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Luciano Pires -

E aí, hein? Você tem orgulho de ser brasileiro? Mas e quem não é brasileiro, que razão teria razão para ter inveja de nós, para querer estar por aqui, para ser como nós, hein? Que desafio não é? Enxergar coisas boas no meio da confusão política, econômica e social na qual vivemos? É. Mas tem gente que enxerga, viu?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o meu e-book O meu Everest é o Andrea, lá da Itália

“Olá Luciano. Olá todos os ouvintes. Meu nome é Andrea e eu falo da longínqua Itália, eu tenho 23 anos e eu tenho acabado de me formar na universidade de economia aqui em Milão. Eu, na minha vida, gosto de ler livros e sou piloto de aviões. Essas são as minhas maiores paixões. Primeiro de tudo eu gostaria de agradecer-lhe de coração, Luciano, porque graças a você eu aprendi falar português e nao apenas o português, mas também e sobretudo a pronúncia do português brasileiro. Quando um ano atrás eu decidi aprender português, eu achei que a melhor maneira era ouvir todos os dias alguns trechos de rádios brasileiras. Eu pesquisei no Google e vários comentários aconselhavam o seu podcast. Então eu escutei o seu podcast cada terça feira e eu aprendi português. A primeira coisa que eu memorizei foi a introdução que você dá a cada podcast. Olha só, escute: ‘Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância.’ Estou muito ligado, Luciano. Muito obrigado por me ensinar o português com o seu podcast. Eu tenho umas perguntas pra você, querido Luciano. Primeiro de tudo, que diabos a cação que você põe no seu podcast, o que diz essa canção, essa: olha já vai começar o pograma… eu gosto dessa canção mas eu não entendo o que fala o que a canção fala. Eu entendo tudo do ……olha já vai começar… mas não entendo nada do que diz depois: eu não quero ser … que… um pocotrá… Você não pode me ajudar a entender? Muito obrigado se você pode me ajudar a entender o que diz a canção. A segunda coisa que eu quero te dizer Luciano, é esta: eu realmente encontrei um monte de inspiração no seu podcast. Seu podcast me deixa animado e eu acho que o seu podcast é um ótimo alimento para o pensamento, sobre os problemas humanos, os problemas sociais, os problemas políticos. Mas, eu não posso ouvir todos os seus podcasts sem terminar com um gosto amargo na boca. Um sofrimento interior profundo, com um pouco de tristeza em meu coração. A partir de seu podcast na Itália, você gasta muita tristeza. Muitos, muitos, muitos podcasts de você, que me deixaram com essa sensação. Caro Luciano: você não pode fazer um podcast que você deixe-me ser feliz por você, feliz para o Brasil? Pela primeira vez eu gostaria de ouvir trinta minutos de histórias de grandes brasileiros e grandes mulheres brasileiras, trinta minutos das belezas do Brasil e de tudo o que faz com que a grande nação que o Brasil é, você é, por uma vez eu vou só sentir emoções positivas. Gostaria de fechar o telefone dizendo: eu também gostaria de ser brasileiro. Eu também gostaria de estar aí. Espero que isso não seja um pedido tão estranho. Eu espero que seja para você uma fonte de inspiração, mais que tudo. Um querido saludo, Luciano, de longe, da Itália, um saludo a Lalá Moreira e Ciça Camargo. Tem uns nomes muito legais, muito legais. Deixo-vos com uma das minhas citações favoritas, ditar por um sacerdote cristão italiano, se chama Domazzi, espero que a tradução esteja correta. ‘A felicidade é um perfume que você não pode derramar sobre os outros sem derramar algumas gotas até mesmo aa sua camisola.’ Muito obrigado Luciano pelo que você faz. Tchau da Itália. 

Rararara… cara, como é fascinante saber que tem gente aprendendo a falar português com o Café Brasil, viu! E você está excelente, Andrea. Sobre a canção, em 2003 uma música chamada Eguinha Pocotó …toca aí Lalá…

Então, essa música fez um sucesso imenso no Brasil. Pocotó é o barulho que as patas do cavalo fazem no chão…

Eu então criei o Brasileiros Pocotó para designar as pessoas que, tendo opções para escolher, preferem seguir aquilo que a mídia mostra. Consomem tudo aquilo que os outros consomem, sem opinião própria, inertes. São aqueles que chamo de bovinos resignados. O brasileiro pocotó. Não, não quero ser um pocotó.

Sobre o seu chamado final a respeito do Brasil, fiz um episódio algum tempo atrás, o 449 – O olhar não poluído, que trata exatamente disso. Nós que estamos mergulhados no dia a dia, especialmente nestes tempos de conflito político, econômico, social e até ideológico, raramente temos tempo ou disposição para olhar para o lado bom. Criticamos mesmo, como uma forma de alertar as pessoas. Mas você tem razão, viu? Tem dia que eu acordo enfastiado, cansado, enjoado de tanta merda, cara. Tem de aparecer um italiano pra chamar a atenção da gente. Vou ficar mais antenado, prometo!

Muito bem. O Andrea receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Esse eu faço questão de mandar pra Itália, viu! PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Lalá, vamos em italiano?

Na hora do amor,

Lalá – usare Prudenza.

Luciano – Prudenza?

Lalá – Prudenza, ecco!

Foi na idade adulta, mergulhado dentro de uma multinacional, empenhado em construir uma carreira, que eu vivi intensamente a economia, a política, as vicissitudes de ser brasileiro. E olha que eu fiz acontecer, viu? Viajei o mundo, liderei projetos, pintei e bordei e não tenho do que reclamar. E foi nesse período, comparando o Brasil com os países que fui conhecendo, que aos poucos aprendi, como diz Caetano Veloso, a dor e a delícia de ser o que é…

Dom de iludir
Caetano Veloso

Não me venha falar da malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é
Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a boca e não cale na boca notícia ruim
Você sabe explicar
Você sabe entender tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem
Você diz a verdade e a verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir

Olha que legal… Dom de iludir na voz de Estefania Saborido, o violão de Ramiro Pinheiro e o piston de Alvar Monfort, sabe da onde, hein? De Barcelona… Antes você ouviu o intrumental JAM no MAM

O que sempre me deixou admirado foi a capacidade de se adaptar a qualquer contexto que o brasileiro tem. Bote aí a soma de tudo que você sabe sobre brasileiros, vai: somos alegres, sempre temos uma saída – o tal jeitinho –  somos rápidos em nos enturmar com outras pessoas, somos generosos…

Olha, eu não acho que nenhum desses atributos seja exclusividade nossa não, nem acho que possamos ser melhores que outros povos em qualquer desses aspectos, mas eu acho que a combinação que fazemos, essa é só nossa. É como aquele lance do pudim: todo mundo tem a receita, todo mundo tem os ingredientes, todo mundo pode fazer. Mas uns pudins saem melhores que outros, sabe por que? Pelo jeitão de fazer.

Com os brasileiros é assim também: a soma de ingredientes dá um tipo de gente especial, adaptativa, pau pra toda obra, capaz de se sair bem em qualquer situação. Tá bem, muitas vezes usando métodos que contam com Deus e com santos para funcionar, mas não raro, chegando lá. Vi isso acontecer com vários amigos que foram expatriados e fizeram acontecer lá fora com uma capacidade invejável e numa velocidade impressionante. Nessas horas eu  tive orgulho de ser brasileiro.

Tá incomodado ai é? Guarde essse “é, mas…” pra outra hora. Neste programa vou seguir o pedido do Andrea: focar no positivo!

“Gente! Eu estou  o paraíso, olhe isso. Olhe isso.”

Esse é um trechinho de um vídeo que Alexei, um russo que mora atualmente em São Paulo, publicou no Youtube. O vídeo está no roteiro deste programa no Portal Café Brasil… Cara, como é fascinante olhar o Brasil pelos olhos de um estrangeiro…

“Imagina! Eu estou aqui agora, gente. Aqui é incrível mesmo!”

Ana Carvalho e Florência Costa, com colaboração de Celina Côrtes, escreveram um artigo chamado “Um jeito brasileiro de ser”, publicado na revista Isto É. Cai como uma luva aqui.

Lalá, bota aí o BRAZILIANCE, com o ex- The Police  Andy Summers e Victor Biglione, por favor.

O país do mar, sol, Carnaval e futebol é admirado aqui e lá fora pelos seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados de corpo belíssimo. Mas quem o conhece de perto sai apaixonado mesmo é pela alma tropical e mestiça do Brasil: o seu povo, sofrido, mas sem dúvida, generoso. 31% dos turistas estrangeiros vêm para cá atraídos pelas praias, 20% pelo clima tropical e 16%  pela beleza natural do País. Apenas 8% citaram o povo brasileiro como o motivo da escolha do Brasil para passar suas férias. Mas essa equação se inverte na saída. Ao deixarem o País, mais da metade dos estrangeiros constata diante da pergunta “O que tem de mais positivo no Brasil?” 52% dizem:

– Seu povo.

“O que primeiro percebi quando eu cheguei aqui, a primeira diferença, é o povo. Vocês gostam mais de abrir sua alma sabe, pra pessoas que vocês não conhecem, com certeza. Na Rússia tem isso. Não quero falar que todos os russos são, não sei, chatos, não sei… talvez o clima que muda isso, sabe. Porque aqui tem sol bastante, aqui tem praias e por isso eu acho que pessoas podem mudar bastante, pelo clima. 

Olhaí o Alexei de novo…. Será que quem faz o brasileiro é o clima?

Bom. Voltando ao texto das meninas.

A alma do nosso país passa a ser vista como o nosso grande patrimônio e o corpo surge em segundo lugar: as praias e o mar (28%); beleza natural do país (22%); e o sol e o clima tropical (19%). É o que revela pesquisa feita com 1.203 turistas nos aeroportos internacionais do Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza e Manaus, feita pelo Instituto Vox Populi em setembro e outubro de 2014, encomendada pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), ligado ao Ministério do Turismo.

Foi justamente por isso que a família do economista sueco Hans Lindquist, 44 anos de idade, acabou vindo para cá. Ele se programou para passar o fim de ano no litoral da Ásia. Mas o tsunami mudou radicalmente os planos. No dia 26 de dezembro de 2014 procuraram o agente de viagem e trocaram a rota para uma temporada de 15 dias no Rio de Janeiro. A ideia era aproveitar as praias e a amena temperatura tropical. Hans, sua mulher, a enfermeira Regina, 46 anos, e o filho Robin de 15, conheciam pouco do Brasil e não tinham grandes expectativas quando desembarcaram no Aeroporto Tom Jobim. A primeira surpresa foi o deslumbramento com os fogos no réveillon de Copacabana. Os dois viram o espetáculo do Posto 6, de onde a nuvem de fumaça pouco incomodou os espectadores. “Foi lindo!”, suspira Regina.

O maior encantamento, porém, chegou aos poucos, quando começaram a descobrir o temperamento acolhedor do carioca: “É uma gente muito boa e simpática”, constatou Hans, enquanto gastava alguns euros no shopping Riosul, em Botafogo. Para quem não sabia nada de música brasileira, ouvir o rádio foi outra agradável surpresa. “Vamos sair daqui levando muitos CDs para a Suécia”, avisou Hans.

Casado com uma brasileira, o professor alemão Louis Van Dick, de 63 anos, já fez algumas viagens ao País, sempre como turista, em curtas temporadas. Veio passar oito dias no Rio de Janeiro e duas semanas em Salvador. Extrovertido, trajando uma colorida bermuda e uma camisa que deixava à mostra suas tatuagens, com piercings no nariz e orelhas, Van Dick conta que o que mais admira no Brasil são os brasileiros, que ele descreve como “crianças crescidas”. “São pessoas puras, muito amistosas e de coração aberto. Não temos esse tipo de coisa na Europa”, constata. Pois é. É coisa nossa.

Apesar da pobreza e da violência que faz dos estrangeiros vítimas constantes, os “gringos” saem encantados com os brasileiros, que para eles são “amigáveis, alegres, felizes, simpáticos, amáveis, cordiais”. Além disso, se sentem bem acolhidos pelo povo, que os recebe de “forma afável e prestativa”.

Um dos maiores antropólogos do País, Roberto Damatta brinca ao saber da pesquisa: “Só nós é que não vemos isso.” Ele considera “gratificante” o resultado do estudo “principalmente para aqueles que como eu sempre escrevi a favor do Brasil”. Trata-se de uma visão insuspeita, segundo Damatta. “Isso mostra que o custo Brasil não é só negativo.” Segundo ele, os estrangeiros sentem no País uma abertura para o novo e sentem que o brasileiro tem uma grande capacidade de gerenciar diferenças.

Os estrangeiros veem nos brasileiros uma grande tolerância com outras religiões e costumes, ao contrário de muitos povos no conturbado mundo de hoje: 94% concordaram com a afirmação de que  “O povo brasileiro é respeitoso e aberto aos estrangeiros.”

Essa facilidade do brasileiro em abraçar povos diferentes pode encontrar explicações no “cunhadismo” – que, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro em seu livro O povo brasileiro, é a instituição social que possibilitou a formação do nosso povo. Tratava-se de um antigo hábito dos índios de incorporar estranhos à aldeia.

Olha. O cunhadismo era praticado assim ó: o índio entrega uma esposa para o estranho, o estranho vira cunhado, e cunhado vira parente. Quem aí se lembra de ter aprendido sobre Diogo Álvares Correia, o português que por volta de 1510 sobreviveu a um naufrágio, foi encontrado pelos índios Tupinambás e ganhou o nome de Caramuru, hein? O cacique Taparica, certamente fascinado por aquele exemplar de europeu, deu-lhe uma de suas filhas, Paraguaçu, como esposa.  Diogo virou genro e, portanto, família… e passou a servir como ponto de contato com os europeus que chegavam às costas do Brasil…

Cara, fico imaginando aqui a gritaria das feministas com essa história de dar a filha…

Mas voltando ao texto da Isto É…

Diante da pergunta “O que lembra o Brasil?” (…) para um país violento como o nosso é surpreendente que o item pobreza, desordem, criminalidade e violência desponte somente em 11º lugar com 6%. (…) O cenário não poderia ser mais favorável para o turismo brasileiro – ainda mais considerando que o País ainda é brindado com a inexistência de desastres naturais – terremotos, maremotos –, como o que arrasou vários paraísos tropicais da Ásia no final daquele ano.

Alguém me avisou
Dona Ivone Lara

Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há
Eu estou aqui, o que é que há
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
Sempre fui obediente
Mas não pude resistir
Foi numa roda de samba
Que juntei-me aos bambas
Pra me distrair
Quando eu voltar na Bahia
Terei muito que contar
Ó padrinho não se zangue
Que eu nasci no samba
E não posso parar
Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há

Ah… que delicia cara… Dona Ivone Lara com Caetano Veloso interpretam ALGUÉM ME AVISOU, samba clássico de autoria dela.. aquelas coisas de brasileiro, né? Fala a verdade! Dá pra ficar indiferente, hein?

Aí encontro um texto chamado 10 motivos para amar o Brasil e os brasileiros, escrito pelo jornalista e blogueiro inglês Schaun Cumming e traduzido pela publicitária e blogueira Marielle Machado. Schaun, que como um gringo apenas observa de longe, diz que precisamos de mais positividade e de dividir com o mundo todas as coisas surpreendentes e incríveis sobre o Brasil que nós sabemos ser verdade. E ele diz:

“Brasil, esta é a minha homenagem a você. Aqui está a minha lista de coisas que eu amo no Brasil, e em vocês, brasileiros. Obrigado.

1) O Brasil aventureiro. Brasil é um lugar para explorar selvagens e belas paisagens como nenhum outro lugar do mundo. Além disso, os brasileiros têm sede de explorar e fazer coisas novas. Este é o meu exemplo: eu tenho pavor de alturas, mas fui contagiado pela vontade de explorar e fazer algo diferente quando visitei o Rio, e decidi saltar de asa delta. Foi uma das coisas mais emocionantes que eu já fiz na vida.

2) A natureza acolhedora do brasileiro. Quando cheguei pela primeira vez no Brasil, eu conhecia só duas pessoas. Algumas semanas mais tarde, eu já tinha dezenas de amigos brasileiros – e muitos deles serão amigos para a minha vida toda. Fui convidado para festas e celebrações e aos corações das pessoas. Eu já viajei o mundo, mas nunca me senti tão bem-vindo em qualquer outro lugar como fui no Brasil.

3) O clima. Vocês, brasileiros, não vão entender isso. Mas sabem que nós britânicos estamos sempre reclamando do clima, certo? Isso porque o tempo aqui é sempre uma porcaria, mas às vezes nos dá um pouco de esperança de que melhore. Talvez apenas por algumas horas de um dia no verão, a gente consiga ter um clima agradável. Mas logo em seguida está congelando novamente. Eu adoro o clima do Brasil. Não dá para explicar o quanto eu amo o calor. Nunca é quente demais para mim.

4) Toda a cultura de praia. O clima me fez lembrar de outra coisa. Eu amo as praias brasileiras, mas, mais do que isso, eu amo a cultura de praia do povo brasileiro. Eu não consigo pensar em um domingo melhor em qualquer lugar do mundo do que passar o dia numa praia brasileira com os amigos.

5) A comida. No Reino Unido, desde criança eu sempre fui considerado “exigente” em relação à comida. Eu sempre comi muita junk food e odiava alimentos básicos como arroz e massas. Até que eu fui para o Brasil e tudo mudou. Eu aprendi que arroz é bom quando temperado com alho. E como eu amo feijão preto! Alguns dos meus pratos favoritos incluem feijoada, pastel de camarão e a moqueca capixaba.

6) As bebidas. Apesar de eu amar caipirinhas e outras bebidas típicas, eu preciso agradecer o Brasil pelo guaraná – que de primeira eu pensei ser algum tipo de suco de maçã, só que mais gostoso. Ah, sim, e também pela água de coco fresca. É bom demais.

7) Churrasco. Já que estamos falando de comida, eu preciso dar uma menção especial ao churrasco brasileiro. Nada de salsicha e hamburguer. Desde a primeira vez que fui a um churrasco, estou convencido de que a carne do Brasil é a melhor do mundo e de que os brasileiros são os melhores em assar carne no mundo. Obrigado.

8) Música ao vivo nas ruas. Vocês podem até estar cansados desse estereótipo do samba, mas, por favor, a música de vocês ao vivo, seja ela pagode ou qualquer outra coisa, é incrível. É com alma, é feliz e eu adoro isso.

9) A cultura do futebol. Eu cresci com o futebol na Escócia, mas eu nunca soube realmente o que é paixão pelo futebol até sentar em um boteco e assistir a um jogo do Campeonato Brasileiro. A intensidade, a rivalidade, a paixão dos fãs são diferentes de qualquer outro lugar do mundo.

10) Os brasileiros. Para ser sincero, esta lista poderia ir até o número 100. Talvez eu faça isso um dia, mas este post é realmente sobre vocês, os brasileiros. Eu nunca conheci pessoas tão felizes, amigáveis, e ótimas companhias. Isso é o que faz o Brasil. De um gringo a todos vocês, isso é o que eu mais gosto no Brasil: você. Eu sei que há um monte de tensões e a mídia estrangeira vai continuar o seu relato tendencioso e desinformado sobre o Brasil. Há também um monte de coisas internas que os brasileiros querem e devem corrigir. Mas este ano, durante a Copa do Mundo do Brasil, eu tenho certeza que vocês vão mostrar ao mundo por que o Brasil é um lugar tão apaixonante.

Pois é… uma Copa do Mundo e uma Olimpíada depois, acho que o mundo só comprovou o quanto nós, brasileiros, podemos ser apaixonantes. Todo mundo aqui é bem-vindo. Nós simplesmente PRECISAMOS ajudar os visitantes a resolver seus problemas. Somos um amálgama de índios, negros africanos, portugueses, holandeses, espanhóis, franceses, italianos, japoneses, bota aí quem você quiser, vai.

Num coração brasileiro tem lugar pra todo mundo.

E se bobear, vira cunhado…

Brasil pandeiro
Assis Valente

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor
Eu fui à Penha, fui pedir ao Padroeiro para me ajudar
Salve o Morro do Vintém, Pendura a saia eu quero ver
Eu quero ver o tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar

O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato
Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar!

Há quem sambe diferente noutras terras, noutra gente
Num batuque de matar
Batucada, reunir nossos valores
Pastorinhas e cantores
Expressão que não tem par, ó meu Brasil

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar!

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar!

Ô, ô, sambar.
Ô, ô, sambar…

E é assim então, ao som de BRASIL PANDEIRO, composição de Assis Valente, aqui interpretada por Iuko Maeda e a Get Jazz orchestra lá de Kawasaki, no Japão, que vamos saindo no embalo.

Com o orgulhoso Lalá Moreira na técnica, a ufanista Ciça Camargo na produção e eu, este brasileiro que quer abraçar todos os amigos do mundo, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Andrea, lá da Itália, o russo Alexis, Ana Carvalho e Florência Costa com Celina Côrtes, Schaum Cumming, Iuko Maeda com a Get Jazz Orchestra, Caetano Veloso com Dona Ivone Lara, o grupo JAM no Mam, Andy Summers com Victor Biglione e, lá de Barcelona, Estefania Saborido com Ramiro Pinheiro e Alvar Monfort,

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E a Nakata tem um canal no Youtube, cara que é tudo de bom, inclusive com os Videocasts que produzi pra eles. youtube.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil, vem pra cá, cara. Vem contribuir conosco, vem participar de um grupo  muito especial de pessoas  que estão se encontrando, que estão se curtindo. Acesse portalcafebrasil.com.br clique lá no banner do cérebro tanquinho e  e venha pra Confraria Café Brasil. Cara! Tá uma festa!

E para terminar, uma frase da cantora Dionne Warwick

O Brasil é o lugar ao qual pertenço, onde me sinto em casa. Lá eles amam suas famílias, seu país e seu Deus, e não tem medo de que todo mundo saiba disso.