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552 – LíderCast 5

552 – LíderCast 5

Luciano Pires -

Chegou a Temporada 5 do LíderCast, o podcast que trata de liderança e empreendedorismo na veia! Com ela, já são 70 programas, mais de 90 horas de conversas com gente que faz acontecer, ensina, emociona, inspira e provoca. Hoje eu vou apresentar os convidados da temporada 5 pra você.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é o Dionísio de Valinhos…

“Bom dia, boa tarde, boa noite, equipe do Café Brasil. Meu nome é Dionísio Moretti, eu falo de Valinhos, estado de São Paulo e ontem, fiquei andando de bicicleta e por duas horas escutando no LíderCast a entrevista com o Ozires  Silva.

Pô! Foi uma paulada, viu? Eu conheço o Ozires Silva de maneira públic, né? Dos noticiários,na história dele, eu tenho 53 anos, na minha adolescência eu, como apreciador da aviação, sempre acompanhava as notícias da evolução da EMBRAER através daquela revista FLAP, que é editada até hoje, sobre aviação e eu sempre fui fã do Ozires Silva. Sempre. O que ele fez foi uma construção assim única no Brasil. Uma empresa brasileira. 

E ontem, ouvindo a entrevista que você nos proporcionou, que vai ficar no meu arquivo histórico, eu vi o lado humano do Ozires Silva. Vi a liderança nas palavras dele, porque a gente só tem notícia da imprensa né? De uma maneira pública. E ontem, aquele senhor falando, de toda trajetória, de toda busca por um sonho, olha! Em vários momentos, como vi vocês mesmo na entrevista, eu me emocionei. Brilhante, viu? Muito brilhante, tá?

Continue seémpre trazendo essas personalidades que são os verdadeiros brasileiros que estão inscritos na história deste país. Um abraço! Não perco um Café Brasil nem um LíderCast.”

Grande Dionísio. Olha só, aquele LíderCast do Osiris foi muito especial, viu? Eu sou um privilegiado por tê-lo feito, e principalmente por poder interagir com um tipo de brasileiro, de liderança, que parece que não se faz mais. O país que ele descreve ficou no passado, e talvez isso explique a draga na qual estamos, viu?. A luta continua, meu caro. Obrigado pelo comentário.

Muito bem. O Dionísio receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, que acaba de lançar uma campanha nova, com um jingle cantado pelo Thiago Abravanel. Lalá, manda aí.

Menos touch screen mais toque
Menos roupa mais pele na pele,
Menos like, like, like, mais ai ai, ai,
Mais, quero mais, quero mais mais Prudence
Mais, quero mais, quero mais prazer
Menos timidez, mais pegada
Menos medo, mais liberdade
Menos redes sociais mais vuco, vuco vuco
Menos tédio, mais tesão
Menos preconceito, mais diversidade
Menos blá, blá, blá, mais nheco, nheco, nheco
Menos amarras, mais algemas
Menos vergonha, mais atitude
Nudes? Só se for ao vivo
Menos trava, menos regra, menos neura, menos chat
Mais carícia, mais malícia, mais delícia, mais prazer
Mais, quero mais, quero mais mais Prudence
Mais, quero mais, quero mais prazer
Prudence: mais prazer pra todo mundo

Vamos lá então, hein? A gente lançou em 2015 o LíderCast, um podcast focado em discutir liderança e empreendedorismo, através do bate papo com gente que faz acontecer. E acabamos de lançar a temporada 5, com 14 programas, mais de 20 horas de conversas que vão da emoção às dicas preciosas de gente que faz tudo, menos cruzar os braços.

Quem é da Confraria Café Brasil recebeu a temporada inteirinha. Tem uns malucos aí, que já ouviram tudo, inclusive. Quem não é da Confraria… que pena. No final do programa eu dou o link, tá bom?

A temporada 5 começa com o LíderCast 057, no qual Alexandre Borges, publicitário, escritor e hoje um dos mais argutos analistas brasileiros da política nacional e internacional dá uma aula pra gente.

057 alexandre borges

 

 

 

 

 

Alexandre – A narrativa ali da imprensa, dos meus professores não batia muito com a realidade e eu achava aquilo estranho mas eu ainda não achava que eles estavam errados, eu achava que que eu não estava entendendo, porque eu olhava os EUA crescendo, inventando os computadores, os vídeo games, aquela revolução incrível que foram os anos 80, o país naquele desenvolvimento todo e aquele resgate que foi do orgulho do americano com os oito anos do Reagan e terminando inclusive com o fim da guerra fria e com a queda do muro de Berlim. Mas os meus professores falando que ele era um idiota, a Globo falando que ele era um idiota e todo mundo falando e eu achava que a história não batia, porque as coisas estão dando certo lá, por que que ele é um idiota? Mas eu ainda não achava que eu estava sendo doutrinado, eu achava apenas que eu não estava entendendo, então eu perguntava, mas me indica mais leitura, eu preciso, enfim, e eu já comecei a não ser muito benquisto nas reuniões de esquerda, porque eu era curioso demais e perguntava demais e isso não é bom…

Em seguida, o LíderCast 058 – com Marcelo Wajchenberg, que é médico cirurgião especializado em coluna vertebral no Hospital Albert Einstein. Foi ele quem operou minha hérnia no ano passado, cara. Um papo legal sobre a humanização da medicina.

058 marcelo wajchenberg

 

 

 

 

 

Marcelo – A gente vai crescendo de acordo com o aprendizado e com as pessoas que vão te passando as experiências, você vai conhecendo, como eu falei, e volta aquele assunto da faculdade, daqueles antigos professores que tratavam seres humanos e não exames. Hoje com o advento da tecnologia e da vida louca que todo mundo leva, isso passou de ter valor. É interessante que tanto médicos como pacientes, por incrível que pareça, às vezes valorizam mais o exame do que ele mesmo, então até o professor Moisés Cohen que era, até a semana passada, o chefe da ortopedia da Escola Paulista, ele falava o seguinte, quantos centros de diagnóstico existem entre a Av. Paulista e a Faria Lima? Quase toda esquina tem um centro de diagnóstico, por que isso cresce? Porque existe um acordo velado aí de “vamos, não, eu quero saber o que eu tenho vou fazer ressonância, vou fazer um exame de imagem e não é isso, esse preparo não existe e infelizmente os médicos, para se resguardar ou às vezes por não ter tempo de fazer uma consulta, de escutar o paciente, ah o senhor está com dor aí? Vamos fazer uma ressonância daí. Ah a dor é no pescoço? Ressonância de pescoço. Então falta realmente  para o médico na formação universitária, na minha opinião, essa visão humanista.

Na sequência, vem o LíderCast 059 com Geraldo Rufino um empreendedor brasileiro, daqueles que tem tudo para dar errado… e dá certo. Geraldo é dono de um bom humor e uma visão de mundo positiva que são irresistíveis.

059 geraldo rufino

 

 

 

 

 

Geraldo – Eu acho muito mais simpático um cara que me chama: “ô negão”, do que o cara que fala “ô seu Geraldo”, por que seu Geraldo? Sou seu amigo, por que não negão? Isso é um jeito carinhoso de tratar as pessoas, cada um ouve o que quer ouvir, é a mesma coisa, por exemplo, eu não me ligo, eu acho muito pequeno, é pensar muito pequeno você achar que o que o outro fala pode fazer diferença para você, as pessoas me perguntam o seguinte: olha, você está na mídia. O cara não escreve aí para você dizendo o macaco, não sei o que? Eu falo assim então cara, eu não tive ainda uma situação dessa, mas se eu tiver… Se o senhor tiver qual seria a sua reação? O entrevistador me perguntou, eu falei para ele assim, sabe qual seria a minha reação? Eu responderia para o cara com todo o carinho do mundo e eu teria toda a paciência do mundo com esse cidadão ou com essa cidadã, até eu conseguir me aproximar e ajudá-lo, já aconteceu isso uma vez e eu entrei no Facebook do cara e pedi que ele fosse meu amigo e ele aceitou e nós começamos a conversar, o cara hoje é meu seguidor, é camarada, ele tem um problema, ele até posta para ver se eu consigo ajudar e ele se tornou meu amigo a ponto de dizer para mim assim, você me ajudou a melhorar algumas coisas na minha vida. Cara, já pensou se eu fosse debater com ele porque ele disse que eu era isso, era aquilo? Foi falar da minha cor…

Luciano – Você transformou num conflito, é um problema nosso.

Geraldo … ele não sabe o que ele está fazendo, por que que ele vai se incomodar com a minha cor?

Depois, o LíderCast 060, com Raiam Santos, um jovem brasileiro que não se intimida com desafios e tem uma história de sucesso nos Estados Unidos que é de cair o queixo. Raiam é hoje um dos mais provocativos escritores da nova geração.

060 raiam santos

 

 

 

 

 

Raiam – … e essa foi a época do Eike Batista, que foi, eu vi tudo acontecendo assim, eu era junior, vi tudo acontecendo, vendendo água para o banco ganhar, para o  fundo ganhar, para o Eike ganhar e enganar o investidor, numa época em que o Brasil era o queridinho dos bancos dos investidores mundiais, o Brasil era o, pô, o tijolo fundamental dos Brics porque a pessoa não conseguia investir na China por causa daquelas grandes barreiras para o investimentos, o que ele faz? Eles investem  num comp da China, quem está altamente relacionado com a economia da China? O Brasil com suas commodities, então jorrava dinheiro no Brasil e dava para ver claramente que o negócio ia para o saco, mas era uma festa, era uma festa e também a parte do propósito, que eu passava o dia inteiro fazendo perfumaria, que é decorando Power Point, fazendo um bonitinho assim para vender um investimento para o cliente, fazendo planilha de Excel.

No LíderCast 061 – recebemos Flavio Azm, que é cineasta, mas é muito mais que isso. Flavio tem uma rica história de vida e nos leva a compreender o que é ser verdadeiramente um humanista.

061 flavio azm

 

 

 

 

 

Flávio – Eu tive a maior benção do mundo, foi perder tudo, quebrar. Aí você diz: eu já vi gente quebrar. Eu perdi tudo, quebrei nesse processo e ainda fiquei devendo uma grana federal pro Itaú. Que eu tive que pagar depois mais lá na frente, renegociar isso

Luciano – O que você quebrou, era uma empresa?

Flávio – Na verdade era. Eu montei alguns projetos que não deram certo, tinham a ver com cinema, tinham a ver com produção e tal e eu tentei fazer as coisas do meu jeito. Eu disse: eu não me adapto a esse modelo, eu trabalhei um tempo com cinema e eu disse: eu quero fazer as coisas do meu jeito. Só que eu quebrei. Exatamente, essas pessoas que estão ali, elas estão numa condição bem mais confortável do que a minha, que eu não só não tinha o dinheiro pra pagar o meu aluguel, como eu estava devendo dinheiro. E de novo eu fui obrigado a ser verdadeiro comigo mesmo e dizer: senta aqui, vamos descobrir o que é que você tem pra oferecer pra esse mundo. E olha, demorou muito tempo pra eu corrigir isso.

No LíderCast 062 – temos Felipe Pires e Katiusca Carvalho. O Felipe montou uma barber shop inovadora numa cidade com 30 mil habitantes. E a Katiusca um salão de beleza. Uma história de empreendedorismo pé no chão. E que vai chegar lá.

062 felipe pires e katiusca carvalho

 

 

 

 

 

Felipe – Essa situação é a situação mais complicada. Quando você olha pro seu lado e sabe que não tem ninguém. Porém, como eu comentei no começo, sempre tive muita força de vontade, eu nunca fui de desistir das coisas. Então, dentro de toda essa realidade que foi mudar esse conceito, mudar esse modelo de negócio, do que já estava dando certo, por uma coisa que, poderia dar certo ou poderia dar errado, eu ia ter que correr esse risco, mas eu preferi correr esse risco e tipo, me arrepender do que eu fiz, se não ah! do que eu não fiz e lá na frente uma pessoa poderia fazer e falar, putz, se eu tivesse feito isso aí poderia ter dado certo pra mim. E aí eu comecei a estudar muito, cara! Parte do SEBRAE sabe, parte de modelo de negócio, parte de marketing, parte de fluxo de caixa, parte do que você imaginar de conhecimento na área do empreendedor e do Felipe o barbeiro que tem que se especializar e entregar um corte diferenciado.

No LíderCast 063 converso com Diogenes Luca, fundador e ex-comandante do GATE – o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Um policial, que ajudou a criar uma das mais importantes unidades de repressão ao crime do Brasil. E que fala de liderança com propriedade.

063 diogenes lucca

 

 

 

 

 

Diógenes – A gente, já sabendo que esse é o universo que nos espera, esse e o ambiente que nos espera e o filme Tropa de elite trouxe algumas coisinhas disso daí, um pouco talvez fantasiosa também, mas assim, foi muito interessante alguns princípios de tropas especiais. Vou dar alguns exemplos pra você: o primeiro deles é o seguinte: nós costumamos a trabalhar com o desconforto. O desconforto é o nosso habitat. A gente é… todas as atividades nossas, em termos de treinamento, elas partem desse princípio. Eu vou dar um exemplo pra você e pra quem vai os escutar. Uma coisa é você fazer um rapel de cachoeira, pra treinar a técnica de fazer um rapel. Outra coisa é você fazer um rapel e cachoeira depois de uma hora de educação física, com meia hora de supinos aí no braço. Seu braço em condições totalmente com lactose, etc e com dificuldade. A gente é treinado pra trabalhar com o desconforto. A gente é trabalhado no curso pra lidar com situações de alta tensão, situações claustrofóbicas… Pra você ter uma ideia, a Oração do guerreiro que ela é um mantra pra nós, ela começa assim: Ó senhor meu Deus, dai-nos apenas aquilo que vos resta. Vou explicar: nem um homem de operações especiais pede pra Deus o que todo mundo pede, o que todo mundo pede, a gente parte do princípio que o estoque está baixo. A gente só pede o que sobra.

Na sequência, vem o LíderCast 064 onde converso com o Luiz Henrique Romagnoli, o Roma, que faz parte da história do rádio no Brasil e é hoje um empreendedor, dono da Toda Onda Inteligência de Conteúdo. Olha! O Roma tem história pra contar, viu?

064 luiz romagnoli

 

 

 

 

 

Romagnoli – Há uma gestão típica na área de comunicação, que é uma gestão do grito. Há uma gestão que vem da época da grossura e que foi muito forte na televisão. Então você tem toda uma leva de diretores, os últimos estão indo aí, que era o diretor talentoso e grosso, do qual o auge foi o Boni. O Boni é um casca grossa, o Boni é um ogro e ao mesmo tempo um cara super criativo, um cara de uma visão de comunicação fantástica. Mas o Boni é muito grosso. E ele criou uma turma, que eram diretores que vinham da estiva, né? Os diretores da Globo eram carregadores de câmera, puxador de cabo e eles foram aprendendo a fazer televisão. E não tiveram verniz, a cultura deles, o aprendizado deles veio muito depois. Então eram caras que sabiam fazer, tinham criatividade, tinham visão, mas era uma coisa casca grossa. Uma coisa de assédio, que hoje se chama assédio. Eu não tinha essa… até porque eu vim de outro canto, com outra origem. Eu sempre fui um líder, quando eu fui um chefe mais liberal e a minha tendência é fazer com que a minha empresa ou o local que eu trabalho vire um pouco um quintal.

No LíderCast 065 temos Antonio Carlos de Moraes Sartini, Bacharel em Direito, palestrante, consultor, curador e conselheiro de diversas entidades e instituições. Desde 2006 ele é diretor do Museu da Língua Portuguesa.

065 antonio carlos sartini

 

 

 

 

 

Sartini – Os artistas dessa época, eles eram obrigados a ter uma experiência de administração também, porque você não tinha muito essa figura profissionalizada do administrador cultural então, o próprio artista fazia a administração do seu espetáculo, do seu dia a dia. E a gente vai aprendendo, né? E eu acho que é muito importante, é uma coisa que me preocupa um pouco no mundo de hoje, é essa separação muito grande da administração, do administrador, do business men e do artista. Eu acho que uma das armadilhas hoje, na medida que você foi profissionalizando a área da cultura, é um discurso muito comum de que artista não é bom administrador. Não é verdade. O Paulo Autran, ele sempre administrou, sempre foi o seu produtor. E fez uma carreira de extremo sucesso, além de ser, lógico, um artista extremamente talentoso.

No LíderCast 066 converso com Alex Bezerra de Menezes, que é Clark Kent e super homem. Como Clark, ele tem uma empresa de compra e venda de imóveis. Como super homem é escritor, com dois livros lançados com sucesso.

066 alex bezerra de menezes

 

 

 

 

 

Alex – … por outro lado eu fujo um pouco desse papel de vítima social, de achar que ah! puxa vida, eu venho de uma situação social que não é benéfica e agora eu vou ficar me vitimizando, sofrendo, não. Machado de Assis, que vem a ser a maior figura literária do país, da América Latia talvez, ele vinha de uma situação ainda mais triste e delicada do que a minha. Imagina: Machado de Assis era negro, em pleno regime escravocrata, Machado de Assis sofria de epilepsia, num tempo em que a epilepsia era vista como uma possessão demoníaca, não havia conhecimento médico, científico e quem sofria os ataques de epilepsia na rua, as pessoas tiravam sarro. Ah! esse cara é possuído pelo demônio e Machado era gago também. Então imagine tanta dificuldade pra uma pessoa que estava fadada a ter um destino como teve talvez outros milhares de Machadinhos no Rio de Janeiro, século XIX e ele, apesar de todas essas dificuldades ele se ergue como a maior figura das letras portuguesas, seguramente depois de Camões, talvez Fernando Pessoa a se erguer como um mestre como diz o Roberto Schwarz, um mestre na periferia do capitalismo. Então assim: às vezes a dificuldade ela pode ser um dínamo, ela pode ser um motivo a mais pra que você faça a coisa… fugir da rota e você busque um destino absolutamente diferente do que você está mais ou menos fadado a percorrer.

No LíderCast 067 recebo Roberto Caruso, ator que escolheu uma matéria prima fascinante para seu trabalho: o humor. O Caruso criou o  Humor com Propósito. É uma delícia ouvir as historias que ele tem pra contar.

roberto caruso

 

 

 

 

 

Roberto – Eu vivi uma coisa Luciano, que… eu não falo isso de forma pedante, eu falo muito tranquila. Eu fiquei seis anos sem olhar pra minha conta bancária. Porque assim: eu não podia prospectar. Eu fiquei seis anos sem fazer prospecção. Porque o volume era tão grande de demanda que tinha, e eu acho que eu me acomodei um pouco a essa questão de que era a bola da vez, que o trabalho era bem reconhecido…

Luciano – eu entendo perfeitamente o que você está dizendo… enquanto está entrando..

Roberto – … enquanto está entrando, você não está nem aí, só que, tudo isso que você falou aconteceu. Ah, o ator que chega e fala: pô, eu acho que eu  tenho que ganhar mais. Por que? Porque meu filho, porque a família… E lidar com os atores é como lidar… em qualquer empresa você tem atores. Porque eu duvido que… e eu desafio qualquer empreendedor que estiver ouvindo a gente, me falar se realmente as pessoas, quando estão dentro da  empresa, elas estão genuinamente o que elas são. Elas não são. Elas mascaram, elas vestem uma roupa de trabalho e etc e tal.

No LíderCast 068 converso com Gilmar Lopes, que de pedreiro se transforma no dono de um dos mais importantes sites brasileiros dedicado a desvendar as mentiras da internet: o E-Farsas.

068 gilmar lopes

 

 

 

 

 

Gilmar – Tem um detalhe interessante que é assim, numa época, que não tinha telefone onde eu morava, morava perto do meu pai, então meu pai tinha telefone. Então o que a gente tinha que fazer: pegar o computador, desktop ainda grandão, levar pra casa do meu pai, pela estrada, pra depois chegar na casa dele e conectar. Então o que eu fazia. Eu recebia todos os e-mails, ia pra casa, olha só que coisa, respondia tudo, depois só no dia seguinte, ou na outra semana que eu levava o computador de novo, embaixo do braço, teclado, monitor, que era um monitor de tubo, né? Que história… e hoje em dia você está aqui com o celular reclamando, né? E aí enviava todos os e-mails, depois pegava novos, atualizava os sites, o site ainda não era o e-farsas ainda. Ele tinha… eu tinha um site de humor, nem lembro mais, acho que era Lobotomics o nome, não tem nada a ver com nada, e aí eu levava os html, os arquivos pra atualizar o site, sabe? Era uma vida bem gostosa.

No LíderCast 69 recupero um conteúdo do Café Brasil conversando com o Daniel, Felipe, Janjão e Rhaissa Bittar, da Panela produtora, sobre o empreendimento no ramo da música, seja como cantora, compositor, técnico ou gestor. Uma conversa sobre empreendedorismo no ramo da música no Brasil.

069 panela produtora

 

 

 

 

 

Rhaissa – o que me fez ser cantora, eu não sei direito o que foi, viu? Mas eu sempre amei música, eu sempre gostei muito de aparecer, tem artista que gosta de estar no palco, tem aquele artista que gosta de estar atrás da cortina, que gosta de estar na coxia, que gosta de estar atrás, na técnica, que nem o Janjão, tem esse artista que gosta de estar atrás, mas tem aquele artista que gosta de estar na frente. Eu sou desse tipo assim. Eu sempre gostei de aparecer, de ganhar a atenção das pessoas de alguma forma e puxa, desde criança eu gostei disso e fui aproveitando as oportunidades que foram aparecendo. Curso aqui, curso ali, vai, conhece… e foi até uma coisa difícil de assumir assim. Começo de ano agora, fazendo check up, passando no médico, aí tem lá, profissão. Cantora. Levou um tempo pra eu assumir isso de sou cantora mesmo. É meio esquisito assim.

Luciano – No Brasil é difícil. É cantora? E além disso, o que você faz pra viver?

Rhaissa – …exatamente. Ai e o que você faz assim fora isso assim? Não. Eu faço isso mesmo. Eu canto.

E encerrando a temporada, o LíderCast 70. Uma baita conversa com Alexandre Barroso, um sobrevivente, tri-transplantado, mais de uma vez desenganado, que morreu e voltou para nos ensinar a amar a vida. Um programa com três horas de duração. O Alexandre descobriu que a alegria é o melhor remédio.

alexandre barroso

 

 

 

 

 

Alexandre – então eu estava deitado numa maca, amarrado nessa maca com os braços e com os pés, entubado nos braços, entubado na carótida, entubado na boca entubado no nariz, entubado, amarrado e de olho fechado. Eu estava morto. Entendi morto. E passei três dias morto. Esperando. Eu achava, quando eu tinha os lapsos de consciência, eu achava: então agora eu estou me preparando para o enterro. Para o necrotério. Aí eu calculei, mas eu fiz uma lavagem estomacal, lembrava que tinha tido uma lavagem estomacal, mas não me deram banho. Puta, que merda, eu vou ser enterrado… não basta morrer, eu vou ser enterrado com a bunda suja, cara… Valores e pensamentos de morto. O que eu não falei pros meus filhos, não ter tomado banho e ser enterrado sujo, na minha concepção sujeira e sabia que eles não tinham diagnóstico, porque eu escutava o que acontecia à minha volta, ainda que morto, eu escutava os médicos conversando. O que ele tem, o que ele não tem? Não. Não temos diagnóstico. Ele está em coma profundo, ele… não temos diagnóstico. Se não tem diagnóstico, vai chegar a hora que eles, pensando que eu estava morto, vai haver uma necropsia, e uma necropsia é uma maquita. O cara te abre na maquita. E tudo. Eu sentia cheiro, eu sentia cor, eu sentia tato, vai doer, isso vai doer. Então, das preocupações era: eu não queria rosas sobre o meu nariz no caixão, eu não queria a necropsia porque eu achava que ia doer muito, porque tudo que eles me faziam, os procedimentos, doíam muito, eu não tinha falado de amor pros meus filhos o suficiente, achava que era preciso voltar pra falar de amor e esses são valores sim, importantes quando você vai morrer o que que eu não falei, o que que eu não deixei de legado pros meus filhos. O que eu não deixei pros meus filhos não foi bens, o que eu não tinha deixado pros meus filhos era falar de amor. Eu precisava voltar pra falar de amor.

Lembrando então: a temporada completa é liberada para quem faz parte da Confraria Café Brasil. Quem não é da Confraria, atenção, receberá semanalmente apenas os primeiros 30 minutos das conversas. Para receber a entrevista completa em áudio você precisa acessar cafebrasil.top para se inscrever na Confraria.

Sabe quanto custa, hein? 10 reais por mês – 10 reais, mais ou menos dois pães de queijo ou uma cerveja quente, cara – que darão a você acesso imediato a, prestenção:

– todos os arquivos desta temporada do LíderCast, para quem quiser fazer uma maratona e explodir a cabeça…

– também acesso ao Grupo Café Brasil no Telegram, que reúne ouvintes dos podcasts Café Brasil e LíderCast , uma turma muito legal que está lá discutindo temas importantes, compartilhando ideias e recebendo conteúdos exclusivos. Discordando com educação, e crescendo juntos!

– também terá acesso a conteúdos exclusivos como convites para eventos, arquivos especiais, roteiros dos programas a serem gravados, vídeos, livros e muito mais. Ah, e os arquivos do Café Brasil num tamanho reduzido para distribuir por Whatsapp.

Taí, ó: cafebrasil.top

E é assim então, ao som da trilha do LíderCast que vamos saindo pensativos.

Com o ilustríssimo Lalá Moreira na técnica, a ilustrada Ciça Camargo na produção e eu, que to aprendendo horrores com o LíderCast, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Dionísio, Alexandre Borges, Marcelo Wajchenberg, Geraldo Rufino, Raiam Santos, Flavio Azm, Felipe Pires, Katiusca Carvalho, Diogenes Lucca, Luiz Henrique Romagnoli, Antonio Carlos Sartini, Alex Bezerra de Menezes, Roberto Caruso, Gilmar Lopes, a turma da Panela Produtora e o Alexandre Barroso com a Marcela Ananda. Ah, e o Thiago Abravanel.

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem uma página no Youtube repleta de informações interessantes para quem gosta de automóveis. Dê uma olhada lá, vale a pena: youtube.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Pra quem está fora do país: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase de Theodore Roosevelt:

Faça o que você puder, onde você está e com o que você tem.