Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Quem faz nossa cabeça
Quem faz nossa cabeça
Isca intelectual de Luciano Pires. Imagino uma criança ...

Ver mais

A “Netflix de Conteúdo”
A “Netflix de Conteúdo”
Surge o Café Brasil Premium, uma espécie de "Netflix do ...

Ver mais

OrgulhoDeSerCorrupto
OrgulhoDeSerCorrupto
Isca intelectual de Luciano Pires. Neste Brasil ...

Ver mais

O moço do Uber
O moço do Uber
Isca intelectual de Luciano Pires relatando uma ...

Ver mais

558 – O Café Brasil Premium
558 – O Café Brasil Premium
Podcast Café Brasil 558 - O Café Brasil Premium. No ...

Ver mais

557 – Três princípios para falar de Justiça
557 – Três princípios para falar de Justiça
Podcast Café Brasil 557 - Três princípios para falar de ...

Ver mais

556 – Certos abraços – Revisitado
556 – Certos abraços – Revisitado
Podcast Café Brasil 556 - Certos abraços - Revisitado. ...

Ver mais

555 – Uma proposta para reforma da Previdência
555 – Uma proposta para reforma da Previdência
Podcast Café Brasil 555 - Uma proposta para transformar ...

Ver mais

LíderCast 066 – Alex Bezerra de Menezes
LíderCast 066 – Alex Bezerra de Menezes
Hoje converso com Alex Bezerra de Menezes, que é Clark ...

Ver mais

LíderCast 065 – Antonio Carlos Sartini
LíderCast 065 – Antonio Carlos Sartini
Hoje recebo Antonio Carlos de Moraes Sartini, Bacharel ...

Ver mais

LíderCast 064 – Luiz Henrique Romagnoli
LíderCast 064 – Luiz Henrique Romagnoli
Hoje recebo o Roma, Luiz Henrique Romagnoli, que faz ...

Ver mais

LíderCast 063 – Diogenes Lucca
LíderCast 063 – Diogenes Lucca
Hoje converso com Diogenes Luca, fundador e ex-comando ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Champagne a 21 mil dólares: como funciona a melhor balada de Hollywood
Raiam Santos
Se você tá chegando agora nesse humilde site, bem vindo! Meu nome é Raiam Santos, vivo de escrever livros, não levo minha vida muito a sério e gosto de fazer uns “experimentos ...

Ver mais

Uma nova vida em dois anos
Tom Coelho
Sete Vidas
“Semeia um pensamento, colhe um ato; semeia um ato, colhe um hábito; semeia um hábito, colhe um caráter; semeia um caráter, colhe um destino.” (Marion Lawense)   A vida me tem sido um ...

Ver mais

Quando sucesso e dinheiro não resolvem teu problema
Raiam Santos
Esse aqui é um post que foge um pouco da pegada recente aqui do MundoRaiam.com. Hoje não tem Fiverr, não tem audiolivros, não tem viagem pra Ásia e nem experimento social. Acho que nunca escrevi ...

Ver mais

Duas listas diferentes
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Já assistiu A Lista de Schindler? Não? Assista, é excelente. Já viu? Veja de novo. Uma das cenas mais tocantes é a da elaboração da lista de pessoas que o protagonista pretende “comprar” do ...

Ver mais

549 – Os quatro compromissos

549 – Os quatro compromissos

Luciano Pires -
Download do Programa

ILUSTRAÇÃO DA VITRINE: VITO QUINTANS 

Cara, tá insuportável abrir a boca para dar uma opinião, viu? Tudo ofende alguém, tudo é mal interpretado, tudo é tratado como ataque pessoal, cara… E enquanto os remadores estão brigando, o barco segue à deriva, em direção à cachoeira. Que saco!

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Antes de começar o show, um recado: preparamos um resumo do roteiro deste programa com as principais ideias apresentadas. Um guia para você complementar aquelas reflexões que o Café Brasil provoca. Para baixar gratuitamente clique no botão laranja logo acima deste texto

E quem vai levar o e-book Me engana que eu gosto é a Raissa, lá de Campina Grande.

“Oi Luciano. Tudo joia? Meu nome é Raissa, eu sou de Campina Grande, Paraíba, sou ouvinte do Café Brasil há mais de um ano e ainda pouco ouvi o episódio Folha seca. Queria te parabenizar por mais uma vez trazer uma reflexão tão bacana pro Café Brasil. 

E enquanto eu te acompanhava na distinção entre discernimento e julgamento, eu comece a pensar um pouco no impacto que o julgamento pode ter na vida das pessoas, sabe? E como muitas vezes as pessoas que estão julgando, sequer se dão conta disso. É que poxa, é tão comum que as pessoas julguem as atitudes dos outros assim de cara, sabe? Sem nem pensar, que elas nem se atentam pro fato de que aquele julgamento pode mudar os planos, pode mudar os sonhos, pode mudar até mesmo a vida de quem tá escutando.

Mas, o grau desse impacto, do impacto desse julgamento, vai depender diretamente da inteligência emocional da pessoa que está ouvindo esse julgamento, porque é necessário que a gente tenha um escudo emocional contra esse tipo de pessoa. Porque se a gente se deixar abater, se a gente se deixar atingir por tanto comentário negativo, poxa, a gente vai viver pra sempre infeliz, porque a gente nunca vai conseguir agradar todo mundo. 

No meu caso, eu venho planejando algumas mudanças na minha vida e senti na pele o poder que um julgamento pode ter. Mas aí, eu resolvi levantar a cabeça, levantar meu escudo emocional e seguir com os meus planos. E acho que, tão importante quanto não julgar, é justamente isso, não se abalar pelo julgamento, sabe?

Então assim: a gente tem que praticar isso todos os dias de nossa vida, não julgar e não se abater com os julgamentos, que de pouquinho em pouquinho nosso escudo emocional vai ficando cada vez maior e vai nos protegendo mais ainda.

E enfim Luciano, é isso. Mais uma vez te parabenizo pelo programa e espero que você continue esse trabalho maravilhoso. Um beijo.”

Pois é Raissa, armadura emocional, ou escudo emocional é o nome do jogo. Construir o nosso é um trabalho que leva tempo, dói, mas é indispensável viu? Tão indispensável quanto cuidar do mal que sai da nossa boca… Olha! Neste programa vou tratar um pouco desse tema. Obrigado pela mensagem, viu?

Muito bem. A Raissa receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Lalá! Ela falou de armadura emocional. Hoje eu quero você emocionado.

Na hora do amor, use

Lalá (emocionado)Prudence.

Bem, a trilha do programa de hoje será toda com músicas de civilizações pré colombianas, como Astecas e Maias. E você saberá a razão. Na verdade, são músicas de um CD de Ricardo Lozano e Jorge Ramos, evidentemente composições deles, que tocam usando réplicas dos instrumentos antigos daquelas civilizações.

Vamos à velha fábula, que provavelmente você já conhece: um escorpião precisava atravessar o lago, mas não sabia nadar. Pediu então ajuda a uma rã, que por ali estava. E a resposta foi imediata:

– Ô meu! Tá pensando que eu sou trouxa! Você vai me picar!

E o escorpião diz:

– Ora essa! Se eu te picar nós dois morremos! Fique tranquila.

A rã, convencida pelo argumento, concordou. O escorpião subiu em suas costas e lá foram os dois, deslizando suavemente pela superfície da água. Na metade do rio a rã sente a picada!

– Ai!

E enquanto começa a sucumbir envenenada, pergunta ao escorpião:

– Cara! Mas por que você me picou? Agora nós dois vamos morrer!

E o escorpião responde:

– Eu não pude fazer nada… essa é minha natureza.

Lembrei dessa estória ao refletir sobre os acontecimentos das últimas semanas. Mas antes eu quero trazer uma outra passagem.

Meu livro Brasileiros Pocotó, foi publicado em 2003, pouco depois do início do primeiro mandato de Lula. Eu jamais votei nele, mas diante da realidade não pude deixar de escrever num dos capítulos do livro, assim ó:

“O Brasil precisa de líderes, de pulso firme, de coragem e de decisão.

E a história colocou essa oportunidade em suas mãos.

Agarre-a com todos os dedos.

‘Ah, mas falta um dedo!’ — alguém há de dizer.

Não faz mal, presidente. O senhor tem no mínimo mais 540 milhões de dedos para ajudar…”

Aquele era eu, como um escorpião nas costas da rã, mas controlando minha natureza e torcendo para que chegássemos ao outro lado do lago. Eu tinha todos os motivos do mundo para desconfiar que os governos petistas dariam no que deram, mas aquele era o fato consumado: Lula era o presidente eleito. Meu mimimi não adiantaria nada. Então o que eu precisava fazer era não atrapalhar. Na verdade, ajudar. Ou no mínimo torcer para dar certo.

E o que é que eu tenho visto nestes dias, hein?

Bom. Trump venceu nos EUA. O Dória venceu em São Paulo. O Temer é quem a lei indica para levar o país até 2018. São as rãs, em quem temos de confiar para chegar ao outro do lado do rio. Não existem outras opções. Mas a cada coisa que eles dizem, cada decisão que tomam, cada ato que anunciam, recebem ferroadas de todos os lados.

O Trump nem tomou posse e já era o “presidente menos popular da história”. O Dória estava sendo insistentemente cobrado com 17 dias de governo. E Temer, bem, até da mulher dele, que é bela, recatada e do lar, tira um sarro.

É como se houvesse uma torcida para que deem errado. Como se não estivéssemos todos no mesmo barco. Como se o melhor para São Paulo, para o Brasil e para o mundo não fosse que Dória, Temer e Trump fizesse governos muito bem sucedidos.

Olha aqui, cara! Eu quero que eles deem certo. Eu preciso que eles deem certo. Todo mundo ganha se eles derem certo.

Controle sua natureza, meu caro, use o cérebro, torça para que esses caras deem certo. Se não quer ajudar, pare de atrapalhar.

Dá um tempo.

Ou ajude que afundem no meio do lago. Com você nas costas.

Muito bem. Angustiado com essas reflexões, me lembrei de um livro que li uns 12 anos atrás. Fui procurar a velha cópia, e achei coisas bem legais. Vamos a ele, mas antes outra coisa que me enche o saco: o esclarecimento, que é pra não ter de aturar o mané que vai escrever a piadinha.

Não, este programa não é jabá. Não, não estou ganhando absolutamente nada da editora. Não, eu não tenho qualquer contato com o autor. Apenas achei uma coisa legal e quero compartilhar, sem ganhar nada com isso.

Você pode não acreditar, mas gente que faz isso ainda existe, viu?

Na antiga América, entre os séculos X e XII, região onde hoje é o sul do México existiu uma civilização chamada de Toltecas. Essa civilização desapareceu ao ser conquistada pelos Chichimecas, um povo bárbaro que deu origem ao império Asteca.  Foram os Toltecas que introduziram na América a escrita, o calendário e o trabalho em metal.

O conhecimento antigo daquela civilização inspirou o autor espiritualista mexicano chamado Don Miguel Ruiz, que tem uma história interessante. Filho de curandeiros e seguidores dos antigos ensinamentos Toltecas, Don Miguel estudou medicina e se tornou neurocirurgião, até quase morrer num acidente de trânsito. Largou a medicina e mergulhou no estudo dos conhecimentos Toltecas, tornando-se um instrutor e escritor mundialmente conhecido. Vou publicar no roteiro deste programa no Portal Café Brasil o link para o site dele:

http://www.miguelruiz.com/.

Um de seus livros chama-se Os Quatro Compromissos – O Livro da Filosofia Tolteca que está, à venda nas livrarias online. Com os quatro compromissos, Don Miguel propõe uma espécie de código de conduta que cairia como uma luva neste momento que vivemos não só no Brasil, mas no mundo.

quatro compromissos

Vou poupar você daquela conversa de vendedor que eles espalham por aí, com aquele papo que você já conhece, de desaprender velhos hábitos, se conectar com a natureza, blablabla. O que o livro trouxe para mim foi uma série de reflexões que deixam claro: diante de situações difíceis, de momentos de stress, o modo como reagimos é baseado em nossas atitudes, apenas as nossas, de ninguém mais. Ele trata de algo que para mim é muito caro: a responsabilidade que cada um de nós tem, como indivíduo,  não como um coletivo, sobre nossas escolhas e os impactos e influências que causamos no mundo que nos cerca.

Quem ouviu o programa passado sobre o Efeito Borboleta sabe do que é que eu estou falando…

Numa entrevista, Don Miguel Ruiz diz que não devemos crer em gurus, mas apenas em nós mesmos e que aplicar os quatro compromissos é como ir a um terapeuta que pode nos ajudar a mudar nossa vida.

Sacou? Olha, o que vai a seguir pode muito bem ser colocado na prateleira da autoajuda sim senhor. E isso é o suficiente para muita gente torcer o nariz. No LíderCast em que conversei com o Gustavo Cerbasi, falamos dessa questão da autoajuda. Ouça:

Luciano: Autoajuda é ruim?

Gustavo :        Olha, autoajuda, eu acho que é algo parecido com o que acontece no futebol. Por exemplo, todo menino carente quer ser um jogador de futebol de sucesso. Se ele soubesse que 96,5% de jogadores de futebol não ganham mais do que um salário mínimo, talvez ele repensaria a carreira dele. A autoajuda é uma categoria extremamente numerosa. É gigante a quantidade de autores de textos de péssima qualidade, é muito grande, só que nesse conteúdo todo existe conteúdo de altíssimo valor e qualidade, pessoas que investiram muito na sua carreira, no seu conhecimento para agregar algo para a vida dos outros ao mesmo tempo que alguns que estão ali disseram olha: Luciano Pires vende livros com uma ideia que é fácil de ser trabalhada, com uma maneira fácil de falar, o Gustavo Cerbasi fala de dinheiro de um jeito que talvez eu sei falar também e a pessoa vai se arriscar fazer um conteúdo sem ter base, sem ter estudo, eu talvez gastei algumas milhares de horas da minha vida estudando sociologia, psicologia, não só economia e finanças para falar da maneira que eu falo.

Luciano:          Ou o seu nome não seria Cerbasi.

Gustavo:        É, aí é que está, tem base nisso tudo, mas eu entendo que é autoajuda por uma razão muito simples, hoje, se você quer resolver algo na sua vida sem buscar o especialista, sem buscar um consultor, sem contratar um serviço, você vai, por exemplo, encontrar um caminho usando um aplicativo ou você vai contratar um serviço buscando alguma coisa disponível na internet ou você vai buscar um conteúdo que irá ajudar alguma coisa na sua vida, pode ser com dieta, pode ser alguma questão sentimental, pode ser com a sua vida financeira sem que você tenha que contratar o especialista. Quando decidi escrever o primeiro livro a minha intenção não era de criar uma cenourinha, um atrativo para que as pessoas me procurassem lá no meu escritório e contratassem o meu serviço, já não tinha agenda para aquilo, era um professor que trabalhava doze horas por dia lecionando e encontrei alguns finais de semana para escrever um texto para pessoas que não poderiam pagar os trinta, quarenta mil reais que custava um MBA na época, mas que poderiam mudar suas vidas com conteúdo de um livro. Usei a linguagem da autoajuda justamente para me enquadrar numa categoria popular de literatura para que as pessoas esbarrassem no livro na livraria e tivessem alguma motivação para comprá-lo…

Luciano:          Isso foi pensado?

Gustavo:         … foi pensado…

Luciano:          Isso foi estrategicamente decidido.

Gustavo:         … foi, porque o título original do “Casais Inteligentes Crescem Juntos” era “Finanças para Casais” esse foi tema até aquela reunião fatídica com o livro pronto, já todo editado em que decidimos o nome do livro, um livro com nome que apelava um pouco para o sentimento da autoajuda, o formato do livro foi pensado em ter capítulos curtos, capítulos que o leitor terminasse aquele capítulo com alguma sementinha de querer mais, de não parar aquela leitura naquele ponto porque em finanças eu não consigo dar uma lição em um capítulo, tem que dar um passo a passo, então se a pessoa desistisse do livro no segundo, no quarto, no oitavo capítulo, não chegasse no décimo, não veria valor naquilo, então técnica da autoajuda é usar um pouco  de linguagem sentimental, é trocar uma reflexão de quatro páginas por uma fofoquinha, uma historinha de meia página para a pessoa se sentir no papel daqueles que estão sendo retratados ali e com essas técnicas de autoajuda e muito trabalho para fazer com que conteúdos complexos se encaixassem nessas histórias, nasceram livros que se propõem a entregar um resultado, algum valor para a pessoa na leitura, se a pessoa me procura não vai ter nem telefone, e-mail, nada, ela não vai conseguir me acessar porque eu não tenho agenda para tudo isso e assim vieram os quinze livros que foram criados nesses quatorze anos de história e por mais que eu tenha boa experiência nesse mercado é sempre muito trabalhoso fazer um livro novo porque as ideias estão prontas na cabeça, estão testadas num artigo, mas cada palavra me incomoda porque eu tenho que convencer o leitor a aprender algo com aquela ideia e não desistir da leitura no meio do caminho.

Entendeu? Existe autoajuda ruim, como existe advogado ruim, médico ruim, conselho ruim… aliás, tá escrito lá: é “auto”.  Esse “auto” Exprime a noção de próprio, de si próprio, por si próprio. Sacou? Por si próprio. É você que decide que tipo de ajuda vai buscar ou aceitar. Se escolher merda, vai ter merda, cara… Se escolher ouro, terá ouro.

Vamos então aos Quatro Compromissos que Don Ruiz apresenta em seu livro? Para mim ali tem ouro sim…

Compromisso 1: honre sua palavra.  Palavras têm poder, querem dizer coisas. Fale com integridade. Diga apenas aquilo que você quer dizer. Evite usar as palavras para falar de você mesmo ou fazer fofocas sobre os outros. Seja impecável, “sem pecado” no uso das palavras. Use o poder de suas palavras na direção da verdade. E, porque não, da gentileza, que é uma expressão de amor. Imagine as redes sociais sendo usadas assim, hein?

Sacou? Se vai abrir a boca, que seja para algo que preste, que construa, que ajude, entendeu? Parar de falar merda é o primeiro passo para construir um mundo melhor.

Compromisso 2. Não leve as coisas para o lado pessoal. Tá todo mundo nervoso, cheio de não-me-toques, todo mundo ofendidinho… Olha, eu lamento informar viu? Mas nada que os outros fazem é por causa de você. O que os outros dizem e fazem é uma projeção de suas realidades, de seus próprios sonhos. Quando você se torna imune às opiniões e atos dos outros, evita um monte de sofrimento.  Levar para o lado pessoal transformar opiniões em verdades absolutas é fazer com que  até mesmo uma crítica bem intencionada se transforme em ofensa pessoal.

Sacou? O que alguém disser a você é só isso, é um dito. Que foi elaborado dentro da mente de quem disse, com base em suas regras de mundo. Você não é aquilo. Seja um elogio ou uma crítica. Aquilo é o que a pessoa pensa de você, é o que ela consegue entender de você.  Eu levei um bom tempo para me tornar imune. Quando alguém me xinga – e olhe que eu  sou xingado – de burro, de fascista, de machista e outros istas, eu  não me coço mais, sabe por quê? Porque eu sei que não sou aquilo que elas dizem que sou. E se me xingam de gordo, velho ou careca, também não me incomodo, pois sei que sou…

Compromisso 3. Não faça suposições. Quando a gente cria uma suposição, tira uma conclusão baseada no que conseguimos compreender dos fatos e aquela conclusão é a nossa. É a minha! Qualquer coisa que aparecer contra a conclusão estará atingindo a mim. E isso acontece com os outros em relação a você. Crie coragem para perguntar, para expressar o que você realmente deseja. Comunique-se com os outros  da forma mais clara possível para evitar mal entendidos, mimimis e dramas. Esse tipo de pacto tem força para mudar a sua vida.

A questão aqui é o velho “eu acho”. Cara! Isso é uma praga, meu! Que merda! Aliás, essa é uma das razões para eu ter me afastado das mídias sociais: tem gente que acha demais. Leem um post e a partir dele supõem os valores e convicções dos outros. A partir de um post, cara. Pare com isso, pare de supor. Chegue mais perto da certeza antes de botar um rótulo, de dizer que não gosta…

Aliás, já usei aqui no programa um texto que escrevi em meu livro Me engana que eu gosto, mas vou repetir. Vale a pena. É sobre a Escala Aecio.

Ela é um fenômeno da interpretação de textos que se tornou muito evidente com o surgimento das mídias sociais onde todo mundo opina, todo mundo se acha com a razão.  A cada postagem nas mídias sociais, eu ficava maravilhado com os comentários que chegavam. Alguns eram densos, provocativos, com conteúdo, inteligentes. Mas a maioria respeitava a Escala Aecio.

Que diz assim:

A de ACESSO. O indivíduo tem acesso a uma determinada informação. Lendo, ouvindo, assistindo, tocando,  não importa como.

E de ENTENDIMENTO. O indivíduo faz um esforço mental para interpretar e entender aquela informação.

C de CONCLUSÃO. Achando que entendeu, o indivíduo tira sua própria conclusão sobre a informação com a qual teve contato.

I de IMPUTAÇÃO. Em seguida o indivíduo imputa sua própria conclusão a um terceiro, normalmente o autor ou mensageiro que trouxe a informação com a qual ele teve contato.

E por fim, O de OFENSA. Então o indivíduo passa a ofender aquele terceiro pela conclusão que ele, o indivíduo, tirou da informação que recebeu.

A escala AECIO é : Acesso, Entendimento, Conclusão, Imputação e Ofensa.

O sujeito não entende o que lê, tira as conclusões que consegue, imputa as conclusões a mim e me ofende pelas conclusões que ele mesmo tirou. Eu não escrevi o que ele entendeu. Eu não disse o que ele compreendeu. Eu não mostrei o que ele acha que viu. Mas ele acha que eu sou o responsável pelo que ele entendeu, portanto…

Se você tem Facebook ou publica suas opiniões de alguma forma nas diversas mídias, sociais ou não, sabe exatamente do que estou falando.

A Escala AECIO é uma das pragas que têm destruído as áreas de comentários de jornais, revistas e da internet. É ela que tem acabado com a capacidade das pessoas de dialogar ou mesmo de debater de forma sadia qualquer tema por qualquer meio.

Outras pragas são a ignorância, a falta de educação e a intolerância, mas esses são temas para outras reflexões.

Comentário que eu não posso deixar de fazer aqui. Tem gente que ficou puta porque eu botei AECIO. Então, quem é contra o Aécio me xinga porque eu botei o nome dele ali. Quem é a favor do Aécio me xinga porque eu botei o nome dele ali. AECIO é só uma provocação que eu coloquei ali, exatamente pra isso. Provocar as pessoas

Compromisso 4. Dê o melhor de si. O melhor de si muda conforme o contexto, conforme sua disposição, sua saúde, não importa: o melhor de si tem de ser uma busca contínua.

Muita gente deixa de dar o melhor de si pois não tem o emprego que ama, não ganha quanto acha que devia ganhar, não tem o cargo que queria ter, não mora na casa em que gostaria de morar, não tem o marido ou a esposa que gostaria de ter, não é alto, magro, bonito, veloz ou rico como gostaria de ser. Mil desculpas para dizer o famoso: “vai desculpando qualquer coisa, viu?”.

Desculpando o cacete, cara! Eu quero é que você expresse como ficou impressionado com o puta trabalho que eu fiz, tá entendendo? Eu quero ter a minha certeza interna de que aquilo é o melhor que consigo fazer. Se não for, eu vou me torturar: por que é que eu não fiz o meu melhor?

Vamos então lembrar dos quatro compromissos?

Honre sua palavra.

Não tome as coisas de forma pessoal.

Não faça suposições.

E…Dê o melhor de si.

Agora proponho a você um exercício. Quando acabar de ouvir este programa, faça uma reflexão sobre três fatos que marcaram seus últimos dias. Uma conquista, uma briga, um dissabor, uma angústia, um medo, uma vitória, uma discussão, uma decepção. Sei lá, enumere três coisas que marcaram você. Pegue então os quatro compromissos e aplique nesses acontecimentos.

O que teria acontecido com aquela briga se eu tivesse aplicado os quatro compromissos antes de entrar nela, hein?

O que é que houve de tão bom naquela situação que tem a ver com os quatro compromissos?

Aquele post que eu fiz ou o comentário que escrevi, como seria se eu estivesse usando os quatro compromissos, hein?

Eu tenho certeza que muita gente vai considerar o que eu apresentei neste programa como bobagens, cara …mas cara, são essas bobagens que estão faltando neste mar de irracionalidade em que se transformou o mundo. E se você examinar os quatro compromissos, não tem nada de mais neles! São sabedoria que está aqui na América há quase 1000 anos, mas acho que se você for para a China vai achar com 5.000 anos. E se for pra África, achará com 15, 20 mil anos…

Muito bem. O livro OS QUATRO COMPROMISSOS vendeu mais de 6 milhões de exemplares desde que foi lançado, 20 anos atrás. O que isso quer dizer, hein? Que o conhecimento que você precisa está aí, meu, há muito tempo. Não tem de ficar desesperado esperando pelo próximo guru que trará o conhecimento inovador que, esse sim, vai mudar sua vida!

O conhecimento que você precisa está aí, na tua cara meu, ao alcance de um clique.

E é assim então, ao som de música inspirada nos astecas e maias,  que vamos saindo meditando.

Com o compromissado Lalá Moreira na técnica, a desconfiadíssima Ciça Camargo na produção e eu, este tolteca, maya, asteca, tupiniquim, tupinambá, kaiwaa, yanomami e bauruense, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Raissa e muita música mexicana, de raiz…

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele. A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem uma página no Youtube repleta de informações interessantes para quem gosta de automóveis. Dê uma olhada lá, que vale a pena: youtube.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar a nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Lembre-se: este programa aqui tem um resumo que você pode acessar clicando no botão laranja logo acima deste texto.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E se você está fora do país é o: 55 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Venha se juntar a uma turma da pesada na Confraria Café Brasil cara! Tem 800 neguinhos lá trocando ideias de forma educada, compartilhando conhecimento e crescendo juntos! Acesse cafebrasil.top. Olha que elegância: cafebrasil.top.

E para terminar, uma frase de Dom Miguel Ruiz:

A vida é como a dança. Se temos uma sala grande, muitas pessoas dançarão. Algumas ficarão zangadas quando o ritmo mudar. Mas a vida é assim: é mudança todo o tempo.