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Luciano Pires -

Já pensou se você pudesse viajar no tempo, ir lá para o futuro, ver como a sua vida se desenvolveu, voltar para o presente e fazer novas escolhas? O que você mudaria, hein? Que fascinante…

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro Me engana que eu gosto é o Adriano.

“Luciano. Meu nome é Adriano e há menos de uma semana eu realizei uma cirurgia, fui submetido a uma cirurgia no meu olho, pra corrigir um problema de córnea e durante essa semana então, eu fiquei afastado, eu estou afastado do meu trabalho e como eu não poderia ler, não poderia enfim, acessar outras mídias utilizando a visão, eu resolvi fazer uma imersão em podcasts. E hoje eu conheci o Café Brasil e aí comecei a escutar alguns episódios. Escutei o 492 de novo e o 494, acho muito legais esses dois episódios sobre o propósito e esse último, 514 do Rocket man. Mas, eu queria falar em especial de um que eu escutei essa manhã e eu sempre ouço fazerem referência a esse episódio do número 275 que é o Bohemian Rhapsody. Cara! Eu não sei se eu fico feliz ou se eu me arrependo. Eu não sei se eu fico feliz por finalmente ter escutado esse episódio ou se eu me arrependo de não ter escutado ele antes. Inclusive fazendo referência aos episódios do propósito em que você diz que encontrou o seu propósito com os podcasts, se essa é a sua arte e sua arte seria sensibilizar e desenvolver as pessoas, não preciso te dizer que você está indo no caminho correto e eu até poderia dar uma dica, pra quem ainda não escutou ou quem já escutou gostaria de escutar de novo: fecha os olhos e só escuta, porque a música entra na tua cabeça e… enfim…você viaja assim, na letra e na melodia. Então, estou nessa imersão aí dos podcasts. Diz que muito café dificulta o sono e como eu tenho escutado bastante o Café Brasil, o cérebro fica sempre fazendo exercício, então fica difícil mesmo dormir, mas é para uma boa causa, sempre tentando desenvolver cada vez mais. E eu queria agradecer por você ser responsável por isso e principalmente porque quem entende que a educação é a base para a mudança, entende que em cada momento que a gente pode aprender alguma coisa é valido né? Então eu queria te agradecer, parabéns pelo podcast, pelo Café Brasil  e… vamos em frente. Estou tentando fazer parte da Confraria, se vocês me aceitarem, serei mais um membro. Um abraço. “

Grande Adriano, olha só como o podcast é fascinante….você não precisa nem enxergar pra poder tirar proveito, não é? E quando não enxerga o mergulho é ainda mais profundo! E como você fala de corrigir um problema de visão e hoje tratamos daquela outra visão, seja bem-vindo. Aliás, seja muito bem-vindo à Confraria Café Brasil!

Muito bem. O Adriano receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Lalá, hoje e agente fala de visão, então eu quero que você feche os olhos…

Na hora do amor, use

Lalá – Cadê, cadê Prudence?

Se a gente pudesse transformar a nossa vida numa linha, que começa no nascimento e termina na morte, daria para dividir em três partes. A parte principal seria um ponto no meio da linha ali, em algum ponto da linha, que representa o agora. Este momento. O presente. A parte que estivesse para trás desse ponto, em direção ao momento do nascimento, é o passado. A parte que vai do ponto presente até o momento de sua morte é o futuro. E é nessa linha que nossa mente navega.

Quando estamos curtindo o presente, aquele momento especial em que surge o deleite, o momento de felicidade, estamos nele por inteiro. Os norte americanos criaram um termo para isso: flow. Flow em português é fluxo, corrente. Seria algo como olha:  “estou tão mergulhado na tarefa que não reparei em mais nada.”. Esse mergulho é um estado no qual a pessoa está tão envolvida numa atividade, que nada mais parece importar. A tarefa é tão satisfatória que a pessoa se entrega a ela mesmo que tenha custos ou prejuízos, pelo simples prazer de fazer. Você já deve ter passado por isso, não? E eu já falei disso antes também: é isso que explica um profissional dedicar-se a um projeto pela prazer de fazer, sem buscar qualquer retorno que não o simples prazer de participar. É isso que explica a Wikipedia, por exemplo. Ou o trabalho voluntário que você presta com o maior tesão.

Quando você não está nesse mergulho, quando não está inteiro em alguma atividade, especialmente se é uma atividade chata, repetitiva, a sua mente foge dela. Quer escapar. E para isso tem dois caminhos: ou foge daquele ponto na sua linha de tempo em direção ao passado, onde mergulha nas lembranças, vive a nostalgia das coisas boas pelas quais passou, ou vai para o futuro. Mergulha nos sonhos, naquilo que pode ser. Já disseram que você anda com a  cabeça nas nuvens, hein? Pois é…

Temos então três opções.

Ou você está aqui, agora, inteiro, entregue, ou…
… está nas lembranças do passado ou…
… nos sonhos do futuro.

Que fazer então, hein?

Primeiro é se perguntar por que você não está aqui, agora inteiro, completamente absorto, naquele estado de entrega que representa a felicidade. Naquele momento que você não quer que acabe ou que quando você acaba diz assim: nossa, nem vi o tempo passar… Se o seu trabalho é assim, você é um privilegiado. Se não é, pergunte-se a razão. E questione. Vale gastar o seu tempo de vida num lugar no qual você não quer estar? Se não vale, o que você pode fazer a respeito, hein? Bem, simplesmente jogar tudo pro ar de forma irresponsável não é uma resposta. Mas talvez estabelecer um plano para buscar um lugar onde você queira estar seja um bom começo.

Se você está constantemente no passado, vivendo de lembranças e da nostalgia, cabe também uma reflexão. Qual era o contexto que fazia tudo tão bom, hein? Quanto dessa sensação de prazer de lembrar o passado não é apenas uma imagem idealizada, romantizada? Sim, temos a tendência de maximizar as virtudes e minimizar as falhas do passado. Naquele passado você era mais jovem, suas preocupações eram outras, seus compromissos eram outros. Meu, aquilo passou. Só vale dar uma passada de vez em quando por lá para reforçar o que você aprendeu.  Mas a vida meu, está acontecendo aqui e agora.

E o futuro? E a mente que viaja para a frente, que sonha idealiza… Bem, essa pode ser uma baita ferramenta.

Roda o mundo

Guarabyra

Se você quiser o seu bilhete está aqui.
Se quiser viver e ver o que eu vivi e vi,
É só chegar na estação e dizer que quer sumir,
E aprender a ver cada palmo do seu chão.
Roda o mundo, roda o mundo, cada palmo do seu chão
Roda o mundo, roda o mundo, cada palmo do seu chão.

Esquece o velho lar Paloma.
Grita a canção do “vou-me embora!”
E roda o mundo, roda o mundo, cada palmo do seu chão.
Roda o mundo, roda o mundo, cada palmo do seu chão.

Você ouve Roda o Mundo, com Gutemberg Guarabyra, música dele e de Luis Carlos Sá, lá de 1975, lançada no disco Cadernos de Viagem que o Lalá odeia, mas que eu guardo com carinho no fundo do meu coração…

Quem tem mais de 50 anos certamente foi impactado pela animação A espada era a lei, lançada pela Disney em 1963 que foi baseada num livro de 1938 que contava a história do cavalariço Arthur que, ao tirar uma espada encravada em uma pedra, tornou-se o Rei Arthur da Inglaterra. Foi aquela animação que apresentou ao mundo duas personagens adoráveis: o Mago Merlin e a bruxa Madame Min, quem não se lembra, hein? Merlin foi o mentor de Arthur e era muito conhecido por sua habilidade de prever o futuro.

A lenda do rei Arthur é repleta de passagens que permitem tirar lições valiosas.

E é ao som do Hamilton de Holanda Quinteto com Saudade do Futuro, que contarei uma delas.

Diz a lenda que o garoto Arthur, meio perdido na floresta, chega por acaso à casa do Mago Merlin onde vai encontrá-lo pela primeira vez. Convidado a entrar, Arthur se surpreende ao ver um lugar preparado para ele na mesa.

Reparando na surpresa do garoto, Merlin diz:

– Ah, sim… Como é que eu sabia que você viria? Bem, as pessoas normais nascem vivendo o tempo de trás para frente, sempre avançando. E tudo no mundo funciona assim: sempre seguindo com tempo para frente. Isso faz com que a vida seja mais fácil de ser vivida. Mas desgraçadamente, eu nasci na extremidade errada do tempo e fui condenado a vive-lo de frente para trás, rodeado de um monte de gente vivendo de trás pra frente…

Veja só que metáfora maravilhosa. O que para uma pessoa normal era o futuro, para Merlin era passado. E vem daí o Fator Merlin, nome de um livro de Charles E. Smith que usa a lenda de Arthur para falar de liderança nas organizações. O que o primeiro encontro de Arthur com Merlin nos ensina e que Charles Smith batizou de Fator Merlin, é a importância da capacidade de analisar o potencial do momento presente a partir da perspectiva de um ponto no futuro. Você entendeu? Analisar o que está acontecendo agora, como se você tivesse em algum lugar no futuro. Quando você consegue ter uma visão clara de onde quer estar no futuro, quando consegue visualizar o contexto, as relações, os objetivos, as dificuldades que encontrou para chegar até lá, antes de chegar lá, você age como uma espécie de Mago Merlin: olha a vida lá do futuro em direção ao passado e assim antecipa movimentos, escolhas, consequências e cada degrau que precisa ser vencido para chegar até onde você deseja chegar.

Esse é um exercício precioso, ao qual pouca gente se dedica por achar que olhar para o futuro não passa de sonhar. E o que serão sonhos além de bobagens, hein?

Pois é. Eu no entanto, acho que sonhos podem ser das coisas mais sérias em nossas vidas. Um sonho que coloque você numa posição lá no futuro que não seja uma coisa absolutamente inviável, inalcançável, pode se tornar algo sério se você tomar algumas pequenas providências. A primeira é colocar uma data nele, eu já falei isso. Um sonho com data muda de nome, vira meta. E daí dá para fazer um plano de ação. E aquela bobagem chamada sonho, se torna base para um plano que, mesmo inconscientemente, passa a guiar suas ações, a provocar acontecimentos, a fazer com que você experimente a serendipidade. Lembra dela, hein?

Serendipidade tem sua origem em “Os três Príncipes de Serendipe” um conto árabe que traz a história de três príncipes que, quando viajavam, faziam por acidente descobertas de coisas agradáveis que não estavam procurando. Eu tratei disso no podcast Café Brasil 430 portalcafebrasil.com.br/podcasts/430-serendipidade.

Pois bem. Arhur encontrou Merlin num lance de serendipidade. Eu encontrei o Fator Merlin num lance de serendipidade. Buscando algumas ideias sobre inovação na educação, trombei com o conceito por acaso e ele me abriu uma janela imensa para abordar temas como “propósito”, “visão”, “liderança” e “gestão”.

E aí eu apresento o conceito aqui para você. Se bobear, eu vou ouvir:

– Pô Luciano, que sorte…

Não foi sorte, foi de propósito. Só que eu não sabia.

Chain of fools
Don Covay

Chain, chain, chain, chain, chain, chain
Chain, chain, chain, chain of fools
Five long years I thought you were my man
But I found out I’m just a link in your chain
You got me where you want me
I ain’t nothing but your fool
You treated me mean oh you treated me cruel
Chain, chain, chain, chain of fools

Every chain has got a weak link
I might be weak, but I’ll give you strength
You told me to leave him alone
My father said she come on home
Doctor said take it easy
Whole bunch of lovin is much too strong
I’m added to your chain, chain, chain
Chain, chain, chain, chain,
Chain, chain of fools

One of these mornings the chain is gonna break
But up until then, yeah, I’m gonna take all I can take
Chain, chain, chain, chain, chain, chain
Chain, chain, chain, chain of fools

Corrente de tolos

Corrente, corrente, corrente, corrente, corrente, corrente
Corrente, corrente, corrente, corrente de tolos
Por cinco longos anos eu pensei que você fosse meu homem
Mas eu descobri que eu sou apenas um elo na sua corrente
Você me tem onde você quer
Eu não sou nada além de sua tola
Você me tratou mal, oh você me tratou de forma cruel
Corrente, corrente, corrente, corrente de tolos

Toda corrente tem seu elo fraco
Eu posso ser fraca, mas eu vou te dar força
Você me disse para deixá-lo em paz
Meu pai disse para ela ir para casa
Meu médico disse “vá com calma”
Todo esse punhado de amor é muito forte
Eu estou ligada a sua corrente, corrente, corrente
Corrente, corrente, corrente, corrente,
Corrente, corrente de tolos

Numa manhã dessas a corrente vai se quebrar
Mas até lá, yeah, eu vou pegar tudo o que eu puder
Corrente, corrente, corrente, corrente, corrente, corrente
Corrente, corrente, corrente, corrente de tolos

Que tal, hein? Você ouve Chain Of Fools, canção de Don Covay que estourou em 1967 na voz de Aretha Franklin. Aqui você ouve Negra Li e Pitty interpretando o petardo que fala de uma mulher presa a um relacionamento, mas que sabe que um dia será livre.

Resumindo: com o passado a gente aprende, o presente a gente vive e o futuro pode nos dar direção e inspiração.

Vamos então fazer uma viagem ao futuro. Tá preparado, é?

Vou fazer umas perguntinhas aqui. Recomendo que você ouça esta parte do programa outra vez depois, quando estiver tranquilo, com um papel e caneta em mãos. E que escreva uns comentários a respeito. A ideia é que você tente escrever uma historia sobre… você.

Imagine-se comemorando o dia do seu aniversário de 70 anos de idade, cara! Você está recebendo as pessoas para uma grande festa.

– Quem você acha que estará na festa? Onde a festa vai acontecer?

– O que é que você será lá, com setenta anos de idade? O que terá conquistado na família, nos negócios e na comunidade?

– Que atributos você terá que as pessoas presentes à festa verdadeiramente valorizam, hein?

– O que você gostaria que as pessoas dissessem sobre você quando você não estivesse por perto? O que é que você não gostaria que elas dissessem?

– O que é que você fez que foi verdadeiramente notável? Que tirou você da média? Algo do que você se orgulha?

– Que besteiras você fez, hein?

– Você fará um discurso de agradecimento. O que você vai dizer para revelar a sua verdadeira essência?

– O que você fará em seguida, hein? Quais serão os próximos passos?

Ai! Cada pergunta! Você pensa que é fácil, cara? Tenta fazer esse exercício, você vai ver que loucura que é. Experimente fazer como eu recomendei aqui: escreva as respostas. Conte uma história. Depois vá um pouquinho mais longe, tente estabelecer alguns objetivos voltando lá do futuro pra cá. Repita o exercício para seu aniversário de 60, de 50, de 40, de 3.

Olha, cara! Parece bobagem, não é? Pois tente fazer e depois me conte, viu? Você se surpreenderá ao ser obrigado a pensar em coisas que não gosta, descobrirá que tem muito a ser feito e que se você não começar a agir agora, vai perder tempo precioso que, se hoje tá sobrando, vai faltar lá na frente, meu!

Depois desse exercício, você terá de alguma forma criado uma visão. Vou dar pra você a minha, olha só.

No meu aniversário de 70 anos eu quero estar morando em Lisboa, Portugal. Quero na minha festa meus filhos e netos e parentes mais próximos. E eu quero também amigos especiais. E amigos que farei por lá.

Eu acho bom então eu começar a acelerar a busca pela nacionalidade portuguesa, aproveitando a origem de meu avô.

Eu terei de ter um trabalho que me permita viver em Lisboa, o que me empurra para buscar algo que independa de onde eu moro. Não poderei, portanto, ganhar a vida como um palestrante viajando pelo Brasil.

Acho bom eu acelerar o desenvolvimento de meus projetos de marketing digital cara, de venda de conteúdo pela internet, de monetização dos podcasts.

Preciso organizar um esquema de produção que, se tiver que ser aqui no Brasil  possa ser resolvido com uma vinda minha para cá a cada dois meses.

Sacou? Só com esse pequeno exercício de sonho com o futuro, daqui há dez anos, eu já arrumei pra mim uma porção de providências nas quais preciso começar a pensar já! Preciso entrar com a papelada para tirar nacionalidade portuguesa, eu tenho que mudar meu modelo de negócios, eu preciso tornar meu patrimônio líquido.

Você percebeu, hein? Coisas práticas, para serem feitas já, nas quais eu não pensei antes de visualizar o meu sonho, e que me ajudarão a realizá-lo.

Não é fascinante, hein?

Mas será que vou conseguir cumprir meu sonho, hein? Não sei. Se eu me conheço, provavelmente sim. O fato é que eu já botei uma data nele e transformei em meta. E isso fez com que minha vida começasse a ser dirigida no rumo de Lisboa.

Sem o sonho, sem a visão, nada disso aconteceria. Em vez de levar a vida eu teria deixado a vida me levar

Guerreiro, guerreira
Helião

Maravilha estar aqui
Helião e Negra Li
Então firmou
A luz do sol confirma que o rap é o som
E aí como é que faz
Quero ouvir com vocês
Eu tô pra ver sim, que não é brincadeira
Que tem guerreiro, guerreira
Mais tem que saber que
Hip Hop não é feira
Que bate no peito, que corre na veia
De responsabilidade de verdade
Correr pelo certo e não trair a nossa fé
E ter humildade, em ambas as partes
Para qualquer eventualidade
Pra estar a vontade
Pro que der e vier…
Então venha com axé
E tem futebol sim, tem a sonzeira
Mais tem que saber que
Que não é brincadeira
Que tem guerreiro, guerreira…
Guerreiro é assim corre atrás representa
A chapa esquenta
Demorou pra se envolver todo mundo
Vai quem vai que é capaz
Se é da hora guerreiro que faz
Então bora, bora quer melhora, quer paz
Quem sabe faz a hora não espera acontecer, faz
Errado e certo escolha o seu mundo
Eu vejo tudo e fico esperto, me sinto submerso
Ali em pirituba, escrevo os meus versos
Que é pra ver se vida muda, Deus nos ajuda
A vida tem um preço, mais pode valer menos
Quando ta com defeito, fazer um conserto
Das tripas aos corações, inventa um meio, um jeito
Aumenta a visão, esquece o que ta feito
Então creio que é por Deus pelo amor
Errar não é feio, persistir que é um horror
Contar com o apoio é o melhor que você faz
Pois se azedar o môio, aiaiai…
Eu tô pra ver sim, que não é brincadeira
Que tem guerreiro, guerreira
Mais tem que saber que
Hip Hop não é feira
Que bate no peito, que corre na veia
A boa idéia pra trocar no Paquetá, Mangalot
Paredão rola o som Marcelão, futebol
É bom Vila Nova jogará, toca a bola
Tem que ter coragem pra representar na humildade
Respeito não é viagem
Pode ser melhor sair no rolé
Não ignorar as amizades
Depois vai ter show, na Mirante, Spineck
Bom som no auto-falante, Mirante serve sim
Em Pirituba a nossa história é assim
No samba então deixa cair. Assim que é, bem-bom, na fé!
Infelizmente, mais é só o que é…
Assim que é só pode os sangue-bom colar no parque
Negru Util de Skate, Helião de bike
Ver só de praxe
Não é viagem, é a zica
E pra abrir nossos caminhos o alecrim tem o cheiro
Os vagabundo é ligeiro, os companheiro…
É assim que é Helião Ligeiro na situação
Firmeza Grutil. E ai Negra Li, pode vir dessa vez como vocês então vem, vem
Eu tô pra ver sim, que não é brincadeira
Que tem guerreiro, guerreira
Mais tem que saber que
Hip Hop não é feira
Que bate no peito, que corre na veia
Eu tô pra ver sim, que não é brincadeira
Que tem guerreiro, guerreira
Mais tem que saber que
Hip Hop não é feira
Que bate no peito, que corre na veia

E é assim então, ao som de Guerreiro guerreira, com Helião e Negra Li, que vamos saindo no embalo.

E aí? Vai ou não vai dar uma de Merlin e fazer uma viagenzinha para o futuro?

Com o curioso Lalá Moreira na técnica, a futurista Ciça Camargo na produção e eu,  este Marty McFly de Bauru , Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Adriano, os convidados Marcelo, Fernanda e Pedro, Gutemberg Guarabyra, Hamilton de Holanda Quinteto, Pitty, Helião e Negra Li.

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem uma página no Facebook repleta de informações interessantes para quem gosta de automóveis. Dê uma olhada lá, que vale a pena: facebook.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. Pra quem está fora do país: 55 11 96429 4746. E não esqueça. Estamos também no Telegram, com o canal Café Brasil.

E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer contribuir… aliás, mais do que isso, cara! Vem fazer parte da turminha aqui, olha. Tem mais de quinhentas pessoas reunidas já na Confraria Café Brasil e trocando ideias dentro de um grupo lá no Telegram que você pode acessar clicando no portalcafebrasil.com.br  e naquele link no banner que fala de cérebro tanquinho.

E para terminar, da escritora Sarah Ban Breathnach

A vida nunca se acalma o suficiente pra gente esperar até amanhã para começar a viver a vida que merecemos.