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565 – Ainda a desigualdade

565 – Ainda a desigualdade

Luciano Pires -
Download do Programa

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS 

Mais um pouco de reflexões sobre desigualdade e pobreza… como é que fazemos para sair da discussão infantil, emotiva, ideológica e estéril? Bem, começa por tentar entender o que é que acontece de verdade.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas. Um guia para você complementar aquelas reflexões que só o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente acesse o roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br/565.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu Gosto é o Greiver, de Belo Horizonte.

“Oi Luciano. Meu nome é Greiver Liberato, eu sou mineiro, eu sou aqui que Belo Horizonte e acompanho você aí há alguns anos. 

Cara! Eu acabei de ouvir aqui o Fogo no circo e não é só um desabafo, né cara? Isso aqui é um novo fôlego pra gente, porque é muito difícil, né cara? A gente batalha demais.

Eu tenho trinta e seis anos, eu sou fotógrafo há mais de seis anos, tenho dois filhos, uma esposa maravilhosa e às vezes a gente pensa se vai fazer sentido a nossa luta, né cara? A gente pensa se, trabalhar tanto vai nos fazer chegar onde a gente sonha. Se estamos lutando por algo que realmente vai trazer resultado, se a doação que a gente faz diariamente aos filhos, as boas causas, né cara… vai fazer o nosso sonho se realizar. Difícil, né cara? … é uma luta… é uma luta pesada, né cara?

Eu tenho um pai que me ensinou a trabalhar com nove anos de idade, também muito simples, também muito humilde, uma mãe que lutou muito pra dar educação pra gente e a gente tenta fazer a mesma coisa com os nossos filhos. E a gente se pergunta às vezes, né cara? Se tudo isso que a gente faz pelos nossos filhos não vai ser comido amanhã por algum Joesley, né? Por alguém que tá aí esperando… esperando realmente a nossa… o nosso legado chegar na rua pra poder engolir. 

Mas, é um alento, né cara? É um novo fôlego esse programa seu porque a gente tá vendo que vale a pena, cara! Vale a pena ser honesto, vale a pena lutar, vale a pena batalhar. Vamos confiar em Deus, acreditar no trabalho, dar duro e colher o fruto lá na frente. Porque o que você disse é real cara, a gente tá cercado de pessoas que nos dizem as coisas certas, nos ensinam as coisas certas e um outdoor no meio da rua, tentando nos enganar, mostrando que nada disso vai dar certo, que não vale a pena. Mas vale sim. 

Vale a pena lutar, vale a pena batalhar, porque a gente vai vencer. A gente vai vencer, Luciano. 

Vida longa ao nosso cafezinho e vamos segui, cara! Vamos lutar porque nós vamos vencer”.

Ah, que porrada Greiver. Como me dói viu? Nesta altura da vida, ouvir o depoimento emocionado de um brasileiro jovem, empenhado em viver honestamente, em educar seus filhos… e que questiona .. por que que tem de ser tão difícil? A esta altura era para eu estar ouvindo algo diferente viu? Foi pra isso que trabalhei incansavelmente… mas você tem a clareza de sacar que é em nossos valores, no exemplo das pessoas que nos indicam o caminho certo, que devemos acreditar. Eu também acho que vale a pena e que vai dar tudo certo. Muito obrigado por seu depoimento, que tenho certeza que representa a voz de milhões de brasileiros honestos. E que um dia vão vencer.

Muito bem. O Greiver receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Lalá: você viu que o Greiver tá meio desanimado, vamos animar ele aqui? E aproveita: tem o Maurício Tonetto aí que veio lá de Caxias do Sul assistindo a gravação, vamos animar o Greiver, vai?

Na hora do amor, use

Lalá e Maurício – Prudence.

E vVocê agora tem um ambiente ara mergulhar mais fundo em conteúdos para o crescimento pessoal e profissional: lançamos o Café Brasil Premium, nossa “Netflix do Conhecimento”, repleta de sumários de livros, vídeos, podcasts, áudios… cara! É um monte de conteúdo. É uma festa para quem quer crescer. Acesse cafebrasilpremium.com.br, conheça nossa proposta e junte-se aos oitocentos assinantes que já estão viajando por lá.

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Conteúdo extra-forte.

Montei este programa a partir do texto “Como enganar pessoas que não entendem de economia”, de Rafael Galera, diplomata brasileiro.

A Oxfam International é uma confederação de 17 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de cem países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça, através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais. E ela apresenta de quando em quando um relatório sobre a pobreza no mundo. O mais recente teve esta chamada aqui ó: “Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta”.

As pessoas têm bastante dificuldade em diferenciar os conceitos econômicos de renda e de patrimônio. Ocorre que a pesquisa da Oxfam utilizou o critério patrimônio e não renda.

Por exemplo, pelo critério do patrimônio, qualquer pessoa sem um bem em seu nome têm patrimônio zero. Caso um brasileiro tenha usado o FIES para estudar medicina e não tendo ainda pago esse empréstimo, provavelmente ele terá patrimônio negativo, mesmo com uma renda mensal altíssima. Por esse critério, um bebê que acabou de nascer no Congo seria “mais rico” que esse médico recém-formado, já que ele não teria nenhum patrimônio em seu nome mas, pelo menos, não teria nenhuma dívida. Isso traz resultados importantes:

A população mundial é de 7 bilhões de pessoas, e, aproximadamente 3 bilhões são jovens sem nenhum bem em seu nome. A conclusão disso é que, caso você tenha um fusca em seu nome, terá um patrimônio maior que quase 3 bilhões de pessoas somadas.

Entendeu? É isso que acontece quando você mede riqueza e pobreza pelo patrimônio.

Ministério da economia
Geraldo Pereira

Seu Presidente,
Sua Excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer
Seu Presidente,
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver
Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver
Eu vou buscar
A minha nega pra morar comigo
Porque já vi que não há mais perigo
Ela de fome já não vai morrer
A vida estava tão difícil
Que eu mandei a minha nega bacana
Meter os peitos na cozinha da madame
Em Copacabana
Agora vou buscar a nega
Porque gosto dela pra cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro

Opa! Você ouve o grande Hildmar Diniz, que entrou para a história como Monarco,  cantor e compositor carioca, aqui com MINISTÉRIO DA ECONOMIA.

Muito bem.Acontece que a fortuna das 8 pessoas mais ricas do planeta representa aproximadamente 0,3% do patrimônio mundial. Entendeu? Eu não disse 30%, nem 3%. Eu disse 0,3%. Falando assim, parece algo bem menor do que dizer que eles tem mais patrimônio que metade do planeta, não é?

Vamos lá então: “Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta”. Está certa essa frase. Mas dizer que os “Os oito homens mais ricos do mundo possuem apenas 0,3% do patrimônio mundial” também está certo.

A diferença é que a Oxfam é famosa por pegar dados reais e divulgar com chamadas enganosas. Normalmente essas pesquisas acabam sendo muito difundidas justamente porque utilizam termos econômicos complicados que, quando manipulados, acabam passando informações verdadeiras, mas com interpretações totalmente equivocadas.

Em meu livro Brasileiros Pocotó eu falei de certas verdades que, ao serem interpretadas, levam a concluir uma mentira: eu ia chamar de ventiras, mas preferi merdades.

E o Rafael recomenda em seu texto que se você quiser uma pesquisa mais séria sobre a evolução da desigualdade, procure as pesquisas de François Bourguignon. Bourguignon é ex- Economista Chefe do Banco Mundial, diretor da escola de economia  de Paris e professor da escola de altos estudos em ciências sociais de Paris.

As conclusões do pesquisador são muito importantes: a desigualdade, vista de uma perspectiva mundial, tem diminuído muito. Ela pode ter aumentado dentro de alguns países, individualmente. Mas o critério utilizado por François é comparar os mais pobres do mundo com os mais ricos do mundo  e seus resultados são nítidos: o crescimento da renda das classes mais pobres do mundo aumentou mais rapidamente que a dos mais ricos. Isso se deve, principalmente, ao enorme crescimento de renda em países em desenvolvimento. O Coeficiente de Gini, uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, se medido globalmente, teria diminuído anualmente desde 1990.

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Caso queiram ler um resumo de suas ideias, recomendo a leitura do artigo na FA (link abaixo) ou de seu livro The Globalization of Inequality.

Artigo: https://www.foreignaffairs.com/articles/2015-12-14/inequality-and-globalization

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No roteiro e resumo deste programa publiquei uma imagem retirada do livro de Bourguignon. Ela retrata a evolução do índice de Gini – que mede a desigualdade -, comprovando que, de 1990 para cá, a desigualdade, medida mundialmente, tem caído constantemente e de forma acelerada.

A realidade é bem diferente do que a pesquisa da Oxfam leva a crer.

O Rancho da Goiabada
João Bosco
Aldir Blanc

Os bóias-frias quando tomam umas biritas
Espantando a tristeza
Sonham , com bife à cavalo, batata frita
E a sobremesa
É goiabada cascão, com muito queijo, depois café
Cigarro e o beijo de uma mulata chamada
Leonor, ou Dagmar

Amar, um rádio de pilha um fogão jacaré a marmita
O domingo no bar, onde tantos iguais se reunem
Contando mentiras prá poder suportar aí,

São pais de santos, paus de arara, são passistas
São flagelados, são pingentes, balconistas
Palhaços, marcianos, canibais, lírios pirados
Dançando, dormindo de olhos abertos
À sombra da alegoria
Dos faraós embalsamados

Olha que legal… esse é o clássico RANCHO DA GOIABADA, de João Bosco e Aldir Blanc, aqui com a paulista Joyce Cândido, que vem lá de Assis e com João Bosco, claro.

Pelo relatório de Oxfam um jovem africano que recebe 10 dólares por semana é mais rico que um jovem americano formado em Harvard que recebe 100 mil por ano e tem uma dívida de 250 mil em financiamento estudantil.

A metodologia utilizada foi muito ruim, pois ela toma como base a riqueza líquida, ou seja, subtraia as dívidas das pessoas.

Outro erro é que a pesquisa é baseada nos dados da Credit Suisse que só tem dados completos de 25 países e ignora os 125 restantes. Ou seja, é um estudo incompleto.

E Rafael Galera conclui seu texto constatando que a  verdade é que a desigualdade no mundo está caindo como demonstra o coeficiente de Gini e como demonstram outros estudos bem mais confiáveis e completos.

Bem, mas se a pobreza no mundo está diminuindo, e se a desigualdade também, porque tanta gritaria, hein? Porque a discussão sobre pobreza e desigualdade há muito deixou de ser conduzida de olho nos interesses dos pobres e miseráveis. É uma discussão a serviço de interesses ideológicos. E sempre com a intenção de combater o malvado capitalismo. Ou então de conseguir uma boquinha… Por exemplo, quando o poder econômico captura o governo.

Primeiro dá nisso que estamos vendo hoje no Brasil. Na política, não tem mais direita, esquerda, centro, não tem mais socialismo, comunismo, fascismo, liberalismo ou conservadorismo. Tem é gente com grana comprando gente que tem poder, para assim ter mais grana e mais poder.

E a questão da desigualdade econômica é fundamental para se obter influência política, poder e assim, mais dinheiro. O resultado é quase sempre trágico, pois o Estado, nesse jogo de dinheiro e poder, passa a ser o maior agente da desigualdade. E sempre com um discurso maravilhoso da promoção do desenvolvimento.

Exemplo? Sabe a “bolsa empresário”, aquele conjunto de benesses que o rei dá a seus amigos, que vai de empréstimos com juros subsidiados pelo BNDES a leis protecionistas ou então, pressão política para realização de negócios? A série de subsídios e desonerações tributárias concedidas pelo governo aos campeões escolhidos, custaria 224 bilhões de reais em 2017.

Mas custaria para quem, hein? Para mim, para você, contribuintes…

Esse balanço aí ao fundo é Maestro Cipó and his authentic rhythnm group, em 1965, com IMPLORAR.

Sacou, hein? O Estado usando o seu dinheiro para dar umas boiadas para empresários e industriais conhecidos. Tudo em nome do desenvolvimento.

E eu aqui, que sou um pequeno empreendedor, nem consigo chegar no BNDES… É assim que o Estado promove a desigualdade.

E é então que a conversa então muda da desigualdade em si para os problemas dos conchavos políticos, do capitalismo de estado e do fato de haver um estado com poder suficiente para criar essas distorções.

Num artigo muito bom publicado no site do Instituto Mises Brasil, de autoria de Steve Horwitz, que é professor de economia na St. Lawrence University, ele diz assim ó:

(…) Para atacar esse arranjo estatal corporativista e reduzir a capacidade dos ricos de transformar riqueza em poder político há várias soluções que não envolvem a redistribuição forçada de renda que, no fim das contas, faz com que ainda mais dinheiro vá para políticos e seus mecanismos.

Aqueles que gritam contra a desigualdade estão, na prática, reclamando apenas do compadrio gerado pelo estado, não da desigualdade em si. A fonte do problema é o estado, cheio de benesses e de favores a serem distribuídos. E esse mesmo estado se tornaria ainda mais poderoso e caso os preocupados com a desigualdade tivessem suas políticas favoritas aprovadas.

Muito bem.. mas digamos que a argumentação que eu usei neste programa não colou. Que você continua achando que a desigualdade econômica é uma opressão capitalista, que precisa ser combatida.

Você acha que punindo o mérito, o esforço e o sucesso, teria a cura?

O que temos visto é uma gritaria por medidas coercitivas, que tirem dos mais ricos para dar aos mais pobres, que inibam o enriquecimento dos empreendedores em nome da distribuição de riquezas. O resultado disso é que quem tem riqueza, tem contatos, tem meios, vai mandar seus recursos para o exterior. Vai proteger sua propriedade. E vai se sentir desestimulado em investir mais por aqui.

Por outro lado, os mais pobres, que não tem recursos nem contatos, vão apenas sofrer com as consequências da crise econômica.

O que que quero que você leve como reflexão é o seguinte:

Primeiro: saia fora desse papo furado que mistura pobreza com desigualdade e tenta remediar o sintoma sem atacar a doença. Isso é velho, ultrapassado, e não leva e lugar algum.

Foque sua energia em batalhar para a diminuição do tamanho do estado, da burocracia, dessa máquina geradora de inflação e de regulamentações que impedem a livre concorrência, que infernizam a vida dos empreendedores que são os grandes criadores de empregos, pagadores de impostos e geradores de riqueza.

É essa máquina voraz, esse nosso sócio oculto, que encarece nossas vidas e faz com que se perpetue a pobreza, a discriminação econômica e a desigualdade social.

Carne Crua
Odair José

“Somos da rua, moramos no esgoto
Nos becos escuros
A turma do arroto
É carne crua
Somos o luxo da boca do lixo
A porta de entrada da toca dos bichos
Vida nua
Nesse mundo paralelo a coisa continua
Rola, rola um rolo
Aqui do outro lado da rua
Venha pra festa do bolo
Da carne crua
Somos o desejo do corpo subindo pra mente
Somos a contracultura, o lado indecente
Somos a água da chuva descendo a ladeira
Um tapa de luva na cara de tanta besteira
Rola, rola um rolo
Aqui do outro lado da rua
Venha pra festa do bolo
Da carne crua
É carne crua”

E é assim então, ao som de CARNE CRUA, de ninguém menos que o subestimado Odair José, num discão de rock lançado em 2016,  que vamos saindo no embalo.

Ah, sim… e vê se para de invejar quem tem mais que você, viu? A inveja é o câncer que corrói a cultura brasileira, que vê pecado no lucro e só entende quem enriquece como alguém que roubou a riqueza de outra pessoa.

Você devia é aplaudir, celebrar e admirar o sucesso alheio. E usar isso como inspiração para ir atrás.

Mas isso é tema para outro programa.

Com o oprimido Lalá Moreira na técnica, a opressora Ciça Camargo na produção e eu, este paladino da justiça social, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Greiver, dois visitantes aqui, o Maurício Tonetto e o Ronny Clayton D’Ajuda, Rafael Galera, Steve Horwitz,  Monarco, Joyce Cândido, João Bosco, Odair José e Maestro Cipó.

Olha só quem apareceu por aqui … atenção, hein? O Itaú Cultural, que está comemorando 30 anos com uma exposição fantástica chamada MODOS DE VER O BRASIL, com grande parte de um acervo construído desde o final dos anos 60, e que permanecerá exposto na OCA, no parque Ibirapuera até 13 de agosto de 2017.

Acesse facebook.com/itaucultural  e deixe lá sua mensagem de parabéns a quem há 30 anos investe na cultura brasileira.

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E se você está fora do país: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Mergulhe fundo no mundo do Café Brasil acessando:

Para o resumo deste programa, portalcafebrasil.com.br/565

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E para o Premium: cafebrasilpremium.com.br.

Conteúdo provocativo, grupos de discussão e uma turma da pesada, reunida para trocar ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo junto!

E para terminar, uma frase do político norte americano Harry Browne:

O governo é bom numa coisa: quebrar sua perna e depois lhe dar uma muleta e dizer: “Tá vendo, hein? Se não fosse o governo, você não seria capaz de caminhar.”