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556 – Certos abraços – Revisitado

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Luciano Pires -

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS 

Este programa é a refação de um daqueles que se tornam clássicos, que foi ao ar originalmente em 2006, falando de amizade, de inspiração e de certas relações humanas que a gente vai  deixando de lado e um dia.. a gente se arrepende.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Sérgio Mariano

“Caro Luciano e equipe, Lalá, Ciça e todo mundo mais que ajuda que isso aconteça. Eu parei agora o que eu estava fazendo e vim gravar uma mensagem aqui pra vocês em agradecimento.

Eu ouvi agora o Pinxado no muro 2 e fui às lágrimas aqui em casa. Desculpe, estou ainda um pouco emocionado… realmente eu não deixei nem baixar a emoção, fiz questão de gravar prontamente aí alguma coisa em agradecimento.

Esse é um episódio que me marcou muito, engraçado que me fez pensar em duas coisas: primeiro o tempo e a segunda, o efeito multiplicador. Engraçado que eu nem pensava que fazia quatro anos que esse episódio, o primeiro deles foi ao ar. Eu ouvi o último na semana passada, também com carinho e isso me marcou muito na época, porque a minha filha tinha um ano e eu imaginava assim como eu, emocionado que eu fiquei, de ouvir como o Luciano foi importante pra essa família e de alguma forma como é que a vida deles também foi guiada por algumas coisas que foram ditas ali por ele durante os programas e a dedicatória do livro etc, Isso é incrível.

De alguma forma a mensagem, aquela cartinha da Ana falando sobre o pai, também me norteou como pai, de alguma forma me disse assim: era o pai dela, que passou por tanta dificuldade, eu não passei nem por um quinto da dificuldade que ele passou, aquilo me norteou, eu sempre fiquei com aquilo guardado: eu preciso fazer isso pela minha filha. 

E de alguma forma também, tem dias que a gente sente aquela emoção de dever cumprido, a gente vê a nossa filha progredindo e se superando, tomando atitudes. A minha filha hoje tem cinco anos e tomando atitudes que a gente fala: caramba! Valeu a pena tanto sofrimento. Então, obrigado por isso, obrigado por essas reflexões, obrigado por tudo isso que vocês fazem pela gente. Eu acho que eu nunca mandei nada por áudio, sou só um multiplicador de boca, sempre tento passar a palavra adiante também e de alguma forma, como o Luciano, fez diferença pra família, pra essa família, essa família também fez diferença pra mim e provavelmente eu já passei isso pra frente, fez diferença pra alguém também, eu já sei que hoje o meu irmão é alguém que ouve também os episódios do Café Brasil, eu tenho amigos próximos também, foram influenciados por mim, que de alguma forma esse efeito se multiplica.

Então, eu queria agradecer imensamente por tudo que vocês fazem, pelo trabalho e como eu tinha dito a respeito do tempo, de alguma forma é acender mais uma vez aquela esperança de o que eu estou fazendo hoje, o tempo vai construir, o tempo fazendo repetidamente a mesma coisa, com excelência e justamente, me esforçando mais que meus filhos, para que eles vejam em mim alguma pilastra, algum apoio pra que eles também falem: olha, vale a pena se esforçar e transformar alguma coisa, me lembrou de novo do meu objetivo de vida, da minha missão de transformar as coisas, da minha forma, do meu jeito e transformando um mundinho de cada vez, o mundinho da minha pequena, eu acho que está meio que transformado e espero continuar com esse trabalho e passando isso pra cada vez mais coisas e que esse efeito multiplicador aumente cada vez mais e seja a famosa pedrinha no lago, que aquela ondinha vá se propagando aí por onde a gente puder levar.

Muito obrigado, parabéns a você, parabéns pra equipe inteira que faz esse programa incrível, obrigado mais uma vez, obrigado pelas lágrimas, com lágrimas nos olhos, eu sou Sérgio Mariano de São Paulo. Um grande abraço!”

Multiplicadores de boca! Sérgio: eu gostei dessa aí, viu cara? Você fala sobre como cada um de nós pode impactar na vida dos outros, mesmo que apenas como multiplicador de boca, passando para a frente as ideias, todo dia, todo tempo… É isso aí, meu caro, essa é uma forma de cumprir com nossa missão na vida. E o programa de hoje vai tratar exatamente disso: como uma pessoa pode impactar na vida de outra.

Muito bem. O Sérgio receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Hoje tem visita aqui. Então Rodrigo, Lalá: hoje eu quero assim como bons amigos.

Na hora do amor, use

Rodrigo e Lalá: Prudence, meu amigo…

Começo o programa com um texto de um amigo que era como um irmão, o Chico Rodrigues, que escrevia nas Iscas Intelectuais de meu site. Eu falo do Chico no passado, pois ele já se foi, deixando um daqueles buracos na alma da gente, sabe como é? Chico sempre escrevia sob forma de uma cartinha. Ouça só:

Lú… Acho que já te contei…

Numa época em que não tava dando pra sobreviver só de música, eu acabei trabalhando no “Museu do Disco” e logo depois numa loja de discos na Xavier de Toledo no Centro de Sampa. (colado ali no antigo Mappin).

Era bom demais!

Eu abria a loja todo dia bem cedinho, (eu era o Gerente) e enquanto o pessoal arrumava as coisas, eu colocava “Amoroso” do João Gilberto no pick up, pegava a Folha de São Paulo e ia lá pro fundão da loja castigar a porcelana enquanto me informava um pouquinho.

E numa certa manhã, lendo o caderno “Divirta-se”, foi que fiquei sabendo que o Oscar Peterson e o Joe Pass iriam se apresentar no Municipal…

Foi aquela correria! Mas consegui sim os ingressos. Convidei o Gui e lá fomos nós assistir o show dos caras. (um dia eu te conto das sensações que senti vendo aqueles putos tocando).

É isso aí ó… esse trechinho que você está ouvindo aí é Summertime, um clássico, na interpretação mágica de Oscar Peterson e Joe Pass…deixa eu calar um pouco a boca aqui…

No dia seguinte estava eu lá na loja de discos (de costas pra entrada) comentando com o dono da  loja que nunca mais eu iria pegar numa guitarra depois de ter visto Joe Pass tocar… (enquanto isso o som que rolava nos falantes era “Tiro de misericórdia” do João Bosco).

Aí o Romildo, (o dono da loja) me interrompeu e disse baixinho:– Chico… num olha agora… mas, saca só o tamanho do porra do negão parado na porta da loja!!!

Eu me virei no ato. E quem vejo?

Isso mesmo. OSCAR PETERSON. Com o ouvido colado na caixa acústica…  ligado no swing do João (quase babando).

Tiro de misericórdia
João Bosco
Aldir Blanc

O menino cresceu entre a ronda e a cana
Correndo nos becos que nem ratazana.
Entre a punga e o afano, entre a carta e a ficha
Subindo em pedreira que nem lagartixa.
Borel, juramento, urubu, catacumba,
Nas rodas de samba, no eró da macumba.
Matriz, querosene, salgueiro, turano,
Mangueira, são Carlos, menino mandando,
Ídolo de poeira, marafo e farelo,
Um deus de bermuda e pé-de-chinelo,
Imperador dos morros, reizinho nagô,
O corpo fechado por babalaôs.

Baixou oxolufã com as espadas de prata,
Com sua coroa de escuro e de vício.
Baixou cão-xangô com o machado de asa,
Com seu fogo brabo nas mãos de corisco.
Ogunhê se plantou pelas encruzilhadas
Com todos seus ferros, com lança e enxada.
E oxossi com seu arco e flecha e seus galos
E suas abelhas na beira da mata.
E oxum trouxe pedra e água da cachoeira
Em seu coração de espinhos dourados.
Iemanjá, o alumínio, as sereias do mar
E um batalhão de mil afogados.

Iansã trouxe as almas e os vendavais,
Adagas e ventos, trovões e punhais.
Oxum-maré largou suas cobras no chão.
Soltou sua trança, quebrou o arco-íris.
Omulu trouxe o chumbo e o chocalho de guizos
Lançando a doença pra seus inimigos.
E nana-buruquê trouxe a chuva e a vassoura
Pra terra dos corpos, pro sangue dos mortos.

Exus na capa da noite soltara a gargalhada
E avisaram a cilada pros orixás.
Exus, orixás, menino, lutaram como puderam
Mas era muita matraca e pouco berro.
E lá no horto maldito, no chão do pendura-saia,
Zumbi menino lumumba tomba da raia
Mandando bala pra baixo contra as falanges do mal,
Arcanjos velhos, coveiros do carnaval.

– irmãos, irmãs, irmãozinhos,
Por que me abandonaram?
Por que nos abandonamos
Em cada cruz?

– irmãos, irmãs, irmãozinhos,
Nem tudo está consumado.
A minha morte é só uma:
Ganga, lumumba, lorca, jesus

Grampearam o menino do corpo fechado
E barbarizaram com mais de cem tiros.
Treze anos de vida sem misericórdia
E a misericórdia no último tiro.

Morreu como um cachorro e gritou feito um porco
Depois de pular igual a macaco.
Vou jogar nesses três que nem ele morreu:
Num jogo cercado pelos sete lados.

E eu… petrificado!

Então, ele entrou na loja e pediu (por gestos) pra ver a capa do LP que estava tocando (daqui pra frente não me lembro muito bem da sequência de como as coisas aconteceram). Eu só sei que me bateu a trimilica e eu não conseguia tirar os olhos daquelas mãos…

Lú… eu nunca vi um cara com tanta técnica (e bom gosto) assim desse jeito. A mão esquerda dele é tão rápida quanto a direita (que já é um absurdo!). Na hora lembrei da performance dele naquela noite anterior tocando alguns standard´s, coisa da Bossa Nova e fiquei puto porque eu NÃO tinha nenhum disco do cara alí na loja pra ele poder autografar. (eu tinha na minha casa quase uns 15 álbuns dele)

Bom… acabei vendendo pra ele também o disco do Emílio Santiago e da banda Azimuth (cê lembra, hein?). Dias depois fiquei sabendo que ele se hospedara no Othon Palace, que era no fim do Viaduto do Chá, pertinho da loja.

Só me lembrei de te contar tudo isso, porque ganhei esta semana do meu filho Thiago um DVD do Peterson. Cara… você precisa ver ele entrando no palco… quase pede desculpas pela demora em chegar ao piano. (ele teve um derrame há algum tempo). Já não tem quase técnica nenhuma… toca quase o tempo todo só com uma das mãos (a direita)… e um repertório quase de churrascaria.

Duro de ver o cara daquele jeito. Chorei de montão! Mas não foi de dó não!!!

Foi de ver o respeito das pessoas que foram assistir aquele show. Todos de pé aplaudindo… (Não só pelo o que ele tinha tocado naquela noite), mas pelo o que Oscar Peterson fez a vida inteira pela música.

O Show terminou… minhas mãos ardendo de tanto aplaudir e olhando os créditos subindo na tela me lembrei que antes de chegar em casa eu tinha visto uma cartaz colado numa parede na rua dizendo o seguinte:

Chegou o novo DVD do “Moleque Travesso”! (E nas lojas… nenhum DVD do Jobim). Os créditos terminam… a gente ouve os últimos acordes de um piano mágico… e fica na garganta aquela sensação estranha de se ter engolido um pacote inteiro de Bom Bril….

Pois é… Eu adoro os textos do Chico Rodrigues. Ele era meu amigo desde 1979… Moramos juntos. Era músico. Tinha uma sensibilidade cruel… nos víamos uma ou duas vezes por ano, mas a gente tinha aquele tipo de amizade em que a simples certeza de que ele estava ali, me bastava. De quando em quando um telefonema, uma visita e pronto. Saíamos revigorados pela certeza de que nossa amizade permanecia. Durante um bom tempo ele escreveu nas Iscas Intelectuais de meu site pérolas como o texto que vai a seguir, chamado “Certos Abraços”…

Ao fundo, você está ouvindo Night train, com Oscar Peterson

Lu…

Eu tenho lá em casa dois baús.

Um deles é lotado de abraços que eu dei e ganhei. (de você, de outros amigos, filhos, netos, amores… gente querida enfim).

E o outro baú é cheio de abraços que acabei deixando de dar e ganhar por pura idiotice da minha parte. Como aquele abraço que eu deixei de plantar no Márcio que gravou sozinho todas as vozes do Take 6 e deu de presente pro pai. Como aquele abraço que eu deixei de dar em Oscar Peterson quando entrou na loja de disco que eu trabalhava para comprar um álbum do João Bosco…

Tenho quase uma coleção de abraços não dados. (não quero te aborrecer contando de todos eles não) Mas eles estão lá. Tomando poeira naquele estranho baú.

Só gora, escrevendo isto aqui, é que eu me toquei que falo muito pouco sobre minha casa e os meus escritos!

Queria te contar então da Neide que trabalha lá.

E pra isso Luciano, você vai ter que montar uma trilha sonora especial para melhor entendimento dessa figura que faz parte da minha vida há mais de sete anos.

E é simples, viu? Basta reunir algumas canções do Odair José. Amado Batista, Waldick Soriano, Marcio Greyck, Reginaldo Rossi, Perla, Roberta Miranda, Elimar Santos, Wando, Adilson Ramos, Agnaldo Timóteo, Sula Miranda, Peninha, Luís Airão, Rosana e é claro… Roberto Carlos. E você vai ter então a trilha sonora ideal.

Para melhor entendimento do universo das Neides que orbitam nossa vida doméstica, eu aconselho também você a assistir um dos melhores filmes nacionais que eu já vi. É uma comédia dirigida por Fernando Meirelles e Nando Olival e chama-se “Domésticas, o Filme”.

É ao mesmo tempo um engraçado e comovente mosaico do Brasil. (olha, pode começar a rodar a trilha agora).

Sem você não viverei
Ovelha

Ou, ou, ei, ei
Sem você não viverei
Volte logo não suporto,
Essa distância de você

Ou, ou, ei, ei
Sem você não viverei
Todo amor desse mundo
Pra você eu entreguei

Por isso peço que escreva
Uma carta por favor
Meu coração está pedindo
Volte logo meu amor

Ou, ou, ei, ei
Sem você não viverei
Todo amor desse mundo
Pra você eu entreguei

Por isso peço que escrevas
Uma carta por favor
Meu coração está pedindo
Volte logo meu amor

Ou, ou, ei, ei
Sem você não viverei
Todo amor desse mundo
Pra você eu entreguei
Só pra você eu entreguei
Só pra você eu entreguei

Meu amor, volte pra mim…
Só você eu amarei…

Você está ouvindo SEM VOCÊ NÃO VIVEREI, com Adenir Rodrigues, versão de More Than I can Say, inspirada em versão dos anos 80 de Leo Sayer, que regravou o sucesso dos The Cricketts de 1960. Lalá, manda aí..

More Than i Can Say
Leo Sayer

Oh oh yeah yeah
I love you more than I can say
I’ll love you twice as much tomorrow

Love you more than I can say

Oh oh yeah yeah
I miss ev’ry single day
Why must my life be filled with sorrow

Love you more than I can say

Don’t you know I need you so

Oh
Tell me please
I gotta know.
Do you mean to make me cry

Am I just another guy?

Oh oh yeah yeah
I miss you more than I can say
Why must my life be filled with sorrow

Love you more than I can say

Oh
Don’t you know I need you so

Oh oh yeah yeah
I love you more than I can say

Mais do Que Eu Posso Dizer

Oh oh yeah yeah
Eu te amo mais do que eu posso dizer
Eu vou te amar amanhã em dobro

Te amo mais do que eu posso dizer

Oh oh yeah yeah
Eu sinto sua falta todos os dias
Por que minha vida se enche de tristeza

Te amo mais do que eu posso dizer

Você não sabe que eu preciso tanto de você

Oh
Diga-me por favor
Eu tenho que saber.
Você quer me fazer chorar

Sou eu apenas mais um cara?

Oh oh yeah yeah
Eu sinto sua falta mais do que eu posso dizer
Por que minha vida se enche de tristeza

Te amo mais do que eu posso dizer

Oh
Você não sabe que eu preciso tanto de você

Oh oh yeah yeah
Eu te amo mais do que eu posso dizer

Olha! Adenir Rodrigues, acho que você não conhece não. Mas se disser “Ovelha”… O Ovelha vendeu  milhões de discos  em diversas partes do mundo, ou seja, é um sucesso internacional. É brega, viu? Mas dá uma saudade…

O Filme “Domésticas”conta a história de Cida, Roxane, Raimunda, Quitéra e Créo. Histórias sobre aquela mulher que apesar de morar dentro da nossa casa, preparar nossa comida, e mexer nas nossas gavetas, é como se não estivesse lá. Alguns relatos são em forma de depoimentos cheios de humor, tragédia e poesia. Uma história diferente da outra. Uma delas quer se casar, a outra que ser artista de novela, outra quer um marido melhor e por aí vai.

Cada uma tem sua visão própria sobre o que é o paraíso. Mas todas dividem o mesmo inferno: a profissão de domésticas.

A namorada que sonhei
Osmar Navarro

Receba as flores que lhe dou
Em cada flor um beijo meu
São flores lindas que lhe dou
Rosas vermelhas com amor
Amor que por você nasceu

Que seja assim por toda vida
E a Deus mais nada pedirei
Querida, mil vezes querida
Deusa na terra nascida
A Namorada que sonhei…

No dia consagrado aos namorados
Sairemos abraçados por aí a passear
Um dia, no futuro, então casados
Mas eternos namorados
Flores lindas eu ainda vou lhe dar…

Que seja assim por toda vida
E a Deus mais nada pedirei
Querida, mil vezes querida
Deusa na terra nascida
A Namorada que sonhei…

Cara, pra mim que falo poR toda vida, esse porrrrr dele é um arraso… Você está ouvindo A NAMORADA QUE SONHEI, de Osmar Navarro, com Nilton César , Cantor e compositor Mineiro. A Namorada que sonhei foi um sucesso tão grande, mas tão grande, que abriu para Nilton César as portas para Portugal, Estados Unidos, Canada etc.

A Neide não mora lá em casa não. Mas, convive comigo há tanto tempo que eu acho que ela é a pessoa que mais conhece sobre meus humores. (e eu também sobre os dela). Só pelo “bom dia” que um dá ao outro, ambos já sabemos como vai ser a temperatura da nossa conversa durante o resto do dia.

Ela vem lá em casa só duas vezes por semana. Quarta-feira e sábado. É nordestina, tem 37 anos, três filhos, separou do marido há uns quatro meses (ele batia nela) e mora na favela do Heliópolis onde por diversas vezes lhe dei carona.

Durante todo esse tempo é ela quem cuida de mim. Cuida da limpeza, da roupa lavada e passada, da pia e banheiro limpos. Toda vez que tem que faltar por algum motivo ela sempre manda alguém em seu lugar pra “não me deixar na mão” como ela mesmo diz. E desse modo fiquei conhecendo e ficando amigo da família toda. Da sua filha, sua irmã, cunhada e uma porrada de vizinhas que acabam emprestando da Neide e transferindo pra mim todo o zelo e a preocupação que ela tem comigo.

Tenho o maior carinho pelo filho menor dela (de 11 anos) que quer ser jogador de futebol e frequenta uma escolinha. A Neide faz todo o sacrifício do mundo para mantê-lo jogando. E eu dou a força que posso de vez em quando com chuteiras, bola e algum pra condução.

MÚSICA – DOMINGO FELIZ – ÂNGELO MÁXIMO

Domingo feliz
Ângelo Máximo

Meu domingo
Alegre vai ser
Pois pretendo sair com você
Ye ye ye que dia feliz

De mãos dadas vamos andar
Muitos beijos iremos trocar
Ye ye ye que dia feliz
Ha ha ha hoje é meu dia
Eu vou ter ter ter o seu amor
Para ser ser ser feliz ao seu lado
Uol ha ha ha que dia feliz

Tudo aquilo
Que eu quero vou ter
Só você
Vai me compreender
Ye ye ye que dia feliz

Nosso sonho
De amor vai durar
Pois pra sempre
Eu vou lhe adorar
Ye ye ye que dia feliz

Ha ha ha hoje é meu dia
Eu vou ter ter ter o seu amor
Para ser ser ser feliz ao seu lado
Uol ha ha ha que dia feliz (3x)

Ah cara! Nesses tempos aqui em que música pra fazer sucesso tem que mandar botar o seu pipi no meu popó, ouvir esse Ângelo Máximo cantando, DOMINGO FELIZ, de 1970, é o máximo, desculpe o trocadilho aí.  Ângelo Máximo hoje é empresário, dono de restaurante, mas ainda se apresenta em shows pelo Brasil.E aí? Mostra pra sua mãe esse ah..ah..hoje é seu dia pra ver se ela não sai cantando…

E o Chico continua:

É claro que não faltam essas coisas de dar roupas usadas, cestas básicas e outras besteiras idiotas que fazem a gente se sentir grandes bons samaritanos…

O mais maluco Luciano é que num sábado desses (dia de limpeza) eu estava lá em casa assistindo televisão e a GNT estava reprisando em sua mostra “Mulheres no Cinema” esse filme que eu falei: Domésticas.

Dona Neide estava lá terminando de varrer a sala e “ouvindo” o filme e minhas risadas quando de repente parou o serviço e apoiada na vassoura passou a se interessar pela história.

Porém, o filme já estava em seu final onde se sucede uma série de depoimentos de domésticas.

São depoimentos contundentes e verdadeiros Luciano, de gente pra lá de sofrida.

Os depoimentos traziam coisas emocionantes. Coisas como da doméstica Raimunda:

— Nos fim de semana se a gente que ir no cinema, pode. Pode ir namorar… pode ir passear em parque… dançar em salão, pode tudo! Mas só depois de arrumar a cozinha. A gente primeiro arruma as coisa dos outro, depois vê o que arranja pra gente.

Uma outra da Créo:

— Adorei casar! Mas o chato é que foi num domingo e na segunda-feira era dia de faxina geral e eu tive que ir trabalhar.

Todos esses depoimentos são feitos diretos para a câmera.

(Eu e a Neide lá… calados e prestando a atenção)

E o último deles é o mais comovente de todos! É de uma domestica (Roxane) que diz o seguinte:

— Quando a gente é pequena e perguntam pra gente: “o que você quer ser quando crescer?”. Todas nóis responde: Bailarina… advogada… médica… enfermeira.. atriz… coisas assim. Ninguém responde: “quero ser doméstica!” Porque isso daí não é um desejo… é uma sina mesmo.

Lu, foi pesado!  Dona Neide me olhou nos olhos e nenhum de nós disse nada!  Eu estava constrangido de ter dado risada em algumas situações.

Pensei em me levantar e dar um abraço sincero nela. Porém, mais uma vez o baú de abraços não dados teve seu nível elevado. Eu não consegui me levantar.

Durante a eternidade que durou essa nossa troca de olhares, eu lembro que só conseguia repetir pra mim: “num chora viado… agora não”.

Mudei de canal. E ela também, foi lavar o banheiro.

Só depois de ouvir o som do esfregão no chão do banheiro e ter a certeza que tão cedo ela não voltaria pra sala, é que eu desabei.

Derramei pelos olhos boa parte do Tiete e o Pinheiros inteiro.

É que eu lembrei da primeira vez em que fui à casa da Dona Neide lá na favela do Heliópolis.

Sabe Lu, você precisava ver o brilho nos olhinhos dela quando ela me apresentou à sua família e à sua vizinhança!

— Olha gente… esse aqui é seu Francisco, meu patrão – disse ela com um puta orgulho – homem bom ta aqui viste? Sou mesmo uma mulher de sorte por Deus ter colocado uma alma tão boa assim em minha vida!

O que ela não sabe cara, é que o contrário…

O cara de sorte sou eu.

Pois então… o Chiquinho morreu…e numa manhã de sábado, chuvosa e fria, fui ao velório do meu amigo. Mas eu queria prestar-lhe uma homenagem e lembrei daquele DVD do Oscar Peterson que ele ganhou de seu filho Tiago. Eu tinha o DVD em casa, chamava-se A NIGHT IN VIENA e ainda estava lacrado. Eu o comprara numa loja de DVDs importados, mas ainda não tinha assistido. Resolvi levar o DVD comigo para colocar sob as mãos do Chico, no caixão. Meu amigo seria enterrado levando consigo um pouco da música que tanto amava.

Durante o velório eu não tive coragem de colocar o DVD no caixão. Me pareceu uma atitude meio mundana, sei lá… E me despedi de meu amigo… Quando cheguei em casa, decidi que a homenagem que eu prestaria a ele seria assistir aquele show, naquele momento. Peguei a caixinha do dvd, tirei aquele celofane, tirei o lacre, abri, e… o DVD tinha uma rachadura no meio. Não podia ser reproduzido. Não funcionava, cara! Não sei quanto tempo fiquei olhando aquele disquinho rachado em minhas mãos, com o coração batendo forte a certeza de que o Chico levou o DVD com ele.

Segredinho
Junio Barreto

Essa noite eu acordei chorando
Só me lembrando de tão longe estou
Sofrendo guerra pelas terra alheia
Minha terra é boa, meu amor é lá

O vento leva e o vento traz
O coração da jovem donzela
Eu só queria ter alguém em sonho
As lindas tranças do cabelo dela

Então é assim, ao som de Junio Barreto, com SEGREDINHO das Ceguinhas de Campina Grande, que você ouviu poucos minutos atrás cantando SINTO NO PEITO ESTA DOR, que vamos saindo assim…pensativos, cara…

Quem é que você vai abraçar hoje, hein?

Com meu amigo Lalá Moreira na técnica, minha amiga Ciça Camargo na produção e eu, que ando abraçando pouco, viu? Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco os ouvintes Sérgio Mariano, Rodrigo Monteiro, Joe Pass, João Bosco, Ceguinhas de Campina Grande, Ovelha, Nilton César, Ângelo Máximo, Chiquinho Rodrigues, Junio Barreto e claro… Oscar Peterson.

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E para terminar, uma frase de Oscar Peterson:

Eu não quero luxúria, sexo ou beleza clássica. Quero confiança, respeito e honestidade. Todo o resto vem daí.