um sumário desse livro e lancei como produto para quem assina o Café Brasil Premium . No programa de hoje vou fazer um super resumo do conteúdo, lembrando que para ter acesso a ele você tem de ir ao cafebrasilpremium.com.br e tornar-se um assinante. Todo mês receberá um monte de conteúdos legais, focados no crescimento profissional e pessoal.

“Mindset” é outro daqueles termos que usamos no mundo profissional para o qual não há uma tradução simples para o português. Seria assim… um “estado mental” uma “mentalidade”, mas essas traduções não bastam.  O mindset é um estado mental que você constrói para direcionar suas escolhas. Sacou esse “você constrói?”Ele é essencial para entender o espírito do que dizer mindset.

Especialmente neste livro, o mindset é encarado não como algo natural, que está lá dentro de sua mente, como aquele lagarto pré-histórico que impele você a agir nas situações de prazer ou medo. O mindset é algo que pode ser construído, lapidado, mudado.  É ele que determina se você é otimista ou pessimista e, em última instância, se será bem ou malsucedido.

Ao longo do livro, a autora usa “fixed minset” e “growth mindset”, que foram traduzidos no livro como MINDSET FIXO e MINDSET DO CRESCIMENTO. Mas eu traduzi os dois conceitos como “mindset fixo” e “mindset flexível”, respectivamente. A razão é que me senti mais confortável do que usar “mindset do crescimento”.

Comecei a leitura do livro já desconfortável, achei que a autora estava perigosamente flertando com aquela coisa do milionário que diz “se eu cheguei aqui, você também pode”. Aquela ideia de que “basta pensar positivo que você consegue” me incomoda imensamente, e eu confesso que quase desisti da leitura. Mas valeu continuar viu? Pois logo a autora esclareceu: quem tem esse “growth mindset” – mindset flexível –, um estado da mente voltado ao crescimento, acaba acreditando que suas qualidades básicas podem ser cultivadas e ampliadas a partir de seus esforços e quem acredita nisso não necessariamente acredita em que qualquer um pode qualquer coisa. Que bastam motivação e educação para se tornar um Beethoven ou um Einstein. Não. Mas essas pessoas acreditam que o real potencial de um indivíduo é desconhecido; que é impossível prever o que pode ser obtido com anos de paixão, trabalho duro e treinamento.

Num de meus textos, chamado “Pense Negativo”, eu conto que assisti a uma palestra de Abílio Diniz, o ex-dono do Grupo Pão de Açúcar. Abílio conta que era filho de padeiro, quando garoto era o gordinho que sofria bullying na escola. A diversão da garotada era bater no Abílio. E hoje ele é o bilionário famoso e bem-sucedido. Num momento da palestra ele diz assim:

– Se eu estou aqui, você também pode estar!

Isso mesmo seu Abílio, pode. Não é provável que eu me torne um bilionário como o senhor, mas é possível. Não há probabilidade, mas há possibilidade. E há gente que tem a resposta:

– Pense positivo!

Quantas vezes você já ouviu isso, hein? Usar o pensamento positivo é excelente para focar nossa energia, nos motivar e abrir o apetite para seguir em frente.  Mas pensar positivo só serve para abrir o apetite… Tem de comer.

E, acredite, ainda existe gente que acha que pensamento positivo é pensamento mágico, transforma possibilidades em probabilidades. Não transforma. Pensar positivamente, visualizar onde você quer estar, é como desenhar um mapa. Depois que ele estiver pronto, não basta olhar para ele e ficar desejando. Tem que botar o pé na estrada e seguir o caminho.

E é exatamente isso que a autora acaba dizendo no livro.

A autora cita vários gênios que não eram gênios quando jovens, mas que foram se destacando com o tempo, através de esforço pessoal. Neste ponto do livro, eu me lembrei de um texto meu chamado “Gênios por Natureza”, onde conto que, ao final de minha palestra “Geração T”, um dos jovens perguntou se o indivíduo nasce gênio ou estuda para se transformar em gênio. Respondi com uma história de dois gênios. O primeiro é o inglês Eric Clapton, um dos maiores guitarristas de blues da história. É ele que você ouve desde o início do programa…

Eric é um gênio, e  eu assisti a uma entrevista na qual ele conta uma história que nos apresenta a um segundo gênio. Enquanto dirigia na região de Detroit, ele ouviu no rádio, pela primeira vez, um guitarrista que tocava de forma assombrosa: Stevie Ray Vaughan.

Mas é quando Eric Clapton explica o que sentiu quando viu Stevie Ray Vaughan tocar que temos uma noção de genialidade. Clapton disse assim:

“Quando toco, eu vou pensando na sequência de acordes. Penso para concluir que daqui tenho que ir para ali, o que leva uma fração de segundo. Stevie não pensa! Ele muda de um acorde para o outro como se a guitarra fosse uma extensão de seu corpo, sem pensar no que vem em seguida. É algo natural, instintivo!”

Eric Clapton estudou para se tornar um gênio. Stevie também estudou, mas nasceu com “algo mais” que habilidade, o que fez dele um gênio capaz de assombrar um deus da guitarra!

E tem também um outro cara o meu amigo cara, outro gênio da guitarra, o Nuno Mindelis.

Esse é o Nuno Mindeliscom Dizzy Slow Blues…

O Nuno me disse que, quando sobe no palco, “uma coisa” toma conta dele. “É uma espécie de autismo.” Ele integra-se à guitarra, tocando de uma forma que nem ele entende.

Eu já contei essas histórias dos guitarristas aqui no Café Brasil, mas sempre volto a elas, viu? Acho que ilustram bem essa coisa de habilidades fixas e flexíveis, especialmente naquela questão do esforço. Se você tem de se esforçar muito, talvez não seja tão bom quanto pensa ser.

Bom mesmo é o guitarrista que toca como se fosse mágica…

Lalá, manda aí o Steve Ray Vaughn com Riviera Paradise…

Deixa eu explicar melhor essa coisa da mágica, que já devo ter derrubado uns disjuntores aí … Lembra-se daquela caminhada da Gisele Bündchen na abertura da Olimpíada? Ela hipnotizou bilhões de pessoas simplesmente caminhando alguns metros. Que mulher não gostaria de ter nascido com aquele rosto, aquele corpo, aquele cabelo, aquele olhar? Aquelas coisas que Deus lhe deu?

Esse é o mindset fixo: sou aquilo que Deus me deu. Nasci com talento, com uma habilidade inata.

É isso a tal da mágica, que costumamos valorizar mais que o esforço.

Quem tem o mindset flexível, no entanto, vê o mundo de forma diferente. Para essas pessoas, mesmo os gênios precisam trabalhar arduamente para obter sucesso. Afinal, o que há de tão heroico em ter um talento, hein? Quem tem o mindset flexível aprecia sim os dons, mas aprecia ainda mais o esforço. É por isso que histórias de superação fazem tanto sucesso. Consistem no esforço pessoal, o gatilho para que nossas habilidades nos levem a atingir nossos objetivos.

Quem tem o mindset flexível encontra o sucesso ao dar o melhor de si, no aprendizado e na melhoria contínua. Exatamente os atributos que encontramos nos campeões.

Usando o exemplo de um famoso técnico de basquete norte americano, John Wooden, a autora reproduz sua fala: “Existiram muitos jogos que me deram tanto prazer quanto qualquer um dos dez jogos do campeonato nacional que nós vencemos, simplesmente porque nós nos preparamos totalmente e jogamos próximos a nosso nível mais alto de habilidades”.

Eu me lembrei nesse momento, da Hortência me contando daquela final fantástica dos Jogos Pan-americanos, quando o Brasil bateu Cuba lá em Havana em 1991. Hortência relata que o campeonato foi duro, que elas entravam em campo perdendo até no uniforme, dadas as duras condições do esporte no Brasil. Mas, quando estavam se trocando no vestiário para entrar em quadra para a final, se reuniram e ela disse:

– Meninas, já que nós chegamos até aqui, vamos ganhar.

E o que se viu foi um jogo histórico, com a equipe brasileira vencendo as favoritas cubanas, e Fidel Castro homenageando nossas jogadoras pessoalmente.

Performance no limite de suas mais altas habilidades. Mentes de campeãs.

Ainda me lembrando das conversas com Hortência, ela uma vez me disse que no final da carreira, com mais de 30 anos de idade, fazia a mesma quantidade de pontos do início da carreira, mas terminava os jogos muito menos desgastada. Com a experiência, Hortência aprendeu a se colocar melhor, a antecipar as jogadas e assim manteve a eficiência apesar da idade.

É isso o mindset flexível: sabe que o talento, por si só, não é garantia de sucesso, é preciso trabalhar duro, aprendizado e desenvolvimento. Especialmente se você quer se manter no topo.

No mundo dos negócios, assim como nos esportes, indivíduos com o mindset fixo têm o mesmo problema: precisam ser validados por todos. Isso cria uma atmosfera sufocante, ao reduzir seus mundos a um só objetivo: serem reconhecidos como “o cara”,  como  “a cara”.

Um líder com mindset fixo corre o risco de se transformar num juiz exigente, até mesmo humilhando seus subordinados. Quando isso ocorre, o ambiente da organização gira em torno de agradar ao chefe. Em seu livro “Good to Great”, Jim Collins mostra um ponto comum nas empresas que ou não chegaram ao topo ou chegaram e caíram: em todas elas, a maior preocupação das pessoas era o líder. E Jim escreve:

– No momento em que o líder se deixa transformar na coisa mais importante, você tem a receita para a mediocridade, ou então pra algo pior.

Opa! Esse é o Steve Ray Vaughn com Riviera Paradise… e também o Lalá com seu brinquedinho novo…

Quando um líder se comporta de forma agressiva e controladora, faz com que todos os subordinados adotem um mindset fixo. Em vez de aprender, correr riscos, inovar e levar a empresa adiante, as pessoas passam a ter medo de serem julgadas pelo chefe. Lembra-se daquelas aulas de física que você aprendeu sobre vasos comunicantes, hein? É assim mesmo, começa com o líder tendo medo de ser julgado e vai contaminando toda a empresa. Um ambiente assim é totalmente inóspito para atributos como coragem e sede de inovar.

Por outro lado, no mundo dos líderes que têm mindset flexível, criam-se ambientes nutritivos, propícios para o aprendizado, para a liberação da energia, para a …diversão. Líderes que têm mindset flexível acreditam no potencial e no desenvolvimento das pessoas e de si próprios… Em vez de usar a empresa como veículo para seus egos, usam-na como um motor de crescimento para si mesmos e para seus colaboradores. E então todos ganham.

Num dos momentos mais impactantes do livro, a autora fala da maneira como elogiamos nossos filhos, na ânsia de motivá-los. Você é tão esperto! Você é tão talentosa! Você já nasceu atleta! Exatamente as falas que as crianças com mindset fixo esperam ouvir. Ou melhor, são obcecadas por ouvir.

Será que pais que elogiam seus filhos sobre sua inteligência e seu talento não os tornam ainda mais obcecados por elogios?

Sim, crianças amam elogios, especialmente sobre sua inteligência e talento. Esses elogios motivam sim, mas apenas por um breve momento. Assim que elas encontram um obstáculo que não conseguem ultrapassar, sua confiança desaparece. Ora essa, talvez ela não fosse tão inteligente e talentosa como disseram que ela era…

Se o sucesso indica que ela é inteligente, o fracasso indica que ela é burra. É assim que funciona o mindset fixo.

O que a autora comenta é que devemos evitar os elogios que fazem julgamentos sobre a inteligência e o talento das crianças ou que enfatizam nosso orgulho no talento e inteligência em vez de no esforço feito. Sacou? Elogiar o talento e a inteligência, aqueles atributos inatos, em vez do esforço empregado.

Podemos elogiar quanto quisermos nossas crianças, desde que focados em seus esforços para praticar, estudar, persistir e pela escolha de boas estratégias. Elogie sua orientação e esforço para o crescimento.

Agora imagine isso na sua empresa.

Quando você diz a uma pessoa: “nossa, você fez isso muito rápido” ou então: “parabéns, não cometeu nenhum erro!”, que mensagem você está enviando? Que o que você realmente valoriza é a velocidade e a perfeição. E a pessoa vai então concluir que, se o que o líder valoriza é a velocidade e a perfeição, é melhor não me envolver em atividades difíceis.

O que é que devemos dizer, então, diante de uma tarefa realizada com rapidez e perfeição? A autora diz que devemos responder com um desafio:

– Opa! Parece que essa tarefa foi bem fácil, não é? Vamos tentar algo que realmente desafie você?

Rarará… estou já imaginando a quantidade de disjuntores que caíram ao

ouvir essa parte. É meritocracia na veia…

Tenho medo
Nuno Mindelis

Tenho medo de microondas
Tenho medo de aspartame
Tenho medo de fritura
E tenho medo de madame

Eu tenho medo da cidade
medo da solidão
Eu tenho medo de ser duro
E medo de dizer ou não

Tenho medo de barata
de aranha e de ladrão
Medo disso e daquilo
E medo de multidão

Eu tenho medo de mim mesmo
de você ou do vizinho
Eu tenho medo de remédio
E medo de andar sozinho
Eu tenho medo
Medo

Tenho medo de automóvel
e de engarrafamento
Tenho medo de açúcar
De sair do apartamento

Tenho medo de TV
E de gordura hidrogenada
Do presidente americano
De caminhão e de fada

Tenho medo de celular
Tenho medo de avião
Tenho medo de dirigir
E de tomar a decisão

Tenho medo de ter medo
E de não ter medo também
Tenho medo de ir embora
E tenho medo de ir além

Eu tenho medo
Eu tenho, eu tenho
Eu tenho medo

Tenho medo de altura
E de ir à praia no feriado
Medo de elevador
E de tudo que é fechado

Eu tenho medo de dormir
E de ficar acordado
Medo de minha própria sombra
E da sua ao meu lado

Eu tenho medo de barata
de aranha e de ladrão
Medo disso e daquilo
E medo de multidão

Eu tenho medo de ter medo
E de não ter medo também
Eu tenho medo de ir embora
E tenho medo de ir além
Tenho medo

Eu tenho, eu tenho, eu tenho
Eu tenho medo

Medo, coragem, vontade de estudar, aprender, fazer acontecer…começa tudo no mindset.

E é assim então, ao som de TENHO MEDO, com Nuno Mindelis, que vamos saindo no embalo.

Este programa foi só um aperitivo viu? É uma isca. O sumário do livro que está no Café Brasil Premium tem umas 24 páginas. É uma festa. E também tem uma versão em áudio viu? Se você quiser, tá lá…

Com o positivo Lalá Moreira na técnica, a focada Ciça Camargo na produção e eu que vivo tentando transformar meu mindset fixo em flexível, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Kauê, Eric Clapton, Steve Ray Vaughn e Nuno Mindelis. É mole hein?

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo junto!

E pra terminar, em vez de frase, vou deixar mais uma aulinha do Nuno Mindelis…

Ah! Interessante daí que foi essa história dessa música do Alceu, que é um artista que eu admiro muito e que também, de certa forma tem o rock and roll no DNA dele também, mas ao mesmo tempo aquela coisa de Olinda e essa música que o Alceu fazia, que aliás é um arranjo de um grade amigo meu, Lô Miranda… tipo, se você pensa no forró, fica mais ou menos assim…….. meu coração… uma moça bonita de olhar prateado … a gente pode sentir o triângulo aqui… mas isso aqui remete…. é mistério e segredo…. achei que tinha um relação bem estreita entre o forró e o shuffle de blues que na verdade é o samba americano isso… a música não tem fronteiras…