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533 – Que país é esse

533 – Que país é esse

Luciano Pires -

Que país é esse, hein? Hummmm…. Eu não tenho certeza, eu só tenho suspeitas… e vou pedir para uma turma nos ajudar a tentar descobrir. Prestenção que o programa hoje é meio diferente, viu? Ele tem pouco texto, mas muitas mensagens. Só ficará pronto aí ó, dentro da sua cabeça…

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro Me engana que eu gosto é o Murilo Augusto.

O Murilo receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. www.facebook.com/dktbrasil

Na hora do amor, use Prudence.

“Olá Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui é Murilo Augusto de Recife, Pernambuco. Eu escutei hoje a entrevista com Janaína Paschoal, a história dela é muito interessante e eu estou te mandando essa mensagem pra dizer que no final do podcast eu comecei a chorar, porque eu e lembrei de uma coisa… sabe quando tem uma coisa tão ruim que acontece com você, que você não precisa nem sentir pra chorar, você só precisar se lembrar de você ter sentido aquilo ali que já dá um desespero em você.

E aí, no finalzinho dessa entrevista… eu vou explicar agora. No finalzinho da entrevista, ela falou do discurso que ela fez, que ela, de certa forma, direta ou inderetamente estava pensando nas netas de Dilma, tava pensando no futuro dos filhos de Gleise e foi aí que eu me lembrei que quando, na época que a mulher sapiens era presidente ainda, aquela… aquela… aquele boato, aquele boato de que Lula e não sei o que e eu disse: isso não existe, isso não tem como não, isso é um extremo da cara de pau, nem eles tem capacidade… tem cara de pau de fazer isso. Mas aí, tentaram fazer.

E aí, quando eu fiquei sabendo que Lula era o novo chefe da casa civil, se não me engano, aí eu, no mesmo dia, escutei o que muitos brasileiros devem ter escutado no telejornal, aquela gravação: tá aqui pra você pegar e não sei o que, péra aí que eu vou levar, e ali eu fiquei, passei a noite ruminando naquilo ali e no dia seguinte eu… o meu trajeto pra… de casa pro trabalho é em torno de quarenta minutos. E foram quarenta minutos de choro. Porque eu tenho dois filhos, um deles tinha cinco anos e uma filha de dois meses e eu estava desesperado pensando que país era esse? Eu estava quase pedindo desculpas a eles por ter feito. Que país era esse que eu ia criar meus filhos?

E aí, quando Janaína falou que pensou nos filhos de Gleise, nos netos de Dilma, eu pensei que tinha alguém ali então, pensando nos meus filhos, né? Por que… aquele foi um dos poucos momentos que eu pensei… já deu. Vou vender tudo e vou embora. Vou morar em outro canto, não dá não. Muita parte do choro foi por isso, porque fazer isso, a gente abre mão de muitas coisas… família….

Desculpe aí pela emoção. Eu queria só registrar esse sentimento que eu tive, que muito provavelmente muitos brasileiros também tiveram e parabéns. Continue aí com o seu Café Brasil, LiderCast, um abraço. Tchau.”

Meu país
João Almeida Neto

Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que é doente;
Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Los Hermanos
Atahualpa Yupanqui

Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
En el vale en la montaña
En la pampa y en el mar
Cada cual con sus trabajos
Con sus sueños cada cual
Con la esperanza adelante
Con los recuerdos de trás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar

Gente de mano caliente
Por eso de la amistad
Con um lloro para llorarlo
Con un rezo para rezar
Con un horizonte abierto
Que siempre esta más allá
Y esa fuerza pa buscarlo
Con tezón y voluntad
Cuando parece más cerca
Es cuando se aleja más
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar

Y asi seguimos andando
Curtidos de soledad
Nos perdemos por el mundo
Nos volvemos a encontrar
Y asi nos reconocemos
Por el lejano mirar
Por las coplas que mordemos
Semillas de imensidad
E asi seguimos andando
Curtidos de soledad
Y en nosotros nuestros muertos
Pa que nadie quede atrás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
Y una hermana muy hermosa
Que se llama libertad

Os irmãos

Eu tenho tantos irmãos
Que nem posso contar
No vale nas montanhas
No pampas, e no mar
Cada qual com seu trabalho
Com seus sonhos de qual
Com a esperança pela frente
Com lembranças atrás
Eu tenho tantos irmãos
Que nem posso contar

Gente de mãos quentes
Por isso, a amizade
Com lágrimas para chorar
Com uma oração para rezar
Com um horizonte aberto
Que sempre está mais além
E este força pra buscá-lo
Com volúpia e vontade
Quando parece que está mais perto
É quando ele se move mais
Eu tenho tantos irmãos
Que nem posso contar

E assim seguimos andando
Curtidos de solidão
Nós nos perdemos pelo mundo
Voltamos a nos encontrar
E assim nos reconhecemos
Pelo distante olhar
Como as mentiras que contamos
Sementes de imensidão
E assim seguimos andando
Curtidos de solidão
E em nós os nossos mortos
Para que ninguém fique para trás
Eu tenho tantos irmãos
Que nem posso contar
E uma irmã muito formosa
Que se chama liberdade

Putz, que porrada…. Você ouviu o comentário do Murilo Augusto, que eu nem tive como responder. Aliás, a resposta é este programa.

Depois você ouviu o gaúcho João Almeida Neto com O meu país e por fim, Jerry Espíndola, Marcio De Camillo e Rodrigo Teixeira, que formam o grupo Hermanos Irmãos, com Los Hermanos de Atauhalpa Yupanqui. Essa música fala de fraternidade, liberdade e união.

Cara… Eu devia terminar o programa aqui viu … Mas hoje eu estou inspirado. Eu vou chutar o balde.

Só de sacanagem
Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

Brasis
Seu Jorge
Gabriel Moura
Jovi Joviniano

Tem um Brasil que é próspero
outro não muda
Um Brasil que investe
outro que suga
um de sunga
outro de gravata
tem um que faz amor
e tem o outro que mata

Brasil do ouro, Brasil da prata
Brasil do Balacouchê, da mulata

Tem o Brasil que é lindo
outro que fede
o Brasil que dá
é igualzinho ao que pede

Pede paz, saúde, trabalho e dinheiro
Pede pelas crianças do país inteiro

Tem um Brasil que soca
outro que apanha
um Brasil que saca
outro que chuta
Perde e ganha, sobe e desce
Vai à luta, bate bola
porém não vai a escola
Brasil de cobre, Brasil de lata

É negro, é branco, é nissei
é verde, é indio peladão
é mameluco, é cafuso, é confusão

Oh Pindorama quero seu Porto Seguro
Suas palmeiras, suas pêras, seu café
suas riquezas, praias, cachoeiras
quero ver o seu povo de cabeça em pé

Hoje tá pesado, viu? Primeiro, Ana Carolina declamando SÓ DE SACANAGEM, texto da Elisa Lucinda que viralizou e depois Seu Jorge cantando BRASIS…  Ufa!

Boa Lalá… vai aliviando aí que vou pegar mais pesado aqui…

Você está ouvindo PELO AVESSO, com o João Donato Trio, melodia de João Donato que é uma delícia, cara…

Em 2004 lancei meu livro Brasileiros Pocotó, onde  eu manifestei minha preocupação sobre o futuro de um país que estava mergulhando no emburrecimento, no pensamento raso, na busca pelo entretenimento só pelo entretenimento, como uma espécie de fuga. E eu perguntava: o que será do Brasil do futuro, hein?

Bom, o Brasil do futuro de 2004 é esse aqui, de hoje, esse que estamos vivendo aqui e agora. E o que é que eu aprendi, hein ?

Eu aprendi que não existem salvadores milagrosos, que burros cometem burrices, que não existem soluções fáceis e óbvias para problemas complexos.

Aprendi que o populismo é uma praga que vive dos pobres, que embrulha suas estratégias de poder com as cores da justiça social e assim permanece encastelado no poder. De esquerda, de direita, de centro, de dentro, de fora, não interessa.

Aprendi que a passagem gratuita, a escola gratuita, a saúde gratuita, custam muito, mas muito caro. E quem paga sou eu.

Aprendi que o Estado é incompetente, incapaz e injusto. Que só cresce para garantir os benefícios de uma elite e que contribui para tornar nossas vidas um inferno.

Aprendi que quem promete o céu não pode entregar. E que quem faz esse tipo de promessa é justamente quem sabe que não vai entregar.

Aprendi que a força que move o homem em sociedade é o medo, e que dele advêm a inveja, a ganância, a arrogância e a falta de sensibilidade.

Aprendi que ninguém vai me pegar pela mão e levar para o paraíso. Quem tem de achar o caminho sou eu. Se é que existe o paraíso…

Aprendi que nunca estivemos tão bem como estamos hoje. E que a tendência é de melhorar sempre, mas que isso é feito aos poucos, devagar, cheio de sustos no caminho e que o que eu tenho de fazer é conservar as conquistas que nos trouxeram até aqui, mas as conquistas que valem realmente a pena.

Aprendi que essa conversa de que se eu sou rico é porque tem alguém pobre, é velha, muito velha, ultrapassada e usada como arma para construir cenários idílicos e românticos que encantam os que deixam a fé superar o raciocínio.

Aprendi que se eu não me mexer, o que me espera é o escuro, a fome e o frio. Que essa é a condição do homem na natureza e que está em mim a responsabilidade por escapar dela.

Aprendi que igualdade não existe, que todos partem de pontos diferentes, mas que alguns são capazes de superar as dificuldades e conseguir o sucesso. E me pergunto diariamente o que é que eles têm que eu não tenho.

Tempo que foge!
Ricardo Gondim
Antonio Abujamra

Eu contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Eu tenho muito mais passado do que futuro.

Então, já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Eu não quero reuniões em que desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos cobiçando o lugar de quem eles admiram.

Eu já não tenho tempo para conversas inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Eu já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas mas ainda imaturas.
Eu detesto pessoas que não debatem conteúdos mas apenas rótulos. Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir, sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos. Não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. Apenas o essencial faz a vida valer a pena e para mim basta o essencial.

Sacou, hein? Quando você tiver 60 anos de idade entenderá o que é esse essencial que o Antonio Abujamra citou no texto Tempo que Foge, de Ricardo Gondim…

Pois então… eu preciso valorizar o tempo que me resta. Gastá-lo com o que realmente importa. Aprendi que tenho de passar o resto de meus dias estudando e aprendendo. Que eu só sei que nada sei. Que não entendo de economia, nem de política, nem de educação, nem de sociologia cara, que minha ignorância é um abismo do qual preciso lutar diariamente para escapar. Se eu parar, ele me engole.

Preciso me manter em movimento.

Que país é esse?
Renato Russo

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense
No Mato grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas vamos vai ficar ricos
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.

Que país é esse?
Que país é esse?

Que país é esse? Você tem a resposta?

Você ouviu Gabi Costa do projeto Toda Poesia recitando os versos de QUE PAÍS É ESSE? do Legião Urbana, ao som de Palhaço de Egberto Gismonti.

Olha, você deve ter reparado que este aqui foi um programa diferente, não é? Eu comecei a elaborar a partir das lágrimas de um brasileiro. Foi duro. Eu comecei assim puto da vida, depois eu fiquei angustiado e lá pelas tantas eu joguei o texto fora e escolhi usar um monte de clichês que estão aí ó, na cara da gente, falando de um Brasil que precisa ser mudado. Aliás, que tem que ser mudado. A gente tem de esfregar o óbvio na cara de vez em quando não é? E tudo, tudo leva à mesma conclusão: algo precisa mudar.

E quem é que você acha que vai fazer a mudança, hein?

Com o aprendiz Lalá Moreira na técnica, a estudante Ciça Camargo na produção e eu, que cada vez mais sei que nada sei, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Murilo Augusto, Antonio Abujamra, João Donato Trio, Egberto Gismonti, Hermanos Irmãos, João de Almeida Neto, Seu Jorge, Gabi Costa, Ana Carolina e… Elis Regina.

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem um canal no Youtube cheio de informações legais, inclusive os videocasts que fiz para eles. Dê uma olhada lá, vale a pena: youtube.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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Olha! Eu quero convidar você para o Encontro Nacional do Podcast que vai acontecer durante a Comic Com Experience 2016, entre 1 e 4 de dezembro em São Paulo. Será uma grande oportunidade para você conhecer ao vivo os donos das vozes que agitam a podosfera. Procure pela hashtag  #EncontroPodcast para saber mais detalhes.

E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer contribuir, vem pra cá, cara! Venha pra Confraria Café Brasil.  Acesse portalcafebrasil.com.br e clique no banner CÉREBRO TANQUINHO para saber mais.

E para terminar, vou responder à pergunta que este programa faz: Que país é esse, hein?

É o Brasil que nós, inclusive eu e você, conseguimos fazer.