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516 – Pra onde você vai?

516 – Pra onde você vai?

Luciano Pires -

Qual é seu objetivo de vida, hein Você já parou para pensar que ele pode não ser o objetivo que realmente interessa? Que pode ser apenas uma ferramenta? O papo hoje é sobre objetivos, visão e… ação.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí ó, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro Me engana que eu gosto é o Mizael, lá de Curitiba.

“Fala potência. Pôxa Luciano! Ouvindo esse programa, o último, acho que foi o último ou o penúltimo, o 512, que dá a resposta aonde está a menina, que agora está morando em Barcelona. Cara! Foi um chororô, um chororô. Eu, dentro do transporte público, indo de Curitiba a São José dos Pinhais e ouvindo o depoimento, o relato do pai da Gabriela, caí no choro. Sabe o que é teus olhos ficar cheio de lágrimas, teu queixo tremer e tu não poder controlar o chororô. As pessoas olhavam pra mim dentro do ônibus, o headfone no ouvido e eu virava o rosto prum lado, lembrei da minha vida, cara! Lembrei da morte da minha mãe, lembrei dos treze dias e treze noites que eu fiquei perdido em uma mata em Altamira no Pará, uma cidade aí onde você recentemente fez uma palestra, fica próximo de Marabá, no Pará, no estado do Pará. Lembrei da minha jornada, lembrei da vez que eu fui assaltado no Rio, perdi meus contatos, perdi telefone, documento, tudo. Fiquei no meio do mundo. Lembrei quando cheguei em Curitiba com quinze reais no bolso, fiquei numa barraquinha, duas paredes, frio, comendo arroz branco durante dois meses, mas graças a Deus sempre fui forte, sempre fui uma pessoa determinada. Trabalhei em construção civil, fui enrolado e hoje fiz um curso de mestre de obras e há cinco anos estou aqui em Curitiba, ajudando a construir sonhos, porque quem constrói, constrói sonhos. E arrumei uma mulher, casado, já tenho uma filha de três anos, Isadora Chaparro, a minha esposa não é brasileira, é gringa e cara, muito emocionante esse programa. E eu acredito que não foi só eu o único a se emocionar. Houve mais pessoas que se emocionaram e que vai emocionar mais pessoas ainda.E quando tu essa mensagem, acho que dá pra perceber na voz a emoção. Obrigado, brother! Valeu potência!. Um super abraço pra todos do Café. Pra você Luciano, pro Lalá e pra Ciça. E continuem em frente. Super abraço!”

Grande Mizael, olha, muuuuita gente escreveu e mandou mensagens emocionadas sobre a história da Ana Gabriele, viu? Isso ainda vai dar desdobramentos. Obrigado pelo seu depoimento, você também tem uma história de vida repleta de conquistas e eu acho que vai se identificar com o programa de hoje.

Muito bem. O Mizael receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/daktbrasil

Vamos lá então! Lalá. Hoje é especial. Estamos transmitindo ao vivo pelo Netshow.me pela primeira vez a gravação do Café Brasil, então nós estamos aqui os dois gravando e tem uma turminha vendo pela câmera lá, né? Então nós vamos falar pra eles hoje, os dois com muita vontade, você por fav or venha até aqui e juntos hein?

Na hora do amor, use

Luciano e Lalá – Prudence.

Abro o programa com esse diálogo famoso do desenho animado Alice No País da Maravilhas lembrando que em minha palestra O Meu Everest, no momento em que chego ao Campo Base faço uma reflexão sobre os objetivos que temos na vida. Depois de 9 dias de caminhada extenuante, mais de 60 quilômetros em altitudes de 4, 5 mil metros, finalmente eu atingia meu objetivo. Então mostro as fotos do Campo Base para a plateia e digo que já sei o que eles vão perguntar. A pergunta é:

– É isso?
– Sim.
– O que tem lá, hein?
– Pedra.
– O que mais?
– Gelo.
– Dá pra ver o Everest?
– Não!
– Pô, meu, você saiu da tua casa, foi pra puta que pariu pra ver uma pedreira, cara? Não tem nada lá…

E eu digo então:

– Peraí… vocês acharam que eu fui lá para ver o Campo Base do Everest? Não, cara. O Campo Base não tinha nada pra me dar. Na verdade o meu Everest nunca foi só uma viagem… foi um processo. Que começou quando eu era um garoto em Bauru e vai terminar no dia em que eu morrer.

O Campo Base nunca foi o objetivo. O que interessa é tudo que eu fiz antes e depois de chegar nele, a minha volta inclusive, é o processo. O Campo Base foi apenas uma ferramenta…

Isso mesmo ferramenta. Sem o Campo Base eu não teria uma meta, não teria como fazer um plano, não teria um mapa. Foi por causa do Campo Base que eu consegui realizar meu projeto de transformação.

Portanto, não importa que lá só existam pedras e gelo. Eu não fui lá para ver o Campo Base. Fui lá pra me desafiar…

Termino a reflexão provocando a plateia: pense nos seus objetivos. Quantos deles você está tratando como fins, quando deveriam ser apenas um caminho? Sim, muita gente coloca diante de si objetivos que persegue obstinadamente, até que um dia alcança. E quando a pessoa está lá, a gente chega e diz:

– Parabéns! Você atingiu seu objetivo! Como é aí?
– Bom, é uma pedreira…
– Mas você curtiu a ida?
– Não deu.. eu estava ocupado demais trabalhando…
– E a volta, hein?

… pois é…

A gente só pode ter um objetivo na vida, que é viver uma vida boa. Você define aí o que quer dizer “boa” mas eu acho que entendeu a mensagem.

Qualquer outro objetivo além desse, só deve servir como ferramenta para um objetivo maior, o de viver a vida boa.

Sacou?

O objetivo que vale a pena é viver uma vida boa. Todos os outros são apenas ferramentas…

Não tenho medo da vida
Gilberto Gil

Não tenho medo da vida, mas sim, medo de viver
Eis a loucura assumida, você há de imaginar
É que a vida atou-se a mim desde o dia em que eu nasci
Viver tornou-se, outrossim, o modo de desatar
Viver tornou-se o dever de me desembaraçar

A vida é somente um dom independente de quem
Seja capaz de gritar seu nome, alto e bom som
A vida seria um tom, uma altura a se atingir
iver é saber subir, alcançar a nota lá?
Lá no ponto de ferir, se preciso, até sangrar

Não tenho medo da vida, mas medo de viver, sim
A vida é um dado em si, mas viver é que é o nó
Toda vez que vejo um nó sempre me assalta o temor
Saberei como afrouxá-lo, desatá-lo eu saberei?
A vida é simples, eu sei, mas viver traz tanta dor!

A dor na carne e na alma, a calma a se propagar
A durar dia após dia, a varar noite, a dormir
A ver o amor a vir a ser, a ter e a tornar
A amanhecer de novo e de novo um novo dia…
Isso às vezes me agonia, às vezes me faz chorar

Olha que legal… Gilberto Gil com NÃO TENHO MEDO DA VIDA. Viver tornou-se, outrossim o modo de desatar. Viver tornou-se o dever de me desembaraçar…

Vamos então falar da fixação dos objetivos? Tudo começa com uma visão, que nada mais é que a definição de um objetivo ligado a um propósito. Você começa com um sonho, baseado numa paixão, numa inspiração, que proporciona uma visão de onde você quer estar em sua vida, em sua carreira. Essa visão projeta a gente para 5, 10, 20 anos à frente, sei lá quanto tempo e tem claramente os “por quê”, tem o “o quê”, tem o “ como”, tem o “quando” e tem o “onde”.

Quando se tem uma visão clara, fica mais fácil o comprometimento e a motivação para planejar, preparar e finalmente… agir! A visão clara aumenta a sensação de controle sobre nossas vidas, aumenta a auto confiança, reduz stress e nos ajuda a focar naquilo que realmente importa.

Em outro momento da palestra eu mostro a foto de um conjunto de montanhas, com o Everest lá no meio e digo que aquela visão clara de nosso objetivo ali, sob foco, tornava mais fácil que a gente aumentasse nossa eficiência, nossa qualidade e produtividade.

Tá entendido? Quem tem uma visão de seu futuro, sabe para onde está indo e porque está indo, pode focar então muito melhor na eficiência com que chegará lá.

Em programas anteriores, em especial no 492 e no 494, falei bastante sobre  propósito, e resumi a coisa assim:

“Levanto de manhã pensando assim: hoje eu vou mudar a vida de alguém. Sento-me na minha sala e começo a escrever. A desenhar. A gravar. A montar uma palestra. Com um  propósito claro: isto que estou fazendo aqui, cara vai causar impacto na vida de alguém. Vai acender uma luz. Vai apontar um caminho. Esse é meu propósito. É ele que me faz trabalhar 16, 18 horas por dia e ainda sentir falta de fazer mais um pouquinho. É ele que me dá satisfação, que me dá a sensação de estar vivo, de ser útil, de servir pra alguma coisa.

É ele, o propósito,  que me dá a certeza de que, quando chegar a minha hora, algumas pessoas além de meus parentes e amigos, sentirão falta de mim.

É ele, o propósito e não o dinheiro que eu ganho, os prêmios que recebo, os tapinhas nas costas, que me dá a certeza de que terá valido a pena.

Isso, meu caro é muito mais do que simplesmente dar lucro.”

Muito bem, o propósito definido, o que que é preciso, hein? Usar aquelas ferramentas, os vários objetivos que vamos fixando para seguir no caminho daquele propósito. Esses objetivos precisam ter algumas características, que vou listar a seguir. Olha só1

Os objetivos precisam ser desafiadores, mas realistas e atingíveis. É preciso definir objetivos que possam ser alcançados, mas que levem tempo e esforço. Objetivos que não precisam de tempo e de esforço não valem realmente a pena. Nada se compara à sensação de vitória depois de atingir um objetivo que parece inatingível.

Os objetivos precisam ter graus claros. É muito difícil atingir todos os objetivos em sua plenitude, então é necessário ser capaz de compreender quanto daquele objetivo você atingiu. Entendeu? É melhor avaliar quanto você atingiu e não se atingiu ou não. Agindo assim você dá espaço para melhoria, para uma conquista de cada vez. Quem faz montanhismo ou corre maratonas sabe muito bem do que é que eu estou falando.

A determinação dos objetivos deve ser um processo fluído, dinâmico. Um processo que nunca termina. Quando um objetivo é atingido, outro deve ser definido, mais complicado ou numa direção diferente. É assim que a gente vai melhorando. Revise os objetivos regularmente e faça as correções necessárias.

Se existe mais gente envolvida, os objetivos devem ser definidos em grupo, com a concordância de todos. Ou vão se transformar nos objetivos de uma outra pessoa.

Torne os objetivos palpáveis, tire-os de sua mente, escreva-os. Faça sua lista e vá ticando conforme for atingindo. É impressionante como esse processo traz satisfação e deixa mais claro se estamos aplicando nossos recursos com eficiência e obtendo resultados eficazes.

Uma das coisas mais, digamos, milagrosas na busca pelo objetivo, é algo simples, mas que muita gente deixa de lado. Deixa eu voltar na palestra do Everest, olha só…

Nela eu conto que odeio academia. Essa história de ficar lá puxando ferro, correndo sobre uma esteira por uma hora, é um saco, cara. Pra piorar, parece quer todo homem que vai na academia é mais bonito que a gente. Eu não quero, eu não vou. Mas eu vou pro Everest.

Quando decidi ir, entrei em contato com empresas que fazem esse trabalho de levar a gente até lá. Mandei um e-mail para uma delas, que me pediu para preencher uma série de questionários. Queriam saber de minhas condições de saúde. Eu mandei tudo e fiquei esperando. Uns dez dias depois recebi a resposta:

– Mr. Luciano Paires, congratulations. O senhor foi aceito no nosso grupo. Prepare-se. Dentro de 12 meses o senhor estará em nosso grupo, rumo ao Campo Base do Everest. Bem-vindo à maior viagem da sua vida.

Ah cara! Quando recebi aquele e-mail, comecei a tremer… Eles me aceitaram e agora eu tinha de ir. E mais, eu tinha 12 meses para entrar em forma, para perder peso, para reforçar as pernas e as costas.

Fui para a academia, me matriculei e comecei a fazer quase todo dia. Uma hora, uma hora e meia por dia. Mais que isso: eu contratei um personal trainer, um gorila. Que colocava os pesos e ficava em cima da minha orelha dizendo assim ó:

– Vai…vai… vai…

E eu gostava, cara…

Mas como assim, cara “gostava”? Eu acabei de dizer que eu odiava a academia e agora dizia que gostava, cara? Ninguém muda de ideia assim, de uma hora pra outra. Qual terá sido milagre, hein?

– Bom… Tem gente que diz que foi o gorila… como o Lalá né?

Mas não. O milagre estava dentro daquele e-mail que eu recebi da empresa que ia me levar para o Everest.  Naquele e-mail tinha uma coisa pequenininha, simples e óbvia, que quando apareceu, mudou minha vida. Sabe o que que tinha lá, hein?

Uma data.

Quando coloquei uma data em meu sonho, deixou de ser sonho. Passou a ser meta. E então eu pude fazer um plano de ação. Não se faz plano de ação para sonhos, mas para metas!

Assim que eu me vi diante de uma meta, ficou claro: cara! Eu tinha 12 meses para perder 9 quilos, para reforçar os músculos. Então passou a fazer todo o sentido correr durante uma hora numa esteira, puxar ferro…

Sacou? Você tem um sonho ligado a seu propósito, hein cara? Bote uma data nele!

Transforme seu sonho numa meta, crie um plano de ação e parta para executar!

E sabe o mais legal? Essa data não precisa ter um prazo curto. Não precisa ser nada para daqui a pouco. Por exemplo, digamos que você tenha um sonho que é aos 80 de idade anos morar na China. E você tem 20 anos de idade.

Bote a data!

– Mas Luciano, uma data para daqui a 60 anos, cara? Que sentido faz isso?

Faz todo o sentido.

Se você decidiu que dentro de 60 anos estará vivendo na China, e tiver que escolher que idioma vai aprender a partir de hoje, qual você vai escolher? Francês? Alemão? Ou chinês?

Percebe? Quando você coloca uma data em seu sonho e o transforma em meta, automaticamente vai alinhando sua vida naquela direção. Mesmo sem perceber.

– Vou perder 12 quilos!
– Quando, hein?
– Não sei.
– Então não vai…
– Vou parar de fumar!
– Quando?
– Não sei.
– Então não vai…

Entendeu? Comece colocando uma data em seu sonho. Transforme-o numa meta. E então crie seu plano de ação.

Vamos então a um outro lado muito importante dessa equação. Recentemente compareci a um evento onde Abilio Diniz, um dos antigos donos do Grupo Pão de Açúcar e dos mais bem sucedidos empresários brasileiros, fez uma palestra. Começou contando que quando pequeno era filho de um padeiro e sofria bullying na escola. A diversão da molecada era bater no Abílio. E hoje é um bilionário. E num determinado momento ele solta assim:

– Se hoje eu estou aqui, você também pode estar…

Eu me peguei pensando… sabe quando eu vou conseguir estar num lugar como o dele, hein cara? Nunca. Talvez em outras quatro encarnações. Ou então se eu ganhar sozinho na loteria.

Mas esse discurso do perdedor que dá a volta por cima é irresistível, não é? É o que a gente mais vê por aí! E não acho que exista nada de mal em você se visualizar lá na posição do Abílio. Já pensou, hein? Que bom poder usar alguém como ele como referência. Mas é só como referência, viu.

O que é que ele ensina para mim? Que dá para crescer mesmo sem ser filho de rico. Que é preciso trabalhar pra caramba, cara. Que tem de ter disciplina. Que é preciso agir! E que tem de ter sorte…

Pois então. Sonhar, visualizar o sucesso, é uma delícia. Mas o sonho só tem sentido se estiver acompanhado de ação. Essa coisa do pensamento positivo é excelente para focar a nossa energia, nos motivar e abrir o apetite para seguir em frente.

Mas só abre o apetite… tem de comer, meu.

Pensamento positivo não é pensamento mágico. Não faz que as coisas aconteçam do nada.

Pensa positivamente, visualizar onde você quer estar, é como desenhar um mapa. Depois que ele estiver pronto, não basta olhar pra ele. Tem que seguir o caminho.

É aí que um pouco de pensamento negativo pode ser uma grande ferramenta. Veja só: existe uma tremenda diferença entre dizer “sou um perdedor e nunca vou chegar lá” e dizer “putz…esse meu objetivo não vai ser fácil cara, vou ter de trabalhar duro”. Sacou?

No primeiro caso, o do perdedor, é um pensamento negativo ruim, que já derrota você na largada. No segundo caso, o do reconhecimento que não vai ser fácil, temos um pensamento negativo bom, que nos deixa apreensivos e cientes de que temos de nos preparar, investir e trabalhar, trabalhar, trabalhar… Como fez o Mizael. Como fez o Wcirley, o pai da Ana  Gabriele.

Os especialistas garantem que pessoas que visualizam não apenas seus sonhos, mas os obstáculos que estão no caminho, que visualizam cada passo que precisam dar para fazer o sucesso acontecer em vez de visualizar apenas o sucesso em si, tem mais possibilidade de chegar lá.

Você reparou no que eu disse, hein? “Fazer o sucesso acontecer”? Tem um chamado para ação nessa frase. Visualizar e esperar que chegue não dá, meu caro. Tem de ir buscar…

É a velha questão do equilíbrio que vira e mexe eu cito aqui no Café Brasil. E-qui-lí-brio.

Tem gente que pensa nos obstáculos e só nos obstáculos. Isso deprime e derruba a autoconfiança. Paralisa.

E tem gente que pensa no sucesso, e só no sucesso. Fica ocupada demais curtindo fantasias para pensar nas dificuldades. Mete as caras… e quebra a cara.

E tem gente que pensa no sucesso como um futuro incerto, cheio de pedras pelo caminho, arregaça as mangas e vai buscar.

Não existem respostas fáceis. Não existem saídas fáceis. Não tem mágica. Não existe moleza, meu caro.

Sai da baleia, meu!

Vamos então ao nosso resumo. Os objetivos que realmente interessam em nossas vidas devem ser encarados como o resultado desejado que seja um passo na direção de uma visão, de um propósito e que tenha um plano de ação. Se não tem plano de ação é só meta. Se nem meta é, é só sonho.

Sem um plano de ação, seu objetivo não passará de um sonho, um desejo, o que é muito legal, cara! Sonhar é uma das coisas mais fantásticas que mente humana pode fazer, mas serão apenas sonhos…

Ai cara! É tão óbvio que dói…

Mestre Jonas

Rodrix
Guarabyra

Dentro da baleia mora mestre Jonas,
Desde que completou a maioridade,
A baleia é sua casa, sua cidade,
Dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho.

E ele diz que se chama Jonas,
E ele diz que é um santo homem,
E ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria,
E ele diz que está comprometido,
E ele diz que assinou papel,
Que vai mantê-lo preso na baleia,
Até o fim da vida,
Até o fim da vida,

Dentro da baleia a vida é tão mais fácil,
Nada incomoda o silêncio e a paz de Jonas.
Quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora,
A baleia é mais segura que um grande navio.

E ele diz que se chama Jonas,
E ele diz que é um santo homem,
E ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria,
E ele diz que está comprometido,
E ele diz que assinou papel,
Que vai mantê-lo preso na baleia,
Até o fim da vida,
Até o fim da vida,
Até subir pro céu.

E é assim então, ao som do clássico de Sá, Rodrix e Guarabyra, MESTRE JONAS, que este Café Brasil vai saindo de mansinho. Mansinho nada cara, vai saindo na pauleira. 

Sonhe sim, sonhe muito, sonhe grande. Mas coloque ao menos um pé no chão. Se você não sabe para onde está indo, jamais conseguirá chegar lá.

Com o orientado Lalá Moreira na técnica, a desorientada Ciça Camargo na produção e eu, perdido em tantos mapas, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco o Mizael, George Harrison com a trilha do documentário Everest, Gilberto Gil e Sá, Rodrix e Guarabyra.

O Café Brasil só chega até você porque a Nakata, também resolveu investir nele.

A Nakata, você sabe, é uma das mais importantes marcas de componentes de suspensão do Brasil, fabricando os tradicionais amortecedores HG. E tem uma página no Facebook repleta de informações interessantes para quem gosta de automóveis. Dê uma olhada lá, vale a pena: facebook.com/componentesnakata.

Tudo azul? Tudo Nakata!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer contribuir, agora é possível fazer uma assinatura do programa. Dica: aproveite pra aderir agora. A gravação deste programa, por exemplo, foi transmitida para a Confraria e quem estava online foi comentando conosco durante a gravação. Vem pra cá, meu! Acesse portalcafebrasil.com.br e clique no banner do fitness intelectual para quem quer cérebro tanquinho.

E para terminar, do escritor e futurista Joel Barker

Visão sem ação é apenas sonho. Ação sem visão é apenas passatempo. Visão com ação pode mudar o mundo.